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Tamanhos de Próteses de Silicone

Publicado em 29/10/2012 - 12:04 por | Comentar

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Olá caros leitores,

Dando início à série de posts sobre os tipos de prótese de silicone, o tema que escolhi é provavelmente o de maior interesse das mulheres: os tamanhos de próteses de silicone. O interesse pelo assunto é sempre o mesmo, mas a preferência das mulheres tem mudado bastante com o tempo, principalmente no Brasil.

Falando um pouco de história, os implantes de silicone nos seios chegaram ao Brasil entre o fim da década de 70 e o início da década de 80. Uma época em que o padrão de beleza era bem diferente. A “preferência nacional”  era outra e os seios maiores não eram tão desejados.

Prótese de Silicone texturizada de 190ml, muito popular nos anos 80/90, hoje uma raridade.

Nessa época, a prótese mais escolhida era a de 190ml e tamanhos maiores eram considerados exagerados e até inseguros. Já na década de 90, o padrão americano de seios mais fartos caiu no gosto das brasileiras e os tamanhos desejados aumentaram juntamente com a melhora da qualidade dos implantes.

Para se ter uma ideia de como os padrões de beleza mudaram nessa década, as próteses mais utilizadas hoje são as de volume entre 250 e 300ml. A desejada prótese de 190ml dos anos 80 hoje é considerada uma raridade e alguns fabricantes até deixaram de produzí-la. Guardo algumas em meu consultório como verdadeiras peças de museu.

Os tamanhos de prótese de silicone são vários. Cada fabricante possui uma linha de implantes que costuma ter uma diferença de 20 a 30 ml entre os números. Algumas linhas, por exemplo, trazem os tamanhos: 225, 250, 275, 300, 325, 350, 375, 400, etc. Outras seguem os números: 215, 235, 255, 285, 305, 325, 355, 385, etc.

Prótese de Silicone em Poliuretano de 255ml, umas das próteses mais modernas e objeto de desejo das mulheres de hoje.

Você pode estar se perguntando: “Qual tamanho de prótese de silicone é o melhor para mim?”. A resposta é simples: a melhor prótese é aquele irá ficar mais bonita e natural em seu corpo e ao mesmo tempo lhe ofereça a segurança necessária!

A escolha da prótese de silicone ideal envolve muitos aspectos e merece um outro texto só para isso, que será o último post dessa série sobre tipos de prótese de silicone. (Curta nossa página no facebook para receber todos os textos sobre saúde e estética).

Não esqueça que não é importante o tamanho da prótese, mas sim o efeito que ela vai causar. Para isso, vários fatores são levados em consideração, como o seu peso, altura, largura do tórax e o volume de mama que você já tem.

Embora essa seja uma análise superficial e a escolha deva ser feita junto com o seu cirurgião, segue uma espécie de tabela com os tamanhos de prótese, suas indicações, prós e contras para ir ajudando na escolha:

TAMANHO INDICAÇÕES
de 125 a 250ml Mulheres magras de baixa e média estatura e com seios muito pequenos. Ideal para quem procura um aumento discreto e satisfatório das mamas.
De 250 a 400ml Mulheres de média estatura ou altas. Aumento perceptível e de maneira geral com maior grau de satisfação, porém já precisa de mais cuidado no pós-operatório.
De 400 a 700ml Mulheres altas e de biótipo grande que apresentam pouca mama. Aumento visível das mamas, mas com risco de dores lombares, estrias e ptose (queda) das mamas.

Eduardo Furlani | Cirurgia Plástica Fortaleza

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Tipos de Prótese de Silicone nos Seios

Publicado em 02/10/2012 - 14:03 por | Comentar

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Ter seios maiores e mais bonitos é, sem dúvida, o sonho de muitas mulheres. Isso faz com que o implante de silicone seja um dos procedimentos mais procurados da cirurgia plástica, perdendo apenas para a lipoaspiração e para o rejuvenescimento facial.

Sendo assim, chegam diversas dúvidas diariamente no meu consultório, tanto em relação ao procedimento, quanto em relação à prótese em si. Com tanta informação na internet, as pacientes já chegam com perguntas muito específicas. Como escolher a marca, o tamanho, o tipo e a forma, por exemplo, estão entre as dúvidas mais comuns. Sem falar no “por onde devo colocar a prótese ?”.

