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Categoria: Indústria


06:00 · 18.02.2017 / atualizado às 17:30 · 17.02.2017 por

Guaiúba
O governador do Ceará, Camilo Santana, anunciou no site oficial do Governo do Estado, que assinará na próxima segunda-feira (20) a liberação de recursos da ordem de R$ 10 milhões para a infraestrutura do Polo Industrial Químico em Guaiúba (a 38Km de Fortaleza), no entorno do Maciço de Baturité. A solenidade será realizada a partir das 9 horas, ao lado da Câmara de Vereadores de Guaiúba, na rodovia CE-060.

Ainda de acordo com o governo do Estado, o Polo vai contar com 27 empresas, gerando 1.967 empregos diretos. O investimento do Governo do Ceará, superior a R$ 10 milhões, será feito através da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) e das secretarias do Desenvolvimento Econômico (SDE) e da Infraestrutura (Seinfra). O investimento das empresas supera a casa dos R$ 95 milhões.

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10:54 · 24.06.2016 / atualizado às 10:54 · 24.06.2016 por

Senador Pompeu. O Governador Camilo Santana esteve na noite da última quinta-feira (23), neste Município, onde entregou, em cerimônia com grande público, três cartas com autorização de crédito para financiar sistemas de abastecimento de água através do Projeto São José III. Estiveram também presentes no evento o secretário do Desenvolvimento Agrário, Dedé Teixeira; o secretário da Pesca, Aquicultura e Agricultura, Osmar Baquit; o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque; o deputado federal José Guimarães entre utras autoridades municipais.

Senador Pompeu Governo
Carta de crédito foram entregues a representantes das comunidades (Foto: Governo do Estado)

Ao todo, 345 famílias de três localidades da zona rural (Genipapeiro, Lindóia e Km Doze) serão beneficiadas com os novos sistemas de abastecimento. De acordo com a Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), o investimento é de R$ 2.594.033,05.

O Projeto São José visa fortalecer a agricultura familiar e o bem estar das comunidades assentadas nas zonas rurais. O objetivo é aumentar a inserção econômica, a agregação de valor dos empreendimentos familiares da área rural, com financiamento de projetos produtivos no âmbito de cadeias produtivas promissoras, numa perspectiva de fortalecimento dessas cadeias e da inserção sustentável da agricultura familiar.

Outro
Na mesma noite, a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) realizou a entrega de um novo galpão de uma empresa de calçados do município. A expectativa é que o novo espaço possa gerar 1.400 oportunidades de trabalho, sendo 500 empregos diretos. O terreno foi cedido pela Prefeitura e a construção financiada pela Adece.

A fábrica produz e exporta para países como Argentina, Bolívia, Uruguai, Itália e Arábia Saudita. Com a expansão, a fábrica aumentará a produção de 9.500 para 11 mil pares de calçados por dia.

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12:00 · 20.12.2015 / atualizado às 12:12 · 20.12.2015 por

Energia Solar - Usina (1)Banabuiú
Uma equipe técnica da empresa Quantum, especializada em instalações industriais de médio e grande porte, iluminação, construção e manutenção de redes de energia elétrica e em energias renováveis, visitou esta semana a localidade de Valença, na zona rural de Banabuiú. Segundo a Prefeitura deste município do Sertão Central, o objetivo da visita foi iniciar estudos para a instalação de uma usina para captação e distribuição de energia solar na região.

O prefeito de Banabuiú, Veridiano Sales, foi quem recepcionou a comitiva técnica. No encontro foi discutido o inicio da obra e o potencial do Município no fornecimento de energia solar. “A matéria prima o sol, já temos em abundância. Nos faltava apenas uma empresa interessada nesse potencial”, havia comentado o gestor municipal aos técnicos comemorando a chegada o empreendimento. A construção da usina de energia solar deverá ser iniciada no segundo semestre de 2016 e entrar em funcionamento no início de 2017.

Em julho deste ano o Diário do Nordeste havia divulgado a realização dos estudos ambientais para Banabuiú receber a segunda usina de energia solar do Estado, atendendo mais de 40 mil moradias. A licença prévia havia sido fornecida. A empresa Fotwatio do Brasil aguardava o aval definitivo para iniciar as obras numa área de 116,13 hectares, com a instalação de 117 mil painéis fotovoltaicos. A primeira usina de captação e distribuição de energia renovável desse tipo no Ceará já funciona em Tauá, no Sertão dos Inhamuns.

