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Categoria: Pecuária


08:30 · 17.12.2016 / atualizado às 16:02 · 16.12.2016 por
De acordo com a instituição, o fórum abordou temas pertinentes sobre os principais anseios dos produtores de leite da região (Foto: IFCE Boa Viagem)
De acordo com a instituição, o fórum abordou temas pertinentes sobre os principais anseios dos produtores de leite da região (Foto: IFCE Boa Viagem)

Boa Viagem. O Campus do Instituto Federal do Ceará (IFCE) deste Município da região Central cearense, promoveu, na última semana, o primeiro fórum de bovinocultura leiteira dos sertões de Boa Viagem. De acordo com a instituição, o fórum abordou temas pertinentes sobre os principais anseios dos produtores de leite da região nas áreas de gerenciamento da atividade, técnicas de melhoramento genético, políticas públicas para o setor, dentre outros assuntos.

O fórum aconteceu no último dia 13 deste mês. A programação durou todo o dia no Campus. Palestras e minicursos estavam entre a programação. O fórum abordou temas como tecnologia sobre ezoognósia de bovinos leiteiros e Princípios de planejamento de sistemas de produção de leite. O encontro encerrou com uma mesa redonda sobre os desafios da pecuária leiteira no município de Boa Viagem.

O IFCE de Boa Viagem é o primeiro campus no estado a propor a criação de um fórum permanente para a discussão sobre a pecuária leiteira que tem o objetivo de promover o desenvolvimento da atividade no âmbito municipal e regional. “Com a concepção deste fórum, o IFCE cumpre sua missão de produzir, disseminar e aplicar os conhecimentos científicos e tecnológicos na busca de participar integralmente da formação do cidadão”, declarou a instituição.

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O Diário Sertão Central é o blog oficial do Diário do Nordeste no Sertão Central do Ceará e Maciço do Baturité.

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13:53 · 31.10.2016 / atualizado às 13:53 · 31.10.2016 por
Francisco Ademar usa palma forrageira e solta bichos no pasto (fotos: José Avelino Neto)
Francisco Ademar usa palma forrageira e solta bichos no pasto (fotos: José Avelino Neto)

Banabuiú. Com o acúmulo de cinco anos seguidos, os efeitos da seca em quase todo o estado tem sido enormes. Mas na zona rural deste Município, localizado há 220 km de Fortaleza, criadores de ovinos e caprinos convivem com animais com produtividade em alta, ajudando na geração de lucro para a família. Uma proeza, visto que em algumas situações, até a água do lugar precisa ser comprada. Os criadores afirmam seguir estratégias que fazem os animais resistirem à estiagem.

Para os açudes, o período chuvoso de 2016 gerou recargas tão pequenas que 130 dos 153 deles, monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), estão com volume abaixo dos 30%. Mas para o agricultor Atanias Salviano Gonçalves, 45, a pouca chuva que caiu, serviu e tem garantido o abastecimento do rebanho. “A chuva pra gente foi boa! Tenho um açude pequeno lá por perto e é com essa água que eu abasteço meus bichos. Lá em casa nunca entrou uma pipa d’água”, diz Atanias.

Mesmo em período de seca, gado rende mais de 300 litros de leite ao dia
Mesmo em período de seca, gado rende mais de 300 litros de leite ao dia

Se houve um período ruim para os produtores da região foi 2012. “Eu perdi 40 cabeças de gado de 120 que eu tinha. Morreram tudo de fome e outras doentes porque comiam salsa”, conta Francisco Ademar Lopes, 66. A água que tem em casa ele compra de caminhões pipa. Mesmo assim a situação não é ruim. “Dou forragem, tem a água que eu compro e minhas criação produzem 300 litros de leite por dia, então, não tenho do que reclamar”, diz ele.

Ciente do momento difícil que enfrentaria Francisco Ademar foi buscando meios de superar as dificuldades geradas pela estiagem. Uma das alternativas foi o plantio de palma forrageira, ideia que ele investiu após receber orientação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce). “Tenho uma plantação que comecei com umas sementes que ganhei na Ematerce e isso aí hoje me ajuda muito”. A produção de leite que é garantida de seus animais é comprada por uma empresa de laticínios, o que ajuda a garantir o sustento de casa.

