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Categoria: História


08:00 · 11.03.2017 / atualizado às 08:30 · 11.03.2017 por

O Serviço Social do Comércio (SESC) está realizando em Quixeramobim (a 212Km de Fortaleza) a 13ª edição do Movimento Cultural Conselheiro Vivo. De acordo com os organizadores, o evento é dedicado à preservação da memória histórica de Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro, líder é mártir da Guerra de Canudos. Este ano o movimento tem como tema “De Quixeramobim a Canudos – 120 anos de Guerra e Resistência”.

Na programação cultural, que segue até o próximo sábado (18) com oficinas  de arte nas escolas, apresentações na Tenda Sesc Itinerante, montada na Praça da Matriz, no Centro da cidade, também estão incluídas visita mediada e apreciação literária a biblioteca Sesc Antônio Conselheiro, contação de histórias, visita à casa dele, exposição na rampa do Memorial e ainda sessões de cinema da história do beato Conselheiro.

Hoje, a partir das 15 horas, no auditório da UNIQ Faculdade de Quixeramobim, está programada a sessão solene Aquiletras, com entrega da premiação do I Concurso de Cordel 2017, alusivo à história do vulto histórico de Canudos e à noite, as 20 horas, show cultural na Tenda Sesc. Também está programado show no domingo, no mesmo horário. Antes, às 19 horas, missa na Igreja Matriz, dedicada a Antônio Conselheiro.

Ainda conforme os organizadores, o Movimento Cultural Conselheiro Vivo é realizado pelo SESC em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico, Cultural e Natural de Quixeramobim (Iphanaq), a Academia Quixeramobinense de Letras (AQL), a prefeitura de Quixeramobim, e o Serc Ler. O acesso é gratuito.

FIQUE por DENTRO

Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido na História do Brasil como Antônio Conselheiro, nasceu no dia 13 de março de 1830, na Nova Vila de Campo Maior, hoje Quixeramobim, e morreu no arraial de Canudos, na Bahia, no dia 22 de setembro de 1897. Foi considerado um líder religioso e se autodenominava “o peregrino”. Ele partiu em cainhada de Campo Maior, atraindo milhares de seguidores até uma aldeia, batizada por ele de Belo Monte, nos arredores da Fazenda Canudos.

Segundo historiadores, Antônio Conselheiro se transformou em um personagem messiânico ao liderar o arraial de Canudos, um pequeno vilarejo no extremo norte da Bahia, para onde atraiu milhares de sertanejos, entre camponeses, índios e até escravos recém-libertos. O arraial foi destruído na Guerra de Canudos em 1896, e após ser retratado coo louco, fanático religioso e contrarrevolucionário monarquista, foi reconhecido como o primeiro herói nordestino.

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08:30 · 04.03.2017 / atualizado às 08:35 · 04.03.2017 por

Professores da rede pública de Boa Viagem descobriram um sítio arqueológico na zona rural deste município sertanejo do Ceará. A descoberta começou a ser divulgada nas redes sociais. São dezenas de gravuras rupestres. Conforme um dos professores exploradores, Deusilan Carvalho, as provas históricas foram encontradas na localidade de Holanda, no distrito de Ipiranga, na zona rural deste Município.

Foto > Deusilan Carvalho

Na exploração, realizada recentemente na companhia do professor Eliel Júnior e de amigos, eles encontraram as gravuras dentro de cavernas, na Serra da Borracha. As pinturas, enigmáticas lembram pessoas e animais. Para o explorador, além de encantarem pela beleza, provavelmente são mensagens a serem decifradas por especialistas, arqueólogos.

Na avaliação do professor Eliel Júnior, Boa Viagem possui um forte potencial arqueológico, todavia é mal explorado e os órgãos responsáveis por esse tipo de pesquisa não se interessam. “Estes locais dependem apenas de voluntários amantes dos estudos pré-históricos e indígenas”. Ele é um desses pesquisadores. Por conta própria cataloga essas preciosidades.

A descoberta foi divulgada no Sert News, um site de notícias da cidade e na TV Boa Viagem, no Youtube, com trilha sonora de um dos mais famosos exploradores do mundo cinematográfico, Indiana Jones.

