Rock Nordeste

Categoria: Resenhas


07:56 · 06.10.2015 / atualizado às 10:21 · 06.10.2015 por

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Atualizada às 10h16

Nem é preciso fazer uma enquete para afirmar com segurança que poucos (ou pouquíssimos) são os fãs do Blind Guardian que saíram insatisfeitos do espetáculo que a banda apresentou na última sexta-feira, no Siará Hall, em Fortaleza.

Os coros de “The Ninth Wave“, música do disco “Beyond the Red Mirror” (2015), ressoaram na casa às 22h45,  abrindo o set list da noite 15 minutos antes do previsto. Após executar a faixa de seu mais recente trabalho, o grupo alemão voltou mais de 20 anos no tempo e tocou a acelerada “Banish From Sanctuary“, do disco “Follow the Blind” (1989).

Bastou que se completasse a primeira tríade de faixas com “Nightfall“, uma das mais marcantes de toda a carreira do grupo e uma das melhores do imbatível disco “Nightfall in Middle-Earth” (1998), para que o quarteto alemão já tivesse mostrado a que tinha vindo. Pela frente o público iria presenciar um show enérgico, tecnicamente perfeito e repleto de grandes clássicos.

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Logo em seguida, com “Fly“, o vocalista Hansi Kürsch pôs à prova seus agudos rasgados e se saiu muito bem. Hansi, aliás, mostrou que é o “cara” da banda. Daqueles vocalistas sem o qual um grupo com mais de 20 anos de estrada não sobrevive.

O show de sincronia e habilidades individuais da dupla de guitarristas André Olbrich e Marcus Siepen e a enxurrada de bumbos duplos do baterista Frederik Ehmke são admiráveis, mas é o frontman quem carrega a energia e a alma do Blind Guardian.

No show, Hansi vez por outra cobrou manifestações eufóricas dos fãs, com gestos, falas e gritos. Em quase todos os intervalos entre as músicas, falou um pouco sobre as faixa que viria a seguir e deu um tom de ansiedade interessante ao show. Se sentiu em casa.

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Após tocar “Prophecies“, um dos grandes achados do mais recente álbum do Blind Guardian, o público provou que já tinha sido conquistado. “Olê, olê, olê, olá, Guardian, Guardian”, entoou. “Fortaleza, you’re fucking crazy!!”, respondeu o vocalista. Em “Lord of the Rings”, uma das mais aguardadas da apresentação, o público tomou a liberdade de assumir os vocais.

A única possível decepção do show foi ver que Hansi não atingiu os mesmos agudos que nas versões de estúdio de algumas faixas. Isso pôde ser percebido, por exemplo, em “I’m Alive“, do grandioso álbum “Imaginations From the Other Side” (1995). Mas nada que tenha se sobressaído diante da grandiosidade da apresentação. Talvez ele tenha feito isso apenas para poupar a voz.

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O show já chegava perto das duas horas de apresentação, quando a banda saiu do palco pela segunda vez. O pedido por “Mirror Mirror” ganhou força, e os fãs logo seriam correspondidos. No retorno, o Blind Guardian emplacou “Into the Storm” e “The Bard Songs“. O público pediu novamente o clássico do disco lançado em 1998. “Your wish is a command!!”, bradou Hansi, antes do grupo encerrar o concerto com “Mirror Mirror”.

Além de ter sido mais um capítulo marcante na história das apresentações de metal de Fortaleza e um forte candidato a melhor show do ano na Capital, a passagem do Blind Guardian por aqui também serviu para mostrar que é possível, sim, produzir um show de qualidade no Siará Hall, casa conhecida por ter uma acústica bastante complicada (vide a apresentação do Dream Theater).

Isso é justificado em parte pelo fato de o concerto ter sido realizado no galpão externo da casa, e não no espaço interno. Esse, sim, tem condições sonoras regulares. Mas  os créditos também vão para a equipe técnica de som da banda e para a produtora, Empire, que está completando 15 anos de existência e já avisou que mais coisa boa vem por aí. Tomara.

FOTOS: JL Rosa

SET LIST

The Ninth Wave
Banish From Sanctuary
Nightfall
Fly
Tanelorn
Prophecies
The Last Candle
Lord of the Rings
Mordred’s Songs
Majesty
I’m Alive
And Then There Was Silence

BIS

Sacred Words
Twilight of The Gods
Valhalla
War of Wrath

BIS 2

Into the Storm
The Bard’s Song
Mirror Mirror

 

15:32 · 17.04.2015 / atualizado às 15:34 · 17.04.2015 por
Há um ano, Axl Rose fazia a alegria do público fortalezense. FOTO: Alex Costa/Agência Diário
Há um ano, Axl Rose fazia a alegria do público fortalezense. FOTO: Alex Costa/Agência Diário

O dia 17 de abril de 2014 ficou marcado na memória de muitos fãs de rock de Fortaleza. Já na manhã daquele dia, várias pessoas vestiam suas camisas pretas e levantavam bandeiras em uma espera ansiosa para o show da banda Guns N’ Roses. Apesar de toda a excitação típica de quem vai ver o ídolo – diga-se Axl Rose – pela primeira vez, havia uma baixa expectativa quanto ao rendimento do músico no palco.