Pensando nisso, preparei uma séria de posts aqui no blog, falando das diversas formas de prótese de silicone, tipos de texturização, perfil de altura e muitas outras informações para ajudar as mulheres que pretendem fazer a mamoplastia de aumento na escolha do procedimento e da prótese ideal para o seu caso.

Com tantas opções, preferi separar os posts de acordo com os seguintes tópicos para facilitar a compreensão e não deixar um texto muito longo.

- Tamanho: Medido em mililitros ou centímetros cúbicos é a variação que traz mais interesse nas mulheres.

- Textura: É a superfície da prótese que pode ser lisa, texturizada ou em poliuretano.

- Perfil: Formato da prótese, que pode ser em forma de “gota” ou “arredondada” como é conhecida popularmente. (Conhecida tecnicamente como perfil alto, baixo ou anatômica).

- Preenchedor: Material utilizado na prótese, que pode ser gel de silicone, solução salina e elastômero de silicone.

Agora que você já sabe mais sobre os tipos de prótese de silicone, pode assistir ao vídeo abaixo que mostra minha entrevista para a TVDN sobre os tipos de prótese de silicone.

No próximo post falarei sobre os diversos tamanhos de prótese de silicone.

Para receber mais dicas de saúde e beleza, siga-nos no twitter e no facebook.

Eduardo Furlani, Cirurgião Plástico em Fortaleza.

 

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É possível fazer abdominoplastia quando se encontra acima de seu peso?

Publicado em 21/04/2012 - 16:48 por | Comentar

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Essa é uma longa questão, mas aqui vai um comentário rápido só para ter uma noção.

Essa resposta é muito relativa. Os melhores resultados são atingidos quando se está no peso ideal, mas é difícil dizer que peso é esse. As fórmulas são uma generalização com muitas falhas, quando aplicadas a cada pessoa.

Meu conselho é o seguinte: se você está perdendo peso rapidamente, espere um pouco até a balança estabilizar, então faça sua plástica.

Se seu peso já está estável, faça uma avaliação para saber se tem flacidez o suficiente para realizar a abdominoplastia, se tiver pele sobrando e não apenas gordura, faça sua plástica. Nesse caso, a cirurgia servirá como um bom incentivo para perder o peso que ainda está sobrando.

Se você já está acima do peso e ainda está ganhando mais uns quilinhos, alerta vermelho! Pare tudo imediatamente, comece uma reeducação alimentar e atividades físicas. Quanto mais você avançar nesse caminho, mais difícil vai ser de voltar.

Boa sorte nessa caminhada,

Atenciosamente,

Eduardo Furlani

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AFINAL, EXERCÍCIO FÍSICO É SAUDÁVEL OU NÃO?

Publicado em 17/04/2012 - 11:45 por | Comentar

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No último dia 14 morreu o jogador de futebol Piermario Morosini durante uma partida da serie B italiana.

Esse fato levantou uma grande polêmica, não só no mundo dos esportes, mas também na grande massa da população que busca uma vida mais saudável através do exercício físico.

Se um atleta profissional, que treina todos os dias, teve uma parada cardíaca irreversível, fica a pergunta: afinal, exercício físico é saudável ou não?

Para responder melhor a essa pergunta, trouxe um texto muito interessante do especialista em medicina do exercício dr Emanuel Couto.

 

“ Esta semana fomos surpreendidos com mais um caso de morte súbita de um atleta profissional de futebol. Um jogador italiano de 25 anos teve uma parada cardiorrespiratória, foi atendido em campo, mas não resistiu e já chegou sem vida ao hospital. Tudo isso sendo televisionado para milhares de pessoas, o que aumentava drasticamente o drama. Depois de mais esse triste episódio de morte em atletas, alguém pode estar se perguntando: AFINAL, EXERCÍCIO FÍSICO É SAUDÁVEL OU NÃO? Pois justamente aqueles que seriam os mais protegidos por terem uma vida regrada e exercitarem-se regularmente têm sucumbido diante dos olhos de milhares de espectadores.

