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Categoria: Cultura


08:30 · 12.08.2018 / atualizado às 08:15 · 12.08.2018 por

Temos dentro de nós uma criança que ainda chora a saudade do que passou, e de revolta por tudo aquilo que não a deixaram fazer. Não há, por isso, quem possa esquecer da infância. Lembramo-nos dela mesmo para lamentar um passado que cada vez fica mais distante, aproximando-nos, impiedosamente, da velhice, quando teremos que pagar o mais caro tributo da vida.

Nossas retinas fotografaram fatos há muito ocorridos, sejam de alegria ou tristeza, os quais jamais fugirão de nossa memória. São figuras que guardamos no âmago de nosso ser. Se as vemos fora dessa limitação pessoal, ficamos incontroláveis, como se alguém as tivesse roubado de dentro de nós mesmos.

Não fujo à regra. Estou tentando reviver a imagem do palhaço da perna-de-pau que mora dentro de mim.

Nunca fui criança rica. Filho de professora e funcionário público, morando no interior, muitas coisas não me permitiam fazer, porque não ficava bem a um menino que não devia ser moleque. Quase tudo era proibido. Pouco me restava para fazer. Quando a condição social permitia, vinha a terrível ameaça do pecado mortal.

Assim, o tempo foi correndo e eu deixando passar muita coisa boa que hoje não posso mais fazer. As proibições até que aceitava com resignação. Uma, porém, deixou indelével marca em minha alma. Desejava, ardentemente, acompanhar o palhaço da perna-de-pau pelas ruas da cidade e gritar, com os outros meninos, o aviso do espetáculo.

Queria seguir aquela figura ingênua. Não dos palhaços que hoje andam de carro, com garotas seminuas, mas aqueles autênticos, de caras pintadas, de perna-de-pau, que anunciavam o espetáculo do circo humilde, cujo poleiro caia na hora do início da primeira parte, e que a chuva marcava o fim da comédia.

Há poucos dias, andava de férias, conhecendo o interior do Brasil. Numa longínqua cidade, igual à minha, onde fui menino, ao dobrar uma esquina, tive que parar o carro, a fim de deixar passar um palhaço semelhante aos muitos que vira na infância. Não me contive. Desci do carro e acompanhei a meninada pelas ruas, sem inibições sociais, sem medo do pecado mortal, como se fosse um autêntico menino que gostaria de ter sido.

A partir do segundo quarteirão, quando ouvi a gritaria em obediência às ordens do palhaço, sem querer, senti os pulmões encherem-se de ar, a boca abrir-se e um grito sufocado, há vários anos, ecoou dando evasão àquela terrível frustração.

Naquele momento, senti-me o menino de ontem totalmente realizado e o homem feliz de hoje que se encontrava com a figura querida de seus tempos de criança.

* João Eudes Costa é escritor, fundador e Imortal da Academia Quixadaense de Letras (AQL), pesquisador e bancário aposentado nascido em Quixadá (CE).

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13:30 · 10.08.2018 / atualizado às 07:10 · 11.08.2018 por

Zé do Norte comandará o Festival do Acordeon em Madalena neste fim de semana.

Músicos e produtores, regionais e nacionais, participam neste sábado (11) e domingo (12) do Festival de Acordeon em Madalena. Segundo os organizadores, além de apresentações de artistas desta cidade do Sertão Central, de outras regiões do Ceará e estados, serão realizados workshops e disponibilizado um espaço para músicos e produtores que queiram expor e vender seus produtos, como CD’s, DVD’s, livros e instrumentos. Nos stands também será possível aprender sobre a história musical do Nordeste e da sanfona.

O grande momento do Festival será marcado com o concurso de sanfoneiros. Se inscreveram 20 finalistas, incluindo representantes do Maranhão, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo. A primeira eliminatória será na noite do sábado, seguida da apresentação dos 10 sanfoneiros classificados para a fase final, a ser realizada no domingo. As três primeiras posições serão premiadas. Após as disputas, grandes nomes da música nordestina, dentre eles o Trio de Nonato Lima, Chico Pessoa, Cezzinha, a dupla Vanin e Nicinha, e Waldonys sobem ao palco nas noites culturais.

