Categoria: História


08:30 · 15.03.2019 / atualizado às 08:50 · 15.03.2019 por
Mais de 700 alunos de 10 escolas abordaram a história de Antônio Conselheiro em desfile temático realizado pelo terceiro ano.

Dois dias após o desfile temático comemorativo do aniversário de nascimento de Antônio Conselheiro, em Quixeramobim, os comentários continuam nas unidades de ensino da cidade. Os temas apresentados pelas 10 escolas que participaram da marcha ainda são discutidos entre estudantes e professores. Após três anos com a mobilização estudantil nas ruas incluída na programação do Conselheiro Vivo, o movimento em memória do mártir da Guerra de Canudos, na Bahia, demonstra seu fortalecimento e o reconhecimento como herói sertanejo.

Inimigo para as tropas da República; salvador messiânico para nordestinos retirantes da seca. Quando nasceu há 183 anos Antônio Conselheiro não imaginava tornar-se um líder religioso e menos ainda um herói, de enfrentar com seus seguidores um exército inteiro utilizando foices, enxadas e facões. Era a força do beato, o Conselheiro transformando o sertão, na sua peregrinação pelo agreste do Ceará, Sergipe e Bahia. Até morrer e ser esquartejado no Arraial de Canudos, em 22 de setembro de 1897.

Essa história continua viva na sua terra natal, Quixeramobim; desde 2002 se renova todo ano. Demorou um tempo, mas de fanático e perigoso o reparo histórico foi feito pela insistência de historiadores e professores, nas escolas, nas comunidades e também nas ruas, surgindo o primeiro herói nordestino. Mais uma vez foram levadas às ruas. Segundo os organizadores mais de 700 alunos e dezenas de professores desfilaram. Era feriado de Conselheiro no Município, o tempo estava para chuva, mesmo assim, orgulhosos, faziam questão de participar.

Uma a uma as escolas Maria Vidal Pimenta Lima, Coronel Virgílio Tavora, Doutor Joaquim Fernandes, José Maria Barbosa, Padre José Van Esch, Álvaro de Araújo Carneiro, Manoel Martins de Almeida, Zila Zilda Carneiro, Agrícola Leorne Belém e Doutor José Alves Silveira abordaram o tema do desfile deste ano:  Luta, Fé e Resistência no Sertão. Cada escola tinha o seu Conselheiro, admirado e saudado pelos seus novos seguidores.

Essa transformação começou com a criação do movimento Conselheiro Vivo, idealizado e desenvolvido há mais de uma década pelo Instituto do Patrimônio Histórico Cultural e Natural de Quixeramobim (Iphanaq), informou o presidente dessa entidade, Elistênio Alves. “Trata-se de uma mobilização de muitas mãos“, acrescentou se referindo a participação da prefeitura de Quixeramobim, Secretaria de Educação do Município, Câmara Municipal, a ONG Iphanaq, Sesc Ler e a Academia Quixeramobinense de Letras (Aquiletras).

Conselheiro Vivo

A programação especial começou na sexta-feira passada, com um cortejo cultural pela cidade. Houve lançamento de livros, palestras temáticas, entrega de comendas, apresentações de alunos da rede municipal, exibição de filmes, palestras, uma delas apresentada por um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, o líder político Eduardo Suplicy, e a Cavalgada para o Renascer de Canudos .

Na véspera de aniversário do herói do Arraial de Canudos, às 16h, na sessão solene na Câmara de Vereadores, estava programada a entrega da comenda Antônio Conselheiro, aferida aos indicados pelos representantes do poder legislativo local. Os homenageados são padre Alberto, Conselheirista e Catingueiro dos sertões de Canudos – Bahia; Pingo de Fortaleza, pesquisador, cantor e compositor com o tema Conselheiro e Guerra de Canudos e Danilo Patrício, escritor, pesquisador e doutor em História – UFMG.

No encerramento do desfile temático, acompanhado pela secretária municipal de Educação, Giselle Patrício, pelo representante da Câmara de Vereadores, Everardo Júnior, a deputada federal Luizianne Lins, convidada para o momento comemorativo, recebeu o título de cidadã de Quixeramobim. Ela exaltou a importância histórica e social da mobilização realizada na cidade. “Ainda existem muitos Conselheiros no nosso nordeste. Lula livre !“.

No encerramento do desfile temático a deputada Luizianne Lins recebeu o título de cidadã de Quixeramobim.

