Categoria: Ciência


14:30 · 15.07.2019 / atualizado às 14:29 · 15.07.2019 por
Os moradores de São Joaquim sentiram mais um tremor de terra na manhã desta segunda-feira. Foto > Alex Pimentel

O Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte voltou a registrar mais um pequeno tremo de terra no Interior do Ceará.

De acordo com o LabSis, o abalo sismico foi detectado às 5h49 desta segunda-feira (15), no distrito de São Joaquim, na zona rural de Quixeramobim. A magnitude atingiu 1.75 graus na escala Ricter.

O registro foi confirmado pelo coordenador da Defesa Civil de Quixeramobim, Paulo Gustavo.”Não ocorreu nenhum dano“, ressaltou Gustavo.

Além de Quixeramobim e de Madalena, onde também tem ocorrido abalos sísmicos a equipe de Boa Viagem monitora diuturnamente a região para prestar assistência à população em alguma situação de emergência.

O último tremor na região havia ocorrido no dia 7 de junho, de magnitude 1,8 na escala Richter foi sentido na área urbana de Boa Viagem e também em São Joaquim, localidade apontada pelos sismólogos como epicentro dos tremores.

O maior abalo sísmico detectado na região ocorreu na noite de 18 de abril passado, por volta das 23h30. O tremor de magnitude 3,3 foi sentido em diversas localidades dos municípios de Quixeramobim, Madalena e Boa Viagem e registrado por diversas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) operadas pela UFRN, inclusive a estação de Itapé (NBIT), a aproximadamente 1.100 km do epicentro, informou o LabSis.

Daquela data (18 de abril) até o primeiro dia de junho o Laboratório Sismológico registrou 1.285 tremores, sendo possível acompanhar a evolução da atividade sísmica na imagem abaixo. Por mais que sismos de maior magnitude não estejam ocorrendo com tanta frequência como nos meses de março e abril, os eventos ainda são recorrentes, esclareceu o Laboratório.

Causas

Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, os tremores ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. As fossas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano.

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07:00 · 13.07.2019 / atualizado às 11:19 · 15.07.2019 por
Macrophyes pacoti. Foto > Unilab

A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) divulgou a descoberta de uma nova espécie de aranha no Maciço de Baturité. Batizada de Macrophyes pacotifaz referência ao município da região região serrana, numa forma de homenageá-lo por cuidar das florestas, explicam na publicação os pesquisadores da Unilab e UFC, autores do estudo científico.

De acordo com a Unilab, a descoberta, do bolsista de iniciação científica Ageu Nóbrega, do curso de Biologia da Unilab, e do mestrando em Ecologia e Recursos Naturais (UFC) Ítalo Arruda, sob orientação dos professores Jober Sobczak e Jullyana Sobczak, da Unilab, foi divulgada em artigo na revista internacional Zootaxa, em parceria com pesquisadores do Instituto Butantan e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A pesquisa foi realizada com recursos da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), por meio de edital Bolsa de Produtividade em Pesquisa, Estímulo à Interiorização e à Inovação Tecnológica (BPI), e também do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Hymenoptera Parasitoides da Região Sudeste Brasileira (INCT-Hympar).

No artigo, a nova espécie foi descrita com aranhas coletadas em Pacoti, onde os trabalhos foram iniciados, em 2014, e se concentram no Sitio São Luiz, com que foi firmada parceria. O grupo de pesquisadores “varre” as matas do Maciço em busca de novas interações. O Maciço de Baturité é considerado uma ilha de vegetação de Mata atlântica, resquício de tempos atrás, que está cercada pela Caatinga.

Nessa ilha, temos a chance de encontrar muitas espécies novas, sendo que muitas delas apresentam relação com espécies amazônicas e espécies da Mata Atlântica. Essa é a primeira espécie de aranha que descrevemos, mas já descrevemos a espécie de vespa, Eruga unilabiana, Zatypota mulungunsis, Zatypota baeza e recentemente Conura baturitei, todas interagindo com aranhas e todas novas para a ciência”, destaca o professor Jober Sobczak na publicação.