De acordo com o idealizador e produtor do Festival de Acordeon de Madalena, acordeonista José Lásaro Lobo, conhecido como Zé do Norte, o objetivo desse evento é fomentar, valorizar e preservar a cultura regional, por meio do incentivo ao surgimento de novos talentos através da execução de um instrumento que está enraizado na história musical do Nordeste, a sanfona. A valorização dos instrumentistas que já se dedicam em manter viva esta cultura é outro ponto. Ele atua há 40 anos no cenário musical cearense.

A coordenação geral do Festival está aos cuidados  da projetista Nanda Araújo, afeiçoada por musica e iniciante no acordeon. Para o sábado (11) ela planejou a Oficina de Harmonia e Improvisação, a partir das 14h, tendo como ministrante o músico Nonato Lima. Logo depois o especialista Irineu Araújo abordará o tema Conserto de Acordeon. À noite, a partir das 19h, acontece a primeira eliminatória do concurso e depois o primeiro show. Já no domingo (12),  Rodolfo Forte comanda a primeira Oficina, com Abordagens Gerais do Acordeon e Zé do Norte, o tema Harmonia Moderna.

Fechando a programação, à noite, a partir das 19h, a Orquestra de Sanfonas do Ceará se apresenta ao público abrindo a final do Concurso de Sanfoneiros, seguido da entrega das premiações e troféus. Vanin e Nicinha completam a noitada cultural. O sanfoneiro Waldonys encerra o espetáculo e o Festival.

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06:30 · 10.08.2018 / atualizado às 06:15 · 10.08.2018 por

Pedra Branca encerrou comemorações de aniversário de emancipação com cavalgada. Foto > Vando Carlos

O município de Pedra Branca (a 262Km de Fortaleza) completou nesta quinta-feira (9) 147 anos de emancipação política. Para comemorar a data a prefeitura promoveu a tradicional cavalgada pelas ruas da cidade. Centenas de cavaleiros e vaqueiros, capitaneados pela cantora Taty Vaqueira, seguiram em cortejo no inicio da manhã, do Parque Guarani ao Parque do Vaqueiro, no entorno da cidade. Era o ultimo ato dos festejos em homenagem ao Município. Nesta data também é comemorado o dia municipal do vaqueiro.

Na noite anterior, uma multidão havia assistido o show especial na Praça da Matriz, com a participação especial de Zé Cantor. Antes houve desfile para escolha da Miss Pedra Branca. Na terça-feira (7) foi realizado o desfile do Bebê Saudável 2018 e na segunda-feira (6), houve o lançamento oficial do livro “Pedra Branca Cidade da Gente”, totalmente de autoria de escritores do Município. No domingo (5) teve show evangélico na praça Leonardo Mota, com apresentação de artistas locais e do cantor João Mateus.

A abertura oficial da programação ocorreu na tarde da sexta-feira passada (3), com a cerimônia presidida pelo prefeito Antônio Góis. Após o  hasteamento das bandeiras nacional, estadual e municipal houve um desfile de alunos da rede pública municipal, para apresentação do novo fardamento escolar. Também foi realizada a 2° Feira de Negócios Pedra Branca Fest Moda.

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12:00 · 05.08.2018 / atualizado às 12:10 · 05.08.2018 por

Amanheci com saudade do sertão. Daquele sertão alegre, humilde, trabalhador e honesto. Das ingênuas festas juninas, com balões, fogueiras, milho assado e pé-de-moleque.

Sertão farto. Com a coalhada abarrotando a panela de barro, adoçada com rapadura feita na festança da moagem, misturada à farinha refinada, pela cabocla bonita, no balanço da peneira.

