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Nível do açude Pedras Brancas começa a preocupar a população de Quixadá

00:00 · 23.10.2017 / atualizado às 06:00 · 23.10.2017 por

Baixo volume do açude Pedras Brancas, que abastece Quixadá, começa a atingir nível crítico.

O baixo volume do açude Pedras Brancas, de onde é captada a água para abastecer a população de Quixadá, está se tornando motivo de preocupação para muitos moradores desta cidade do Sertão Central. Apesar de a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) assegurar aporte hídrico no açude até o início de 2018, o baixo nível, de apenas 6,3% da sua capacidade, foi a justificativa para a queda na qualidade da água, afetando a Estação de Tratamento de Água (ETA).

Neste domingo (22) a reportagem do Diário do Nordeste seguiu até a Central de Bombeamento da Cagece, no distrito de Tapuiará, onde fica instalada a balsa com os motores de bombeamento da água. O quadro aparenta ser mais grave. O nível da água baixou muito, ao ponto de expor um imenso cemitério de centenas de árvores. É possível inclusive acompanhar os dutos até a balsa com água um pouco acima da cintura, comentaram alguns moradores. Nunca haviam visto o Pedras Brancas nessa situação.

Conforme dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), deste do início de 2004, quando o Pedras Brancas começou a ser monitorado, o seu volume era de 453 milhões de m³, o equivalente a quase 10% da sua capacidade. Em julho de 2009 o reservatório que faz divisa com o município de Banabuiú chegou a acumular 91% de água, mas exceto em maio de 2010, quando repôs a sua carga, atingido 82%, a queda tem sido vertiginosa.

A situação é de desolação no açude Pedras Brancas. O lugar parece um enorme cemitério de árvores mortas.

Uma faixa de espuma amarronzada pode ser vista em uma boa extensão da margem do açude.

Várias canoas estão ancoradas, sem uso. Com o baixo volume de água a pesca acabou.

A partir de junho de 2o16 Quixeramobim também passou a receber água do açude Pedras Brancas, através de uma adutora. Foi a solução para resolver o colapso que afetou a cidade vizinha. Os dois reservatórios do município, a Barragem Quixeramobim e o Fogareiro, secaram. No início de junho a Barragem recebeu um pouco de água, com as chuvas da quadra invernosa, mas nos últimos dias atingiu o seu volume morto novamente. A situação do Fogareiro não é diferente.

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