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Categoria: História


06:00 · 25.08.2017 / atualizado às 06:05 · 25.08.2017 por

O parque do Açude Cedro, em Quixadá, é considerado um dos mais belos do mundo.

O juiz da 23ª Vara Federal, Ricardo José Brito Bastos Aguiar de Arruda, voltou a realizar em Quixadá, Audiência Pública com a diretoria do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), através de videoconferência, para adoção de providências de restauração e preservação do acervo arquitetônico e natural do Açude Cedro. Além dos representantes do Ministério Público participaram representantes de vários segmentos sociais e moradores do entorno do açude centenário.

Na última Audiência, realizada no dia 10 de maio, o magistrado federal havia estabelecido prazo de 160 dias para o Dnocs apresentar o cronograma do projeto de restauro. O plano foi apresentado, com possibilidade do início dos serviços em 2020, todavia o órgão federal dependerá da contratação do arquiteto Romeu Duarte, ex-superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Ceará para elaboração do projeto.

Na administração municipal anterior o então secretario do Desenvolvimento Econômico e Turístico de Quixadá, Fabiano Barbosa, teve dificuldade para realizar as obras de restauro do armazém e da vila do Açude Cedro, na alameda de acesso a parede do reservatório centenário. O recurso financeiro havia sido captado através de emenda parlamentar, mas retornou aos cofres do governo federal porque a prefeitura não conseguiu em tempo hábil empresa pelo Iphan para realizar o serviço.

A esse respeito, presente na Audiência que contou também com a participação do atual secretário da pasta de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Município, Pedro Baquit, o ambientalista Osvaldo Andrade questionou a contratação do arquiteto, apontando que ele foi o responsável pela elaboração dos projetos dos campus da UFC e do IFCE, dentro da área de preservação do Açude Cedro, onde estão situados alguns dos monólitos tombados como patrimônio natural.

Um dos proponentes da Audiência Pública acatada pelo Ministério Público, o jornalista e advogado Wanderley Barbosa, também participou do encontro realizado na sala do magistrado. Como o espaço era pequeno, outros interessados na restauração e preservação do Açude Cedro outros interessados acompanharam no corredor do Fórum, por esse motivo a próxima reunião, em novembro, será realizada no auditório do IFCE. Nela será realizado um amplo debate sobre o projeto a ser apresentado pelo Dnocs, acrescentou Barbosa.

Sala de Audiências do Fórum Federal em Quixadá ficou lotada. Foto > Eurismar Júnior 

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06:00 · 22.08.2017 / atualizado às 09:05 · 22.08.2017 por

A professora Isabel Dantas e os estudantes Júlio César, Caroline Nobre e Caio Cavalcante em Campinas. Foto > Facebook 

Uma equipe formada por três alunos e uma professora da Escola Profissional Dr. José Alves da Silveira, em Quixeramobim, conquistou no domingo (20) a medalha de prata na 9ª edição da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). A competição é realizada em Campinas (SP) pelo Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Para conquistarem o segundo lugar no pódio concorrendo com equipes de escolas públicas e particulares de todo o País, os três estudantes da equipe “Cabala”, Caio Cavalcante, Caroline Nobre e Júlio César, precisaram superar cinco fases online. Em seguida, acompanhados da professora de História e Geografia Isabel Dantas, viajaram para Campinas, onde participaram da última fase.

Conforme informações da Unicamp, no total, 1.200 alunos dos ensinos fundamental e médio participaram da competição educacional nacional. Eles formaram 307 equipes. O Ceará teve o maior número de finalistas, com 119 equipes. O Rio Grande do Norte veio em seguida, com 60 e São Paulo com 37 equipes. Foram distribuídas 15 medalhas de ouro, 25 de prata e 35 de bronze.

Outras três equipes, de Fortaleza, também ganharam medalha de prata e seis, todas de Fortaleza, conquistaram a medalha de ouro. A equipe de Quixeramobim foi a única do Interior do Ceará a se classificar entre as melhores do Brasil de acordo com a divulgação do resultado da 9ª ONHB.

Veja mais no Diário do Nordeste

CE leva o 1º lugar em Olimpíada

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08:30 · 05.08.2017 / atualizado às 08:35 · 05.08.2017 por

Os cavaleiros têm como desafio flechar as duas argolas penduradas nas traves fixadas na arena.

