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Categoria: Misticismo


11:44 · 14.11.2016 / atualizado às 11:58 · 14.11.2016 por
Encontro terá palestras e exposições de fotos e casos documentados em vídeo (Foto arquivo/Alex Pimentel)
Encontro terá palestras e exposições de fotos e casos documentados em vídeo (Foto arquivo/Alex Pimentel)

Quixadá. Não falta quem afirme ter visto um Objeto Voador Não Identificado (OVNI) em Quixadá. Em qualquer lugar da cidade, seja numa loja de conserto de eletrodoméstico ou num bazar de roupas, há sempre alguém que vai lhe dizer já ter avistado uma luz ofuscante ou um objeto estranho cortando o céu. A fama dos vários relatos rendeu ao município do Sertão Central o título de Capital Cearense do Ufologia, assunto que será discutido no “Conexão Ufo”, evento que acontece no início de dezembro deste ano e que deve reunir especialistas da cidade, do Ceará e de outros Estados para discutir a ufologia, ciência que estuda a possibilidade de vida fora da terra. O evento acontece no prédio da Crede 12, na rua Juscelino Kubitschek. A entrada é gratuita.

A programação se estende do dia 1º a 3 de dezembro, com palestras com especialistas, meditação e rodas de conversa sobre o tema. O evento vai deve relacionar o espiritismo e a ufologia. As exposições de fotos e registros de casos documentados em vídeo devem garantir a atenção da maioria do público. O evento é organizado pela Sociedade Investigativa de Vida Anômala Asthar (Siva) em parceria com equipes de estudos sobre o tema em Quixadá.

Temática ufológica predomina em Quixadá (Foto: José Avelino Neto)
Temática ufológica predomina em Quixadá (Foto: José Avelino Neto)

O mais conhecido nome da região em pesquisas sobre disco-voadores, Robson Alencar, integra o time de palestrantes do Conexão Ufo. Bob Peças, como Robson é conhecido em Quixadá, diz que vai falar sobre Abduções e aparições de objetos não identificados em Quixadá. Especialistas de outros estados, como Bahia e São Paulo, também vão participar. Bob Peças já estuda o assunto há quase quatro décadas e afirma ter catalogado cerca de 1.500 casos. “Em apenas dois anos eu registrei 240 casos de abdução em Quixadá. Os casos catalogados desde quando comecei os estudos, representam 30% da população quixadaense”, explica o ufólogo.

Cerca de 220 pessoas devem passar em cada um dos três dias do evento, conforme estima Bob Peças. Para ele o assunto é pertinente. “Apesar de ser muito comum por aqui, a população ainda não está preparada para lidar com o desconhecido”, diz ele.

Quixadá é mistério
A Capital da Ufologia detém uma áurea mística. Os monólitos, por exemplo, formações rochosas que cercam a cidade e algumas com contornos e formas inexplicáveis, seriam como uma espécie de portal para o além. A temática já inspirou o cinema, como no filme “Área Q”, que trata da abdução do aposentado Luis Fernandes Barroso, considerado por muitos como o mais famoso caso de abdução em Quixadá, e segue inspirando o comércio e o turismo. A casa de shows noturna OVNI Club, por exemplo, foi elaborada a partir do assunto.

SERVIÇO:
Conexão Ufo
Local: avenida Juscelino Kubistchek, 493
Data: 01 a 03 de dezembro
Horário: 18 às 21 horas
Inscrição: omkenwilliam@yahoo.com.br
Realização: Sociedade Investigativa de Vida Anômala Ashtar (Siva)

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10:00 · 14.11.2016 / atualizado às 10:00 · 14.11.2016 por
Segundo organizadores seis mil pessoas podem ter participado da Caminhada (Foto: José Avelino Neto)
Segundo organizadores seis mil pessoas podem ter participado da Caminhada (Foto: José Avelino Neto)

Senador Pompeu. Fieis deste Município do Sertão Central, distante cerca de 280 km da Capital, promoveram, no último domingo (13), mais uma Caminhada da Seca. O ato relembra as centenas de vidas perdidas em consequência da estiagem de 1932, um das piores da cidade. Conforme os organizadores, a Caminhada reuniu um público de seis mil pessoas chegando a sua 34ª edição este ano. A quantidade ficou abaixo do que era esperado mas segue um número que tem se mantido ao longo dos anos.