A resposta é fácil, SIM, o exercício físico é saudável, mas algumas considerações devem ser feitas.

A principal causa de morte em indivíduos abaixo de 35 anos é uma doença congênita chamada Cardiomiopatia Hipertrófica e pode levar ao aparecimento de arritmias cardíacas graves e que, em algumas vezes, causar morte súbita, como pode ter sido o caso do jogador italiano. O sintomas mais frequentes são falta de ar, dor no peito e palpitações. Essa doença pode se apresentar ainda com desmaios em indivíduos jovens previamente assintomáticos. Em relação a esses casos de morte em atletas profissionais, deve-se lembrar do grau e da intensidade de treinamento e cobrança aos quais eles são submetidos, o que, muitas vezes, pode superar a linha entre o efeito protetor e o risco do esforço físico, isto torna mais importante a realização de exames pré-participação, no intuito de se identificar e prevenir situações de perigo.

A prática regular de atividade física, cada vez mais pesquisada, tem sido relacionada como importante fator de proteção contra o aparecimento ou progressão de uma série de doenças, sobretudo as cardiovasculares como hipertensão e doença coronariana, inclusive sendo prescrita na reabilitação de pacientes pós-infartados. No entanto, tem sido proposto que o exercício físico tem que ser realizado regularmente e preferencialmente dentro de uma zona de intensidade que seja “ótima” para o indivíduo, isto é, onde haja o máximo de benefício e o mínimo de risco. Por isso que é importante procurar profissionais capacitados, médicos e profissionais de educação física, para identificar esta zona de treinamento. Aquelas pessoas que já possuam algum fator de risco, como por exemplo, hipertensão arterial, obesidade, diabetes ou um histórico de doença coronariana na família, idealmente devem procurar um médico especialista antes de iniciarem a prática do exercício.

Então a dica é: exercício físico regular é saudável e protetor, sobretudo se realizado na intensidade correta e sob orientação especializada.

Curiosidade: Um interessante estudo publicado em uma revista inglesa, o autor observou que em 328 maratonas realizadas entre 1976 e 2004, foram mais de 3 milhões de participantes, em 750 dias, somando cerca de 14 milhões de horas de exercício físico. Nestas provas ocorreram apenas 26 mortes súbitas, uma taxa de menos de um evento fatal para cada 100 mil participantes. Como algumas ruas foram fechadas para a realização das corridas, cerca de 46 mortes por acidentes de trânsito foram evitadas. Portanto, graças à realização das maratonas, houve uma redução de 35% das mortes nas ruas onde aconteceram as provas. “

 

Emanuel Couto

Médico do Exercício e Esporte

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Excesso de suor nas mãos e nas axilas: um problema social.

Publicado em 08/04/2012 - 20:29 por | Comentar

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Mãos suadas o tempo todo e roupas permanentemente molhadas na axila podem parecer bobagens, mas não o são para quem passa por esse constrangimento. Cerca de 1% da população, ou seja, aproximadamente 20.000 pessoas em uma cidade como Fortaleza, possui um transtorno chamado de hiper-hidrose, caracterizado pelo excesso de atividade das glândulas de suor. Pode se manifestar nas mãos, nas axilas, na testa, nos pés ou na combinação dessas áreas.

Imagine a seguinte situação: você vai a uma entrevista de emprego e o seu possível futuro chefe estende a mão. Nesse momento, o entrevistado está em dúvida se:

Opção 1-  acompanha o gesto e molha completamente a mão do entrevistador, ainda correndo o risco de pingarem algumas gotas sobre os importantes documentos sobre a mesa.

Opção 2- fala que não gosta de apertos de mão e complementa a cena com um sorriso amarelo, dizendo que é meio esquisito mesmo, mas trabalha bem.

Opção 3- explica o que é hiper-hidrose para uma pessoa que pode ser daquelas do tipo sabe-tudo e se ofende sempre que alguém tenha lhe ensinar alguma coisa.

Opção 4- sai correndo.