Um esporte com raízes nos torneios medievais, a cavalhada, é um dos destaques do Diário do Nordeste neste sábado (5). Embora sem muita divulgação, a montaria com o desafio de flechar duas pequenas argolas numa pista, ou arena, é tradição em várias localidades do Interior do Ceará. São João dos Queiroz, em Quixadá, é uma delas, onde o torneio foi realizado no último fim de semana com a participação de dezenas de cavaleiros. A competição faz parte há 30 anos da programação do Jogos Olímpicos promovidos pela comunidade.

Em Quixadá, a próxima cavalhada será realizada em Juatama, outra comunidade rural, situada a 20Km do Centro da cidade. De acordo com o secretário de Cultura, Esporte de Juventude do Município, Audênio Moraes, a disputa, trazida para a região pelo professor, ex-senador e fazendeiro Flávio Torres,  ocorria sempre no Dia da Independência, 7 de setembro, mas este ano será realizada noutra data. O espaço de encontro dos cavaleiros mudou de lugar e está recebendo uma nova estrutura. A nova data ainda não foi divulgada.

Apesar de as cavalhadas em Quixadá serem de iniciativa particular o secretário Audênio Moraes pretende realizar uma minuciosa pesquisa sobre as cavalhadas e auxiliar os organizadores e praticantes na preservação dessa cultura. O objetivo é evitar as mutações formadas pela modernidade ou pelo interesse pessoal, e até então sem apoio institucional. A ideia é seguir o exemplo das cavalhadas realizada em outros estados brasileiros, onde a tradição é mantida desde a colonização.

A arena, ou pista de São João dos Queiroz é improvisada em um campo de futebol.

O argoleiro pendura das duas argolas no arame das traves.

Os cavaleiros se concentram e criam estratégias para flecharem as duas pequenas argolas.

O cavaleiro precisa retornar ao centro da arena com as argolas penduradas na flecha.

Veja a reportagem no Diário do Nordeste e entenda como é a cavalhada

Competição medieval ocorre no CE

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10:30 · 02.07.2017 / atualizado às 10:45 · 02.07.2017 por

Um mistro de história e de preservação ambiental, é dessa forma que o psicopedagogo Tertuliano de Melo Neto recepciona os visitantes do museu fundado por ele na Fazenda Coité, uma localidade situada na zona rural de Ibaretama. Além da coleção histórica formada por ele ao longo de mais de quatro décadas, o parque da Serra Azul é outro precioso tesouro preservado por ele.

Em 2013 o Diário do Nordeste publicou reportagem sobre o Museu Tertuliano de Melo Neto. De lá para cá o mantenedor recebe visitas, principalmente de grupos de pesquisadores, de estudantes secundaristas e universitários. Os visitantes se interessam pelo acervo histórico mantido ao lado da Casa Grande da fazenda e também pela biodiversidade do seu entorno.

Nesta semana Melo Neto recebeu um grupo de universitários do curso de Biologia da Faculdade de Educação Ciências e Letras do Sertão Central (Feclesc). Acompanhados do professor Hugo Fernandes, tiveram a oportunidade de conhecer as preciosidades do lugar através da expedição educativa. Não imaginavam encontrar tamanha diversidade.

O Museu Tertuliano de Melo Neto é mantido pelo Instituo Ester de Melo, fundado por Melo Neto. O museu está registrado no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e na Secretaria de Cultura do Ceará (Secult). O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ingressou com registro para validar pesquisas históricas realizadas por ele. Entretanto, nenhum órgão público auxilia na manutenção do acervo e nem na realização das pesquisas, ressalta o museólogo.

Veja também no Diário do Nordeste

Museu comunitário reúne acervo raro em Ibaretama

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09:30 · 02.07.2017 / atualizado às 09:50 · 02.07.2017 por

A família Alves, com raízes no município de Capistrano, no Maciço de Baturité, foi personagem de reportagem especial deste sábado, 1º de julho, no Diário do Nordeste. Os herdeiros da propriedade rural instalada no Carqueijo dos Alves, a pouco mais de 10Km do Centro desta cidade, se empenham pela preservação dos costumes tradicionais e pela herança histórica e religiosa deixada pelos seus antepassados.

