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Categoria: Polêmica


15:59 · 27.01.2017 / atualizado às 16:16 · 27.01.2017 por
Servidores da saúde e da guarda municipal protestaram durante a sessão (Fotos: VC Repórter)
Servidores da saúde e da guarda municipal protestaram durante a sessão (Fotos: VC Repórter)

Quixadá. Vereadores deste Município aprovaram, em votação no final da manhã desta sexta-feira (27), duas mensagens que revogam as gratificações dos funcionários da saúde e da segurança pública municipal. A votação aconteceu sob protesto dos trabalhadores da área, que lotaram o plenário da Câmara de Vereadores.

A confirmação da votação foi repassada pela assessoria de comunicação do prefeito Ilário Marques. O gestor municipal teria enviado mensagens à Câmara pedindo análise do projeto votado e aprovado na gestão do ex-prefeito João Hudson, que trata de gratificações, e sugerido a revogação. De acordo com a assessoria de Marques “não há como ser garantido as gratificações já que o município não tem como efetivar os proventos no final do mês”.

Vídeo mostra momento do protesto

O envio da proposta gerou protesto por parte dos trabalhadores. De acordo com um dos servidores que pediu para não ser identificado, cerca de 200 pessoas estavam no salão do plenário. Eles seguravam cartazes e gritavam palavras de ordem. O movimento fez com que a sessão fosse interrompida várias vezes, conforme relatou.

Ilário avaliou que gratificações ferem Lei da Responsabilidade Fiscal (Foto: reprodução/Facebook)
Ilário avaliou que gratificações ferem Lei da Responsabilidade Fiscal (Foto: reprodução/Facebook)

Ao final da sessão, os vereadores aprovara a mensagem que revoga as gratificações dos guardas municipais e a que revê a gratificação aos médicos plantonistas. A assessoria do prefeito complementa dizendo que “a gestão tem o compromisso de debater com a sociedade o plano de cargos e carreiras, mas queremos discutir isso dentro de um âmbito possível e viável”.

A equipe de assessores ainda avalia que, Ilário Marques só decidiu tomar a decisão após analisar que quando as medidas das gratificações foram aprovadas, na gestão passada, o município não estava cumprindo com a regularidade fiscal, fator que levou Marques a entender que elas “vão em contramão da legalidade”.

O Diário Sertão Central voltou a tentar ouvir o presidente e representantes do sindicato da categoria mas os telefones davam como desligados.

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13:58 · 18.01.2017 / atualizado às 16:00 · 18.01.2017 por
Documentação de gestões passadas oram encontradas abandonadas (Foto: Ascom/Quixadá)
Documentos de gestões passadas foram encontrados abandonados (Foto: Ascom/Quixadá)

Quixadá. Uma montanha de papel armazenado sem condições de preservação. Foi desta maneira que a Prefeitura Municipal de Quixadá informou que recebeu, da gestão anterior, o arquivo público do Município. De acordo com nota enviada à imprensa, os documentos estavam em um galpão em estado de abandono.

Pastas e mais pastas e documentos importantes e históricos estavam amontoados, rasgados e molhados em um galpão, totalmente expostos à ação do tempo. A maioria dos arquivos não apresenta condições de recuperação.

O acesso ao local pela gestão de Ilário Marques, novo prefeito de Quixadá, aconteceu na semana passada. A equipe registrou em imagens as condições dos arquivos. As fotos viralizaram na região.

Entre os arquivos, livros de 1910 estavam abandonados
Entre os arquivos, livros de 1910 estavam abandonados

Arquivos importantes datados de 1910, escritos ainda com a pena molhada com tinta sobre o papel amarelado, estavam entre as pilhas de pastas e documentos. A secretária de Administração, Maíra Marques, esteve no local e orientou que fosse realizado em caráter de urgência um trabalho de resgate e organização daquilo que pode ser salvo do arquivo, o que já está sendo executado por uma equipe de profissionais coordenados pela nova responsável do setor, Erinalda Martins.