Cortejo segue por estrada que leva ao Açude Patú e relembra mortos da seca de 1932 (Foto: Pascom de Iguatu)
Cortejo segue por estrada que leva ao Açude Patú e relembra mortos da seca de 1932 (Foto: Pascom de Iguatu)

A homenagem às vítimas da estiagem emocionou o povo e renovou a fé na esperança de dias melhores. A concentração começou por volta de quatro e meia da manhã em frente à Igreja Matriz, no Centro de Senador Pompeu. Cerca de uma hora depois os fiéis saíram em cortejo em direção a barragem do açude Patú, por uma estrada de terra batida. A grande maioria estava vestida de branco e caminhava com pés descalços. Conter a emoção era difícil e muitos choravam durante o percurso.

O cortejo seguiu até o Cemitério da Barragem, onde uma missa foi celebrada pelo bispo da Diocese de Iguatu, dom Edson de Castro Homem, e concelebrada pelos padres Anastácio Ferreira de Oliveira, também de Iguatu, e João Melo dos Reis, de Senador Pompeu. Segundo relatos históricos, no Cemitério da Barragem estariam enterrados a grande maioria dos mais de dois mil mortos daquele ano. Todos teriam morrido em virtude da falta de comida, água e cólera, e foram enterrados como indigentes. A sensação de emoção era única, compartilhada por mulheres, idosos, crianças, jovens e homens.

A Caminhada se tornou tradicional no segundo domingo de novembro. Ela já era tradição na cidade mas só foram oficializadas na década de 1980, a pedido do povo, pelo padre Albino Donati, falecido há dois anos. O movimento recebe o apoio do Centro de Defesa dos Direitos Humanos da cidade e vem crescendo graças ao gesto de fé e respeito de não esquecer o sofrimento de conterrâneos.

Leia a matéria completa na edição desta segunda-feira do Diário do Nordeste >> Fiéis fazem a 34ª Caminhada da Seca

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10:03 · 10.11.2016 / atualizado às 10:03 · 10.11.2016 por
Tradicional Caminhada relembra mortos pela seca de 1932 (Foto: arquivo/Alex Pimentel)
Tradicional Caminhada relembra mortos pela seca de 1932 (Foto: arquivo/Alex Pimentel)

Senador Pompeu. Cerca de 10 mil pessoas são esperadas em mais uma Caminhada da Seca. O evento simbólico acontece anualmente, no segundo domingo de novembro, neste Município da região Central, como forma de lembrar as pessoas que foram dizimadas pela fome provocada pelos tempos difíceis da estiagem no Estado. Este ano a caminhada chega a sua 34ª edição.

O evento deve começar às 4h30 da manhã com a concentração em frente a igreja Matriz da cidade. De lá, os fiéis seguem em caminhada pela estrada de terra que dá acesso ao açude Patu e que leva ao cemitério da barragem, onde foram enterradas milhares de pessoas mortas em 1932 em virtude da seca. O local é considerado uma espécie de “Campo de Concentração” dos flagelados pela estiagem daquele ano.

Conforme os organizadores “A lembrança é uma forma de conscientizar as pessoas sobre o holocausto do sertão, durante a seca de 1932”. A caminhada é organizada pela Paróquia Nossa Senhora das Dores e recebe o apoio do Centro de Defesa dos Direitos Humanos – Antônio Conselheiro.

