Categoria: Ecologia


09:00 · 06.09.2018 / atualizado às 10:55 · 06.09.2018 por
Brigadistas Prevfogo no Ceará combateram mais um incêndio florestal em Canindé. Fotos > Ibama

Um dia após eliminar os focos de incêndios florestais em dois assentamentos federais em Canindé, Jacurutu e Lagoa Verde, a Brigada Prevfogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) precisou combater mais um incêndio na zona rural desse Município. De acordo com o Ibama, dessa vez o fogo atingiu o assentamento Rocilandia, a 56Km do Centro de Canindé.

Ainda de acordo com o órgão ambiental federal, o fogo teve início às margens da CE-257 na tarde da última segunda-feira (3). Foi totalmente extinto nesta quarta-feira (5). Mesmo assim 15 dos 1.743 hectares do local onde residem 33 famílias foram afetados. O primeiro ponto foi extinto na tarde de terça-feira (04) e o segundo foco eliminado no último dia da operação. Os moradores informaram que foi provocado por vândalos.

A guarnição do  Corpo de Bombeiros de Canindé foi acionada e de imediato solicitou apoio da Brigada do Prevfogo. Dez agente da equipe do Ibama realizaram reconhecimento do local. Constataram a existência de dois focos de incêndio. De acordo com o Chefe da Brigada Talys Anderson Oliveira, a proximidade de um dos focos com a comunidade dificultou a operação.

A rapidez da chegada da Brigada Prevfogo foi fundamental para evitar maiores danos ambientais à comunidade, ressaltou o Ibama.

> Brigadistas concluem nesta segunda-feira combate a incêndio florestal em Canindé

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07:00 · 03.09.2018 / atualizado às 07:10 · 03.09.2018 por

Uma extensa área de caatinga foi transformada em cinzas na zona rural de Canindé.

Os Brigadistas de Pronto Emprego Prevfogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) deverão encerrar nesta segunda-feira (3) os trabalhos de combate ao fogo em áreas de mata nativa dos assentamentos Jacurutu e Lagoa Verde, situados a cerca de 25Km do Centro de Canindé. De acordo com o Chefe de Brigada de Pronto Emprego do Ceará, Talys Anderson Silva, os pontos de fogo foram eliminados após seis dias de trabalho.

> Mais de 30 hectares são devastados

Mesmo assim, os moradores das duas comunidades rurais deverão permanecer em alerta após a devastação, segundo eles, pelas chamas, de aproximadamente 30 hectares de caatinga preservada nos dois assentamentos implantados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O mais afetado deles foi o Sítio Jacurutu, onde moram 155 famílias, explicou o líder comunitário Antônio Francisco Bernardino, conhecido como “Antônio Mota”.

Ele reconheceu que a brigada especial deveria ter sido acionada tão logo surgiu o primeiro foco de fogo na região. Os assentados acreditam que o incêndio pode ter sido provocado por algum invasor ao fazer fumaça para espantar abelhas e colher mel mata adentro.”Os moradores conhecem as técnicas de manejo da retirada de mel sem causar riscos, além do mais sabem ser proibida a utilização de fogo sem controle“, acrescentou.

A reportagem do Diário do Nordeste visitou as áreas destruídas pelos incêndios e acompanhou um dia de trabalho dos 15 brigadistas acampados no Assentamento Jacurutu desde a última quarta-feira, 29 de agosto. A maior dificuldade deles é o acesso até os focos de fogo. Apesar de a mata estar seca nesta época do ano é preciso abrir caninho entre as arvores com galhos secos e pontiagudos. Mesmo nas estradas abertas pelo trator vez por outra se deparam com algumas caídas.

Os trabalhos de isolamento dos pontos de fogo têm início às 5h. São interrompidos ao meio-dia e recomeçados às 15h, seguindo noite adentro, quando é melhor de identificar onde ainda há riscos. Antes de saírem a campo realizam o mapeamento e planejamento das ações. Para realizarem o combate utilizam equipamentos de proteção individual (EPI). Apitos e aparelhos GPS auxiliam os batedores na orientação do restante da equipe.

