Rock Nordeste

Categoria: Rock in Rio 2013


18:17 · 18.09.2013 / atualizado às 19:07 · 18.09.2013 por

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu na tarde desta quarta-feira (18) que o Rock in Rio só poderá continuar a ser realizado após sanar irregularidades apontadas pelo Ministério Público Estadual (MPE-RJ) e pelo Corpo de Bombeiros. A decisão foi tomada pela  juíza Márcia de Araújo Carvalho, da 2ª Vara Empresarial.

Foto: Rodrigo Esper / I Hate Flash
Foto: Rodrigo Esper / I Hate Flash

>Confira a cobertura completa do Rock in Rio realizada pelo Blog Rock Nordeste

Pela manhã, o Ministério Público tinha entrado com um pedido de suspensão do evento após encontrar problemas nos postos de saúde durante o primeiro fim de semana do evento. No texto, a juíza determina que os organizadores têm de garantir “a disponibilização de recursos mínimos exigidos para emergências, especialmente as referentes aos postos médicos e ambulâncias”. Caso não seja cumprida a decisão, a organização do festival poderá ser multada em R$ 10 milhões por dia.

O Corpo de Bombeiros também constatou irregularidade no local onde é realizado o festival, dessa vez nas saídas de emergência e em áreas de escape para ambulância.

“A urgência é evidente, diante da iminência de mais quatro sessões de espetáculos, para o qual há previsão de afluírem cerca de 100 mil pessoas, em cada um dos próximos quatro dias”, disse a juíza, na decisão.

14:11 · 15.09.2013 / atualizado às 08:00 · 16.09.2013 por
Hoto: Fernando Schlaepfer - I Hate Flash
Hoto: Fernando Schlaepfer – I Hate Flash

Atualizado no dia 16/09, às 07h31

Para uma banda com apenas três integrantes, o Muse tem uma admirável capacidade de ocupar grandes espaços valendo-se de uma parafernália sonora e visual. Foi isso que os britânicos mostraram na madrugada deste domingo (15), no palco Mundo, encerrando o segundo dia de Rock in Rio.

>Confira galeria de imagens do 2º dia de Rock in Rio

Voltando ao país dois anos após abrir os shows do U2 por aqui, dessa vez o trio se concentrou no repertório de seu sexto disco, “The 2nd Law” (2012), que teve seis faixas executadas – e, pela recepção do público, já bem conhecidas. A primeira delas foi justamente a de abertura do show, “Supremacy”, com sua bateria marcial e guitarra marcante.

O que o Muse faz de melhor -um rock eletrônico dançante- ficou claro logo nas duas músicas seguintes, a ótima “Supermassive Black Hole” e a muito boa “Hysteria”; o título desta, aliás, descreve bem o efeito de ambas sobre os fãs.

Há espaço para variações na fórmula, como em Panic Station”, com sua levada funk comandada pelo baixo de Christopher Wolstenholme e pela bateria de Dominic Howard, e na acelerada “Stockholm Syndrome”, que ganhou ainda mais peso com a citação de “Freedom” (do Rage Against the Machine) ao final.

Há ainda os momentos “rock eletrônico de arena” -vide “Plug in Baby”, “Uprising” e “Starlight”-, com seus refrões grandiosos que puxam o coro do público. É verdade que, em algumas canções, o Muse parece cópia: do U2 (“Follow Me”), do Queen (“Madness”), do velho Radiohead (“Time Is Running Out’).

Mas escolher boas referências não é crime, e outra prova disso é a versão de “Feeling Good” (uma pérola na voz de Nina Simone), com o guitarrista e vocalista Matthew Bellamy ao piano e gastando seus falsetes (além de usar um megafone). O vocalista, a propósito, não faz feio com seu gogó (ainda que em muitas músicas se apóie em efeitos eletrônicos), o que fica mais evidente quando Wolstenholme, o baixista, se aventura nos vocais (em “Liquid State”).

Com camisa vermelha (depois trocada por uma camiseta preta), calça preta, o cabelo de quem tomou choque e um cavanhaque, Bellamy não estava particularmente falante, mas não parou quieto no palco, chegando a descer para o meio da plateia durante “Starlight”, já na parte final do show.