As alternativas encontrada por agricultores do Sertão Central em meio a seca é o principal destaque da editoria Regional do Diário do Nordeste desta segunda-feira (31). Leia a matéria completa >> Produtores driblam a seca por mais um ano no Sertão Central

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11:00 · 08.08.2016 / atualizado às 10:09 · 08.08.2016 por

Quixadá. Terminou nesse domingo (7) a 38ª edição da Exposição de Caprinos e Ovinos do Estado do Ceará (Expocece). O evento, organizado pela Associação dos Criadores de Ovinos e Caprinos do Estado do Ceará (Acocece), reuniu pequenos e grandes produtores em seis dias no Parque Valdir do Couto Dinelly, neste Município da região central do Estado. De acordo com os responsáveis, 25 mil pessoas circularam pelo evento.

Evento reuniu empresário e pequenos e grandes produtores da área (Foto: José Avelino Neto)
Evento reuniu empresário e pequenos e grandes produtores da área (Foto: José Avelino Neto)

A feira tem se consolidado como um evento tradicional no mercado agropecuário da região e atraído a atenção de investidores da área. A expectativa era de que R$ 3 milhões fossem gerado em negócios. Para o presidente da Acocece, André Medeiros, a exposição recebeu um retorno positivo. “Apesar da crise hídrica e da dificuldade do produtor, pudemos ver um bom retorno na agricultura familiar e mesmo com os produtores”. De acordo com o presidente, o número de criadores foi melhor do que de outras edições, o que também representa uma boa avaliação. “Essa feira é muito importante porque é organizada por uma associação estadual e que tem a visão de reunir todos os elos da cadeia deste ramo. Então, temos muito o que comemorar” pontuou.

Empresários do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia participaram da exposição.

A 38ª Expocece é o principal destaque da editoria Regional do jornal Diário do Nordeste desta segunda-feira (8). Este texto é apenas uma parte da matéria que você pode ler, completa, aqui >> Quixadá reúne 25 mil pessoas durante os 6 dias da Expocece

 

15:00 · 08.07.2016 / atualizado às 14:09 · 08.07.2016 por
No total, os Investimentos do Banco Mundial chegarão a setores da agricultura de 32 municípios (Foto: divulgação/SDA)
No total, os Investimentos do Banco Mundial chegarão a setores da agricultura de 32 municípios (Foto: divulgação/SDA)

Capistrano. Este município da região do Maciço de Baturité compõe a lista de 32 cidades que receberão investimentos na área da apicultura, agricultura familiar, inovação tecnológica e ovinocapricultura por meio do Projeto São José III. A informação foi confirmada pela Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA).

Ao todo serão liberados R$ 3.702.142,52. O financiamento nos setores é feito pelo Banco Mundial.

Com o investimento, a SDA afirma estar reforçando seu empenho em tornar o setor da agricultura familar um setor ainda mais forte em todo o Ceará. “Sabemos que não é fácil manter as cadeias produtivas devido ao 5° ano de estiagem que nosso estado enfrenta, mas com a ajuda de cada um e o empenho da nossa gestão temos tudo para contornar os efeitos da falta d´água e dar bons resultados pros nossos agricultores”, falou o secretário do Desenvolvimento Agrário Dedé Teixeira.

O Projeto São José III é financiado pelo Banco Mundial e executado pelo Governo do Estado, através da SDA para investimentos em projetos de inclusão produtiva, o desenvolvimento rural sustentável com ações voltadas à consolidação da produção e comercialização da agricultura familiar para execução em 2016.

Municípios da região dos Inhamus, Vale do Curu e Litoral Leste serão assistidos com a chegada dos investimentos. Veja a lista dos contemplados:

Apuiarés, Cascavel, Choró, Ibiapina, Aiuaba, Arneiroz, Barbalha, Barro, Beberibe, Cariús, Crateús, Graça, Icó, Ipaporanga, Maracanau, Maranguape, Meruoca, Morada Nova, Novo Oriente, Parambu, Paramoti, Quixeré, Tabuleiro Do Norte, Tamboril, Tauá, Várzea Alegre, Capistrano, Pindoretama, Horizonte, Monsenhor Tabosa, Palhano e Parambu.

