Categoria: Ciência


08:30 · 21.12.2019 / atualizado às 08:35 · 21.12.2019 por
O tremor de magnitude 2.1 foi registrado pelo LabSis entre os municípios de Quixadá e Ocara. Fotos > Labsis

Um tremor de terra registrado no início da manhã desta sexta-feira (20) pelo Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte no município de Ibaretama, no Sertão Central, não foi percebido pelos moradores.

De acordo com o sismólogo Eduardo Menezes, do LabSis, o evento ocorreu às 5h38, com magnitude 2.1 e teve como possível epicentro o entorno da localidade de Sossego, na zona rural.

Os tremores foram detectados no sistema do LabSis a partir das 5h30 da sexta-feira (20).

Outros dois tremores menores foram detectados logo depois, mas os moradores não notaram. A reportagem ainda tentou manter contato com a coordenação da Defesa Civil municipal, mas até esta publicação não havia sido atendida. Entretanto, habitantes informaram não terem conhecimento de algum dano material.

O especialista da Defesa Civil do Ceará em sismologia, Francisco Brandão, informou que sua equipe estava trabalhando para identificar o local exato da origem do tremor. A localidade onde o fenômeno ocorreu fica situada entre os municípios de Quixadá e Ocara.

No início deste mês, no dia 3, a rede sismológica registrou um abalo sísmico de magnitude 2.4 em Palhano, nos limites da região jaguaribana. Diferente de Ibaretama, os moradores de várias localidades e alguns pontos da sede sentiram os mais de 10 tremores contabilizados pelo LabSis.

Causas

Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, os tremores de terra são comuns no Ceará. Eles ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. As fossas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano.

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07:30 · 05.10.2019 / atualizado às 07:35 · 05.10.2019 por
O psicanalista Geraldo Fernandes abordou o suicídio e sua complexidade com um grupo de jovens em Quixadá. Fotos > Alex Pimentel

Os alunos do Programa Primeiro Passo na linha Jovem Aprendiz, em Quixadá, tiveram a oportunidade de conhecer melhor os sintomas e debater sobre um fato que ainda é um tabu social, o suicídio.

De acordo com o coordenador do Primeiro Passo Jovem Aprendiz na cidade, professor Diassis Santiago, a aula especial, apresentada pelo psicanalista Gerado Fernandes, complementou a programação do “Setembro Amarelo”.

O suicídio é uma questão de saúde pública e precisa ser discutido em todas as esferas. Quanto mais debatermos sobre esse assunto mais podemos ajudar. O encontro com jovens, promovido em Quixadá, é um exemplo“, comentou Fernandes.

Os alunos gostaram da iniciativa, por se tratar ainda de um tabu na sociedade brasileira. “Dessa forma a gente pode perceber alguns sintomas e ajudar da maneira correta quem precisa“, comentou o estudante Pedro Henrique dos Santos, 19 anos.

É muito importante um opinião profissional porque a depressão, que leva ao suicídio, é uma coisa que acomete principalmente os jovens. Isso faz parte das nossas vidas. Precisamos saber como reagir e ajudar“, ressaltou a aluna Patrícia Targino, 19 anos.

A Associação Brasileira de Criminologia (ABC) disponibiliza gratuitamente um livro virtual de valorização da vida e prevenção do suicídio, produzido com o apoio do Rotary Club de Conselheiro Lafaiete.

Desde 2105, em setembro, é realizada a campanha brasileira de prevenção ao suicídio. A iniciativa é do Centro de Valorização da Vida, do Conselho Federal de Medicina e da Associação Brasileira de Psiquiatria.

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12:00 · 13.09.2019 / atualizado às 12:20 · 13.09.2019 por
Pelo segundo ano consecutivo a Associação Brasileira de Criminologia promove simpósio nacional. O primeiro foi realizado em Quixadá, no Ceará.

O criminólogo Geraldo Fernandes, de Quixadá, representa o Ceará neste fim de semana no II Simpósio Brasileiro de Criminologia Forense. Ele é o presidente da Associação Brasileira de Criminologia (ABC), fundada no início de janeiro de 2016.

