Categoria: Agricultura


18:00 · 20.08.2019 / atualizado às 15:50 · 20.08.2019 por
Elas estão aprendendo a lição da Caderneta Agroecológica e abrindo caminhos na agricultura familiar, com muita saúde. Fotos > Alex Pimentel

Conforme o último Censo Agropecuário do IBGE, de 2107, no Ceará, as mulheres já estão à frente de 24% das unidades de produção no campo. São mais de 76 mil. Na agricultura familiar, elas protagonizam histórias de muito trabalho e além da lida no campo, não deixam de cuidar da rotina doméstica, da atenção à família. Para melhorar essa relação um grupo delas vai receber capacitação e um manual ideal para esse convívio, a Caderneta Agroecológica.

Construído há quase uma década, através do acúmulo da Rede Feminismo e Agroecologia do Nordeste, e do GT de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) esse modelo de monitoramento agrícola que dá visibilidade e valoriza a produção agroecológica das mulheres agricultoras será utilizado nos territórios de Sobral, Inhamuns e Cariri. A iniciativa é da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), através do Projeto Paulo Freire (PPF).

A SDA firmou parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), uma agência da ONU sediada em Roma, para o fomento desse processo de protagonismo feminino. Além do Ceará, essa ação está sendo desenvolvida em outros quatro estados do Nordeste, pelo Programa Semear Internacional e o GT de Equidade de Gênero dos Projetos FIDA.

Conforme a coordenadora do Projeto no Ceará, historiadora Odalea Severo, nessa primeira etapa serão contempladas 150 mulheres. Os encontros acontecem nos municípios de Ipu, Sobral, Campos Sales e Tauá. Contarão com a participação de representantes, técnicas e técnicos de campo das entidades executoras e Unidade Gestora do projeto. Além de sensibilizar as equipes técnicas para implementação do instrumento e metodologia das Cadernetas, o momento irá definir quais os critérios para a seleção das comunidades e mulheres que irão participar do piloto.

A atividade faz parte das ações de encaminhamento da formação realizada em Recife, no mês de julho, e se estende por um ano de execução. No inicio do mês foram realizadas rodas de conversa com as entidades de assessoria técnica para dialogar sobre a implementação das Cadernetas.

A formação estadual, com a participação de 80 técnicas e técnicos dos territórios, está planejada para 4 a 6 de setembro, em Fortaleza. Esses momentos são aguardados com expectativa.

Experiências

Aprendendo a utilizar a Caderneta elas se tornam mais emponderadas e percebem a sua real importância na economia da sua casa e também social. Outro aspecto importante é encontrar dentro do seu próprio quintal produtivo ou na cisterna de produção, muitas fontes de renda, saber como administra-las no aspecto familiar. Conhecimentos como esses fortalecem o bolso e a alma, como já constatamos com algumas delas”, acrescentou Odalea Severo.

Elas estão conquistando a independência no campo, com responsabilidade ambiental.
Do campo à comercialização, elas estão aprendendo o real valor do seu trabalho.

Maria de Fátima dos Santos, a Fafá, 56 anos, é um exemplo. Ela mora no Jenipapo, uma localidade rural distante 42 km do Centro de Itapipoca, no Norte do Estado. Ela ainda cria um dos oito filhos e dois netos. O sustento vem da aposentadoria adquirida recentemente e da agricultura familiar. “Uma boa casa, todos os eletrodomésticos, incluindo a lavadora de roupa, ainda um carro próprio, tudo conquistado com esforço próprio, mas uma cartilha foi crucial para essas conquistas, a Caderneta Agroecológica”, comentou.

A vocação materna vem do berço. Isso não é difícil. O que não foi fácil após a separação de quem era violento e vivia bebendo, foi organizar os gastos e aprender a respeitar a natureza. Hoje, no meu quintal, tem milho, feijão, caju, manga, ata, abacaxi, um pomar inteiro, tudo sem a utilização de nem uma gota de agrotóxico. Sou feliz, realizada, livre e independente, graças a essa cartilha. É tão importante quanto aquela que a gente aprendeu a ler e a escrever. Recomendo”, completou.

