Rock Nordeste

Categoria: Rock in Rio 2013


08:36 · 19.09.2014 / atualizado às 08:43 · 19.09.2014 por

zuzuuuzuzuz

Aguardado com ansiedade por fãs do Queen em todo o mundo, o pomposo “Queen Forever” será lançado no próximo dia 10 de novembro no Reino Unido. Apesar da promessa de novas gravações com a participação de Freddie Mercury em vocalizações inéditas, o disco peca e muito para os admiradores da banda, pois apenas uma música pode ser considerada, de fato inédita, a balada Let Me In Your Heart Again.

Outra promessa da banda foi lançar três músicas com o rei do pop, Michael Jackson, oriundas de parceria com Mercury nos anos 1980. Para tristeza dos fãs, somente There Must Be More To Life Than This entrou na lista, com algumas alterações da versão já conhecida de grande parte daqueles que admiram a banda. Uma versão balada de Love Kills também pode ser considerada como a “novidade” no disco duplo que conta com 36 músicas. Uma versão simples com 20 músicas também será lançada.

O consolo fica por conta do ótimo tracklist que traz músicas nunca antes lançadas em uma coletânea do grupo, e agora pode ser apreciada por aqueles que não conhecem muito os B-sides do Queen. As três “novas” músicas foram apresentadas por Brian May e Roger Taylor, em entrevista para a Rádio BBC de Londres. Confira as músicas:

Queen Forever – Simples
Let Me In Your Heart Again
Love Kills – The Ballad
There Must Be More To Life Than This (William Orbit Mix)
It’s A Hard Life
You’re My Best Friend
Love Of My Life
Drowse
Long Away
Lily Of The Valley
Don’t Try So Hard
Bijou
These Are The Days Of Our Lives
Las Palabras De Amor
Who Wants To Live Forever
A Winter’s Tale
Play The Game
Save Me
Somebody To Love
Too Much Love Will Kill You
Crazy Little Thing Called Love

Queen Forever – Duplo

CD1
Let Me In Your Heart Again
Love Kills – The Ballad
There Must Be More To Life Than This (William Orbit Mix)
Play The Game
Dear Friends
You’re My Best Friend
Love Of My Life
Drowse
You Take My Breath Away
Spread Your Wings
Long Away
Lily Of The Valley
Don’t Try So Hard
Bijou
These Are The Days Of Our Lives
Nevermore
Las Palabras De Amor
Who Wants To Live Forever

CD2
I Was Born To Love You
Somebody To Love
Crazy Little Thing Called Love
Friends Will Be Friends
Jealousy
One Year of Love
A Winters Tale
‘39
Mother Love
It’s A Hard Life
Save Me
Made in Heaven
Too Much Love Will Kill You
Sail Away Sweet Sister
The Miracle
Is This The World We Created
In The Lap Of The Gods…Revisited
Forever

13:42 · 26.06.2014 / atualizado às 16:43 · 26.06.2014 por

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Em 1991, quando o Queen lançava seu último disco com Freddie Mercury ainda vivo, uma música chamava atenção do público. Talvez a canção mais emblemática daquele Innuendo, que falava sobre o fim, sobre dor, perda, mas acima de tudo, sobre o prosseguir. “The Show Must Go On” (“O Show Tem que Continuar”), escrita por todo o grupo, mostrava um pouco do querer daquele que foi um dos maiores vocalistas do rock n’ roll, e que no dia 24 de novembro daquele triste início dos anos 1990, morreria em decorrência da AIDS.

Os remanescentes do grupo, o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor, entenderam bem o recado. Colocaram a tristeza de lado e partiram para a luta. Os dois, que foram fundadores da banda (inclusive, estavam no Queen ainda quando a banda se chamava Smile), fizeram um tributo especial um ano depois, lançaram um disco de inéditas, em 1995; fizeram também outras coletâneas, se reuniram com diversos artistas; excursionaram com Paul Rodgers, lançaram DVD com ele; disco novo da banda e, agora, dois anos depois do primeiro encontro (eles fizeram shows, em 2012, na Ucrânia e Rússia), retornaram as atividades com Adam Lambert.

É, Adam Lambert. O cantor pop que ficou conhecido naquele programa de novos talentos American Idol. A banda vem excursionando por terras americanas desde a semana passada em shows, surpreendentemente, lotados.

Muitos fãs torceram o nariz para a ideia, achavam (e acham) que é um tiro no pé. Mas, para aqueles mais saudosistas, pouco importa se é com Adam Lambert ou com Rodgers, o que importa é manter viva a ideia deixada por Mercury na canção que encerra sua última insinuação.

