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Tag: Eleições 2012


16:55 · 28.10.2012 / atualizado às 16:55 · 28.10.2012 por
15:00 · 27.10.2012 / atualizado às 17:42 · 26.10.2012 por

O aperfeiçoamento da máquina eleitoral aqui, em Fortaleza, chegou a tal ponto que levou para o segundo turno dois candidatos totalmente desconhecidos da maioria dos eleitores: Elmano (representante da Sra. Prefeita) e Roberto Cláudio (do Sr. Governador).

Segundo dados oficiais do TRE, Elmano obteve 318.202 votos e Roberto Cláudio, 291.740 (diferença muito pequena).

Os votos de protesto somaram um total de 361.211 (entre nulos e brancos).

Tudo isto é muito pouco para quem quer governar nossa cidade com o apoio da maioria.

Cristiano Câmara – Pesquisador

14:00 · 27.10.2012 / atualizado às 17:39 · 26.10.2012 por

Gosto quando a disputa eleitoral é equilibrada. Estimula a participação popular, dá maior legitimidade ao ganhador e amplia sua responsabilidade.

O pleito municipal tem a vantagem de conservar próximos ganhadores e perdedores. Portanto, entrelaçadas permanecem as consequências da vitória e da derrota: uma para fazer, a outra para cobrar. Ao observador é dada a oportunidade de, no sensível campo do poder, analisar com profundidade as reações humanas.

A atual disputa em Fortaleza lembrou-me uma das mais renhidas de todos os tempos, na qual Ciro Gomes e Edson Silva lutaram pelos votos nos mais escondidos rincões. Ciro venceu por pequena margem. No presente pleito, Elmano de Freitas e Roberto Cláudio repetiram a cena. E mantiveram postura respeitosa. Quando muito, um tom mais forte ou naturais arranhões. Do que for eleito aguardo o cumprimento das promessas de campanha. Sem ilusões.

Independente das questões partidárias, há o saldo positivo do exercício democrático. É sabido que este se aperfeiçoa na medida em que põe os homens mais vigilantes e participativos no contato permanente com a coisa pública.

Assim, lembrando o famoso político ateniense Péricles, espero que a “administração sirva aos interesses da maioria e não de uma minoria”. Só dessa maneira estará justificado tudo que foi gasto, empregado e havido na presente pugna sucessória.

Tom Barros – Jornalista

13:00 · 27.10.2012 / atualizado às 17:34 · 26.10.2012 por

Estamos bem distantes do ideal quanto às eleições em nosso país. É verdade que conseguimos nos colocar à frente de muitos países do mundo na forma de votar e quanto à apuração das eleições. Mas a expressão de nossos pensamentos, a maneira de dizermos o que nos interessa, a quem preferimos para dirigir nossos destinos, como fazer essa escolha sem pensar nos interesses pessoais imediatos, isto ainda está muito distante.

Chegamos a trocar nosso voto – a maior e melhor arma que possuímos – por dentaduras, empregos, caronas, dinheiro. Nos sofisticamos, mas continuamos a trocar pelas mesmas coisas de forma diferente. Ouvimos frases de nossos parentes e amigos como: “- Não vou votar em fulano porque ele não fez nada pela minha família”.

É um pensamento egoísta e idiota. O político não está no cargo para fazer nada pessoal para ninguém e sim para criar leis que abranjam toda a população, executar ações que beneficiem a todos, adotar normas de procedimento desassociado do favor pessoal.

Tivemos nessa eleição dez candidatos à Prefeitura dos quais cinco conhecidos do grande público saíram à frente nas primeiras pesquisas. Aos poucos o quadro foi se modificando e chegamos hoje a um resultado conquistado no dia sete último, quando ficaram para o segundo turno dois candidatos desconhecidos do público.

Quem vai ganhar a disputa? Não importa, vai ganhar ou a máquina municipal ou a estadual. Não teremos candidato vencedor.

