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Categoria: Pesca


07:00 · 24.05.2017 / atualizado às 06:25 · 24.05.2017 por

Mesmo próximo do seu mais crítico nível hídrico, o terceiro maior açude do Ceará, o Arrojado Lisboa, em Banabuiú, com capacidade para 1,6 bilhões de m³ ainda é motivo de alegria, pelo menos para pescadores. Neste fim de semana quatro deles pescaram tambaquis com pesos de até 22 quilos.

O administrador do açude construído e mantido pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), Ariston Queiroz, confirma não se tratar de história de pescador. Foram quatro peixes, dois deles com 22 quilos, outro com 20 e o último com 19.

Ariston Queiroz acrescentou que os peixes foram pescados com anzol, no riacho do Pintado, no extremo oposto a montante do açude. Totalizando 83 quilos, três dos quatro peixes, os mais pesados, foram vendidos a R$ 8,50 o quilo. O menos pesado, de 19 quilos, aguarda comprador. O peso médio de um espécime adulto é 1 quilo.

Apesar de o Arrojado Lisboa estar apenas com 0,77% do seu volume, o equivalente a 1,2 milhões de m³, passado o período do defeso alguns pescadores voltaram para a água. Josenildo Gonçalves da Silva, conhecido como “Dadá”, é um deles. Usando a rede, esta conseguindo pescar tilápias de 250 gramas. Mas o pescado não chega aos 50 quilos por dia. É o suficiente apenas para a família não passar fome.

Como a carne do tilápia é preferencia da maioria dos consumidores mesmo tão pequenos ainda consegue fazer venda de R$ 4,00 o quilo. Entretanto, é preciso agir rápido porque com o açude secando a cada dia e sem perspectiva de mais chuvas, o oxigênio da água vai acabando e os peixes morrendo, comenta.

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10:20 · 22.04.2016 / atualizado às 10:21 · 22.04.2016 por

Banabuiú. O Plantão Policial da região foi considerado tranquilo no feriado de Tiradentes. A única morte ocorreu neste município na tarde da última quinta-feira (21), no distrito de Pedra Branca, na zona rural da cidade. Um homem que trabalhava vigilante faleceu enquanto pescava. Segundo informações de testemunhas, a vítima estava pescando com um arpão e teria levado um choque. A informação não foi confirmada pela Polícia.

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Fato ocorreu em açude da zona rural; Homem teria levado choque enquanto pescava. (Foto: VC Repórter)

Jocélio Saldanha Pinheiro, 46, pescava nas águas do açude da localidade. O homem estava acompanhado da esposa e de alguns familiares. Segundo informações repassadas por familiares à Polícia, em um dado momento, Jocélio mergulhou e demorou a retornar à superfície. Uma testemunha que não quis se identificar relatou que um primo ainda tentou socorrer a vítima, mas também foi eletrocutado.

O Corpo de Bombeiros foi chamado para retirar o corpo do homem de dentro das águas do açude.

A composição da Polícia Militar de Banabuiú foi chamada para dar apoio à ocorrência.

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07:35 · 07.04.2016 / atualizado às 08:03 · 07.04.2016 por
PESCADORES
Pescadores se reuniram na parede do Açude São Mateus, em Canindé. (Foto: Alfredo Neto)

Canindé. Pescadores deste município se reuniram, na tarde da última quarta (6), na parede do Açude São Mateus, para definirem como vão continuar atuando frente às investigações do Ministério Público do Trabalho do Ceará (MPT-CE). Eles fazem parte do Sindicato dos Pescadores do Município, que colaborou com o trabalho do MPT-CE, entregando provas que ajudem a comprovar crimes de fraude e estelionato no seguro-defeso da Colônia de Pescadores Z-33.

A Colônia virou alvo de uma ação civil pública do órgão que pede o afastamento imediato de todos os diretores.

Entre os crimes apurados pelo MPT-CE, está a falsificação de carteiras de pescadores feitas para que trabalhadores de outras áreas, como eletricistas, pedreiros e carpinteiro, pudessem obter empréstimos se passando por falsos pescadores no Banco do Nordeste do Brasil (BNB). O presidente da Colônia Z-33, Francisco das Chagas Silva Santos nega às denúncias.

