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Categoria: Meio ambiente


08:00 · 20.07.2017 / atualizado às 07:30 · 21.07.2017 por

A equipe da delegacia regional da Policia Civil em Baturité prendeu um homem suspeito de realizar caça ilegal na zona rural deste município serrano. Na operação, realizada na localidade de Uirapuru, os policiais civis também apreenderam três espingardas e ainda diversos matérias destinados à caça de animais silvestres.

Segundo informações do delegado Joel Morais, titular da delegacia regional, a ação teve início após uma denúncia dando conta que no local funcionava o comércio ilícito de animais silvestres, além do funcionamento de uma rinha de briga de galo.

Quando os policiais averiguaram a denúncias encontraram as três armas, 25 munições, 12 facas, 25 animais silvestres e, ainda cinco galos. Até uma caderneta contendo informações sobre os animais foi encontrada no local. Um veículo Volkswagen Saveiro de placas NUN 7301 e R$ 780,00 também foram apreendidos.

O infrator foi identificado como Jose Bento de Souza Junior, 28 anos. Ele não tem antecedentes criminais. Foi  autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo e manutenção em cativeiro de animais da fauna brasileira. Sobre a suspeita do autuado ser organizador de rinhas de galo, o delegado informou que  as investigações prosseguem.

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07:30 · 14.07.2017 / atualizado às 08:00 · 14.07.2017 por

Alguns ambientalistas de um grupo de servidores de Choró foram atacados por abelhas italianas durante a realização de uma aula de campo realizada pela Coordenadoria de Educação Ambiental (COEAS) da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) nos dias 12 e 13 de julho neste município do Sertão Central. O ataque ocorreu na localidade de Riacho do Meio, no distrito de Caiçarinha.

Ainda de acordo com um servidor do Município o grupo de 35 pessoas, dentre professores, membros de associações comunitárias e outros ligados ao meio ambiente, foram divididos em dois grupos e quando caminhavam pela mata, um deles passou debaixo de um juazeiro e foi surpreendido por um enxame.

Oito pessoas foram picadas. Três foram socorridas ao Hospital Municipal Padre José Bezerra Filho. Duas delas são alérgicas as toxinas liberadas pelos insetos através dos ferrões. Uma terceira recebeu o maior número de picadas, aproximadamente 80. Após receberem medicamento antialérgico tiveram alta.

Apesar do incidente o curso foi concluído. O tema da capacitação foi “Educação Ambiental para a Qualidade da Água”. Outra pauta apresentada foi o lixo no meio ambiente. O Município tem um modelo que mesmo com estiagem mantém a água barrada no subsolo. A experiência da barragem subterrânea funciona exatamente na localidade de Riacho do Meio, a 16Km do Centro de Choró.

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10:30 · 02.07.2017 / atualizado às 10:45 · 02.07.2017 por

Um mistro de história e de preservação ambiental, é dessa forma que o psicopedagogo Tertuliano de Melo Neto recepciona os visitantes do museu fundado por ele na Fazenda Coité, uma localidade situada na zona rural de Ibaretama. Além da coleção histórica formada por ele ao longo de mais de quatro décadas, o parque da Serra Azul é outro precioso tesouro preservado por ele.

Em 2013 o Diário do Nordeste publicou reportagem sobre o Museu Tertuliano de Melo Neto. De lá para cá o mantenedor recebe visitas, principalmente de grupos de pesquisadores, de estudantes secundaristas e universitários. Os visitantes se interessam pelo acervo histórico mantido ao lado da Casa Grande da fazenda e também pela biodiversidade do seu entorno.

Nesta semana Melo Neto recebeu um grupo de universitários do curso de Biologia da Faculdade de Educação Ciências e Letras do Sertão Central (Feclesc). Acompanhados do professor Hugo Fernandes, tiveram a oportunidade de conhecer as preciosidades do lugar através da expedição educativa. Não imaginavam encontrar tamanha diversidade.

O Museu Tertuliano de Melo Neto é mantido pelo Instituo Ester de Melo, fundado por Melo Neto. O museu está registrado no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e na Secretaria de Cultura do Ceará (Secult). O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ingressou com registro para validar pesquisas históricas realizadas por ele. Entretanto, nenhum órgão público auxilia na manutenção do acervo e nem na realização das pesquisas, ressalta o museólogo.

