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Ponto de Observação

11:15 · 16.04.2018 / atualizado às 11:15 · 16.04.2018 por


Wilton Bezerra. Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares

As vitórias, além de boas, têm também o poder de mascarar defeitos.
O Fortaleza venceu o o Guarani de Campinas, no sábado, por 2 X 1.
Ótimo.
Uma magistral cobrança de falta, através de Gustavo, nos descontos, deu a vitória ao tricolor do Pici.
O empate de 1 a 1, que andou ameaçando a maior posse de bola e volume do Fortaleza, certamente, seria mal recebido pela torcida.
No primeiro tempo, o time paulista se fechou e não recebeu uma maior pressão no seu campo.
Na segunda etapa, quando saiu para o jogo, de forma paulatina, empatou a partida e criou mais duas oportunidades de marcar, com Rondineli e Bortoluzo.
E, olhem bem, numa fase em que o Fortaleza teve um rendimento positivo pelo lado direito do campo, com Edinho e Tinga.
Então, é preciso ter jogadas de infiltrações,a partir de um meio campo capaz de elaborar melhor, e exercer maior pressão no lado inimigo.
No caso do Ceará, em São Paulo, ficou bastante claro que a rigidez defensiva não pode ser mão única em busca de um resultado satisfatório – um empate por exemplo.
Correr atrás do Santos, acabou sendo prioridade do alvinegro no jogo.
Saídas consistentes dessa situação, em pontadas de contra-ataques, sumiram quase que por completo.
Interessante, Jair Ventura, treinador do Santos, é mestre em jogar de contra-ataque dando bola e campo ao adversário.
Deve ter observado a incompletude dessa maneira tática de atuar dos comandados de Chamusca.
E outro dado: erros individuais criam fácil o inferno das derrotas.
Desconcentração é fator imperdoável.
O treinador alvinegro já anunciou que mudanças de modelo estão a caminho para o jogo contra o São Paulo.

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