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Tag: Açude


11:10 · 23.12.2016 / atualizado às 11:10 · 23.12.2016 por
Prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, assinou ordem de serviço (Foto: Quixeramobim Agora)
Prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, assinou ordem de serviço (Foto: Quixeramobim Agora)

Quixeramobim. Deve começar, em breve, as obras da construção do açude Muquém, e da passagem molhada de Caraúno, neste Município do Sertão Central. A assinatura da ordem de serviço para o início das obras aconteceu  na última quinta-feira (22). O prefeito Cirilo Pimenta ordenou as obras.

De acordo com a prefeitura de Quixeramobim, centenas de pessoas serão beneficiadas com a passagem e a construção do açude. O valor das obras estaria orçado em mais de R$ 2 milhões..

As obras seriam uma intervenção da população de Quixeramobim. As cobranças para o início da construção se arrastavam há algum tempo. A mão de obra para a operação e os trabalho aumenta a expectativa da geração de emprego. O principal benefício, no entanto, deve ser a facilitação do acesso à população com a passagem molhada.

A assinatura a ordem de serviço é uma das últimas iniciativas da gestão de Cirilo Pimenta. O político foi derrotado pelo candidato Clébio Pavone.

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09:17 · 20.12.2016 / atualizado às 09:17 · 20.12.2016 por
Açude Trajano amanheceu no último final de semana cheio (Foto: VC Repórter/DM.Net)
Açude Trajano amanheceu no último final de semana cheio (Foto: VC Repórter/DM.Net)

Milhã. Em todo o Ceará, as chuvas que banharam o Estado nos últimos três dias resultaram em um aporte de 0,2 milhões de metros cúbicos nos reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). O volume médio atual é de apenas 6,89%. O Ceará vivencia uma das piores secas dos últimos cem anos, desde 2012, que resulta em uma grave crise hídrica.

Pequenos açudes deste Município amanheceram cheios com as chuvas dos últimos dias. No Sertão Central e em municípios da região Centro Sul, as precipitações foram suficientes para encher pequenos açudes particulares que há tempos estavam secos.

Segundo os dados da Cogerh, sete açudes receberam aporte de água de anteontem para ontem: Flor do Campo (Novo Oriente); Mamoeiro (Antonina do Norte); Catucinzenta (Aquiraz); Itapebussu (Maranguape); Acarape do Meio (Redenção); Jatobá II (Ipueiras) e Valério (Altaneira).

O maior aporte ocorreu no Flor do Campo, em Novo Oriente, 122.340 m3. Ele acumula apenas 2,7% de sua capacidade. Em seguida, o Mamoeiro, em Antonina do Norte, que obteve um aumento de 16.169 m3 e o Catucinzenta, em Aquiraz, com recarga de 12.840 m3. A Cogerh estima um aporte total de 190 mil m3 em 24h, considerando o volume liberando e o evaporado.

A matéria sobre a situação dos açudes do Ceará nos últimos dias, com as chuvas que banham o Estado desde o último final de semana, é do correspondente Honório Barbosa, da região Sul do Ceará. Leia o texto completo na edição desta terça-feira do jornal Diário do Nordeste >> Sete açudes tiveram aporte nas últimas 24 horas

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08:52 · 19.12.2016 / atualizado às 16:08 · 19.12.2016 por
Dia amanheceu com chuva em Milhã (Fotos: Dm.net)
Dia amanheceu com chuva em Milhã (Fotos: Dm.net)

Milhã. Chuva. Muita chuva. Foi este o resultado do final de semana no Ceará, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). De acordo com o órgão, entre às sete da manhã do último domingo (18) até às sete da manhã desta segunda (19), choveu em 100 municípios do Estado. Este Município do Sertão Central registrou a maior chuva, fato que também se repetiu no balanço de sábado (17) para domingo.

Segundo a Funceme, nas últimas 24 horas, as maiores chuvas foram em  Milhã (80.0 mm); Ipueiras (76.3 mm); Jaguaribara (71.0 mm); Icó (65.0 mm) e Pires Ferreira (57.0 mm). A região Central registrou também registrou chuvas no período, tendo três municípios entre os dez com as maiores chuvas (Solonópole, 48.0 mm e Senador Pompeu, 47.0 mm). O boletim foi fechado ao meio-dia desta segunda-feira (19), com dados sendo atualizados a cada quinze minutos, em tempo real, ao longo do dia.

Açude Trajano amanheceu no último domingo (18) cheio
Açude Trajano amanheceu no último domingo (18) cheio

No balanço de sábado para domingo, a Funceme registrou chuvas com mais de 100 mm no Ceará. Foram registradas precipitações em 33 cidades. A maior delas foi em  Icó, com 102.0 mm. Choveu forte também em Milhã (100.0 mm); Solonópole (78.0 mm); Quixelô (77.0 mm) e Iguatu (62.0 mm). Em Milhã, a chuva de sábado para domingo fez pequenos açudes particulares, como o Trajano, conhecido popularmente como açude Titico (foto). De acordo com o portal DM.Net, da cidade de Milhã, na zona rural, houve registros de até 120 mm, como no distrito de Monte Alegre. O registro seria de pluviômetros particulares. 

