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Piloto de parapente morre em queda logo após decolar de rampa em Quixadá

15:00 · 20.10.2017 / atualizado às 16:00 · 20.10.2017 por

Os socorristas se empenharam para resgatar o piloto o mais rápido possível, mas a queda foi fatal.

O piloto de voo livre Ney Albert Murtha, 46 anos, de Brasília (DF), morreu durante um voo de parapente no início da manhã desta sexta-feira (20) em Quixadá. O acidente ocorreu na Serra do Urucum, no distrito de Juatama, na zona rural deste município do Sertão Central. Ele havia acabado de decolar da rampa oficial, quando a pouco mais de mil metros sua vela fechou diante da enorme formação rochosa caindo de uma altura de aproximadamente 100 metros, comentou o morador João da Silva Neto. Desde o início da manhã ele estava assistido os voos dos pilotos.

Várias equipes de resgate, dos próprios pilotos seguiram para o local. A Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros de Quixeramobim foram acionados logo em seguida. Apesar da agilidade no resgate, que só pode ser realizado com o auxílio do helicóptero da Ciopaer, quando chegaram no local, de mata fechada, no sopé do rochedo, o piloto já estava morto. Na queda ele sofreu traumatismo cranioencefálico, explicou um dos socorristas.

O piloto caiu no sopé da Serra do Urucum. O resgate do corpo foi feito pela equipe da Ciopaer.

Outros pilotos, amigos de Ney Murtha, também seguiram para o local do acidente, a direita da rampa de decolagens. Pediram para não terem seus nomes revelados, mas informaram que era o último voo de Murtha nesta temporada. Ele havia chegado à cidade havia duas semanas. Tinha mais de 18 anos de experiência em voos com parapente. “Murtha inclusive estava feliz, apesar dos ventos fracos no seu último dia em Quixadá. Ele resolveu testar uma vela nova. Ainda não entendemos o que provocou o acidente“, comentou um piloto.

O helicóptero pousou com o corpo do piloto em um casulo de resgate pendurado a um cabo de aço.

Apesar da agilidade dos socorristas Ney Murtha teve morte imediata ao cair com o parapente.

O secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo de Quixadá, Pedro Baquit, que também seguiu para o local do acidente com membros da Associação de Voo Livre do Sertão Central (AVLSC) para darem assistência ao piloto, informou que estava programado para o próximo domingo (22) a abertura oficial da temporada de voo livre com um café da manhã especial para os pilotos na rampa do Urucum, que a praticamente duas décadas, nesta época do ano, viajam de todos os cantos do mundo para Quixadá, conhecida com “Havaí do voo livre”. “Será um momento de homenagem póstuma“, acrescentou Baquit se referindo ao acidente.

Várias equipes de socorro de urgência e emergência seguiram para o local do acidente.

Apesar do esforço não foi possível salvar o piloto de voo livre. A queda foi fatal.

O corpo do piloto foi recolhido pela equipe do Núcleo de Perícia Forense (Pefoce) de Quixeramobim para a realização da necrópsia. Os amigos, incluindo outros dois pilotos de Brasília, auxiliarão no translado para o Distrito Federal, onde residia com esposa e três filhos. Ney Murtha era engenheiro da Agencia Nacional de Águas (ANA).

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