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Categoria: Água


06:30 · 30.11.2017 / atualizado às 06:30 · 30.11.2017 por

O sistema de abastecimento d’água de Barrocas / Onça, está com 45% das obras concluídas. Foto > SDA

A comunidade de Barrocas, na zona rural de Quixeramobim, será a 42ª a receber abastecimento d’água através de sistema de distribuição neste bimestre no Interior do Ceará. Segundo a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) do Ceará 45% da obra, realizada através do Projeto São José, já foi concluída. O valor do serviço é R$ 1.674.118,22. Serão beneficiadas 245 famílias.

O secretário chefe da Casa Civil, Nelson Martins, informou que essa é a terceira obra do Projeto São José em andamento no município de Quixeramobim. As outras duas estão sendo executadas nas comunidades de Volta e Trapiá. Ele acrescentou haver preocupação do governador Camilo Santana, com a segurança hídrica de quem mora em áreas onde há escassez de água.

Conforme a SDA comunidades rurais de Aracati, Beberibe, Cascavel, Choró, Crateús, Guaraciaba do Norte, Itatira, Morada Nova, Novo Oriente, Ocara, Palhano, Quixadá, Redenção, Russas, Saboeiro, São Benedito e Senador Pompeu já foram contempladas este ano com sistemas de abastecimento d’água através do Projeto São José III. O Projeto atua também com sistemas de reuso da água.

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07:30 · 16.11.2017 / atualizado às 07:30 · 16.11.2017 por

Carros-pipa voltaram a circular pelas estradas do Interior do Ceará com destino às comunidades.

No feriado da Proclamação da República as comunidades rurais assistidas pela Operação Pipa, do Governo Federal, começaram a receber novamente a visita dos carros-pipa. A meta dos pipeiros é repor o abastecimento paralisado havia uma semana até o próximo domingo. “Começamos nesta quarta-feira e não vamos descansar no fim de semana“, comentou o presidente do Sindicato dos Pipeiros do Ceará (Sinpece), Eduardo Aragão.

Ainda de acordo com o líder da categoria o retorno dos pipeiros às rotas estabelecidas pelas equipes da 10ª Região Militar ocorreu devido ao empenho do Comando Militar do Nordeste (CMNE) e da 10ª Região Militar. As reivindicações da categoria foram atendidas na reunião realizada na véspera do feriado. Os comandantes concordaram na substituição do equipamento de rastreamento GPipa, pivô das reclamações, por uma versão mais nova do aparelho.

A reportagem do Diário do Nordeste acompanhou uma das rotas, do Canal da Integração, em Morada Nova, até o distrito de Califórnia, na zona rural de Quixadá. A rota tem 120Km. O carro-pipa despejou 16 mil litros de água em três cisternas orientadas pela apontadora Marly Ferreira de Lima. Era a primeira entrega do dia, comentou o motorista Leandro Eder dos Santos.

O morador Antônio Batista dos Santos, da Califórnia, ficou feliz com o retorno do carro-pipa.

Algumas cisternas já estavam completamente secas. Um alívio quando o carro-pipa chegou.

No Ceará mais de 800 mil habitantes são assistidas pela Operação Pipa federal.

O movimento continua intenso nos mananciais de captação de água autorizados pela coordenação da Operação. As maiores concentrações de carros-pipa parados estão em Morada Nova, no entorno do Canal do Trabalhador; em Orós, no entorno do segundo maior açude público do Ceará; em Madelena, no Açude Umari, de onde passou a ser captada água para abastecimento dos moradores rurais deste município e vizinhos, e em Banabuiú, onde está situado o terceiro maior açude do Estado, o Arrojado Lisboa.

Veja mais no Diário do Nordeste

Carros-pipa voltam a abastecer no Interior

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08:00 · 15.11.2017 / atualizado às 07:50 · 15.11.2017 por

Um dos mananciais mais movimentados no início desta manhã é o do Canal da Integração, em Morada Nova.

Nesta quarta-feira (15), feriado do Dia da Proclamação da República, mais de 1.700 carros-pipa cadastrados no programa emergencial de abastecimento d’água, a Operação Pipa, estão voltando a circular no Ceará. A confirmação é do presidente do Sindicato dos Pipeiros do Estado do Ceará (Sinpece), Eduardo Aragão.

