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Categoria: Turismo


21:00 · 09.04.2017 / atualizado às 20:59 · 09.04.2017 por

O Açude Cedro, primeiro reservatório público do Brasil, construído em Quixadá no início do século passado,  tombado como patrimônio histórico nacional, voltou a ser alvo de danos e de polêmica neste fim de semana. Na manhã deste domingo (9) quatro pilaretes de proteção da passarela do açude foram quebrados. Logo o fato causou repercussão nas redes socais. Alguns apontam o fato como acidental; para outros, foi ato de vandalismo.

Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil foram acionadas, mas conforme relatos de testemunhas o dano foi acidental. A reportagem do Diário do Nordeste esteve no local e constatou as informações. “Um senhor de aproximadamente uns 60 anos escorou uma das mãos no pilarete para uma foto selfie. A peça descolou e ele se assustou se afastando da borda da parede. A corrente quebrou os outros três pilaretes“, explicou Augusto Lúcio de Freitas.

Ele disse que estava trabalhando como garçom no barzinho ao lado da parede quando o fato ocorreu. Outras duas pessoas que pediram para não terem seus nomes revelados afirmaram também terem presenciado o acidente e acrescentaram que o visitante, o qual disse ser morador de outra cidade, ficou assustado e reclamou de não haver placa de sinalização de perigo no local. Em seguida foi embora sem ser identificado.

Ainda conforme Augusto de Freitas, também conhecido como “Augusto Pirabibu”, considerado um dos defensores do parque hídrico histórico, a administração do Açude Cedro, de competência do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), foi informada por ele logo em seguida. “Me pediram para isolar a área danificada. Fiz o que pude“, relatou se referindo as faixas de alerta e aos pedaços de arame utilizados como gambiarra para evitar que outros pilaretes quebrem.

Também há preocupação quanto a segurança dos visitantes. Apesar de a corrente servir apenas como adorno arquitetônico alerta para não se aproximarem da borda da parede.

O prefeito de Quixadá, Ilário Marques, esteve no local no fim da tarde. Ele foi avaliar a dimensão dos danos causados ao patrimônio histórico e apontou o ato como sendo de vandalismo, cabendo à Polícia investigar o caso. Ressaltou também a necessidade da realização de uma perícia técnica, para apurar as reais causas dos danos e acredita que o Dnocs deverá isolar a área até resolver o problema.

Há alguns anos quando eu estava à frente da prefeitura e ocorreu um dano desses contratamos um especialista em trabalho com pedras. Além de esculpir novas peças ele capacitou alguns profissionais de Quixadá. Vamos procurar essas pessoas e sugerir ao Dnocs para a realização dos serviços“, acrescentou o prefeito, explicando que a prefeitura não tem mais convênio com o órgão federal. O contrato de cessão valia por 15 anos e poderia ser prorrogado por mais 15. Venceu na administração do prefeito anterior, João Hudson, o qual não teve interesse em renovar o Termo.

O dano ao qual Ilário Marques se referia ocorreu no início de setembro de 2011. No início imaginava-se ter sido ato de vandalismo, mas como a reportagem fez as investigações, foi constatado que os pilaretes quebraram, dois, quando crianças utilizaram as correntes como trampolim, Com o peso as estrutura de pedra maciça quebraram.

Opinião publica 

Frequentadores da área de lazer do Açude Cedro relataram que todos os problemas ocorrem por falta de fiscalização, de sinalização e de conservação. Até o fim da década de 1990 havia vigilantes em ambas as extremidades da parede do açude.

Era proibido circular com bicicletas na passarela e até graxa era passada nas correntes dos pilaretes, para ninguém encostar. À noite também havia iluminação na parede. O Dnocs reduziu o número de servidores e até os fios e lampadas da passarela foram furtados.

A reportagem tentou manter contato com a administração do Dnocs. O escritório local estava fechado. As ligações telefônicas não foram atendidas.