Veja também no Diário do Nordeste

Museu comunitário reúne acervo raro em Ibaretama

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07:30 · 26.06.2017 / atualizado às 07:35 · 26.06.2017 por

O distrito de Juá, na zona rural de Quixadá, será a primeira comunidade rural deste Município a contar com coleta de lixo domiciliar. A divulgação foi feita pela secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) deste Município. O início do serviço atende reivindicação dos moradores em razão dos transtornos causados pelo lixão implantado naquela localidade.

Após a avaliação de técnicos da Seduma a alternativa encontrada foi a remoção dos resíduos sólidos produzidos na vila de Juá até o lixão situado na periferia de Quixadá. O deslocamento é de aproximadamente 20Km, todavia, o local para armazenamento do lixo da localidade nos últimos anos foi improvisado. A falta de controle estava começando a prejudicar os moradores.

A assessoria da prefeitura de Quixadá informou que a nova gestão também trabalha na avaliação da formação do consórcio para a criação do aterro sanitário regional. O projeto de criação do sistema consorciado com implantação do aterro foi anunciado em julho de 2010, quando Joaquim Neto era o titular da Seduma. O esforço do ex-secretário foi em vão. Passados sete anos o consórcio ainda não foi formado.

O atual prefeito de Quixadá, Ilário Marques, pretende desativar o lixão da cidade, próximo de áreas residenciais e do aeroporto da cidade. O novo local ainda não foi definido, todavia será numa área isolada, inclusive distante de mananciais, como rios e riachos e também de açudes. Com a criação do aterro sanitário, além de garantir a preservação ambiental será implantada a coleta seletiva para reciclagem do lixo, reduzindo o impacto ambiental negativo.

Praticamente há um ano, no dia 21 de junho, um incêndio no lixão de Quixadá formou uma cortina de fumaça na BR-122 causando um grave acidente entre caminhões.

Veja mais no Diário do Nordeste 

Sistema de consórcio construirá aterro sanitário em Quixadá 

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07:00 · 07.06.2017 / atualizado às 06:45 · 07.06.2017 por

Um grupo de estudantes da rede pública do município de Guaramiranga, no Maciço de Baturité, participou de uma experiência diferente. Sob a orientação da professora Maraline Rocha eles seguiram até o município vizinho, Pacoti, e visitaram o Ecomuseu. A atividade, realizada nesta terça-feira (6), fez parte da programação da Semana Mundial do Meio Ambiente.

Conforme o professor Levi Jucá, coordenador do Ecomuseu de Pacoti, foi a primeira oportunidade para o grupo de crianças do ensino fundamental experimentarem pequenas peças do acervo como minerais, plantas medicinais e terem contato com as abelhas e conhecerem uma colmeia de verdade. O principal assunto da expedição foi sob a importância desses insetos e o seu iminente desaparecimento no planeta.

Era o início das atividades de educação patrimonial e ambiental recebendo jovens de Pacoti e de Guaramiranga. A estimativa é de receber pelo menos 200 estudantes das redes municipal e estadual ao longo desta semana. O Ecomuseu é uma das ideias do projeto Jovem Explorador, idealizado pelo professor de História Levi Jucá.

Sobre a preocupação com as abelhas, ele explicou ser o foco desde o início do projeto Jovem Explorador, protagonizado por alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Menezes Pimentel, em Pacoti. “São diversas as razões para o desaparecimento das abelhas no mundo. Uma das principais estaria relacionada ao uso intensivo de agrotóxicos, que causa o envenenamento desses polinizadores”, destaca o educador.

Na Serra de Baturité pessoas da comunidade costumam criar abelhas em caixotes, cortiços, pendurados nos beirais dos telhados das casas. As mais comuns são a uruçu-amarela, canudo, moça-branca, jatí e jandaíra. “Algumas dessas espécies, nativas, brasileiras ou indígenas, sem ferrão, são mais frágeis por dependerem da flora nativa para a sua sobrevivência. Os plantios transgênicos, desmatamentos, queimadas, aquecimento global, são ameaças a elas“, acrescenta Jucá.