A essa altura, podemos crer que nosso personagem, que precisa do emprego, já está suando em bicas pelo nervosismo. Mesmo que seu problema fosse restrito às mãos, seu terno novo, comprado exclusivamente para a ocasião já teria uma mancha na axila do tamanho de uma pizza.

O ciclo-vicioso que piora os sinais já existentes desse transtorno é chamado de síndrome do gatilho da hiper-hidrose. Portanto, se vir alguém na rua andando de luvas, não julgue, essa pessoa quer apenas dar um aperto de mão.

A última edição da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica trouxe um ótimo artigo sobre o assunto, que mostra dez anos de experiência com o uso de toxina botulínica (conhecido pela marca Botox®) no tratamento dessa desordem.

Podemos dividir os tratamentos possíveis em duas modalidades principais: os conservadores e os cirúrgicos.

Os antitranspirantes  a base de cloridrato de alumínio são os melhores agentes para tratamento tópico. São relativamente baratos e de fácil aplicação, mas podem causar manchas nas axilas e nas roupas e precisam ser aplicados diariamente.

Iontoforese é um processo que envolve a aplicação de pequenos choques elétricos. É doloroso e seu efeito dura entre 15 e 30 dias. O suor pode ser reduzido em algumas áreas, mas o tratamento deve ser feito de uma forma contínua e repetida.

A aplicação de toxina botulínica é a opção não cirúrgica mais prolongada para o problema. O tempo médio de duração foi de sete meses no artigo citado, variando de 4 a 12 meses. O procedimento é feito sob anestesia local ou regional e o retorno às atividades pode ser no mesmo dia ou no dia seguinte. As principais desvantagens são a necessidade de injeções, o fato de ser temporário e o custo, uma vez que um frasco da toxina custa em torno de R$1000,00. Podem ser necessários dois, três ou até quatro frascos, dependendo do tamanho da área a ser aplicada.

A simpatectomia torácica é o melhor entre os cirúrgicos. Nesse caso, guiado por uma microcâmera, o cirurgião faz pequenas incisões no tórax e interrompe a informação nervosa até as glândulas das mãos e das axilas. É o único tratamento considerado definitivo, mas pode causar um excesso de produção de suor no resto do corpo, como uma forma de compensação. Requer hospitalização e anestesia geral.

Enfim, é importante que as pessoas que sofrem com a hiper-hidrose saibam que não estão sozinhas e que existem tratamentos possíveis.

Boa sorte e um abraço,

Eduardo Furlani

 

Referência:

REIS, Gilberto Marcos Dias dos; GUERRA, Ana Cristina Silva  e  FERREIRA, João Paulo Amaral. Study of patients with hyperhidrosis treated with botulinum toxina 10-year retrospective analysis. Rev. Bras. Cir. Plást.[online]. 2011, vol.26, n.4, pp. 582-590. ISSN 1983-5175.  http://dx.doi.org/10.1590/S1983-51752011000400008.

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Queda de cabelo, o que fazer?

Publicado em 30/03/2012 - 20:14 por | 4 Comentários

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Doutor,sou angolano e moro em Luanda. Possuo uma calvície frontal, e alguma queda de cabelo. Gostaria de saber o que fazer para combater a queda de cabelo e se devo fazer um transplante capilar.

Bom dia, caro leitor de Angola, seja bem vindo ao Brasil.
Existem diversos tratamentos para queda de cabelo. O primeiro passo seria identificar o seu padrão e a razão pelo qual ele cai. O mais comum em homens é o que chamamos de alopécia androgenética, relacionada ao aumento da enzima 5-alfa-redutase, que leva a um aumento do hormônio DHT (Di-Hidro-Testosterona), no couro cabeludo. Como o nome diz, isso é uma herança genética.
Medicações como a finasterida, que inibem a 5-alfa-redutase, já provaram ter um bom efeito para evitar a progressão da calvície, mas existem outras medidas que podem ajudar. Alguns vasodilatadores locais, como o minoxidil (espuma aplicada localmente) também são bastante úteis.
Embora ainda não esteja definitivamente provado, estudos recentes também mostram que a estimulação do couro cabeludo com laser apresenta bons resultados. Embora existam muitos no mercado, apenas um aparelho desse tipo é autorizado pelo FDA, até o momento (órgão norte-americano equivalente à nossa ANVISA).
Além dos tratamentos medicamentosos, também é importante que tenha um diagnóstico do seu tipo de couro cabeludo. Os oleosos, por exemplo, precisam ser controlados com xampus específicos. Evite também o excesso de lavagens do cabelo, que pode induzir mais queda. Procure não lavar mais de uma vez ao dia nem molhar sem lavar.
Portadores de dermatite seborréica também devem ser tratados para melhores resultados.
Depois de todo o tratamento clínico, ainda restam as opções cirúrgicas, como o microtransplante capilar, que tem resultados muito naturais hoje em dia.
Sugiro que comece marcando uma consulta com dermatologista ou cirurgião plástico.
Um abraço e boa sorte,
Eduardo Furlani