Do sertão das pegas de bois. Da apartação do gado gordo, ferra dos bezerros indômitos, que ainda não conheciam o arreador. Dos forrós aquecidos com a cachaça caipira e embalados pelos corpos ágeis das mulatas, numa casa de taipa com uma vasta sala de reboco.

Resolvi ir ao encontro a esse sertão feliz, sem maldade, acolhedor de braços fortes, disposto a lutar e vencer. Sertão que conheci e onde sempre convivi, onde temperei a fibra de nordestino, origem que me enche de orgulho.

Julguei ser fácil, pois o deixei na primeira curva da última casa do povoado. A vasta vegetação deveria marcar a presença do sertão, porque nasceu, cresceu e não sabe viver sem respirar o ar puro, exalado pelo suor de sua mata.

Puro engano, porque as árvores foram derrubadas, mortas e queimadas. O sertão, angustiado com a absurda e criminosa destruição, fugiu, distanciou-se para não morrer também.

Fui andando apressado, queria logo encontrar o meu sertão para relaxar, ficar tranqüilo e sumir daquele ambiente de tristeza e desolação. Em cada casa que chegava, batia palmas, era uma esperança. Antena de televisão, energia elétrica, sofisticado sistema de som, geladeira, fogão a gás e adorno com arranjos de flores importadas, logo respondiam que ele não estava ali.

Realmente dali havia sido expulso o candeeiro de querosene, que clareava o alpendre, onde se reuniam moradores vindos pelas mais distantes veredas. Quebrou o pote de barro, próprio para esfriar a água da fonte, sem poluição, que matava a sede do viajante cansado, a quem não era negado carinho e hospitalidade. O grande fogão de lenha já não queima troncos de jurema para aquecer, com rapidez, a chaleira de ferro que fervia o chá curativo, para quase todas as doenças, porque o vírus mortal, ali, não havia chegado.

A latinha de flores silvestres foi retirada da biqueira, e não mais enfeitava, com suas rosas multicores, a modesta casinha de taipa. O banco rústico de madeira e o tronco para amarrar os animais, cederam lugar ao estacionamento para carros, transportes dos que vão à cidade comprar frutas, verduras, ovos, galinhas e outros gêneros alimentícios, porque ali não mais existe o sertão, que tudo produzia, e sobrava para vender na feira.

Depois de muita andança, longe, muito longe, escondida na mata virgem e sem estrada de acesso, descobri uma casa abandonada. O vento batia nas portas e janelas, que se abriam e fechavam desordenadamente. Deserta, sem ninguém, havia cinzas no velho fogão de lenha. Tripé de madeira ainda sustentava um pote quebrado. Na frente da casa, um assento de madeira roliça, pastorava uma latinha parecendo um sepulcro de algumas flores mortas. Um gato assustado, faminto e magro, dividia com um cão esquelético o restante da casa desmoronada, de chão batido.

Tristonho, em silêncio, descobri que, naquela casa, tinha sido a última morada do sertão. Não adiantava prosseguir a busca. O sertão havia, realmente, desaparecido. Estava morto, sepultado no coração dos que fugiram da fome e da miséria. Desta gente sofredora, simples e honrada, que continua escravizada nos corredores de cimento e ferro das cidades, chorando, como eu, a saudade do sertão, que apenas continua vivo, na bela imagem, de nossos sonhos.

* João Eudes Costa é escritor, fundador e Imortal da Academia Quixadaense de Letras (AQL), pesquisador e bancário aposentado nascido em Quixadá (CE).

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08:00 · 04.08.2018 / atualizado às 07:50 · 04.08.2018 por

Cinco bandas sobem na noite deste sábado ao palco do 5º MadaRock em Madalena. Foto > Divulgação 

Renegados (Fortaleza), Neto Inácio e Alma Perdida (Quixadá), Sulamericana (Fortaleza), SOS (Pedra Branca) e Jack the Joker (Fortaleza), serão as atrações do MadaRock Festival na noite deste sábado em Madalena (a 185 km de Fortaleza). As apresentações marcam a abertura da programação musical do maior evento desse estilo no Centro do Estado. Durante o momento musical, no Chicks Club os artistas plásticos Pedro Paulo e Farney Castro realizarão exposições de algumas das suas obras para o público.