ONGs

O Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria, o Instituto Antônio Conselheiro, a ONG Flor do Piqui, o Instituto Cactus, a Caritas Diocesana de Crateús, o Centro de Estudos e Assistência às Lutas do Trabalhador Rural (Cealtru) e o Centro de Estudos do Trabalho e Assessoria ao Trabalhador (Cetra) são as instituições responsáveis pela aplicação do Projeto de Formação e Disseminação do Uso Consciente das Cadernetas Agroecológicas no Estado.

Caderneta

A Caderneta Agroecológica é um instrumento político-pedagógico criado pelo Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM) em parceria com o Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas, para  mensurar  e dar  visibilidade  ao  trabalho das agricultoras  agroecológicas²,  ao  mesmo  tempo  que contribui para a promoção da sua autonomia.

Anotações na Caderneta

As cadernetas devem ser preenchidas todos os dias.  Assim, os detalhes da produção não  serão esquecidos. A “economia dos miúdos”, o que desaparece no dia a dia, também é apontada, mas que é fundamental para a Segurança Alimentar da família, por exemplo: o mói de coentro; os três ovos para o café da manhã; o litro de leite para a vitamina; o punhado de acerola para o suco no almoço; a galinha que foi doada. O ideal preencher as tabelas por um período de um ano, para se ter dimensão de toda a produção, que normalmente  varia  com  as  estações  do  ano  ou  em períodos  de  maior  demanda  de  determinado  produto tradicional, como nas festas de São João.

Anotar é conhecer um dos tesouros da sua propriedade: a sua produção. Anote sempre, só assim vamos perceber a importância do trabalho das mulheres e descobrir que elas são as guardiãs da biodiversidade.‘‘

Números – Censo Agropecuário do IBGE de 2017

317.403 unidades no Ceará têm como responsável membro masculino
76.239 unidades têm como responsável membro masculino

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08:00 · 25.07.2019 / atualizado às 08:05 · 25.07.2019 por
A 41ª Expocece começa na manhã desta quinta-feira com julgamento de raças. Foto > Alex Pimentel

Esta semana Quixadá é o centro das atenções na criação, avaliação e comercialização de ovinos e caprinos no Ceará. Repetindo uma tradição herdada de pai para filho o Município reúne representantes de todo o Estado em um encontro especial no Parque de Exposições Valdir do Couto Dinelly, no entorno do Açude Cedro. A Expocece, uma das maiores exposições do gênero no Nordeste este ano chega a sua 41ª edição, recebendo até o próximo domingo (28) mais de 40 criadores e em torno de 500 animais de várias raças.

O volume de negócios na Exposição supera a casa dos R$ 1 mi, mas o foco principal não é esse. O interesse maior está na disputa pelo título de melhor linhagem de raças. O troféu representa o empenho no cuidado com os animais e o domínio da espécie de criação mais adequada, ao ponto de receber notas máximas dos julgadores e elogios dos concorrentes, como acontece no turfe”, destaca o médico veterinário André Medeiros. Ele é o presidente da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos do Ceará (Acocece). A Associação é quem realiza a Expocece.

O julgamento dos animais começa hoje (25). A partir das 8h, os expositores apresentam os seus animais na pista. Concorrentes de todas as regiões do Ceará e de outros estados, dentre eles Bahia, Paraíba, Pernambuco e Sergipe, participam dos torneios de raças. A premiação total é de R$ 20 mil, mas o interesse maior realmente está no pódio. Receber o título máximo, de grande campeão, pela análise de especialistas credenciados, não tem preço.

Entretanto, a Expocece não se resume a disputas. O Sebrae, o Governo do Estado e a Prefeitura de Quixadá promovem no Parque a feira de artesanato da agricultura familiar. Há ainda a programação social, com a escolha da Garota Berro, a gastronomia acompanhada do forró pé de serra e shows nas noites da sexta e do sábado. Antes da Festa Brasileira da Raça Anglo Nubiana, ranckeada pela Associação Brasileira de Criadores de Santa Inês (ABSI) e o 8º Leilão União de Raças.