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07:00 · 06.02.2016 / atualizado às 06:44 · 06.02.2016 por

Quixadá
A terra está molhada e o roçado tratado; é hora de plantar. O tempo continua nublado, a chuva caindo em algumas regiões e apesar do pessimismo meteorológico para a quadra invernosa, a maioria dos agricultores, pequenos produtores rurais do Sertão Central, pretende passar o carnaval plantando milho, feijão, sorgo e até mamona. As sementes selecionadas do programa Hora de Plantar já foram distribuídas na maior parte dos municípios da região.

HORA de PLANTAR > Em Quixadá, os agricultores pretendem passar o carnaval cuidando dos seus roçados. A terra molhou com as últimas chuvas e está sendo arada para o plantio de sementes. Também já está surgindo pasto para os animais.

Conforme o gerente regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) no Sertão Central Francisco Albany Rolim, a agilidade na distribuição das sementes fornecidas pelo Governo do Estado para os pequenos produtores rurais está ocorrendo graças a antecipação do atendimento e a logística implantada nos escritórios da Empresa. Apesar do reduzido número de funcionários e técnicos, todos estão se esforçando para dinamizar a distribuição.

No caso de Quixeramobim, onde está concentrado o maior número de produtores da região beneficiados com o programa, 2.960, a entrega das sacas de 20 quilos de milho, 10 quilos de feijão e 10 ou 20 de sorgo, dependendo do tamanho do rebanho, foi realizada em oito dias. As últimas sementes foram distribuídas na quinta-feira, dia 4. No total foram 7.500 quilos de feijão caupi, 50 mil quilos de milho hibrido e 11.400 quilos de sementes de sorgo forrageiro. O escritório de Quixeramobim ainda está distribuindo 559 mil raquetes de palma forrageira.

Quixeramobim - Agricultores fazem festa com distribuição de sementes (18)

Em Quixadá, os médios e pequenos produtores também não estão perdendo tempo. A Secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural do Município ainda está efetuando o levantamento dos hectares já arados para o plantio de sementes. Cerca de 70% dos agricultores interessados já foram atendidos. Apesar das dificuldades financeiras, através do compartilhamento de despesas com o conserto dos tratores e com o óleo combustível, quem está apostando no plantio pode cultivar suas terras com as máquinas da Secretaria de Agricultura.

Outros produtores estão arando suas terras com suas próprias máquinas.Esse é o caso da Fazenda Massapê, também no distrito de Tapuiará. Como a propriedade é vocacionada a produção leiteira de gado os proprietários estão plantando sorgo em quase 100 hectares.

No município, segundo a gerente local da Ematerce, Graça Nery, os 3.500kg de feijão caupi, 7mil de milho híbrido, 5 mil de milho variedade, 2.200kg de sorgo forrageiro já foram distribuídos para os 897 produtores cadastrados este ano.

De acordo com a Ematerce, este ano estão sendo distribuídas 3.000 toneladas de sementes selecionadas de milho híbrido e variedade, feijão caupi e phasealus, sorgo forrageiro, manivas de mandioca, além de raquetes de palma forrageira e mudas de cajueiro-anão precoce. O programa está atendendo em 2016, 132 mil pequenos agricultores, em 182 municípios, através dos 18 escritórios regionais, 71 escritórios locais e pelos 85 postos avançados.

Quem não teve acesso às sementes selecionadas distribuídas este ano gratuitamente pela Ematerce, em razão de situação de emergência, decorrente da estiagem prolongada nos últimos cinco anos, está utilizando o estoque da colheita do ano passado. Francisco Antônio Chaves do Nascimento é um deles. O morador da localidade de Mulungu, no distrito de Tapuiará, está contando com o auxílio dos vizinhos e da sua criatividade para plantar milho, feijão e legumes, este último a pedido da mãe, nos quatro hectares arados. “Vou aproveitar esses dias de carnaval para dar um trato melhor na terra. Se Deus quiser a chuva vai continuar e dentro de 60 dias vou iniciar a colheita do feijão”, comentou.

Veja também a reportagem no Diário do Nordeste > Pouca chuva no carnaval

Ematerce

Av. Bezerra de Menezes, 1900 – Fortaleza
Telefone (85) 3101-2416

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