O Conselheiro

Antônio Vicente Mendes Maciel é o verdadeiro nome do beato Antônio Conselheiro. Com seu carisma e pregações messiânicas, atraiu milhares de seguidores, unidos na crença numa salvação milagrosa que os pouparia dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social. Os grandes fazendeiros da região, unindo-se à Igreja, iniciaram um forte grupo de pressão junto à República recém-instaurada, pedindo providências contra o líder e sua comunidade. Criaram-se rumores de que Canudos se armava para atacar cidades vizinhas e partir em direção à Capital para depor o governo republicano e reinstalar a Monarquia. Houve então a guerra. Para justificar o genocídio praticado pelas investidas do exército, a imprensa dos primeiros anos da República e historiadores retrataram Conselheiro como um louco, fanático religioso e contrarrevolucionário monarquista perigoso.

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00:00 · 08.03.2019 / atualizado às 21:14 · 07.03.2019 por
Cortejo especial abre a programação do Conselheiro Vivo, em homenagem ao aniversário de nascimento do beato Antônio Conselheiro.

Um cortejo especial, com a participação de estudantes e professores de escolas rurais, abre na manhã desta sexta-feira (8) a programação em homenagem ao aniversário de nascimento de Antônio Vicente Mendes Maciel, o beato Antônio Conselheiro, mártir da Guerra de Canudos, travada no sertão da Bahia com as tropas da República. O aniversário dos 189 anos do Conselheiro é dia 13 de março. Até lá o público poderá reviver sua história.

Este ano o evento contará com lançamento de livros, palestras temáticas, entrega de comendas, apresentações de alunos da rede municipal, cavalgada, apresentações culturais e ainda visita de uma comitiva de Canudos (BA) a Quixeramobim.

De acordo com os organizadores serão seis dias de programação. Será a segunda edição do Conselheiro Vivo, evento realizado pela prefeitura de Quixeramobim, Câmara Municipal, a ONG Iphanaq, Sesc Ler e Academia Quixeramobinense de Letras (Aquiletras).

Ainda nesta sexta, a partir das 14h, o Cineclube Iphanaq vai exibir o documentário Sobreviventes: Filhos da Guerra de Canudos na Escola Municipal João Carneiro, na localidade de Canafístula. À noite, as 19h, no auditório do Sindicato dos Servidores Públicos de Quixeramobim, está programada uma Roda de conversa com professor Dr. Paulo Emílio Martins Matos, da UFF- RJ e Flávio Aderaldo, diretor da editora Hucitec.

Amanhã (9) será a vez das apresentações culturais de escolas do Município com temáticas voltadas para a história de  Canudos e de Antônio Conselheiro. O público poderá assistir a partir das 8h no ginásio poliesportivo do Sesc Quixeramobim. À tarde, 16h, será a vez dos poetas e escritores Dércio Braúna, Maílson Furtado, Renato Pessoa, Alan Mendonça e Bruno Paulino, realizarem o lançamento de livros no Bazar das Letras, no auditório da UNIQ.

No início da noite, às 18 horas, também no auditório da UNIQ, o professor Dr Paulo Emílio, da Fundação Getúlio Vargas lança o livro “A reinvenção do Sertão: A estratégia organizacional de Canudos” e participa de roda de conversa tendo como mediador o historiador Danilo Patrício. Logo depois, o ex-senador Eduardo Suplicy fecha a noitada literária com o tema “O desenvolvimento sustentável da cidade. Às 22h a banda Coletivo Conselheiro encerra a programação do dia, com apresentação na Praça do Bar do Brasil.

A programação do domingo (10) começa às 8h, com a Cavalgada para o Renascer de Canudos. A concentração ocorre na Praça da Estação. Segue até ao Assentamento Quinin, onde o público poderá participar da Roda de Conversa sobre o Museu Orgânico do Vaqueiro, seguido da apresentações musicais do Sesc Sonoridades e as 15h uma comitiva especial de Canudos (BA) será recepcionada na Praça do Bar do Brasil e as 19 participam de missa na Igreja Matriz de Santo Antônio.

Na segunda-feira (11) haverá contação de histórias e pesquisas na Biblioteca Sesc Antônio Conselheiro das 8h às 17h.Pela manhã, às 8h30, na Escola de Ensino Médio Humberto Bezerra haverá a palestra: Relatório da Expedição Pedro Wilson à Canudos, apresentada pelo professor Maninho do Baturité. Às 9h30min, exibição de vídeos com mediação de Débora Souza dos Santos, de Canudos, na Escola Agrícola Deputado Leorne Belém. No mesmo horário, na Escola Profissional José Alves da Silveiraa palestra: Entre euclidianos e conselheirista: Canudos resiste!, com o historiador e guia turístico de Canudos,João Batista Lima.