Paixão tradicional

Apesar de a região ser vocacionada à pecuária leiteira, tendo o município vizinho, Quixeramobim, como maior produtor de leite, com 120 mil litros por dia, médicos, engenheiros e comerciantes da “Terra dos Monólitos”, como Quixadá também é conhecida por suas peculiaridades geográficas, encontraram na ovinocaprinocultura uma nova paixão de atividade no campo.

Os Dinelly, os Macário, os Medeiros, os Costa, os Rufino, os Carneiro, os Rolim, os Holanda, muitas famílas se dedicam ao ramo há mais de meio século. A evolução, associada ao glamour da feira transformam Quixadá no point pecuário para criadores do gênero, de vários estados do Nordeste.

Meu pai era um apaixonado pela criação desses animais. Na Fazenda Carnaubinha, ele já criou mais de três mil caprinos e ovinos. O interesse se tornou tamanho ao ponto de importar cabras de raça Anglo Nubiana da Europa. A dedicação e a união dos amigos, com os quais construiu o parque, lhe rendeu o título desse espaço que no seu auge já recebeu 10 mil animais em uma exposição”, comenta Raul Dinelly, filho caçula de Valdir Dinelly, falecido.

Raul não se dedica mais à criação desses animais. Agora ele é diretor da UPA de Quixadá, mas destaca o destaque do mais charmoso e tradicional parque de exposições da região a um trabalho de muitas mãos. Juntas, além do parque, criaram a Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos do Ceará (Acocece), em 1978.

Houve tempo inclusive de a Expocece atrair o interesse de governadores, como Virgílio Távora e Adauto Bezerra. Eram visitantes ilustres. Quando era secretario estadual de Agricultura no fim da década de 1980, Eudoro Santana, pai do atual governador, Camilo Santana, também era presença certa à Exposição.

“No berro do bode e do carneiro está a esperança do Nordeste brasileiro”, frase muito citada por Valdir Dinelly, inspiração para muitos criadores, foi incentivo para Eudoro Santana convencer o Governo do Estado a doar um Centro de Inseminação à Associação. Sua sede foi construída e funciona no parque.

Raças

As raças de ovinos mais adaptadas ao semiárido braseiro são a Morada Nova e a Santa Inês. A Dorper também é muito criada na região. Quanto aos caprinos, o Canindé é genuíno, mas a Anglo Nubiana e a Boer são outras raças preferidas pelos criadores.

41ª Exposição de Caprinos e Ovinos do Ceará
De 25 a 28 de julho
Parque de Exposições Valdir do Couto Dinelly
Estrada do Açude Cedro – Quixadá

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11:30 · 26.06.2019 / atualizado às 11:25 · 26.06.2019 por
Um banco de proteínas de gliricídeas será uma das experiências apresentadas pelos pesquisadores aos participantes do Dia de Campo. Foto > Embrapa

Resultados com plantas forrageiras testadas nas condições do semiárido cearense serão apresentados a produtores rurais no Dia de Campo “Forrageiras para o Semiárido – Pecuária Sustentável”, promovido pelo Sistema FAEC/Senar e Embrapa nesta quinta-feira (27), a partir das 7h30, na Fazenda Triunfo, em Ibaretama.

De acordo com os organizadores, os participantes terão a oportunidade de conhecer resultados de diferentes espécies de gramíneas (anuais e perenes), cactáceas e plantas lenhosas, compondo alternativas que podem ser usadas para alimentação de rebanhos de caprinos, ovinos e bovinos.

Segundo a zooctenista Ana Clara Cavalcante, pesquisadora da Embrapa Caprinos e Ovinos, em um ano de testes do projeto Forrageiras para o Semiárido – parceria da Confederação e Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Embrapa – realizados na unidade experimental em Ibaretama, gramíneas como os capins BRS Quênia, Buffel e Urochloa, assim como a gliricídea (planta lenhosa), mostram resultados promissores para a oferta de alimento no semiárido, demonstrando resiliência e boa produtividade nas condições locais.

