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Categoria: Opinião


09:37 · 19.08.2016 / atualizado às 09:42 · 19.08.2016 por

Quixadá. Um novo ponto de concentração de fé deve ser construído neste Município, situado na região do Sertão Central: trata-se de um memorial dedicado à Nossa Senhora. O projeto prevê a ocupação de um espaço de 10 mil m² e deve estar pronto em 2017, quando a comunidade católica celebra os 100 anos das aparições de Nossa Senhora. A obra é avaliada em mais de R$ 1 milhão e tem dividido a opinião de católicos na cidade.

Memorial será construído em um terreno de 10 mil ², no bairro Vale dos Monólitos (Foto: Cleumio Pinto)
Memorial será construído em um terreno de 10 mil ², no bairro Vale dos Monólitos (Foto: Cleumio Pinto)

O memorial é tido como o primeiro dedicado à Nossa Senhora na América Latina e será erguido no bairro Vale dos Monólitos, em um terreno doado por um empresário da cidade. O projeto foi desenhado pelo bispo emérito Dom Adélio Tomasin. A iniciativa partiu de 12 jovens responsáveis pelo grupo “Maria, eis teus filhos”, que já existe há três anos.

A construção tem valor estimado de R$ 1 milhão 850 mil reais e, de acordo com o grupo, será custeada por doações feitas ao grupo e pela iniciativa privada. “Empresários estrangeiros viram o projeto e demonstraram interesse”, revelou Cristiano.

População dividida
A cidade já tem o Santuário Nossa Senhora Rainha do Sertão, situado no topo de uma serra, que é responsável por impulsionar boa parte do turismo da cidade. A chegada de mais uma obra que se encaixa com essa mesma finalidade tem dividido a opinião da população, tendo em vista o valor que será gasto.

SAIBA MAIS
O local deverá ter uma capela com capacidade para 700 pessoas sentadas e uma praça de eventos, com capacidade para 10 mil fiéis.

Oito pirâmides com nove metros de altura cada serão erguidas na parte externa.

Seis delas vão representar cada uma das aparições da virgem, e outras duas serão representações de Nossa Senhora Aparecida e de Guardalupe.

O grupo projeta realizar no lugar festas e eventos em homenagens à santa, a exemplo do que acontece em outros estados.

Este é um trecho da matéria principal da editoria Regional da edição desta sexta-feira (19) do Diário do Nordeste. Leia o texto completo aqui >> Construção de memorial divide comunidade no Sertão Central

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14:35 · 31.05.2016 / atualizado às 14:36 · 31.05.2016 por
FAIXA GALINHA
Grupo revelou autoria da ação em uma página no Facebook; Faixa tem 30 metros e pesava 20 kg (Foto: reprodução/Facebook)

Quixadá. Fim do mistério: a gigantesca faixa colocada no início da tarde do último domingo (29) na pedra da galinha choca, cartão postal desta cidade, com a frase “30 filhos do patriarcado”, foi autoria de um grupo de mulheres escaladoras e militantes que defendem uma intervenção radical na cultura de estupro.

O grupo de ativistas quixadaenses “Galinha por elas”, esclareceu a polêmica em sua página no Facebook, que já contava com 300 curtidas, até a publicação desta matéria. “Não foram 30 contra uma, foram 30 contra todas!, foi uma intervenção performática, efêmera e reversível. A ação foi uma resposta ao grito engasgado na nossa garganta após a notícia do estupro de uma mulher no Rio de Janeiro por 30 homens que ainda se vangloriavam disso nas mídias sociais. Estuprar uma mulher é estuprar todas elas!”, diz a postagem.

grupo quixada
Comunidade do grupo quixadaense de ativistas já tem quase 300 curtidas

Na página, as militantes ainda revelaram segredos de bastidores da ação. “A faixa [tinha] 30m; As letras tinham, cada uma, pelo menos 1m de altura e consumiu 3,6 litros de tinta acrílica; Levamos mais de 6 horas para finalizar a faixa; Pesava pelo menos 20 kg, além da madeira e cordas da ancoragem, do equipamento de escalada, água, várias cordas e comida; Foi ancorada várias vezes com madeira e corda [nas] fissuras existentes na rocha. Mas o vento desprendeu tudo mais rápido do que imaginávamos”.

População se confundiu
Em notícia divulgada na última segunda (30), o Diário Sertão Central antecipou que a declaração provocou curiosidade nas redes sociais e que muitos já relacionavam o sentido da mensagem tivesse alguma ligação com o caso da garota do Rio de Janeiro que teria sido abusada sexualmente por cerca de 33 homens.

Devido a um campeonato de vôo livre que acontecia na cidade no final de semana, moradores do entorno chegaram a pensar que se tratavam de um dos competidores que havia ficado preso ao monólito. Polícia e Corpo de Bombeiros chegaram a ser acionados.