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07:00 · 08.07.2019 / atualizado às 06:20 · 08.07.2019 por
O círculo encontrado na vegetação de pacavira no Assentamento Curupaiti é idêntico aos outros dois na Fazenda Bico D’Arara. Fotos > Alex Pimentel

Neste fim de semana o ufólogo Robison Alencar visitou o segundo local na zona rural de Itapiúna com registro de um fenômeno considerado misterioso, atribuído por ele à aparição de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs).

De acordo com o especialista, as características do local encontrado por moradores do Assentamento Curupaiti, no distrito de Itans, são as mesmas encontradas duas semanas antes, a pouco mais de 10 km dali, na Fazenda Bico D’Arara.

O Assentamento Curupaiti fica localizado a pouco mais de 10 km da sede de Itapiúna.
A vegetação afetada pelo suposto fenômeno fica localizada a pouco mais de 200 metros da casa de Aline Oliveira.

Alencar conversou com a estudante Aline Oliveira, familiares dela e vizinhos. Para ele o fato não é apenas uma coincidência ou uma frade produzida pelos assentados para chamar a atenção. Está relacionado aos OVNIs.

O ufólogo Robison Alencar entrevistou a moradora Aline Oliveira na residência dela, próxima ao local do fenômeno. 
Após a entrevista, a estudante e familiares levaram o ufólogo ao local do fenômeno.
Além de a vegetação ser a mesma da Fazenda Bico D’Arara, a formação geométrica é igual.

A moradora confirmou os relatos que havia informado ao Diário do Nordeste. “Não precisamos mentir e nem inventar histórias. Eu sei exatamente o que vi e nem sabia desse mistério no mato. Se uma coisa tem a haver com a outra quem entende é que pode confirmar“, explicou.

Outro ufólogo, o coronel da Polícia Militar e piloto de aeronaves Welliston Paiva, ainda aguarda as analises do material recolhido, da água, do solo e de vegetais, na Fazenda Bico D’Arara.

Todavia, pelas análises preliminares de Paiva, as características são as mesmas de um fenômeno meteorológico denominado  microburst, uma coluna de ar desccendente e divergente com ventos em linha reta na superfície diferente de furacões quais têm geralmente os danos convergentes. As descendentes comuns geralmente, têm de 50 metros a dois quilômetros de extensão.

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08:00 · 19.06.2019 / atualizado às 06:10 · 01.07.2019 por
Área da Fazenda Bico D’Arara onde ocorreu fenômeno incomum foi visitada por ufólogos cearenses. Fotos > Alex Pimentel

Ainda é cedo para apresentarmos qualquer conclusão acerca do que encontramos aqui“, esse foi o posicionamento do representante do Centro de Pesquisa Aplicada na Ufologia e Espiritualidade (CPAUE Brasil), o coronel da Polícia Militar e piloto de aeronaves Welliston Paiva, após colher amostras de água, do solo e de vegetais no local onde os moradores da Fazenda Bico D’Arara, em Itapiuna, apontaram terem visto uma “coisa de outro planeta“.

Ufólogo, piloto de helicóptero e coronel PM Welliston Paiva.

Weliston Paiva informou que o material será apresentado a especialistas da UFC em física e química para constatarem se houve radiação e avaliarem outros elementos científicos. Também é preciso observar os animais, os pássaros e os peixes que se encontravam na propriedade no momento da aparição do suposto fenômeno avistado por volta das 23h da última quinta-feira (13) pelo proprietário da fazenda, Francisco Alberto Leite Barros, 59 anos, conhecido como Branco, e seu irmão Francisco Belchior Leite Barros, 70.

