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Categoria: Protesto


08:00 · 12.01.2017 / atualizado às 22:11 · 11.01.2017 por
Ministro deve conhecer instalações da unidade (Foto: José Avelino Neto)
Ministro deve conhecer instalações da unidade (Foto: José Avelino Neto)

Quixeramobim. Um protesto está sendo marcado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) para a manhã desta quinta-feira (12), durante a visita que o ministro da saúde, Ricardo Barros, deve fazer a sede do Hospital Regional do Sertão Central (HRSC). A manifestação do MST foi confirmada pela assessoria de imprensa do movimento no Ceará.

De acordo com a nota o protesto é contra a paralisação da reforma agrária, contra o que eles classificam como ‘golpe’ e pela construção imediata de 600 casas do Acampamento Irmã Tereza, que fica em um terreno em frente ao novo hospital.

Ricardo Barros confirmou visita ao HRSC em dezembro do ano passado, durante reunião com o deputado federal cearense Danilo Forte. Danilo divulgou a informação em seu site. O ministro deve conhecer as instalações da unidade que ainda não está realizando os atendimentos de forma completa. O hospital completou dois anos de inaugurado no último dia 29 de dezembro.

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11:03 · 20.12.2016 / atualizado às 11:03 · 20.12.2016 por
Protesto da categoria dura desde o início da manhã desta terça (20) (Foto: Cleumio Pinto)
Protesto da categoria dura desde o início da manhã desta terça (20) (Foto: Cleumio Pinto)

Quixadá. Servidores públicos da prefeitura deste Município do Sertão Central realizam, desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (20), um ato em protesto a decisão da gestão de não garantir o pagamento referente ao mês de novembro. Os servidores ocupam a sede do Centro Administrativo da cidade. De acordo com o Sindicato da categoria, cerca de 300 pessoas participam do ato.

Os servidores se dizem desassistidos com a atitude da gestão do prefeito Wellington Xavier (Ci), em ter pago os proventos referente ao décimo terceiro, embora não tivesse ainda pago o salário de novembro. “Os prefeitos tomaram a decisão de pagar o décimo para não serem penalizados nem ficarem inelegíveis no futuro. Resolveram adiantar o décimo e deixar o novembro sem resposta”, declarou a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Quixadá, Neiva Estevam.

De acordo com Neiva, na última segunda-feira (19), Ci teria gravado um áudio e espalhado por meio de grupos de um famoso programa de conversa instantânea, que estaria pagando até o final da tarde desta terça os proventos do fundo geral. Enquanto Sindicato, Neiva explica que a categoria não aceita o áudio como garantia. Os servidores cobram serem recebidos pelo prefeito para tratar da questão. “Se for preciso passar od ia todo hoje, vamos passar e se for preciso voltar amanha a gente volta. Mas a gente quer é que se resolva”.

Até a publicação desta matéria, os servidores continuavam no Centro Administrativo. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o prefeito estaria em um velório e retornaria para despachar até o final desta manhã.

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14:12 · 11.11.2016 / atualizado às 14:13 · 11.11.2016 por
Estudantes e funcionários caminharam pelas ruas de Quixeramobim (Foto: Quixeramobim Agora)
Estudantes e funcionários caminharam pelas ruas de Quixeramobim (Foto: Quixeramobim Agora)

Quixadá/Quixeramobim. Moradores destes dois Municípios do Sertão Central e integrantes de grupos e entidades participaram, na manhã desta sexta-feira (11) de uma manifestação contra o Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita os gastos públicos. Nas duas cidades a manifestação aconteceu de forma pacífica e ordeira.

Em Quixadá a concentração aconteceu na praça José de Barros, no Centro. De lá os manifestantes caminharam até a sede do Sindicato dos Trabalhadores, onde se uniram a integrantes do Movimento Sem Terra (MST) e saíram rumo a Câmara de Vereadores.