Leia, na íntegra, a nota publicada pelo grupo.
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POR TODAS ELAS – INTERVENÇÃO POLÍTICA NA PEDRA DA GALINHA CHOCA

No último domingo, 29 de maio de 2016, um pequeno, porém bravo e engajado grupo de escaladoras e escaladores do Ceará fizeram uma intervenção artística e política na Pedra da Galinha Choca, ícone do Sertão Central do Estado do Ceará. A famosa rocha representa uma mãe que cuida e prepara suas filhas e filhos para o mundo, mas quando abre as asas, será que o mundo está preparado para acolher essa ninhada?

Galinha por Elas: não foram 30 contra uma, foram 30 contra todas!, foi uma intervenção performática, efêmera e reversível: uma faixa de 30 metros de altura foi fixada utilizando os cristais, fissuras e reentrâncias existentes na própria Galinha Choca. A ação foi uma resposta ao grito engasgado na nossa garganta após a notícia do estupro de uma mulher no Rio de Janeiro por 30 homens que ainda se vangloriavam disso nas mídias sociais. Estuprar uma mulher é estuprar todas elas!

Sim, o estupro é abominável, abala o corpo e esmigalha o espírito. Em 2014, foram mais de 50.300 registros de mulheres estupradas no país – e ainda tem as que não prestaram queixa. Isso é revoltante, não há dúvidas. Junto com o feminicídio (quase 2,5 mil mulheres foram assassinadas em 2013 por parceiros e ex-parceiros), são os piores pesadelos das mulheres.

Gostaríamos, todavia, de lembrar que o estupro, assim como o assassinato de mulheres por ciúmes e possessividade, não é feito por homens monstruosos ou que estão fora das suas perfeitas faculdades mentais. Infelizmente, tanto quanto os pequenos atos cotidianos, os estupradores são moldados pela sociedade machista na qual todos estamos inseridos, por isso dizemos: os 30 estupradores são filhos saudáveis do patriarcado.

O patriarcado é um conjunto de valores que organiza a sociedade e cria condições para beneficiar o homem em detrimento da mulher. Parece um conceito atrasado para os nossos dias, nos quais as mulheres desempenham tantos papéis importantes na sociedade. Mas, infelizmente, é o que as mulheres vivenciam cotidianamente, com maior ou menor intensidade, e de forma direta, como a submissão diante de um pai duro, a possessividade de um marido ciumento ou os mais horrendos estupros e assassinatos.

Mas acreditamos que a forma indireta do patriarcado se manifestar no nosso cotidiano é, talvez, a mais complicada de ser enfrentada por ser muito difícil de ser reconhecida. E ela vai se entranhando na nossa cultura sem sequer permitir que homens e mulheres percebam as facetas no machismo de cada dia na nossa fala, na nossa música, na nossa piada de bar, no nosso esporte, na nossa casa.

As maneiras veladas de submeter e de tratar as mulheres como objetos de desejo alheios à sua própria vontade são pequenas contribuições no processo de ‘formação’ de estupradores e assassinos de mulheres. E para piorar, muitos ainda julgam denúncias de machismo como bobagem e exagero de feministas.

Por isso gritamos:
Não foi contra uma, foi contra todas!
Abaixo o patriarcado!
Machistas não passarão!

Por todas elas

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11:03 · 03.05.2016 / atualizado às 12:41 · 03.05.2016 por
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Professores realizam mais uma manifestação na região (Fotos: José Avelino Neto)

Banabuiú. Professores e alunos do Liceu Jacob Nobre de Oliveira Benevides, fizeram, na manhã desta terça-feira (3), uma manifestação no Centro desta cidade do Sertão Central. O ato é mais um dos vêm sendo organizado em cidades da região. Através dele, os professores da rede estadual de ensino, ainda em greve, buscam chamar a atenção e o apoio da população para uma resposta rápida das cobranças que são feitas.

Menos de 100 pessoas participaram do movimento, número bem menor do que o total do último ato, realizado em Quixadá, e que reuniu cerca de 300 professores.

IMG_1308Repetindo a estratégia que vem sendo usada desde que as manifestações começaram, eles carregavam faixas, cartazes e seguiam com um carro de som fazendo panfletagem pelas casas e comércios do Centro. Ao fim do trajeto, a categoria se concentrou na Praça 25 de janeiro, onde passaram a discursar e explicar para a população as razões da greve, que já dura quase 15 dias. Ao final do movimento, em um ato simbólico, os professores permaneceram na praça de braços cruzados, chamando a atenção de quem passava pelo local.

