Categoria: Meio ambiente


07:30 · 29.10.2018 / atualizado às 07:46 · 29.10.2018 por
As chamas chegaram próximo ao Mosteiro Santa Cruz, mas brigadistas e bombeiros agiram rápido evitando riscos para as religiosas. Foto > Prevfogo

Após quatro dias de combate ao fogo que se alastrou pela Serra do Estevão, na zona rural de Quixadá, 25 brigadistas do grupamento Prevfogo do Ibama e 10 bombeiros militares conseguiram controlar o maior incêndio florestal neste Município do Centro do Estado.

De acordo com o Chefe de Brigada Prevfogo, Talys Anderson Oliveira, sua equipe continuará no local, realizando a vigilância da área e a eliminação total dos focos. A avaliação final dos trabalhos, incluindo o levantamento da área devastada pelas chamas, será apresentada nesta segunda-feira (29).

> Combate a incêndio na Serra do Estevão passa a contar com 25 brigadistas e 10 bombeiros militares

> Mata densa e ventos fortes dificultam controle de incêndio florestal em região serrana de Quixadá

> Queimada descontrolada atinge e devasta vegetação nativa da Serra do Estevão em Quixadá

Moradores do distrito de Dom Maurício, localizado no cume da Serra do Estevão, informaram que uma queimada, iniciada no terreiro de um agricultor, provocou o incêndio de grandes proporções naquela região montanhosa com extensão de 24 km de por 10 km de largura, localizada a pouco mais de 20 quilômetros do Centro de Quixadá.

O tráfego na principal estrada de acesso ao distrito de Dom Maurício ficou perigoso.

A Brigada Prevfogo e o Corpo de Bombeiros não confirmaram a versão. A coordenadora Regional da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Leyla Barros, aliviada com o controle do incêndio, deverá averiguar a denúncia.

Desde a última quarta-feira (24), além dos moradores que precisavam descer e subir a serra pela principal via de acesso à sede de Quixadá, as irmãs da ordem religiosa das Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus também ficaram assustadas com o incêndio. Elas residem no Mosteiro Santa Cruz, para onde os ventos estavam soprando o fogo que subia a serra.

O Mosteiro Santa Cruz corria risco de ser atingido pelo incêndio na mata serrana.

A base da Brigada Prevfogo e dos bombeiros foi montada no Mosteiro. Um helicóptero da Ciopaer também auxiliou na contenção das chamas, lançando água nos locais onde os brigadistas realizam o isolamento da mata.

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18:00 · 27.10.2018 / atualizado às 05:50 · 28.10.2018 por
Brigadistas e bombeiros ganham reforço e começam a controla incêndio florestal na Serra do Estevão.

No terceiro dia de combate ao incêndio florestal na Serra do Estevão, onde está localizado o distrito de Dom Maurício, na zona rural de Quixadá, 25 brigadistas do Prevfogo Ibama e 10 bombeiros militares da Guarnição de Quixeramobim passaram a trabalhar na região. O helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) também passou a auxiliar na contenção das chamas, lançando água nos locais onde os brigadistas realizam o isolamento da mata. Eles enfrentam forte calor, além de muita fumaça.

No início dos trabalhos de eliminação do incêndio havia 15 brigadistas e cinco bombeiros enfrentando o fogo e a fumaça na região serrana.

As técnicas utilizadas pelos brigadistas e bombeiros militares são diferentes. Os esquadrões Prevfogo se embrenham na mata e utilizando motosserras e sopradores costais abrem faixas de isolamento para o fogo não atingir as áreas ainda com vegetação seca. Os bombeiros contam com carro-tanque, mangueiras e jatos d’água direcionados aos focos. Também usam bombas d’água costais.

Os brigadistas adentram a mata densa com motosserras e sopradores costais para eliminarem os focos de fogo.
Os bombeiros militares utilizam bombas d’água costais para apagar o fogo.