O protesto chamou a atenção de comerciantes. O Centro de Quixadá ficou movimentado. Os integrantes entoavam palavras de ordem contra a Proposta. Na Câmara alguns deles assistiram a Sessão no auditório do plenário. A movimentação foi tranquila.

Em Quixeramobim o protesto ganhou força com a adesão de funcionários e estudantes. As ruas da cidade também foram tomadas. A multidão utilizava bandeiras e alguns cartazes pedindo a expulsão do presidente da república, Michel Temer (MPDB). Na cidade o movimento também aconteceu de forma pacífica.

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19:29 · 25.10.2016 / atualizado às 21:00 · 25.10.2016 por
Estimativa é que cerca de 150 vaqueiros tenham participado do protesto (Fotos: José Avelino Neto)
Estimativa é que cerca de 150 vaqueiros tenham participado do protesto (Fotos: José Avelino Neto)

Banabuiú. Uma manifestação contra a lei que proíbe a prática de vaquejada no Ceará, reuniu cerca de 150 vaqueiros na tarde desta terça-feira (25), neste Município da região do Sertão Central. O número foi estipulado pela Associação de Vaqueiros de Banabuiú (Avab), organizadora do movimento.

O protesto teve início por volta de quatro da tarde. Montados a cavalo, vaqueiros da cidade e de localidades e distritos da zona rural se concentraram em frente a um hotel na entrada de Banabuiú. As cinco e meia eles iniciaram uma cavalgada até a praça do Centro. O trânsito em uma das vias da CE-368, conhecida como Rodovia Padre Cícero, ficou interrompido. No trajeto os vaqueiros levaram uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

O movimento chamou a atenção de moradores da avenida Adília Cajazeira, por onde a cavalgada passou. Ao final do movimento, os vaqueiros se reuniram na praça 25 de janeiro e fecharam o trânsito das principais ruas da cidade. Em um carro de som, líderes do movimento falaram que vão continuar lutando para que a vaquejada não seja extinta.

Vaqueiros são contra Lei que torna a prática ilegal no Ceará
Vaqueiros são contra Lei que torna a prática ilegal no Ceará

Decisão polêmica
Manifestações como a de Banabuiú nesta tarde, têm se tornando comuns em cidades do Ceará desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) regulamentou a Lei que reconhecia a vaquejada como prática cultural e esportiva, e proibiu a prática desde então. Indignados com a decisão, vaqueiros têm promovido manifestações em vários municípios como forma de resistir à decisão.

A lei é polêmica e divide opiniões. Vaqueiro desde criança, conforme conta, Valdecir Rodrigues de Sousa, 75 anos, defende a continuidade da vaquejada. “Tem que botar esse movimento pra frente pra ver se muda alguma coisa. É um negócio que vem de outras datas, não pode acabar de repente. Tem gente que bota comida na mesa pelo trabalho na vaquejada”, opina ele. Já a comerciante Rita Campos, 70 anos, vê o lado dos animais. “Tem que acabar! Esses protestos não vão mudar nada! Será que eles achariam bom que a gente puxasse no cabelo deles pra derrubar eles no chão, como fazem com os animais? A gente não pode judiar nem de uma formiga”, diz ela

De acordo com o organizador da manifestação e presidente da Avab, Katson Borges, a prática está enraizada na cultura cearense e abre oportunidades, razões que ele acredita dificultar o fim da vaquejada. “Eles não vão conseguir acabar! É uma prática que gera emprego, mostra a nossa cultura, então tem muita coisa envolvida. E nós vamos lutar para que ela não acabe”, disse Katson.

Nova ação da justiça
Nesta terça, o Centro de Apoio Operacional de Proteção à Ecologia, Meio Ambiente, Urbanismo, Paisagismo e Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Caomace), do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), jogou panos mais quentes na discussão: ele encaminhou aos promotores de Justiça do estado um novo material para auxiliar os membros do MPCE a impedir a prática de vaquejadas por meio de Ações Civis Públicas. De acordo com o MPCE, entre os arquivos enviados, está uma minuta de Ação Civil Pública na qual é rebatida a alegação de que o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4983 pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) foi precipitado.