>Fã registra integrantes do Guns n’ Roses desembarcando em Fortaleza

Isso foi resultado de semanas de compartilhamentos de vídeos gravados ao vivo em que o vocalista, acima do peso e claramente cansado, decepcionava até o fã mais fervoroso ao cantar os clássicos da banda. Soma-se isso à péssima apresentação do grupo no Rock in Rio de 2011, e você tem uma noção do certo desânimo quanto à apresentação. Entretanto, era Guns N’ Roses e eles – sim, o baixista Duff Mackagan também ia subir ao palco – fariam um show em Fortaleza, cidade constantemente ignorada pelas grandes bandas de rock.

>Axl troca chapéu de cowboy por de cangaceiro e Guns N’ Roses faz show marcante em Fortaleza

O recém-inaugurado Centro de Eventos do Ceará era o local escolhido para o show, que utilizaria um pavilhão inteiro somente para a ocasião. Ou seja, cerca de 1.500 m² exclusivos ao Guns N’ Roses. Uau! O palco dava a dimensão do estava por vir. Por volta das 23h, a pontualidade do show – os atrasos de Axl Rose são lendários – já surpreendia o público presente. Ao apagar da luzes, uma animação começava a passar no telão, mostrando o crescimento de uma roseira sobre uma caveira, símbolo da turnê latino-americana. Após os primeiros riffs de guitarra da música “Chinese Democracy”, surge Axl Rose em pessoa. Nessa hora, o público, contabilizado em cerca de 20 mil pessoas, não se conteve e gritou de alegria.

>Guns N’ Roses em Fortaleza: “Very, very, very fuck much”

O vocalista de 53 anos, ainda um tanto gordinho, mostrava estar empolgado com a apresentação. Corria para as pontas do palco e berrava constantemente em seu microfone, mostrando que aquele Axl Rose dos anos 1990 – de turnês como a “Use your Illusion” – ainda estava vivo. E como estava! Em seguida, veio “Welcome to the jungle” e o público pulava e cantava, acompanhada da pirotecnia do palco, dando boas-vindas à banda. A partir daí, o espetáculo foi só satisfação, mesmo com a inclusão de vários solos instrumentais, talvez para Axl recuperar o fôlego.

>Guns N’ Roses: show em Fortaleza é “lançado” em Blu-ray duplo

A sequência de músicas clássicas e do álbum “Chinese Democracy” – que demorou 15 anos para ser gravado – agradou o fortalezense. Quando o público achava que as coisas não poderiam melhorar, Axl Rose surge, na música “Civil War”, com um chapéu de cangaceiro. Foi o que faltava para arrebatar de vez a multidão.

Após o show, sobrava apenas no local um mar de papel picado vermelho e a sensação de ter visto uma apresentação única. Eis a mágica do rock and roll.

08:54 · 17.12.2014 / atualizado às 10:17 · 17.12.2014 por

A festa começou às 18h, esquentada pelo rock dançante da Old Books Room. O repertório da banda local incluiu músicas do disco “Songs About Days“, um dos bons lançamentos da cena autoral cearense deste ano, que nasceu em janeiro. “Obrigado, galera! Vocês são a melhor plateia que a gente já teve”, agradeceu Ricardo Ferreira (guitarra e voz) ao animado público.

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Logo depois, a It Girl manteve a energia da noite, com um setlist recheado de músicas de seu EP mais recente, “Geleia Tropical” e os covers “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno” (Roberto Carlos) e “Morena Tropicana (Alceu Valença). O destaque vai para “Rolê de Bicicleta“, que eles definem como “uma quase música” e mistura, a grosso modo, brega e rock dançante no estilo Franz Ferdinand e letra “chiclete”. A fórmula agradou ao que estavam presentes.

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Mas o momento mais aguardado da segunda edição do Show das Cinco, que aconteceu no último domingo (14), no Buoni Amci’s , ainda estaria por vir. O show dos baianos da Vivendo do Ócio foi marcado pela reciprocidade entre artistas e público. Os músicos de Salvador foram presenteados por fãs dedicadíssimos, que cantaram as músicas do começo ao fim, com a exceção de uma faixa inédita, do disco que ainda está para ser lançado, obviamente.

