Rock Nordeste

Categoria: Blues


16:32 · 05.08.2014 / atualizado às 16:48 · 05.08.2014 por

O projeto Casa do Blues vai retomar suas atividades musicais no palacete do Estoril, localizado na Praia de Iracema. A decisão aconteceu após a Associação Casa do Blues, entidade jurídica que responde pela iniciativa, acertar o repasse integral de verbas com a Prefeitura de Fortaleza, garantindo sua execução até o dia 27 de dezembro. Os shows já começam no próximo sábado (9).

FOTO: Chris Machado
Público no primeiro show da temporada 2014 do Casa do Blues. FOTO: Chris Machado

As atividades foram suspensas após impasse no pagamento do convênio celebrado entre a Associação Casa do Blues e a Prefeitura de Fortaleza. “Iniciamos o projeto sem nenhum pagamento (…) na confiança de que os valores seriam liberados no prazo de dois meses”, desabafou Leonardo Vasconcelos, presidente da entidade, ao justificar a suspensão em julho de 2014. Com a demora no repasse, os artistas decidiram voltar a ser apresentar apenas com o pagamento garantido.

No total, a Associação vai administrar um montante de R$ 120 mil, que serão gastos no pagamento das bandas, na montagem do palco e no aluguel do equipamento de som.

Sobem ao palco no próximo sábado, a partir das 18h, os grupos De Blues em Quando, Puro Malte, Blues Label e Felipe Cazaux. A entrada é gratuita.

10:54 · 30.04.2014 / atualizado às 10:54 · 30.04.2014 por

A retomada do projeto Casa do Blues conseguiu reunir no último sábado (26) cerca de mil pessoas no Estoril, na Praia de Iracema. Dando sequência à série de shows, que vão se estender por todos os sábados até novembro, sobem ao palco no próximo dia  3 de maio as bandas Anderson Camelo Trio e De Blues em Quando.

A novidade da próxima edição é a mudança de local do palco, que deixa de ser voltado para a Rua dos Tabajaras e será montado nos fundos do palacete, com vista para o mar. A entrada é gratuita.

FOTO: Chris Machado
FOTO: Chris Machado
10:35 · 17.04.2014 / atualizado às 09:38 · 25.04.2014 por

Um dos responsáveis por injetar doses cavalares de blues em Fortaleza, o projeto Casa do Blues volta à ativa a partir do dia 26 de abril, no Estoril, ponto de referência cultural da cidade Fortaleza. As apresentações acontecem aos sábados de abril a novembro, a partir das 18h30.

No primeiro dia, sobem ao palco as bandas Puro Malte, De Blues em Quando, Blues Label e Felipe Cazaux. A entrada é gratuita.

FOTO: Alcides Freire
Estoril recebe os shows da Casa do Blues FOTO: Alcides Freire
20:19 · 19.09.2013 / atualizado às 21:27 · 19.09.2013 por

Bruce Springsteen é rei, disso eu não tenho dúvida. Um dos maiores ícones vivos do rock mundial e uma das mentes mais politizadas da cena roqueira. Quando soube do show dele em São Paulo, até pensei em me mandar para assisti-lo, mas não deu. E como lamento. Na noite da quarta-feira passada (18), o “boss” cantou durante mais de três horas, “surfou” sobre o público e empolgou todo mundo fazendo uma versão de uma das maiores canções do Maluco Beleza, Raul Seixas, “Sociedade Alternativa.

Quem estava lá deve ter aproveitado o dobro do show com esta belíssima homenagem que pode, inclusive, ser repetida no sábado no show do cara no Rock in Rio, uma vez que ele é a atração principal daquele dia. Outras coisas que ele fez na apresentação no Espaço cedas Américas: recebeu beijo de fã, fez o que o Paul já tinha feito no Castelão, em Fortaleza, ao levar um casal para  o palco para que o namorado da moça a pedisse em casamento, tomou uns coles de cerva e chegou até a dizer que queria dar uns ‘pegas’ em uma senhora que estava por lá.

A interação com a audiência foi total. O público manteve uma tradição dos shows do cantor, que é levar cartolinas que exibem o nome das músicas que desejam ouvir. E Springsteen atendeu a vários pedidos, o que deixou a a apresentação com muitas canções de seu álbum mais popular no Brasil, “Born in the U.S.A.“, de 1984, com “No Surrender“, “Bobby Jean“, “Darlington County” e “Working on a Highway”.

Pessoas choraram quando ele cantou a balada “The River“, aberta e encerrada com Springsteen tocando gaita. Pessoas pularam com dois hinos de 1978, “Badlands” e “The Promised Land“. E pessoas subiram no palco, como várias garotas (entre elas uma menininha que tentou cantar com ele em momento fofo do show).

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Ensopado de suor, Springsteen reservou uma sequência matadora de clássicos para encerrar a noite: “Born in the U.S.A.” (1984), “Born to Run” (1975), “Dancing in the Dark” (1984) e “Tenth Avenue Freeze-Out” (1975).

