Rock Nordeste

Categoria: Death Metal


09:00 · 13.05.2013 / atualizado às 22:49 · 13.05.2013 por

Você não sabia que existia, mas existe. Você nunca ouviu falar, mas deveria.  Nas próximas linhas apresento a vocês um pouco do Rock N’ Roll da terra dos Aiatolás, o Irã. O rock iraniano é amplamente produzido na Europa e também em círculos underground de Teerã, a Capital do Irã.  Quase que em sua totalidade cantado em persa, o que demonstra o sentimento de nacionalismo dessa galera, o Rock do Irã, é claro, tem suas raízes no rock americano, britânico e também no alemão. No entanto, alguns elementos do País são inseridos no som dos caras para dar um ar mais original ( e exótico, cá para nós).

Cena do filme "'No one knows about Persian Cats". FOTO: DIVULGAÇÃO
Cena do filme “‘No one knows about Persian Cats”. FOTO: DIVULGAÇÃO

No início da década de 1970, assim como na maior parte do mundo, a cena roqueira do Irã começava a dar seus primeiros passos, mas, infelizmente (e é infelizmente mesmo), em 1979, com a “revolução” islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini proibiu o rock, assim como toda forma de de expressão musical no País, o que foi um atraso e retrocesso para um lugar que começava a mostrar seus estilos mais íntimos.

Na verdade, toda a música foi proibida, inclusive, com instrumentos musicasis sendo queimados em praça pública. Gravações, concertos e o porte de instrumentos, tudo, tudo foi proibido. “A música é como uma droga. Quem adquire o hábito já não pode dedicar-se a atividades importantes… Temos de eliminá-la completamente”, disse o aiatolá a uma rádio daquele País.

Vender instrumentos musicais, então, crime rapaz. Ou seja, naquela época, era o mesmo que traficar drogas aqui no Brasil. Crime com direito à punição e prisão.

Somente em 1990, o então presidente Mohammad Khatami  decidiu defender  um ambiente cultural mais amplo e o Irã chegou a vislumbrar um florescimento de uma turma  “raçuda”, que curtia rock e porque não, heavy metal, death metal e por aí vai.  Daí a cena underground iraniana foi surgindo e no final dos anos 1990  o público dessas bandas também apareceu, ainda que os shows sejam restritos pelo Governo e as bandas tenham que pedir permissão para poderem realizar suas apresentações de rock, o que requer que a música passe por uma censura do Ministério da Cultura. Isso te lembra alguma coisa?

Indico
Daí, meu amigo, em tempos de redes sociais, é mandar ver no Twitter, Youtube e Facebook. Indico a vocês entrarem na página oficial do Eendo. Os caras além de colocarem suas músicas, disponibilizam também de toda a cena local. Legal, né?

Bem, eu, particularmente, conheci o som que vem do Irã há uns dois anos, quando assisti ao filme No One Knows  About  Persian Cats, do diretor Bahman Ghobadi (as produções cinematográficas do Irã, em minha opinião, estão entre as cinco melhores do mundo).   O longa conta a história real de um casal de jovens músicos e a dificuldade para montar e promover uma banda de indie rock em Teerã.

Acreditem se quiser, mas o diretor Bahman Ghobadi chegou a ser preso duas vezes enquanto rodava o filme, é  claro, por querer passar uma imagem que vai contra aos padrões rígidos de seu País. Ele insistiu na produção por causa do “entusiasmo” e “energia” dos jovens atores. Não perca tempo e corra atrás desse filme, porque é um deleite só e muito dificilmente você irá encontrar nas “melhores locadoras”.

Dito isto, vamos ao top ten do Rock Pop Iraniano.

10. Ahoora

Banda iraniana de death metal na terra dos aiatolás? Pois é, o que vale é o resistir. A banda já lançou três discos Ahoora (2006), All in Blood with You (2007), e Awkward Diary (2010). Este último com elementos do Heavy Metal, Groove Metal, Hardo Rock e Jaz Melódico.

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09. Aliaj

O Aliaj é a banda de metal mais antiga do Irã, e olha que os caras formaram o grupo há apenas 12 anos, em 2001. Até o momento só se tem notícia de um álbum lançado pelo grupo, sendo com três músicas em persa e o resto em inglês. O grupo já se apresentou em alguns shows em sua terrinha e atualmente tocam um estilo mais para o lado do rock progressivo.