Por sua vez, o grupo formado por Jajá Cardoso (vocal e guitarra), Luca Bori (baixo e vocais), Davide Bori (guitarra) e Dieguito Reis (bateria) não poupou simpatia, humildade e energia no palco. “Meu Precioso“, música do primeiro disco da banda, “Nem Sempre Tão Normal” (2009) abriu o setlist com vigor.

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O Mundo é um Parque“, “Radioatividade“, “Bomba Relógio” e “Tudo o Quero Eu Quero” deram sequência ao tom enérgico do show e foram as primeiras músicas executadas do disco “O Pensamento é um Ímã” (2013). A empolgação no palco era tanta que logo no começo da apresentação Jajá deixou os óculos de grau de lado e só resolveu colocá-los de volta no rosto algumas músicas depois.

Além de músicas dos dois primeiros discos da Vivendo do Ócio, os fãs foram presenteados com a inédita “A Lista“, que estará no novo trabalho dos caras. Na faixa, destaque para timbres mais agressivos de baixo e guitarra. ” Rock Pub Baby“, os fãs se tornam protagonistas da apresentação, gritando “Rock’n’Roll, baby!” a convite do vocalista.  “O Mais Clichê” assumiu uma batida mais dançante ao vivo, em comparação à versão de estúdio.

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A harmônica relação entre banda e o público, entretanto, teve um pequeno excesso. Enquanto a banda executava “Dilema“, um dos fãs subiu no palco e tomou o microfone de Jajá para cantar a música em duas oportunidades. Em ambas as tentativas, ele foi retirado do palco pela produção e colocado de volta em seu lugar.

O pequeno “incidente”, entretanto, não abalou a sinergia do grupo com seus admiradores fiéis. “A gente não tem palavras para explicar o que está acontecendo aqui”, afirmou Jajá, antes da banda uma de suas músicas mais conhecidas, “Fora, Mônica“.

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O riff inicial de guitarra de “Nostalgia” foi precedido por acordes leves, acompanhados pelo coro do público, que incorporou a “saudade da Bahia” como se fosse baiano. Mais uma vez, o mesmo fã de antes resolveu subir no palco para cantar a música, mas dessa vez foi barrado pelo próprio Jajá.

Após tocar a aguardada música, o vocalista aproveitou a oportunidade para explicar que os versos falados  são de um poema de Vinícius de Moraes, cuja família gentilmente deu permissão ao grupo para incluí-los na canção.

A despedida veio com “Silas“, mas a relação com o público não terminou ali. Após a apresentação, a Vivendo do Ócio não poupou esforços e atendeu a quantos fãs pôde. Na pista do Amici’s, o grupo consolidou a relação  com seus admiradores de maneira exemplar.

Fotos: Gustavo Sampaio

 Setlist

Meu Precioso
O Mundo é um Parque
Radioatividade
Bomba Relógio
Tudo o que eu Quero
Hey! Hey!
Terra Virar Mente
Viés
A Lista
Rock Pub Baby
Eu Gastei
Amor em Fúria
O Mais Clichê
Dilema
Fora, Mônica
Nostalgia
Silas

 

07:59 · 12.11.2014 / atualizado às 11:22 · 12.11.2014 por
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The Baggios em Fortaleza. Fotos: Alinne Rodrigues.

Já passava das 19h quando os primeiros timbres do duo sergipano The Baggios ecoaram pelo Buoni Amici’s no evento Show das Cinco. Mas, para quem foi pontual e compareceu ao local na hora prevista para o início, 17h, certamente não se arrependeu por esperar tanto.

A dupla fez um show espetacular e mostrou que o bom blues rock não precisa de mais do que uma guitarra, uma bateria e uma dupla com qualidade técnica invejável para tocá-los.

Também pudera, já são 10 anos de estrada, muito embora Julio Andrade (voz e guitarra) e Gabriel Carvalho (bateria) carreguem uma energia de quem acabou de sair da garagem.

Foto: Alinne Rodrigues.
Foto: Alinne Rodrigues.

Em certos momentos, a dupla se deixou permitir improvisos, sem fugir da originalidade das músicas. Um dos pontos altos do show, certamente, foi a execução da dobradinha “O Azar Me Consome“e “Em Outras“, do disco “The Baggios” (2011). Não teve como ficar parado.

Afro” deu início à providencial sequência de canções do ótimo disco “Sina” (2013). Em “Salomé“, o duo deixa de lado os bem colocados arranjos de violão e acordeon da versão de estúdio e se desdobram apenas com guitarrra e bateria mesmo. Se saíram bem.

O mesmo não pode se dizer da balada “Domingo“, cujos drives de guitarra ao vivo estragam em parte os arranjos da versão gravada.

Mas chega de The Baggios. Falemos, então, da banda de Fortaleza, Capitão Eu e os Piratas Vingativos, que deu sequência ao Show das Cinco com público pequeno, porém fiel, cantando quase todas as músicas em coro.