Véspera de aniversário do herói do Arraial de Canudos, dia 12, às 16h, haverá sessão solene na Câmara de Vereadores, para entrega da comenda Antônio Conselheiro, aferida aos indicados pelos representantes do poder legislativo local. Os homenageados serão padre Alberto, Conselheirista e Catingueiro dos sertões de Canudos – Bahia; Pingo de Fortaleza, pesquisador, cantor e compositor com o tema Conselheiro e Guerra de Canudos e Danilo Patrício, escritor, pesquisador e doutor em História- UFMG.

Na ocasião a deputada federal Luiziane Lins (PT) será agraciada com o título de Cidadã de Quixeramobim, em reconhecimento ao título que a mesma conferiu no ano de 2018 a Antônio Conselheiro, de “Cidadão Herói da Pátria”.

Desfile comemorativo

A programação do Conselheiro Vivo se encerra na tarde da quarta-feira (13), a partir das 16h, com o desfile temático
“Luta, Fé e Resistência no Sertão”.

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08:00 · 10.11.2018 / atualizado às 08:05 · 10.11.2018 por
Mais de 10 mil são esperados para reverenciarem as almas da barragem em Senador Pompeu na manhã deste domingo.

Considerado o maior ato religioso social do martírio sertanejo no enfrentamento da estiagem, a Caminhada da Seca, pretende reunir este ano mais de 10 mil pessoas no tradicional cortejo até o cemitério das almas da barragem, ao lado do Açude Patu, em Senador Pompeu.

Na seca de 1932, a barragem, à época em construção, foi transformada em uma espécie de campo de concentração. Nele, milhares de flagelados, chegados do sul do Estado e de regiões vizinhas, ficaram confinados morreram de fome e doenças, relata a história.

Desde 1982, a partir de uma iniciativa do padre Alberto Donati, à época pároco na cidade, juntamente com o coletivo formado pela paróquia de Nossa Senhora das Dores e o Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antônio Conselheiro (CDDH-AC), aquela tragédia histórica tem sido relembrada na manhã do segundo domingo de novembro. As Almas da Barragem passaram a receber devotos. Se tornaram um santo coletivo.

Às 4h da madrugada, nos últimos 35 anos, a multidão se reúne diante da igreja matriz, de onde parte até o cemitério da barragem. No caminho, de aproximadamente 7km, além de cultuarem as almas, relembram aqueles trágicos e vergonhosos momentos, e ressaltam a necessidade do constante desenvolvimento de políticas públicas de amparo ao sertanejo para o convívio com o fenômeno climatológico.

Desde 1982 a multidão se reúne em Senador Pompeu na manhã do segundo domingo de novembro na Caminhada da Seca.

Noitada Cultural

Este ano, com o apoio da Secretaria de Cultura de Senador Pompeu, a noitada cultural, de acolhida dos visitantes na pernoite para a Caminhada da Seca, passará a contar com a participação de escolas, com apresentações culturais, incluindo cordel e poesias.

O Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antônio Conselheiro vai exibir o curta-metragemReuso das águas cinzas“, seguido de apresentação do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Senador Pompeu.

A programação será aberta às 20h pelo padre João Melo, atual pároco, após a celebração da missa das 18h na igreja matriz. Ele também anunciará o tema da 36ª Caminhada da Seca este ano: Água, caminho da vida. Liberdade e bem viver.

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08:00 · 12.10.2018 / atualizado às 08:15 · 12.10.2018 por
Currais expõe a saga dos flagelados da seca nos campos de concentração no Ceará. Fotos > Marina Cavalcante

Após o sucesso do espetáculo “Currais” pelo Interior do Estado, com direito a apresentação especial no Cineteatro José de Alencar, na capital cearense, a Cia de Dança Rastro, de Quixadá, se prepara para levar a interpretação cultural da memória dos campos de concentração do Ceará a Portugal. Os 10 bailarinos sobem ao palco europeu no dia 17 de novembro. A Cia é mantida desde 2002 pela professora e bailarina Gerlídia Tavares.

Ela explica que “Currais” é uma viagem pela memória dos campos de concentração no Ceará. “É um grito ao silêncio declarado pelo Governo que, no inicio do século XX, com as secas, a fome e a miséria que assolava o nosso sertão, que naquela época criou campos cercados para confinar milhares de retirantes, impedindo que famintos seguissem à capital“. Através da dança e da música, o espetáculo busca retratar uma época de desprezo e negação de direitos.