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10:59 · 21.10.2016 / atualizado às 11:01 · 21.10.2016 por
Juiz determinou bloqueio das contas para pagar funcionários com salário atrasado
Juiz determinou bloqueio das contas para pagar funcionários com salário atrasado

Paramoti. O juiz substituto titular da Comarca Vinculada deste Município do Sertão Central, Saulo Belfort Simões, determinou aos gerentes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, o bloqueio das contas da prefeitura da cidade. O bloqueio é feito como medida cautelar para que a gestão possa realizar o pagamento dos servidores.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Paramoti (Sindsemp), Emanuela Mesquita, o pedido do bloqueio de contas para que a prefeitura pudesse pagar os funcionários, foi feito pelo Sindicato. A decisão foi protocolada na última quarta-feira (19).

Na ação civil publica requerida pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), a comarca da cidade pede o “bloqueio de todos os valores e receitas bancárias do município, sobre os recursos em disponibilidade e outros que lhe sobrevierem, inclusive oriundos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e Fundebe (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), até o percentual de 70%, para utilização exclusiva de pagamento de salários atrasados dos servidores públicos municipais”.

Sem salário
Conforme o Sindsemp cerca de 500 trabalhadores estão há 81 dias sem receber o pagamento. Com o atraso a categoria resolveu decretar greve geral em assembleia realizada na última terça-feira (18). O atraso tem gerado um caos na economia da cidade e os servidores têm passado por situações preocupantes, como conta Manuela. “Tem servidor passando fome. Tem servidor para ser despejado porque mora de aluguel. Está um caos! É difícil receber servidores chorando porque não tem de onde tirar. É a única fonte de renda deles”, conta ela.

Na última terça, após assembleia, a categoria se reuniu no fórum da cidade e pediu que o juiz tomasse providencias para resolver a questão.

Servidores se concentraram em frente ao fórum para falar com o juiz da cidade, na terça (Fotos: VC Repórter)
Servidores se concentraram em frente ao fórum para falar com o juiz da cidade, na terça (Fotos: VC Repórter)

Ação do MPCE
Em outubro, o prefeito do município Samuel Boyadjian foi alvo de uma denúncia feita pela Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap) MPCE, ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) por ultrapassar o limite estabelecido por lei, do valor a ser gasto com o pagamento de funcionários contratados e por nomear servidores públicos contra expressa disposição da lei.

Entre janeiro e abril deste ano, conforme a denúncia, os gastos com a folha de pagamento teriam chegado a 74,87%, valor classificado como “astronômico” pelo MPCE. As ações ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal.

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10:56 · 12.10.2016 / atualizado às 11:00 · 12.10.2016 por
Vaqueiros caminharam por cerca de 13 km em Quixeramobim (Fotos: Paulo Simião)
Vaqueiros caminharam por cerca de 13 km em Quixeramobim (Fotos: Paulo Simião)

Quixeramobim. Vaqueiros deste Município e de Quixadá, na região do Sertão Central, se reuniram na tarde da última terça-feira (11) para uma cavalgada em forma de manifestação contra a proibição da vaquejada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a Associação de Vaqueiros do Sertão Central, cerca de 300 montadores participaram do ato.

A concentração começou por volta de três da tarde em frente ao Hospital Dr. Pontes Neto. Montados a cavalo e acompanhados por carros de som, motos e outros veículos, eles percorreram as principais ruas de Quixeramobim. Ao todo foram cerca de 13 km de caminhada. Vários familiares de vaqueiros levaram cartazes com frases de protesto à decisão.