Pelos relatos de ambos deveremos trabalhar com algumas hipóteses. Plantas curvadas. Não há como garantir que foi um OVNI porque eles não o viram pousar ou decolar; viram apenas um clarão, em forma esférica. Quanto a um meteorito, essa opção está descartada, pois tendo contato com o solo o impacto provocaria uma explosão.A hipótese mais forte é da de um microburst, quando há uma grande umidade na região, dai ocorre um pequeno tornado. Mesmo assim, a hipótese de um OVNI não deve ser desprezada“, ressalta Paiva.

Outro ufólogo expediente, o eletrotécnico Robisson de Alencar, com mais de 30 anos dedicados a estudos dessa natureza, também esteve no local. Ele observou o ponto do fenômeno, conversou reservadamente com “Branco” e o irmão, Belchior , gravou depoimentos e apreciou as imagens registradas pelo Sistema Verdes Mares, inclusive aéreas. “Somente após analisar o que encontrei poderei apontar a minha conclusão“, ressaltou o especialista sem definir uma data.

O ufólogo Robisson Alencar (Direita) analisou o local do evento acompanhado do proprietário da fazenda e da sua neta.

Ambos preferiram não questionar a análise do astrônomo Dennis Weaver, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Ele considera o possível fenômeno uma fraude, inclusive pessoas que fizeram isso já mostraram como foi feito, usando cordas e tábuas de madeira  Para ele, não há como dar uma explicação meteorológica.

Microburst

Segundo estudos científicos, o microburst é uma coluna de ar desccendente e divergente com ventos em linha reta na superfície diferente de furacões quais têm geralmente os danos convergentes. “As descendentes comuns geralmente, têm de 50 metros a dois quilômetros de extensão”, acrescenta Welliston Paiva.

O microbuster é um fenômeno meteorológico natural, formando uma forte corrente de ar . Foto > Divulgação
Observada do alto, é possível ver a extensão da clareira na vegetação de pacavira ao lado da lagoa na Fazenda Bico D’Arara, em Itapiúna.

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07:30 · 04.05.2019 / atualizado às 08:45 · 04.05.2019 por

Um projeto de pesquisa em desenvolvimento nos campi de Jaguaruana e Limoeiro do Norte do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) pretende facilitar a captação de dados cotidianos em diversas áreas utilizando um app para smartphones que simula um GPS convencional. Com ele será possível o registro de casos de doenças, ocorrências criminais, análise de trânsito e até marcação de buracos nas vias públicas. A princípio o protótipo será testado no Vale do Jaguaribe.

Cidadão como um sensor humano voluntário: desenvolvimento de aplicativo mobile para coleta de informação geográfica voluntária”, esse é o título da iniciativa. Está em fase de testes. Os primeiros resultados estão previstos para serem apresentados em dois meses. Quando estiver pronto poderá facilitar a tomada de decisões dos órgãos públicos, a princípio na região jaguaribana. “Muitas vezes, os agentes ainda registram essas informações manualmente ou não possuem equipamentos de GPS para coleta”, explica o professor Jarbas Vidal.

De acordo com divulgação feita pelo IFCE, o professor, dos cursos de Computação Gráfica e Informática do campus de Jaguaruana, é o coordenador da pesquisa. Conta com a participação do estudante Josileudo Rodrigues, do curso de Tecnologia em Mecatrônica da unidade de Limoeiro do Norte. A professora Raquel Silveira, do campus de Acaraú, e a aluna Lina Yara Monteiro, do curso Ciência da Computação do IFCE Tianguá, também colaboraram com uma fase anterior do projeto.

Um protótipo do Geopoint, como o app está sendo denominado, funcionará nas próximas semanas fase de testes. Será utilizado por agentes de endemias de Limoeiro do Norte. O objetivo é registrar os casos de dengue da cidade e dos  imóveis nos quais são encontrados focos do mosquito. Após os testes, o aplicativo será avaliado e realizadas eventuais melhorias necessárias para que ele seja disponibilizado ao público e órgãos que precisam de coleta de dados espaciais.