Veja mais no Diário do Nordeste > Banabuiú receberá usina solar para atender mais de 40 mil moradias

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08:00 · 27.09.2015 / atualizado às 08:12 · 27.09.2015 por

Luiz GirãoLimoeiro do Norte
Considerado um dos maiores produtores do Nordeste, o pecuarista Luiz Prata Girão enfrenta dificuldades para manter a produção do rebanho da sua propriedade, a Fazenda Flor da Serra, situada em Limoeiro do Norte, na Chapara do Apodi. Ele reconhece ainda não estar sofrendo tanto quanto quem cria gado nas regiões mais áridas do Estado, como os Inhamuns e o Sertão Central, mas o cenário já aponta para mais uma crise, caso o próximo inverno também seja fraco.

Produzindo a média de 30 mil litros por dia, com um rebanho de 18 mil vacas, a sua preocupação também está na variação do dólar. A moeda estrangeira é quem estabelece o tamanho do prejuízo do pecuarista leiteiro. Os preços de todos os insumos necessários à produção estão vinculados a ele. Como herdou da família a vocação de fazendeiro, dedicando toda a sua vida a bovinocultura, já viu e enfrentou muitas crises. Entretanto, não imaginava, um século após a seca de 1915, enfrentar a mesma situação. Naquela época a seca destruiu tudo. Agora, quem está fazendo isso é a especulação financeira.

Outro problema apontado por “Luizinho Girão”, como gosta de ser tratado, está relacionado à oferta do leite em pó estrangeiro. O produto vem da Nova Zelândia. Mesmo com a taxação de 35% ainda é disparado mais barato em relação ao preço local. A diferença chega a mais de 60%. Para pressionar ainda mais os produtores cearenses, o leite da Argentina e do Uruguai, não têm taxação. É o acordo feito através do Mercosul. “A melhor maneira para superar situações assim é enfrentar a seca. Está no sangue do nordestino”, ressalta.

Veja a reportagem no Diário do Nordeste > Além da seca, a alta do dólar é o grande vilão atual

INFOLEITE em QUIXERAMOBIM
Rebanho diminuiu e a produção subiu

Quixeramobim
Pode parecer estranho matematicamente, diminuir para aumentar, mas em Quixeramobim, onde está concentrado o maior rebanho leiteiro do Ceará, na última década, das mais de 120 mil cabeças de vacas, quando se produzia a média de 60 mil litros de leite por dia, o Município passou a contar apenas com 60 mil. Uma conta bem fácil de fazer; houve uma redução de 50% no número de animais. Entretanto, a produção da lactose liquida praticamente dobrou. Hoje, os pecuaristas produzem em torno de 110 mil litros por dia.

De acordo com o secretário da Agricultura e Recursos Hídricos de Quixeramobim, Antônio Celio de Oliveira, conhecido como Celinho, essa formula está associada a vários fatores, todos relacionados à melhor eficiência na produtividade, incluindo técnicas de produção de insumos e o melhoramento genético dos animais. Um animal sadio, adulto, é capaz de produzir até 20 litros de leite por dia. O processo foi demorado, mas apesar de toda a crise, os produtores, principalmente os pequenos, comemoram.

Esse processo surgiu com a implantação do programa Infoleite, criado em 1998, na primeira administração do prefeito Cirilo Pimenta. Quase 20 anos depois os agropecuaristas estão contando novamente com o auxílio técnico, realizado através de parcerias com a Laticínios Betânia e Sertão Empreendedor, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Cerca de 300 pequenos produtores estão sendo assistidos. Planejamento, gestão e a busca por bons índices zootécnicos, são os principais focos do programa.

Como a alimentação é responsável pela maior parte das despesas, milhares de raquetes de palma forrageira já foram distribuídas. A tendência é de crescimento significativo nas áreas plantadas em todo o Sertão Central. O vegetal contribui para diminuição da necessidade hídrica e reduz a dependência de insumos externos, responsáveis pelo aumento dos custos de produção.

Outro incremento aplicado à redução dos custos de produção, principalmente o alimentar, está na compra do milho, diretamente das áreas de produção do grão. A estratégia de negócio, articulada e coordenada pela Secretaria de Agricultura do Município, reduz o preço final em 15%. Ainda buscando enxugar as despesas com a produção, em parceria com o Sebrae, está sendo difundida a tecnologia do milho úmido reidratado. Através desse processo é possível reduzir em mais de 30%. A economia para o produtor de 180 litros por dia, essa é a média da região, é de R$ 530,00 por mês.

Bovinocultura Leiteira - Quixeramobim (13)Bovinocultura Leiteira - Quixeramobim (14)

Pecuaristas buscam apoio de usineiros

Mesmo assim, apesar do esforço do governo municipal a Associação dos Agropecuaristas do Sertão Central (AASEC) busca reduzir o déficit econômico com outras medidas. Na próxima terça-feira, 29, os associados pretendem se reunir em Quixeramobim com representantes das usinas. O objetivo é conquistarem o apoio dos maiores compradores de leite do Ceará, a Laticínios Betânia, Leite Maranguape, Bom Jesus, Mirambé, Cocentral e Danone, para evitarem os atravessadores. “Eles estão comprando o nosso leite de R$ 0,95 a R$ 1,20 o litro, mas o lucro está ficando no caminho, nos caminhões que transportam o produto”, reclama o presidente da AASEC, Carlos Elói.