O principal equipamento utilizado por eles é o soprador costal. Com ele é possível realizar o trabalho de cinco brigadistas.

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07:30 · 27.08.2018 / atualizado às 07:40 · 27.08.2018 por

Além do combate ao crime a Polícia Militar também está combatendo queimadas em Morada Nova. Foto > VCRepórter

Quase três meses após o retorno da estiagem no sertão cearense as queimadas estão se multiplicando perigosamente pelo Interior do Estado. Muitas moradias estão localizadas em áreas consideradas de risco, próximas à extensões de matas secas. Neste fim de semana, em Morada Nova, além da guarnição do Corpo de Bombeiros policiais militares tiveram trabalho para debelarem as chamas que se alastraram na localidade de Manga Nova.

Neste fim de semana o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar atenderam ocorrência de queimada na localidade de Manga Nova. Fotos > VCRepórter

> Queimadas superam a média de 20 anos

Também foram registradas queimadas em Quixadá e Canindé. Nesta última cidade a guarnição do Corpo de Bombeiros já realizou o isolamento onde a mata seca podia atingir residências, escolas e outros estabelecimentos. Mesmo assim, com o aumento da peregrinação de romeiros à cidade, em razão dos festejos de São Francisco, a atenção aumentou. O maior problema tem ocorrido à margem da BR-020.

Em Quixadá, além de queimadas em terrenos baldios, causando risco de incêndios, a população tem reclamado de muita fumaça, principalmente no entorno da cidade, próximo ao lixão. A Polícia Civil está investigando se trata-se de ação criminosa e de produção clandestina de carvão vegetal, muito comum a partir desta época do ano.

As queimadas nas margens das rodovias causam riscos de acidentes. todo cuidado é pouco ao cruzar a cortina de fumaça.

O piloto de voo livre Eurismar Junior flagrou durante um voo no ultimo fim de semana sobre Quixadá uma enorme cortina de fumaça, próximo ao lixão da cidade. Moradores de áreas residenciais vizinhas reclamaram. Alguns tiveram problemas respiratórios. Pelas imagens é possível ver a dimensão do dano causado ao meio ambiente.

O piloto de voo livre ficou impressionado com a extensão do fumaceiro no entorno de Quixadá. Foto > Eurismar Júnior

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09:30 · 17.08.2018 / atualizado às 09:30 · 17.08.2018 por

O rio Banabuiú vem sendo degradado na maior parte da sua extensão. O MPCE resolveu agir.

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) ajuizou nesta quinta-feira (16/08) uma Ação Civil Pública (ACP) com pedidos de obrigação de não fazer e indenização por danos materiais e morais coletivos contra pessoas físicas, empresas e o Estado do Ceará, pela extração ilegal de areia do leito do rio Banabuiú, sem a autorização do órgão ambiental competente. O promotor de Justiça titular da 2ª Promotoria de Morada Nova, Gustavo Pereira Jansen de Mello, é o autor da ACP.

No Inquérito Civil o representante do Ministério Público apurou que diversas pessoas físicas, construtoras e depósitos de materiais de construção vinham retirando ilegalmente areia do leito do rio, na periferia de Morada Nova. Estavam sendo utilizadas retroescavadeiras e caminhões. O mineral granulado estava sendo utilizado na construção civil e para revenda. A extração vinha sendo feita pelos demandados sem o prévio licenciamento ambiental, organização ou metodologia e desconsiderando a topografia do local, gerando a degradação e desestabilização da área.