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12:21 · 14.10.2016 / atualizado às 12:21 · 14.10.2016 por
Quixeramobienses vão participar da 29º Romaria de Canudos, na Bahia (Fotos: arquivo/Paulo Simião)
Quixeramobienses vão participar da 29º Romaria de Canudos, na Bahia (Fotos: arquivo/Paulo Simião)

Quixeramobim. Uma caravana formada por cerca de 50 pessoas deixou este Município, na noite da ultima quinta-feira (13), rumo a cidade de Canudos, na Bahia. Os membros da comitiva vão realizar um roteiro turístico pelos principais pontos da região da região Norte baiana e participar da 29ª Romaria de Canudos, que anualmente atrai milhares de fieis e de simpatizantes.

Caravana formada por quase 50 pessoas vai passar por pontos turísticos, entre eles, o Parque Estadual de Canudos.
Caravana formada por quase 50 pessoas vai passar por pontos turísticos, entre eles, o Parque Estadual de Canudos.

A caravana é composta por professores, historiadores, jovens, escritores, pesquisadores, escritores e artistas. O professor e historiador, José Ailton Brasil está sendo o responsável pela delegação. O grupo deixou a cidade de Quixeramobim em festa, por volta das 22h de quinta em um ônibus, e enfrentou mais de oito horas de viajem em quase 700 quilômetros de estrada até chegar ao destino.

A primeira parada será no Rio São Francisco, precisamente na divisa dos estados de Pernambuco e Bahia, na cidade de Ibó. De lá a caravana segue para Chorrochó onde visita a Igreja histórica da cidade. Em seguida, o destino deve ser a cidade de Canudos, palco da mais sangrenta luta da história do Brasil, liderada por Antônio Conselheiro.

Um dos pontos altos do roteiro que a caravana de cearenses deve visitar será a Romaria de Canudos, que este ano chega a sua 29ª edição. De acordo com os organizadores, esta é a segunda vez que a equipe sai de Quixeramobim para visitar a cidade baiana. Em outras vezes, a viagem ocorreu com um menor número de pessoas.

O grupo retorna para Quixeramobim no próximo domingo (16), logo após uma missa.

FIQUE POR DENTRO
Conflito de Canudos foi a mais sangrenta guerra a História

Antônio Vicente Mendes Maciel é o verdadeiro nome de Antônio Conselheiro. Após ter sido traído pela mulher, passou a trabalhar em restaurações de igreja e, influenciado pelos conselho de Padre Ibiapina, passou a ler os evangelhos e pregar entre os mais pobres. Em 1893, ele se estabeleceu definitivamente numa fazenda abandonada às margens do rio Vaza-Barris, numa afastada região do norte da Bahia, conhecida como Canudos, onde fundou um povoado, que chamou de Belo Monte, que mais tarde viria a ser a cidade de Canudos, com uma população estimada de 25 mil habitantes.

única foto conhecida de Antônio Conselheiro. Imagem foi tirada duas semanas após sua morte, pelo fotógrafo Flávio de Barros, a serviço do Exército. (Foto: Wikimédia Commons)
única foto conhecida de Antônio Conselheiro. Imagem foi tirada duas semanas após sua morte, pelo fotógrafo Flávio de Barros, a serviço do Exército. (Foto: Wikimédia Commons)

A guerra na região começou depois que Antônio Conselheiro teria sido enganado por um comerciante, influenciado por um juiz da cidade e desafeto de Conselheiro. Ele comprou madeira para a construção de uma nova igreja mas o material não foi entregue. O juiz teria escrito ao então governador da Bahia que na data em que Conselheiros iria pegar a madeira, bandidos atacariam a cidade. Foi o estopim para a guerra.

Foram quatro conflitos, o primeiro na cidade de Uauá, até que conselheiro fosse morto, junto com três pessoas, no vilarejo que fundou. A queda da cidade encerrou o mais sangrento conflito arado de nossa História. 25 mil pessoas foram mortas, entre cinco mi militares da época enviado pela república e 20 mil sertanejos. Até derrotar a tropa de Conselheiro o Governo foi derrotado três vezes, sendo humilhado pela técnicas de artilharia e guerra de homens sertanejos que venciam as táticas de militares treinados. Foi a maior baixa de homens do Governo, que perdeu metade de toda a sua Força nacional na época.