SAIBA MAIS SOBRE TRANPLANTE CAPILAR

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Plástica depois da gravidez. Quando fazer?

Publicado em 27/03/2012 - 8:24 por | 6 Comentários

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Não importam aonde, os problemas se repetem. Esse e-mail de Cabo Verde não é nada diferente do que acontece por aqui.

“Caro Dr Eduardo Furlani, bom dia e muito obrigada pala atenção. Tenho 31 anos sou casada e tenho 3 filhos dos quais, um tem 2 meses. O meu corpo necessita de alguns cuidados. A primeira coisa que eu gostaria de saber era  de quanto tempo depois do parto posso fazer uma operação e se tem alguma solução para as estrias que me incomodam muito, muito obrigada.”

 

Boa noite, cara leitora de Cabo Verde,

 

Fico feliz com a freqüência que seus conterrâneos nos tem procurado aqui no Brasil. Tenho aprendido com essas pessoas maravilhosas a admirar bastante sua cultura e respondo esse questionamento com um carinho especial.

 

De volta ao seu caso, deve haver bastante flacidez após três gestações. Isso acontece porque o abdome cresce durante a gestação, a pele toma uma nova dimensão e os músculos retos do abdome se afastam entre si (o que chamamos de diástase).

Depois do parto, esse quadro regride, mas nunca totalmente. Tanto a pele quanto a musculatura passam a “sobrar” e ficam flácidos.

Todo o suor e as horas gastas na academia serão ótimos para melhorar o tônus muscular, mas não farão muito efeito sobre a sobra de pele e sobre a diástase.

Outro fenômeno bastante comum é a formação de estrias. Isso acontece porque a pele tem uma capacidade limitada de esticar, até que se rompe. Essa ruptura é parcial, apenas na parte mais profunda, mantendo a parte superficial íntegra. Perceba que a pele fica mais fina na estria, por perder a parte mais profunda da derme.  A área abaixo do umbigo costuma ser a mais prejudicada.

Cremes hidratantes e uma boa sustentação com uma musculatura bem exercitada antes da gravidez ajudam a prevenir, mas nem sempre conseguem evitar totalmente as estrias.

Embora já existam ótimos tratamentos que tornam as estrias mais disfarçadas, como o laser de CO2, por exemplo, a melhor solução para a flacidez e para as estrias que se localizam abaixo do umbigo é a abdominoplastia.

Embora haja várias técnicas diferentes, posso dizer em linhas gerais, que compreendida entre a região pubiana e o umbigo é retirada.  Do nível do umbigo para cima, as estrias não são retiradas, mas ficam muito mais baixas, podendo inclusive ficar escondidas sob as roupas.

Os músculos retos do abdome também são reposicionados, acabando com a flacidez muscular e recuperando a cintura perdida.

Quanto à melhor época para operar, não aconselho antes de 6 a 8 meses após o parto. O organismo precisa de um tempo para se recuperar. Além disso, não se deve fazer nenhuma intervenção enquanto se amamenta, para que nenhuma droga anestésica ou de qualquer gênero passe para o leite do bebê.

Atenciosamente,

Eduardo Furlani

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Cirurgia das mamas e nutrição, o que precisamos saber?