“Não se sabe ao certo o tamanho do prejuízo causado por esse descaso, sobretudo, aos servidores públicos municipais e à memória do município, porém todos os esforços e dedicação serão no sentido de garantir o menor impacto possível. Essa é nossa história, não podemos permitir que situações assim se repitam,” destacou Maíra Marques.

O Diário Sertão Central tentou contato com o ex-prefeito João Hudson, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

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10:30 · 11.01.2017 / atualizado às 10:02 · 11.01.2017 por
Marcos Machado disse que decidiu renunciar devido ao cargo de coordenador da UAB (Foto: reprodução/Facebook)
Marcos Machado disse que decidiu renunciar devido ao cargo de coordenador da UAB (Foto: reprodução/Facebook)

Quixeramobim. Um dos nomes escolhidos pelo prefeito de Quixeramobim, Clébio Pavone, para compor seu corpo de secretariado anunciou na tarde da última terça-feira (10) que vai deixar a composição oficial do segundo escalão da gestão. Marcos Machado, que havia sido nomeado para ser chefe de gabinete do governo de Clébio, disse que não vai mais assumir o cargo.

A notícia do afastamento de Marcos Machado foi confirmada pelo blog Quixeramobim Agora, do Sistema Maior de Comunicação. Marcos é professor e coordenador do polo de Quixeramobim da Universidade Aberta do Brasil (AUB). A instituição de ensino superior, por sua vez, não teria aceitado, segundo Marcos, que ele assumisse a função política.

Marcos Machado revelou ao blog que Karina Dantas deverá ocupar a função deixada por ele. O professor também assumia interinamente a secretaria de esportes do Município. A pasta ainda procura um novo nome.

Este é o primeiro caso de afastamento de cargo do governo Clébio Pavone. O atual prefeito de Quixeramobim foi eleito e derrotou o candidato Cirilo Pimenta, após quase duas décadas frente a prefeitura da cidade.

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09:42 · 29.12.2016 / atualizado às 09:49 · 29.12.2016 por
Envolto em polêmicas, unidade ainda não funciona completamente (Foto: Eduardo Queiroz)
Envolto em polêmicas, unidade ainda não funciona completamente (Foto: Eduardo Queiroz)

Quixeramobim. Na última quarta-feira (28) completaram-se exatos dois anos que o Hospital Regional do Sertão Central (HRSC) foi inaugurado neste Município da região Central cearense, distante cerca de 220 km da Capital. Apresentado com festa à população de Quixeramobim na época pelo então governador Cid Gomes, o HRSC prometia atendimento em diversas especialidades a mais de 600 mil pessoas de mais de 20 cidades da região. Mas os atendimentos ainda colocam o HRSC no centro de uma polêmica.

Para a doméstica Elizabete Lima Guerra, o HRSC ainda é apenas um elefante branco construído às margens da CE-060. Ela procura atendimento pediátrico para a filha e afirma travar uma luta para conseguir uma consulta.

“Eu não tenho condições de pagar, e não consigo encontrar no outro hospital. O que eu tinha que fazer era tentar ir uma vaguinha lá, mas a gente não consegue consulta pra lá ainda”, afirma Elizabete. Ela diz que já tentou por duas vezes ir à unidade. Nas duas, diz que não conseguiu sequer falar com os recepcionistas. “Isso aí tá servindo pra quê? Pra enganar o povo?”.

Defensores constatara que unidade ainda não está funcionando (Foto: José Avelino Neto)
Defensores constatara que unidade ainda não está funcionando (Foto: José Avelino Neto)

Defensoria
Há menos de um mês o HRSC recebeu membros da Defensoria Pública do Estado. A classe foi taxativa: o hospital ainda não está funcionando. O Diário do Nordeste acompanhou a inspeção e encontrou, junto com os defensores, equipamentos ainda lacrados, salas equipadas mas sem nenhum aparelho ligado e não mais do que uma única pessoa que havia chegado lá por meio de um médico particular.