Veja também no Diário do Nordeste

Jovem Explorador – Escola de Pacoti recebe prêmio nacional em São Paulo

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10:00 · 01.04.2017 / atualizado às 08:00 · 02.04.2017 por

Professores e alunos do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), campus de Quixadá, estão trabalhando na revitalização do complexo natural e turístico do Açude Cedro, nesta cidade do Centro do Ceará. Nesse processo eles também estão iniciando o reflorestamento da área, com espécies nativas como o juazeiro, o umbuzeiro, a imburana, a catingueira, o pereiro, o mulungu e o pau branco.

O Laboratório de Estudos Ecológicos e Ambientais do Bioma Caatinga (LEEABC),  do IFCE Quixadá, coordenado pelo professor Lucas da Silva, já está produzindo mudas de várias espécies. Os alunos do curso de Engenharia Ambiental, auxiliados pelo coordenador do curso, o professor Reinaldo Fontes, se encarregarão do plantio e do monitoramento das áreas reflorestadas. O objetivo é revitalizar a área do Monumento Natural dos Monólitos de Quixadá, no entorno do Açude Cedro.

Professores a alunos já fizeram um ensaio. Juntamente com uma equipe da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) eles plantaram mudas ao lado dos benjamins que foram sacrificados recentemente. As árvores plantadas no início do século XX, na época da construção do açude, morreram, castigadas pela estiagem prolongada e supostamente por um fungo.

A gestora dos Monólitos de Quixadá, Leyla Barros, explicou que o momento de plantio fez parte da campanha “Festa Anual das Arvores”, promovido anualmente pela SEMA nas 23 Unidades Estaduais de Conservação (UCs). A de Quixadá é uma delas. A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e o Grupo São Geraldo também são parceiros no projeto desenvolvido na UC situada no entorno do Açude Cedro.

Conforme os professores Lucas da Silva e Reinaldo Fontes, o projeto, que conta com 10 turmas, totalizando 270 alunos, em parceria com a SEMA, Cagece e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), está se consolidando. Dentro de no máximo uma década o parque, que inclusive é protegido como Monumento Natural, poderá voltar a respirar aliviado.

Antes da estiagem prolongada, dos fungos e do descaso humano o parque do Açude Cedro parecia um enorme jardim botânico. As fotos abaixo foram registradas pelo Diário do Nordeste em 2008.

Veja também a reportagem no Diário do Nordeste sobre o Laboratório Ambiental do IFCE de Quixadá:

Projeto busca revitalizar o espaço

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08:00 · 24.02.2017 / atualizado às 08:15 · 24.02.2017 por

Baturité
Nesta sexta (24) e sábado (25) a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) estará realizando nas cidades do Maciço de Baturité ações de estimulo ao uso consciente da água no período carnavalesco. Além de Baturité, Guaramiranga, Pacoti e Mulungu recebem as blitze ambientais de sensibilização com foco na campanha “Todos Pela Água”.

Segundo a Cagece, além das blitze, a programação, focada nos foliões, inclui apresentações educativas do teatro de fantoches da Companhia e oficinas de reciclagem. Nas oficinas os participantes poderão criar os seus próprios adereços a partir de materiais recicláveis.

A proposta é fazer um carnaval sustentável para incentivar as pessoas a cuidarem do meio ambiente e chamar a atenção para a importância de se economizar água, tendo em vista que a gente ainda está em período de seca“, pontua a gerente de Responsabilidade e Interação Social da Cagece, Flávia Taleires.

Hoje, a Cagece estará em Baturité, das 9h às 17 hora. Além da blitz ambiental e da oficina de reciclagem, haverá distribuição de bottons e panfletos informativos da Campanha “Todos Pela Água”, e à noite, a partir das 18h30 a comitiva estará em Pacoti com a apresentação do teatro de fantoches, que também vão alertar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Amanhã (25), a partir das 9 horas, será a vez dos foliões de Mulungu receberem a oficina de reciclagem. Às 10h30 está programada a apresentação do teatro de fantoches e ação de sensibilização da campanha Todos Pela Água em Guaramiranga e distribuição de distribuição de copos do “Água de Beber”, projeto da Companhia que visa mostrar à população que a Cagece atende a todos os padrões de potabilidade.