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Professora Edna: “Queremos que a cidade seja simpática à nossa causa”

Para a professora Edna Santos, as manifestações visam sensibilizar a população com a causa. “Esperamos que a cidade seja ao menos simpática à nossa causa, para que não fiquem por aí dizendo ‘ah os professores só querem é dinheiro, aumentar o salário’, mas que saibam de todos os reais motivos da nossa luta”.

Na pauta, os profissionais cobram o reajuste salarial (adiado de abril para junho), melhoria na condição das escolas, da merenda escolar, do transporte dos alunos, além de se posicionarem contra a lei da tercerização e a portaria de lotação. O movimento é apoiado pela Associação dos Professores de Estabelecimentos Oficiais Ceará (Apeoc).

Em todo o Ceará, mais de 300 escolas já aderiram à greve. Na região central, até a última sexta-feira (29), Ibicuitinga e Quixeramobim ainda não haviam declarado apoio. Segundo a Apeoc, as escolas estavam apenas parcialmente em greve.

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12:30 · 11.10.2015 / atualizado às 18:18 · 11.10.2015 por

Quixadá
Enquanto a principal discussão nas redes sociais é sobre política partidária, ao estilo do sujo falando do mal lavado, praças, parques, recantos e históricos e naturais de Quixadá ficam cada vez mais abandonados. A administração municipal tem a sua culpa, mas outros segmentos, como o comércio e a própria população, não colaboram. Com a sujeira cotidiana e crescente, os quatro cantos da cidade aparentam ser um enorme lixão, ao ponto de porcos dividirem o “banquete” na praça.

Quixadá - Porcos DN

Este feriadão seria uma ótima oportunidade para demonstrar aos milhares de visitantes que devem ficar na cidade até esta segunda-feira, 12, que além das excelentes festas de forró, o Lago dos Monólitos, o Açude Cedro, o Memorial Rachel de Queiroz, a Pedra do Cruzeiro, as trilhas ecológicas, passeios de bicicleta e até uma boa conversa nas praças, tomando uma cervejinha gelada, seriam opções para os turistas saírem mais satisfeitos.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) atribui o estado de abandono das praças à estiagem prolongada. Quanto aos espaços turísticos, o problema está na falta de recursos para mantê-los. Aproveitando a situação de abandono os moradores despejam lixos e entulhos por todos os cantos. Caminhões, carros, motocicletas estacionando de forma irregular. São reflexos da péssima recepção, e da impressão que os visitantes vão levar na bagagem.

Há se essa gente pelo menos imaginasse que as estimativas do governo do Estado foram de 60 mil turistas somente neste feriadão. Esses números representam crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado. Para a economia estadual, a Secretaria de Turismo do Ceará (Setur) prevê um impacto de R$ 88,8 milhões de receita direta ao Estado, o que deve resultar em R$ 155,4 milhões de renda gerada na cadeia produtiva do turismo.

Saúde, educação, segurança, são obrigações essenciais de qualquer gestor público. Preservação, cuidado, limpeza, é papel de todos. Com cada um fazendo a sua parte todos acabam ganhando, independente de quem foi, é, e será o prefeito da cidade. Para quem está prestes a completar mais um aniversário, dos seus 145 anos, a união e a conscientização do seu povo com certeza será o seu maior presente.

Foto > Carlos Augusto Cavalcante

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07:00 · 09.08.2015 / atualizado às 08:47 · 09.08.2015 por

Quiterianópolis
Centenas de quilômetros de beleza, e de angustia. Esse foi o resultado incongruente do relatório elaborado pelo especialista em Gestão Pública e Conservação de Arte Rupestre, Rubens Luna, sobre a “Expedição do Poty”, realizada no último fim de semana no Rio Poti, da sua nascente, em Quiterianópolis, no Sertão do Ceará, até a sua foz, no estado do Piauí, onde desagua no Rio Parnaíba, em Teresina. O despejo de esgotos no seu leito é um problema, mas o mais grave deles é a exploração de ferro e de ouro. O risco eminente só desaparecerá com a interdição da mineradora existente e o combate à garimpagem ilegal.

Rio Poti & Cânion (5) JR

Durante três dias, o grupo, formado na sua maioria por representantes do estado vizinho, percorreu mais mil quilômetros de estradas e pelo menos 200 do leito do Poti, deslumbrando e ao mesmo tempo preocupando os participantes. Muitos trechos do afluente ainda estão conservados. Por onde a Expedição passava, além da excelente acolhida, os gestores públicos e a população demonstravam interesse na conservação da veia hídrica em suas regiões. Mas noutras áreas foram notadas explorações de minério, de ferro e de ouro, esta última inclusive clandestina, ambas no município de Crateús. Assim como a nascente, em Quiterianópois, o curso do rio que corta aquela terra precisa de cuidados imediatos.