A pesquisadora reforça que o capim BRS Quênia, em particular, apresentou desempenho positivo para uma espécie ainda pouco testada no Ceará. “Ele foi bem nos testes, assim como Buffel e Urochloa. A gliricídea também se mostrou uma opção muito boa para formar bancos de proteínas e é importante ter essas opções, pois isso reduz os custos do produtor com a aquisição de alimento concentrado”, frisa a técnica.

Na avaliação do zootecnista Giovani Rodrigues, técnico do Sistema FAEC/Senar que acompanha os experimentos em Ibaretama, também houve resultados interessantes com uso de sorgo forrageiro (gramínea anual) – BRS Ponta Negra e BRS 658 capim Massai e moringa. “São resultados de boa resistência em condições de sequeiro e que nos permitem indicar não somente uma opção, mas um cardápio de plantas forrageiras que podem ser trabalhadas de forma estratégica”, afirma.

De acordo com os pesquisadores, o projeto prevê a continuação dos testes na unidade de Ibaretama ao longo de 2019, simultaneamente aos experimentos em outras 13 unidades experimentais distribuídas pelos nove estados do Nordeste e por Minas Gerais. O objetivo das pesquisas é avaliar o potencial produtivo e a adaptação de diferentes plantas forrageiras às condições climáticas do semiárido brasileiro.

O Dia de Campo contará com o professor Magno Cândido, do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Ceará UFC), que apresentará resultados de gramíneas perenes e anuais testadas; do produtor rural Marciano Bezerra, de Limoeiro do Norte (CE), que relatará sua experiência com plantio de palma orelha de elefante africana; com a pesquisadora Ana Clara Cavalcante, que fará demonstração do uso do aplicativo Orçamento Forrageiro para celulares e tablets.

O aplicativo é uma tecnologia desenvolvida em parceria entre Embrapa e CNA no projeto, disponível desde 2017 para usuários de dispositivos com o sistema operacional Android. A ferramenta ajuda produtores rurais e técnicos a realizarem, ao longo do ano, cálculos para administrar a reserva de alimentos para os animais nas propriedades, a partir da realidade local, e, com isso, facilitar as tomadas de decisão sobre os rebanhos.

O Dia de Campo na Fazenda Triunfo é aberto ao público de produtores rurais, técnicos e estudantes, até o limite de 120 vagas.

Até agosto, estão previstos outros eventos semelhantes em unidades do projeto Forrageiras para o Semiárido nos estados de Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte e Alagoas, acrescenta a Embrapa.

Dia de Campo – Fazenda Triunfo
Ibaretama – Ceará
Dia 27 de junho – A partir das 7h30
Informações: (85) 3535.8031 / (85) 9 9698.8222

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18:00 · 05.06.2019 / atualizado às 18:05 · 05.06.2019 por
Representes dos pecuaristas do Sertão Central se reuniram com o presidente do Dnocs em Fortaleza.

Uma comitiva formada pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), Flávio Saboya e os presidentes do Sindicato Rural de Quixeramobim, Cirilo Vidal e do Sindicato Rural de Quixadá, Fausto Nobre, se articulou para renovação da cessão de uso de lotes do Departamento Nacional de Obras Conta a Seca (Dnocs).

Os representantes dos pecuaristas foram recebidos pelo diretor geral do Dnocs Angelo Guerra, no gabinete do órgão federal, em Fortaleza. Justificaram que a utilização das áreas nas barragens dos açudes e importante para a produção do capim que alimenta o gado leiteiro da região.

Foram solicitadas liberação de áreas nos açudes Pedras Brancas, nos limites de Banabuiú e Quixadá; Arrojado Lisboa, em Banabuiú; Pompeu Sobrinho em Choró e Fogareiro e na Barragem de Quixeramobim.