Esta última foi uma homenagem ao saxofonista Clarence Clemons (1942-2011). A letra fala do encontro do cantor com o músico que o acompanhou por décadas, agora substituído por seu filho no sax da E Street Band.

Na saída da casa paulistana, a expressão de satisfação da plateia era evidente. Todos colocavam fé na promessa que Springsteen fez, de voltar logo ao Brasil.

Antes deste show e da apresentação que fará sábado no Rock in Rio, ele esteve apenas uma vez no país, há 25 anos, como participante da turnê da Anistia Internacional, mas sem dar um show completo. Ele dividiu a programação no estádio do Palmeiras, em São Paulo, com Sting, Tracy Chapman, Peter Gabriel e outras atrações.

Com informações da Folhapress

09:00 · 13.05.2013 / atualizado às 22:49 · 13.05.2013 por

Você não sabia que existia, mas existe. Você nunca ouviu falar, mas deveria.  Nas próximas linhas apresento a vocês um pouco do Rock N’ Roll da terra dos Aiatolás, o Irã. O rock iraniano é amplamente produzido na Europa e também em círculos underground de Teerã, a Capital do Irã.  Quase que em sua totalidade cantado em persa, o que demonstra o sentimento de nacionalismo dessa galera, o Rock do Irã, é claro, tem suas raízes no rock americano, britânico e também no alemão. No entanto, alguns elementos do País são inseridos no som dos caras para dar um ar mais original ( e exótico, cá para nós).

Cena do filme "'No one knows about Persian Cats". FOTO: DIVULGAÇÃO
Cena do filme “‘No one knows about Persian Cats”. FOTO: DIVULGAÇÃO

No início da década de 1970, assim como na maior parte do mundo, a cena roqueira do Irã começava a dar seus primeiros passos, mas, infelizmente (e é infelizmente mesmo), em 1979, com a “revolução” islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini proibiu o rock, assim como toda forma de de expressão musical no País, o que foi um atraso e retrocesso para um lugar que começava a mostrar seus estilos mais íntimos.

Na verdade, toda a música foi proibida, inclusive, com instrumentos musicasis sendo queimados em praça pública. Gravações, concertos e o porte de instrumentos, tudo, tudo foi proibido. “A música é como uma droga. Quem adquire o hábito já não pode dedicar-se a atividades importantes… Temos de eliminá-la completamente”, disse o aiatolá a uma rádio daquele País.

Vender instrumentos musicais, então, crime rapaz. Ou seja, naquela época, era o mesmo que traficar drogas aqui no Brasil. Crime com direito à punição e prisão.

Somente em 1990, o então presidente Mohammad Khatami  decidiu defender  um ambiente cultural mais amplo e o Irã chegou a vislumbrar um florescimento de uma turma  “raçuda”, que curtia rock e porque não, heavy metal, death metal e por aí vai.  Daí a cena underground iraniana foi surgindo e no final dos anos 1990  o público dessas bandas também apareceu, ainda que os shows sejam restritos pelo Governo e as bandas tenham que pedir permissão para poderem realizar suas apresentações de rock, o que requer que a música passe por uma censura do Ministério da Cultura. Isso te lembra alguma coisa?

Indico
Daí, meu amigo, em tempos de redes sociais, é mandar ver no Twitter, Youtube e Facebook. Indico a vocês entrarem na página oficial do Eendo. Os caras além de colocarem suas músicas, disponibilizam também de toda a cena local. Legal, né?

Bem, eu, particularmente, conheci o som que vem do Irã há uns dois anos, quando assisti ao filme No One Knows  About  Persian Cats, do diretor Bahman Ghobadi (as produções cinematográficas do Irã, em minha opinião, estão entre as cinco melhores do mundo).   O longa conta a história real de um casal de jovens músicos e a dificuldade para montar e promover uma banda de indie rock em Teerã.

Acreditem se quiser, mas o diretor Bahman Ghobadi chegou a ser preso duas vezes enquanto rodava o filme, é  claro, por querer passar uma imagem que vai contra aos padrões rígidos de seu País. Ele insistiu na produção por causa do “entusiasmo” e “energia” dos jovens atores. Não perca tempo e corra atrás desse filme, porque é um deleite só e muito dificilmente você irá encontrar nas “melhores locadoras”.

Dito isto, vamos ao top ten do Rock Pop Iraniano.

10. Ahoora

Banda iraniana de death metal na terra dos aiatolás? Pois é, o que vale é o resistir. A banda já lançou três discos Ahoora (2006), All in Blood with You (2007), e Awkward Diary (2010). Este último com elementos do Heavy Metal, Groove Metal, Hardo Rock e Jaz Melódico.