> Madalena, cidade do rock

A programação segue por todo o mês de agosto, com som dos metais ecoando em Madalena, pacata cidade do Interior do Ceará vocacionada à agricultura e à religião. Essa agitação cultural e musical, sem fins lucrativos, que este ano chega à sua 5ª edição, consolidando este estilo sonoro e de vida, ao mesmo tempo abrindo espaço para grupos e artistas, promovendo a musica alternativa e reflexão crítico social, foi idealizada pelo promotor cultural Adauto Barros.

Ele explica que a 5ª edição do MadaRock é a consolidação de um projeto que vem a cada ano ganhando notoriedade no contexto local, criando um espaço para os artistas regionais e locais apresentarem seus trabalhos e ao mesmo tempo fortalecendo e propagando a cultura musical. Nesta edição, assim como na anterior, o evento busca maior visibilidade, distribuindo sua atuação nos âmbitos educacional, artístico, turístico e musical.

O MadaRock Festival teve início nesta sexta-feira (3) com uma homenagem especial ao músico Francier Doth, seguida de uma oficina musical com Rafael Bandeira (Ponto CE), sobre Oportunidades no Mercado da Música e um workshop musical de guitarra com os músicos Lucas Colares e Felipe Facó abordando A Importância de Aprender um Instrumento Musical. As oficinas foram realizadas no Centro de Referência e Assistência Social (Cras).

A 5ª edição do MadaRock teve início com uma homenagem especial ao músico Francier Doth

No decorrer do semestre serão ministradas palestras nos centros educacionais da cidade. Uma delas, A Física do Som, será apresentada pelo professor doutor da Universidade Estadual do Ceará (UECE) Makarius Tahim e do culturista Jéferson Honorato, de Pedra Branca. “As atividades serão finalizadas com uma homenagem especial a um importante artista da região, resgatando assim nomes tradicionais para a história da cidade“, acrescenta Adauto Barros. O MadaRock conta com o apoio da prefeitura de Madalena.

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09:30 · 29.07.2018 / atualizado às 09:40 · 29.07.2018 por

Mais de 70 obras de arte expõem outras faces da Monalisa no Museu Municipal Jacinto de Sousa

O público de Quixadá e região tem a oportunidade de apreciar pelos próximos 60 dias uma coletânea especial de artes plásticas, a Exposição Novos Olhares para MonaLisa e o Regionalismo, uma mostra particular de versões da madona italiana, propriedade da colecionadora e médica Veridiana Brasileiro. São 76 obras de pintores, a maioria cearenses. Estão expostas no Museu Histórico Jacinto de Sousa. Podem ser apreciadas aos sábados e domingos das 8h às 12h e de terça a sexta-feira das 8h às 17h.

Veridiana Brasileiro participou da abertura da exposição. Ela informou que a coletânea conta hoje com mais de 250 obras. A paixão pelas artes começou na adolescência, por influência dos pais, visitando museus e galerias de arte. Ela ficou encantada com a personagem mais enigmática de Leonardo da Vinci, a Mona Lisa, que ganhou a denominação na língua portuguesa, de Monalisa. Começou a perceber versões da pintura e há 10 anos passou a adquiri-las. A original, especialistas estimam o valor de mercado da obra em US$ 2,5 bilhões.

Nas versões feitas para esta coleção, os artistas receberam a provocação para interpretar a Monalisa e se expressarem em suas próprias identidades artísticas. Os resultados são criativos, interessantes e atraem a atenção dos visitantes, explica o administrador do Museu de Quixadá, David Melo, ressaltado que a visitação é gratuita, sendo a oportunidade para os jovens, que retornam às aulas neste início de semana conhecerem uma exposição diferente.