Previsão do tempo
De acordo com a Funceme, a previsão do tempo para esta segunda é de chuva em todo o Ceará ao longo do dia. As precipitações serão instáveis em meio ao tempo nublado, que também deve predominar.

Funceme havia previsto
O órgão acertou ao ter previsto, na última quinta-feira (15), que o final de semana seria de chuvas no Ceará. Elas são parte do período conhecido como pré-estação, ou seja, são chuvas que antecedem o tradicional período chuvoso, que vai de janeiro a maio. As precipitações teriam sido provocadas por um fenômeno meteorológico conhecido como Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis. (VCAN).

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11:50 · 13.12.2016 / atualizado às 11:50 · 13.12.2016 por
Açude Patu, no ano passado, já começava a baixar nível de água (Foto: arquivo)
Açude Patu, no ano passado, já começava a baixar nível de água (Foto: arquivo)

Senador Pompeu. Embora os dias de céu nublado que começaram a surgir no Ceará, tragam alegria e esperança de bom inverno ao cearense, a situação atual ainda é de preocupação. Os 153 açudes cearenses monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) amargam um acúmulo de 6,96%, frente a tudo o que podem acumular juntos. O Patu, deste Município da região Central, passou a integrar a cota dos açudes em volume morto.

De acordo com o boletim da Cogerh, ao todo, 45 açudes estão na mesma situação. Nos últimos dias, além do Patu o Santa Maria (em Ererê), o Figueiredo (em Alto Santo) e o Malcozinhado (em Cascavel), entraram para o rol do volume morto. Os açudes Canoas e Ema passaram a ser considerados secos, fazendo aumentar para 38 o número de reservatórios nesta situação.

Os número da Cogerh mostram que nenhum açude está com nível de armazenamento de água acima dos 90%. Atualmente, nenhum está sangrando e outros 134 estão com nível abaixo dos 30% de água.

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09:00 · 11.09.2016 / atualizado às 12:18 · 11.09.2016 por
Arrojado Lisboa, da Bacia do Banabuiú, terceiro maior açude do Estado, está com 0,59% (Foto: José Avelino Neto)
Arrojado Lisboa, da Bacia do Banabuiú, terceiro maior açude do Estado, está com 0,59% (Foto: José Avelino Neto)

 

Banabuiú. A semana se encerrou com 45 açudes cearenses chegando ao volume morto e outros 25 completamente secos. As informações são da Companhia Cearense de Gestão e Recursos Hídricos (Cogerh). Nenhum açude está sangrando no Estado e também não há mais nenhum açude com nível acima de 90%.

De acordo com o monitoramento da Cogerh, na última semana os açudes Jaburu II, em Independência entrou na cota de volume morto e o São Domingos II, no município de Caririaçu, passou a ser considerado seco.

Dos 153 reservatórios monitorados pelo órgão nenhum está com nível acima de 90%. Outros 129 estão com volume abaixo de 30%. Juntos os açudes podem armazenar 18,64 bilhões de metros cúbicos mas, atualmente, os açudes cearense acumulam apenas 9,41%.

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08:57 · 09.09.2016 / atualizado às 09:49 · 09.09.2016 por
Trânsito na parede do açude evidencia o perigo de caminhar pelo local (Fotos: José Avelino Neto)
Trânsito na parede do açude evidencia o perigo de caminhar pelo local (Fotos: José Avelino Neto)

Banabuiú. Para alcançar uma condição de vida saudável a prática de fazer caminhada tem se popularizado. Na Capital e em grandes cidades do Estado, há lugares apropriados para este hábito. Mas no interior esses pontos de apoio nem sempre existem e encontrar um local alternativo pode ser um sinônimo de perigo. Neste Município da região central, pessoas têm tomado o trecho da CE-153 da Rodovia Padre Cícero que passa por cima da parede do açude Arrojado Lisboa, e que dá acesso a cidades da região Central e Sul do Ceará. O risco de atropelamento é grande.

O tráfego de veículos de pequeno e grande porte, como ônibus e até carretas, evidencia o risco. O acostamento é pequeno e como a pista passa por cima da parede do açude, o perigo se torna ainda maior: de ambos os lados o que existe é um grande abismo. Em caso de um carro que perde o controle, não há para onde correr para se socorrer.

Acostamento é pequeno e dos dois lados há um abismo, o que evidencia o perigo.
Acostamento é pequeno e dos dois lados há um abismo, o que evidencia o perigo.