Os carros-pipa começaram a encher seus tanques com cargas d’água nos mananciais autorizados pela coordenação da Operação Pipa às 5 horas desta manhã. A cada meia hora começaram a sair para as suas rotas. O objetivo é normalizar o abastecimento das comunidades rurais assistidas pelo programa o mais rápido possível.

Eduardo Aragão ressaltou que a paralisação da categoria, a qual se estendeu por uma semana, encerrou graças ao empenho do comando da 10ª Região Militar do Exército Brasileiro, que não mediu esforços para levar e assegurar junto ao Governo Federal as reivindicações dos pipeiros. Todos os equipamentos de rastreamento do GPipa serão substituídos.

Além da mudança da versão anterior do rastreador para o novo modelo, a coordenação da Operação Pipa concordou com a reposição das rotas atrasadas, em razão da paralisação e também encaminhou ao Ministério da Integração solicitação para reavaliação de reajuste dos valores das rotas por quilômetro percorrido.

Veja também no Diário do Nordeste

Comunidades dependem de poços, adutoras e carros-pipa

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07:00 · 13.11.2017 / atualizado às 08:50 · 13.11.2017 por

No sábado (11) pipeiros e moradores bloquearam um trecho da BR-020 no Sertão Central.

Aproximadamente 1.600 carros-pipa cadastrados no programa emergencial de abastecimento d’água para comunidades rurais do Ceará, o Operação Carro-Pipa, do Governo Federal, continuam sem circular pelas cerca de 20 mil rotas no Estado. A informação é do Sindicato dos Pipeiros do Estado do Ceará (Sinpece) que resolveu manter a paralisação após o comando geral da 10ª Região Militar do Exército Brasileiro, responsável pelo controle e fiscalização do serviço dos pipeiros na região não ter atendido a principal reivindicação da categoria, a substituição do sistema de monitoramento das rotas.

A manifestação dos pipeiros teve inicio na última segunda-feira (6). Três dias depois, eles se reuniram com a coordenação da 10ª Região Militar. Foram oferecidas 500 unidades de uma nova versão do GPipa Brasil, para substituir as maquinas com problema instaladas nos carros-pipa.

O Sinpece informou que apresentou a lista de reivindicações ao coordenador da Operação Pipa no Ceará, coronel Claudemir Rangel. O comando maior justificou a necessidade de analisá-las e dar retorno posteriormente. Enquanto a pendência continuar os carros-pipa deverão continuar parados.

No sábado (11) um grupo de pipeiros, juntamente com a comunidade da localidade de Santa Cruz do Banabuiú, no município de Pedra Branca, interditou a BR-020, à altura do Sítio Feiticeiro. Eles usaram pneus e galhos secos de árvores para bloquearem o tráfego na rodovia federal.

Na manhã desta segunda-feira (13) um comboio de pipeiros pretende seguir de Banabuiú para Orós. Segundo o presidente do Sinpece, Eduardo Aragão, vão realizar mais uma manifestação para alertarem as autoridades acerca do problema de monitoramento das suas rotas.

Paralisação atinge Pernambuco e Bahia

Ontem (12), além do Ceará, grupos de pipeiros de Pernambuco e da Bahia também aderiram à paralisação. Estão enfrentando a mesma situação, acrescentou a presidência do Sinpece, justificando que o movimento poderá se estender por todo o Nordeste, já que o serviço de rastreamento das rotas é utilizado pela mesma empresa.

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00:00 · 23.10.2017 / atualizado às 06:00 · 23.10.2017 por

Baixo volume do açude Pedras Brancas, que abastece Quixadá, começa a atingir nível crítico.

O baixo volume do açude Pedras Brancas, de onde é captada a água para abastecer a população de Quixadá, está se tornando motivo de preocupação para muitos moradores desta cidade do Sertão Central. Apesar de a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) assegurar aporte hídrico no açude até o início de 2018, o baixo nível, de apenas 6,3% da sua capacidade, foi a justificativa para a queda na qualidade da água, afetando a Estação de Tratamento de Água (ETA).

