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Categoria: Pesca


10:20 · 22.04.2016 / atualizado às 10:21 · 22.04.2016 por

Banabuiú. O Plantão Policial da região foi considerado tranquilo no feriado de Tiradentes. A única morte ocorreu neste município na tarde da última quinta-feira (21), no distrito de Pedra Branca, na zona rural da cidade. Um homem que trabalhava vigilante faleceu enquanto pescava. Segundo informações de testemunhas, a vítima estava pescando com um arpão e teria levado um choque. A informação não foi confirmada pela Polícia.

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Fato ocorreu em açude da zona rural; Homem teria levado choque enquanto pescava. (Foto: VC Repórter)

Jocélio Saldanha Pinheiro, 46, pescava nas águas do açude da localidade. O homem estava acompanhado da esposa e de alguns familiares. Segundo informações repassadas por familiares à Polícia, em um dado momento, Jocélio mergulhou e demorou a retornar à superfície. Uma testemunha que não quis se identificar relatou que um primo ainda tentou socorrer a vítima, mas também foi eletrocutado.

O Corpo de Bombeiros foi chamado para retirar o corpo do homem de dentro das águas do açude.

A composição da Polícia Militar de Banabuiú foi chamada para dar apoio à ocorrência.

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07:35 · 07.04.2016 / atualizado às 08:03 · 07.04.2016 por
PESCADORES
Pescadores se reuniram na parede do Açude São Mateus, em Canindé. (Foto: Alfredo Neto)

Canindé. Pescadores deste município se reuniram, na tarde da última quarta (6), na parede do Açude São Mateus, para definirem como vão continuar atuando frente às investigações do Ministério Público do Trabalho do Ceará (MPT-CE). Eles fazem parte do Sindicato dos Pescadores do Município, que colaborou com o trabalho do MPT-CE, entregando provas que ajudem a comprovar crimes de fraude e estelionato no seguro-defeso da Colônia de Pescadores Z-33.

A Colônia virou alvo de uma ação civil pública do órgão que pede o afastamento imediato de todos os diretores.

Entre os crimes apurados pelo MPT-CE, está a falsificação de carteiras de pescadores feitas para que trabalhadores de outras áreas, como eletricistas, pedreiros e carpinteiro, pudessem obter empréstimos se passando por falsos pescadores no Banco do Nordeste do Brasil (BNB). O presidente da Colônia Z-33, Francisco das Chagas Silva Santos nega às denúncias.

A matéria completa você confere na edição desta quinta, no caderno Regional, do jornal Diário do Nordeste.

> Fraude e estelionato em Canindé

 

07:00 · 30.12.2015 / atualizado às 06:23 · 30.12.2015 por

Quixadá
Quem visitou o Açude Cedro neste fim de semana ficou surpreso com a quantidade de pescadores na água. Havia mais de 20. Eles foram atraídos pela mortandade dos peixes. No início da manhã muitos foram encontrados boiando nas margens do reservatório público federal, em Quixadá. Receosos de o restante das espécies morrerem os pescadores resolveram começar um  mutirão e fisgarem a maior quantidade possível. O nível da água baixou muito e com ela a oxigenação caiu, provocando a asfixia coletiva dos peixes, explicavam. Eles não fizeram estimativas de quantos peixes já morreram.

Quixadá - Açude Cedro 27.12.15 (1)Quixadá - Açude Cedro 27.12.15 (7)

Quixadá - Açude Cedro 27.12.15 (8)Com capacidade para 125,6 milhões de m³, conforme dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o Cedro está atualmente apenas com 0,6% do seu volume. Já é possível atravessar alguns pontos do açude a pé. A água está ao nível de pouco mais de um metro. Por esse motivo era possível ver os pescadores jogando suas tarrafas sem o uso de barcos e nem de boias. Mas se estava mais fácil de pescar era imensamente difícil pegar alguma tilápia ou curimatã, espécies mais comuns.

Quixadá - Açude Cedro 27.12.15 (20)Quixadá - Açude Cedro 27.12.15 (21)

Pelos cálculos de alguns dos mais de 200 pescadores que moram no entorno do açude, dentre eles João Batista, praticamente não há mais peixe no Cedro. Apesar das últimas chuvas, permanecendo o quadro de estiagem o açude poderá secar novamente antes da quadra invernosa do próximo ano. Além da régua totalmente exposta, também é possível ver a boca do alçapão por onde corre a água para os canais de irrigação. “O pior é que os outros açudes da região estão secos também”, ressaltou outro pescador, Antônio Filho.