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08. Atria

O Atria é um dos grupos mais foderosos que existe. Tocando o que se denominou  technical/melodic death metal a banda surgiu em 2007 tocando cover do  Iron Maiden, Slayer e Megadeth. O primeiro álbum dos caras, chamado “Sound Of Atria “ foi lançado no dia  16 de agosto  de 2010.

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07. The Yellow Dogs

“Os cães amarelos” (que nome!)  são de Teerã, no Irã, e cantam em inglês, com muita influência da música dos anos 1980, em especial  Joy Division. A  música  dos dogs não foi aprovada pelo Ministério da Cultura e Orientação Islâmica do Irã, e, por isso, como a maioria, é considerada ilegal. E como a maioria também, os meninos se mandaram para os Estados Unidos, a fim de terem mais liberdade e melhoria do som.

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06. Kiosk

Talvez a banda iraniana mais promissora de seu País, apesar de ter todos os seus seis discos proibidos por lá. O Kiosk tem em sua música  influências do blues, rock alternativo e country rock, com é claro, pitadas de regionalismo.

 

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05. Bomrani

Como diz na página oficial do Facebook deles,Bomrani é formado por um grupo de moleques que se inspiram no blues e na música country, tentando conquistar um público iraniano com esses estilos, adaptando cada letra ao farsi. Rola muito improviso no som dos caras e muitas das vezes tudo não passa de uma brincadeira, sem qualquer pretensão em especial. Por isso curto eles.

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04. Mohsen Namjoo

Considerado pelo New York Times como o Bob Dylan do Irã, Namjoo é um mestre na arte de fazer boa música, com letras marcantes que falam da cultura, religião e cotidiano da sociedade iraniana. Influenciado pelo Blues e Rock, o artista foi ao longo de sua carreira foi construindo os alicerces para fazer a crítica que queria ao Governo de seu País. Em 2006 foi condenado à prisão de cinco anos por tribunais iranianos por supostamente ter  ridicularizado o “ash-Shams”, um sura do Alcorão na canção chamada “Shams”.  Foi condenado, mesmo pedindo descuplas em público.

E é essa que eu disponibilizo aqui.

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03. Ballgard

Formada em 2005, a Ballgard é uma banda de rock underground do Irã, com umas pegadas bem rock britânico. Tudo o que ouvi deles até aqui eu gostei. Super indico o disco Rajazzalin.

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02. Eendo

Por que o Eendo aqui? Bem, a dupla está em seu primeiro disco, Bord o Baakht (Ganhar ou perder em farsi), e como os dois acreditam, o ritmo é o caminho que deve ser seguido, por isso não se prendem a estilos musicais. Tanto que no álbun você vai ouvir influências de Gypsy Jazz, Rock, Klezmer, Trad Jazz, Latina e Clássica. Como o título sugere, o álbum é sobre contradições na vida: alegria e tristeza, União e Separação, compaixão e crueldade, contentamento e Ganância, celebração e Luto, amor e luxúria, intoxicação e sobriedade, divina e terrestre, alto e baixo, Vencer e perder.  Ou seja, é intenso e delicado, como uma boa música deve ser.

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01 “127”

Se você ouviu e não se interessou pela história e nem pelo som de nenhuma das bandas até agora citadas, com certeza, você vai gostar de saber que o 127 resolveu fazer uma música que todo brasileiro adora. Eu, falando com o guitarrista do Ballgard, e ele me contou que adora a música brasileira. Pelo visto não é só ele.  Bem, o 127 tem uma pegada alternativa com misturas de jazz e, é claro, melodias iranianas. Os caras já têm quatro discos e o Khal Punk, de 2008, é o que todo brasileiro deveria ouvir. Fui.

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19:12 · 01.11.2012 / atualizado às 19:49 · 01.11.2012 por

Fãs da banda Suicide Silence lamentaram a morte do vocalista do grupo, Mitch Lucker, de 28 anos. O músico sofreu um acidente de moto na última quarta-feira (31). Ele ainda foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu durante a manhã desta quinta-feira (1º).

A banda de Death Metal foi criada em 2002, mas possuia uma legião de fãs. No perfil oficial do grupo no Facebook, a nota de falecimento apresentava mais de 90 mil curtidas e quase 30 mil compartilhamentos. Internautas do mundo inteiro lamentavam e comentavam sobre a notícia.

O último disco da banda foi o “The black crown” é o terceiro da carreira deles e foi lançado em 2011.