Neste domingo (22) a reportagem do Diário do Nordeste seguiu até a Central de Bombeamento da Cagece, no distrito de Tapuiará, onde fica instalada a balsa com os motores de bombeamento da água. O quadro aparenta ser mais grave. O nível da água baixou muito, ao ponto de expor um imenso cemitério de centenas de árvores. É possível inclusive acompanhar os dutos até a balsa com água um pouco acima da cintura, comentaram alguns moradores. Nunca haviam visto o Pedras Brancas nessa situação.

Conforme dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), deste do início de 2004, quando o Pedras Brancas começou a ser monitorado, o seu volume era de 453 milhões de m³, o equivalente a quase 10% da sua capacidade. Em julho de 2009 o reservatório que faz divisa com o município de Banabuiú chegou a acumular 91% de água, mas exceto em maio de 2010, quando repôs a sua carga, atingido 82%, a queda tem sido vertiginosa.

A situação é de desolação no açude Pedras Brancas. O lugar parece um enorme cemitério de árvores mortas.

Uma faixa de espuma amarronzada pode ser vista em uma boa extensão da margem do açude.

Várias canoas estão ancoradas, sem uso. Com o baixo volume de água a pesca acabou.

A partir de junho de 2o16 Quixeramobim também passou a receber água do açude Pedras Brancas, através de uma adutora. Foi a solução para resolver o colapso que afetou a cidade vizinha. Os dois reservatórios do município, a Barragem Quixeramobim e o Fogareiro, secaram. No início de junho a Barragem recebeu um pouco de água, com as chuvas da quadra invernosa, mas nos últimos dias atingiu o seu volume morto novamente. A situação do Fogareiro não é diferente.

Veja também no Diário do Nordeste

Consumidores de Quixadá desconfiam de colapso hídrico

Fortaleza não depende apenas do Açude Castanhão para seu abastecimento

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07:00 · 10.10.2017 / atualizado às 07:00 · 10.10.2017 por

Moradores da sede de Banabuiú e das localidades de Sítio Lopes, Lagoa da Serra, Sítio Santa Rosa, Lagoa Grande e Boqueirão serão contemplados com abastecimento de água domiciliar. Para garantir a continuidade das obras de implantação do sistema de abastecimento de água no Município, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) acolheu a demanda apresentada pelo deputado federal Danilo Forte.

Conforme o deputado, a Funasa liberou o pagamento de parcela no valor de R$ 1,8 milhão. A obra, com investimento total de R$ 6 milhões, da alcançou 50% de execução. O projeto conta com a construção de estação para captação e tratamento de água, reservatórios, rede de distribuição e ligações domiciliares. Quando estiver concluído garantirá melhor qualidade de vida para centenas de moradores.

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06:30 · 09.10.2017 / atualizado às 06:20 · 09.10.2017 por

Desconfiado da qualidade da água  da Cagece Giliarde Silva armazenou em um tambor. Ficou surpreso com o que viu.

“A água está chegando à torneira muito turva. Pagamos pelo serviço e nos fornecem lama”, esse é o diagnóstico feito pelo publicitário Giliarde Silva a qualidade da água fornecida pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) fornecida para a sua residência, em Quixadá. O consumidor armazenou o liquido em um tambor, fez um registro fotográfico e divulgou nas redes sociais criticando a Cagece.

Outros consumidores de Quixadá também estão reclamando da qualidade da água fornecida pela Cagece. Um deles, Flávio França, ambientalista, aponta que a Estação de Tratamento de Água (ETA) esta com a licença de operação vencida há anos. Para ele, o baixo nível do Açude Pedras Brancas, de onde é captada a água para abastecer a população da cidade, está interferindo diretamente na qualidade da água.

A professora Micarla Nascimento ficou assustada ao pegar água no balde. Além da cor amarronzada notou um mau cheiro o qual comparou ao de fezes. O problema já vinha sendo notado por ela desde o fim do mês de setembro, mas resolveu se manifestar somente após outros consumidores também notarem o problema em outros pontos de Quixadá, considerado de saúde pública.