O projeto conta com apoio da Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do IFCE, por meio de bolsa do Programa Institucional de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti).

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14:00 · 20.04.2019 / atualizado às 14:00 · 20.04.2019 por
Dessa vez os telhados das casas de moradores na localidade de Central, na zona rural de Madalena, tremeram.

Moradores das comunidades localizadas nos limites dos municípios de Madalena, Boa Viagem e Quixeramobim continuam assustados desde o último abalo sísmico registrado naquela região, na noite da quinta-feira (18). Alguns relataram que nem estão conseguindo dormir. “Os tremores estão ficando cada vez mais fortes. As telhas estão começando a sacudir. Daqui há pouco as casas da gente vão começar cair“, comentou preocupara a dona de casa Maria Anunciada Medeiros.

Além de mais demorado, o barulho, parecido com o de um trovão, foi ouvido por aproximadamente 30 segundos. Esse foi o relato do agricultor Douglas Silva. Ele mora com a família na localidade de Central, no distrito de Paus Brancos, a pouco mais de 10Km co Centro de Madalena. Dessa vez as telhas da casa se deslocaram com a tremedeira, apesar de o estrondo mais forte ser sido ouvido mais distante. Todavia, por enquanto, a maior parte da família ainda está tranquila, acrescentou.

Famílias da localidade de Central relataram terem ouvido um intenso estrondo. O telhado da casa chegou a tremer.
Apesar de o fenômeno ter sido mais forte o clima ainda é de tranquilidade na região, informaram os moradores.
Na vila da localidade de Paus Brancos os moradores relataram terem ouvido apenas um forte estrondo.

De acordo com o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), o último abalo sentido pelos moradores  atingiu a magnitude 3,3 na Escala Richter. O LabSis confirmou o horário apontado pelos moradores. Ocorreu por volta das 20h30. Foi o maior desde o dia 17 de março, entretanto, não foi informado se a intensidade dos tremores está aumentando.

Em reunião com moradores das comunidades atingidas o sismólogo Francisco Brandão, da Defesa Civil do Ceará, explicou detalhadamente como esses fenômenos ocorrem, sendo inclusive comuns no Ceará. Todavia, ressaltou que apesar da tecnologia disponível não é possível prever com exatidão de antecedência quando vão ocorrer e a intensidade, magnitude. Por morarem geralmente em áreas isoladas, com poucas edificações, a forma mais segura é sair de casa e armar uma tenda para dormir.

Essa era exatamente a estratégia da família do agricultor José Angelim Feijão quando ouviram o estrondo, mas o tremor não foi sentido na casa deles. “O barulho mais alto ocorreu um pouco distante daqui, mas nessas horas sabemos o que fazer“, relatou. “A preocupação maior está na possibilidade de se tornarem ainda mais fortes“, completou o filho Francisco José Feijão.

De acordo com os representantes da Defesa Civil nos três municípios, até a publicação desta edição nenhum desabamento ou dano material foi causado aos moradores.

José Angelim Feijão e os filhos Francisco José e Carlos José ficaram mais preocupados quem mora mais abaixo do vale. O estrondo maior ocorreu lá.
Apesar de os riscos serem menores a Defesa Civil orienta as famílias a saírem de casa e se abrigarem em tendas quando surgir algum tremor.

A causa

Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. Elas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano.

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17:00 · 04.04.2019 / atualizado às 17:11 · 04.04.2019 por
O tremor de terra foi sentido no Triângulo de Quixadá, na bifurcação da BR-116 com a BR-122, a pouco mais de 5 km do Centro de Chorozinho. Foto > SVM

Quatro dias após o último registro de tremor de terra nos limites dos municípios de Quixeramobim, Boa Viagem e Madalena, no Sertão Central, mais um abalo sísmico, de baixa magnitude, foi registrado no Interior do Ceará. Dessa vez foram moradores de Chorozinho quem testemunharam o fenômeno, nas localidades de Timbaúba dos Marinheiros e também no Triangulo de Quixadá, a pouco mais de 10 km do Centro desta cidade situada à margem da BR-116.

