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Canindé e Caridade organizam operação de combate ao desperdício de água de adutora

09:00 · 17.02.2017 / atualizado às 09:48 · 17.02.2017 por

Canindé
Os prefeitos de Canindé e Caridade, juntamente com representantes da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), do Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), ainda da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), do Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar) e comunidades organizadas nestes dois municípios pretendem definir nesta sexta-feira (17) um plano de combate ao desperdício de água da adutora que liga o açude General Sampaio, neste município, às duas cidades.

A adutora de engate rápido, com 53Km de extensão, começou a funcionar em dezembro de 2014. Dois anos depois passou a apresentar uma série de vazamentos, prejudicando o bombeamento para Caridade e Canindé, além de causar desperdício de água. Para agravar ainda mais o problema o açude General Sampaio está com apenas 1,71% do volume, equivalente a 549 milhões de metros cúbicos.

Uma das articuladoras da operação, a prefeita de Canindé, Rozario Ximenes, já havia organizado uma reunião com o grupo no início da semana. Na oportunidade, a qualidade dos tubos utilizados na adutora de engate rápido foi questionada. Entretanto, como a empreiteira não tem mais responsabilidade sobre a obra, uma das sugestões foi criar um consócio para administrar a adutora. A ideia partiu do ex-prefeito de Caridade, Júnior Tavares.

No encontro, na avaliação do técnico da Cogerh, José de Arimateia, o grande gargalo, são os bolsões de água criados dentro da canalização da adutora. No distrito de São Domingos, em Caridade, foram instalados seis motores para o bombeamento da água. Hoje, apenas dois deles estão funcionando. O SAAE de Canindé utiliza 85% das águas do General Sampaio, beneficiando 46 mil moradores; a Cagece 10%, em Caridade, atendendo 11,5 mil consumidores, e o Sisar 5%.

Embora seja a cidade mais beneficiado Canindé arca com a maior parte das despesas para abastecimento da sua população. ‘’Ou se aprende a trabalhar juntos, ou não iremos a lugar nenhum. A seca é uma responsabilidade de todo nordestino. Compramos água de R$ 40,00 e depois de tratada vendemos por R$ 18,00, isso é impossível de acreditar, mas existe em Canindé” disse o chefe do SAAE, Francisco de Sousa Rocha.

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