Quem visita a exposição especial fica surpreso com a diversidade de versões de Monalisa

Dentre as artes expostas estão a Beata Maria de Araújo, uma releitura em xilogravura de Zé Lourenço, de Juazeiro do Norte; as três facetas de Monalisa, em guache e grafite, de Vando Figueredo, de Fortaleza; a Monalisa no Brasil, pintura em acrílico sobre tela do artista plástico Dion Mesquita, de Mossoró, e outras técnicas como couro sobre madeira, na obra sem título de Espedito Seleiro, de Nova Olinda.

Em setembro a Exposição Novos Olhares para Monalisa e o Regionalismo poderá ser apreciada pelo público do Cariri. A colecionadora confirmou a mostra no Memorial Padre Cícero, em Juazeiro do Norte. Ela também já assumiu outros compromissos, mas não revelou os detalhes. Seu objetivo é promover a arte brasileira, através da pintura mais conhecida no mundo. O quadro clássico está exposto no Museu do Louvre, em Paris, na França.

Exposição Novos Olhares – MonaLisa e o Regionalismo
Museu Jacinto de Sousa – Quixadá
De terça a sexta – Das 8h às 17h
Sábados e domingos – Das 8h às 12h

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06:30 · 27.07.2018 / atualizado às 05:50 · 27.07.2018 por

Uma das personagens da pintura clássica mais enigmática de Leonardo da Vinci, a Mona Lisa, ou Monalisa, também conhecida como Gioconnda, será atração no Museu Histórico Jacinto de Sousa, em Quixadá. Uma coleção de facetas estará à mostra Exposição Novos Olhares para MonaLisa e o Regionalismo. De acordo com o administrador do relicário municipal, David Melo, trata-se de uma mostra particular de versões da madona italiana, propriedade da colecionadora e médica Veridiana Brasileiro.

A solenidade de abertura da Exposição está programada para este sábado (28), a partir das 19 horas. A coleção ficará exposta por todo o mês de agosto. Será a oportunidade para o público apreciar parte das obras curiosas de artes plásticas. A coleção completa, que vem sendo formada há 10 anos, conta com mais de 250 obras. Quanto as da Exposição, só poderão ser vistas no Museu. Não estarão à mostra nas redes sociais.

Nas versões feitas para esta coleção, os artistas receberam a provocação para interpretar a Mona Lisa e se expressarem em suas próprias identidades artísticas. Na maioria são pintores, desenhistas e escultores cearenses, mas também há obras  representadas por artistas de outros estados e países. Eles utilizam variadas técnicas. Além da pintura, o desenho, bordados e esculturas, ressalta David Melo.

Exposição Novos Olhares
MonaLisa e o Regionalismo
Dia 28 de julho – 19 horas
Museu Jacinto de Sousa – Quixadá

Obra prima

A pintura de Mona Lisa foi iniciada em 1503. O quadro representa uma mulher com uma expressão introspectiva e um pouco tímida. O seu sorriso restrito é muito sedutor, mesmo que um pouco conservador. O seu corpo representa o padrão de beleza da mulher na época de Leonardo da Vinci. Este quadro é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso e valioso de todo o mundo, avaliam os estudiosos.

A pintura a óleo sobre madeira de álamo, concluída dois anos depois encontra-se exposta no Museu do Louvre, em Paris, e é uma das suas maiores atrações. Foi trazida da Itália para França pelo próprio Leonardo, em 1506, quando  foi convidado pelo rei Francisco I de França para trabalhar na sua corte. Francisco teria então comprado a pintura, que passou a estar exibida em Fontainebleau e, posteriormente, no Palácio de Versailles.

Somente após a Revolução Francesa o quadro foi exposto no Museu do Louvre. O imperador Napoleão Bonaparte ficou apaixonado pela obra desde a primeira vez que o viu, e mandou colocá-lo nos seus aposentos. Porém, durante as guerras com a Prússia, a Mona Lisa, bem como outras peças da coleção do museu francês, foram escondidas em um lugar seguro.