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18:00 · 30.04.2019 / atualizado às 21:25 · 30.04.2019 por
O I FestModa Maciço pretende fundir a cultura e a economia regional com foco no trabalhador rural. Foto > Divulgação

Guaramiranga vai receber de 1 a 5 de maio o I Festival de Arte e Moda do Território Maciço de Baturité, o FestModa Maciço. O evento promovido pela Grife Algodão na Flor, tem como foco o trabalhador e a trabalhadora rural, com a possibilidade de mobilizar recursos para a consolidação do Fundo Rotativo Solidário em benefício dos grupos envolvidos. Realizado no Centro da cidade, de acordo com os organizadores o Festival deverá receber 10 mil visitantes.

O Festival contará com momentos de produção, reprodução e troca de experiências entre os produtores rurais e empreendedores sociais da região do Maciço de Baturité, composta por 13 municípios: Acarape, Aracoiaba, Aratuba, Barreira, Baturité, Capistrano, Guaramiranga, Itapiúna, Mulungu, Pacoti, Palmácia, Redenção e Ocara.

Na programação estão previstos, nos seus cinco dias, a realização de jantar cultural, desfile da segunda coleção da Grife Algodão na Flor, palestras, oficinas, rodas de diálogos e de comercialização envolvendo a arte, a cultura, a agricultura familiar de base agroecológica e a gastronomia, mostras culturais, tudo com destaque ao tema trabalho.

Sanfoneiros, Repentistas e Cordelistas

O III Encontro de Sanfoneiros será uma das atrações do FestModa. Contará com a participação de representantes de toda a região do Maciço de Baturité, com destaque para o mais antigo e o mais jovem músico. Também será a oportunidade para um  debate sobre o envolvimento, o desenvolvimento e a importância da sanfona na cultura cearense. O Encontro será coordenado pelo poeta Silvanar Soares Pereira

Repentistas, cordelistas e poetas participarão pela primeira vez, sob a coordenação do artista popular Ari Bandeira e Deassis Rodrigues coordena o Encontro de Percussionistas.

Projeto FestModa Maciço

O projeto foi idealizado pelo Instituto Algodão na Flor juntamente com as produtoras e produtores que fazem parte da Grife Algodão na Flor, em alusão ao dia do trabalhador e trabalhadora, comemorados no dia 1 de maio. . Conta com o apoio da Incubadora Tecnológica de Economia Solidária (Intesol) da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab).

De acordo com a coordenadora do FestModa, a professora doutora Clebia Mardonia Freitas, será um momento de interação com a cultura e a arte, a gastronomia, a agricultura familiar em “moda” onde teias de relações serão construídas e identificadas pelo fazer criativo das produtoras e produtores envolvidos. “Em “moda” porque é preciso fazer o debate atual sobre as mudanças que estão acontecendo no mundo e na vida das pessoas, sobre a relevância de cuidar da vida e do planeta se apropriando de novas atitudes e valores”, ressalta.

I FestModa Maciço
De 1 a 5 de maio
Centro de Guaramiranga

Inscrições pelo site: www.festmodamacico.com

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06:30 · 26.04.2019 / atualizado às 06:40 · 26.04.2019 por
A startup SharinAGRO formada por estudantes do campus da UFC em Quixadá foi selecionada para apresentar o seu projeto à Microsoft.

A startup SharinAGRO, fundada por estudantes do campus da Universidade Federal do Ceará (UFC) em Quixadá, foi classificada para um torneio internacional de inteligência artificial e aplicativos nas áreas de agricultura, biodiversidade, água e mudanças climáticas. O evento será realizado de 14 a 16 de maio no hackathon Microsoft Al for Earth May Summit. A equipe da UFC é única representante latino-americana, informou a instituição.

O torneio realizado pela Microsoft na sede da multinacional em Redmond, na região metropolitana de Seattle, nos Estados Unidos, premia propostas desenvolvidas em todo o planeta focadas nos recursos naturais.