A Coordenadoria da Defesa Civil do Ceará (Cedec) confirmou o sismo. O sismólogo da Cedec, Francisco Brandão, seguiu para Chorozinho e acompanhou a equipe da Defesa Civil do Município aos locais. Nenhuma gravidade foi constatada. Ele informou que o tremor atingiu 2.0 na escala Richter. As ondas foram captadas pelo Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) na noite desta quarta-feira (3), às 22h59.

Por ser de baixa magnitude, 2.0, o tremor não causou nenhum dano material nas últimas regiões atingidas no Ceará. Foto > Reprodução Google Maps

Conforme o LabSis/UFRN,o último tremor no Ceará havia ocorrido no dia 30 de março, às 8h08, no extremo dos três municípios do Sertão Central. Foi o que atingiu a maior magnitude na região, 3.0 até então. registrado por diversas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). Todavia, é impossível saber como evoluirá a atual atividade sísmica da região.

A causa

Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. Elas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano.

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17:30 · 30.03.2019 / atualizado às 17:35 · 30.03.2019 por
Uma semana após o início dos tremores de terra estações móveis de sismologia foram instaladas na área do epicentro do fenômeno, em Quixeramobim. Fogareiro foi um delas. 

Os tremores de terra continuam ocorrendo nos limites de Quixeramobim, Madalena e Boa Viagem, no Interior do Ceará. Na manhã deste sábado (30), por volta das 8h, moradores da localidade de Bom Jesus, na zona rural de Boa Viagem, ouviram um forte estrondo, seguido do sismo. Era mais um dentre a mais de centena registrados desde o dia 17 naquela área. Dessa vez voltou a atingir a mesma magnitude da captada em Quieto, no município de Madalena, de 2,9 na escala Ricter, maior até então na região.

Quem mora em Bom Jesus, distante 13 Km da vila de São Joaquim, onde os coordenadores da Defesa Civil dos três municípios e da Defesa Civil do Estado se reuniram com os moradores na última quarta-feira (27), relatou que dessa vez o barulho foi intenso e mais demorado que os anteriores. “A gente estava na cozinha, sentados, na hora da merenda, até as colheres, dentro do prato, tremeram. Foi muito forte, como um estrondo abrindo alguma coisa“, comentou a dona de casa Liduína Silva.

Foram os primeiros tremores captados nas três estações móveis de sismografia instaladas por técnicos do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN). As duas primeiras foram instaladas no distrito de São Joaquim, apontado como epicentro dos abalos. A terceira está funcionando na comunidade vizinha, Fogareiro, também em Quixeramobim, explicou o coordenador da Defesa Civil deste Município, Paulo Gustavo.

Na manhã deste sábado (30), após mais um abalo, um técnico do LabSis/UFRN recolheu dados nas estações móveis.
Os gráficos extraídos através do celular demonstram a intensidade e o número de tremores em um curto espaço de tempo.

O coordenador da Defesa Civil de Madalena, Chico Almir, também informou que os tremores continuam em Quieto, onde funciona a maior escola da região, com mais 1500 alunos, na Vila Angelim e Riacho do Mel, outras localidades desse Município. Por esse motivo o acompanhamento da sua equipe tem sido constante. A principal orientação é procurar um local seguro, evitando ficar debaixo de redes de energia elétrica, e esperar o tremor passar.

De acordo com os representantes da Defesa Civil nos três municípios, até a publicação desta edição nenhum desabamento ou dano material foi causado aos moradores.

A causa

Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. Elas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano.