Veja também as reportagens de 2011 no Diário do Nordeste

Vandalismo destrói passeio no reservatório do Cedro 

Pilaretes históricos do Açude Cedro são quebrados por crianças

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07:00 · 09.04.2017 / atualizado às 07:55 · 09.04.2017 por

Totalmente seco havia cinco anos, o açude do distrito de Califórnia, distante 30Km do Centro de Quixadá, se transformou na principal atração de lazer desde município do Centro do Estado nos últimos dias. Segundo relato dos moradores do lugarejo com mais de 500 famílias a barragem encheu do dia para a noite, trazendo alegria, e atraindo muitos visitantes nos fins de semana.

Segundo o presidente da Associação de Trabalhadores Livres da Califórnia, Maurício Alves de Sousa, 55 anos, agora, além de água para as casas, os animais não passarão mais sede. Eles chegaram até a cavar uma cacimba no açude seco, a procura de água. As famílias estavam sendo abastecidas pelos carros-pipa. Chafarizes também foram instalados, mas para quem já está acostumado a ter água na torneira, o incomodo é grande.

Agora, apesar de não se saber ao certo qual o volume hídrico acumulado, com a barragem cheia haverá água para as casas pelo menos até o fim do ano de 2019. A água do açude será utilizada somente para o abastecimento humano e dos animais, ressaltou o líder comunitário enquanto se divertia no banho de açude que encheu apenas com a carga dos riachos que desaguam nele. “Por enquanto é receber os visitantes e comemorar com eles“, acrescentou.

Elias Carlos da Silva, 42 anos, foi um desses visitantes. Ele é proprietário de uma agência de turismo, a Eias Turismo. Embora more numa região praiana, Cascavel, resolveu promover um passeio diferente e trouxe 13 turistas para conhecerem o lugar. O cartão de visita foi a passagem molhada do rio Choró, na entrada do distrito. Os pais, que moram em Quixadá, haviam lhe enviado as fotos. Restava apenas conferir, e se divertir.

Para chegar até a vila do distrito da Califórnia é preciso seguir pela CE-060, com destino ao Maciço de Baturité e atravessar a passagem molhada do rio Choró.

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10:30 · 26.03.2017 / atualizado às 16:29 · 26.03.2017 por

Três montanhistas de Quixadá, Kido Aranha, Lutero Rômulo e Fael Lima percorreram neste sábado (25) a trilha “Raio que o parta“, fundada por eles em referência a descarga elétrica atmosférica que atingiu um monólito na última quinta-feira (23), registrada em vídeo pelo empresário Marcos Franklin.

Além de fundarem mais uma trilha ecológica interessante no Vale dos Monólitos, no entorno do Açude Cedro, eles também pretendiam identificar o exato ponto onde o raio caiu, conforme imagens divulgadas no Diário do Nordeste. Como o raio se espalhou pelas fendas da rocha, o efeito visual casou a sensação de ter causado as rachaduras, daí o título sugestivo.

Conforme Lutero Rômulo a equipe levou 6 horas para percorrer todo o trajeto. No caminho encontraram um ninho de coruja, uma cobra cipó e uma visão privilegiada da Pedra da Agulha, mas quando se aproximavam do local exato da descarga o tempo começou a fechar novamente e por precaução resolveram retornar.

Apesar do mito de que um raio nunca cai no mesmo lugar duas vezes o grupo resolveu não arriscar e retornar. Eles acabaram encontrando uma trilha formada por moradores daquela localidade e conseguiram chegar ao solo em segurança. “Logo depois começou a neblinar“, acrescentou Lutero Rômulo.

Eles não conseguiram chegar ao local exato da descarga. Por esse motivo pretendem retornar ao cume do monólito. A data ainda não foi marcada. O poliatleta Kido Aranha está planejando a instalação de equipamentos para que pessoas menos experientes também possam percorrer a nova tilha, “Raio que o parta”.