Publicado em 19/03/2012 - 15:42 por | Comentar

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Outro dia concedi uma entrevista para um blog bem interessante, que fala de orientação nutricional. Nesse dia, falamos sobre a cirurgia das mamas e o que as nutricionistas podem ajudar no pré e pós-operatório.

Segue o link para leitura:

http://vivasaudavel.blog.com/2012/03/17/nutricao-no-pos-operatorio-de-cirurgia-plastica/

Vale à pena conferir.

Boa leitura e um abraço a todos.

Eduardo Furlani

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O que fazer para voltar à forma depois de uma gravidez?

Publicado em 16/03/2012 - 23:59 por | 1 Comentário

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Doutor, como devo proceder após uma gravidez em relação à flacidez abdominal e gordura localizada?

Olá cara leitora,
Essa pergunta é muito freqüente. A estória se repete: que felicidade, um beta-hcg positivo, vamos ter um bebê!
Um pouco de enjôo no começo, uma vontade de fazer xixi que não tem fim e uma fome difícil de aplacar.
As mães que seguem as orientações dos seus obstetras e , em um esforço sobre-humano, ganham apenas 14 ou 15 kg (sendo otimistas), chegam ao parto e nasce um bebê de três ou quatro quilos. O que acontece então com os outros 12 ou até bem mais quilos?
Antes de tudo, tenha calma, não entre em pânico. Boa parte disso é acúmulo de líquidos, que persiste por algum tempo. Seu útero ainda está grande e o abdome não reduz o tanto que você espera, mas vai melhorar.
Um bom começo para voltar à forma é amamentar, que consome muitas calorias.
Outra dica é usar cintas compressivas, como as que usamos após cirurgias plásticas. Procure uma que não seja tão difícil de vestir (nenhuma delas é fácil). Não precisa ser muito apertada, mas você deve sentir que existe uma pressão.
Drenagens linfáticas também serão úteis na perda do excesso de líquidos.
O momento do pós-parto é bastante complicado do ponto de vista emocional, pois uma enxurrada de hormônios pode levar até a um estado depressivo. Muitas vezes a reação a isso é direcionada para a comida, mas tenha cuidado para não entrar nesse ciclo vicioso. Procure conversar com seu obstetra se achar que está com dificuldades para lidar com tudo isso.
Espere pelo menos seis meses antes de pensar em cirurgia plástica. O seu cirurgião lhe explicará tudo o que pode ser feito e os prós e contras, para que decida com tranqüilidade.
Quando chegar o momento, provavelmente lhe serão indicadas a abdominoplasita, a mastoplastia ou ambos.
Seguem também algumas dicas nutricionais muito boas de um blog que eu recomendo:
“Nesse período, é muito importante deixar o corpo hidratado para a produção de leite e também para manter a forma. Beba, se possível, dois litros de líquido por dia: água, sucos ou água de coco. A alimentação deve ser baseada em uma dieta que permita perda peso e que, ao mesmo tempo, mantenha os níveis de energia altos, para que a sua saúde e a amamentação não sejam prejudicadas. Consuma frutas, verduras, fibras e evite alimentos gordurosos (ricos em gorduras saturadas), ricos em sódio e que sejam fontes de açúcares simples (doces de um modo geral, enlatados, embutidos, industrializados). Atente para adequação dos micronutrientes importantes nessa fase, como: vitamina A (fígado, manteiga sem sal, abóbora, cenoura, manga, agrião); vitamina C (acerola, morango, mamão, espinafre); cálcio (leite – se possível sem lactose, salmão) e ferro (fígado bovino, carne bovina e de aves, ovos, banana-prata, brócolis, leguminosas – lentilha, ervilha, grão de bico – cozidas). O ideal é conseguir um equilíbrio na alimentação da nutriz (mãe) que ofereça calorias adequadas para garantir a produção de leite e favorecer a normalização do peso corporal. “ Blog Viva Saudável.

Boa sorte e um abraço,
Eduardo Furlani.

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Hidrolipo. Do que se trata?

Publicado em 15/02/2012 - 19:09 por | Comentar

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Mensagem recebida de uma leitora:
 
olá... eu gostaria de saber mais informações sobre a HIDROLIPO,tenho umas gordurinhas
 indesejáveis na barriga e dos lados do quadril, o famoso culote. 