Na avaliação do Chefe de Brigada Prevfogo, Talys Anderson Oliveira, o resultado do trabalho conjunto realizado neste sábado (27) foi satisfatório. Os três focos de incêndio próximos a áreas povoadas, dentre elas o Mosteiro Santa Cruz, onde residem irmãs da ordem religiosa das Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, estão sob controle. Eles representam 80% do incêndio. Agora é preciso analisar o movimento do fogo pelas correntes de ar. Após o trabalho de contenção será feita avaliação da área do desastre natural.

Os bombeiros também utilizam um carro-tanque e com jatos d’água apagam o fogo próximo a áreas de risco.

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18:30 · 26.10.2018 / atualizado às 18:40 · 26.10.2018 por
Brigadistas Prevfogo e Bombeiros Militares se empenham no combate os focos de fogo na Serra do Estevão, em Quixadá. Foto > Prevfogo

Equipes do Corpo de Bombeiros e de Brigadistas Prevfogo do Ibama continuam combatendo o fogo sob muita fumaça na Serra do Estevão, em uma região de mata nativa com aproximadamente 240 hectares de área, situada a 21km do Centro de Quixadá. Apesar do esforço de 20 homens treinados, na tarde desta sexta-feira (26) surgiram mais focos de fogo. Como o acesso é difícil há maior demora para o controle do incêndio que se espalha por toda a montanha com mais de 24km de extensão.

O Chefe de Brigada de Pronto Emprego do Ceará, Talys Anderson Silva, orientou suas equipes a cortarem com urgência as faixas de  isolamento, da mata, no entorno do Mosteiro Santa Cruz, áreas povoadas e da vila do distrito de Dom Maurício, localizado no cume da serra. Todavia, como o número de focos aumentou, solicitou reforço de Brigadistas para evitarem riscos para os moradores e maior devastação da floresta branca, como também é conhecida a caatinga.

Essa também será a estratégia utilizada pela Guarnição ABT 52, dos Bombeiros, sediada em Quixeramobim. O comandante da equipe, sargento Jean de Sousa, informou que já foi solicitado reforço ao Comando Geral dos Bombeiros. Enfatizou também a necessidade de os moradores colaborarem, evitando deslocamentos desnecessários pela via de acesso à serra. Quanto ao Município, precisa agilizar o reabastecimento do carro-tanque, com água transportada em carros-pipa e ainda suporte para os Bombeiros Militares.

Enquanto os Brigadistas se embrenham na mata para eliminar os focos, os Bombeiros utilizam o carro-tanque para combater os riscos à margem da estrada.
Na subida da serra muitos moradores observam e aguardam o trabalho dos Brigadistas e dos Bombeiros para evitar riscos no trajeto.

Perigo na estrada

Motoristas e motociclistas devem tomar muito cuidado quando subirem ou descerem a serra. Apesar de o fogo a maior parte do tempo ser baixo, vez por por outra o vento arrasta uma densa cortina de fumaça, tornando impossível a visibilidade há mais de um metro de distância. A inalação também pode prejudicar a saúde e provocar doenças respiratórias.

> Incêndio destrói escola municipal na zona rural de Quixadá após arrombamento e vandalismo

A fumaça prejudica a visibilidade a poucos metros de distância e ainda pode provocar doenças respiratórias.
Um Bombeiro Civil auxilia no trabalho de combate ao incêndio florestal na Serra do Estevão

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07:30 · 26.10.2018 / atualizado às 07:30 · 26.10.2018 por
A Serra do Estevão, em Quixadá, ficou em chamas após um agricultor realizar uma queimada no seu terreiro.

Uma queimada, iniciada no terreiro de um agricultor, conforme informações de moradores, provocou um incêndio de grandes proporções na Serra do Estevão, uma pequena cadeia montanhosa com aproximadamente 24 km de comprimento por 10 km de largura, localizada a pouco mais de 20 quilômetros do Centro de Quixadá.

Equipes do Corpo de Bombeiros do Grupamento de Quixeramobim e de Brigadistas de Pronto Emprego Prevfogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), também com sede no Município vizinho, foram acionados pela Coordenadora Regional da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Leyla Barros.