A defensora pública Beatriz Fonteles Gomes Pinheiro, integrante do GT de Saúde, afirmou que apesar de uma estrutura impecável e o hospital estar, de fato, aberto, “não haviam médicos e nem pacientes. O que adianta todo esse aparato se não há atendimentos?”, questionou durante a visita.

Resposta da Sesa
De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), o HRSC iniciou a primeira etapa do cronograma de funcionamento no último dia 5 de dezembro, com o serviço do ambulatório de cirurgia e do ambulatório multiprofissional (fisioterapeuta, nutricionista e fonoaudiólogo), além dos serviços de exames laboratoriais e de imagem. Até esta quarta-feira, 28, foram realizadas 96 consultas, 61 atendimentos de nutrição, 359 exames laboratoriais e 19 ultrassonografias.

Inicialmente, têm sido atendidos pacientes encaminhados pela Central de Regulação, com indicação de pequenas cirurgias. Nesse primeiro momento, o cirurgião examina o paciente e solicita exames laboratoriais e de imagem para fazer a avaliação. O ambulatório multiprofissional também tem dado suporte a esses atendimentos. As consultas são marcadas com intervalo de cada meia hora.

Desde setembro, setores como os de apoio à gestão, farmácia, nutrição, entre outros, estão trabalhando internamente, cumprindo diversas etapas de preparação e implantação dos serviços para atendimento à população. A próxima etapa será o início da internação cirúrgica eletiva e o funcionamento do centro cirúrgico, previstos para o fim de janeiro.

Unidade promete atendimento para mais de 600 mil pessoas da região (Foto: arquivo)
Unidade promete atendimento para mais de 600 mil pessoas da região (Foto: arquivo)

Polêmicas
Desde o processo de escolha da cidade sede do equipamento até as promessas de abertura e funcionamento, o hospital se vê submergido em contradições e promessas descumpridas que colocam em xeque a credibilidade do Governo do Estado.

Em maio de 2012 Cid Gomes assinou uma ordem para início da construção. A promessa inicial era que a unidade ficasse pronta em 16 meses, o que não aconteceu. Em novembro de 2014 o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), empresa que gere o HRSC, abriu seleção para o preenchimento de vagas de nível fundamental, médio e superior com validade de dois anos. O certame, no entanto, só foi validado no segundo semestre deste ano e desde então os aprovados esperavam uma resposta. Problemas como falta d’água e de recursos também já foram empecilho para que o hospital permanecesse fechado, o que se resolveu em seguida.

O Diário Sertão Central reuniu as datas dos principais fatos do hospital e compôs uma linha do tempo com as mais marcantes. Confira:

Maio de 2011 – Em votação no Centro de Convenções, Quixeramobim é escolhida cidade para sediar o hospital.

Dezembro de 2011 – Governo do Estado abre licitação e inicia análise das propostas para construção da unidade.

Maio de 2012 – Cid Gomes assina ordem para início da construção do HRSC. Promessa é que a unidade ficasse pronta em 16 meses. Na cerimônia da ordem de serviço, o então governador passou mau e desmaiou

Novembro de 2014 – Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), empresa que gere o HRSC, abre seleção e realiza provas para o preenchimento de vagas de nível fundamental, médio e superior com validade de dois anos.

Dezembro de 2014 – HRSC é inaugurado pelo governador Cid Gomes mas permanece fechado.

Novembro de 2015 – Cirilo Pimenta, então prefeito de Quixeramobim, anuncia que HRSC está pronto. O político ainda fez outro anúncio, embora nas duas ocasiões, a Sesa não tenha confirmado

Novembro de 2015 – Vereadores de Quixeramobim se mobilizam para cobrar na Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) repasse maior de verbas para abrir a unidade.

População fincou 365 cruzes pretas em frente ao hospital em dezembro de 2o15 (Foto: Alex Pimentel)
População fincou 365 cruzes pretas em frente ao hospital em dezembro de 2o15 (Foto: Alex Pimentel)

Dezembro de 2015 – Mesmo após um ano de inaugurado, hospital permanece fechado. População protesta fincando 365 cruzes pretas em frente ao local.