“Survival”, música oficial das Olimpíadas de Londres, foi a derradeira antes do bis. Sobre o piano que comanda a melodia na primeira parte da canção, Bellamy pôs uma bandeira do Brasil que havia sido jogada em sua cara por um fã, durante sua caminhada pela área do gargarejo. A essa altura, uma hora após o início, o movimento de parte do público rumo à saída já era notável. No bis, já era possível chegar próximo ao palco sem muita dificuldade, dado o esvaziamento da plateia.

Os fãs que ficaram puderam ver Wolstenholme solar na gaita na introdução de “Knights of Cydonia”, outra das canções do Muse para bradar a plenos pulmões. Na despedida, Bellamy usou o português para agradecer: “Obrigado, nós te amamos, Brasil.”

Assista ao show: 

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Com informações da Folhapress

13:22 · 15.09.2013 / atualizado às 19:42 · 15.09.2013 por
Foto: I Hate Flash / Divulgação Rock in Rio
Foto: I Hate Flash / Divulgação Rock in Rio

Florence Welch, vocalista da banda Florence and the Machine, são na verdade duas Florences. Uma vestia ontem um vestido de vovó, conversava meio envergonhada, por vezes olhando pro chão, e ficou assustada quando foi avisada, na entrevista com a reportagem, de que tocaria para um público de cerca de 85 mil pessoas no Rock in Rio. 

A outra é a que comandou essas mesmas 85 mil pessoas num ritual catártico -e sem vergonha nenhuma- no último show da turnê de seu segundo disco, “Ceremonials”. Depois de uma introdução de harpa, que já indicava que o ritual começaria, a cantora inglesa entrou no palco descalça e usando um vestido vaporoso e transparente, azul e branco. E, com os cabelos ao vento (um vento muito mais natural do que aquele produzido pelos ventiladores de Beyoncé), começou a soltar o vozeirão em “Only if For a Night”.

Com o auxílio de um coro, do piano, da harpa e de duas baterias, Florence desfilou pelo show suas músicas grandiosas, com jeito de hinos religiosos. Na música seguinte, “What the Water Gave Me”, corria de um lado para o outro do palco e já estava completamente descabelada e suada. Mas, a essa altura, o look da cantora fashionista pouco importava: o público já estava na sua mão.

“Estamos muito felizes por estar aqui hoje. E, em troca, só vamos exigir alguns sacrifícios humanos”, disse a cantora, reforçando o clima quase religioso e antes de pedir que as pessoas levantassem aqueles que amam nos ombros, ao som de “Rabbit Heart (Raise it Up)”. Então, o sacrifício aconteceu com uma multidão de moças levinhas (muitas delas ruivas como a própria cantora) subindo nos ombros de moços fortinhos (ou nem tanto).

Enquanto isso, Florence desceu para interagir com o público, de quem recebeu oferendas, como flores, tiaras e uma bandeira do Brasil -que transformou em mais uma peça esvoaçante de sua roupa.

Foto: I Hate Flash / Divulgação Rock in Rio
Foto: I Hate Flash / Divulgação Rock in Rio

Na hora dos hits “You’ve Got the Love” e “Shake it Out”, foi possível ver fãs chorando na grade em frente ao palco. A cada berro potente da cantora (e são muitos), amigos e casais se entreolhavam com cara de “O que está acontecendo aqui?”

Em “Sweet Nothing”, Florence promoveu outro rito de sua liturgia pessoal e pediu que as pessoas abraçassem os colegas, apertassem a mão do fã desconhecido ao lado. Promoveu a união dos fãs de bandas diferentes. A catarse coletiva então aconteceu em “Spectrum (Say my Name)”. “Ela vai voar”, disse uma fã do meu lado esquerdo. “Acho que ela tá é muito chapada”, respondeu o amigo. Florence pôs as mãos em torno do microfone como se rezasse. O público pulava sem parar.

Na hora da despedida, Florence andou lentamente em direção ao público, como um anjo, antes de soltar o maior hit da banda “Dog Days Are Over”, como se dissesse: “Vão em paz, os dias de cachorro terminaram”.