A grande surpresa foi a participação do vocalista da It Girl, Pedro Fialho, que deu uma energia a mais no show. Cantou músicas da Capitão Eu como se fossem suas. Deu voz às mais agitadas, como”Primatas“, e à balada melancólica “Queria Falar Pernambucano“.

Foto: Alinne Rodrigues.
Foto: Alinne Rodrigues.

Finalmente, quando já se aproximavam as 22h, os timbres de guitarra psicodélicos de Benke Ferraz e Fernando Almeida começaram a tomar conta da casa quando todos nem reparavam muito no palco. Mais parecia uma passagem de som, não o início do show.

A banda de Goiânia Boogarins fez uma apresentação instigante, porém dentro do esperado. Foi interessante notar que todos os integrantes sentem a psicodelia na veia.

Vide as caras e bocas expressivas que Fernando faz ao cantar. Impossível também não associar o visual do vocalista ao imortal Jimi Hendrix. Mas sem extrapolações. Fiquemos apenas na comparação estética.

No repertório, músicas do disco “As Plantas que Curam” (2013) e algumas que também não estão no álbum, como as ótimas “Avalanche” e “6000 dias“.

Foto: Alinne Rodrigues.
Foto: Alinne Rodrigues.

Dentre as canções do CD do ano passado lançado pelo grupo, “Lucifernandis” foi a mais comemorada e cantado pelos fãs. O hit ganhou uma versão um pouco mais estendida ao vivo, com alguns improvisos.

Erre” deu um toque mais dançante, porém não menos lisérgico, ao show. O psicodelismo ao vivo ganha ares ainda mais intensos quase no encerramento do show, na faixa “Infinitu”.

Incluíram-se na música gritos de Fernando Almeira, ruídos de guiratarra, e a quebra rítmica impelida pelo virtuosismo de Ynaiã Benthroldo, ex-integrante da aclamada banda instrumental Macaco Bong.

Ao final, pode-se dizer que o Show das Cinco tem tudo para se manter na agenda local de apresentações dominicais da Capital, desde que não vire sempre um “Show das Sete” e continue trazendo boas atrações, como as já esperadas O Terno e Ludov. Que venham as próximas edições.

Setlist – Boogarins em Fortaleza

Intro
Avalanche
Luci Fernandis
Despreocupar
Hoje aprendi de verdade
6000 dias
Erre
Tempo
Infinu
Doce

15:08 · 09.11.2014 / atualizado às 20:22 · 09.11.2014 por

Já faz mais de seis anos que o nome Luxúria foi deixado de lado, mas a curta e marcante trajetória da banda ainda acompanha a sua ex-vocalista, Megh Stock, que seguiu carreira solo logo após o fim do grupo. À primeira vista, Megh aparenta ser duas pessoas diferentes em momentos distintos. Com os cabelos escuros, possuía um jeitão rebelde sem causa ao cantar letras que falam sobre superação de problemas afetivos e autodestruição. Já com a cor natural, os fios loiros marcam um momento mais leve e maduro de sua vida e carreira, mesmo que o caos esteja sempre ali.

FOTOS: Camila Almeida
FOTOS: Camila Almeida

Foi unindo esses dois universos distintos de sua vida que Megh Stock realizou show no último sábado (8), em Fortaleza. A cantora subiu ao palco por volta das 2h com uma taça de vinho tinto na mão e foi recebida com manifestações calorosas do público. Abrindo a noite com “O Rei”, Megh emendou ainda as composições de seu trabalho solo “Foguetes”, “Da minha vida cuido eu” e “Vestido de festa”.

A primeira música do Luxúria foi “Cinderela Compulsiva” em que a banda acrescentou fortes elementos de blues, transformando um hit originalmente composto para o público teen em uma canção cheia de caráter que facilmente agradaria a qualquer apreciador da velha escola do estilo. O repertório foi retomado por músicas do trabalho pós-Luxúria da cantora, com as músicas “Inveja” e “Ele se sente só” cantadas em uníssono por Megh e a plateia.

A surpresa do setlist foi “Sofá Emprestado”, canção que não foi tocada durante a turnê Marimbondos. As primeiras notas da música foram recebidas com alegria pelos fortalezenses, que também demonstraram conhecer a fundo o trabalho da cantora. A faixa ainda trouxe outra surpresa com a banda mesclando elemento da música “Paradise City”, do grupo Guns N’ Roses, ao final.

Atração principal da festa Gandaia, na boate Music Box, a apresentação da cantora acabou se revelando mais do que uma data dentro de uma extensa agenda de shows. Último show da turnê “Marimbondos”, as semanas que antecederam a vinda de Megh à capital cearense foram difíceis devido a problemas pessoais, que impossibilitaram até o cumprimento da rotina de entrevistas para a divulgação dos shows por onde ela passou.