Na fiscalização realizada pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), atendendo requisição do MPCE, foi constatado que a área de extração ilegal chegou a impressionantes 3,5 hectares, o equivalente a cinco campos oficiais de futebol. As cavas chegam a até três metros de profundidade. Alguns dos responsáveis foram flagrados pelo órgão ambiental em plena ação de retirada clandestina da areia, tendo sido embargadas as atividades, apreendidos os maquinários e impostas multas administrativas.

Mesmo após as chuvas deste ano, foi constatado que a topografia do rio não se recompôs, permanecendo com seu leito extremamente rebaixado, sendo visível ainda a erosão nas margens e outros fatores de desequilíbrio do recurso hídrico. Diante das agressões constatadas ao recurso hídrico, o Ministério Público requer que os demandados sejam proibidos de realizar atividades de pesquisa, lavra e/ou extração de areia ou outro mineral do leito e/ou margens do rio Banabuiú ou de qualquer outro recurso ambiental sem a prévia obtenção de autorização concedida pelo órgão competente.

Na ACP ainda foi requerida multa de R$ 5 mil por dia de descumprimento, além do pagamento de indenização por danos materiais a serem apurados e quantificados por meio de perícia e danos morais coletivos no valor de R$ 100 mil.

O rio Banabuiú possui mais de 300 quilômetros de extensão. Integra a bacia hidrográfica do rio Jaguaribe, sendo responsável por parte do abastecimento de água dos municípios de Morada Nova e Banabuiú. O manancial ainda banha os municípios de Pedra Branca, Mombaça, Piquet Carneiro, Senador Pompeu, Quixeramobim, Jaguaretama e Limoeiro do Norte, possuindo, portanto, “importância inestimável para toda a região”, aponta o promotor de Justiça.

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00:00 · 15.08.2018 / atualizado às 22:10 · 14.08.2018 por

Em Quixadá, mais de 200 hectares do bioma tipicamente brasileiro, a caatinga, estão ganhando proteção permanente.

A Associação Caatinga, com o apoio da Fundação Grupo O Boticário de Proteção à Natureza concluíram os processos de criação de duas novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), Uma delas está localizada em Guaramiranga, no Maciço de Baturité e a outra no município de Quixadá, no Sertão Central. A divulgação foi feita pela Associação Caatinga neste terça-feira (14).

De acordo com a instituição ambiental, a RPPN Sítio Lagoa, localizada em Guaramiranga, foi criada em janeiro deste ano. São 70 hectares na região serrana, a 110 km da capital cearense. A segunda reserva natural foi criada recentemente na Fazenda Fonseca, a pouco mais de 5 km do Centro de Quixadá. Trata-se da propriedade de Irmã Heloísa e Maurício Holanda, possuindo 226,20 hectares.

Ambas foram aprovadas a partir do projeto RPPN: Conservação Voluntária Gerando Serviços Ambientais. Promovido pela Associação Caatinga, o plano tem como objetivo contribuir para a conservação no bioma Caatinga através do apoio à criação e fortalecimento das Unidades de Conservação privadas em áreas de mata nativa no Ceará. A proposta era criar, no mínimo, duas RPPNs. Prevê, ainda, a execução de importantes ações previstas no Plano de Manejo da Reserva Natural Serra das Almas, gerida pela Associação Caatinga.

Associação Caatinga e a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

A parceria iniciou em 2002 quando a Associação Caatinga apoiou a realização, em Fortaleza, do 3º Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação. Nos anos de 2007 e 2008 a Associação executou um projeto de ecodesenvolvimento patrocinado pela Fundação Boticário, que fomentava o desenvolvimento sustentável em comunidades rurais de Crateús (CE) e contribuía principalmente para a geração de renda.

Ainda de acordo com a Associação Caatinga, ao longo dos quase 20 anos de atuação desta entidade ambiental a Fundação Boticário tem sido uma grande parceira na promoção de desenvolvimento sustentável, na criação de Unidades de Conservação e desenvolvimento de estratégias para diminuir o risco de extinção de espécies silvestres ameaçadas, como o Tatu-bola.