A conferência nacional, com a participação de grandes nomes da criminologia brasileira, será realizada nesta sexta-feira (13) e no sábado, em Vitória, Espírito Santo, no auditório a Ordem dos Advogado do Brasil (OAB). A abertura está programada para às 20h.

A palestra magna de abertura, terá como tema “A análise econômica do Direito Penal e seu influxo sobre o Processo Penal Consensual”. Será apresentada pelo promotor de justiça do Ministério Público do Espírito Santo, Antônio Horvath.

Os trabalhos prosseguem na manhã do sábado (14), a partir das 9h, com palestra da Dra. Paula Inês Aramburu, da Argentina, abordando o tema”Homicídios intrafamiliares“; às 10h, o representante da OAB/ES, Heitor Brandão Dorneles Júnior apresenta o tema “Audiência de Custódia“; às 11h, o criminólogo da Paraíba, Dr Bruno Noronha Lima abordará “O Crime como Produto: Criminologia Midiática

O Simpósio segue à tarde, a partir das 14, com palestra do especialista Mozard Bessa, do Amazonas, com o tema “Advocacia Criminal e o Tribunal do Júri“; às 15h o delegado Fábio Almeida Pedroto aborda “A política de drogas e higienização social “; em seguida o investigador da Polícia Civil de São Paulo, André Militão de Lima, palestra sobre “Armas, Tecnologia e Crime Organizado

O segundo Simpósio da ABC será encerrado  com a palestra da psicóloga forense de Vitória, Emarielli Narducci da Silva, com o tema “Pedofilia“. 

Objetivo

O objetivo do simpósio é fomentar o debate e a produção científica acerca das matérias abrangidas pela Criminologia, de forma a permitir a evolução científica do tema.

Durante o simpósio serão apresentadas palestras com temas voltados para a Criminologia, sendo os palestrantes membros da Associação Brasileira de Criminologia e convidados.

Uma vez que a ciência abordada contempla diversas disciplinas, o público alvo do simpósio são: Profissionais e alunos do ramo do Direito, Medicina Legal, Sociologia, Psicologia, Segurança Publica, sendo todos estes participantes direto da aplicação da criminologia em sociedade.

Associação

A Associação Brasileira de Criminologia é uma entidade civil, sem fins lucrativos, assistencial, promocional e educacional, dotada de plena autonomia administrativa e financeira, com sede em Quixadá.

De acordo com o seu presidente, a instituição tem por objetivo promover o desenvolvimento e divulgação da Criminologia através da realização de debates, reuniões, conferencias, cursos, seminários, congressos e eventos de âmbitos regional, nacional ou internacional visando ao aprimoramento técnico-científico de seus associados; promover e manter intercâmbio com entidades afins e congêneres, nacionais e internacionais; conceder, segundo a legislação pertinente e vigente, o título de especialista na área AFETA e Criar, implantar e manter institutos e grupos de estudo e pesquisa em atividades científicas e projetos sociais.

II Simpósio Brasileiro de Criminologia Forense
Dias 13 e 14 – Ordem dos Advogados do Brasil
Vitória – Espírito Santo

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14:30 · 15.07.2019 / atualizado às 14:29 · 15.07.2019 por
Os moradores de São Joaquim sentiram mais um tremor de terra na manhã desta segunda-feira. Foto > Alex Pimentel

O Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte voltou a registrar mais um pequeno tremo de terra no Interior do Ceará.

De acordo com o LabSis, o abalo sismico foi detectado às 5h49 desta segunda-feira (15), no distrito de São Joaquim, na zona rural de Quixeramobim. A magnitude atingiu 1.75 graus na escala Ricter.

O registro foi confirmado pelo coordenador da Defesa Civil de Quixeramobim, Paulo Gustavo.”Não ocorreu nenhum dano“, ressaltou Gustavo.