Os textos são de Vernildo da Silva, tendo como referencia o livro “Migalhas do Sertão” de João Paulo Giovanazzi. A direção artística e coreografia é de Gerlídia Tavares e a assessoria de Érika Ursula, figurinos de Jenilson Fernandes, os bailarinos são Andreza Sousa, Beatriz Batista, Eduardo Ferreira, Evila Uiara, Flávio Bergson, Felipe Nobre, Ingrid Souza, Neyla Hellen, Vernildo da Silva e Yasmin Barbosa. Há ainda a participação do ator Ricardo Lima.

 

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13:00 · 27.09.2018 / atualizado às 12:40 · 27.09.2018 por
O quarto de Castelo Branco no Museu de Quixadá foi escolhido pelos acadêmicos de História para receber a intervenção especial contra regimes autoritários.

Fascismo, nazismo, ditadura, esses grandes tormentos da história moderna serão o foco de uma intervenção socioeducativa promovida no Museu Histórico Jacinto de Sousa, em Quixadá. O movimento é articulado por acadêmicos do curso de História Contemporânea II, da Faculdade de Educação Ciências e Letras do Sertão (Feclesc), um campus da Universidade Estadual do Ceará (UECE) nesta cidade do Interior do Estado. Eles integram o Grupo de Estudos: História Política.

De acordo com o professor Janilson Rodrigues, do curso de História da UECE/Feclesc, a proposta surgiu com a abordagem da obra literária do escritor Umberto Eco, O Fascismo Eterno. Os acadêmicos resolveram discutir o fascismo italiano e o nazismo alemão, como formas de autoritarismo. A partir dos debates surgiu a proposta de reflexão com a sociedade, incluindo as questões de gênero e diversidade.

A intervenção, que recebe o título “Máscaras Fascistas – Nosso dever é desmascará-los“, está programada para às 9h. O local escolhido no Museu Histórico Municipal foi o quarto do ex-presidente da Republica, o general Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro governante do Brasil na época da Ditadura Militar e também um dos articuladores do golpe de 1964.

De acordo com os organizadores, o movimento conta com o apoio do Grupo de Estudos e Pesquisas em Patrimônio Memória e Escrita da História (GEPMEH), Museu Histórico Jacinto de Sousa, Universidade Estadual do Ceará, Feclesc e Governo do Ceará. A intervenção é aberta ao público.

Intervenção Máscaras Fascistas
Dia 28 de setembro – 9h
Museu Histórico Jacinto de Sousa
Quixadá

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08:00 · 12.09.2018 / atualizado às 08:10 · 12.09.2018 por
Os armazéns históricos do Açude Cedro estão desabando, literalmente. Solução se arrasta.

Após mais de duas décadas abandonados os armazéns de obra do Açude Cedro, construídos no início do século XX voltam a chamar a atenção. A Universidade Federal do Ceará (UFC) levou à superintendência do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), a proposta de restauro dos dois galpões, e transforma-los em um Parque Tecnológico. Com a revitalização além das atividades educativas, nele, poderão ser realizados eventos culturais.

A ideia foi levada pelo reitor da UFC, Henry Campos, acompanhado do diretor e a vice-diretora do Campus em Quixadá, Davi Romero e Andréia Libório, ao diretor-geral do Dnocs, Ângelo Guerra no início da semana passada. Dois dias depois, na última quarta-feira (5), foi apresentada na audiência pública promovida pela da 23ª Vara Federal com o apoio da Procurador Federal Regional, com sede em Limoeiro do Norte.

> Armazéns do Cedro podem receber ações educativas

O Diário do Nordeste publicou nesta quarta-feira (12) reportagem sobre a situação dos armazéns seculares. Também constatou o abandono e a necessidade urgente de restauração dos dois espaços, um deles, a antiga vila de operários. No outro uma maquina e um forno, da época das obras, ainda permanecem no local. A proposta da sociedade organizada é transformar o lugar no Museu das Águas, resgatando e preservando a história do açude construído por ordem de D. Pedro II.

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16:00 · 14.06.2018 / atualizado às 15:50 · 14.06.2018 por

O presidente Getúlio Vargas e sua comitiva desembarcam na estação de Quixadá, em 1933. Foto > Revista Noite Ilustrada

A memória arquitetônica de Quixadá precisa permanecer erguida. Pensando nessa perspectiva os alunos do curso de Design Digital do campus da Universidade Federal do Ceará (UFC) nesta cidade resolveram promover uma ação de resgate da arquitetura histórica do lugar. A experimentação artística e cultural, como definem esse momento, está programada para a noite desta quinta-feira (14), na Praça da Estação.