Todos os anos a família Alves decora o sítio para os festejos de São João

Essa história é possível ver na reportagem “Família busca reconhecimento histórico de acervo no Maciço”, “Inspirados na preservação dos valores familiares”, entretanto, a união vai além da extensão da Casa Grande, erguida no início do século passado. Dos avós aos netos, acolhem a vizinhança e os visitantes como se fossem da família. O alicerce dessa união está na devoção a São João Batista, padroeiro da comunidade.

Hoje patriarca, o pedagogo Pedro Jorge Alves e a esposa, Ana Maria Pinheiro Alves, professora, se dedicam aos cuidados do sítio e pesquisas históricas, ao mesmo tempo em fortalecer os laços familiares. Vez por outra tem festa no lugarejo. A última delas ocorreu na semana passada, em homenagem a São João. O casal lembra que a formação religiosa é muito importante para a preservação dos valores familiares.

Veja as reportagens no Diário do Nordeste

Família busca reconhecimento histórico de acervo no Maciço 

Inspirados na preservação dos valores familiares

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09:30 · 01.07.2017 / atualizado às 11:11 · 01.07.2017 por

Na última quinta-feira, 27 de junho, foi aniversário de 50 anos da morte de Aderaldo Ferreira de Araújo, o Cego Aderaldo, como era conhecido o poeta popular, cantador de rimas acompanhado da viola, repentista. A data foi lembrada pelo Diário do Nordeste com uma reportagem especial do Caderno 3, publicada neste sábado, 1º de julho. Geralmente, morte não se comemora, mas essa é especial. Passado meio século o poeta continua sendo lembrado.

Nascido no Crato, mas de coração artisticamente quixadaense, onde nas esquinas da cidade começou a impressionar os amantes da genuína cultura nordestina, com sua rimas aprumadas e rápidas, o poeta cantador tem os mais importantes momentos da sua vida relembrados na reportagem onde o sociólogo, poeta, jornalista, folclorista e teatrólogo Oswald Barroso aborda pontos interessantes sobre a história do Cego Aderaldo e a sua contribuição para a cultura cearense e nacional.

A espera pela inauguração do Memorial Cego Aderaldo foi um dos destaques na reportagem. O casarão situado defronte a Praça José de Barros, no Centro da cidade, ainda não abriu oficialmente suas portas ao público. A Secretaria de Cultura do Estado (Secult) ainda não definiu uma data para o início do seu funcionamento. O prédio histórico, cujo restauro foi concluído em no fim do ano de 2014, está começando a se deteriorar novamente.

Veja a reportagem completa no Diário do Nordeste

A poesia depois do silêncio 

Salvação pela palavra

Casarão restaurado aguarda inauguração

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06:30 · 29.06.2017 / atualizado às 06:40 · 29.06.2017 por

O Conselho Estadual de Preservação de Patrimônio Histórico Cultural (Coepa) aprovou em reunião extraordinária realizada na Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), nesta quarta-feira (28) abertura de estudo para o tombamento do antigo Campo de Concentração de Senador Pompeu, no Sertão Central, como patrimônio cultural do Estado. A divulgação foi feita através do portal da Secult.

A Vila dos Ingleses integra o conjunto arquitetônico histórico do Campo de Concentração

Nos estudos está incluído todo o complexo arquitetônico, como a Vila dos Ingleses e o Açude Patu. A Coordenadoria de Patrimônio Histórico Cultural (Cophac) da Secult realizou a apresentação do parecer com seu cronograma histórico desde o patrimônio arquitetônico pertencente ao Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) até a utilização dos espaços como campos de concentração nos diversos períodos de seca enfrentados pelo Ceará.

O advogado e pesquisador professor Valdecy Alves complementou a apresentação do Cophac agregando as questões da religiosidade, da história do Estado e do país, e o patrimônio arquitetônico ainda existente hoje em Senador Pompeu. Foi ele quem deu entrada junto ao Coepa, em 1996, solicitando o estudo sobre o tema. Passadas duas décadas o pedido começa a se concretizar. O Município também atua para o tombamento do conjunto como patrimônio histórico e cultural.

Há mais de uma década o Diário do Nordeste tem acompanhado os movimentos em torno da preservação da memória do Campo de Concentração de Senador Pompeu, tendo como um dos seus momentos mais fortes a Caminhada da Seca, realizada desde 1982 pela Igreja Católica até o cemitério das Almas da Barragem, onde foram sepultadas centenas de vítimas do flagelo da seca de 1932.