Além de Quixeramobim e de Madalena, onde também tem ocorrido abalos sísmicos a equipe de Boa Viagem monitora diuturnamente a região para prestar assistência à população em alguma situação de emergência.

O último tremor na região havia ocorrido no dia 7 de junho, de magnitude 1,8 na escala Richter foi sentido na área urbana de Boa Viagem e também em São Joaquim, localidade apontada pelos sismólogos como epicentro dos tremores.

O maior abalo sísmico detectado na região ocorreu na noite de 18 de abril passado, por volta das 23h30. O tremor de magnitude 3,3 foi sentido em diversas localidades dos municípios de Quixeramobim, Madalena e Boa Viagem e registrado por diversas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) operadas pela UFRN, inclusive a estação de Itapé (NBIT), a aproximadamente 1.100 km do epicentro, informou o LabSis.

Daquela data (18 de abril) até o primeiro dia de junho o Laboratório Sismológico registrou 1.285 tremores, sendo possível acompanhar a evolução da atividade sísmica na imagem abaixo. Por mais que sismos de maior magnitude não estejam ocorrendo com tanta frequência como nos meses de março e abril, os eventos ainda são recorrentes, esclareceu o Laboratório.

Causas

Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, os tremores ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. As fossas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano.

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07:00 · 13.07.2019 / atualizado às 11:19 · 15.07.2019 por
Macrophyes pacoti. Foto > Unilab

A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) divulgou a descoberta de uma nova espécie de aranha no Maciço de Baturité. Batizada de Macrophyes pacotifaz referência ao município da região região serrana, numa forma de homenageá-lo por cuidar das florestas, explicam na publicação os pesquisadores da Unilab e UFC, autores do estudo científico.

De acordo com a Unilab, a descoberta, do bolsista de iniciação científica Ageu Nóbrega, do curso de Biologia da Unilab, e do mestrando em Ecologia e Recursos Naturais (UFC) Ítalo Arruda, sob orientação dos professores Jober Sobczak e Jullyana Sobczak, da Unilab, foi divulgada em artigo na revista internacional Zootaxa, em parceria com pesquisadores do Instituto Butantan e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A pesquisa foi realizada com recursos da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), por meio de edital Bolsa de Produtividade em Pesquisa, Estímulo à Interiorização e à Inovação Tecnológica (BPI), e também do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Hymenoptera Parasitoides da Região Sudeste Brasileira (INCT-Hympar).

No artigo, a nova espécie foi descrita com aranhas coletadas em Pacoti, onde os trabalhos foram iniciados, em 2014, e se concentram no Sitio São Luiz, com que foi firmada parceria. O grupo de pesquisadores “varre” as matas do Maciço em busca de novas interações. O Maciço de Baturité é considerado uma ilha de vegetação de Mata atlântica, resquício de tempos atrás, que está cercada pela Caatinga.

Nessa ilha, temos a chance de encontrar muitas espécies novas, sendo que muitas delas apresentam relação com espécies amazônicas e espécies da Mata Atlântica. Essa é a primeira espécie de aranha que descrevemos, mas já descrevemos a espécie de vespa, Eruga unilabiana, Zatypota mulungunsis, Zatypota baeza e recentemente Conura baturitei, todas interagindo com aranhas e todas novas para a ciência”, destaca o professor Jober Sobczak na publicação.

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07:00 · 08.07.2019 / atualizado às 06:20 · 08.07.2019 por
O círculo encontrado na vegetação de pacavira no Assentamento Curupaiti é idêntico aos outros dois na Fazenda Bico D’Arara. Fotos > Alex Pimentel

Neste fim de semana o ufólogo Robison Alencar visitou o segundo local na zona rural de Itapiúna com registro de um fenômeno considerado misterioso, atribuído por ele à aparição de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs).

De acordo com o especialista, as características do local encontrado por moradores do Assentamento Curupaiti, no distrito de Itans, são as mesmas encontradas duas semanas antes, a pouco mais de 10 km dali, na Fazenda Bico D’Arara.