A matéria completa você confere na edição desta quinta, no caderno Regional, do jornal Diário do Nordeste.

> Fraude e estelionato em Canindé

 

07:00 · 30.12.2015 / atualizado às 06:23 · 30.12.2015 por

Quixadá
Quem visitou o Açude Cedro neste fim de semana ficou surpreso com a quantidade de pescadores na água. Havia mais de 20. Eles foram atraídos pela mortandade dos peixes. No início da manhã muitos foram encontrados boiando nas margens do reservatório público federal, em Quixadá. Receosos de o restante das espécies morrerem os pescadores resolveram começar um  mutirão e fisgarem a maior quantidade possível. O nível da água baixou muito e com ela a oxigenação caiu, provocando a asfixia coletiva dos peixes, explicavam. Eles não fizeram estimativas de quantos peixes já morreram.

Quixadá - Açude Cedro 27.12.15 (1)Quixadá - Açude Cedro 27.12.15 (7)

Quixadá - Açude Cedro 27.12.15 (8)Com capacidade para 125,6 milhões de m³, conforme dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o Cedro está atualmente apenas com 0,6% do seu volume. Já é possível atravessar alguns pontos do açude a pé. A água está ao nível de pouco mais de um metro. Por esse motivo era possível ver os pescadores jogando suas tarrafas sem o uso de barcos e nem de boias. Mas se estava mais fácil de pescar era imensamente difícil pegar alguma tilápia ou curimatã, espécies mais comuns.

Quixadá - Açude Cedro 27.12.15 (20)Quixadá - Açude Cedro 27.12.15 (21)

Pelos cálculos de alguns dos mais de 200 pescadores que moram no entorno do açude, dentre eles João Batista, praticamente não há mais peixe no Cedro. Apesar das últimas chuvas, permanecendo o quadro de estiagem o açude poderá secar novamente antes da quadra invernosa do próximo ano. Além da régua totalmente exposta, também é possível ver a boca do alçapão por onde corre a água para os canais de irrigação. “O pior é que os outros açudes da região estão secos também”, ressaltou outro pescador, Antônio Filho.

O Arrojado Lisboa, em Banabuiú, terceiro maior do Estado, é um deles. Lá, a pesca parou há quatro meses. Os pescadores que não conseguiram o benefício do Garantia Pesca, fornecido pelo governo Federal estão recorrendo a açudes particulares. Entretanto, os riscos são grandes. Cinco deles foram presos no último domingo, em Solonópole, quando pescavam numa fazenda. Eles não chegaram a pescar nenhum peixe, mas foram indiciados e transferidos para a cadeia pública de Milhã.

Segundo o presidente da Colônia de Pescadores Z14, Genival Maia Barreto, dos 300 pescadores cadastrados regularmente na Z14, de Banabuiú, apenas 146 estão tendo direito ao amparo econômico Federal. A Colônia também está doando cestas básicas de alimentos. Houve até despejo de 100 milheiros de alevinos no Arrojado Lisboa em outubro. “Mas os peixes demoram pelo menos seis meses para se tornarem adultos. Também há necessidade das chuvas reporem a carga hídrica. Com pouco volume a água fica grossa e não oxigena, matando mais peixes”, acrescentou Barreto.

Veja também a reportagem no Diário do Nordeste > Mortandade de peixe causa perdas de até 50% nos açudes

Mais Informações

Colônia de Pescadores Z14
Rua Arrojado Lisboa, 16 – Açude
Telefone: (88) 9 9954 7941

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08:00 · 06.09.2015 / atualizado às 08:09 · 06.09.2015 por

Banabuiú
O fantasma do flagelo da seca está voltando a assombrar os sertanejos, principalmente quem vive no Interior do Ceará e depende da pesca nos açudes para sobreviver. A maioria dos reservatórios estão secos, ou pertinho da água acabar. Esse drama está sendo vivido por aproximadamente mil famílias ribeirinhas do terceiro maior açude do Estado, o Arrojado Lisboa, em Banabuiú. O desespero está aumentando e alguns já estão pensando em saquear o comércio da cidade, como ocorria no Nordeste nos períodos de estiagem prolongada. Da pesca não da mais para sobreviver diante do castigo da estiagem.