No último dia 16, o “novo” Queen realizou um show especial para 500 pessoas no iHeart Radio Theatre, em Los Angeles, para anunciar sua nova turnê que passará por Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, e deve terminar no fim do ano.

Músicas novas devem ser lançadas

Mas não para por aí. Em setembro, a Queen Produções já anunciou o lançamento do DVD, CD e Bluray do show realizado pela banda em 1974, no Rainbow Theatre. Um presente para os fãs mais enlouquecidos, visto que a apresentação foi feita quando o grupo lançava o seu terceiro disco, ou seja, quando os grandes clássicos ainda não tinham sido produzidos.

Realmente, um “presentaço”. O lançamento está previsto para o dia 8 de setembro, três dias depois do aniversário de 68 anos de Freddie Mercury, caso ele estivesse vivo. Mas as boas novas aos fãs do Queen não param por aí. No fim do ano já há a promessa de lançamento de um disco com inéditas cantadas por Mercury e tocadas pelos remanescentes do grupo.

Há, inclusive, a possibilidade de se estar no disco as três canções interpretadas por Freddie e Michael Jackson. Ou seja, um deleite para os fãs do rei do pop e para a rainha do rock. Brian May não chegou a detalhar muito sobre o disco, mas o título pode ser Queen Forever.

Nada mais apaixonante. O que se lamenta entre os fãs mais nostálgicos é a ausência de John Deacon, o ex-baixista do grupo. Distante dos holofotes da grande mídia desde a morte do amigo, Deacon evita falar com a imprensa, falar com os membros restantes do Queen e, infelizmente, se distanciou da música.

Recentemente, boatos deram conta de que John teria desavenças tremendas com Brian e Roger, o que não é confirmado por eles. Brian chegou a dizer que todas atitudes tomadas em relação à banda são feitas em comum acordo entre os três, e com familiares de Freddie Mercury.

Para os admiradores do grupo, no entanto, o que importa é a presença viva e pulsante dos hinos que foram eternizados pelos quatro gênios do rock n’ roll britânico. Se era desejo de Freddie Mercury que o show não terminasse, que se levantem as cortinas, cresçam os sorrisos, preparem o pulmão e cantem, porque o show tem que continuar.

E os fãs vão sonhando com um retorno da banda ao Brasil. Quem sabe nos 30 anos do Rock In Rio, que será comemorado em 2015.

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07:06 · 23.09.2013 / atualizado às 07:06 · 23.09.2013 por
Foto: Marcus Vini/ Rock in Rio.
Foto: Marcus Vini/ Rock in Rio.

Era grande a curiosidade para saber no que resultaria o mais inusitado encontro deste Rock in Rio, o do Sepultura com o cantor Zé Ramalho. E o que se viu na noite de hoje foi uma simbiose perfeita, num show que não apenas entra para a história do festival, mas tem tudo para virar disco, inclusive o nome, dado pelo público: Zépultura. Assista ao show na íntegra no final dessa publicação.

Antes mesmo do início do show, a plateia que lotava o palco Sunset já gritava não apenas o nome da banda, mas também o do cantor paraibano, mostrando que havia uma predisposição positiva para o encontro. Daí para juntar os dois nomes foi um passo.

O cantor paraibano é provavelmente a estrela da MPB mais benquista pelos roqueiros -seu estilo místico-profético-apocalíptico, incluindo o visual todo preto e a voz cavernosa, ressoa fundo na alma dos “headbangers”. Uma cena resume: o mesmo público que pouco antes quebrava tudo numa roda ao som de “Innerself“, do Sepultura, pediu espontaneamente para que Ramalho cantasse “Avohai“, um de seus maiores sucessos (infelizmente, não foi atendido).

O Sepultura entrou em cena primeiro e, com um repertório veloz e brutal -com pedradas como “Innerself” e “Propaganda“-, deixou o público ouriçado. A banda mostrou ainda canções nunca antes tocadas ao vivo (como “The Hunt”) e uma versão de “Da Lama ao Caos“, de Chico Science, com Andreas Kisser no vocal -segundo o guitarrista, a música estará no próximo álbum do Sepultura.

Na metade do show, Zé Ramalho foi chamado ao palco e chegou sob muitos aplausos. “É uma grande honra, um grande privilégio dividir o palco com essa lenda, esse monstro da música brasileira”, disse Kisser, para delírio do público.