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18:00 · 25.07.2018 / atualizado às 18:10 · 25.07.2018 por

Júlio Jamaika e convidados encerraram o II Encontro de Artes Culturas e Saberes dos Sertões com show especial.

A Casa de saberes Cego Aderaldo, em Quixadá, acolheu nesta terça-feira (24) o último dia do II Encontro de Artes Culturas e Saberes dos Sertões. Após as rodas de conversa e de vivência durante o dia, às 18h30 foram lançados no salão cultural os livros A Viagem do Elefante – 14 Canções do Espetáculo – Trigo Limpo Teatro Acert, As Festas Populares e o Ensino de Artes, de Edite Colares e Perecível, de Felipe Camilo.

Após o papo com o grupo Trigo Limpo, sobre o projeto A Viagem do Elefante, um espetáculo de teatro de rua, criado por eles a partir do conto homônimo de José Saramago o público e os participantes assistiram o show Xote Metido a Besta & Referências, do músico e cantor Júlio Jamaika. Acompanhado de Tony Remelexo, na percussão, Bruno Brasil, no baixo, Helder Menezes, no acordeon, ele deu um passeio pela musicalidade brasileira, de Luiz Gonzaga ao autoral.

Outro músico e compositor, Ferreira Filho, teve participação especial. O professor da Universidade Estadual do Ceará, Rafael Rolim, um dos palestrantes do Encontro, também foi convidado a subir ao palco. Enquanto a sonoridade diversificada rolava, do xote ao reggae, o publico dançava e algumas vezes acompanhava em coro. Dessa vez, os convidados estrangeiros, como José Rui Martins e Luísa Vieira, do Grupo Trigo Limpo, de Portugal, ficaram na plateia.

O Encontro, promovido pela Secretaria de Cultura do Ceará (Secult), começou no sábado (21). A programação  reuniu representantes brasileiros, africanos e portugueses. Professores e pesquisadores abordaram diversos temas nas rodas de conversa e conferências programadas para o evento. Artistas, músicos, fotógrafos e escritores foram as atrações culturais. Todas as atividades foram abertas ao público, com entrada gratuita.

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08:00 · 24.07.2018 / atualizado às 08:10 · 24.07.2018 por

Espetáculo do Grupo Trigo Limpo, de Portugal, encantou o público na Casa de Saberes Cego Aderaldo

Uma noite inesquecível, memorável, digna de uma Casa que abriga cultura, foi como o público que assistiu o espetáculo teatral “20 Dizer – A palavra com som, cor, corpo e alma“, apresentado pelo Grupo Trigo Limpo, do Teatro da Associação Cultural e Recreativa de Tondela (Acert), de Portugal. Era o encerramento do terceiro dia do II Encontro de Artes Culturas e Saberes dos Sertões, promovido pela Secretaria de Cultura do Ceará (Secult) na Casa de Saberes Cego Aderaldo, em Quixadá.

Os lusitanos José Rui Martins, com suas declamações e Luísa Vieira com arranjos, canto, flauta e  m’bira, um instrumento musical de origem africana, remeteram a plateia a acompanharem de Luiz Gonzaga a Fernando Pessoa e José Saramango, encantando os espectadores pela pureza e leveza dos versos e melodias, demonstrando que a verdadeira arte não tem fronteiras. No enceramento foram aplaudidos de pé.

A interpretação poético-tetral já foi apresentada mais de 150 vezes em Portugal e no estrangeiro. Tamanha também é a mestiçagem literária e musical, passando por Angola, Cabo Verde, Brasil, Guiné Bissau, Portugal e São Tomé e Príncipe. De tudo isso, quem teve a oportunidade de assistir não queria mais sair. “A palavra é sede e sede de criação e liberdade. Vale dizer que a música, o gesto, a pintura, como formas de expressão e comunicação terão mais universalidade e menos fronteiras“, trecho de texto do espetáculo.