Os Bombeiros Militares iniciaram o combate aos focos de fogo ainda no início da tarde desta quinta-feira (25). Apesar do esforço, com uso de água, as chamas já haviam se estendido por extensas áreas da mata serrana. Os Brigadistas Prevfogo, especializados em desastres dessa natureza, iniciaram o isolamento das queimadas nesta manhã.

Os Brigadistas Prevfogo chegaram à Serra do Estevão no fim da tarde, onde acamparam e planejaram os trabalhos de combate ao fogo.

Dom Maurício

Quando retornavam de Quixadá para casa, à noite, muitos moradores do distrito de Dom Maurício, situado no cume da serra, ficaram assustados. O fogo se alastrou até a margem da rodovia de acesso à localidade. Árvores caíram na estrada, tornando o tráfego ainda mais arriscado. Mesmo assim, o fogo e nem a fumaça haviam chegado à vila, ainda.

De acordo com o Chefe de Brigada de Pronto Emprego do Ceará, Talys Anderson Silva, o primeiro objetivo é isolar e eliminar os pontos de fogo próximos de áreas povoadas, como o Mosteiro Santa Cruz, onde residem irmãs da ordem religiosa das Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Além de tristes, estão preocupadas com o incêndio provocado pela mão humana.

O fogo chegou à estrada de acesso ao distrito de Dom Maurício, causando risco para quem precisava retornar para casa.
Além da fumaça e das chamas, árvores derrubadas pelo fogo causavam mais riscos aos motoristas e motociclistas.

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06:30 · 22.10.2018 / atualizado às 06:25 · 22.10.2018 por
As queimadas estão devastando a mata nativa de Baturité e prejudicando a população. Fotos > VCrepórter

As queimadas se agravaram neste mês de outubro no município serrano de Baturité. No fim de semana a fumaça provocada por um desses incêndios ilegais, atingiu praticamente toda a cidade, irritando a população e causando medo a alguns moradores. O fogo também chegou próximo às suas casas. Muitos precisaram sair, ir para locais mais distantes, principalmente quem tem doenças respiratórias.

Neste fim de semana a fumaça de uma dessas queimadas atingiu várias áreas residenciais.

Para evitar mais transtornos à população e a degradação da mata nativa, o Departamento do Meio Ambiente de Baturité firmou parceria com a Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema) no combate às queimadas neste Município. De acordo com o órgão, 10 profissionais estão fiscalizando as áreas propícias a incêndios da mata nativa, boa parte seca nesta época do ano.

Mais de 30 queimadas já foram detectadas este ano na região. Segundo o Corpo de Bombeiros do Estado, a maioria é provocada por agricultores, quando estão brocando as terras para plantio antes da próxima quadra invernal, mas essa prática, além de empobrecer o solo, é ilegal.  Sem licença do órgão ambiental é tida como incêndio criminoso e é punida pela Lei de Crimes Ambientais com pena de um a quatro anos de reclusão.

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14:30 · 03.10.2018 / atualizado às 14:30 · 03.10.2018 por

A 2ª Promotoria de Justiça de Boa Viagem ingressou nesta quarta-feira (03) com Ação Civil Pública (ACP) contra o Município, com o objetivo de interditar o “lixão” da cidade. Na ACP encaminhada ao Poder Judiciário, o representante do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), Alan Moitinho Ferraz, requer também a recuperação de áreas degradadas pela antiga área de dejetos sólidos. A Ação aguarda apreciação do Justiça Estadual.

Conforme o promotor de Justiça, por não possuir regulamento de gestão do sistema de limpeza urbana, nem um aterro sanitário licenciado ambientalmente em sua circunscrição territorial, a Prefeitura destina os resíduos sólidos  a um aterro localizado a cerca de 8 km da sede do Município, na localidade de Poço d’Água, na zona rural. Nesse local, há mais de 10 anos o lixo vem sendo depositado a céu aberto, expondo a população a diversas doenças e o meio ambiente a uma degradação que poderá vir a ser irreversível no futuro.