O Assentamento Curupaiti fica localizado a pouco mais de 10 km da sede de Itapiúna.
A vegetação afetada pelo suposto fenômeno fica localizada a pouco mais de 200 metros da casa de Aline Oliveira.

Alencar conversou com a estudante Aline Oliveira, familiares dela e vizinhos. Para ele o fato não é apenas uma coincidência ou uma frade produzida pelos assentados para chamar a atenção. Está relacionado aos OVNIs.

O ufólogo Robison Alencar entrevistou a moradora Aline Oliveira na residência dela, próxima ao local do fenômeno. 
Após a entrevista, a estudante e familiares levaram o ufólogo ao local do fenômeno.
Além de a vegetação ser a mesma da Fazenda Bico D’Arara, a formação geométrica é igual.

A moradora confirmou os relatos que havia informado ao Diário do Nordeste. “Não precisamos mentir e nem inventar histórias. Eu sei exatamente o que vi e nem sabia desse mistério no mato. Se uma coisa tem a haver com a outra quem entende é que pode confirmar“, explicou.

Outro ufólogo, o coronel da Polícia Militar e piloto de aeronaves Welliston Paiva, ainda aguarda as analises do material recolhido, da água, do solo e de vegetais, na Fazenda Bico D’Arara.

Todavia, pelas análises preliminares de Paiva, as características são as mesmas de um fenômeno meteorológico denominado  microburst, uma coluna de ar desccendente e divergente com ventos em linha reta na superfície diferente de furacões quais têm geralmente os danos convergentes. As descendentes comuns geralmente, têm de 50 metros a dois quilômetros de extensão.

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08:00 · 19.06.2019 / atualizado às 06:10 · 01.07.2019 por
Área da Fazenda Bico D’Arara onde ocorreu fenômeno incomum foi visitada por ufólogos cearenses. Fotos > Alex Pimentel

Ainda é cedo para apresentarmos qualquer conclusão acerca do que encontramos aqui“, esse foi o posicionamento do representante do Centro de Pesquisa Aplicada na Ufologia e Espiritualidade (CPAUE Brasil), o coronel da Polícia Militar e piloto de aeronaves Welliston Paiva, após colher amostras de água, do solo e de vegetais no local onde os moradores da Fazenda Bico D’Arara, em Itapiuna, apontaram terem visto uma “coisa de outro planeta“.

Ufólogo, piloto de helicóptero e coronel PM Welliston Paiva.

Weliston Paiva informou que o material será apresentado a especialistas da UFC em física e química para constatarem se houve radiação e avaliarem outros elementos científicos. Também é preciso observar os animais, os pássaros e os peixes que se encontravam na propriedade no momento da aparição do suposto fenômeno avistado por volta das 23h da última quinta-feira (13) pelo proprietário da fazenda, Francisco Alberto Leite Barros, 59 anos, conhecido como Branco, e seu irmão Francisco Belchior Leite Barros, 70.

Pelos relatos de ambos deveremos trabalhar com algumas hipóteses. Plantas curvadas. Não há como garantir que foi um OVNI porque eles não o viram pousar ou decolar; viram apenas um clarão, em forma esférica. Quanto a um meteorito, essa opção está descartada, pois tendo contato com o solo o impacto provocaria uma explosão.A hipótese mais forte é da de um microburst, quando há uma grande umidade na região, dai ocorre um pequeno tornado. Mesmo assim, a hipótese de um OVNI não deve ser desprezada“, ressalta Paiva.

Outro ufólogo expediente, o eletrotécnico Robisson de Alencar, com mais de 30 anos dedicados a estudos dessa natureza, também esteve no local. Ele observou o ponto do fenômeno, conversou reservadamente com “Branco” e o irmão, Belchior , gravou depoimentos e apreciou as imagens registradas pelo Sistema Verdes Mares, inclusive aéreas. “Somente após analisar o que encontrei poderei apontar a minha conclusão“, ressaltou o especialista sem definir uma data.

O ufólogo Robisson Alencar (Direita) analisou o local do evento acompanhado do proprietário da fazenda e da sua neta.