O Arrojado Lisboa, em Banabuiú, terceiro maior do Estado, é um deles. Lá, a pesca parou há quatro meses. Os pescadores que não conseguiram o benefício do Garantia Pesca, fornecido pelo governo Federal estão recorrendo a açudes particulares. Entretanto, os riscos são grandes. Cinco deles foram presos no último domingo, em Solonópole, quando pescavam numa fazenda. Eles não chegaram a pescar nenhum peixe, mas foram indiciados e transferidos para a cadeia pública de Milhã.

Segundo o presidente da Colônia de Pescadores Z14, Genival Maia Barreto, dos 300 pescadores cadastrados regularmente na Z14, de Banabuiú, apenas 146 estão tendo direito ao amparo econômico Federal. A Colônia também está doando cestas básicas de alimentos. Houve até despejo de 100 milheiros de alevinos no Arrojado Lisboa em outubro. “Mas os peixes demoram pelo menos seis meses para se tornarem adultos. Também há necessidade das chuvas reporem a carga hídrica. Com pouco volume a água fica grossa e não oxigena, matando mais peixes”, acrescentou Barreto.

Veja também a reportagem no Diário do Nordeste > Mortandade de peixe causa perdas de até 50% nos açudes

Mais Informações

Colônia de Pescadores Z14
Rua Arrojado Lisboa, 16 – Açude
Telefone: (88) 9 9954 7941

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08:00 · 06.09.2015 / atualizado às 08:09 · 06.09.2015 por

Banabuiú
O fantasma do flagelo da seca está voltando a assombrar os sertanejos, principalmente quem vive no Interior do Ceará e depende da pesca nos açudes para sobreviver. A maioria dos reservatórios estão secos, ou pertinho da água acabar. Esse drama está sendo vivido por aproximadamente mil famílias ribeirinhas do terceiro maior açude do Estado, o Arrojado Lisboa, em Banabuiú. O desespero está aumentando e alguns já estão pensando em saquear o comércio da cidade, como ocorria no Nordeste nos períodos de estiagem prolongada. Da pesca não da mais para sobreviver diante do castigo da estiagem.

Banabuiú - Açude Arrojado Lisboa e pescadores (2)

Os pescadores artesanais reclamam que além da escassez de peixes suas residências também estão sendo roubadas. A surpresa está por conta dos itens preferidos pelos ladrões. Ao invés dos eletrodomésticos e objetos de maior valor eles estão levando arroz, feijão e outros alimentos. “Até xerém para a alimentação dos pintos eles estão carregando, pensando que é farinha”, afirma a agricultora Carla Negreiros de Sousa. Ela é esposa do pescador Francisco Emídio Caetano. Ele não tem mais condição de viajar para o Castanhão, onde ainda tem peixe. O Casal e outros três filhos dependem dos R$ 237 do Bolsa Família.

Juntamente com outros moradores da localidade de Pedras, distante cerca de 60Km do Centro de Banabuiú, ela procurou a Secretaria de Pesca e Aquicultura do Município em busca de auxílio para o marido. A agricultora explicou que ele preferiu ficar em casa. Está triste a abatido. Coisa assim tinha passado somente na infância, quando houve uma seca medonha. Para não passar mais por tanto sofrimento resolveu se aproximar da água, se tornou pescador. Só não imaginava que o gigante do Vale das Borboletas ia secar.

Hoje, a água está começando a cheirar mal. A pesca está cada vez mais escassa e quem ainda insiste em entrar no açude consegue pegar apensas algumas piabas. Quando é dia de sorte alguns quilos de camarão vêm na rede. Dá para vender o quilo a R$ 15 com casca e R$ 20 sem. Mas sorte assim não se tem todo dia. “Agora, o camarão vai pros ricos e o feijão e a farinha pra minha mulher e pros filhos. Fome, até o fim do mês a gente não passa”, comentou o pescador Miguel Ribeiro com o olhar distante, desses quando se diz: que mau que eu fiz para receber esse castigo.

Quando mais próximo do Arrojado Lisboa, a desolação é maior. As canoas estão afundando. Algumas ainda resistem sobre a água, ou porque acabaram encalhando sobre o solo ou alguém faz os reparos, para evitar um prejuízo ainda maior. Com o açude quase seco, atualmente com menos de 1% de água, a abundância e a alegria acabaram. Das seis a sete toneladas pescadas todos os meses, hoje, são no máximo 600 quilos. A pesca se torna ainda menor quando encostam na margem. São obrigados a dividir a metade com o companheiro de trabalho ou com o dono da embarcação.

