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Categoria: Meio ambiente


10:00 · 01.04.2017 / atualizado às 08:00 · 02.04.2017 por

Professores e alunos do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), campus de Quixadá, estão trabalhando na revitalização do complexo natural e turístico do Açude Cedro, nesta cidade do Centro do Ceará. Nesse processo eles também estão iniciando o reflorestamento da área, com espécies nativas como o juazeiro, o umbuzeiro, a imburana, a catingueira, o pereiro, o mulungu e o pau branco.

O Laboratório de Estudos Ecológicos e Ambientais do Bioma Caatinga (LEEABC),  do IFCE Quixadá, coordenado pelo professor Lucas da Silva, já está produzindo mudas de várias espécies. Os alunos do curso de Engenharia Ambiental, auxiliados pelo coordenador do curso, o professor Reinaldo Fontes, se encarregarão do plantio e do monitoramento das áreas reflorestadas. O objetivo é revitalizar a área do Monumento Natural dos Monólitos de Quixadá, no entorno do Açude Cedro.

Professores a alunos já fizeram um ensaio. Juntamente com uma equipe da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) eles plantaram mudas ao lado dos benjamins que foram sacrificados recentemente. As árvores plantadas no início do século XX, na época da construção do açude, morreram, castigadas pela estiagem prolongada e supostamente por um fungo.

A gestora dos Monólitos de Quixadá, Leyla Barros, explicou que o momento de plantio fez parte da campanha “Festa Anual das Arvores”, promovido anualmente pela SEMA nas 23 Unidades Estaduais de Conservação (UCs). A de Quixadá é uma delas. A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e o Grupo São Geraldo também são parceiros no projeto desenvolvido na UC situada no entorno do Açude Cedro.

Conforme os professores Lucas da Silva e Reinaldo Fontes, o projeto, que conta com 10 turmas, totalizando 270 alunos, em parceria com a SEMA, Cagece e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), está se consolidando. Dentro de no máximo uma década o parque, que inclusive é protegido como Monumento Natural, poderá voltar a respirar aliviado.

Antes da estiagem prolongada, dos fungos e do descaso humano o parque do Açude Cedro parecia um enorme jardim botânico. As fotos abaixo foram registradas pelo Diário do Nordeste em 2008.

Veja também a reportagem no Diário do Nordeste sobre o Laboratório Ambiental do IFCE de Quixadá:

Projeto busca revitalizar o espaço

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08:00 · 24.02.2017 / atualizado às 08:15 · 24.02.2017 por

Baturité
Nesta sexta (24) e sábado (25) a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) estará realizando nas cidades do Maciço de Baturité ações de estimulo ao uso consciente da água no período carnavalesco. Além de Baturité, Guaramiranga, Pacoti e Mulungu recebem as blitze ambientais de sensibilização com foco na campanha “Todos Pela Água”.

Segundo a Cagece, além das blitze, a programação, focada nos foliões, inclui apresentações educativas do teatro de fantoches da Companhia e oficinas de reciclagem. Nas oficinas os participantes poderão criar os seus próprios adereços a partir de materiais recicláveis.

A proposta é fazer um carnaval sustentável para incentivar as pessoas a cuidarem do meio ambiente e chamar a atenção para a importância de se economizar água, tendo em vista que a gente ainda está em período de seca“, pontua a gerente de Responsabilidade e Interação Social da Cagece, Flávia Taleires.

Hoje, a Cagece estará em Baturité, das 9h às 17 hora. Além da blitz ambiental e da oficina de reciclagem, haverá distribuição de bottons e panfletos informativos da Campanha “Todos Pela Água”, e à noite, a partir das 18h30 a comitiva estará em Pacoti com a apresentação do teatro de fantoches, que também vão alertar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Amanhã (25), a partir das 9 horas, será a vez dos foliões de Mulungu receberem a oficina de reciclagem. Às 10h30 está programada a apresentação do teatro de fantoches e ação de sensibilização da campanha Todos Pela Água em Guaramiranga e distribuição de distribuição de copos do “Água de Beber”, projeto da Companhia que visa mostrar à população que a Cagece atende a todos os padrões de potabilidade.