Veja o vídeo > Pintura dos homens das cavernas na Serra da Borracha em Boa Viagem

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11:30 · 26.02.2017 / atualizado às 11:30 · 26.02.2017 por

Senador Pompeu
Um desfile de bandas de fanfarras e frevos, bonecos gigantes, agremiações de maracatu, escola de samba, blocos e grupos da cultura tradicional popular abriu o carnaval de Senador Pompeu (a 282Km de Fortaleza) neste sábado (25), transformando a cidade na capital da cultura carnavalesca do Sertão Central.

Este foi o segundo ano consecutivo do Carnaval Multicultural, realizado pelo Instituto Assum Preto, com apoio do Governo do Estado do Ceará, com recursos do Fundo Estadual da Cultura (FEC), através da Secretaria de Estado da Cultura do Ceará, por meio do XI Edital Carnaval do Ceará, explicou o organizador do cortejo, Adriano Souza.

Na programação do projeto, que recebe o título “Carnaval de Folias e Máscaras de Senador Pompeu”, estão incluídas oficinas de confecção de máscaras e adereços carnavalescos, utilizados no desfile, e exposição fotográfica “Memória do Carnaval” na Praça da Juventude, no Centro da cidade, onde houve apresentação especial do cortejo.

As orquestras de fanfarras e frevos, da Banda de Música de Quixadá, e os Maracatus Estrela de Ouro de Canindé e Nação Quixadá, também participaram do desfile. O reisado de congos “Dede de Luna” do Crato, com suas cores fortes e musicalidade também participou da reunião das agremiações carnavalescas de Senador Pompeu e de outras cidades do interior.

O idealizador do projeto lembra que Senador Pompeu é terra de gente boêmia e seus bailes carnavalescos – bem comuns no interior entre as décadas de 50 a 80 – tornaram-se famosos, atraindo foliões de todo o Ceará. Além dos bailes nos clubes, realizados principalmente na AABB, o carnaval era festejado durante cinco dias, contando ainda com desfiles de blocos pelas ruas da cidade.

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10:48 · 16.12.2016 / atualizado às 13:42 · 16.12.2016 por
Secult promove encontros para pensar a criação do memorial (Foto: divulgação/Secult)
Secult promove encontros para pensar a criação do memorial (Foto: divulgação/Secult)

Quixadá. A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) em parceria com o Observatório de Educação Patrimonial (OEPE), o Núcleo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Mídias Interativas da UFG (MediaLab, UFG) e o Instituto Federal do Ceará Campus Quixadá realizam, nesta sexta-feira (16)  sábado (17) encontros para a criação do observatório Cego Aderaldo. De acordo com a organização, o observatório deve ser construído de forma coletiva, com um projeto de ação e gestão.

Os encontros desta sexta e sábado devem ser voltados para a discussão da formulação do memorial, com mesas redondas, discussões em torno de questões como preservação de acervo histórico e cultural, oficinas para o desenvolvimento dos projetos elaborados a partir das discussões em grupo e os critérios de mapeamento para a formação do memorial.

De acordo com a Secult, o Secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos, estará presente nas primeiras reuniões que abrem as discussões do final de semana. Os encontros devem ser mediados pelo Coordenador de Patrimônio Histórico Cultural, Alênio Carlos Noronha Alencar. Os encontros acontecem na Fundação Cultural de Quixadá e no IFCE de Quixadá.

Ações formativas ocorrem deste o início da semana. De 12 a 15 de dezembro, foram ministrados seis cursos preparatórios, de 16 horas/aula com disponibilidade de 25 vagas, envolvendo um público composto de educadores, estudantes, agentes culturais e comunidades locais. De acordo com a Secult, as ações voltadas à formação foram formuladas buscando promover uma rede regional de pesquisas e intercâmbios entre agentes educativos, culturais e turísticos.

Para os idealizadores, a criação do Memorial deve possibilitar a experimentação do público no processo de produção do conhecimento em arte e cultura, através das múltiplas linguagens, e promove a investigação de temáticas presentes na região. Confira a programação aqui.

Quem foi Cego Aderaldo?
Referência da Cantoria Nordestina, o poeta popular e trovador, Aderaldo Ferreira de Araújo, conhecido como Cego Aderaldo, nasceu na cidade do Crato (CE), no dia 24 de junho de 1878, porém logo após o seu nascimento mudou-se para Quixadá (CE). Perdeu a visão aos 18 anos de idade, onde nesta época, trabalhava como maquinista na Estrada de Ferro de Baturité. Através de um sonho cantando em verso, descobriu seu dom para cantar e improvisar. Aprendeu a tocar viola e rabeca, e, após a morte de sua mãe, passou a andar pelo sertão cantando e recebendo por isso.