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O motivo para tanto preocupação era o que a cantora classificou como “momento trevoso” do seu filho, dando a entender algum problema de saúde. Entretanto, logo após o desabafo veio o alívio. “Ele está voltando para casa amanhã”, disse desabando em lágrimas logo em seguida. A confissão veio após a música “Em voz alta”, do disco “Minha mente está em seu caos”. Durante a execução da canção, Megh já apresentava dificuldades para cantar, claramente emocionada. O momento tocante contagiou a muitos presentes no show, que também choraram junto com a artista.

Logo em seguida, a banda tocou o maior hit da carreira da cantora, “Lama”, que integrou a trilha sonora da novela Malhação e chegou ao topo das paradas da TV e rádio. Esse também foi um dos momentos mais marcantes do show, em que o público cantou à capela a primeira parte da música e o refrão, arrebatando de vez as emoções de Megh Stock. “Eu estava muito precisando disso”, falou em cima do palco sendo aplaudida ruidosamente pela plateia.

Outro hit do Luxúria, “Imperecível” retomou o alto astral da apresentação e foi seguida por “Aqui Jaz”, comandada pelo guitarrista Davi Oliveira, parceiro de longa data de Megh Stock e compositor da música, uma das mais pesadas do repertório. A inédita “Marimbondos” foi executada logo em seguida e as músicas “Fechar os olhos” e “Ódio” encerraram a apresentação em terras alencarinas, não antes de Megh Stock e sua banda acenarem vários gestos de carinhos, revelando a grande satisfação de ter feito uma boa apresentação.

Setlist:

O Rei
Foguetes
Da minha via cuido eu
Vestido de festa
Cinderela compulsiva
Inveja
Ele se sente só
Sofá emprestado
Em voz alta
Lama
Imperecível
Aqui jaz
Marimbondos
Fechar os olhos
Ódio

11:50 · 04.11.2014 / atualizado às 17:38 · 06.11.2014 por

Por Patrício Lima (colaborador)

No último sábado (1º), Fortaleza recebeu pela primeira vez a Banda Malta, ou melhor, a banda Malta. Isso mesmo, a indicação é da própria produção dos caras, que receberam a imprensa minutos antes do show. Provavelmente seja mais um estratégia de marketing para facilitar e potencializar a venda do produto relacionados à banda, que indo na contramão do fracasso dos vencedores de reality shows no Brasil, vem conseguindo subverter a máxima e já chega ao seu disco de platina triplo e emplacando música tema em novela da Globo.

Banda Malta posa com o público ao fundo após show em Fortaleza. FOTO: Renan Facciolo/Divulgação
Banda Malta posa com o público ao fundo após show em Fortaleza. FOTO: Renan Facciolo/Divulgação

>>Malta: até onde o grupo vai chegar?

Claro que isso tem grande ajuda Som Livre, gravadora dos caras pertencente à rede Globo, que vem investindo pesado no quarteto. Isso não tira o mérito do grupo que conseguiu preencher um espaço que estava vazio no mercado fonográfico no País. Fora isso, há de reconhecer também a expertise da banda em usar o horário nobre no programa Superstars para emplacar as próprias músicas, diferente de outras banda que preferiram o óbvio do cover.

Mas voltando ao show que aconteceu no Siará Hall, a Malta subiu ao palco por volta de 23h30, e já de maneira arrebatadora fez o público cantar e gritar (muito) com a música “Alguém”, que é um dos destaques do primeiro disco da banda. Logo em seguida, Bruno Boncini agradeceu aos fãs, na maioria formados por adolescentes em lágrimas e casais das mais variadas gerações.

O show seguiu com a sequência de “Entre Nós Dois” e “Memórias”, outras duas músicas que foram cantadas em coro pelo público, que parecia ser íntimo das canções da banda, após a grande repercussão das músicas em horário nobre no reality Superstars.

Público canta em coro música da banda:

Segundo Bruno Boncini, mais novidades devem estar chegando para os fãs em 2015. “Queremos passar com a turnê do nosso primeiro disco por todo o Brasil e tirar do papel outros projetos como, por exemplo, um DVD. Estamos muito felizes e agradecidos pelo carinho dos fãs que tem lotado nossos shows”, revela o vocalista da Malta.

O clímax veio com o hit “Diz Pra mim”, tema da nova novela das 19h da rede Globo, Alto Astral, onde Bruno Boncini pegou seu violão para fazer a base para o solo chiclete da introdução da música executado pelo guitarrista Thor Moraes.

Nesta hora, surpreendentemente, o público já estava completamente dominado. Surpreendentemente porque a banda estava pela primeira vez na cidade e lançou há pouco mais de um mês seu primeiro disco.