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12:00 · 20.07.2018 / atualizado às 11:35 · 20.07.2018 por

O Sítio São Roque é considerado referência no cultivo agroecológico de café sombreado. Foto > SSR

O Sítio São Roque, um paraíso preservado no Maciço de Baturité, no município de Mulungu, realiza neste sábado (21) a sua III Festa da Colheita do Café. De acordo com os organizadores, a programação começa às 10 horas, com a Banda Municipal recepcionando os visitantes. Ainda pela manhã, tem o lançamento do Café Geraldo e do Clube do Café, seguido de rodas de conversas debaixo da jaqueira.

No início da tarde, das 13h às 14h, tem almoço ao ar livre ao som do saxofone e logo depois o retorno à roda de conversa, sobre cerveja com café. O início da centenária colheita, na trilha do café, está programado para as 15 horas. Os interessados em participar desse momento tradicional podem obter mais informações no site www.atelier1913.com.br.

Propriedade centenária, o Sítio São Roque é considerado referência no cultivo agroecológico de café sombreadoFundado em 1913 por Alfredo Farias e Amélia Farias, é administrado com fé e esperança desde 1972 até abril deste ano por seu filho mais novo, Gerardo Farias, falecido no dia 20 daquele mês. O Sítio faz parte da Rota Verde do Café no Maciço de Baturité, onde a família recebe os visitantes para contar um pouco dos 105 anos da sua história.

III Festa da Colheita do Café
Dia 21 de julho – A partir das 10 horas
Sítio São Roque – Mulungu

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14:00 · 19.07.2018 / atualizado às 14:10 · 19.07.2018 por

Proprietário de sítio foi preso quando estava realizando desmatamento irregular em Guaramiranga. Fotos > Sema 

Quase 30 anos após 30 mil hectares do Maciço de Baturité serem instituídos oficialmente como Área de Preservação Ambiental (APA), crimes de degradação continuam sendo praticados nesta região serrana. Apesar de protegida por uma legislação federal específica, de proteção do Bioma Mata Atlântica,  técnicos ambientais, a gestora da APA da Serra de Baturité, Patrícia Jacaúna e o educador ambiental, flagraram uma retroescavadeira derrubando uma barreira natural com acentuada declividade dentro de um sítio.

Segundo informações da Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema), a gestora da APA e o educador ambiental realizavam monitoramento rotineiro na região quando se depararam com a máquina realizando o desmatamento do terreno, jogando o material do corte nas margens de um córrego. O proprietário do terreno, José Fortunato Pereira da Silva, estava no local. Ele confessou não ter licença ambiental para realização do serviço e foi preso em flagrante juntamente com o tratorista, com o apoio de equipes do Batalhão Policial Militar do Meio Ambiente e do 4º Batalhão de Giaramiranga.

Dentre os danos constatados pelos ambientalistas constam a supressão de vegetação, desmanche de morro natural e poluição de recurso hídrico, visto que os detritos da obra foram jogados dentro do córrego que corta a propriedade, o Sítio Beija Flor, situado na localidade de Pernambuquinho, na zona rural de Guaramiranga. Um relatório também foi elaborado pela gestora da APA para a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), órgão responsável pela fiscalização, para adoção das medidas legais.

Ontem, 18 de julho, a APA da Serra de Baturité completou 28 anos de criação. De acordo com a Lei Federal 9985/2000, constitui um grupo de unidade de conservação (UC) de uso sustentável, com atributos abióticos, bióticos, estéticos e culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem estar das pessoas envolvidas ou não no contexto da UC. O objetivo da APA é proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade de uso dos recursos naturais. Este tipo de área pode ser constituída por terras públicas ou privadas.

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06:30 · 05.07.2018 / atualizado às 06:40 · 05.07.2018 por

Empresa pretende gerar em Quixadá energia solar para 85 mil residências.