Apoiadores da tradição se reuniram para protestar contra decisão do STF
Apoiadores da tradição se reuniram para protestar contra decisão do STF

Sérgio Almeida, presidente da Associação, mensura que cerca de quatro a cinco mil empregos diretos e indiretos tendem a deixar de ser gerados com a proibição da prática, comum em municípios do interior. “A gente recebe essa noticia com muita tristeza. Estávamos preparados para criar regras e legalizar a vaquejada como esporte. Pela tradição secular da vaquejada não tem nem como a gente mensurar o impacto desta decisão”, disse Sérgio.

A segurança da caminhada foi garantida por homens da Polícia Militar e da Autarquia Municipal de Trânsito de Quixeramobim (AMTQ). No final do percurso, em frente ao HRSC, a cavalgada se transformou em protesto com o fechamento da CE-060. A interdição gerou um pequeno engarrafamento. O protesto foi pacífico e durou por pouco mais de uma hora. “Imagine a movimentação que não traz a vaquejada para uma cidade que lota todos os quartos de hoteis? Nós não somos criminosos, somos vaqueiros. É uma tradição de mais de 100 anos que não pode acabar assim”, enfatizou Sérgio Almeida.

Mobilização
O dia de terça foi marcado por manifestações nacionais em favor da vaquejada como prática esportiva. No Ceará e em mais outros sete estados e o Distrito Federal, houve concentrações. Em diversos municípios apoiadores das vaquejadas protestaram contra a proibição da prática, na tarde da última terça. Em Juazeiro do Norte, na região do Cariri, cerca de 200 vaqueiros, de acordo com os organizadores, se reuniram com cartazes e faixas na Praça do Giradouro. Em Brejo Santo também houve protesto. Outra centena de vaqueiros acompanhados por cerca de 400 carros caminharam pela cidade. Em Crato, também houve cortejo.

Na região Sul do Ceará também teve protesto. O maior dos atos aconteceu na cidade de Iguatu. Cerca de 300 vaqueiros, se concentraram no Parque de Exposições do Rotary Club e depois seguiram em caminhada pelas ruas da cidade. Em Icó a BR-116 foi interditada por 40 minutos. Em Orós a manifestações aconteceu em frente a prefeitura.

A mobilização nas várias regiões do Ceará é o destaque desta quarta-feira (12) da editoria Regional do jornal Diário do Nordeste. Leia a matéria completa aqui >> Apoiadores de vaquejadas protestam contra proibição

FIQUE POR DENTRO
Lei cearense foi julgada, pelo STF, inconstitucional

Por seis votos a cinco, o STF julgou, na última quinta-feira (6), inconstitucional a Lei do Ceará que regulamentava a vaquejada como prática esportiva e cultural. O relator da matéria, ministro Marco Aurélio, afirmou que laudos técnicos contidos no processo demonstram consequências nocivas à saúde dos animais. O argumento foi compartilhado pela maioria do STF. Já para o ministro Edson Fachin, que votou pela improcedência da ação, “a vaquejada consiste em manifestação cultural”. Com a medida, a vaquejada passa a ser ilegal no Ceará, Estado que realiza mais de 700 provas por ano. Vaqueiros de outros Estados temem que a proibição abra caminho para que a atividade também chegue ao fim no restante do Brasil.

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16:25 · 16.09.2016 / atualizado às 16:25 · 16.09.2016 por

Quixadá. Médicos plantonistas do hospital Eudásio Barroso, situado neste Município do Sertão Central, seguem com a paralisação comunicada na última terça-feira (13) no hospital Eudásio Barroso. Os profissionais cobram os salários atrasados desde julho de 2016 e devem voltar a trabalhar normalmente apenas depois que os proventos forem pagos. A Prefeitura afirma que deve realizar os pagamentos até esta segunda (19).

