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Batalhão do Meio Ambiente apreende 35 armas de fogo e mais de 400 munições

07:00 · 16.05.2018 / atualizado às 07:00 · 16.05.2018 por

Equipes do BPMA apreenderam 35 armas de fogo em pouco mais de 10 dias no Interior do Ceará. Foto > SSPDS

A Polícia Militar do Ceará divulgou o resultado dos trabalhos ostensivos realizados desde o início deste mês  pelo Batalhão de Polícia do Meio Ambiente (BPMA) nos municípios de Quixadá e Banabuiú, no Sertão Central, e ainda Itapiúna e Aratuba, no Maciço de Baturité. De acordo com a Polícia, foram apreendidas 35 armas de fogo, a maioria espingardas, e mais de 400 munições, de diversos calibres. Dez pessoas foram presas e mais de 100 pássaros silvestres foram apreendidos. A operação se encerrou no último sábado (12). O resultado foi divulgado na noite desta terça-feira (15).

Conforme o BPMA, na operação realizada com o objetivo de inibir crimes ambientais, foram efetuadas prisões e apreensões no Sítio Cipó de Cima, no distrito de São João dos Queiroz, onde foram encontradas duas espingardas e sete munições, e na Fazenda Casa Forte, um revólver calibre 32, uma espingarda calibre 28 e 36 munições. No Sítio Pedras Brancas, distrito de Barra do Sitiá, em Banabuiú, foram apreendidas duas espingardas, 31 munições e 15 pássaros silvestres.

Na região do Maciço de Baturité no distrito de Caio Prado, em Itapiúna, após fiscalização na margem da rodovia CE-060, foram ouvidos dois estampidos de armas de fogo, nas imediações do Rio Piranji. Ao chegar ao local, foram avistados dois homens atravessando o rio, tendo deixado duas armas de fogo e munições abandonadas. No distrito de Pai João, em Aratuba, os policiais encontraram dois homens, de 56 e 46 anos, com armas e animais silvestres. Com os suspeitos, foram apreendidas duas espingardas e 13 munições.

Apesar de a Polícia Militar efetuar as prisões e apreensões para evitar crimes ambientais, moradores das regiões rurais reclamam que apenas trabalhadores dessas localidades são detidos. Eles utilizam as espingardas para tentarem se defender dos criminosos já que os assaltos são muitos e  raramente a Polícia realiza rondas nesses lugares. Sobre a caça, alguns alegam que realizam para saciar a fome das suas famílias.

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Comentários 9

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Julio Cesar

17/05/2018 as 13:49

Só uma pergunta: desde quando é permitido ter arma?

Mário Gomes

16/05/2018 as 18:19

Deviam vir desarmar os traficantes nas periferias de Fortaleza. Só o que tem é fuzil, .40, 380, etc. Esses sim, verdadeiras ameaças para a vida em sociedade.

JOÃO DE ALENCAR

16/05/2018 as 17:26

Não de pode esperar muito de um governador petista, que na sua seita tem que desarmar o cidadão. Por que não se usa este aparato policial para fazer varredura diariamente nos presídios, não dando trégua a bandidos?
Por que eles não deixam instalar uma cpi do narcotráfico?

Amaro

16/05/2018 as 10:24

Lamentável, uma vergonha o que é feito com as pessoas de bem, tomar a maneira que elas tem de se defender, é no minimo uma grande covardia!!! Parabéns para o Estado, já estou até mais tranquilo agora, pois tinha muito medo de um trabalhador rural tentar roubar minha casa.

José Carlos Marques Pontes

16/05/2018 as 10:15

Eu também lamento muito a polícia desarmar e ainda prender pobres agricultores, pais de família, que não oferecem perigo para a sociedade. Caçam para saciar a fome dos seus familiares.
deviam distribuir, nas casas relação dos pássaros que estão em extinção, para evitar a matança dos mesmos.
Avoante, por exemplo, tem em abundância. Matar algumas para comer, não vai fazer falta.

Antonio

16/05/2018 as 10:04

essas apreensões são os preparativos para a turma dos bandidinhos de esquerdas invadirem propriedades, pegando as pessoas desprotegidas. Primeiro desarmam.

JANDER DMARCO

16/05/2018 as 09:24

LAMENTÁVEL ATUAÇÃO DA POLÍCIA, DESARMANDO O AGRICULTOR E DEIXANDO O BANDIDO ARMADO. TAIS AÇÕES DEVERIAM SER GUIADAS PELO BOM SENSO, MAS É O QUE NÃO VEMOS ULTIMAMENTE, COMO ALÉM DO MORADOR RURAL, TAMBÉM ATIRADORES REGISTRADOS. A FALTA DE CRITICIDADE AO ANALISAR ESTES CASOS, CAUSA UM CAOS E UMA INVERSÃO DE VALORES…

José Cearense

16/05/2018 as 09:02

Apreensão de espingarda na zona rural, deviam é se preocupar com as facções criminosas que dominam e aterrorizam a população. A policia perde tempo e desperdiça dinheiro público enquanto a o tráfico destrói vidas.

GEOVANNI GUEDES

16/05/2018 as 08:36

Combater crime ambiental fazendo apreensões de armas tipo “espingarda cal. 32 e 36”, armas meramente utilizada por proprietários rurais, os quais utilizam as mesmas muito mais para defender sua família do que para casar não acrescenta nada com relação a diminuição à possíveis crimes ambientais. São muitas as denúncias de invasão domiciliar sem mandato de busca e apreensão, pois tratam-se de pessoas simples sem esclarecimento sobre seus direitos. Na verdade o crime ambiental acontece em todo território nacional e não se toma providência. Ex: Desmatamento da Amazônia, poluição dos nossos rios, poluição das lagoas urbanas, construção em área de preservação, lixo das cidades em local inadequado , tráfico de animais nas fronteiras, poluição sonora em todo estado do Ceará, queimadas nas grandes propriedades, esgoto a céu aberto nas cidades e etc. No entanto fica a minha Polícia Militar focando nesse tipo de ação, enquanto o crime contra a vida e o patrimônio cresce diariamente.