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14:37 · 14.01.2017 / atualizado às 19:27 · 14.01.2017 por
Encontro reuniu 21 profetas, de acordo com organização, no IFCE de Quixadá
Encontro reuniu 21 profetas, de acordo com organização, no IFCE de Quixadá

Quixadá. Terminou neste sábado (14) mais uma edição dos Profetas da Chuva. O encontro aconteceu no auditório do Instituto Federal do Ceará (IFCE). De acordo com a organização 21 profetas participaram desta edição e, se eles estiverem certos, o ano de 2017 deve apresentar chuvas dentro da média.

As previsões foram feitas para um público de quase 600 pessoas que lotou o auditório do IFCE. A plateia ficou entusiasmada com as previsões que reacendiam a esperança do cearense, que já há cinco anos, sofre com a falta d’água, um fator que tem elevado os prejuízos no Estado, como a seca dos açudes e a morte dos mananciais hídricos.

Encontro encerrou-se neste sábado (14)
Encontro encerrou-se neste sábado (14)

Entre as previsões apresentadas, havia quase uma unanimidade em afirmar que o ano deverá apresentar chuvas. A profetisa Lourdinha, de 71 anos, a única mulher entre o quadro de atuais profetas de Quixadá, contou que fez suas observações com base nos ensinamentos do pai.

Ela utilizou uma tabela onde contou todos os meses do ano as chances de chuva com base na observação de pedaços de madeira, deixada debaixo das telhas da cozinha. Para sua surpresa, o resultado apresentou a probabilidade de chuvas. “Eu fiz esta experiência e vi que o ano vai ser bom, vai ter chuva, sim. Não vai ser de muita coisa não, mas vai dar pra gente sobreviver”, profetizou.

Cada profeta levou seu instrumento, colhido através do trabalho em campo de observação na natureza, para comprovar o que dizia. Restos do formigueiro, pedaços de árvores tradicionais da vegetação cearense, ninho do João de Barro, entre outros.

O organizador do evento, Helder Cortez, se diz satisfeito com a edição deste ano. Ao fazer um balanço  e comparando com os anos anteriores, ele avaliou que o encontro está se fortalecendo ainda mais na missão de perpetuar a sabedoria popular do sertão.

“Precisamos melhorar a logística, ter meios de acomodar mais gente. Temos que rever algumas coisas, mas, no geral, essa edição foi a melhor. Nos temos aqui profetas tradicionais e que tem trazido suas previsões com bastante fundamentação, o que tem deixado o público bem animado, envolvido e esperançoso”, relatou.

Leia a matéria completa na edição de amanhã do Domingo Digital do Diário do Nordeste

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19:53 · 13.01.2017 / atualizado às 19:53 · 13.01.2017 por
Professor-doutor da Uece contabilizou 439 quelônios mortos; pesquisa será feita para revelar causas (Foto: Hugo Fernandes-Ferreira)
Professor-doutor da Uece contabilizou 439 quelônios mortos; pesquisa será feita para revelar causas (Foto: Hugo Fernandes-Ferreira)

Quixadá. Uma cena chocante de dezenas de cágados, tartarugas e jabutis mortos no açude Cedro, foi compartilhada por um professor de zoologia da Universidade Estadual do Ceará (Uece) na manhã desta sexta-feira (13) em seu perfil a rede social Facebook. De acordo com a descrição, uma pesquisa está sendo feita no reservatório para detalhar o impacto que tenha causado a morte dos animais da classe dos quelônios.

A foto foi postada pelo professor-doutor Hugo Fernandes-Ferreira. Conforme conta, seus alunos teriam lhe avisado sobre a quantidade de cágados encontrados mortos no açude. Ele resolveu ir ao local e ficou impressionado. O choque despertou no professor a iniciativa de realizar um levantamento para avaliar o problema. De acordo com o professor foram encontrados 439 animais mortos.

