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Categoria: Ecologia


07:30 · 14.07.2017 / atualizado às 08:00 · 14.07.2017 por

Alguns ambientalistas de um grupo de servidores de Choró foram atacados por abelhas italianas durante a realização de uma aula de campo realizada pela Coordenadoria de Educação Ambiental (COEAS) da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) nos dias 12 e 13 de julho neste município do Sertão Central. O ataque ocorreu na localidade de Riacho do Meio, no distrito de Caiçarinha.

Ainda de acordo com um servidor do Município o grupo de 35 pessoas, dentre professores, membros de associações comunitárias e outros ligados ao meio ambiente, foram divididos em dois grupos e quando caminhavam pela mata, um deles passou debaixo de um juazeiro e foi surpreendido por um enxame.

Oito pessoas foram picadas. Três foram socorridas ao Hospital Municipal Padre José Bezerra Filho. Duas delas são alérgicas as toxinas liberadas pelos insetos através dos ferrões. Uma terceira recebeu o maior número de picadas, aproximadamente 80. Após receberem medicamento antialérgico tiveram alta.

Apesar do incidente o curso foi concluído. O tema da capacitação foi “Educação Ambiental para a Qualidade da Água”. Outra pauta apresentada foi o lixo no meio ambiente. O Município tem um modelo que mesmo com estiagem mantém a água barrada no subsolo. A experiência da barragem subterrânea funciona exatamente na localidade de Riacho do Meio, a 16Km do Centro de Choró.

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10:30 · 02.07.2017 / atualizado às 10:45 · 02.07.2017 por

Um mistro de história e de preservação ambiental, é dessa forma que o psicopedagogo Tertuliano de Melo Neto recepciona os visitantes do museu fundado por ele na Fazenda Coité, uma localidade situada na zona rural de Ibaretama. Além da coleção histórica formada por ele ao longo de mais de quatro décadas, o parque da Serra Azul é outro precioso tesouro preservado por ele.

Em 2013 o Diário do Nordeste publicou reportagem sobre o Museu Tertuliano de Melo Neto. De lá para cá o mantenedor recebe visitas, principalmente de grupos de pesquisadores, de estudantes secundaristas e universitários. Os visitantes se interessam pelo acervo histórico mantido ao lado da Casa Grande da fazenda e também pela biodiversidade do seu entorno.

Nesta semana Melo Neto recebeu um grupo de universitários do curso de Biologia da Faculdade de Educação Ciências e Letras do Sertão Central (Feclesc). Acompanhados do professor Hugo Fernandes, tiveram a oportunidade de conhecer as preciosidades do lugar através da expedição educativa. Não imaginavam encontrar tamanha diversidade.

O Museu Tertuliano de Melo Neto é mantido pelo Instituo Ester de Melo, fundado por Melo Neto. O museu está registrado no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e na Secretaria de Cultura do Ceará (Secult). O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ingressou com registro para validar pesquisas históricas realizadas por ele. Entretanto, nenhum órgão público auxilia na manutenção do acervo e nem na realização das pesquisas, ressalta o museólogo.

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Museu comunitário reúne acervo raro em Ibaretama

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07:30 · 26.06.2017 / atualizado às 07:35 · 26.06.2017 por

O distrito de Juá, na zona rural de Quixadá, será a primeira comunidade rural deste Município a contar com coleta de lixo domiciliar. A divulgação foi feita pela secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) deste Município. O início do serviço atende reivindicação dos moradores em razão dos transtornos causados pelo lixão implantado naquela localidade.

Após a avaliação de técnicos da Seduma a alternativa encontrada foi a remoção dos resíduos sólidos produzidos na vila de Juá até o lixão situado na periferia de Quixadá. O deslocamento é de aproximadamente 20Km, todavia, o local para armazenamento do lixo da localidade nos últimos anos foi improvisado. A falta de controle estava começando a prejudicar os moradores.

A assessoria da prefeitura de Quixadá informou que a nova gestão também trabalha na avaliação da formação do consórcio para a criação do aterro sanitário regional. O projeto de criação do sistema consorciado com implantação do aterro foi anunciado em julho de 2010, quando Joaquim Neto era o titular da Seduma. O esforço do ex-secretário foi em vão. Passados sete anos o consórcio ainda não foi formado.

O atual prefeito de Quixadá, Ilário Marques, pretende desativar o lixão da cidade, próximo de áreas residenciais e do aeroporto da cidade. O novo local ainda não foi definido, todavia será numa área isolada, inclusive distante de mananciais, como rios e riachos e também de açudes. Com a criação do aterro sanitário, além de garantir a preservação ambiental será implantada a coleta seletiva para reciclagem do lixo, reduzindo o impacto ambiental negativo.