O convidado devolveu a gentileza. “Prazer imenso estar dividindo o palco com uma banda poderosa como o Sepultura, nessa noite linda do metal”, disse, antes de cantar “A Dança das Borboletas”, música de seu repertório que ele já havia gravado com a banda antes, em boa versão para a trilha sonora do filme “Lisbela e o Prisioneiro”.

Um toque de ousadia bem-sucedida veio na ótima versão para “Mote das Amplidões“, que ganhou peso e velocidade sem perder suas raízes nordestinas.

Corajoso, Zé Ramalho não se acomodou em seu repertório: cantou “Em Busca do Ouro”, do disco solo de Kisser, e em outro dos pontos altos do show, deu voz à rápida “Ratamahata“, uma das boas canções do disco “Roots“, do Sepultura.

O ápice estava reservado para o final, com uma versão matadora de “Admirável Gado Novo“, cantada em coro pela plateia e com a parte final executada em ritmo extremamente veloz. Um sucesso de deixar o público pedindo “mais uma”.

Se em outros Rock in Rio a escalação de artistas de MPB num dia de heavy metal se mostrou desastrosa, com gente sendo expulsa do palco pelo público, a reunião de Sepultura e Zé Remalho mostrou que, em alguns casos, a solução não é afastar os gêneros, mas uni-los ainda mais.

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Sepultura – set list
“Dark Wood Error”
“Innerself”
“Propaganda”
“Dust”
“Spit”
“The Hunt”
“Da Lama ao Caos”
“A Dança das Borboletas” (com Zé Ramalho)
“Jardim das Acácias” (com Zé Ramalho)
“Mote das Amplidões” (com Zé Ramalho)
“Em Busca do Ouro” (com Zé Ramalho)
“Ratamahata” (com Zé Ramalho)
“Admirável Gado Novo” (com Zé Ramalho)

As informações são da Folhapress 

13:33 · 22.09.2013 / atualizado às 13:40 · 22.09.2013 por
Foto: Marcos Vini/ Rock in Rio.
Foto: Marcos Vini/ Rock in Rio.

Acompanhei as cinco edições do Rock in Rio e não consigo lembrar um show tão emocionante. Foi mais curto que os recentes shows de Bruce – o de São Paulo durou 3h15 – mas intenso e cheio de grandes momentos.

Pouco antes do show, conheci na plateia um casal de espanhóis, fanáticos por Bruce. “John Mayer tem mais fãs que Bruce no Brasil?”, perguntou o rapaz, espantado. De fato, depois do show de Mayer, boa parte da plateia foi embora. “Na Espanha, Bruce toca para 70 mil pessoas; ele é uma religião para nós”, disse a menina.

No Brasil, Springsteen não chega a ser uma religião. Está mais para culto, com poucos seguidores – especialmente se comparado aos Estados Unidos e Europa – mas os convertidos realmente idolatram “The Boss“.

A debandada dos fãs de Mayer foi providencial: deu para chegar bem perto do palco e testemunhar um show histórico.

A exemplo do show de São Paulo, Bruce abriu tocando uma versão matadora de “Sociedade Alternativa”, de Raul Seixas e Paulo Coelho, com um dançante arranjo à Motown. “Obrigado, Raul Seixas”, disse o cantor.

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Durante 2h40, Bruce e banda tocaram 26 músicas, com uma surpresa no meio: o álbum “Born in the USA” na íntegra. Clássicos como “Badlands“, “Hungry Heart”, “Dancing in the Dark”, “Born to Run” e “Thunder Road” emocionaram o público.

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No fim, a dobradinha “Twist and Shout”/”La Bamba” transformou o lugar num enorme baile, enquanto o Rock in Rio fazia sua tradicional queima de fogos (estariam avisando a Bruce que seu tempo tinha acabado?). Ele ainda voltou para agradecer a plateia e cantar, sozinho, “This Hard Land“.

O que o homem suou não foi brincadeira. Ele correu por todo o palco, pulou na galera várias vezes, abraçou e foi abraçado, chamou meia dúzia de fãs para cantar “Dancing in the Dark” e deu o microfone para um fã mirim, que não devia ter mais de 10 anos, cantar “Waitin’ on a Sunny Day”. Exausto, Bruce se refrescava enfiando a cabeça em um balde de água com gelo e levou um banho do guitarrista Little Steven (sim, é o cara dos “Sopranos”).

No fim, todo mundo sorria: público, banda, e até os cinegrafistas que filmavam o show (um deles foi usado de encosto por Bruce).
Ninguém vai esquecer esse show por muito tempo.