A Câmara Municipal de Quixadá receberá na sessão ordinária desta quinta-feira (5) Audiência Pública para a  apresentação de um projeto de instalação de usinas de geração de energia solar neste Município do Centro do Estado. Conforme a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), os representantes da empresa responsável pelo empreendimento, a SWS Investimentos em Energia, apresentarão detalhes do complexo energético. A audiência é parte das exigências da Semace para licenciar o empreendimento.

Ainda de acordo com a Semace, as usinas estão projetadas para construção na localidade de Barbosa, no distrito de Várzea da Onça, a pouco mais de 20 km do Centro de Quixadá, numa área de 312,5 hectares da Fazenda Lagoa do Junco. Ao entrarem em operação terão capacidade de fornecer ao sistema 101,2 megawatts, o equivalente à demanda de 85 mil residências.

> 550 mil painéis solares devem chegar ao Pecém

O coordenador da Audiência e técnico da Semace, Ademar Almeida, explicou que após o debate público o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) do complexo fotovoltaico de Quixadá serão submetidos à análise do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema). “Cabe ao Coema, aprovar ou não, pedir novas informações ou sugerir mudanças”, acrescentou Almeida.

Audiência Pública

Usinas de Energia Solar em Quixadá
10 horas – Câmara Municipal

Em maio do ano passado  o Coema aprovou a instalação do Complexo Fotovoltaico Steelcons Sol do Futuro, no município de Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza. São três usinas, com 300 mil painéis fotovoltaicos, numa área de 151 hectares. O complexo deverá para produzir 90 mil megawatts, o suficiente para abastecer uma cidade de 50 mil residências. O investimento é de R$ 400 milhões. O início do fornecimento da energia está previsto para novembro deste ano.

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07:00 · 10.05.2018 / atualizado às 06:40 · 10.05.2018 por

Estudantes de Banabuiú realizaram mutirão de limpeza no terceiro maior açude do Ceará

O Açude Banabuiú, terceiro maior do Ceará, recebeu um tratamento special nesta quarta-feira (9). O lixo que roubava a beleza da barragem e ofuscava a visão dos turistas foi recolhido por aproximadamente 50 alunos do Liceu Jacob Nobre de Oliveira Benevides e da Escola de Tempo Integral de Ensino Fundamental irmã Ruth Távora de Albuquerque. A iniciativa foi organizada pela Secretaria de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Município.

Utilizando luvas de proteção, máscaras e sacos de lixo, os estudantes recolheram os entulhos que circundavam a parede do açude. Garrafas, pedaços de papel, latas, vidro e outros objetos descartáveis foram encontrados pelo grupo, que em seguida fixou placas no entorno da parede do açude orientando ao cuidado com a natureza e as práticas sustentáveis. Lixeiras especiais foram instaladas em pontos estratégicos, visíveis, garantindo um apoio ao lixo que é gerado no local.

Os participantes do mutirão utilizaram os equipamentos necessários para não correrem riscos

Ainda de acordo com a administração municipal, além das noções de cuidado com o meio ambiente, os alunos também puderam conhecer um pouco da história do Arrojado Lisboa, nome oficial do reservatório com obras iniciadas em 1952 e concluídas em 1966. Informações curiosas chamaram a atenção do grupo, como a sua capacidade , de 1.500.000.000 de m³, e a altura máxima que a água pode chegar nas comportas, 11,57m. Atualmente o açude está com mais de 6% da sua capacidade.

O secretário municipal de Agricultura, Romário Lima, destacou qua ação visou sensibilizar os alunos para os cuidados com a preservação da natureza que cerca o Arrojado Lisboa, além de conscientizar para a importância do descarte correto do lixo. “O açude é maior bem de nosso município, temos que zelar por ele, e nosso trabalho no campo dos recursos hídricos é chamar a atenção da população para que eles entrem nessa luta com a gente, e entendam que essa missão é de todos nós, e se faz por todos nós”, completou.