Antes, o professor José Carlos de Paiva, diretor da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, fez o lançamento do seu livro Partilha de Reflexões Sobre As Artes, A Luta, Os Saberes e os Sabores da Comunidade Quilombola de Conceição das Crioulas. Outra obra lançada foi Das Santas Almas da Barragem à Caminhada da Seca, do professor Aterlane Martins.Em seguida José Carlos de Paiva abordou o tema Arte em Comunidade – Questão de Identidade, na palestra da noite.

Encerramento da programação 

Nesta terça-feira (24), último dia do II Encontro de Artes Culturas e Saberes dos Sertões  após as rodas de conversa e de vivência, às 18h30 serão lançados os livros A Viagem do Elefante – 14 Canções do Espetáculo – Trigo Limpo Teatro Acert; As Festas Populares e o Ensino de Artes, de Edite Colares e Perecível, de Felipe Camilo. Após o papo com o grupo Trigo Limpo, sobre o projeto A Viagem do Elefante, um espetáculo de teatro de rua, criado por eles a partir do conto homônimo de José Saramago.

O músico e cantor Júlio Jamaica, encerrará o Encontro com um show especial, a partir das 20 horas, em homenagem aos participantes. O espaço é aberto ao público.

Sob o comando de Paula Geórgia Fernandes, a Casa de Saberes de Quixadá tem apresentado contínua programação.

II Encontro de Artes Culturas e Saberes dos Sertões
De 21 a 24 de julho – Casa de Saberes Cego Aderaldo
Quixadá – Ceará

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16:00 · 22.07.2018 / atualizado às 16:30 · 22.07.2018 por

Secretário Fabiano dos Santos abriu II Encontro em Quixadá com participação de representantes estrangeiros.

Sanfoneiros e violeiros recebem os participantes e visitantes do  II Encontro de Artes Culturas e Saberes dos Sertões, promovido pela Secretaria de Cultura do Ceará (Secult) na noite deste domingo (22) na Casa de Saberes Cego Aderaldo, em Quixadá. Será o segundo dia de programação do evento, reunindo representantes brasileiros, africanos e portugueses. Até a próxima terça-feira (24) professores e pesquisadores abordam diversos temas nas rodas de conversa e conferências programadas para o evento. Artistas, músicos, fotógrafos e escritores serão as atrações culturais. Todas as atividades são abertas ao público, com entrada gratuita.

Neste sábado (21) a equipe do Movimento Mulheres Criativas, Nadir Chagas, Silvana Chagas e Sâmia Chagas, realizou uma oficina de bonecas Abayomi. À tarde, 14h, foram iniciadas as Rodas de Conversa, a primeira, com a participação de representantes da Unilab, IFCE e das comunidades quilombolas Conceição das Crioulas, de Pernambuco e do Sítio Veiga, do Ceará. O tema será Culturas Afro-Brasileiras no Ceará e no Nordeste.

À noite, o secretário de Cultura do Ceará, Fabiano dos Santos, participou da conferência oficial de abertura: Memórias, Culturas e Ancestralidades entre Brasil e África – Territórios de Encontros. O reitor da Universidade de Angola – Luanda, Filipe Zau, o ex-ministro da Cultura de Cabo Verde e músico Mário Lúcio Sousa abordam o tema com o representante do Estado. Logo depois o cantor Pingo lançou seu seu CD/LP Centauros e Canudos Redivivo, seguido do show Relicário das canções.

Segundo a Secult, os Encontros são realizados também em Juazeiro do Norte, de 21 a 24; Farias Brito no dia 25; Barbalha, dia 28 e Crato, de 24 a 29.

II Encontro de Artes Culturas e Saberes dos Sertões
De 21 a 24 de julho – Casa de Saberes Cego Aderaldo
Quixadá – Ceará

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