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CASARÃO de QUIXERAMOBIM > ONG aguarda definição sobre prédio histórico restaurado

Publicado em 07/10/2013 - 6:00 por | 2 Comentários

Categorias: História

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Casarão de José Felício restaurado.  Foto > Fernando IvoQuixeramobim > Cinco anos após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pela preservação do Casarão de José Felício, uma obra arquitetônica considerada de valor histórico para Quixeramobim, ameaçada de demolição, mas restaurada por seu proprietário, o empresário Francisco Alves Fernandes, mais conhecido como Chico Elói, o Instituto do Patrimônio Histórico Cultural e Natural de Quixeramobim (Iphanaq), ONG responsável pelo acompanhamento e utilização dos recursos financeiros estabelecidos no TAC, reclama da falta de informações e da conclusão do projeto.

Segundo o professor e jornalista Danilo Patrício, membro do Iphanaq, o TAC do Casarão nasceu em 2008, após a demolição quase completa em Quixeramobim da chamada Casa de Zé Felício, situada no entorno da Casa de Câmara e Cadeia, única edificação de Quixeramobim tombada pelo Patrimônio Nacional. Com o prédio vendido, houve mobilização na cidade diante das notícias de que os novos proprietários iriam demolir a edificação. A Prefeitura chegou a tombar o prédio como patrimônio, com notícia de revogação posterior.

 Foi firmado um Termo de Ajuste e Conduta (TAC) determinando a restauração do prédio, pelo menos parcial, mantendo a fachada e cores com a pintura, e a aplicação por parte dos proprietários, de R$ 40 mil em ações culturais. Firmado o TAC, o Iphan passou a cuidar da reforma arquitetônica, mediando a relação entre os proprietários e a intervenção do Iphan. Mas apenas parte dos recursos da multa, em torno de 50% foram disponibilizados até agora. Com eles foi realizado um seminário, produzidos CDs e DVDs.

 Desde 2007 os proprietários do Casarão passaram a restaurá-lo.Um dos proprietários do imóvel, Gleison Fernandes, filho de Chico Elói, informou já terem sido adotadas todas as exigências do Iphan. O prédio, considerado histórico, foi totalmente restaurando. Todas as medidas solicitadas foram atendidas. Cabe agora ao órgão federal definir as ações seguintes. O empresário criticou, porém, a postura do Iphan; além do contato com o órgão ser difícil, não está prestando nenhum auxílio para manutenção do imóvel. Recentemente gastou R$ 2.500,00 para restaurar alguns rebocos. Apesar de tantos gastos o Iphan apresentou mais uma proposta, de instalação de tacos, orçada em R$ 200 mil.

Veja a reportagem completa no Diário do Nordeste > Casarão em Quixeramobim.

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Comentários

Carlos

em 8 de outubro de 2013

Por que o IPHAN não compra o prédio em questão? Assim poderia fazer nele o que deseja.

Paulo

em 9 de outubro de 2013

realmente o Iphan deve se pronunciar, pois segundo consta na matéria´, mesmo com o uso particular do dono, falta ser entregue o imóvel com o ajustado no Termo: Memorial, placa de memória da senzala e distribuição de sacolas do patrimônio.

Aguardemos o Iphan!


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