Fãs cearenses

Fãs cearenses também manifestaram tristeza ao saber da morte do músico. Amanda Oliveira, 20 anos, disse que  escuta a banda desde os 13 anos. ” Tinha o mitch como um ídolo. Na minha opnião uma das melhoress vozes do deathcore e derrepente me deparo com a noticia. Ainda nem consigo acreditar direito” explica. Amanda ainda disse, que apesar da morte do ídolo, a influência da música sempre vai ficar na vida dos fãs.

 

11:49 · 17.10.2012 / atualizado às 16:35 · 06.09.2013 por

Estreando uma série de entrevistas sobre a cena de rock pesado em Fortaleza, o blog Rock Nordeste conversou na última terça-feira (16), através da TV DN – Web TV do Diário do Nordeste – , com os irmãos Amaudson e Jolson Ximenes, guitarrista e baixista da banda de death metal cearense Obskure.

Os irmão falaram sobre o lançamento do seu segundo álbum, intitulado de “Dense Shades of Mankind”, que conta com a participação especial do guitarrista Marcelo Barbosa (Almah e Khallice) e da cantora de hard rock fortalezense Claudine Albuquerque.

O álbum foi gravado em Fortaleza, no MV Studio, entre dezembro de 2007 e março de 2011. “O processo de gravação foi longo e tivemos diversos problemas, familiares e técnicos, mas o álbum tem sido bem aceito em publicações nacionais, como o Whiplash e a revista Roadie Crew”, afirma Amaudson Ximenes.

Internet

Jolson Ximenes afirma que a divulgação do novo álbum através da Internet é um diferencial em comparação ao debut da banda, “Overcasting”, lançado em 1999. “É ótimo ver o seu álbum em catálogo em países como Grécia, França e Itália. Nosso Myspace ainda recebe visita de pessoas da Austrália”, comemora o baixista. “É legal essa facilidade de globalizar o som”.

Apesar do lançamento do álbum, os integrantes afirmam que ainda não há turnê agendada para divulgação, devido a dificuldade de conciliar a agenda dos integrantes da banda. “Somente eu e o baterista vivemos de música, ainda assim, temos as datas dos nossos outros projetos”, diz Jolson Ximenes. “Turnê só se for no final de semana”, afirma o guitarrista Amaudson Ximenes.

História

Banda atuante na cena fortalezense desde 1989, a atividade dos integrantes do Obskure não se restringem somente à divulgar seu trabalho autoral. Eles também atuam diretamente na organização de festivais importantes da música underground. “ Nossa história se confunde com a própria história da cena local. A banda é personagem fundamental , mas estivemos engajados com outros projetos para promover a cena como um todo”, diz Jolson Ximenes.

Relançamento

Em comemoração aos 23 anos de carreira, o grupo ainda vai relançar, em vinil, a demo-tape “Opressions in Obscurity”, do ano de 1992. Essa foi a segunda demo gravada em estúdio pelo grupo.

21:31 · 15.10.2012 / atualizado às 08:41 · 16.10.2012 por

A banda de Death Metal Obskure está lançando o CD “Dense Shades of Making”, que é o 2º álbum dos cearenses. O evento oficial para divulgar o novo trabalho deve ocorrer no dia 7 de dezembro, no bar Rock 80, atualmente um dos principais pontos de encontro dos headbangers de Fortaleza.

Em comemoração aos 23 anos de carreira, o grupo ainda vai relançar, em vinil, a demo-tape “Opressions in Obscurity”, do ano de 1992.  Essa foi a segunda demo gravada em estúdio pelo grupo.

Foto: Karen Pedregal

 

Conforme um dos idealizadores e guitarrista da banda, Amaudson Ximenes. ” O álbum foi relançado e produzido na Alemanha. O selo foi criado por um diretor piauiense radicado na Alemanha, que já acompanha a banda há muito tempo” explicou o músico.

O novo álbum marca uma fase mais madura e intensa da Obskure e conseguiu atingir os níveis extremos de peso, velocidade e melodia. O grupo iniciou sua trajetória em 1989, quando o underground ainda era marcado por produções precárias. Após o lançamento da primeira demo-tape, a banda destacou-se na cena Death Metal brasileira pela qualidade dos trabalhos.

TV DN
Nesta terça-feira (16), o blog Rock Nordeste realiza entrevista com a Obskure por meio da TV DN. Partcipe e envie suas perguntas para o email rocknordestece@gmail.com

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