M. A. Azevedo (Nirez) – Jornalista do Instituto do Ceará

12:00 · 27.10.2012 / atualizado às 17:27 · 26.10.2012 por

Muito embora a incoerência seja marca registrada da maioria dos políticos, de modo especial nos períodos eleitorais, o pleito deste ano se superou nesse aspecto, tanto na formação quanto na dissolução de alianças, com destaque para a que nos pleitos de 2008 e 2010 envolveu as duas principais lideranças do Estado, o governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins.

É fato que em 2004 Cid, então prefeito de Sobral, declarou apoio a Luizianne no segundo turno contra Moroni Torgan, que agora apoia o candidato de Cid governador, Roberto Cláudio. Vale ressaltar que o apoio de Moroni foi também tentado pelo candidato de Luizianne, Elmano de Freitas. Dá para ver a salada ideológica que vem ocorrendo a cada pleito não apenas em Fortaleza e no Ceará, como de resto no País inteiro, com alianças esdrúxulas envolvendo até partidos antagônicos como o Psol e o DEM.

De resto, as eleições em Fortaleza, baixarias de ambos os lados à parte, podem ser consideradas normais, nada havendo, portanto, a se estranhar, nem mesmo a grande quantidade de votos nulos que tivemos no primeiro turno e que segundo previsões abalisadas deverá se repetir nesta segunda fase.

Neno Cavalcante – Jornalista

10:00 · 27.10.2012 / atualizado às 17:19 · 26.10.2012 por

Ao acompanhar as campanhas eleitorais, reparo que elas possuem o condão da magia de mostrar o que é bom para Fortaleza. Em acirrada disputa de votos, os candidatos têm apresentado seus generosos propósitos políticos.

Que a verdade do bem dê à nossa cidade o que ela tanto merece e tem carecido: saúde. Fortaleza está doente, precisa de cuidados médicos, portanto, voto em Roberto Cláudio.

Totonho Laprovitera – arquiteto e artista plástico

09:00 · 27.10.2012 / atualizado às 17:15 · 26.10.2012 por

Duas forças políticas, antes aliadas, agora se digladiam, como quem visa à conquista de território e nesta espera finca a sua bandeira.

Na viabilização da peleja, a prefeita Luizianne Lins e o governador Cid Gomes escolheram, respectivamente, seus coadjuvantes; estes, por sua vez, realizaram uma campanha que os deixa muito próximos aos pregadores messiânicos. Tentam passar a ideia de que, uma vez com as chaves da cidade, vão transformá-la num paraíso da arquitetura, da saúde, da segurança e da mobilidade.

São os tempos das poucas – ou quase nenhuma – opções.

 

Carlos Augusto Viana – Jornalista e professor

08:00 · 27.10.2012 / atualizado às 17:05 · 26.10.2012 por

Aqui em Brasília não temos eleição municipal. Nos voltamos para o pleito de nossas cidades de origem. Eu, por exemplo acompanho com o maior interesse a eleição em Fortaleza; o segundo turno em 50 municípios promete mais reviravoltas do que em pleitos anteriores.

As eleições nas capitais são as mais acirradas dos últimos 20 anos. A esperança é que o eleitor fortalezense escolha o nome que possa traduzir em realidade todo o sonho que temos de uma cidade limpa, urbanizada, arborizada, com transporte coletivo capaz de atender a população. Um prefeito que prepare a cidade para os turistas, para a Copa, mas que não esqueça os que moram nela.

Aguardo o resultado das urnas com medo do voto do eleitor “maria-vai-com-as-outras”. Aquele que joga no lixo toda nossa esperança, obrigando-nos a esperar mais 4 anos.

Wilson Ibiapina, jornalista da Sucursal do Sistema Verdes em Brasilia

08:00 · 08.10.2012 / atualizado às 16:29 · 11.10.2012 por
17:59 · 07.10.2012 / atualizado às 17:59 · 07.10.2012 por

Em Jaguaruana, no Vale do Jaguaribe, 100% das urnas já foram apuradas. A candidata Ana Teresa (PT) é a vitoriosa. Ela tem 52,47%. O candidato Bebeto (PMDB) teve 42,27%. Roberto, do PSOL, ficou com 0,27%.

Fonte: TSE