Médicos cobram salários atrasados desde julho deste ano (Foto: arquivo/Alex Pimentel)
Médicos cobram salários atrasados desde julho deste ano (Foto: arquivo/Alex Pimentel)

Ao todo, 11 profissionais, entre clínicos, cirurgiões, anestesistas e traumatologistas, reivindicam os proventos. Através de nota a categoria disse ser “direito dos médicos utilizarem a paralisação como recurso extremo de pressão para defesa de interesses da categoria. A assistência básica nos setores deve ser garantida pelos agentes envolvidos no conflito”. O documento é assinado pelo Diretor Clinico da unidade, Kleiber Marciano.

Josué Paiva, diretor administrativo do hospital, amenizou a situação e esclareceu que o Eudásio Barroso atende apenas casos de urgência e emergência e que a paralisação dos médicos não afetou o funcionamento da unidade. “Não alterou nada em nosso trabalho. Quem vier dentro destas condições, garanto que será atendido”, afirmou.

Através de sua assessoria a prefeitura de Quixadá, agora sob a administração do prefeito Wellington Xavier, após o afastamento recomendado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) do prefeito João Hudson, informou que começou a realizar o pagamento de funcionários contratados do Eudásio Barroso e também da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Os médicos devem começar a receber o salário a partir de segunda-feira.

Esta semana, o prefeito e o núcleo gestor da secretaria de saúde do Município definiram, junto à classe, as maneiras que devem recorrer para conseguir quitar os débitos. “Com as dificuldades estamos colocando em dias os servidores e mantendo o essencial para que a máquina administrativa municipal não pare, esperamos contar com a colaboração dos servidores e também da população”, disse o prefeito Wellington Xavier em nota.

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10:00 · 30.08.2016 / atualizado às 09:40 · 30.08.2016 por

Paramoti. Inconformados com a suspensão das aulas nas escolas, alunos desta cidade do Sertão Central, distante 104 km da Capital, realizaram uma manifestação pelas ruas do Centro na manhã da última segunda-feira (29). O protesto, segundo eles, “foi uma forma de repúdio ao atraso no salário de servidores do município”.

Alunos foram às ruas e ocuparam o paço municipal pelo atraso no pagamento dos professores
Alunos foram às ruas e ocuparam o paço municipal pelo atraso no pagamento dos professores

A manifestação foi encabeçada por alunos da rede pública municipal. De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipal de Paramoti, Manuela Mesquita, cerca de 200 alunos tomaram as ruas com cartazes. O ato teve início às nove da manhã na praça central. Os alunos ocuparam o paço municipal e cobraram respostas sobre os problemas que atingem a merenda e o transporte escolar. “Juntamos os alunos e fomos nos manifestar porque dois meses de salário atrasado já é demais”, disse o aluno Jhony da Silveira Nascimento, 16.

Pais, garis, professores e membros do Sindicato também participaram do protesto. De acordo com Manuela, o problema atinge cerca de 300 funcionários efetivos da Saúde, Agricultura, Infra-estrutura, Ação Social e Educação. O atraso estaria entrando no segundo mês e, devido a isso, os servidores já estão em greve há quase 30 dias. “A prioridade é o salário. Ele garante a vida. É através dele que a gente sobrevive. Nós queremos um posicionamento da gestão”, disse.

O protesto de alunos em Paramoti motivado pelo atraso no salário de professores é um dos destaques do jornal Diário do Nordeste desta terça-feira (30). Leia a matéria completa aqui >> Estudantes realizam manifestação

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16:11 · 11.07.2016 / atualizado às 16:11 · 11.07.2016 por
Médicos da UPA de Canindé já voltaram às atividades (Foto: C4 Notícias)
Médicos da UPA de Canindé já voltaram às atividades (Foto: C4 Notícias)

Canindé. Médicos que trabalham na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) deste Município da região central confirmaram que a Prefeitura realizou os pagamentos referentes aos meses de março e maio. A categoria estava em greve desde segunda-feira (4) da semana passada e os atendimentos na Unidade estavam suspensos devido a atraso nos rendimentos que já chegava há quatro meses.