Segundo os organizadores, serão utilizadas projeções para demonstrar ao público a história da ferrovia, desativada, que corta Quixadá, os trens, e as estações de embarque e desembarque, apontadas como o prenúncio do progresso nas cidades do Interior do Ceará. A Terra dos Monólitos não foi exceção. Sua estação, onde já funcionou a Academia Quixadaense de Letras (AQL), ainda aguarda um uso digno.

A estação de Quixadá foi inaugurada em 1891. Em 2006 ainda era uma das estações operacionais da Companhia Ferroviária Nacional (CFN), atual concessionária do trecho conhecido como linha-tronco, ou linha Sul, da Rede de Viação Cearense (RVC). Ela surgiu com a linha da Estrada de Ferro de Baturité, aberta em seu primeiro trecho em 1872 a partir de Fortaleza e prolongada nos anos seguintes.

Em 1915, a RVC passou à administração federal. A linha chegou ao seu ponto máximo em 1926, atingindo a cidade do Crato, no sul do Ceará. Em 1957 passou a ser uma das subsidiárias formadoras da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA).  Em 1996 foi arrendada juntamente com a malha ferroviária do Nordeste à Cia. Ferroviária do Nordeste (RFN). Trens de passageiros percorreram a linha Sul supostamente até os anos 1980.

Em março deste ano o Diário do Nordeste publicou edição especial sobre as ferrovias no Ceará. A publicação faz um meticuloso passeio sobre esse caminho, substituído pelas rodovias.

> Ceará sobre trilhos: rastros deixados na história

Encontro de Alunos de Design Digital UFC
Dia 14 de junho – 19 horas
Praça da Estação – Quixadá

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19:00 · 10.06.2018 / atualizado às 18:50 · 10.06.2018 por

Acompanhada de vaqueiros e de vaqueiras a presidente da AVCMN, Fátima Girão, comandou a cavalgada de 75 anos.

Uma alvorada, nas primeiras da manhã desta segunda-feira (11), deverá encerrar a 75ª Festa do Vaqueiro de Morada Nova, organizada e promovida pela  Associação dos Vaqueiros e Criadores de Morada Nova (AVCMN). A programação teve início na última quinta-feira (7). O seu momento mais marcante foi a cavalgada até o Parque de Vaquejada João de Deus Girão, no fim da tarde da sexta-feira (8), onde foi celebrada a Missa do Vaqueiro, na Capela de Nossa Senhora de Aparecida.

Segundo representantes da AVCMN este ano o cortejo especial, de aproximadamente 5 quilômetros, contou com aproximadamente 300 vaqueiros e mais de 1.500 cavaleiros, incluindo mulheres e crianças. À frente da cavalgada, os batedores, vestidos à caráter, com suas roupas de couro, acompanhavam a presidente da Associação dos Vaqueiros, Fátima Andrade Girão de Oliveira, aplaudidos pelo público que assistia o desfile no seu percurso.

Mais de 300 vaqueiros e vaqueiras, vestidos com suas indumentárias especiais participaram da cavalgada.

Quando a cavalgada cruzou a Lagoa Salina, diante da Secretaria de Cultura e Turismo do Município, recebeu uma homenagem especial da secretária Socorro Leitão Machado e da sua equipe. Era uma forma simples de demonstrar a importância da tradição mantida pela Associação na “Terra do vaqueiro“, como Morada Nova é conhecida, explicou a gestora destacando a união dos associados para a realização da festa especial.

Além das famílias de cavaleiros até os motociclistas acompanharam o desfile até o Parque de Vaquejada.

Este ano a Festa contou  com o apoio da administração municipal teve início nesta quinta-feira (7) e segue até a próxima segunda-feira (11), dia dedicado ao vaqueiro no Município. Na noite da abertura, no Espaço Cultural Moacir Bezerra da Silva, no Parque de Vaquejada, foram entregues comendas a personalidades relacionadas com a atividade do vaqueiro. Em seguida foi realizado o leilão no Pavilhão Zé Almir Girão. A arrecadação é destinada à manutenção das atividades da Associação dos Vaqueiros.

Pelo segundo ano consecutivo a Missa do Vaqueiro foi realizada na capela do Parque de Vaquejada. Nos últimos 73 anos a bênção havia ocorrido na Igreja Matriz, no Centro da cidade. Todavia, apesar da mudança de local, os vaqueiros, a diretoria da AVCMN e fiéis lotaram o pátio do parque. A missa foi celebrada pelo padre Jociel Mota.