O secretário Romário Lima se reuniu com os jovens voluntários para destacar a importância da preservação ambiental

O prefeito, Edinho Nobre, garantiu apoio à iniciativa. Na avaliação dele a iniciativa é importante do ponto de vista ecológico, mas também chamou a atenção para a ação gerada por cada um. “É importante entender que essa é uma ação de cada um de nós. Não adianta fazer isso, e a população não se conscientizar e voltar a sujar de novo. Lixo é algo que deve ser combatido, e nenhum governo faz isso sozinho: o povo precisa se engajar nesse objetivo. Só assim os resultados aparecem”, destacou.

Além das placas lixeiras foram instaladas no entorno da parede do açude. Lugar de lixo é no lixo. Fotos > PMB

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09:00 · 30.04.2018 / atualizado às 08:55 · 30.04.2018 por

SEMA cria santuário no Maciço de Baturité para aves ameaçadas de extinção Foto > Arquivo DN

O periquito-da-cara-suja, uma espécie da fauna brasileira em extinção, vai ganhar uma reserva especial no Sítio Batalha, uma área preservação ambiental no município de Guaramiranga, na região do Maciço de Baturité. No local será criado o Centro Administrativo da Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis). A divulgação foi feita pelo titular da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), Artur Bruno.

Ainda conforme Artur Bruno, o convênio com a Aquasis oficializa a criação do Refúgio da Vida Silvestre (Revis) do Periquito-da-cara-suja. O início das obras do Centro Administrativo está programado para a primeira semana de maio deste ano. O Revis deverá ser entregue no mês seguinte, junho, por ocasião da comemoração da Semana do Meio Ambiente. Será uma área mais restritiva definida dentro do Sítio Batalha.

Secretário Artur Bruno anunciou a realização de iniciativas importantes para a preservação ambiental Foto > SEMA

O objetivo é proteger a fauna endêmica na Unidade de Conservação (UC), mais especificamente, esta espécie. Ela depende, principalmente, da floresta e de fontes d’água preservadas”, acrescentou a representante da Coordenadoria de Biodiversidade (Cobio), da SEMA, Doris Santos, no evento oficial realizado na na última sexta-feira (27) em Guaramiranga, onde também foi lançado o Projeto de Reflorestamento, Florestamento e Educação Ambiental da Bacia do Rio Pacoti.

Batalhão de Policiamento Ambiental

Além do criação do Revis e do lançamento do projeto de reflorestamento, Artur Bruno assinou ordem de serviço autorizando construção do Centro de Apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPMA) na Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra de Baturité. O Batalhão se encarregará do combate à caça predatória e de outros crimes ambientais como o desmatamento, assegurando a preservação da fauna e da flora nativas.

Completando o pacote ambiental para a região Artur Bruno acrescentou a autorização da reforma do Sítio Cocão, no Pico Alto, onde será construído o Centro Educacional da APA. Será cedida uma sala para a prefeitura de Guaramiranga, destinada ao desenvolvimento de políticas de educação ambiental na unidade de conservação (UC).

Reflorestamento da Bacia do Pacoti

Reforçando as ações ambientais,  ainda na sexta-feira a SEMA inaugurou a unidade de produção de mudas nativas, no Campus das Auroras, na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em Redenção. O viveiro é resultado de um Termo de Cooperação Técnica assinado entre a Secretaria e a Unilab.

A iniciativa viabilizará o reflorestamento de 25 hectares da bacia hidrográfica do rio Pacoti, sendo 3ha de nascentes e 22ha de mata ciliar. A estimativa é do plantio de 12.500 mudas das espécies angico, aroeira, camuzé, cedro, chichá, gonçalo-alves, ipê-amarelo, ipê-roxo, jacarandá, jatobá, mulungu, pau-ferro, pajeú, sabiá, sabiá-tiúba e timbaúba.

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