SENADOR POMPEU
Noite deverá ser agitada com pedido de cassação de perfeito
Senador Pompeu > Cidadania e coragem. Com certeza dois adjetivos presentes na vida da líder comunitária Lúcia Aquino. Envolvida nas lutas sociais e políticas de sua terra natal, Senador Pompeu, ela participa hoje à noite, na Câmara de Vereadores, de uma decisão que poderá marcar história neste Município do Sertão Central, a abertura de processo para cassação do prefeito afastado, Antônio Teixeira, do Partido dos Trabalhadores (PT). Foi ela quem ingressou ontem, 8, com o pedido. O ex-mandatário administrativo está preso, acusado de corrupção.
As sessões na Câmara de Vereadores de Senador Pompeu são realizadas nas noites das terças-feiras. São nove vereadores, quatro deles do PT e o restante de outras legendas. Mas ninguém sabe ao certo qual será o desfecho na sessão desta noite, O perfeito afastado tem adversários dentro do próprio partido. O presidente, Francisco Teixeira Pinheiro, mais conhecido por Chico Pinheiro, é do mesmo partido, entretanto, só participará em caso de empate. Caso aceitem, o fato será histórico no Município sertanejo emancipado no início do século passado.
Lúcia Aquino pretende lotar a galeria da Casa Legislativa e assistir a decisão dos vereadores. Mais uma vez ela está mobilizando a população. Uma caminhada está marcada para a noite desta terça-feira, 9. Conforme a eleitora, a população deverá partir da praça da Igreja de Nossa Senhora das Dores com destino ao plenário da Câmara. Pretendem sensibilizar e pressionar os representantes do povo a cassarem o perfeito acusado juntamente com outros 29 integrantes do quadro administrativo, de desvio de recursos públicos, causando dano de grande monta ao erário municipal.
No início do ano passado Lúcia Aquino já havia travado uma batalha contra o perfeito Antonio Teixeira. Através da Associação Comunitária do Caracará, um bairro da cidade, ela e moradores pediam a revogação da cobrança de iluminação pública, imposta desde o início do ano. O movimento ficou conhecido na cidade como “Lei da Lamparina”. Foi aprovado, mas logo em seguia o vetou a proposta popular. Alegou inconstitucionalidade. A ação continua correndo, agora na Justiça. Na ação popular a população considera a cobrança absurda.