Por André Barcinski, da Folhapress

14:28 · 21.09.2013 / atualizado às 15:27 · 21.09.2013 por

bon jovi rock in rio

Rock in Rio 2013 Bon Jovi encerrou o 5º dia de do Rock In Rio na madrugada deste sábado (21) desfalcado de dois integrantes originais, o guitarrista Richie Sambora, demitido no meio da tour, e o baterista Tico Torres, recém-operado para a retirada do apêndice. Mas, pela empolgação dos fãs, mesmo se colocassem três orangotangos acompanhando o vocalista Jon Bon Jovi, o resultado seria o mesmo.

Não é difícil de entender. Jon Bon Jovi é uma espécie de Britney Spears do hard rock: faz uso do sex appeal com letras de músicas como “That’s What the Water Made Me“, que abriu o show e possui um repertório consistente de hits, como “You Give Love a Bad Name”, o primeiro a levantar o público no Palco Mundo, principal do evento.

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Assim como a cantora de “…Baby One More Time”, Bon Jovi usa um figurino extravagante que vai do casaco imitando o uniforme do Capitão América a camiseta regata preta do fim – isso sem contar o bronzeado artificial que mais lembrava o Naranjito, saudoso mascote da Copa do Mundo de 1982, uma laranja, claro.

Mas Bon Jovi tem uma grande vantagem. Ele serve com perfeição para a geração Instagram. Entre um hit e outro, as baladas servem para o público normal tirar as costumeiras fotos com o palco ao fundo e fazendo pose. Vide o momento em que fã Rosana Guedes, 40, sobe ao palco para tascar um beijo no cantor, 51.

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A balada era “Who Says you Can’t Go Home“, mas quem se importa com a música? Lá estava ela tirando uma foto para postar no Twitter e com o cartaz lembrando que ela já havia tido a mesma experiência em 1995, quando acompanhou a banda por oito shows.

O que ficou claro na apresentação do Bon Jovi neste Rock In Rio é que uma reinvenção é necessária, assim como o vocalista fez ao dar uma pausa na banda nos anos 1990 para fazer músicas para “Jovens Demais Para Morrer” ou quando cortou a vasta cabeleira e passou a dedicar-se ao cinema, atuando em filmes como “U-571 – A Batalha do Atlântico” (2000) e “Paixões Alucinantes” (1997). A fórmula de sucessos ocasionais com músicas desconhecidas pouco empolgantes já saiu do prazo de validade.

Sim, o final é divertido como “Wanted Dead or Alive” e “Livin’ on a Prayer” (dedicada ao baterista enfermo, substituído por Rich Scannella) no bis. Mas o público pediu e a banda voltou tocando a balada adocicada “Always“, que não estava no set list. Afinal, no Bon Jovi, o freguês é quem manda. E como ele mesmo lembrou : “Brasil, nos veremos novamente.”

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Com informações são da Folhapress

14:08 · 21.09.2013 / atualizado às 14:08 · 21.09.2013 por
the gift
Foto: Rodrigo Esper- I Hate Flash/ Rock In Rio

Representante do pop rock eletrônico colorido e dançante, o quarteto português The Gift voltou ao Rock in Rio para abrir os shows de desta sexta (20), no palco Sunset.

Como na edição de 2011, o grupo tocou para um público diminuto (boa parte do qual nem se dignou a levantar), mas não deixou que isso reduzisse sua empolgação.

Comandado pela elétrica vocalista Sónia Tavares e pelo saltitante e colorido tecladista Nuno Gonçalves, o grupo mostrou um repertório curto (nove músicas), mas animado, com boa parte das composições em inglês -destaque para “Driving You Slow” e “1977“, duas belezas do pop eletrônico.

Como no último Rock in Rio, a banda incluiu uma versão de “Índios“, da Legião Urbana, seguida pela balada “Primavera“, executada apenas por Sónia e Nuno, ambos sentados na beira do palco.

Se houve algo que não funcionou na apresentação foi a participação do Afro Lata, grupo de percussionistas da comunidade de Vigário Geral (Rio) que entraram na metade do show.

O som de seus instrumentos, improvisados a partir de latas e outros recipientes, ficou encoberto pela bateria e os teclados dos portugueses, tornando a parceria inócua do ponto de vista musical.

De tanto que tentou, o Gift conseguiu finalmente fazer a plateia participar, com coro e palmas, na canção de encerramento, “In Repeat“. Já era tarde, mas foi ao menos uma despedida que honrou o esforço do quarteto português.