Essas irregularidades constam nos autos de infração lavrados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Ceará (Ibama) e estão embasadas em relatório do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Ceará. Desde 2009, a Promotoria busca uma solução extrajudicial com a Prefeitura, explica o promotor na divulgação feita pelo MPCE.

A administração municipal justifica estar trabalhando para implantação de um aterro sanitário. Todavia, o MPCE, requereu também à Justiça, no prazo de 10 dias, a abertura de valas sépticas no lugar onde o lixo vem sendo depositado ou em outro local eventualmente indicado pelo órgão ambiental, dentro de 90 dias a implantação da coleta seletiva e em até seis meses a instalação do aterro sanitário em localidade apropriada.

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13:00 · 13.09.2018 / atualizado às 10:45 · 14.09.2018 por
Em questão de minutos as chamas foram transformando a mata em cinzas nos fundos do Seminário Diocesano de Quixadá.

Na manhã desta quinta-feira (13) uma enorme cortina de fumaça se estendeu por alguns bairros de Quixadá, chegando inclusive ao Centro da cidade. O motivo foi o incêndio de uma faixa de mata seca existente nos bairros Lagoa e Combate. Nesta última área residencial, além de chegar próximo às casas, o fogo queimou toda a vegetação da área verde do Seminário Diocesano.

As chamas somente não atingiram grandes proporções porque a direção da entidade religiosa havia determinado a capina do mato, que nesta época do ano seca, informaram funcionários.

Mesmo assim alguns moradores da vizinhança ficaram assustados. Saíram das suas residências. A fumaça e a fuligem também estavam incomodando. Alguns apontaram que os focos de fogo tiveram início por volta das 9h em áreas não habitadas ,nas proximidades do rio Sitiá. Não demorou muito as chamas atingiram outras matas secas. O Corpo de Bombeiros foi acionado.

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09:00 · 06.09.2018 / atualizado às 10:55 · 06.09.2018 por
Brigadistas Prevfogo no Ceará combateram mais um incêndio florestal em Canindé. Fotos > Ibama

Um dia após eliminar os focos de incêndios florestais em dois assentamentos federais em Canindé, Jacurutu e Lagoa Verde, a Brigada Prevfogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) precisou combater mais um incêndio na zona rural desse Município. De acordo com o Ibama, dessa vez o fogo atingiu o assentamento Rocilandia, a 56Km do Centro de Canindé.

Ainda de acordo com o órgão ambiental federal, o fogo teve início às margens da CE-257 na tarde da última segunda-feira (3). Foi totalmente extinto nesta quarta-feira (5). Mesmo assim 15 dos 1.743 hectares do local onde residem 33 famílias foram afetados. O primeiro ponto foi extinto na tarde de terça-feira (04) e o segundo foco eliminado no último dia da operação. Os moradores informaram que foi provocado por vândalos.

A guarnição do  Corpo de Bombeiros de Canindé foi acionada e de imediato solicitou apoio da Brigada do Prevfogo. Dez agente da equipe do Ibama realizaram reconhecimento do local. Constataram a existência de dois focos de incêndio. De acordo com o Chefe da Brigada Talys Anderson Oliveira, a proximidade de um dos focos com a comunidade dificultou a operação.

A rapidez da chegada da Brigada Prevfogo foi fundamental para evitar maiores danos ambientais à comunidade, ressaltou o Ibama.

> Brigadistas concluem nesta segunda-feira combate a incêndio florestal em Canindé

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07:00 · 03.09.2018 / atualizado às 07:10 · 03.09.2018 por

Uma extensa área de caatinga foi transformada em cinzas na zona rural de Canindé.

Os Brigadistas de Pronto Emprego Prevfogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) deverão encerrar nesta segunda-feira (3) os trabalhos de combate ao fogo em áreas de mata nativa dos assentamentos Jacurutu e Lagoa Verde, situados a cerca de 25Km do Centro de Canindé. De acordo com o Chefe de Brigada de Pronto Emprego do Ceará, Talys Anderson Silva, os pontos de fogo foram eliminados após seis dias de trabalho.