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18:00 · 15.05.2018 / atualizado às 18:44 · 15.05.2018 por

Museu de Quixadá promove programação especial na Semana Nacional de Museus

O Museu Histórico Jacinto de Sousa, em Quixadá, elaborou uma programação especial para a 16ª Semana Nacional de Museus. Até o próximo sábado (20) o público poderá participar de Roda de Conversa, Sessão de Cinema e assistir apresentações musicais em horários variados.

Segundo a administração do Museu municipal, a temporada cultural, com abertura oficial na noite desta terça-feira (15), é promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em comemoração ao Dia Internacional do Museu, 18 de maio. Nessa edição, 1.130 museus de todo o país oferecem ao público 3.261 atividades especiais, como visitas mediadas, palestras e oficinas.

Nesta quarta-feira (16)  será a vez do Coral do Centro Cultural Rachel de Queiroz se apresentar, a partir das 18h30. Logo depois o espaço de memórias históricas recebe uma visita mediada, sendo possível conhecer, virtualmente, o Museu do Louvre.

Na quinta (17), pela manhã, haverá Mostra de Artes – Memórias Conectadas: Relação 1968-2018 com mediação do professor Artelane Martins. À noite, a partir das 19 horas, está programada a oficina de artesanato ecológico, de confecção de carteiras com caixas de leite com a a facilitadora Marta Lima.

A programação segue na sexta-feira (18) à noite com o Cine Debate – Pensar autoritarismo e liberdade: 50 anos do AI 5 e do Maio de 68, tendo como mediador o professor Hildebrando Maciel e na manhã seguinte (19) das 9h às 10h a Mística – Dança Circular, com o facilitador Belchior Torres, encerra a semana especial.

Museu Histórico Jacinto de Sousa
Rua Autran Moreno, 202 – Centro / Quixadá
Fone (85) 9 9994-07504

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08:00 · 13.05.2018 / atualizado às 22:25 · 12.05.2018 por

O monumento Negra Nua, na entrada de Redenção, é um dos símbolos do pioneirismo da abolição da escravatura no Brasil

Também conhecida como Rosal da Liberdade, a cidade de Redenção é considerada o símbolo da abolição da escravatura no Brasil. A data é comemorada neste 13 de maio, e apesar de a princesa Isabel ter sancionado a Lei Áurea no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, a antiga Vila Acarape, a pouco mais de 70Km de Fortaleza, libertou seus escravos cinco anos antes, ao primeiro dia de janeiro de 1883, com a alforria de 116 deles, além de ainda manter acervos históricos daquela época.

Hoje, oficialmente, a abolição da escravatura no Brasil completa 150 anos, mas para esta cidade cearense, o ato, praticado pelos abolicionistas, em 1882, criando a Sociedade Redentora Acarapense, lhe rendeu então o reconhecimento histórico de primeira cidade brasileira a libertar seus escravos, história essa contada no Museu Municipal da cidade, onde ainda são mantidas algumas peças e documentos comprobatórios desse feito.

Esses motivos, aliados aos vários monumentos alusivos à escravidão, e ainda o Museu Senzala Negro Liberto, onde no porão da antiga fazenda do coronel português Simião Jurumênia é preservado o cativeiro dos seus escravos, além de a Casa Grande manter ainda suas características originais, atraem dezenas de visitantes todos os meses, principalmente nesta época do ano, na maioria excursões de estudantes.

Os guias turísticos do Museu fazem questão de descrever minuciosamente o sofrimento dos negros. Também como as escravas eram tratadas e abusadas pelo seu “dono”. Ao perceberem a crueldade praticada pelo Senhor do Engenho logo o silêncio bate, de espanto, e de respeito por quem viveu acorrentado e era obrigado a trabalhar em condições subumanas. Cada detalhe impressiona o visitante, explica o guia Kleudes Saraiva.

Na entrada do antigo engenho da fazenda uma mensagem lembra que esses homens e mulheres foram arrancados das suas terras e trazidos para servirem de escravos nas plantações do Brasil. “Nosso país deve muito ao trabalho e aos ensinamentos dos povos africanos“. Neles estão incluídos costumes, a música, culinária e até a cachaça, bebida de preferência nordestina, acrescenta o recepcionista do Museu.

Veja também a reportagem no Diário do Nordeste > Africanos buscam libertação social

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