Por esse motivo, foi possível perceber um repertório ainda escasso para um show mais longo. Para preencher setlist, a banda optou pelo cover da música “Sua Maneira”, do Capital Inicial, que é liderada por Dinho Ouro Preto, que foi mentor da Malta no reality global.

Solos de bateria e um improviso no violino, executado pelo vocalista Bruno Boncini, também ajudaram a complementar o show, que funcionou muito bem com o público cearense. Provavelmente nas próximas apresentações os caras consigam dominar ainda mais o público, e quem sabe, saindo de uma grande aposta e tornando-se uma realidade do rock nacional.

05:23 · 12.10.2014 / atualizado às 17:28 · 13.10.2014 por

Atualizada às 16h04

Pontualmente às 23h, abrem-se as cortinas, e o espetáculo começa. Antes de tudo, a emoção de ter o Dream Theater em solo cearense supera todas as sensações. Após os primeiros segundos de euforia, a estranheza é escancarada. Os pesados acordes que introduzem a faixa “The Enemy Inside” viram uma confusão sonora, permeada por ecos e mais ecos totalmente “intrometidos”.

Dream Theater realizou show com três horas de duração. FOTO: Alana Andrade/Social Music
Dream Theater realizou show com três horas de duração. FOTO: Alana Andrade/Social Music

O que muitos temiam, confirma-se: a acústica do Siará Hall (ou, pelo menos, esse seria um dos fatores que explicam isso) torna o poderoso som do quinteto virtuoso em algo sem definição e clareza. E não só a guitarra distorcida de John Petrucci é vítima. James LaBrie é acompanhado vigorosamente pelo coro do público, mas apenas pelos verdadeiros fãs, pois só quem conhece muito bem as músicas é capaz de entender alguma frase cantada pelo vocalista. A sonoridade dos outros instrumentos também é afetada.

> Assista a trechos do show do Dream Theater em Fortaleza 

A confusão prossegue na música “The Shattered Fortress“, o que é uma pena, pois aqui poderíamos ter um dos momentos de êxtase sonoro do espetáculo. Se fazem falta no repertório músicas de alguns dos melhores discos do quinteto norte-americano, como “Six Degrees of Inner Turbulence” (2002), “Train of Thought” (2003), “Octavarium” (2005) e “Sistematic Caos” (2007), na segunda canção do setlist as ausências são aliviadas.

Confira fotos do show:


Fotos: Natinho Rodrigues/ Alana Andrade (Divulgação). 

Trechos de “The Glass Prision“, “This Dying Soul” “The Root of All Evil” e “Repentance” mesclam-se na harmonia magnífica de”The Shattered Fortress” , mas grande parte do encantamento vai por água abaixo devido à acústica regular do local. É ter paciência e deixar-se guiar pela emoção de fã com o pensamento de que os problemas sonoros não irão estragar o show.

Em “On The Back of Angels“, a sensação é de melhora. Em “The Looking Glass“, tudo realmente está mais claro. Petrucci dá os primeiros acordes do riff já conhecido pelos admiradores e até pelos que não gostam tanto assim do mais recente disco da banda, a que a música pertence. O coro supera, algumas vezes, a intensidade sonora da voz de LaBrie. O clima de ter uma das maiores referências do metal progressivo em Fortaleza, algo inimaginável há alguns anos, instala-se pela casa.

O baixista John Myung foi o mais prejudicado com a equalização do show, o que tornou o seu instrumento quase inaudível. FOTO: Alana Andrade/Social Music
O baixista John Myung foi o mais prejudicado com a equalização do show, o que tornou o seu instrumento quase inaudível. FOTO: Alana Andrade/Social Music

Trial of Tears“, música do álbum divisor de opiniões “Falling to Infinity” (1997), é a que mais surpreende ao vivo, a começar pelo suave solo de guitarra – aparentemente de improviso – na introdução da música. Apesar da faixa inciar como uma balada suave, Mike Mangini desce a baqueta com vontade. Jordan Rudess sai de seu posto e passeia pela parte da frente do palco para solar com perfeição, encenando poses e sorrisos e consolidando-se como o mais carismático do Dream Theater.

A instrumental “The Enigma Machine” revela ao público todo o virtuosismo perfeitamente orquestrado por baixo, bateria, guitarra e teclado. Mangini mostra aos fãs um solo de bateria magistral, repleto de variações rítmicas e incrementos sonoros, inclusive com peças de bateria que, ao serem tocadas, sonorizam notas da faixa. Mas fica aquela sensação: se Mike Pornoy ainda estivesse no comando das baquetas, a performance seria ainda mais completa e empolgante.