As informações são da Folhapress

12:19 · 20.09.2013 / atualizado às 13:00 · 20.09.2013 por
metallica no rock in rio
Foto: Fernando Schiaepfer/ I Hate Flash/ Rock in Rio

Quando você vende 100 milhões de discos e é o grupo de rock pesado mais famoso do mundo, ganha alguns privilégios. Um deles é fazer o mesmo show toda noite e, mesmo assim, ser ovacionado pelos fãs.

Foi o que aconteceu na madrugada desta sexta (20) no Rock in Rio: o Metallica fez um show muito parecido com o dos últimos meses -18 músicas em pouco mais de suas horas de duração, com a grande maioria do repertório de 1991 para trás- e pôs mais de 80 mil pessoas para urrar.

>Rock in Rio: Sebastian Bach vira cover envelhecido de Skid Row

A banda subiu ao palco à 0h35 de hoje, com meia hora de atraso. Ao som da trilha sonora do faroeste “Três Homens em Conflito”, do italiano Ennio Morricone, James Hetfield (guitarra e voz), Lars Ulrich (bateria), Kirk Hammett (guitarra) e Robert Trujillo (baixo) subiram ao palco e emendaram dois petardos das antigas, “Hit the Lights” e “Master of Puppets“, este cantado em coro pelo público.

Hetfield parecia de bom humor. Por várias vezes agradeceu ao público e saudou a “família Metallica”: “Nós temos o melhor emprego do mundo, vamos pro trabalho e encontramos vocês”, disse, apontando para a enorme plateia.

>Rock in Rio: Sepultura mistura metal e batuque com grupo francês Les Tambours du Bronx

Um dos melhores momentos do show foi “The Memory Remains“, do álbum “Reload”, de 1997. Mesmo não sendo uma das músicas mais pesadas e agressivas da banda, foi muito bem recebida pelos fãs, que cantaram o final por alguns minutos, “regidos” por Hetfield.

O cantor disse que havia gostado da banda sueca Ghost B.C., que havia tocado na mesma noite, e perguntou à plateia o que ela havia achado. Muitos vaiaram. “Eu sei, vocês ficaram com medo!”, ironizou Hetfield. “Não se preocupem, era só uma máscara”, disse, referindo-se às fantasias usadas pelos suecos.

Das 18 músicas do show, cinco foram do famoso disco “Metallica”, também conhecido por “Álbum Preto”, de 1991, o mais popular da banda. Duas músicas desse LP, “Sad But True” e, especialmente “Enter Sandman“, levantaram a multidão.

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No fim, uma trinca matadora: “Creeping Death“, “Battery” e “Seek and Destroy“, botando o público heterogêneo, que reunia desde quarentões que acompanham o Metallica desde os anos 80 a adolescentes que conheceram a banda há pouco. A “Família Metallica” é assim, uma mistura de idades e tipos.

Desde 1991, quando “Enter Sandman” transformou o quarteto em banda de estádio, o Metallica saiu do gueto do heavy metal. Hoje, quem procurar na Internet vai achar versões de “Enter Sandman” em pagode e sertanejo universitário. Há muito tempo, o Metallica não é do metal, mas do mundo.

Por André Barcinski, da Folhapress

08:06 · 20.09.2013 / atualizado às 10:38 · 20.09.2013 por
sebastian bach
Sebastian Bach. Foto: I Hate Flash.

Não é mole ser Sebastian Bach. Ele já fez muito sucesso, cantando à frente do Skid Row, vendeu muito disco e estampou pôsteres nos quartos das adolescentes roqueiras dos anos 1980 e 1990.

Aí ele precisa encarar uma plateia já bem grandinha no Rock in Rio, majoritariamente formada por fãs do Metallica à espera dos ídolos.

Então Bach reúne músicos barulhentos e prepara um show com o repertório dominado por canções dos dois principais discos de sua ex-banda, “Skid Row” (1989) e “Slave to the Grind“.

O resultado observado no palco Sunset, às 17h30, quando o cantor canadense de 43 anos surge com o mesmo cabelão e alguns quilos a mais do que há duas décadas, é uma plateia dividida.

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Junto ao palco, fãs do Skid Row pulam e berram a cada ordem de Bach (que tenta falar um pouco em português e não consegue ser entendido).

Atrás desses, a turma invocada com ele solta gritos de “bichona” e similares. Na turma do fundão, moçada com camiseta do Metallica vê tudo sem esboçar reação.