Cego Aderaldo: trovador e cantor, porem, cego (Foto: divulgação)
Cego Aderaldo: trovador e cantor famoso do CE (Foto: divulgação)

Ao longo de sua vida, rodou o sertão inúmeras vezes, sendo reconhecido em todo lugar. Ficou famoso pelas suas pelejas com os maiores cantadores de seu tempo, como a que se deu em 1914 com o maior cantador do Piauí, o Zé Pretinho. Este duelo ficou registrado no cordel “A peleja de Cego Aderaldo e Zé Pretinho”, de Firmino Teixeira do Amaral.

Cego Aderaldo cantou para muitas pessoas importantes. Quando já era um trovador famoso, foi recebido pelo Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, e pelo cangaceiro Lampião, que lhe deu um revólver seu, após um pedido feito em versos. Morreu em Fortaleza, aos 89 anos, em 29 de junho de 1967, e apesar de nunca ter sido casado, criou 24 meninos, adotando-os.

É considerado pelos críticos literários um dos mais famosos trovadores do Ceará. 2017 é um ano importante, pois se relembram os 50 anos de seu falecimento.

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16:49 · 09.12.2016 / atualizado às 16:49 · 09.12.2016 por
Valdecir Alves, nos campos de extermínio humano nazistas, na Polônia: pesquisa a fundo para conceber documentário (Foto: divulgação)
Valdecir Alves, nos campos de extermínio humano nazistas, na Polônia: pesquisa a fundo para conceber documentário (Foto: divulgação)

Senador Pompeu. O advogado Valdecir Alves, natural deste Município da região Central do Estado, lançou na última quinta-feira (8), no escritorio do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), na Capital, eu documentário: “Campos de concentração no Ceará: Auschwitz, ração, nazismo, escravidão”. O filme tenta mostrar que as mesmas técnicas usadas nos campos de extermínio nazista, em Auschwitz, são idênticos aos campos cearenses, que abrigavam cearenses.

Um dos principais motes para a produção do documentário é o relato de morte de retirantes que foram contratados para a construção do açude Patú, localizado em Senador Pompeu. Na época da seca entre 1915 e 1932, vários campos concentravam cearenses sofridos pela caótica situação que a seca fazia imperar no Estado. Eles não ficavam restritos ao Interior. Foram verificados nos municípios de Quixeramobim, Ipu, Senador Pompeu e Crato. Em Fortaleza, os sertanejos que fugiam das secas eram colocados em barracas de lona. Um deles ficava no Alagadiço, outro no Otávio Bonfim, além do instalado no Pirambu, chamado “Urubu”, por ficar perto de um lixão.

Casarões que abrigava flagelados, em Senador Pompeu, na seca de 1915 (Foto: arquivo/ Alex Pimentel)
Casarões que abrigava flagelados, em Senador Pompeu, na seca de 1915 (Foto: arquivo/ Alex Pimentel)

De acordo com o autor, as semelhanças entre Auschwitz e os arranjos cearenses são muitas, garante – desde as estruturas físicas, usando arame farpado, até a forma como as pessoas eram enterradas e tratadas. A comida era de segunda categoria, sobras das negociatas da “indústria da seca”, que tinha como política exterminar os flagelados ou colocá-los em guetos.

Para comprovar a hipótese que defende no documentário, o diretor visitou o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. A produção começou a ser realizada em 2010, levando seis anos para ser concluída, sendo custeada com recursos do autor. Valdecy não recorreu a editais, temendo controle ideológico, por isso preferiu enveredar para o campo da produção independente.  De maneira realista e em tom de denúncia, o autor promete trazer à tona memórias de uma realidade cuja história oficial faz questão de não registrar – para ele, foi o mesmo que aconteceu com Canudos e o Caldeirão.

Os detalhes sobre a produção do documentário de Valdecir Alves foram destaque no Caderno 3, na edição impressa do Diário do Nordeste da última quinta-feira (8), de one parte deste texto foi retirado. Leia a matéria completa aqui >> Auschwitz no Ceará

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