 

 

Cara leitora,

A hidrolipo é um procedimento excelente, com ótimos resultados. Sua aplicação principal é para gorduras localizadas e talvez seja o procedimento mais realizado da cirurgia plástica.

No entanto, sempre que alguém me pergunta sobre hidrolipo, percebo que está imaginando um procedimento simples, realizado no consultório, com anestesia local. Aproveitar o horário do almoço e retirar umas gordurinhas, ao invés de adquirir mais um bocado na lanchonete da esquina, seria até uma boa idéia.

Parece uma maravilha, a solução para muitos problemas, inclusive o do custo, pois se torna muito mais barato que a dita “lipoaspiração tradicional”, uma vez que não precisa pagar hospital, anestesista e auxiliar de cirurgia, que é mais um cirurgião plástico. Além de tudo, é com anestesia local!

Na verdade, a lipoaspiração é um procedimento relativamente novo, tendo começado na França no final da década de 70, com o professor Illoux, uma figura simpática e carismática, que até lembra a imagem de Einstein, baixinho e com o cabelo grisalho e desgrenhado. Tive a oportunidade de conhecê-lo em um congresso nos Estados Unidos e ele contou, com muito saudosismo, como aperfeiçoou uma cureta (instrumento obstétrico) e a transformou em uma cânula de lipoaspiração. Foi um método revolucionário para a época.

Pouco tempo foi necessário para observar que o nível de sangramento era muito menor quando se injetava uma solução de soro fisiológico com um vaso-constrictor (algo semelhante aos descongestionantes nasais). Esse processo de infiltrar uma solução foi chamado de lipoaspiração tumescente e é utilizado até hoje.

Algumas evoluções aconteceram, com a melhora dos cirurgiões, das cânulas, dos aparelhos de sucção e a introdução de anestésico local para diminuir a dor no pós-operatório. Além disso, a anestesia melhorou enormemente, tornando os procedimentos muito mais seguros.

Até hoje estamos sempre tentando aperfeiçoar nossas técnicas e isso é muito positivo. Acontece que alguém teve a idéia “genial” de fazer a lipoaspiração no próprio consultório e utilizar apenas a anestesia local e a chamou de hidrolipo, para dar um charme.

Foi uma verdadeira revolução, quase a reinvenção da roda! Que bom economizar com hospital, equipe cirúrgica e anestesista. Que bom voltar para o trabalho no mesmo dia. Que bom não tomar anestesia geral, peridural, raqui…

Uma boa comparação para isso seria a de retirar os cintos de segurança de uma montanha russa, para que os passageiros achem que a viagem é mais segura, mas o percurso e a velocidade continuam os mesmos de sempre. Poderíamos chamar de montanha russa light e, certamente, logo haveria uma enorme fila de pessoas que sempre quiseram dar uma volta no brinquedo, mas achavam perigoso.

Acontece que a lipoaspiração realizada no consultório é a mesma da realizada no hospital, não importa que nomes dêem. No entanto, quando utilizado sozinho, a quantidade de anestésico local chega a ser 20 ou mais vezes maior que a dose utilizada em conjunto com outras modalidades de anestesia.

Em resumo, uma overdose de anestesia local é muito mais perigosa que uma anestesia geral adequada.

Outro fato importante é que não podemos impedir que 100% dos problemas ocorram, mas podemos estar preparados para eles operando com uma estrutura adequada e com uma equipe preparada para intercorrências.

Portanto, caros leitores, sinto decepcionar, mas o meu conselho é que não se iludam com os nomes chamativos e modernos, como hidrolipoclasia aspirativa. Não se deixem levar pelos palavrões.

O médico que realiza uma lipoaspiração sem nomes enfeitados, não significa que não esteja totalmente atualizado e que não venha incorporando os avanços tecnológicos à sua técnica.

Existem sim algumas novidades, como a lipoaspiração com auxílio de laser, mas isso é tema para outro post.

Um abraço a todos e boa sorte na busca do bem estar físico e mental.

Eduardo Furlani

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