Praticamente há um ano, no dia 21 de junho, um incêndio no lixão de Quixadá formou uma cortina de fumaça na BR-122 causando um grave acidente entre caminhões.

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Sistema de consórcio construirá aterro sanitário em Quixadá 

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07:00 · 07.06.2017 / atualizado às 06:45 · 07.06.2017 por

Um grupo de estudantes da rede pública do município de Guaramiranga, no Maciço de Baturité, participou de uma experiência diferente. Sob a orientação da professora Maraline Rocha eles seguiram até o município vizinho, Pacoti, e visitaram o Ecomuseu. A atividade, realizada nesta terça-feira (6), fez parte da programação da Semana Mundial do Meio Ambiente.

Conforme o professor Levi Jucá, coordenador do Ecomuseu de Pacoti, foi a primeira oportunidade para o grupo de crianças do ensino fundamental experimentarem pequenas peças do acervo como minerais, plantas medicinais e terem contato com as abelhas e conhecerem uma colmeia de verdade. O principal assunto da expedição foi sob a importância desses insetos e o seu iminente desaparecimento no planeta.

Era o início das atividades de educação patrimonial e ambiental recebendo jovens de Pacoti e de Guaramiranga. A estimativa é de receber pelo menos 200 estudantes das redes municipal e estadual ao longo desta semana. O Ecomuseu é uma das ideias do projeto Jovem Explorador, idealizado pelo professor de História Levi Jucá.

Sobre a preocupação com as abelhas, ele explicou ser o foco desde o início do projeto Jovem Explorador, protagonizado por alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Menezes Pimentel, em Pacoti. “São diversas as razões para o desaparecimento das abelhas no mundo. Uma das principais estaria relacionada ao uso intensivo de agrotóxicos, que causa o envenenamento desses polinizadores”, destaca o educador.

Na Serra de Baturité pessoas da comunidade costumam criar abelhas em caixotes, cortiços, pendurados nos beirais dos telhados das casas. As mais comuns são a uruçu-amarela, canudo, moça-branca, jatí e jandaíra. “Algumas dessas espécies, nativas, brasileiras ou indígenas, sem ferrão, são mais frágeis por dependerem da flora nativa para a sua sobrevivência. Os plantios transgênicos, desmatamentos, queimadas, aquecimento global, são ameaças a elas“, acrescenta Jucá.

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Jovem Explorador – Escola de Pacoti recebe prêmio nacional em São Paulo

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07:00 · 19.05.2017 / atualizado às 07:00 · 19.05.2017 por

A Ação Sustentável, da TV Verdes Mares, com patrocínio do Governo do Estado e da Universidade de Fortaleza (Unifor) será realizada nesta sexta-feira (19), a partir das 8 horas, na Praça da Cultura, ao lado do Centro Cultural Rachel de Queiroz e do Chalé da Pedra, em Quixadá.

O reuso da água e a reciclagem como mudanças de pequenos hábitos que podem ajudar o planeta será o tema principal do projeto que tem por objetivo desenvolver atividades que gerem uma consciência cidadã e uma mudança no cotidiano da população como melhoria do estilo de vida, ensinando práticas simples de convívio com o meio ambiente ao mesmo tempo cuidando da própria saúde.

O espaço é aberto ao público de todas as idades. As crianças e jovens poderão participar da oficina de reciclagem e assistir a apresentação de teatro de fantoche e a palestra ‘Dicas de economia de água – sabendo usar não vai faltar’, realizados pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e os adultos, além da verificação de pressão arterial receberão dicas de saúde, da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa).

A Secretaria do Meio Ambiente (Sema), através da Unidade de Conservação do Monumento Nacional dos Monólitos de Quixadá, vai distribuir material didático e mudas de árvores frutíferas e ornamentais para a população. A Sema, juntamente com a Cagece, SPD, Sesa e ainda a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) são parceiros da Ação Sustentável promovida pela TV Verdes Mares.

Em novembro de 2015 a Caravana da TV Verdes Mares visitou Quixeramobim

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10:00 · 01.04.2017 / atualizado às 08:00 · 02.04.2017 por

Professores e alunos do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), campus de Quixadá, estão trabalhando na revitalização do complexo natural e turístico do Açude Cedro, nesta cidade do Centro do Ceará. Nesse processo eles também estão iniciando o reflorestamento da área, com espécies nativas como o juazeiro, o umbuzeiro, a imburana, a catingueira, o pereiro, o mulungu e o pau branco.

O Laboratório de Estudos Ecológicos e Ambientais do Bioma Caatinga (LEEABC),  do IFCE Quixadá, coordenado pelo professor Lucas da Silva, já está produzindo mudas de várias espécies. Os alunos do curso de Engenharia Ambiental, auxiliados pelo coordenador do curso, o professor Reinaldo Fontes, se encarregarão do plantio e do monitoramento das áreas reflorestadas. O objetivo é revitalizar a área do Monumento Natural dos Monólitos de Quixadá, no entorno do Açude Cedro.