Fonte: Folhapress

09:14 · 15.09.2013 / atualizado às 09:14 · 15.09.2013 por

O segundo dia do Rock in Rio teve as apresentações Muse, 30 Seconds to Mars, Florence and the Machine, The Offspring, Capital Inicial, além de tributo a Raul Seixas. Confira imagens

08:33 · 15.09.2013 / atualizado às 08:53 · 15.09.2013 por
Foto: I Hate Flash /Divulgação Rock in Rio
Foto: I Hate Flash /Divulgação Rock in Rio

Também ator, Jared Leto, o vocalista do 30 Second To Mars, mostrou no último sábado (14) em uma hora de show no Rock in Rio que sabe ganhar o público não apenas com o rock dramático de sua banda, mas também interagindo de diversas maneiras com o público, formado principalmente por adolescentes.

Antes da apresentação, tambores anunciaram a entrada de Leto, que surgiu camuflado por um enorme casaco com franjas. Foi só o início da aura dramática que permeou o espetáculo, iniciado com a “Birth“, faixa de “Love Lust Faith + Dreams“, disco lançado neste ano.

Com 15 anos de estrada, o grupo mostra segurança ao tocar hits como “This Is War” e “City of Angels“. Mas a boa performance dos músicos é intercala por demasiadas intervenções de Jared, como gritos de “Jump, jump!” (“Pulem, pulem!”) e “Sing, sing!” (“Cantem, cantem!”) direcionados à plateia o tempo todo.

 

> Assista a parte da apresentação do grupo

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E, para conquistar os fãs, o 30 Seconds abusou dos mais variados clichês. Houve performance de balé numa gangorra, bolas coloridas, chuva de papel picado e a bandeira do Brasil sendo erguida. O vocalista também mostrou sua camiseta com a frase “I <3 Rio” (“Eu amo o Rio”), bebeu açaí e escolheu um garoto da plateia para anunciar “Do or Die”.

Jared Leto canta, dança e passeia de tirolesa. Foto: Foto: I Hate Flash /Divulgação Rock in Rio
Jared Leto canta, dança e passeia de tirolesa. Foto: Foto: I Hate Flash /Divulgação Rock in Rio

A maior surpresa, no entanto, veio no final. Depois de uma pausa, Leto surgiu em cima da tirolesa, a uma altura de 24 metros, sozinho, para cantar “Hurricane” em versão acústica. “Vocês querem que eu pule?”, perguntou. E se jogou, voando sobre o público pela corda que percorre todo o palco Mundo.

No fim, com mais fãs chamados ao palco para cantar “Up in The Air”, todos estavam felizes -a banda, ainda mais, pois a sensação foi a de dever cumprido.

 Fonte: Folhapress

08:26 · 15.09.2013 / atualizado às 09:22 · 15.09.2013 por

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Escalados para um palco menor do que sua fama e prejudicados por um som quase inaudível no início de sua apresentação, os californianos do Offspring penaram para fazer seu show decolar no Rock in Rio.

Um dos principais representantes do punk pop que estourou na segunda metade dos anos 1990, o Offspring tocou no secundário palco Sunset e superlotou o lugar, atraindo mais gente do que alguns shows do palco principal e tornando a circulação problemática.

O maior problema, no entanto, foi mesmo o som, o pior de todas as apresentações até agora. A apoteótica “All I Want”, usada para abrir o show a mil por hora, teve efeito nulo, porque quase ninguém a ouviu direito.

Outro hit, “Come out and Play”, também ficou diluído pelo som de rádio AM. Apenas na altura da sexta música o volume aumentou, mas ainda num nível insatisfatório.

Aparentemente sem notar os problemas e sem ouvir os gritos de “aumenta o som” vindos da plateia, a banda seguiu em frente, privilegiando o álbum “Americana” (1998), do qual tocaram cinco faixas, incluindo a que dá título ao disco e o sucesso “Pretty Fly (for a White Guy)”.

O melhor momento do show foi o bis, quando a banda voltou acompanhada de Marky Ramone na bateria para tocar “California Sun” (um cover que os Ramones tocavam com frequência) e “R.A.M.O.N.E.S.” (do Motorhead).

Antes de encerrar o show com o hit “Self Esteem”, o guitarrista Noodles agradeceu a oportunidade de tocar com o veterano convidado.

“Para mim, isso é um sonho realizado”, disse o guitarrista. “Esta é a melhor noite da minha vida, e é claro que tinha de acontecer aqui no Rio.” Imagine se o som tivesse estado à altura.