Ambos preferiram não questionar a análise do astrônomo Dennis Weaver, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Ele considera o possível fenômeno uma fraude, inclusive pessoas que fizeram isso já mostraram como foi feito, usando cordas e tábuas de madeira  Para ele, não há como dar uma explicação meteorológica.

Microburst

Segundo estudos científicos, o microburst é uma coluna de ar desccendente e divergente com ventos em linha reta na superfície diferente de furacões quais têm geralmente os danos convergentes. “As descendentes comuns geralmente, têm de 50 metros a dois quilômetros de extensão”, acrescenta Welliston Paiva.

O microbuster é um fenômeno meteorológico natural, formando uma forte corrente de ar . Foto > Divulgação
Observada do alto, é possível ver a extensão da clareira na vegetação de pacavira ao lado da lagoa na Fazenda Bico D’Arara, em Itapiúna.

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07:30 · 04.05.2019 / atualizado às 08:45 · 04.05.2019 por

Um projeto de pesquisa em desenvolvimento nos campi de Jaguaruana e Limoeiro do Norte do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) pretende facilitar a captação de dados cotidianos em diversas áreas utilizando um app para smartphones que simula um GPS convencional. Com ele será possível o registro de casos de doenças, ocorrências criminais, análise de trânsito e até marcação de buracos nas vias públicas. A princípio o protótipo será testado no Vale do Jaguaribe.

Cidadão como um sensor humano voluntário: desenvolvimento de aplicativo mobile para coleta de informação geográfica voluntária”, esse é o título da iniciativa. Está em fase de testes. Os primeiros resultados estão previstos para serem apresentados em dois meses. Quando estiver pronto poderá facilitar a tomada de decisões dos órgãos públicos, a princípio na região jaguaribana. “Muitas vezes, os agentes ainda registram essas informações manualmente ou não possuem equipamentos de GPS para coleta”, explica o professor Jarbas Vidal.

De acordo com divulgação feita pelo IFCE, o professor, dos cursos de Computação Gráfica e Informática do campus de Jaguaruana, é o coordenador da pesquisa. Conta com a participação do estudante Josileudo Rodrigues, do curso de Tecnologia em Mecatrônica da unidade de Limoeiro do Norte. A professora Raquel Silveira, do campus de Acaraú, e a aluna Lina Yara Monteiro, do curso Ciência da Computação do IFCE Tianguá, também colaboraram com uma fase anterior do projeto.

Um protótipo do Geopoint, como o app está sendo denominado, funcionará nas próximas semanas fase de testes. Será utilizado por agentes de endemias de Limoeiro do Norte. O objetivo é registrar os casos de dengue da cidade e dos  imóveis nos quais são encontrados focos do mosquito. Após os testes, o aplicativo será avaliado e realizadas eventuais melhorias necessárias para que ele seja disponibilizado ao público e órgãos que precisam de coleta de dados espaciais.

O projeto conta com apoio da Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do IFCE, por meio de bolsa do Programa Institucional de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti).

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14:00 · 20.04.2019 / atualizado às 14:00 · 20.04.2019 por
Dessa vez os telhados das casas de moradores na localidade de Central, na zona rural de Madalena, tremeram.

Moradores das comunidades localizadas nos limites dos municípios de Madalena, Boa Viagem e Quixeramobim continuam assustados desde o último abalo sísmico registrado naquela região, na noite da quinta-feira (18). Alguns relataram que nem estão conseguindo dormir. “Os tremores estão ficando cada vez mais fortes. As telhas estão começando a sacudir. Daqui há pouco as casas da gente vão começar cair“, comentou preocupara a dona de casa Maria Anunciada Medeiros.

Além de mais demorado, o barulho, parecido com o de um trovão, foi ouvido por aproximadamente 30 segundos. Esse foi o relato do agricultor Douglas Silva. Ele mora com a família na localidade de Central, no distrito de Paus Brancos, a pouco mais de 10Km co Centro de Madalena. Dessa vez as telhas da casa se deslocaram com a tremedeira, apesar de o estrondo mais forte ser sido ouvido mais distante. Todavia, por enquanto, a maior parte da família ainda está tranquila, acrescentou.