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14:37 · 14.01.2017 / atualizado às 19:27 · 14.01.2017 por
Encontro reuniu 21 profetas, de acordo com organização, no IFCE de Quixadá
Encontro reuniu 21 profetas, de acordo com organização, no IFCE de Quixadá

Quixadá. Terminou neste sábado (14) mais uma edição dos Profetas da Chuva. O encontro aconteceu no auditório do Instituto Federal do Ceará (IFCE). De acordo com a organização 21 profetas participaram desta edição e, se eles estiverem certos, o ano de 2017 deve apresentar chuvas dentro da média.

As previsões foram feitas para um público de quase 600 pessoas que lotou o auditório do IFCE. A plateia ficou entusiasmada com as previsões que reacendiam a esperança do cearense, que já há cinco anos, sofre com a falta d’água, um fator que tem elevado os prejuízos no Estado, como a seca dos açudes e a morte dos mananciais hídricos.

Encontro encerrou-se neste sábado (14)
Encontro encerrou-se neste sábado (14)

Entre as previsões apresentadas, havia quase uma unanimidade em afirmar que o ano deverá apresentar chuvas. A profetisa Lourdinha, de 71 anos, a única mulher entre o quadro de atuais profetas de Quixadá, contou que fez suas observações com base nos ensinamentos do pai.

Ela utilizou uma tabela onde contou todos os meses do ano as chances de chuva com base na observação de pedaços de madeira, deixada debaixo das telhas da cozinha. Para sua surpresa, o resultado apresentou a probabilidade de chuvas. “Eu fiz esta experiência e vi que o ano vai ser bom, vai ter chuva, sim. Não vai ser de muita coisa não, mas vai dar pra gente sobreviver”, profetizou.

Cada profeta levou seu instrumento, colhido através do trabalho em campo de observação na natureza, para comprovar o que dizia. Restos do formigueiro, pedaços de árvores tradicionais da vegetação cearense, ninho do João de Barro, entre outros.

O organizador do evento, Helder Cortez, se diz satisfeito com a edição deste ano. Ao fazer um balanço  e comparando com os anos anteriores, ele avaliou que o encontro está se fortalecendo ainda mais na missão de perpetuar a sabedoria popular do sertão.

“Precisamos melhorar a logística, ter meios de acomodar mais gente. Temos que rever algumas coisas, mas, no geral, essa edição foi a melhor. Nos temos aqui profetas tradicionais e que tem trazido suas previsões com bastante fundamentação, o que tem deixado o público bem animado, envolvido e esperançoso”, relatou.

Leia a matéria completa na edição de amanhã do Domingo Digital do Diário do Nordeste

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19:53 · 13.01.2017 / atualizado às 19:53 · 13.01.2017 por
Professor-doutor da Uece contabilizou 439 quelônios mortos; pesquisa será feita para revelar causas (Foto: Hugo Fernandes-Ferreira)
Professor-doutor da Uece contabilizou 439 quelônios mortos; pesquisa será feita para revelar causas (Foto: Hugo Fernandes-Ferreira)

Quixadá. Uma cena chocante de dezenas de cágados, tartarugas e jabutis mortos no açude Cedro, foi compartilhada por um professor de zoologia da Universidade Estadual do Ceará (Uece) na manhã desta sexta-feira (13) em seu perfil a rede social Facebook. De acordo com a descrição, uma pesquisa está sendo feita no reservatório para detalhar o impacto que tenha causado a morte dos animais da classe dos quelônios.

A foto foi postada pelo professor-doutor Hugo Fernandes-Ferreira. Conforme conta, seus alunos teriam lhe avisado sobre a quantidade de cágados encontrados mortos no açude. Ele resolveu ir ao local e ficou impressionado. O choque despertou no professor a iniciativa de realizar um levantamento para avaliar o problema. De acordo com o professor foram encontrados 439 animais mortos.