Veja mais no Diário do Nordeste 

Marcos da Seca em Senador Pompeu serão preservados

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20:00 · 18.06.2017 / atualizado às 20:04 · 18.06.2017 por

O grupo junino Sol Nascente, de Iguatu, foi o campeão do Festival de Quadrilhas Regional, realizado na programação do 18º Pula Fogueira, de 14 a 17 deste mês na Praça José de Barros, em Quixadá. Com o tema “Mestre Vitalino, a sua arte feita à mão”, em homenagem ao artesão ceramista daquela cidade do Centro-Sul do Estado, a Sol Nascente conquistou a comissão julgadora da União Junina do Ceará (UJC).

Com homenagem ao artesão ceramista a Sol Nascente conquistou o título de campeã em Quixadá

A divulgação foi feita pelo presidente da mesa da comissão julgadora da UJC, Adriano Bessa. Na encenação do arraial junino, com o tradicional casamento matuto, a apresentação foi considerada pelos jurados rica em detalhes destacando-se ainda por vencer a representação do melhor casamento, repertório musical, rainha e noivos.

A encenação da Sol Nascente, rica em detalhes, agradou os jurados da UJC

O segundo colocado na competição foi o grupo junino Arraiá do Conselheiro, de Quixeramobim, com a temática “Canudos no estalo da caatinga”, que na opinião do público foi o destaque do festival, com a representação da história de Antônio Conselheiro e o arraial de Canudos, na Bahia. A quadrilha junina ficou também com o título de melhor marcador.

A rainha da República, da Arraiá do Conselheiro impressionou ao enfrentar a tropa do Império

Ainda de acordo com divulgação feita pela prefeitura de Quixadá, outro grupo junino de Quixeramobim, o Sol do Meu Sertão, conquistou a terceira colocação no festival regional. Eles fizeram uma homenagem aos humoristas cearenses como Falcão, Madame Mastrogilda, Tiririca e Adamastor Pitaco. Juntos, os personagens participaram do arraiá mais engraçado da competição.

A homenagem aos humoristas cearenses rendeu a terceira colocação ao grupo Sol do Meu Sertão

O Festival de Quadrilhas Regional foi realizado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude de Quixadá. Para a articuladora cultural da Secretaria, Gerlídia Tavares, foi dado um passo importante no resgate da genuína cultura sertaneja em Quixadá após um vácuo de quatro anos. “As quadrilhas juninas e a UJC atenderam o apelo da nossa equipe e 11 grupos, de Quixeramobim, Boa Viagem, Canindé, Choró, Senador Pompeu, Ibaretama, Itapiúna e até de Icó”, acrescentou.

Os outros sete grupos juninos concorrentes também receberam aplausos de quem foi à Praça José de Barros assistir os espetáculos juninos. Veja a lista de classificação > Resultado oficial do Festival de Quadrilhas Regional

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09:00 · 10.06.2017 / atualizado às 19:20 · 11.06.2017 por

Um mês após a realização de Audiência Pública solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF), para a restauração e conservação do Açude Cedro, em Quixadá, o juiz da 23ª Vara Federal, Ricardo José Brito Bastos Aguiar de Arruda, inspecionou a situação do local, tombado como patrimônio histórico nacional, e do seu entorno, considerado área de preservação natural, incluindo os seus monólitos.

O promotor de Justiça Federal Alexandre Paiva (Esqerda) acompanhou representantes do Dnocs e Iphan

Durante a visita o magistrado deixou claro tratar-se de uma inspeção judicial e cobrou dos representantes dos representantes do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que ambos precisam se unirem quanto a adoção dos trabalhos de restauração das áreas avariadas, cabendo ao Dnocs providências em relação as invasões, dentre outras irregularidades denunciadas na Ação Civil Pública (ACP) impetrada pelo Ministério Público.

Diretoria do Dnocs tem 160 dias para apresentar projeto de recuperação do Açude Cedro

O diretor administrativo do Dnocs, Gustavo Henrique de Medeiros, informou durante a inspeção que a equipe técnica do órgão federal está realizando os levantamentos e elaborando um laudo a ser apresentado e através dele será elaborado o plano de restauro das áreas avariadas e as outras medidas pertinentes a ocupação dos espaços no seu entorno. Ele acrescentou ser de responsabilidade até bem recente, do Município a conservação e utilização dos espaços públicos da área do açude.