Banabuiú - Açude Arrojado Lisboa e pescadores (2)

Os pescadores artesanais reclamam que além da escassez de peixes suas residências também estão sendo roubadas. A surpresa está por conta dos itens preferidos pelos ladrões. Ao invés dos eletrodomésticos e objetos de maior valor eles estão levando arroz, feijão e outros alimentos. “Até xerém para a alimentação dos pintos eles estão carregando, pensando que é farinha”, afirma a agricultora Carla Negreiros de Sousa. Ela é esposa do pescador Francisco Emídio Caetano. Ele não tem mais condição de viajar para o Castanhão, onde ainda tem peixe. O Casal e outros três filhos dependem dos R$ 237 do Bolsa Família.

Juntamente com outros moradores da localidade de Pedras, distante cerca de 60Km do Centro de Banabuiú, ela procurou a Secretaria de Pesca e Aquicultura do Município em busca de auxílio para o marido. A agricultora explicou que ele preferiu ficar em casa. Está triste a abatido. Coisa assim tinha passado somente na infância, quando houve uma seca medonha. Para não passar mais por tanto sofrimento resolveu se aproximar da água, se tornou pescador. Só não imaginava que o gigante do Vale das Borboletas ia secar.

Hoje, a água está começando a cheirar mal. A pesca está cada vez mais escassa e quem ainda insiste em entrar no açude consegue pegar apensas algumas piabas. Quando é dia de sorte alguns quilos de camarão vêm na rede. Dá para vender o quilo a R$ 15 com casca e R$ 20 sem. Mas sorte assim não se tem todo dia. “Agora, o camarão vai pros ricos e o feijão e a farinha pra minha mulher e pros filhos. Fome, até o fim do mês a gente não passa”, comentou o pescador Miguel Ribeiro com o olhar distante, desses quando se diz: que mau que eu fiz para receber esse castigo.

Quando mais próximo do Arrojado Lisboa, a desolação é maior. As canoas estão afundando. Algumas ainda resistem sobre a água, ou porque acabaram encalhando sobre o solo ou alguém faz os reparos, para evitar um prejuízo ainda maior. Com o açude quase seco, atualmente com menos de 1% de água, a abundância e a alegria acabaram. Das seis a sete toneladas pescadas todos os meses, hoje, são no máximo 600 quilos. A pesca se torna ainda menor quando encostam na margem. São obrigados a dividir a metade com o companheiro de trabalho ou com o dono da embarcação.

Economia de Banabuiú

O sofrimento dos pescadores também acaba atingindo a economia da cidade. Quando havia pesca cada um deles faturava em média R$ 2 mil por mês. Havia fartura e alegria. Como mais de mil se dedicam ao ofício no Município o Arrojado Lisboa é comparado a Carajás, mas agora, o “ouro” que vinha da água não existe mais. E assim como tem ocorrido no garimpo, onde algumas cidades se tornaram fantasma, Banabuiú corre esse risco. Pelo menos R$ 1,5 milhão está deixando de circular mensalmente no Município.

Enquete
Qual a alternativa para ajudar os pescadores

Enquete - Raimundo Nonato LimaRaimundo Nonato Lima
Secretário de Pesca de Banabuiú

“Quem vive da roça tem o amparo financeiro do Governo. Quem depende do peixe também precisa da mesma assistência. O Garantia Pesca é a alternativa”.

Enquete - José Caetano da SilvaJosé Caetano da Silva
Pescador

“Todo governante sabe do que seu povo precisa. Pelo menos alimentação e uma vida digna. Sem a ajuda deles o fantasma da seca vai assombrar novamente”.

Enquete - Elinete da Silva SouzaElinete da Silva Souza
Pescadora

“Quando a gente começa a passar fome o desespero bate a nossa porta. Água ainda tem, mas a comida já acabou. Precisamos de alimento para as nossas famílias”.

Veja a reportagem no Diário do Nordeste > Estiagem castiga pescadores

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07:00 · 06.09.2015 / atualizado às 08:24 · 06.09.2015 por

Banabuiú
O único programa governamental de amparo aos pescadores da Colônia de Pesca Z14, da qual os pescadores de Banabuiú são associados, é o Seguro Defeso, pago de fevereiro a abril, período de proliferação dos alevinos. O auxílio é suficiente, mas apenas onde há água para manter os cardumes. Com a redução do volume hídrico os peixes vão morrendo. O Arrojado Lisboa já havia secado antes, em 2001. Entretanto, pela primeira vez na história do açude construído pelo Governo Federal a situação está sendo a mesma das lavouras. Eles não têm mais o que “colher”.