A primeira parte do show termina com mais um novo “hit” cantado em peso pelo público: “Breaking All Ilusions“. Após uma pausa de 15 minutos, com a exibição de vídeos de músicos tocando faixas do Dream Theater com vários intrumentos diferentes, eis que surge a mais pesada e empolgante distorção de guitarra, anunciando o conjunto “The Mirror“, “Lie,Lifting Shadows Off a Dream“, “Scarred” e “Space-Dye Vest“.

Assista a grandes momentos do show:

Durante as quatro músicas do disco Awake, os vocais de LaBrie roubam a cena. Definitivamente, são nestas canções em que ele melhor se sai, variando entre extremos de timbres de voz agressivos e leves, agudos e graves com uma versatilidade invejável, capaz de convencer do contrário os que iniciam críticas à banda questionando a qualidade vocal de LaBrie.

Illumination Teory” anuncia um suposto encerramento do show e mostra Petrucci com expressões faciais e gestuais mais empolgadas, como se demonstrasse que essa é a música do repertório desta turnê que ele mais gosta de tocar. Uma trilha sonora de dar arrepios é exibida em uma espécie de “intervalo”, quando o quinteto sai do palco. Fãs olham hipnotizados para uma animação no telão, que inspira magia e comoção.

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James LaBrie se sai muito bem nos vocais, especialmente em faixas do disco “Awake”. FOTO: Natinho Rodrigues.

Finalmente, tem início a última parte do show. A “marcha” de “Overture 1928” coloca o público em sintonia completa com os músicos. A continuação, “Strange Déjà Vu“, é o ápice da noite. Fãs pulam, gritam, cantam, como se finalmente tivessem a certeza que que valeu à pena investir cada centavo para ir ao show. “The Dance of Eternity” e “Finally Free” consolidam um show sem surpresas no repertório, mas com intensidade suficiente para arrancar as últimas energias do público após 3h de um espetáculo completo e perfeitamente executado.

Deste 11 de outubro de 2014, dia em que o Dream Theater entrou para o hall de shows históricos deste ano em Fortaleza, fica a certeza de que o grupo ainda irá conquistar muitos dos públicos de locais por onde ainda não passou e a impressão de que vale à pena para produtores arriscarem suas apostas em atrações de rock com público não massivo, mas fiel e, acima de tudo, apaixonado por metal. A esperança para que venham atrações internacionais inéditas e ainda melhores à capital cearense se renova.

Confira o setlist:

Set 1

False Awakening Suite (introdução orquestrada)
The Enemy Inside
The Shattered Fortress
On the Backs of Angels
The Looking Glass
Trial of Tears
Enigma Machine (com solo de bateria de Mike Magini)
Along for the Ride
Breaking All Illusions

Intervalo de 15 minutos

Set 2

The Mirror
Lie
Lifting Shadows Off a Dream
Scarred
Space-Dye Vest
Illumination Theory

Encore

Overture 1928
Strange Déjà Vu
The Dance of Eternity
Finally Free

15:11 · 24.08.2014 / atualizado às 10:36 · 25.08.2014 por
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Vanguart foi atração da festa “Vai ver se eu tou lá na esquina”. Foto: Murilo Viana

Um ano e cinco meses separam a apresentação do Vanguart no Festival Ponto CE, na Praça Verde do Dragão do Mar, e o show feito pela banda na noite do último sábado (23), no Órbita Bar. Pode até nem parecer tanto tempo, mas o grupo cuiabense passou por mudanças significativas nesse período.

O marco que separa o Vanguart de antes e o de depois é o lançamento do disco com título que soa meio “sertanejo”: “Muito Mais que o Amor” (2013). Dentre as faixas, “Meu Sol” foi parar na novela global “Além do Horizonte” e deu uma visibilidade à banda talvez nunca antes alcançada.

Prova é que na apresentação feita no Órbita Bar, a empolgação com as músicas do mais recente disco era notável. E o Vanguart não poupou as canções do álbum no repertório: “Estive“, “Demorou pra Ser“, “Eu Sei Onde Você Está“, “Meu Sol“, dentre outras, foram acompanhadas em coro pelos fãs.

Não há de se negar que, no disco lançado em  agosto de 2013, o grupo se distancia da proposta indie/folk e soa mais lugar-comum do que nos trabalhos anteriores. Mas também não se pode omitir que a versão ao vivo do Vanguart mais pop quebra o tédio e a monotonia amorosa oferecidos pelo álbum “Muito Mais que o Amor”.

E não só a euforia do público contribui para isso. O carisma do vocalista Hélio Flanders, a bela execução dos arranjos instrumentais e a presença de palco e qualidade musical da violinista Fernanda Kostchak são elementos que fazem valer a pena conferir a apresentação de perto.

Acrescenta-se, ainda, que as marcas de improviso tornam o show ainda melhor no final. Na versão ao vivo, o hit brega/folk “Mi Vida Eres Tu” ganha a frase “Felicidade não Existe. O que existe na vida são momentos felizes”, do clássico “A Noite Mais Linda do Mundo“, de Odair José.