No livro Belo Monte – uma História da Guerra de Canudos, os autores José Rivar de Macêdo e Mário Maestri explicam que o contexto político do sertão foi o fator que influenciou o conflito. “Canudos significava a inversão da ordem natural, uma sociedade de bárbaros e rústicos fanáticos, pois questionava, na ação, o latifúndio, através do uso útil da terra. E, sobretudo, retirava do controle dos grandes proprietários uma enorme quantidade de mão-de-obra, que passava a viver em sociedade auto gerida e consensual”, diz um trecho.

09:33 · 13.10.2016 / atualizado às 09:34 · 13.10.2016 por
Número de visitantes ao local aumenta nos festejos de São Francisco (Fotos: José Avelino Neto)
Número de visitantes ao local aumenta nos festejos de São Francisco (Fotos: José Avelino Neto)

Canindé. Aberta diariamente para a visitação de fiéis e peregrinos, a Casa dos Milagres, neste Município da região central cearense, recebe um número ainda maior de visitantes durante os festejos de São Francisco, padroeiro deste Município. De acordo com a equipe que coordena e cuida do local, diariamente, cerca de duas mil pessoas passam por lá para deixar objetos como forma de simbolizar a graça alcançada.

Fiéis deixam peças no lugar como forma de materializar agradecimento pelas graças alcançadas
Fiéis deixam peças no lugar como forma de materializar agradecimento pelas graças alcançadas

O local é tido como a materialização da fé e sempre está lotado. As pessoas que passam pela Casa dos Milagres deixam fotografias, cabelos, pedaços de madeira moldados conforme a parte do corpo que foi curada de alguma doença, vestes, maquetes de casas, de carros, entre outros objetos. “Tudo o que eles deixam aqui é representando que aquilo foi alcançado. Se deixam um pé de madeira, é para dizer que voltou a andar após ter um pé quebrado, se deixam uma mama, é para dizer que se curou de um câncer, se deixam uma casa, é pra dizer que conseguiram uma casa, aqui é assim!”, explica Gilmásio Medeiros, funcionário do local.

Gilmásio revela que, recentemente, cerca de sete toneladas de objetos foram retirados do local. “As vestes franciscanas que podem ser aproveitadas, doamos para comunidades carentes da região”. Como forma de respeito aos votos alcançados, os objetos são aspergidos com água benta e uma pequena celebração é realizada internamente para, assim como com os fieis, agradecer pela intercessão divina. “Nada aqui é profano. Sempre tratamos os votos aqui deixados com muito respeito, pois eles simbolizam a fé do romeiro que veio aqui agradecer a São Francisco”, conta Gilmásio Medeiros.

Fotografias, cabelos, vestes franciscanas são alguns dos objetos deixados no lugar
Fotografias, cabelos, vestes franciscanas são alguns dos objetos deixados na casa

A estimativa é que, durante a festa cerca de uma tonelada de objetos sejam deixados no local. Fiéis de diversos lugares passam pela Casa dos Milagres para deixar algum objeto. Carlos Jânio Sousa, 34, é de Sobral, mas passou por Canindé só para agradecer a moto que encontrou depois de ter sido assaltado. “Me vesti de marrom, pedi a São Francisco e ele encontrou. Minha moto é meu trabalho. Por isso que vim aqui agradecer”, explica ele. Já Manoel Soares veio de Pernambuco e também passou para deixar um objeto. “Me curei de um problema que estava corroendo a pele de minha perna. Eu pensei que não fosse mais ficar curado nunca”, diz.

De acordo com o Santuário de São Francisco, em Canindé, a Casa dos Milagres é uma das mais antigas obras erguidas na cidade. Hoje, ela compõe um das principais paradas do roteiro de fé dos cearenses e de franciscanos de todo o País.

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