Professores a alunos já fizeram um ensaio. Juntamente com uma equipe da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) eles plantaram mudas ao lado dos benjamins que foram sacrificados recentemente. As árvores plantadas no início do século XX, na época da construção do açude, morreram, castigadas pela estiagem prolongada e supostamente por um fungo.

A gestora dos Monólitos de Quixadá, Leyla Barros, explicou que o momento de plantio fez parte da campanha “Festa Anual das Arvores”, promovido anualmente pela SEMA nas 23 Unidades Estaduais de Conservação (UCs). A de Quixadá é uma delas. A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e o Grupo São Geraldo também são parceiros no projeto desenvolvido na UC situada no entorno do Açude Cedro.

Conforme os professores Lucas da Silva e Reinaldo Fontes, o projeto, que conta com 10 turmas, totalizando 270 alunos, em parceria com a SEMA, Cagece e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), está se consolidando. Dentro de no máximo uma década o parque, que inclusive é protegido como Monumento Natural, poderá voltar a respirar aliviado.

Antes da estiagem prolongada, dos fungos e do descaso humano o parque do Açude Cedro parecia um enorme jardim botânico. As fotos abaixo foram registradas pelo Diário do Nordeste em 2008.

Veja também a reportagem no Diário do Nordeste sobre o Laboratório Ambiental do IFCE de Quixadá:

Projeto busca revitalizar o espaço

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07:30 · 01.04.2017 / atualizado às 07:35 · 01.04.2017 por

Surpresa e curiosidade, estas tem sido as sensações mais comuns nos últimos dias para quem chega ao parque do Açude Cedro, em Quixadá. O motivo tem  sido a mudança radical na paisagem do lugar. O açude voltou a receber água com as últimas chuvas, alterando radicalmente o cenário natural na montante do primeiro reservatório público construído no Brasil.

Todavia, quem já teve a oportunidade de visitar este lugar fica curioso em saber porque vários benjamins, árvores seculares existentes na flora local, foram cortadas. Muitos imaginavam que estavam secas apenas por causa da estiagem prolongada no Nordeste. Com o retorno das chuvas deveriam florescer novamente, criando novamente o ambiente de um bosque.

Não foi isso o que ocorreu. O mistério está sendo pesquisado por especialistas em botânica. Somente o resultado das análises será capaz de apontar mais precisamente porque tantas árvores morreram. Certo apenas a disputa por uma sombra para os veículos automotores nos dias ensolarados. O número de árvores frondosas diminuiu, e muito.

Para perceber a diferença antes do possível ataque do fungo basta observar as imagens abaixo. Seriam belas não fosse uma situação irreversível. Essa é a opinião de quem tem o costume de visitar o Açude Cedro nos fins de semana. “Agora é esperar que a própria natureza se encarregue de revitalizar a sua flora“, comenta o professor Geraldo Ferreira.

Para entender melhor o que está ocorrendo com a vegetação e principalmente os benjamins e mangueiras no entorno do Açude Cedro, veja a reportagem no Diário do Nordeste:

Fungo misterioso ameaça de extinção benjamins do Cedro

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10:30 · 26.03.2017 / atualizado às 16:29 · 26.03.2017 por

Três montanhistas de Quixadá, Kido Aranha, Lutero Rômulo e Fael Lima percorreram neste sábado (25) a trilha “Raio que o parta“, fundada por eles em referência a descarga elétrica atmosférica que atingiu um monólito na última quinta-feira (23), registrada em vídeo pelo empresário Marcos Franklin.

Além de fundarem mais uma trilha ecológica interessante no Vale dos Monólitos, no entorno do Açude Cedro, eles também pretendiam identificar o exato ponto onde o raio caiu, conforme imagens divulgadas no Diário do Nordeste. Como o raio se espalhou pelas fendas da rocha, o efeito visual casou a sensação de ter causado as rachaduras, daí o título sugestivo.

Conforme Lutero Rômulo a equipe levou 6 horas para percorrer todo o trajeto. No caminho encontraram um ninho de coruja, uma cobra cipó e uma visão privilegiada da Pedra da Agulha, mas quando se aproximavam do local exato da descarga o tempo começou a fechar novamente e por precaução resolveram retornar.

Apesar do mito de que um raio nunca cai no mesmo lugar duas vezes o grupo resolveu não arriscar e retornar. Eles acabaram encontrando uma trilha formada por moradores daquela localidade e conseguiram chegar ao solo em segurança. “Logo depois começou a neblinar“, acrescentou Lutero Rômulo.

Eles não conseguiram chegar ao local exato da descarga. Por esse motivo pretendem retornar ao cume do monólito. A data ainda não foi marcada. O poliatleta Kido Aranha está planejando a instalação de equipamentos para que pessoas menos experientes também possam percorrer a nova tilha, “Raio que o parta”.