Os estudantes de Quixadá desenvolveram um protótipo que utiliza aprendizagem de máquina para avaliação da fertilidade do solo, baseado em fotos da cromatografia de Pfeiffer. Os dados são compartilhados com pequenos agricultores, que são acompanhados do plantio à colheita e recebem informações sobre produção orgânica, acondicionamento correto dos produtos e alimentação saudável.

A equipe do projeto SharinAGRO é formada pelos alunos Nathália Ferreira de Figueiredo e Liomar Renner Araújo Abreu, do curso de Engenharia de Software; Wallinson Deives Batista Lima, da Ciência da Computação; João Vitor de Araújo Rocha e Oderlan Freire, do curso de Sistemas de Informação. A startup foi incubada no Núcleo de Inovação e Empreendedorismo (Inove), do Campus da UFC em Quixadá.

Custos de viagem

Para poderem viajar aos Estados Unidos os estudantes terão despesas com transporte, hospedagem e alimentação. Como são de famílias humildes, estão realizado uma campanha para arrecadar recursos para a viagem. As colaborações financeiras, de qualquer valor, podem ser feitas  pela plataforma PicPay, https://www.picpay.com/site, para o usuário @nathalia.ferreira166; ou em uma das seguintes contas:

Nathália Ferreira de Figueiredo
CPF: 062.987.633-92
Banco Do Brasil
Conta:48995-6
Agência:0241-0

Bradesco
Conta: 3673-0
Agência: 1379-0

Caixa Econômica Federal
Conta: 00027424-8
Agência: 1922

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06:30 · 09.04.2019 / atualizado às 06:35 · 09.04.2019 por
Produtores rurais de Quixadá e municípios vizinhos vão receber assistência técnica e gerencial do Senar. O objetivo é fortalecer principalmente a bovinocultura da região.

Produtores rurais de Quixadá e municípios vizinhos terão a oportunidade de participar nesta terça-feira (9) em Quixadá do seminário quinzenal para lançamento do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) nesta cidade do Sertão Central, marcando a primeira reunião do ano do Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense, o Agropacto.

De acordo com os organizadores do evento, o superintende do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) no Ceará, Sérgio Oliveira, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), Flávio Saboya, e o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Quixadá (Sindrural), Fausto Fernandes, estarão presentes.

Representando os 20 produtores participantes da cadeia produtiva da bovinocultura leiteira do Sindrural, Fernandes apresentará os avanços do setor com a assistência do Senar e detalhes sobre o ATeG. A segunda palestra, sobre o Projeto Bioma Caatinga, será apresentada pelos coordenadores do Projeto, Alexandre Uhlmann e Cláudia Rabello.

Em seguida os participantes seguem do auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Quixadá para uma visita a área reflorestamento Bioma Caatinga, no município de Ibaretama.

Reunião Regional do Agropacto
Dia 9 de abril – 8 horas
Auditório da CDL de Quixadá

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07:30 · 22.03.2019 / atualizado às 07:45 · 22.03.2019 por
Os tratores estão arando as terras de 1.500 famílias de agricultores em Banabuiú. São 16 máquinas trabalhando todos os dias.

No início de março as chuvas começaram a chegar com mais frequência no Interior do Ceará. No Centro do Estado não foi diferente. A terra começou a ser tratada para o plantio, principalmente de milho e de feijão. Em Banabuiú, os tratores estão auxiliando na aragem, beneficiado aproximadamente 1.500 famílias de 60 localidades.

De acordo com a Secretaria de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Município a assistência é prestada através do programa Hora de Arar, uma iniciativa desenvolvida desde 2017 pela prefeitura de Banabuiú. As famílias cadastradas têm suas terras aradas sem precisarem pagar pelo serviço.

No total, 16 tratores estão atendendo todas as comunidades. O serviço é acelerado para o plantio ser realizado no período ideal, garantindo boas colheitas. Cada família tem direito a até duas horas de trabalho de aragem com as máquinas. O programa é desenvolvido com recursos do próprio Município. Quem sobrevive do que colhe da terra agradece.