Números

2,7 milhões são os últimos números do rebanho bovino cearense
1,2 milhões de litros é a produção leiteira diária no Ceará

Mais Informações

Prefeitura de Quixeramobim
Rua Dr. Álvaro Fernandes, 36/42 – Centro
Telefone: (88) 3441-1326

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07:30 · 27.09.2015 / atualizado às 07:52 · 27.09.2015 por

Quixeramobim
A estiagem, prolongada pelos últimos cinco anos no Nordeste, é apenas uma das preocupações para os pecuaristas cearenses, principalmente para quem se dedica ao setor leiteiro. Os animais precisam de alimento e de água. Mas sede, os rebanhos não passam. À medida que os açudes e barreiros vão secando, eles recorrem a cacimbões, poços, seguindo a sina dos humanos. O problema maior está nos custos, principalmente da ração. A maioria está pagando para produzir leite. Essa é a avaliação feita por representantes da Associação dos Produtores de Leite do Ceará (Aprolece).

Bovinocultura Leiteira - Quixeramobim (15) DN

Conforme o presidente da Aprolece, Cláudio Augusto Teófilo Júnior, os produtores estão cansados e apreensivos. Nos últimos anos a pressão tem sido constante sobre os médios e grandes criadores. As políticas de governo, em todas as esferas, só amparam quem está enquadrado na agricultura familiar, os pronafianos. Mais um ano de seca poderá provocar perdas incalculáveis para a cadeia produtiva bovina no Ceará, que graças a investimentos da classe, em tecnologia e melhoramento genético, tem destaque no cenário nacional. É a maior do Nordeste.

Alguns já pensam em vender também o gado leiteiro para o abate. Vai ser a única alternativa para não se ver milhares de animais mortos, nas beiras das estradas, pela fome e insensibilidade dos governantes. Estão se sentindo abandonados, sufocados, diante dessa crise tão grave, hídrica e econômica, reclama o líder classista.

“Nos últimos 40, 50 anos, investimos pesadamente nas nossas fazendas. Os resultados começaram a surgir nas duas últimas décadas. Mas na contramão do nosso interesse, em tornar o Ceará o maior produtor do Nordeste, além da seca prolongada e da alta do preço dos insumos, provocando o aumento dos custos, a pressão aumenta com os bancos cobrando na porta da gente e inclusive ameaçando de execução das dívidas. O trabalho, a dedicação de uma vida, à pecuária leiteira nunca estiveram tão ameaçados”.

Além da renegociação das dívidas bancárias, contraídas para levar a pecuária leiteira ao atual status, de quarta maior renda de emprego gerada no Estado, o aumento da compra de leite para o Fome Zero, um programa social do Governo Federal, para pelo menos 100 mil litros por dia, pode amenizar a situação de colapso enfrentada pelo setor.

Outro pecuarista de médio porte, Alexandre Gontijo associa as dificuldades ao dólar. Nos últimos 60 dias o valor da moeda americana já havia disparado para os pecuaristas. O preço da saca de milho, de 60 quilos, pulou de R$ 32,00 para R$ 42,00. Com o farelo de soja não foi diferente. A tonelada custava R$ 1.300,00. Agora, é obrigado a desembolsar R$ 200,00 a mais por tonelada. Para elevar ainda mais as despesas o preço médio do litro do leite in natura, baixou de R$ 1,30 em 2013 para R$ 1,20 este ano.

Para ele, a solução, a curto prazo, realmente está na prorrogação das dividas contraídas nos bancos oficiais e a liberação de crédito para o produtor manter a estrutura produtiva. “Os efeitos serão ainda maiores. Não atingirão somente os nossos investimentos. Na minha propriedade mantenho o sustento de 90 famílias e ainda toda uma economia ao redor. Com o encerramento do negócio leiteiro os trabalhadores rurais vão correr para a capital a procura de emprego, mesmo não tendo nenhuma qualificação”, ressaltou.

Veja a reportagem no Diário do Nordeste > Cacimbões e poços profundos garantem a produção leiteira

Números

100 litros é o consumo médio de água diário de uma vaca leiteira
8 Kg é a quantidade de ração media diária para cada animal

Mais Informações

Aprolece
Rua Silva Paulet, 3279 / Bloco B Sala 23 – Fortaleza
Telefone: (85) 3272-9406

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