“Rodamos o açude inteiro e contabilizamos. Nenhum vivo. Isso não se resume a uma simples tristeza do fato. Esses animais cumprem papel fundamental na cadeia alimentar, inclusive pela alimentação parcialmente detritívora, otimizando a ciclagem de nutrientes”. O levantamento comprovou algo ainda mais alarmante: os animais pertenciam a uma única espécie, segundo conta o professor na descrição da postagem. “Isso quer dizer que, antes da seca, a situação do açude possivelmente já estava crítica, talvez por poluição, alta salinidade da água ou outros fatores”, detalhou.

Hugo Fernandes-Ferreira comenta que a mortandade dos animais pode causar um panorama ainda mais grave. Ele prevê que com as primeiras chuvas, a água que possa se acumular pode representar riscos à saúde pública, já que não haverá espécies vivas no açude para cumprir o papel do ecossistema.

“Cadê os predadores das larvas do Aedes aegypti? Os índices de dengue, zika, chikungunya e mayaro podem ser alarmantes se nada for feito para controlar a reprodução. Se o impacto sobre os cágados foi alto, imaginem sobre os milhares de peixes e milhões de invertebrados que ali viviam”, disse.

A imagem rendeu centenas de comentários e já foi vista por mais de 1.200 pessoas. A cena tem se espalhado nas redes sociais. Ate a publicação desta matéria ela contava com quase 600 compartilhamentos. O professor explicou que está realizando uma pesquisa. O levantamento está em fase inicial.

13:09 · 12.12.2016 / atualizado às 08:16 · 13.12.2016 por
Incêndios criminosos têm se tornado frequentes no entorno do açude (Fotos: VC Repórter)
Incêndios criminosos têm se tornado frequentes no entorno do açude (Fotos: VC Repórter)

Quixadá. Não bastasse a seca do açude, que por si só já deixa degradado o aspecto da região, uma serie de incêndios tem devastado a mata do entorno do açude. No final de semana passado, em vários trechos da estrada que dá acesso ao açude, havia focos de incêndio na vegetação. A visão em alguns trechos da estrada ficou comprometida devido a quantidade de fumaça.

A fumaça ocasionada pelo fogo na mata chegou a encobrir até parte do caminho da parede do açude. Uma moradora da região, que pediu para não ter a identidade revelada, diz que os incêndios são constantes na área do Cedro. “Meu filho, quase toda semana tem fogo. Nem parece que tem lei num lugar desses porque, um lugar como o Cedro, deveria ser preservado, mas não, tão é acabando com tudo”, desabafou.

Na opinião do ambientalista quixadaense Oswaldo Andrade, que milita a frente do Instituto de Convivência com o semi árido, a questão sinaliza para um grave problema. Segundo Oswaldo, o fogo consumiu árvores centenárias do lugar. “A área precisa ser regulamentada. Ela foi desregulamentada e incentiva esse tipo de ocupação irregular que desemboca nessa situação de degradação. A vegetação está seriamente comprometida”, diz o ambientalista.

Até agosto deste ano a Prefeitura de Quixadá era responsável pela área. Desde então, o Dnocs voltou a ser responsável pela preservação do entorno. Mas para Oswaldo Andrade, os órgão responsáveis foram omissos e acabaram contribuindo para o agravamento da situação. “A gente acha que só o Ministério Público fazendo um termo de ajuste de conduta, após uma investigação para coibir os abusos e enquadrar as entidades responsáveis pela área para que cumpram seu papel constitucional, possa corrigir essa situação”, pontuou.

Desde 1977 as formações monolíticas do entorno do Cedro foram tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão do Ministério da Cultura. Em abril de 2015 o açude foi incluído na lista de indicativa brasileira do Patrimônio Mundial da Unesco. Os cuidados com a preservação da área cabem ao Dnocs, que não atendeu nossas ligações até o fechamento desta reportagem.

Para Geovana Maria Cartaxo, superintendente do Iphan no Ceará, a questão das queimadas é vistas com preocupação. “A queimada ameaça as construções, as características de beleza do entorno que justificaram o tombamento da paisagem natural. Vemos como preocupação e como ameaça ao patrimônio”, declarou.

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