Ouro de Tolo“, outro grande clássico da música brasileira, eternizado por Raul Seixas, assume um ar mais despretensioso e natural no improviso de Hélio Flanders, que acaba pedindo ajuda ao público para se lembrar da letra.

Com “Semáforo“, o sexteto cuiabense encerra o show mostrando que ainda se atém às suas origens mais melancólicas e criativas. Torçamos, então, para que elas nunca sejam deixadas para trás.

13:22 · 15.04.2014 / atualizado às 19:15 · 17.04.2014 por

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Impossível esquecer aquela data: 2 de outubro de 2011, última noite do Rock in Rio. Já havia escutado diversos comentários sobre a fase da banda, do tipo “é só um cover caça-níquel do Guns de verdade” e “Axl está fora de forma e não canta mais nada”, mas, como um bom fã, pouco me importei e fui para a Cidade do Rock cheio de expectativas.

Após empolgante show do System of a Down, via-se muita gente indo embora, tripudiando dos que ficavam. Só depois, entendi que aquelas pessoas não estavam totalmente erradas. Não ficaram duas horas na chuva, à espera de um artista que desrespeita seu público sem a menor cerimônia. Não precisaram ouvir Axl Rose errar letras de músicas que ele canta há mais de duas décadas. Não expuseram seus ouvidos à voz deteriorada do vocalista, que, em diversos pontos do show, era passível de pena.

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De lá pra cá, a situação não mudou muito, mas engana-se quem pensa que não há qualidades no Guns n’ Roses do presente. A turnê do álbum “Chinese Democracy’, que passa por Fortaleza em 17 de abril, já acumula mais de 300 shows nos últimos anos. Com uma banda completamente desfigurada em relação àquela que conquistou milhões de fãs entre o fim da década de 80 e começo dos anos 90, o Guns traz setlists excelentes. Mescla músicas do último CD com clássicos indispensáveis e ainda inclui covers de grandes bandas de rock (The Who, Rolling Stones) e solos instrumentais.

Ao contrário do que se diz comumente, os músicos da formação atual são competentes e entrosados. Infelizmente, a sombra de Slash e companhia paira e sempre vai pairar sobre os novatos, mas eles não têm nada a ver com isso. O guitarrista Bumblefoot não pode nem ser considerado novato. Está na banda desde 2006 e já tem quase o mesmo tempo que Slash permaneceu no Guns n’ Roses. De gerações antigas, sobrou o tecladista Dizzy Reed, que aguenta o senhor Rose desde 1990. Que santa paciência deve ter esse cara!

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Outros ingredientes atrativos da turnê são os clássicos. “Welcome to the Jungle“, “Paradise City”, ” Sweet Child O’ Mine”, “Patience“, “November Rain” e outros ícones da trajetória da banda serão tocados no Centro de Eventos e o público, provavelmente, vai se arrepiar. É natural. Essas músicas estão presentes no imaginário de quem gosta de rock. Marcaram fases da vida de muitos fortalezenses. Apesar da experiência negativa que contei do Rock in Rio, ao ver ao vivo, naquela noite, “Estranged“, minha música favorita do Guns n’ Roses, que não era executada havia 18 anos, fiquei emocionado. Naquele instante, pouco me importei com chuva, atraso, ausência de Slash. Foi memorável.

No entanto, o grande problema do Guns do século XXI é justamente quem deveria ser a solução: o único integrante da formação original, vocalista e dono da banda: Axl Rose. No auge, tinha um potencial vocal estrondoso. Mas, ao contrário de lendas vivas do rock, como Mick Jagger, Bruce Springsteen, Steven Tyler e Brian Johnson (todos com mais de 60 anos), o senhor Rose (52) não envelheceu como vinho.

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Óbvio que não se pode pedir o vigor que ele tinha aos 20 e poucos anos, quando corria, pulava e cantava ao mesmo tempo, sem dificuldades vocais. Mas o que se vê na turnê Chinese Democracy é um cara de péssimo preparo físico, que puxa lá do fundo da alma fôlego para aguentar os shows. Há, contudo, lampejos do grande vocalista. Em certos momentos, ele atinge boas notas e arrisca corridas pelo palco.

Apesar dos pesares, não dá pra jogar água no chopp dos fãs que vão conferir o Guns em Fortaleza. O repertório é bom, os músicos são talentosos, a produção do show é de alta qualidade. E, cá entre nós, é sempre melhor ver um show de rock do que ficar de bobeira em uma quinta-feira qualquer. Mesmo que seja um cover de luxo.

>Confira preços dos ingressos para o show do Guns N’ Roses em Fortaleza

Victor Ximenes
Editor Web de Rádios

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