Famílias da localidade de Central relataram terem ouvido um intenso estrondo. O telhado da casa chegou a tremer.
Apesar de o fenômeno ter sido mais forte o clima ainda é de tranquilidade na região, informaram os moradores.
Na vila da localidade de Paus Brancos os moradores relataram terem ouvido apenas um forte estrondo.

De acordo com o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), o último abalo sentido pelos moradores  atingiu a magnitude 3,3 na Escala Richter. O LabSis confirmou o horário apontado pelos moradores. Ocorreu por volta das 20h30. Foi o maior desde o dia 17 de março, entretanto, não foi informado se a intensidade dos tremores está aumentando.

Em reunião com moradores das comunidades atingidas o sismólogo Francisco Brandão, da Defesa Civil do Ceará, explicou detalhadamente como esses fenômenos ocorrem, sendo inclusive comuns no Ceará. Todavia, ressaltou que apesar da tecnologia disponível não é possível prever com exatidão de antecedência quando vão ocorrer e a intensidade, magnitude. Por morarem geralmente em áreas isoladas, com poucas edificações, a forma mais segura é sair de casa e armar uma tenda para dormir.

Essa era exatamente a estratégia da família do agricultor José Angelim Feijão quando ouviram o estrondo, mas o tremor não foi sentido na casa deles. “O barulho mais alto ocorreu um pouco distante daqui, mas nessas horas sabemos o que fazer“, relatou. “A preocupação maior está na possibilidade de se tornarem ainda mais fortes“, completou o filho Francisco José Feijão.

De acordo com os representantes da Defesa Civil nos três municípios, até a publicação desta edição nenhum desabamento ou dano material foi causado aos moradores.

José Angelim Feijão e os filhos Francisco José e Carlos José ficaram mais preocupados quem mora mais abaixo do vale. O estrondo maior ocorreu lá.
Apesar de os riscos serem menores a Defesa Civil orienta as famílias a saírem de casa e se abrigarem em tendas quando surgir algum tremor.

A causa

Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. Elas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano.

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17:00 · 04.04.2019 / atualizado às 17:11 · 04.04.2019 por
O tremor de terra foi sentido no Triângulo de Quixadá, na bifurcação da BR-116 com a BR-122, a pouco mais de 5 km do Centro de Chorozinho. Foto > SVM

Quatro dias após o último registro de tremor de terra nos limites dos municípios de Quixeramobim, Boa Viagem e Madalena, no Sertão Central, mais um abalo sísmico, de baixa magnitude, foi registrado no Interior do Ceará. Dessa vez foram moradores de Chorozinho quem testemunharam o fenômeno, nas localidades de Timbaúba dos Marinheiros e também no Triangulo de Quixadá, a pouco mais de 10 km do Centro desta cidade situada à margem da BR-116.

A Coordenadoria da Defesa Civil do Ceará (Cedec) confirmou o sismo. O sismólogo da Cedec, Francisco Brandão, seguiu para Chorozinho e acompanhou a equipe da Defesa Civil do Município aos locais. Nenhuma gravidade foi constatada. Ele informou que o tremor atingiu 2.0 na escala Richter. As ondas foram captadas pelo Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) na noite desta quarta-feira (3), às 22h59.

Por ser de baixa magnitude, 2.0, o tremor não causou nenhum dano material nas últimas regiões atingidas no Ceará. Foto > Reprodução Google Maps

Conforme o LabSis/UFRN,o último tremor no Ceará havia ocorrido no dia 30 de março, às 8h08, no extremo dos três municípios do Sertão Central. Foi o que atingiu a maior magnitude na região, 3.0 até então. registrado por diversas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). Todavia, é impossível saber como evoluirá a atual atividade sísmica da região.

A causa

Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. Elas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano.

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