Os agricultores de Banabuiú, principalmente os mais velhos, estão felizes e otimistas com o auxílio dos tratores nas suas lavouras.

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07:00 · 07.02.2019 / atualizado às 06:45 · 07.02.2019 por
SDA distribuirá quase 4 mil quilos de sementes selecionadas a 242 agricultores de Banabuiú.

O secretário do Desenvolvimento Agrário do Estado, De Assis Diniz, estará com sua equipe nesta quinta-feira (7) em Banabuiú, realizando a entrega de sementes selecionadas a 242 agricultores deste Município do Sertão Central. No encontro com os trabalhadores rurais e o prefeito Edinho Nobre, diante do mercado público da cidade, também será entregue um trator do projeto de mecanização agrícola do Projeto São José III.

De acordo com a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), serão distribuídos 3.750 quilos de sementes de feijão caupi, milho variedade, milho híbrido e sorgo forrageiro, 30 metros cúbicos de maniva de mandioca e 1.700 mudas de essências nativas, dentre elas sabiá, caju anão precoce e aroeira. A distribuição está programada para as 10h30, marcando a 32ª edição do programa Hora de Plantar.

Em Banabuiú, o investimento de assistência ao pequeno produtor, conta com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop). O Hora de Plantar dispõe do valor total de R$ 17,2 milhões na safra 2018/2019 para o Estado. Desse total R$ 29.322,50 estão sendo destinados ao Município com apoio do armazém da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) em Morada Nova.

O ato também marcará a cessão do prédio da Companhia Estadual de Desenvolvimento Agrário e de Pesca (CEDAP) para abrigar a Secretaria Municipal de Pesca.

Mecanização Agrícola

Uma associação comunitária rural de Banabuiú receberá um trator do programa de mecanização da SDA.

A comunidade contemplada com o trator será a Associação Comunitária dos Pequenos Produtores do Jiqui. No total, ainda este ano, a SDA pretende atender 180 comunidades rurais em todas as regiões do Estado com o programa de mecanização agrícola. Lançado pelo governador Camilo Santana no dia de São José, 19 de março do ano passado, o programa pretende investir R$ 21,7 milhões.

Entretanto, a SDA alerta que a partir da entrega dos tratores, a gestão e a manutenção do equipamento passa a ser de responsabilidade da associação, não sendo possível a reposição por mau uso ou atribuir responsabilidade por parte do Governo do Ceará sobre o desvio de finalidade.

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07:00 · 06.02.2019 / atualizado às 07:16 · 06.02.2019 por
Os pequenos produtores rurais de Quixadá vão aprender novas técnicas de utilização da água na irrigação das suas plantações.

Técnicos agrícolas da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar de Quixadá receberão capacitação especial para elaboração de projetos de irrigação de pequenas propriedades neste Município do Centro do Estado. O objetivo é ampliar a produção no campo com baixo consumo de água, aproveitando os recursos disponíveis, evitando o desperdício.

Segundo o secretário municipal de Agricultura Familiar, Kleber Júnior, o prefeito Ilário Marques assinou termo de cooperação com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce). Em breve as técnicas do Programa de Irrigação da Minha Propriedade (PIMP) serão aplicadas em Quixadá. A alternativa minimiza os efeitos do inverno irregular.

Esse modelo, passou a ser executado pela Ematerce a partir de 2017, garantindo a segurança alimentar das famílias dos agricultores e dos seus rebanhos, praticamente repondo a produção dessas áreas que se tornaram improdutivas, pela falta d’água. Sabendo como utilizar esse recurso, o momento de ligar e de desligar o sistema de irrigação, a produção melhora.

Antes, as irrigações eram realizadas com a utilização de um grande reservatório e, nas áreas adjacentes, implantava-se um perímetro irrigado. Com as sucessivas secas todas essas áreas colapsaram. Surgiu então a alternativa desconcentradora de aproveitamento de água subterrânea, por meio da perfuração de poços e implantação de áreas de até um hectare irrigado, explica a Ematerce.

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