A reportagem do Diário do Nordeste tentou manter contato telefônico com a Cagece. As ligações não foram atendidas. Todavia, através das emissoras de rádio da cidade a Companhia anunciou que nesta terça-feira (10) estará realizando serviço de limpeza nos tanques e filtros da ETA. O fornecimento de água na rede será interrompido nesse dia. Outros detalhes não foram informados pela Cagece.

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07:30 · 08.10.2017 / atualizado às 07:15 · 08.10.2017 por

Com recursos próprios Deusimar de Oliveira construi os três tanques para a criação de peixes.

O empreendedor rural Deusimar Cândido de Oliveira, dono de uma pequena propriedade no Vale do Forquilha, em Quixeramobim, está chamando a atenção de outros pequenos produtores rurais para o modelo implantado recentemente por ele. Com a mesma água ele cria peixes, produz hortaliças e ainda cultiva mamões. Foi a forma encontrada por ele para utilizar melhor a água do poço na sua produção, agregando valor e ainda reaproveitando o recurso natural.

Dedicado há mais de três décadas ao cultivo de frutas e verduras o produtor rural percebeu na criação de peixes uma forma a mais de agregar dividendos à sua produção, gerando mais alimentos sadios. Antes de a água descer para o pomar passa por um processo de enriquecimento mineral realizado por mais de 50 mil tilápias, criadas em três tanques. As fezes dos peixes e a ração utilizada para a alimentação do cardume completam o processo.

Em breve o empreendedor rural vai começar a pescar os primeiros “frutos” do seu investimento inovador.

Para criar os peixes nos tanques ele utiliza bombas para oxigenar a água e manter o seu cardume sadio.

Para fazer as bombas de oxigenação funcionarem Deusimar utiliza energia solar captada por placas.

Pesquisando na internet ele também encontrou a outra maneira de reutilizar a água, através da aponia, muito parecida com a hidroponia. A técnica consiste no cultivo suspenso de hortaliças, alfaces. E para completar a irrigação inteligente as bombas utilizadas na oxigenação da água dos tanques é feita com energia solar. As placas fotovoltaicas foram fornecidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce).

A horta apônica ainda é experimental mas com os resultados o empreendedor pretende expandir sua produção.

Deusimar garante que o processo de cultivo das alfaces é totalmente natural. Encontrou a técnica na internet.

O representante regional da Fetraece, Militão de Almeida, foi conhecer e aprovou a inovação de Deusimar.

Mais Informações

Frutos do Sertão
Sítio Forquilha – Quixeramobim
Fones: (88) 9 8842 7376 / (88) 9 9225 3675
Email: deusimarfrutosdosertao@gmail.com

O modelo de produção criado por Deusimar de Oliveira é um dos destaques do Caderno Regional do Diário do Nordeste neste sábado (7).

Veja a reportagem completa

Agricultor cria modelo de reutilização da água na roça

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08:00 · 30.09.2017 / atualizado às 08:25 · 30.09.2017 por

Funceme identifica que pequenos açudes e lagos estão desaparecendo no Ceará. 

Uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), realizada desde 2008 e divulgada pela primeira vez por um veículo de comunicação, o Diário do Nordeste, apresenta um resultado impressionante da seca prolongada pelos últimos seis anos. As chuvas da quadra invernosa de 2017 foram apenas um refresco para a estiagem. Esse diagnóstico é comprovado pelos pesquisadores da Funceme. Em 2013 eles registraram a existência de mais de 28 mil micro açudes e lagos no Estado. Em 2016 foram detectados pouco mais de nove mil.

As pesquisas são feitas através do mapeamento realizado por satélite. Através das imagens é possível fazer a aferição. 

Apesar de os 155 açudes públicos monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) assegurarem o abastecimento hídrico da maior parte da população cearense muitas famílias recorrem aos açudecos ou barragens, como também são conhecidos esses pequenos reservatórios d’água espalhados pelas localidades rurais para os afazeres domésticos e até mesmo para o consumo humano. Não é difícil de encontrar mulheres lavando roupas à beira d’água enquanto outras apanham baldes para cozinhar os alimentos.

A água dos açudecos é utilizada da lavagem de roupa ao cozimento dos alimentos, banho e consumo.