18 médicos, que se revezam em plantões de doze horas, voltaram a trabalhar normalmente no último sábado (9). De acordo com Leonardo Viana, médico e representante da equipe médica da UPA de Canindé, na última sexta-feira (8) a situação foi regularizada. “Eles pagaram março e maio e nós voltamos”, garantiu o médico. O ordenado de junho deverá ser pago este mês.

Entenda
Em matéria publicada na última quinta-feira (7), médicos que trabalham no local disseram que a justificativa alegada pela Prefeitura era uma dívida oriunda da gestão passada e corte de gastos, a fim de melhor estruturar a Unidade.

Em nota divulgada na semana passada, a Prefeitura de Canindé esclareceu que “o pagamento de março não havia sido realizado por comprimento à determinação judicial que impedia a contratação e pagamento de todo e qualquer servidor contratado”, e que “o pagamento do mês de maio tinha a previsão de ser realizado na ultima segunda-feira, dia 04 de julho e com ele a divulgação para a data do pagamento de março”.

A prefeitura lamentou “a postura radical e incompreensiva” dos médicos, “pois todos os acordos realizados foram cumpridos pela administração”.

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10:27 · 07.07.2016 / atualizado às 10:34 · 07.07.2016 por
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18 médicos que trabalham na UPA de Canindé estão sem atender os pacientes desde a última segunda (4) (Foto: C4Notícias)

Canindé. Médicos lotados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) deste Município paralisaram as atividades desde o início desta semana devido a atraso no pagamento. O impasse acomete 18 profissionais que alegam estar sem receber os ordenados desde março. Todos aderiram à greve.

De acordo com Leonardo Viana, médico e representante da equipe médica da UPA de Canindé, a categoria comunicou o posicionamento à prefeitura, através de carta, na sexta-feira (1º) passada e na última segunda (4) já não estavam mais atendendo a população. Ele afirma que a coordenação da unidade alega que o atraso ocorre devido a problemas financeiros de outras gestões. “A justificativa é que era uma dívida de outra gestão e que eles iriam regularizar, e a gente foi acreditando que eles iriam pagar. Mas até agora, nada”, diz. O dinheiro seria usado também para equipar o local. Mas desde então a situação não se resolveu, segundo ele afirma. “A gente foi acreditando que eles iriam pagar sempre no mês seguinte, fomos deixando para ver se eles usavam o dinheiro para melhorar as coisas. Mas chegou um momento que não dá mais. Não dá pra negociar salário”, fala Leonardo.

O prefeito Celso Crisóstomo afirmou que entre março e maio uma decisão judicial o impediu de fazer contratos e pagamentos. Em junho, em uma audiência na justiça, ele disse contornar a situação e, assim, conseguir pagar os atrasados. “Com os médicos nos iríamos pagar os meses recentes e o mês de março fazer uma espécie de parcelamento. Eles aceitaram, a princípio, mas depois recusaram”. O gestor explicou que os meses de abril e maio já foram pagos e aguarda resolver a questão ainda essa semana. “Pagamos mais um mês na última terça-feira (5) e até sexta (8) pagamos outro e regularizamos tudo”.

Celso explica que houve uma queda no valor que é repassado do Ministério da Saúde na ordem de R$ 400 mil, o que, segundo ele, contribuiu para dificultar a realização dos pagamentos. “Temos feito todo o esforço para regularizar a situação mas não dá para fazer tudo, até porque existe uma mudança no fluxo de caixa do ministério com as prefeituras”. Em nota, o ministério disse que os repasses “estão regulares, sendo que o último pagamento foi efetuado em 8 de junho. A pasta repassa mensalmente R$ 170 mil ao Fundo Estadual de Saúde do Ceará, responsável pela gestão deste equipamento”.

O Sindicato dos Médicos do Ceará defendeu em nota a classe de médicos lotados na UPA de Canindé. O Sindicato repudiou o tratamento dado aos profissionais e solicitou tratamento respeitoso aos médicos, além do devido pagamento.

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