O problema de Sebastian Bach hoje é justamente não fazer diferença alguma. Sozinho, virou um cover envelhecido do Skid Row.

As informações são da Folhapress

07:58 · 20.09.2013 / atualizado às 08:31 · 20.09.2013 por

Sepultura

Quando Andreas Kisser, o guitarrista do Sepultura, pegou o microfone nesta quinta-feira (19) para gritar que “finalmente o dia do metal chegou” no Rock in Rio, incluindo alguns palavrões, sua empolgação reverberou na plateia de camisas pretas.

A mais respeitada banda brasileira de metal estava de volta ao festival, novamente acompanhada dos percussionistas franceses do Tambours du Bronx, para abrir o palco Mundo, no início da noite de hoje, após uma elogiada apresentação conjunta na edição de 2011.

Que o thrash metal do Sepultura se mescla bem com uma batucada já estava provado desde que a banda lançou “Kaiowas” (no disco “Chaos AD”, 1993), canção instrumental inspirada pela tribo indígena homônima.

E foi justamente ela que deu início à quebradeira, logo após uma imensa queima de fogos –a mais elaborada entre todos os shows de abertura do palco Mundo. Nos telões, um vídeo estilizado mostrava os índios e terminava com as palavras “Belo Monte”, em protesto contra a instalação da usina homônima.

Em meio a tantos artistas tirando uma casquinha das manifestações recentes na base do discurso, o Sepultura lembrou que sua música é uma das mais apropriadas trilhas sonoras para o que tem sido visto nas ruas.

Não por acaso, a célebre “Refuse/Resist“, uma das melhores da banda, veio acompanhada de um vídeo com cenas dos conflitos entre manifestantes e policiais.

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“Queria todo mundo de punho para cima, mostrar para o mundo que o Brasil não está dormindo. Muda, Brasil”, disse Kisser, antes de a banda mostrar “Sepulnation“.

Apesar de não ser o membro mais antigo –título que cabe ao baixista Paulo Jr.–, o guitarrista é o principal símbolo do Sepultura em sua formação pós-irmãos Cavalera, que tem ainda o americano Derrick Green nos vocais e o baterista Eloy Casagrande.

O show teve espaço ainda para canções pouco memoráveis do Tambours du Bronx (17 músicos que batem furiosamente em barris de óleo reciclados) e para uma versão de “Firestarter”, do Prodigy, que sentiu falta da parte eletrônica original.

No encerramento da apresentação, registrada em vídeo para um futuro DVD, os brasileiros voltaram às raízes indígenas (e africanas) com “Roots Bloody Roots”, um de seus maiores sucessos, fazendo as rodas de “pogo” se abrirem. Finalmente o dia do metal chegou.

As informações são da Folhapress

20:47 · 18.09.2013 / atualizado às 20:47 · 18.09.2013 por

A Justiça fluminense garantiu nesta quarta-feira (18) a realização do Rock in Rio. O evento foi confirmado depois de uma vistoria concluída no início da noite pelo Corpo de Bombeiros, com a presença de um oficial de justiça.

Foto: Raul Aragão / I Hate Flash
Foto: Raul Aragão / I Hate Flash

>Confira a cobertura completa do Rock in Rio realizada pelo Blog Rock Nordeste

O Ministério Público do Rio entrou com um pedido de liminar para suspender o festival “até a comprovação de que foram sanadas as irregularidades” no atendimento médico do festival. O Rock in Rio recomeça na próxima quinta-feira (19). A decisão de manter o evento foi da juíza da 2ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Márcia Cunha de Araújo Carvalho.

No início da tarde, ela aceitou o pedido de liminar do Ministério Público Estadual e determinou que o festival só poderia acontecer caso a organização comprovasse que as irregularidades apontadas pelo órgão e pelo Corpo de Bombeiros foram sanadas, o que foi constatado após a vistoria encerrada na noite desta quarta. As irregularidades foram detectadas em vistorias dos Bombeiros e do Ministério Público durante o primeiro fim de semana do evento.

Segundo o laudo oficial dos agentes, o número de médicos, de leitos, de suprimentos e de ambulâncias era insuficiente e não cumpria o que havia sido exigido. Quem buscava o serviço médico (mais de 1.750 pessoas nos três primeiros dias, segundo a organização) recebia um atendimento deficiente.

Num dos postos médicos, os agentes públicos encontraram “vários pacientes na área externa, deitados em espreguiçadeira de plástico, e também o Boletim de Atendimento Médico não era utilizado. Não havia acolhimento e classificação de risco”.

As informações são da Folhapress

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