Economia de Banabuiú

O sofrimento dos pescadores também acaba atingindo a economia da cidade. Quando havia pesca cada um deles faturava em média R$ 2 mil por mês. Havia fartura e alegria. Como mais de mil se dedicam ao ofício no Município o Arrojado Lisboa é comparado a Carajás, mas agora, o “ouro” que vinha da água não existe mais. E assim como tem ocorrido no garimpo, onde algumas cidades se tornaram fantasma, Banabuiú corre esse risco. Pelo menos R$ 1,5 milhão está deixando de circular mensalmente no Município.

Enquete
Qual a alternativa para ajudar os pescadores

Enquete - Raimundo Nonato LimaRaimundo Nonato Lima
Secretário de Pesca de Banabuiú

“Quem vive da roça tem o amparo financeiro do Governo. Quem depende do peixe também precisa da mesma assistência. O Garantia Pesca é a alternativa”.

Enquete - José Caetano da SilvaJosé Caetano da Silva
Pescador

“Todo governante sabe do que seu povo precisa. Pelo menos alimentação e uma vida digna. Sem a ajuda deles o fantasma da seca vai assombrar novamente”.

Enquete - Elinete da Silva SouzaElinete da Silva Souza
Pescadora

“Quando a gente começa a passar fome o desespero bate a nossa porta. Água ainda tem, mas a comida já acabou. Precisamos de alimento para as nossas famílias”.

Veja a reportagem no Diário do Nordeste > Estiagem castiga pescadores

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07:00 · 06.09.2015 / atualizado às 08:24 · 06.09.2015 por

Banabuiú
O único programa governamental de amparo aos pescadores da Colônia de Pesca Z14, da qual os pescadores de Banabuiú são associados, é o Seguro Defeso, pago de fevereiro a abril, período de proliferação dos alevinos. O auxílio é suficiente, mas apenas onde há água para manter os cardumes. Com a redução do volume hídrico os peixes vão morrendo. O Arrojado Lisboa já havia secado antes, em 2001. Entretanto, pela primeira vez na história do açude construído pelo Governo Federal a situação está sendo a mesma das lavouras. Eles não têm mais o que “colher”.

Banabuiú - Rio Banabuiú e pesca (11)

O prefeito de Banabuiú, Veridiano Sales, já havia alertado para o colapso na pesca no açude do seu Município este ano. Na avaliação dele, o mau gerenciamento dos recursos hídricos do reservatório Federal , construído entre 1953 e 1966 provocou essa crise. Apesar de te sido construído para conter as cheias no Vale do Jaguaribe e dar suporte hídrico para os perímetros irrigados daquela região, a cidade tem na pesca uma das suas principais fontes econômicas. Pensando em dar uma melhor assistência aos pescadores ele até criou no início deste ano a Secretaria Municipal de Pesca e Aquicultura.

À frente da Secretaria especial há pouco mais de três meses o pescador Raimundo Nonato Pereira, mais conhecido como “Gelado”, pretende reivindicar do Governo Federal, através do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) amparo emergencial para os pescadores, o “Garantia Pesca”. O objetivo é assegurar a cada um o mesmo auxílio dado aos agricultores, como ocorre com o Garantia Safra. Dessa forma, apesar da assistência financeira ser bem menor em relação aos períodos normais de pesca, poderá aliviar a situação.

Banabuiú - Geenival Maia BarretoSegundo o presidente da Colônia de Pecadores Z14, Genival Maia Barreto, a documentação já foi encaminhada ao MPA. Atualmente a Z14 conta com 1.136 associados, todos cadastrados. Sem o auxílio do Governo, a maioria vai passar muita dificuldade. Eles não podem ser beneficiados em outros programas emergenciais, registrados como agricultores, porque quando o período da desova dos peixes chegar, não poderão receber mais o Seguro Defeso. Quando chega essa época, de fevereiro a abril, eles contam com o auxílio mensal de um salário mínimo.

Mais Informações

Secretaria de Pesca e Aquicultura de Banabuiú
Rua Arrojado Lisboa, 12 – Açude
Telefone: (88) 9 9650-5279

Colônia de Pescadores Z14
Rua Arrojado Lisboa, 16 – Açude
Telefone: (88) 9 9954-7941

Veja a reportagem no Diário do Nordeste > Estiagem castiga pescadores

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