“Rodamos o açude inteiro e contabilizamos. Nenhum vivo. Isso não se resume a uma simples tristeza do fato. Esses animais cumprem papel fundamental na cadeia alimentar, inclusive pela alimentação parcialmente detritívora, otimizando a ciclagem de nutrientes”. O levantamento comprovou algo ainda mais alarmante: os animais pertenciam a uma única espécie, segundo conta o professor na descrição da postagem. “Isso quer dizer que, antes da seca, a situação do açude possivelmente já estava crítica, talvez por poluição, alta salinidade da água ou outros fatores”, detalhou.

Hugo Fernandes-Ferreira comenta que a mortandade dos animais pode causar um panorama ainda mais grave. Ele prevê que com as primeiras chuvas, a água que possa se acumular pode representar riscos à saúde pública, já que não haverá espécies vivas no açude para cumprir o papel do ecossistema.

“Cadê os predadores das larvas do Aedes aegypti? Os índices de dengue, zika, chikungunya e mayaro podem ser alarmantes se nada for feito para controlar a reprodução. Se o impacto sobre os cágados foi alto, imaginem sobre os milhares de peixes e milhões de invertebrados que ali viviam”, disse.

A imagem rendeu centenas de comentários e já foi vista por mais de 1.200 pessoas. A cena tem se espalhado nas redes sociais. Ate a publicação desta matéria ela contava com quase 600 compartilhamentos. O professor explicou que está realizando uma pesquisa. O levantamento está em fase inicial.

13:09 · 12.12.2016 / atualizado às 08:16 · 13.12.2016 por
Incêndios criminosos têm se tornado frequentes no entorno do açude (Fotos: VC Repórter)
Incêndios criminosos têm se tornado frequentes no entorno do açude (Fotos: VC Repórter)

Quixadá. Não bastasse a seca do açude, que por si só já deixa degradado o aspecto da região, uma serie de incêndios tem devastado a mata do entorno do açude. No final de semana passado, em vários trechos da estrada que dá acesso ao açude, havia focos de incêndio na vegetação. A visão em alguns trechos da estrada ficou comprometida devido a quantidade de fumaça.

A fumaça ocasionada pelo fogo na mata chegou a encobrir até parte do caminho da parede do açude. Uma moradora da região, que pediu para não ter a identidade revelada, diz que os incêndios são constantes na área do Cedro. “Meu filho, quase toda semana tem fogo. Nem parece que tem lei num lugar desses porque, um lugar como o Cedro, deveria ser preservado, mas não, tão é acabando com tudo”, desabafou.

Na opinião do ambientalista quixadaense Oswaldo Andrade, que milita a frente do Instituto de Convivência com o semi árido, a questão sinaliza para um grave problema. Segundo Oswaldo, o fogo consumiu árvores centenárias do lugar. “A área precisa ser regulamentada. Ela foi desregulamentada e incentiva esse tipo de ocupação irregular que desemboca nessa situação de degradação. A vegetação está seriamente comprometida”, diz o ambientalista.

Até agosto deste ano a Prefeitura de Quixadá era responsável pela área. Desde então, o Dnocs voltou a ser responsável pela preservação do entorno. Mas para Oswaldo Andrade, os órgão responsáveis foram omissos e acabaram contribuindo para o agravamento da situação. “A gente acha que só o Ministério Público fazendo um termo de ajuste de conduta, após uma investigação para coibir os abusos e enquadrar as entidades responsáveis pela área para que cumpram seu papel constitucional, possa corrigir essa situação”, pontuou.

Desde 1977 as formações monolíticas do entorno do Cedro foram tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão do Ministério da Cultura. Em abril de 2015 o açude foi incluído na lista de indicativa brasileira do Patrimônio Mundial da Unesco. Os cuidados com a preservação da área cabem ao Dnocs, que não atendeu nossas ligações até o fechamento desta reportagem.

Para Geovana Maria Cartaxo, superintendente do Iphan no Ceará, a questão das queimadas é vistas com preocupação. “A queimada ameaça as construções, as características de beleza do entorno que justificaram o tombamento da paisagem natural. Vemos como preocupação e como ameaça ao patrimônio”, declarou.

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