> Mais de 30 hectares são devastados

Mesmo assim, os moradores das duas comunidades rurais deverão permanecer em alerta após a devastação, segundo eles, pelas chamas, de aproximadamente 30 hectares de caatinga preservada nos dois assentamentos implantados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O mais afetado deles foi o Sítio Jacurutu, onde moram 155 famílias, explicou o líder comunitário Antônio Francisco Bernardino, conhecido como “Antônio Mota”.

Ele reconheceu que a brigada especial deveria ter sido acionada tão logo surgiu o primeiro foco de fogo na região. Os assentados acreditam que o incêndio pode ter sido provocado por algum invasor ao fazer fumaça para espantar abelhas e colher mel mata adentro.”Os moradores conhecem as técnicas de manejo da retirada de mel sem causar riscos, além do mais sabem ser proibida a utilização de fogo sem controle“, acrescentou.

A reportagem do Diário do Nordeste visitou as áreas destruídas pelos incêndios e acompanhou um dia de trabalho dos 15 brigadistas acampados no Assentamento Jacurutu desde a última quarta-feira, 29 de agosto. A maior dificuldade deles é o acesso até os focos de fogo. Apesar de a mata estar seca nesta época do ano é preciso abrir caninho entre as arvores com galhos secos e pontiagudos. Mesmo nas estradas abertas pelo trator vez por outra se deparam com algumas caídas.

Os trabalhos de isolamento dos pontos de fogo têm início às 5h. São interrompidos ao meio-dia e recomeçados às 15h, seguindo noite adentro, quando é melhor de identificar onde ainda há riscos. Antes de saírem a campo realizam o mapeamento e planejamento das ações. Para realizarem o combate utilizam equipamentos de proteção individual (EPI). Apitos e aparelhos GPS auxiliam os batedores na orientação do restante da equipe.

O principal equipamento utilizado por eles é o soprador costal. Com ele é possível realizar o trabalho de cinco brigadistas.

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07:30 · 31.08.2018 / atualizado às 07:10 · 31.08.2018 por

O fogo está consumindo extensa área de mata nativa e matando animais silvestres na zona rural de Canindé.

Um incêndio, considerado de grandes proporções, continua devastando deste a última sexta-feira (24) uma extensa área na zona rural de Canindé (a 118Km de Fortaleza). Conforme informações da Guarda Municipal, o fogo já atingiu a localidade de Bom Jesus, se alastrou pela caatinga da região de Targinos, distante cerca de 35Km da sede do Município, e estava chegando às proximidades do Assentamento Jacuturu, onde há uma reserva florestal. As causas ainda são desconhecidas.

Todavia, de acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros da região, tenente-coronel Sousa Júnior, a hipótese mais provável é de que o fogo tenha começado após alguém fazer fumaça para espantar abelhas e colher mel. “No local onde começou o incêndio, uma pessoa foi capturar abelha para tirar o mel, aí fez fumaça para sair e não apagou o fogo, deixou. Como está seco, se espalhou rapidamente”. O fogodevastou aproximadamente 30Km de mata, ressaltou.

Como os locais por onde o fogo se espalha é de difícil acesso a Guarnição do Corpo de Bombeiros em Canindé não tem como chegar com o caminhão tanque. A alternativa viável nesses casos é o trabalho manual, realizado por brigadistas. Como a área do incêndio é na zona rural, não existe risco para a população. Apenas para a flora e para os animais, por ser uma reserva de proteção ambietal do Ibama, onde são recebidos bichos oriundos de apreensões.

Mesmo assim, cinco homens do Corpo de Bombeiros trabalham para evitar que as chamas se alastrem ainda mais. A Secretaria de Infraestrutura de Canindé disponibilizou um trator patrol para auxiliar no combate ao fogo. A máquina deverá abrir valas em uma extensão de 1.500Km e. nesta sexta-feira (31) 15 brigadistas de combate a incêndios florestais deverão chegar para trabalhar na contenção do fogo. São profissionais do Prevfogo, do Ibama, acrescentou a Assessoria da Prefeitura.

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