Banabuiú - Rio Banabuiú e pesca (11)

O prefeito de Banabuiú, Veridiano Sales, já havia alertado para o colapso na pesca no açude do seu Município este ano. Na avaliação dele, o mau gerenciamento dos recursos hídricos do reservatório Federal , construído entre 1953 e 1966 provocou essa crise. Apesar de te sido construído para conter as cheias no Vale do Jaguaribe e dar suporte hídrico para os perímetros irrigados daquela região, a cidade tem na pesca uma das suas principais fontes econômicas. Pensando em dar uma melhor assistência aos pescadores ele até criou no início deste ano a Secretaria Municipal de Pesca e Aquicultura.

À frente da Secretaria especial há pouco mais de três meses o pescador Raimundo Nonato Pereira, mais conhecido como “Gelado”, pretende reivindicar do Governo Federal, através do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) amparo emergencial para os pescadores, o “Garantia Pesca”. O objetivo é assegurar a cada um o mesmo auxílio dado aos agricultores, como ocorre com o Garantia Safra. Dessa forma, apesar da assistência financeira ser bem menor em relação aos períodos normais de pesca, poderá aliviar a situação.

Banabuiú - Geenival Maia BarretoSegundo o presidente da Colônia de Pecadores Z14, Genival Maia Barreto, a documentação já foi encaminhada ao MPA. Atualmente a Z14 conta com 1.136 associados, todos cadastrados. Sem o auxílio do Governo, a maioria vai passar muita dificuldade. Eles não podem ser beneficiados em outros programas emergenciais, registrados como agricultores, porque quando o período da desova dos peixes chegar, não poderão receber mais o Seguro Defeso. Quando chega essa época, de fevereiro a abril, eles contam com o auxílio mensal de um salário mínimo.

Mais Informações

Secretaria de Pesca e Aquicultura de Banabuiú
Rua Arrojado Lisboa, 12 – Açude
Telefone: (88) 9 9650-5279

Colônia de Pescadores Z14
Rua Arrojado Lisboa, 16 – Açude
Telefone: (88) 9 9954-7941

Veja a reportagem no Diário do Nordeste > Estiagem castiga pescadores

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07:00 · 04.09.2015 / atualizado às 06:26 · 04.09.2015 por

Banabuiú
A capital cearense corre o risco de ficar sem água se não chover o suficiente na próxima quadra invernosa. Os dois maiores reservatórios do Estado, o Castanhão (Foto) e o Orós poderão secar até agosto do próximo ano. Por esses motivos a população precisa de conscientizar da necessidade de racionar água. O alerta, como força de expressão, sobre a atual situação hídrica no Ceará, foi feito pelo titular da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), Francisco Teixeira, na última reunião do Conselho de Recursos Hídricos do Estado do Ceará (Conerh).

Açude Castanhão - Ellen Freitas DN
Atualmente o Castanhão, maior açude do Ceará, que abastece Fortaleza, está com 16,34% do seu volume Foto > Ellen Freitas

Para evitar o colapso no abastecimento d’água algumas medidas já estão sendo tomadas. Na reunião, realizada na terça-feira passada, ficou estabelecida a proibição de concessão de novas outorgas de uso de água para irrigação e aquicultura nos trechos perenizado dos rios Jaguaribe e Banabuiú e áreas que margeiam o Canal do Trabalhador e o Eixão das Águas. A decisão, aprovada Conerh, foi publicada no portal oficial do Governo do Estado horas após a divulgação feita pelo colunista do Diário do Nordeste, Egídio Serpa.

A medida, deliberada pelo Conerh é mais uma providência adotada para racionalizar o uso da água no Estado. Conforme a resolução, “ficam suspensas as emissões de outorgas de Direito de Uso, para novas captações de água de domínio do Estado, ou da União Federal, por delegação, no Sistema Integrado Jaguaribe – Região Metropolitana de Fortaleza, compreendendo os trechos perenizados dos rios Jaguaribe e Banabuiú e nos canais do Trabalhador e Eixão das Águas, abastecidos pelos reservatórios dos Açudes Castanhão, Banabuiú e Orós, nas finalidades de irrigação e aquicultura.”