Set list Offspring

“All I Want”
“Bad Habit”
“Come out and Play”
“Days Go by”
“Original Prankster”
“You’re Gonna Go Far, Kid”
“Staring at the Sun”
“Kristy, Are You Doing Okay?”
“Want You Bad”
“Hit That”
“Why Don’t You Get a Job?”
“Americana”
“(Can’t Get My) Head Around You”
“Pretty Fly (for a White Guy)”
“The Kids Aren’t Alright”
“California Sun”
“R.A.M.O.N.E.S”
“Self Esteem”

Fonte: Folhapress

08:24 · 15.09.2013 / atualizado às 08:24 · 15.09.2013 por
Foto: I Hate Flash/Divulgação Rock in Rio
Foto: I Hate Flash/Divulgação Rock in Rio

Dinho Ouro Preto está numa crise de meio de idades. Dinho é jovem: pula e corre pelo palco com um pique invejável até pra gente mais nova que ele. Dinho envelheceu: esquece as letras de vários de seus hits e joga para o público cantar, na tentativa de tapar o buraco.  Dinho é moleque: faz protesto contra políticos e canta usando nariz vermelho. Dinho acha que é jovem: a quantidade exagerada de “cara”, “velho”, “tá ligado” e “caralho” que fala soa como forçação de barra para os jovens de verdade.

Lobão disse uma vez que o vocalista do Capital Inicial é o único roqueiro de sua geração que ainda pode tocar sem camisa. Mas, no primeiro show do dia no palco Mundo do Rock in Rio, Dinho, 49, não ficou descamisado.

No meio dessa crise sem-crise, os momentos auge do show do Capital Inicial foram músicas de outras bandas: Charlie Brown Jr. e Raimundos. O grupo fez uma homenagem a Champignon, baixista do Charlie Brown, morto na semana passada, e a Chorão, vocalista da mesma banda, morto em março.

“Vocês sabem que o rock está de luto essa semana. A gente quer pagar pau para o Charlie Brown, vocês ajudam? Já esqueço as letras do Capital, imagina as dos outros…”, disse, aproveitando o momento de sensibilidade coletiva para assumir com graça o problema de memória. Contando com o esperado coral de apoio do público, conseguiu cantar “Só os Loucos Sabem” bem e até o final.

No outro momento cover do show, um dos mais animados da apresentação, deixou a galera cantar (e pular) praticamente sozinha toda a letra de “Mulher de Fases”, dos Raimundos.

Hits da banda embalam a noite

Foto: I Hate Flash/Divulgação Rock in Rio
Foto: I Hate Flash/Divulgação Rock in Rio

Outros hits tiveram parte dos vocais gentilmente cedidos por Dinho ao seu público, como “Música Ligeira“, “Natasha” e “À Sua Maneira“, com destaque para “Fátima”, em que o vocalista desceu para interagir com a plateia, deixando um branco conceitual na canção.

O Capital animou a plateia com uma fartura de hits e também não perdeu a chance de entrar na onda dos protestos. “Poucas coisas nos dão mais prazer do que rock and roll e falar mal de político”, disse Dinho Ouro Preto, puxando o momento “o gigante acordou” do show. “Não sei o que é pior: Natan Donadon, o primeiro presidiário congressista, ou o Congresso, por deixar ele lá.”

“Fechem os olhos e elejam o [alvo de protesto] de vocês. Eu escolho o parlamento brasileiro, pelo conjunto da obra”, bradou o vocalista, antes de colocar um nariz de palhaço para cantar “Saquear Brasília” (“Eles mentem e não sentem nada. Eles mentem na sua cara”).

No fim do show, o público puxou um coro de “Que País é Esse?”, na tentativa de ouvir um dos clássicos hits de protesto brasileiro. Em vão. O Capital gastou os minutos finais de sua apresentação coreografando uma foto da banda com a galera ao fundo para postar no Facebook. Dinho puxou o coro: “1, 2, 3 e… Do ca..!”.

Fonte: Folhapress

20:17 · 14.09.2013 / atualizado às 08:29 · 15.09.2013 por
Foto: I Hate Flash /Divulgação Rock in Rio
Foto: I Hate Flash /Divulgação Rock in Rio

Capitaneada pelos Detonautas e tendo convidados como Zélia Duncan e Zeca Baleiro, a homenagem a Raul Seixas, na tarde deste sábado (14), no palco Sunset, transformou-se em uma grande cantoria coletiva e num protesto contra o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e a proibição de usar máscaras durante os protestos de rua.