Fotos > Lutero Rômulo / Kido Aranha – Trilha Raio que o parta

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12:00 · 24.02.2017 / atualizado às 11:45 · 24.02.2017 por

Redenção
O reflorestamento, essa é a principal proposta do Projeto Estadual de Florestamento, Reflorestamento e Educação Ambiental na bacia do Rio Pacoti. Serão plantadas 30 mil mudas de árvores nativas com a recuperação de 25 hectares na sua bacia hidrográfica, com ações de reflorestamento em matas ciliares, nascentes e topos de morro. A área será contemplada com investimentos do Programa Ceará Mais Verde, em parceria com a iniciativa privada.


Foto > Semace

O anuncio foi feito na manhã desta sexta-feira (22) no lançamento do projeto ambiental, no Campus da Liberdade da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em Redenção. A iniciativa é da Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), do Governo do Estado.

Ainda conforme a Sema, foi assinado Termo de Cooperação Técnica entre o órgão estadual e a Unilab, formalizando a participação da universidade nas ações propostas do projeto. Um dos desdobramentos da parceria é a implantação de uma unidade de produção de mudas no Campo das Auroras – Unilab.  Passará a contar com um viveiro, onde haverá a produção de espécies florestais nativas.

Segundo o Plano Plurianual (PPA) de 2016-2019, o Ceará ainda apresenta graves índices de desmatamento. A ocupação humana desordenada e a exploração desenfreada dos recursos naturais vêm impactando regiões do Estado, provocando a degradação do solo, a perda da cobertura vegetal nativa e a redução da disponibilidade de água.

Por esses motivos, apesar dos esforços, o Estado está promovendo ações estratégicas de florestamento e reflorestamento para aliviar esta problemática e atender ao que determina os dispositivos legais, especialmente o Código Florestal, lei 12.651 de 25/05/2012 e a lei no 13.153 de 31/07/2015, que institui a política nacional de combate à desertificação e combate aos efeitos da seca.

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19:53 · 13.01.2017 / atualizado às 19:53 · 13.01.2017 por
Professor-doutor da Uece contabilizou 439 quelônios mortos; pesquisa será feita para revelar causas (Foto: Hugo Fernandes-Ferreira)
Professor-doutor da Uece contabilizou 439 quelônios mortos; pesquisa será feita para revelar causas (Foto: Hugo Fernandes-Ferreira)

Quixadá. Uma cena chocante de dezenas de cágados, tartarugas e jabutis mortos no açude Cedro, foi compartilhada por um professor de zoologia da Universidade Estadual do Ceará (Uece) na manhã desta sexta-feira (13) em seu perfil a rede social Facebook. De acordo com a descrição, uma pesquisa está sendo feita no reservatório para detalhar o impacto que tenha causado a morte dos animais da classe dos quelônios.

A foto foi postada pelo professor-doutor Hugo Fernandes-Ferreira. Conforme conta, seus alunos teriam lhe avisado sobre a quantidade de cágados encontrados mortos no açude. Ele resolveu ir ao local e ficou impressionado. O choque despertou no professor a iniciativa de realizar um levantamento para avaliar o problema. De acordo com o professor foram encontrados 439 animais mortos.

“Rodamos o açude inteiro e contabilizamos. Nenhum vivo. Isso não se resume a uma simples tristeza do fato. Esses animais cumprem papel fundamental na cadeia alimentar, inclusive pela alimentação parcialmente detritívora, otimizando a ciclagem de nutrientes”. O levantamento comprovou algo ainda mais alarmante: os animais pertenciam a uma única espécie, segundo conta o professor na descrição da postagem. “Isso quer dizer que, antes da seca, a situação do açude possivelmente já estava crítica, talvez por poluição, alta salinidade da água ou outros fatores”, detalhou.

Hugo Fernandes-Ferreira comenta que a mortandade dos animais pode causar um panorama ainda mais grave. Ele prevê que com as primeiras chuvas, a água que possa se acumular pode representar riscos à saúde pública, já que não haverá espécies vivas no açude para cumprir o papel do ecossistema.

“Cadê os predadores das larvas do Aedes aegypti? Os índices de dengue, zika, chikungunya e mayaro podem ser alarmantes se nada for feito para controlar a reprodução. Se o impacto sobre os cágados foi alto, imaginem sobre os milhares de peixes e milhões de invertebrados que ali viviam”, disse.

A imagem rendeu centenas de comentários e já foi vista por mais de 1.200 pessoas. A cena tem se espalhado nas redes sociais. Ate a publicação desta matéria ela contava com quase 600 compartilhamentos. O professor explicou que está realizando uma pesquisa. O levantamento está em fase inicial.