Num Seminário realizado em julho passado ficou decida a suspensão total das culturas de arroz e capim por inundação, cujos proprietários das áreas não detivessem outorgas. Os produtores dos perímetros irrigados públicos e culturas permanentes, que captam água tanto dos canais, como do rio do Jaguaribe, aceitaram mediante acordo a redução na captação de água em 25%. Quanto à carcinicultura como é definida tecnicamente a criação de camarões, culturas temporárias, cana-de-açúcar, capim e arroz que detinham outorgas, a redução foi de 50%.

Todavia, conforme o gerente regional da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) da bacia do Baixo e Médio Jaguaribe, Francisco Almeida Chaves, ao invés de cumprirem as metas estabelecidas no acordo, muitos passaram a captar mais água do rio Jaguaribe. Por esse motivo uma equipe formada por representantes da SRH, Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Semace e Cogerh vai fiscalizar o uso da água nos principais reservatórios do Ceará.  O foco principal será a bacia do Jaguaribe de onde é distribuída água para o Vale do Jaguaribe e Região Metropolitana de Fortaleza. A operação será executada em quatro etapas: setembro, outubro, novembro e dezembro.

Mais Informações

SRH
Centro Administrativo Governador Virgílio Távora
Av. General Afonso Albuquerque Lima, S/Nº – Fortaleza
Telefone: (85) 3101-4021

Veja a reportagem no Diário do Nordeste > Capital pode ficar sem água caso não chova o suficiente

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07:00 · 06.07.2015 / atualizado às 07:12 · 06.07.2015 por

Banabuiú
Os Comitês das Sub-Bacias Hidrográficas do Baixo, Médio e Alto Jaguaribe, Banabuiú e Salgado aprovaram as vazões médias dos reservatórios estratégicos: Castanhão 22,00 m³/s; Banabuiú 0,08 m³/s; Orós 4,0 m³/s. A decisão foi tomada após a realização do XXII Seminário de Alocação das Águas dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú, na última quinta-feira, 2, em Limoeiro do Norte. A divulgação foi feita na sexta-feira, 3, através do portal oficial da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

Banabuiú - Açude Arrojado Lisboa 06.07.15 DN

Ainda de acordo com a Cogerh, durante o evento foi assinado o Pacto das Águas, com o Setor Produtivo Rural proposto pela Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec), que contará com a Cogerh, Associação dos Prefeitos do Estado do Ceará (Aprece), Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O objetivo é formar Comitês Gestores municipais para discutir as restrições hídricas com base nos indicadores sociais, buscando soluções para a adequação dos setores produtivos, como forma de minimizar o impacto social na região.

No Seminário, o presidente do Comitê da Sub-Bacia Hidrográfica do Baixo Jaguaribe (CSBHBJ), Karlos Welby, havia destacado que os membros do Comitê e os usuários estavam ansiosos. Havia também preocupação para saber como será a fiscalização ao longo dos Vales e com relação ao consumo da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O Comité também deseja saber qual será a contribuição da capital cearense para redução de consumo de água. “Existe uma apreensão também com relação ao próximo ano, se não houver recarga nos açudes”, acrescentou.

O prefeito de Banabuiú, Veridiano Sales, discorda das medidas adotadas pelo Comitê. O açude Arrojado Lisboa, situado neste Município, está apenas com 17,8 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 1,11% de sua capacidade, conforme dados da Cogerh. No dia 30 de junho, o volume hídrico era de 18,3 milhões de m³. A pesca já foi comprometida e agora há preocupação quanto ao abastecimento da cidade. Ele ressalta que os dado do órgão oficial do Estado não são confiáveis. Com a liberação contínua há risco do terceiro maior reservatório do Estado entrar em colapso.

As últimas informações da Cogerh, antes das chuvas deste fim de semana, destacam o aporte nos açudes: Lima Campos (1,0 milhões m³), Figueiredo (0,4 milhões m³), Acarape do meio (0,2 milhões m³), Patu (0,2 milhões m³) e Aracoiaba (0,2 milhões m³). Os dados são da sexta-feira,3, com registro de aportes em 13 açudes, destacando-se o Curral Velho, em Morada Nova, e o Acarape do Meio, no Maciço de Baturité. O Tijuquinha, situado em Baturité, começou a sangrar na última sexta-feira.