Fotos > Lutero Rômulo / Kido Aranha – Trilha Raio que o parta

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07:30 · 22.03.2017 / atualizado às 06:55 · 22.03.2017 por

Lideranças políticas e religiosas de Canindé participaram nesta segunda-feira (21) da apresentação do projeto de restauração do Corredor Religioso desta cidade do Interior do Ceará. O modelo detalhado da proposta foi apresentado pelo arquiteto Luciano Guimarães. O objetivo é ampliar os canteiros, passeios e calçadas ao longo da Avenida Francisco Cordeiro Campos, do entorno da igreja de Nossa Senhora das Dores e o complexo do Convento e Basílica de São Francisco.

Conforme o arquiteto, o corredor religioso vai oferecer melhores condições de mobilidade e segurança para os romeiros, que em grande número costuma visitar Canindé, principalmente em outubro, período dos festejos em homenagem a São Francisco. O projeto já se encontra em análise na Secretaria das Cidades, do governo do Estado.

Na apresentação do projeto a prefeita de Canindé, Rozário Ximenes, destacou ter participado recentemente de audiência com o governador Camilo Santana, o qual lhe assegurou que o Corredor Religioso será uma das grandes marcas da sua gestão. A urbanização do rio Canindé, o camelódromo e o calçadão no centro da cidade também integram a obra estruturante turística de Canindé.

Também presente à apresentação, o pároco e reitor do Santuário de São Francisco das Chagas de Canindé, frei Marconi Lins, informou que o projeto já foi apresentado ao Conselho Administrativo da Arquidiocese de Fortaleza. O representante religioso considerou a proposta interessante, todavia alguns pontos ainda estão sendo discutidos. Os detalhes não foram informados.

Os recursos para execução das obras do Corredor Religioso são oriundos do governo do Estado, em convênio com o Ministério do Turismo e parceria da prefeitura de Canindé. No total, serão investidos R$ 4.772.853,17. A contrapartida da prefeitura será de menos de 10%. O anuncio havia sido feito por Camilo Santana no fim de junho de 2016, na solenidade de entrega das obras de reforma e ampliação da barragem Jacurutu.

Veja mais no Diário do Nordeste > Corredor religioso de Canindé será reformado em parceria do Governo e Prefeitura

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07:00 · 08.03.2017 / atualizado às 07:25 · 08.03.2017 por

Foram pouco mais de 70 milímetros de chuva no último domingo (5), mas o suficiente para causar um verdadeiro frenesi nas redes sociais quando uma imagem do Açude Cedro começou a ser compartilhada, dando a impressão de que o reservatório público mais antigo do Brasil tivesse enchido novamente.

O Cedro continua seco, ou quase isso. Dependendo do otimismo e principalmente do ângulo e do ponto de vista, já é possível imaginar ele cheio novamente. Mas para desvendar o mistério, da “multiplicação das águas”, como alguns definiram esse milagre fotográfico, o Diário do Nordeste publicou reportagem nesta quarta-feira (8).

Realmente, observando-se as imagens, de antes e de depois da chuva, a paisagem realmente mudou, mas o açude ainda não recebeu volume de água suficiente sequer para chegar a marcar os primeiros centímetros na régua hídrica. Para entender melhor acesse a reportagem > Paisagem já mudou, embora Açude do Cedro continue seco

Veja as imagens e saiba como realmente o Açude Cedro está atualmente

Açude Cedro completamente seco no início de janeiro

Margem direita do Açude Cedro logo após a chuva do último domingo

A imagem da margem direita, registrada do mesmo local, mas de outro ângulo

Um close da parede em forma de arco do Açude Cedro, também do mesmo local

Agora, a imagem do Açude Cedro, do lado esquerdo da sua margem

Outra imagem, do centro do açude, onde a lâmina d’água chega a 10 metros

A parede do açude com o detalhe da régua hídrica de 15 metros

Todas as fotos são de autoria do Diário do Nordeste

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