No ano passado o convênio da prefeitura de Quixadá firmado havia 15 anos com o Dnocs, para administração do entorno da jusante do Açude Cedro expirou. De acordo com o prefeito Ilário Marques o Termo de Cessão poderia ter sido renovado pelo mesmo período. Entretanto, além de não ter preservado a área o gestor municipal anterior, João Hudson Bezerra, não se interessou pela renovação.

Na sua administração João Hudson chegou a elaborar um projeto de restauração dos armazéns históricos, erguidos para a construção do açude, todavia não conseguiu a aprovação do Iphan em tempo hábil. Quanto a manutenção das outras áreas, a gerência do Dnocs impedia qualquer ação, havia justificado à época. Nesse período, de quatro anos, a degradação e os danos aumentaram.

Além do Dnocs e do Iphan, representantes a Ordem do Advogados do Brasil (OAB) Subseção de Quixadá, da Associação de Imprensa do Sertão Central (AISC), do Instituto Federal de Educação (IFCE), da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Secretaria do Meio Ambiente do Estado (SEMA) e de organizações não governamentais como a Associação de Moradores do Açude Cedro e um grupo de vereadores acompanhou a inspeção realizada pelo juiz federal.

A Ação Civil Pública partiu de iniciativa da Ordem do Advogados do Brasil (OAB) Subseção de Quixadá, da Associação de Imprensa do Sertão Central (AISC), explicou um dos articuladores, o jornalista Wanderley Barbosa, presidente da AISC.

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Pilaretes do histórico Açude Cedro são quebrados causando riscos e indignação

O parque histórico do Açude Cedro é considerado um dos mais belos do mundo

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08:00 · 10.06.2017 / atualizado às 08:20 · 10.06.2017 por

O Serviço Social do Comércio (Sesc) realizará neste sábado (10) em Quixeramobim uma nova edição do projeto Bazar das Letras. Segundo o Sesc, a programação apresentará ao público o lançamento dos ensaios biográficos sobre Fausto Nilo, Antônio Conselheiro e Antônio Sales, personalidades que caracterizam o Ceará, por meio da história e do papel desempenhado na sociedade de suas épocas.

O movimento literário, com entrada gratuita, será realizado a partir das 16 horas na Escola Profissionalizante Dr. José Alves da Silveira. Durante a apresentação dos livros, estarão presentes Fausto Nilo, um dos personagens retratados na biografia; Rodrigo Marques, poeta, professor e escritor do perfil de Antônio Sales; Osvaldo Costa, psicanalista com pesquisas sobre Antônio Conselheiro; e o escritor Bruno Paulino.

As personalidades

Fausto Nilo é natural de Quixeramobim. Além de arquiteto desde 1970, atuando até os dias de hoje, com especial interesse por assuntos referentes a cidades, planos diretores de urbanismo, espaços de uso público e equipamentos culturais, com destaque para o seu principal projeto: o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. Ele também e cantor e compositor. Na época da faculdade iniciou suas atividades de letrista, tendo construído um repertório de cerca de 400 canções interpretadas por artistas como Raimundo Fagner, Moraes Moreira, Gal Costa, Maria Bethânia e Ney Matogrosso.

Antônio Sales nasceu Paracuru. Ele foi um romancista e poeta brasileiro que ocupou diversos cargos políticos. É muito lembrado como uma das figuras mais marcantes da literatura cearense e por ter fundado a Padaria Espiritual, que ganhou bastante visibilidade por sua forma irônica e irreverente de criticar a “provincianidade” fortalezense de sua época. É o patrono da Academia Cearense de Letras e foi batizado por Rachel de Queiroz como “padrinho e figura suprema das letras no Ceará”.

A terceira personalidade de destaque no ensaio é Antônio Vicente Mendes Maciel, conhecido em todo o Brasil como Antônio Conselheiro. Ao se tornar líder religioso adquiriu uma dimensão messiânica ao liderar o arraial de Canudos, um pequeno vilarejo no sertão da Bahia, que atraiu milhares de sertanejos, entre camponeses, índios e escravos recém-libertos, e que foi destruído pelo Exército da República na chamada Guerra de Canudos em 1896. Antônio Conselheiro também nasceu em Quixeramobim.

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