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07:00 · 05.05.2015 / atualizado às 05:51 · 05.05.2015 por

Banabuiú
As águas do Açude Arrojado Lisboa (Banabuiú) deixaram de correr pelo Rio Banabuiú. A válvula de dispersão da represa administrada pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) foi praticamente fechada. A redução foi de 7,5m³/s para 107 l/s, deixando o afluente totalmente seco logo abaixo da jusante. Segundo o administrador do Arrojado Lisboa, Ariston Queiroz, a última vez que essa situação ocorreu foi há 15 anos.

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Conforme o funcionário do órgão Federal, a decisão foi tomada, na última semana, pelo Comitê de Gestão das Sub-bacias do Vale do Jaguaribe, incluindo a do Banabuiú. Para ele, o terceiro maior açude do Ceará chegou ao seu limite. Está apenas com 1,29% da capacidade. Atualmente a carga hídrica disponível será suficiente apenas para abastecer a cidade de Banabuiú, explicou.

A última vez em que o Arrojado Lisboa atingiu uma situação tão crítica foi no período de 1997 a 2001. Três anos depois, o reservatório voltou a acumular água, e, em 2004, sangrou. Todavia, a situação atual é bem diferente.

O Fogareiro, em Quixeramobim está com apenas 0,76% do volume, o equivalente a 900 mil/m³; o Serafim Dias, em Mombaça, tem praticamente a mesma quantidade, representando 2,5% do seu volume e o Patu, em Senador Pompeu, com situação um pouco melhor, cerca de 13% do seu volume, 9,2 milhões de metros cúbicos. Somente quando sangrarem, a represa federal, inaugurada em 1966, voltará a receber novamente considerável volume de água.

Veja a reportagem completa no Diário  do Nordeste > Terceiro maior açude está com 1,29%

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08:00 · 17.12.2014 / atualizado às 07:59 · 17.12.2014 por

Quixeramobim - Fazenda Normal 2013 (1)Quixeramobim
A Gerência de Apoio Técnico (GEAT) da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) está executando projeto piloto de uma Unidade Didática de Convivência com o Semiárido, implantando barragens de contenção de sedimentos e terraceamento de bacias de captação de águas. O projeto está sendo desenvolvido na Fazenda Normal, no distrito de Uruquê, na zona rural de Quixeramobim.

Conforme o presidente da Ematerce, o engenheiro agrônomo José Maria Pimenta, o projeto surgiu a partir da preocupação com as ações de agricultores familiares cearenses, que vêm adotando de forma indiscriminada o desmatamento, comprometendo a cobertura vegetal do solo levando a erosão hídrica. Essa prática é inadequada, representando problemas relacionados à qualidade dos recursos hidroambientais, trazendo prejuízos para a economia do setor agrícola cearense, com o empobrecimento do solo.

Fazenda Normal 17.12.14 3Na Unidade Didática de Convivência com o Semiárido, como está sendo denominada, estão sendo construídas barragens de contenção ao longo do leito de riachos que deságuam no açude da Fazenda. O reservatório secou trazendo inúmeros problemas de abastecimento para a unidade. “Vamos aproveitar que o açude secou, para executarmos os serviços de desassoreamento, bem como fazer nova fundação e colocar outro pé por dentro, para reforçar a parede do reservatório”, assegura José Maria Pimenta.

Fazenda Normal 17.12.14 1Segundo um dos engenheiros agrônomos da GEAT, Josualdo Justino Alves nessas barragens ora em construção, denominadas “cordões de pedra”, estão sendo observadas as mais novas técnicas, com ênfase para a proteção e o reflorestamento das Áreas de Preservação Permanente (APP’s). “Estamos beneficiando as bacias de contenção de enxurradas com seu terraceamento conjugado com as micro-barragens de vertentes, assim contendo o arrasto de sedimentos, preservando a fertilidade do solo, aumentando a oferta de água para a produção, combatendo a desertificação”, ressalta.

Fotos > Crisanto Teixeira

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