O show foi aberto pontualmente às 17h30, com “Aluga-se”, um velho e irônico rock de protesto, resgatado pelos Titãs para as novas gerações. “Ditadura não, revolução”, gritou o vocalista, Tico Santa Cruz, que também cobriu rapidamente o rosto, lembrando os protestantes mascarados.

Na sequência, duas canções menos conhecidas de Raul -“Por Quem os Sinos Dobram” e “No Fundo do Quintal da Escola”- serviram para manter a unidade temática e o ritmo de rock, mas deram uma esfriada no jovem público.

Daí em diante, no entanto, o que se viu foi uma sequência de sucessos que transformaram o show numa cantoria coletiva.

“Tenho certeza de que, se Raul Seixas estivesse vivo, ele estaria nas ruas se manifestando com todo o povo brasileiro”, disse Santa Cruz, antes de cantar “Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás”.

A primeira das convidadas, Zélia Duncan, dividiu com Santa Cruz os vocais de “Tente Outra Vez”, o grande hino de autoajuda de Raul, antes de ficar sozinha para cantar “Maluco Beleza”. “Salve a loucura doce de Raul”, disse Zélia, despedindo-se.

Quando o vocalista do Detonautas retornou, notou um grito de protesto que crescia na plateia e o incentivou: “Vocês querem dar seu recado? Podem dar”, disse, virando o microfone para o público, que gritava “ei, Cabral, vai tomar no cu”, referindo-se ao governador do Rio.

Logo após o fim do show, a frase “Ei Cabral” chegou a liderar a lista de assuntos mais comentados no Twitter.

Foto: I Hate Flash /Divulgação Rock in Rio
Foto: I Hate Flash /Divulgação Rock in Rio

“A gente não precisa se mascarar não, embora isso seja uma atitude democrática. Quem está mascarado é quem vota secreto no Congresso Nacional”, disse Santa Cruz, que usava uma camiseta com os dizeres “Senado Federal, vergonha nacional”.

Ao chamar Zeca Baleiro ao palco, lembrou que o cantor havia gravado um sucesso da banda Charlie Brown Jr. e homenageou os dois integrantes mortos, Chorão e Champignon.

Baleiro e Santa Cruz levaram juntos “Como Vovó Já Dizia”, antes de o maranhense ficar sozinho para uma versão bem pesada e um tanto confusa de “Rock do Diabo”.
Arnaldo Brandão e Rick Ferreira juntaram-se à banda para tocar o divertido country “Cowboy Fora da Lei”, antes de Sylvio Passos, presidente do principal fã-clube de Raul, entrar em cena para cobrir Tico Santa Cruz com a mesma capa que o baiano usava em seus shows na sua fase mística.

Com ela, o vocalista cantou “Gita” e “Metamorfose Ambulante”. Para encerrar, todos os convidados se reuniram para cantar “Sociedade Alternativa”.

Repertório

“Aluga-se”
“Por Quem os Sinos Dobram”
“No Fundo do Quintal da Escola”
“Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás”
“Tente Outra Vez”
“Maluco Beleza”
“Ouro de Tolo”
“Como Vovó Já Dizia”
“Rock do Diabo”
“Cowboy Fora da Lei”
“Gita”
“Metamorfose Ambulante”
“Sociedade Alternativa”

Fonte: Folhapress

 

09:37 · 14.09.2013 / atualizado às 10:40 · 14.09.2013 por
09:27 · 14.09.2013 / atualizado às 10:40 · 14.09.2013 por

O fechamento das vias no entorno da Cidade do Rock deixou o trânsito engarrafado, no início da tarde da última sexta-feira (13), na zona oeste do Rio. A Av. Ayrton Senna, uma das principais avenidas de acesso ao festival, ficou com o tráfego lento, a partir do final da Linha Amarela, sentido orla.