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09. Aliaj

O Aliaj é a banda de metal mais antiga do Irã, e olha que os caras formaram o grupo há apenas 12 anos, em 2001. Até o momento só se tem notícia de um álbum lançado pelo grupo, sendo com três músicas em persa e o resto em inglês. O grupo já se apresentou em alguns shows em sua terrinha e atualmente tocam um estilo mais para o lado do rock progressivo.

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08. Atria

O Atria é um dos grupos mais foderosos que existe. Tocando o que se denominou  technical/melodic death metal a banda surgiu em 2007 tocando cover do  Iron Maiden, Slayer e Megadeth. O primeiro álbum dos caras, chamado “Sound Of Atria “ foi lançado no dia  16 de agosto  de 2010.

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07. The Yellow Dogs

“Os cães amarelos” (que nome!)  são de Teerã, no Irã, e cantam em inglês, com muita influência da música dos anos 1980, em especial  Joy Division. A  música  dos dogs não foi aprovada pelo Ministério da Cultura e Orientação Islâmica do Irã, e, por isso, como a maioria, é considerada ilegal. E como a maioria também, os meninos se mandaram para os Estados Unidos, a fim de terem mais liberdade e melhoria do som.

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06. Kiosk

Talvez a banda iraniana mais promissora de seu País, apesar de ter todos os seus seis discos proibidos por lá. O Kiosk tem em sua música  influências do blues, rock alternativo e country rock, com é claro, pitadas de regionalismo.

 

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05. Bomrani

Como diz na página oficial do Facebook deles,Bomrani é formado por um grupo de moleques que se inspiram no blues e na música country, tentando conquistar um público iraniano com esses estilos, adaptando cada letra ao farsi. Rola muito improviso no som dos caras e muitas das vezes tudo não passa de uma brincadeira, sem qualquer pretensão em especial. Por isso curto eles.

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04. Mohsen Namjoo

Considerado pelo New York Times como o Bob Dylan do Irã, Namjoo é um mestre na arte de fazer boa música, com letras marcantes que falam da cultura, religião e cotidiano da sociedade iraniana. Influenciado pelo Blues e Rock, o artista foi ao longo de sua carreira foi construindo os alicerces para fazer a crítica que queria ao Governo de seu País. Em 2006 foi condenado à prisão de cinco anos por tribunais iranianos por supostamente ter  ridicularizado o “ash-Shams”, um sura do Alcorão na canção chamada “Shams”.  Foi condenado, mesmo pedindo descuplas em público.

E é essa que eu disponibilizo aqui.

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03. Ballgard

Formada em 2005, a Ballgard é uma banda de rock underground do Irã, com umas pegadas bem rock britânico. Tudo o que ouvi deles até aqui eu gostei. Super indico o disco Rajazzalin.

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02. Eendo

Por que o Eendo aqui? Bem, a dupla está em seu primeiro disco, Bord o Baakht (Ganhar ou perder em farsi), e como os dois acreditam, o ritmo é o caminho que deve ser seguido, por isso não se prendem a estilos musicais. Tanto que no álbun você vai ouvir influências de Gypsy Jazz, Rock, Klezmer, Trad Jazz, Latina e Clássica. Como o título sugere, o álbum é sobre contradições na vida: alegria e tristeza, União e Separação, compaixão e crueldade, contentamento e Ganância, celebração e Luto, amor e luxúria, intoxicação e sobriedade, divina e terrestre, alto e baixo, Vencer e perder.  Ou seja, é intenso e delicado, como uma boa música deve ser.

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01 “127”

Se você ouviu e não se interessou pela história e nem pelo som de nenhuma das bandas até agora citadas, com certeza, você vai gostar de saber que o 127 resolveu fazer uma música que todo brasileiro adora. Eu, falando com o guitarrista do Ballgard, e ele me contou que adora a música brasileira. Pelo visto não é só ele.  Bem, o 127 tem uma pegada alternativa com misturas de jazz e, é claro, melodias iranianas. Os caras já têm quatro discos e o Khal Punk, de 2008, é o que todo brasileiro deveria ouvir. Fui.

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09:58 · 23.02.2013 / atualizado às 10:07 · 23.02.2013 por

Contemporâneo de nomes como Muddy Waters e Howlin’ Wolf, morreu na última quinta-feira (21), aos 75 anos, o guitarrista Magic Slim.  Guitarrista se apresentou duas vezes no Ceará. Uma das apresentações aconteceu em Fortaleza e outra no Festival de Jazz e Blues, em Guaramiranga.

>Noite de blues com Magic Slim
>Blues para fechar a festa

FOTO: Juliana Vasquez.
FOTO: Juliana Vasquez.

Ele, que foi uma das peças-chave do eletric blues de Chicago, estava internado em um hospital na Filadélfia, informou seu empresário, Marty Salzman.

De acordo com Salzman, o guitarrista tinha problemas de saúde -úlceras hemorrágicas, doenças pulmonares, no coração e nos rins- que se agravaram com a intensa turnê realizada há algumas semanas na Pensilvânia.

As informações são da Folhapress

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