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13:00 · 26.03.2019 / atualizado às 05:45 · 27.03.2019 por
Os moradores relatam que os estrondos estão cada vez mais fortes. As paredes das casas estão começando a rachar. Foto > Ileana Paiva

Dessa vez começou a rachar, foi como moradores de Passagem se referiram aos abalos sísmicos que vêm ocorrendo naquela localidade rural de Quixeramobim, na divisa com os municípios de Boa Viagem e Madalena. Quem mora nas localidades afetadas quer explicação sobre o fenômeno natural. A maioria está começando a se assustar. Temem tremores mais fortes e até o desabamento das suas casas.

Morador de Fogareiro, onde também fica situada a vila de São Joaquim, Evilândio Nunes, afirma que os estrondos estão sendo cada vez mais altos. O desta manhã, do qual ainda não se sabe a magnitude, pode ser ouvido a 20 Km de distância. São semelhantes a trovões. A expectativa era de cessarem, mas a cada dia aumentam, deixando os moradores de dezenas de localidade aflitos. “Hoje, paredes e o chão começaram a rachar, me informaram amigos de outras localidades“, acrescentou.

Os moradores de São Joaquim e de mais de uma dezena de comunidades afetadas pelos tremores contínuos estão assustados. Foto > Joeliton Araújo

O coordenador da Defesa Civil de Quixeramobim, Paulo Gustavo, onde está localizado o epicentro das atividades sísmicas (São Joaquim) informou à reportagem do Sistema Verdes Mares que amanhã, quarta-feira (27), ele, os representantes da Defesa Civil dos outros dois municípios, ainda um especialista em sismologia da Defesa Civil do Ceará e técnicos do Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) se reunirão com os moradores das comunidades afetadas em São Joaquim.

Paulo Gustavo acrescentou que desde o início dos tremores, no dia 17 passado, os moradores estão recebendo orientação e até assistência psicológica. “Nesses nove dias o LabSis já detectou mais de 100 abalos, todos de magnitude baixa. Para esclarecer melhor e confirmar se há riscos a Defesa Civil do Ceará vai instalar amanhã quatro estações sismográficas na região“, completou.

Apesar de os tremores serem considerados de baixa magnitude, as paredes de algumas casas estão começando a rachar. Foto > Caroline Marques 

Causas

Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, esses abalos ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. Elas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano, explicam os especialistas.

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10:00 · 23.03.2019 / atualizado às 11:20 · 23.03.2019 por
Tremores de terra voltaram a ocorrer a cerca de 25 km da sede de Boa Viagem, no Sertão Central.

Um estrondo muito forte e assustador, foi como moradores da localidade de Poço do Gado, na zona rural de Boa Viagem relataram mais um tremor de terra no Município. Logo depois foi sentido mais um; até o telhado de algumas casas estremeceu. Foi o quato esta semana. A comunidade atingida fica localizada na extrema com o município de Quixeramobim.

O coordenador da Defesa Civil de Boa Viagem, Ivandir Silva, informou à reportagem do Sistema Verdes Mares que apesar de a comunidade ter se alarmado ainda mais com o último abalo sísmico a intensidade foi um pouco menor em relação ao maior, na quarta-feira (20). de magnitude 2,9 na escala Richter. Dessa vez foi de 2,5.

O tremor desta madrugada foi realmente um pouco menor, mas como ocorreu quando as famílias estavam dormido, puderem ouvir o barulho com mais intensidade“, explicou Silva.

Os técnicos do Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) conformaram os sismos registrados nas primeiras horas deste sábado como de magnitude 2,5. Mais detalhes não foram informados. A equipe está trabalhando.

De acordo com o LabSis, a estação NBPB localizada no município vizinho, Pedra Branca, vem registrando pequenos sismos desde o último domingo (17) na região. Na quinta (21) e na sexta (22) foram registrados diversos abalos. A estação está localizada a aproximadamente 50 km ao sul da área epicentral, na localidade de São Joaquim, em Quixeramobim.

No mapa divulgado pelo Labsis da UFRN é possível ver a localização da estação sismológica e a área dos tremores. Foto > LabSis

Causas

Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, esses abalos ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. Elas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano, explicam os especialistas.

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