Os pequenos açudes existentes à margem da estrada de acesso ao distrito de Dom Maurício, na Serra do Estevão, zona rural de Quixadá, são um exemplo. Na região a média pluviométrica deste ano foi boa. Muitos açudecos acumularam uma boa carga de água. Para quem mora próximo está sendo um alivio apesar de a evaporação se acentuar a partir deste mês de outubro, comenta Raimundo Ribeiro da Silva, um morador da localidade de Engano. O diagnóstico é feito no “olhometro”comenta.

Essa também é a técnica utilizada pela Cogerh para monitorar os açudes gerenciados por ela. Na maioria deles observadores acompanham diariamente o nível da água através das réguas milimétricas instaladas dentro dos reservatórios. Mas já há também monitoramento tecnológico, através de sistemas de telemetria. Por esses motivos o Ceará é referencia nacional em gestão de águas.

A observação das réguas instaladas dentro dos açudes é uma das formas da Cogerh saber qual o volume hídrico. 

Veja a reportagem completa sobre a pesquisa da Funceme no Diário do Nordeste impresso.

Pequenos açude e lagos reduziram cerca de 70% no Estado do Ceará 

Cogerh monitora com observadores e tecnologia 

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07:00 · 23.09.2017 / atualizado às 07:15 · 23.09.2017 por

Secretários do Estado e a prefeita de Canindé entregaram dessalinizadores aos moradores rurais. Foto > Governo do Ceará

As comunidades rurais do município de Canindé começaram a receber dessalinizadores do Programa Água Doce, do governo do Estado. Na noite da última quinta-feira (21), os equipamentos foram entregues na Vila Campos e Salgado Ingá, beneficiando 149 famílias. O total do investimento do programa neste Município já é de R$ 2,5 milhões, atendendo 1.119 famílias. As informações são do gabinete do governador Camilo Santana.

O secretário Chefe da Casa Civil do Estado, Nelson Martins, juntamente com o secretário estadual dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, efetuaram a entrega dos dois primeiros dessalinizadores em Canindé. A prefeita Rozário Ximenes, recepcionou pessoalmente os representantes do governo do Estado. Ela ressaltou a importância do equipamento para as comunidades carentes.

Ao realizar a entrega Nelson Martins destacou os benefícios dos dessalinizadores, garantindo água, não só livre dos sais, mas filtrada de todas as impurezas possíveis, não havendo mais necessidade de captar água dos carros-pipa, onde muitas vezes são de procedência duvidosa. “Isso é investimento em saúde, em qualidade de vida em dignidade”, ressaltando a necessidade dos beneficiados cuidarem do equipamento.

O secretário Francisco Teixeira acrescentou terem sido investidos mais de R$ 70 mil em cada dessalinizador instalado. Atualmente Canindé conta com 23 sistemas de dessalinização do Programa Água Doce espalhados em comunidades carentes da zona rural do município. No total, 1.119 famílias passaram a ter acesso a água de qualidade. Em todo o Ceará, comunidades de 44 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) receberam dessalinizadores do programa.

Programa Água Doce

O Programa Água Doce (PAD) é uma ação do Governo Federal coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil, promovendo e disciplinando a implantação, a recuperação e a gestão de sistemas de dessalinização ambiental e socialmente sustentáveis para atender, prioritariamente, as populações de baixa renda em comunidades difusas do semi-árido.

O PAD foi lançado em 2oo4. Suas ações são iniciadas a partir dos municípios com ampla escassez de água e naquelas áreas mais susceptíveis ao processo de desertificação. São definidos critérios técnicos para atender primeiramente quem mais precisa. Assim, os municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano, altos percentuais de mortalidade infantil, baixos índices pluviométricos e com dificuldade de cesso aos recursos hídricos são prioridade.

No Ceará, em 2012, a partir de uma lista elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente, em 60 municípios, os dessalinizadores começaram a ser instalados. Em quase cinco anos de Água Doce 206 comunidades de 44 municípios cearenses já foram beneficiadas com sistemas de dessalinização. Outros 42 equipamentos estão em processo de implementação. No total terão sido investidos R$ 44,2 milhões em recursos dos governo Federal e Estadual, completou a Casa Civil.

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