I Hate Flash / Divulgação
I Hate Flash / Divulgação

O motorista que seguia para o evento pela Linha Amarela demorou quase uma hora para chegar em Jacarepaguá, onde acontece o Rock in Rio. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET), ficarão fechadas desde o final da manhã as avenidas Salvador Allende, entre a avenida das Américas e a estrada dos Bandeirantes, Abelardo Bueno, entre Salvador Allende e estrada Canal Arroio Pavuna, e Olof Palme.

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Alguns motoristas escaparam do engarrafamento atravessando pelos canteiros centrais. A Canal Arroio Pavuna opera em sentido único em direção à estrada dos Bandeirantes para que os motoristas possam sair da avenida Abelardo Bueno. Por volta das 14h, a fila se estendia a cerca de 3 km da entrada do festival.

PMs bloqueiam ponte de acesso próxima ao Rock in Rio e causam tumulto

Policiais militares bloquearam uma ponte de acesso à favela Vila Autódromo. Os policiais alegaram que o fechamento da via era uma tentativa de evitar a circulação de ambulantes não credenciados pela prefeitura nos arredores do Rock in Rio.

A ponte está distante cerca de um quilômetro da principal entrada do festival. Houve tumulto e gritaria. Os PMs ameaçavam moradores com armas não letais e spray de pimenta. Algumas pessoas arremessaram objetos em protestos contra os policiais.

A polícia chegou a fechar a passagem com uma viatura por 20 minutos a partir de 14h35. Eles diziam apenas que cumpriam ordens superiores. Depois da confusão, a ponte foi desbloqueada.

Mesmo com trânsito, público chegou com tranquilidade ao Rock in Rio

Apesar do trânsito complicado na cidade, a chegada do público ao Rock in Rio foi tranquila no início da noite. Muitas pessoas se concentravam na via que dá acesso à Cidade do Rock. Filas se formavam por conta da revista das mochilas. Menores de 15 anos só entram acompanhados.

Ambulantes credenciados vendiam refrigerante, cerveja, água, suco e energético. Ambulantes não credenciados, contudo, vendiam todo o tipo de mercadorias sem serem incomodados pelos guardas municipais que acompanhavam o público.

Na entrada da favela Vila Autódromo, que fica ao lado da Cidade do Rock, foi erguida uma espécie de praça de alimentação alternativa. Muitas pessoas aguardam outras no “ponto de encontro improvisado”, consumindo de cerveja a churrasquinho.

Era o caso de três estudantes do bairro da Freguesia, zona oeste da cidade, que faziam seu “esquenta” ao som do pagode que era tocado na barraca ao lado. “Nós viemos para assistir ao David Guetta e estamos aqui esperando um grupo que está vindo. A nossa chegada foi tranquila”, disse a estudante Mariana Ferreira, 21, segurando uma garrafinha com a mistura de cachaça, vodca e energético.

Desde chaveiros a R$ 5, passando por camisetas com a logo do evento a R$ 35, a bolsas térmicas a R$ 10, eram vendidas na entrada do evento. Todas as mercadorias, contudo, sujeitas à barganha.

“Meu marido fez esses chaveiros e até agora a venda não foi muito boa não porque eu acho que as pessoas estão ansiosas para entrar logo no show. Amanhã acho que vou trazer repelentes para vender”, disse a ambulante Anúbia Gomes,50, que já havia vendido 20 chaveiros de 14h às 18h.

Por volta das 18h40, um grupo de cerca de 20 ambulantes tentou furar o bloqueio na área destinada a entrada de profissionais da produção e imprensa. Eles afirmaram que eram funcionários do Bob’s e que estavam ali para retirar suas credenciais. Quinze policiais montados em cavalos fizeram uma barreira para impedir a invasão. A movimentação dos animais assustou pessoas próximas.
Ônibus

O sistema de ônibus funcionou, mas algumas pessoas ficaram com dúvida na hora de comprar os bilhetes no terminal Alvorada. Os seis funcionários da RioCard, empresa de bilhetagem do transporte público municipal, não sabiam explicar direito como funcionava o sistema.

Um bilhete de R$ 6 dá direito a duas passagens de R$ 2,75. Os R$ 0,50 que sobram são para o pagamento do cartão, não recarregável, estampado com a marca do evento. Quem já tiver o RioCard convencional do Rio pode inserir créditos sem precisar pagar o valor do cartão. Mesmo assim, os ônibus saiam sem grandes problemas.

Com informações da Folhapress

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