Dezembro de 2015 – Um dia após a manifestação, o então ministro da saúde, Marcelo Castro, anuncia repasse para ajudar nos custos do funcionamento do hospital.

Maio de 2016 – Camilo Santana anuncia em uma rede social, direto de Brasília, que garantiu o repasse de mais R$ 36 milhões para custeio do HRSC com o ministério da saúde

Maio de 2016 – Comitiva de saúde da OAB-CE visita instalações da unidade para fiscalizar condições de estrutura e saber porque o hospital ainda não funciona

Junho de 2016 – Em transmissão ao vivo no Facebook, Camilo Santana anuncia abertura do HRSC entre final de junho ou início de julho, o que não acontece.

Julho de 2016 – Aprovados na seleção não foram convocados e cobram explicações sobre o atraso no Ministério Público do Estado

Julho de 2016 – Sesa envia ofício ao MP afirmando que deve iniciar por etapas abertura da unidade em setembro

Setembro de 2016 – Primeira fase da abertura da unidade, prevista no cronograma, é cumprida. Profissionais começam a ser convocados pelo ISGH mas hospital ainda não faz atendimentos

Novembro 2016 – HRSC sofre atrasos no cronograma previsto e está prestes a completar dois anos sem atender a população.

Dezembro de 2016 – No dia 28 último HRSC completou dois anos de inaugurado, mas ainda não funciona completamente

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10:19 · 27.12.2016 / atualizado às 10:19 · 27.12.2016 por
Proposta será votada nesta terça (27) na Câmara de Vereadores (Foto: arquivo/Alex Pimentel)
Proposta será votada nesta terça (27) na Câmara de Vereadores (Foto: arquivo/Alex Pimentel)

Quixadá. A Câmara de Vereadores deste Município do Sertão Central deve votar nesta terça-feira (27) o Projeto de Lei que prevê um reajuste na taxa de iluminação pública da cidade. Se aprovado, as taxas devem ser alteradas imediatamente e as cobranças com os novos valores já passam a ser feitas a partir de janeiro. A situação tem gerado polêmica e dividido a opinião dos quixadaenses.

A proposta foi encaminhada à Câmara no último dia 14 de dezembro, assinada pelo prefeito Wellington Xavier. Se aprovado, cinco diferentes grupos terão novas taxas estabelecidas: residencial, comercial, industrial, rural e pública. Na última sexta-feira (23) e ontem a Câmara tentou discutir o projeto, mas não houve quórum suficiente. A proposta volta ao plenário hoje.

O que diz a Aprece?
De acordo com a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) a situação de Quixadá se assemelha a de tantas outras cidades no Estado. Para Expedito Nascimento, presidente da Aprece, a medida tem sido a única saída diante dos problemas encontrados em financiar as despesas.

“Depois que a Agência Nacional e Energia Elétrica (Aneel) transferiu os parques sucateados da Coelce para a responsabilidade dos municípios, aconteceu algumas coisas desta natureza. O município não tem como, de jeito nem de forma nenhuma, bancar esses parques. Em cidades de até 20 mil habitantes, é uma realidade impraticável ele receber esses parques”, disse Expedito.

O que diz a CDL?
A Câmara de Dirigentes e Lojistas (CDL) de Quixadá enviou um comunicado exigindo que possa participar das discussões. “Ao que se tem notícia, haveria o intuito de mais uma vez alterar os valores da referida contribuição, pelo que, como cidadãos e contribuintes, os comerciantes de Quixadá desejam participar das discussões”, disse o presidente da entidade, Carlos Henrique Correia.

O que diz a população?
No início do ano um projeto do então prefeito de Quixadá, João Hudson, chegou a aumentar em até 600% os valores da taxa de iluminação pública, mas depois de uma polêmica, o texto foi cancelado pela Câmara. A então gestão alegou ter havido um erro nos cálculos. A nova proposta tem reacendido a polêmica em torno do assunto.

Leia a matéria completa do caderno Regional da edição desta terça do Diário do Nordeste >> Aumento da taxa de iluminação causa polêmica

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