A melhor forma de evitar a degradação é a criação de áreas de preservação ambiental. O pensamento foi o mesmo em todas as cidades por onde passou o grupo formado por representantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Companhia de Desenvolvimento do Vale do Rio São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Museu Taxidérmico, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e da Prefeitura de Teresina. Além de Quiterianópolis e Crateús, os expedidores percorreram também Juazeiro do Piauí, Castelo do Piauí, Buriti dos Montes e Teresina, já no Estado vizinho.

Um exemplo está na comunidade de Oiticica, na entrada oeste do boqueirão do Poti. Naquela área, a qual corresponde ao alto cânion do rio, foi proposta a criação de uma unidade de conservação permanente, a ser gerida pelo Governo do Ceará. Mais ou menos uns 6 km rio abaixo, já em terras piauienses, está situado o sitio paleontológico conhecido como “Jardim dos Trilobitas”, onde são encontrados rastros de animais que viveram ali há milhões de anos, além de dezenas de gravuras rupestres. Devido a tal fato, aquela é outra área de interesse preservacionista.

Em Crateús, onde foram encontrados os principais problemas no lado do Ceará, dentre eles o desmatamento, a exploração de minérios, lixo sólido depositado nas margens e o lançamento de efluentes sem tratamento, o relator enfatizou que o município cearense conta com 60% de saneamento básico, enquanto Teresina possui apenas 17 % de esgotamento sanitário. A Prefeitura de Crateús também se empenha na criação de uma Unidade de Conservação, o Parque Ambiental Cavalheiros da Esperança.

Esses assuntos foram discutidos na Secretaria do meio ambiente de Crateús, onde foi realizada umas das audiências públicas programadas na Expedição. O prefeito Mauro Soares coordenou os trabalhos. No Encontro ele ressaltou que nasceu na comunidade Oiticica, no coração do cânion do Poti. O gestor municipal reconheceu os problemas e reiterou empenho na busca de soluções, dentre elas a criação de um parque ambiental entre as comunidades Ibiapaba e Oiticica, a recuperação de áreas degradadas e a viabilização de acesso ao cânion pelo seu Município.

Ainda conforme Rubens Luna, coordenador da “Expedição do Poty”, durante o trajeto por todo o rio, foram registradas mais de 50 lendas e histórias fantásticas, narradas pelos ribeirinhos. Esse conteúdo deverá servir como o cerne do manuscrito que está sendo redigido por ele. A obra literária da história oral terá como objetivo a preservação desses causos e o conhecimento, principalmente pelas futuras gerações.

A missão, realizada pelo Instituto CO2 Zero, teve como objetivo prospectar áreas com potencial para a criação de Unidades de Conservação, em especial, na nascente e na região do cânion do rio e também a realização de audiências públicas nas cidades de Buriti dos Montes (PI), Crateús e Quiterianópolis (CE). Foram ouvidas as demandas da sociedade local em relação às questões ambientais, bem como elaborado o esboço para a formação de uma agenda comum entre os dois estados, Governo Federal e sociedade civil, como mecanismo de produção de uma política preservacionista democrática e participativa para toda a bacia do Rio Poti.

Opinião do Especialista

Rubens LunaRubens Luna
Especialista em Gestão Pública e Conservação de Arte Rupestre
rubens.luna@gmail.com

“É imperativo preservar! Centenas de milhares de pessoas compartilham o dia a dia nalgum ponto da magnífica bacia hidrográfica do rio Poty, aproximadamente, 52.000 km, seja no seu alto, médio ou baixo curso, outra característica peculiar é que seja ecotonal, um embrincamento de biomas, mais ao leste temos a caatinga e o carrasco, mais a oeste temos o cerrado, a mata de cocais, por fim, uma vegetação pré-amazônica, por assim dizer. Assim, por está situada no nordeste do Brasil, tem esta bacia sofrido, sobremaneira, com o aumento da escassez da oferta hídrica, segundo os estudiosos, para esta região, a tendência será o aumento e intensidade do ciclo de seca, redução ainda mais do volume de chuvas. Tais fatos põem em risco a qualidade de vidas destas populações, ainda mais devido ao uso indevido do solo e em especial da água, que o modelo atual de desenvolvimento emprega. Portanto, caso não alteremos tais procedimentos predatórios, em pouco tempo, haveremos de evacuar grande parte da população ali residente. Daí a imprescindibilidade de investirmos numa política social e ambiental que aproveite os recursos naturais, porém, preservando para os que advirão”.

Mais Informações

Instituto CO2 Zero
Av. W3 Sul Quadra 502 Bloco C Loja 37 Asa Sul – Brasília
Telefone: (61) 3221-1039
contato@co2zero.eco.br

Veja as reportagens no Diário do Nordeste > Exploração de minério e esgoto são principais riscos para rio Poty e Sítio arqueológico tem valor inestimável como patrimônio

Fotos > Juscelino Reis

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