A doméstica Ana Célia Santos, 44, vai ao local todas as tardes para fazer um percurso de quase três quilômetros, mas reconhece: “É muito perigoso mesmo mas eu moro longe e não tem para onde ir e pra fazer academia para quem é desempregada, nem sempre é possível”, afirma.  Ela mora na Vila dos Marianos, um bairro distante cerca de três quilômetros do Centro e diz que não há um local apropriado no vilarejo. “Se tivesse uma praça, um lugar melhor mas, não tem não!”.

Acidentes
De acordo com o setor de estatística da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), até julho deste ano o número de atropelamentos fatais nas CEs que cortam o Estado já chegava a 31. Outras 20 pessoas teriam ficado feridas. A soma atual já corresponde a mais da metade de todas as vítimas atropeladas nas CEs em 2015. No ano passado a PRE calculou que 49 pessoas morreram atropeladas. 109 pessoas ficaram feridas. Este ano o maior número de atropelamentos ocorreu na CE-060.

Em Banabuiú, no ano de 2008, já houve casos com vítimas fatais. Duas senhoras faziam caminhada no trecho da saída da cidade, no sentido a Fortaleza, quando foram colhidas por um caminhão que transportava pedras. As duas morreram na hora. Uma delas era a companheira de Márcio Pereira de Lima, 69. Até hoje, ele diz que ainda lamenta o ocorrido. “É muito triste perder uma pessoa desse jeito. Aquele dia foi muito ruim. Ela saiu, não voltou na hora em que costumava voltar e quando eu fiquei sabendo já era que ela estava morta. A gente tem é que pedir muito a Deus conforto para continuar vivendo”, desabafa o aposentado.

De acordo com a PRE, 31 atropelamentos já foram registrados nas CEs até julho deste ano.
De acordo com a PRE, 31 atropelamentos já foram registrados nas CEs até julho deste ano.

Risco
O próprio trecho onde as pessoas costumam fazer caminhada já registrou alguns acidentes. Em 2014 um homem perdeu o controle do veículo em que estava no momento em que passava por cima da parede do açude. O carro caiu no reservatório seco mas o motorista conseguiu pular do veículo a tempo. Mesmo diante dos registros, o casal Jurleudo Barbosa, 28, e Aclécia Amâncio, 32, continuam frequentando o lugar. “A gente acha o melhor lugar pra fazer caminhada porque é um ponto turístico, A gente vem sempre mas sabemos que é muito arriscado mesmo”, conta Jurleudo.

O tenente Welton de Oliveira, da PRE, reconheceu que o acostamento é quase inexistente na CE-153 que passa pelo açude de Banabuiú. “Ali não é um local apropriado por seu um trecho de rodovia estreito e praticamente sem acostamento. O ideal é que a população procurasse as praças da cidade”, explicou o tenente. O oficial conta que o órgão desempenha um trabalho de conscientização da população. “Quando a gente identifica esse tipo de atividade, procuramos fazer uma abordagem e explicar que ali não é um local apropriado, mas vai da consciência do cidadão em assumir o risco de se expor ao acidente”.

O responsável pelo departamento de esportes do município, Altamiro Sales, cita outros pontos da cidade que podem ser aproveitados pela população. “Nós temos aqui três praças, a do Centro, a da igreja e a do Dnocs, e ainda temos um campo de futebol, aberto. As praças são bem equipadas, arborizadas e sempre limpas, prontas pra receber esse povo”, pontuou Altamiro.

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10:30 · 24.08.2016 / atualizado às 10:08 · 24.08.2016 por
Preservação histórico e cultural do Cedro será tema de discussão entre órgãos competentes (Fotos: Cleumio Pinto)
Preservação histórico e cultural do Cedro será tema de discussão entre órgãos competentes (Fotos: Cleumio Pinto)

Quixadá. O turismo e a história do centenário açude Cedro, construído neste Município do Sertão Central, distante 170 km de Fortaleza, será discutido nesta quinta-feira (24) em uma ação civil pública movida pelo Instituto de Convivência com o Semiárido, com sede em Quixadá, contra a prefeitura da cidade e órgãos nacionais e estaduais. O Instituto alega que o local se encontra em estado de abandono. Acordos firmados para colaborar com a preservação de seu patrimônio histórico e cultural não teriam sido cumpridos.

Representantes da União Federal, do Governo do Estado, da Prefeitura de Quixadá, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) devem receber uma notificação da ação movida pelo Instituto. O encontro deve acontecer nos antigos casarões do açude. Uma estrutura será montada para receber as autoridades e os representantes.

Instituto alega que acordo para preservar lugar não foi cumprido
Instituto alega que acordo para preservar lugar não foi cumprido

Na ação que movem, o Instituto alega que mesmo sendo indicado pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) ao título de patrimônio da humanidade, o açude Cedro estaria sento tomado por posseiros de terra, empresários e moradores que promovem um loteamento ilegal do espaço. “O local vem sendo devastado pela especulação imobiliária e a utilização dos recursos naturais estão sendo usurpados pela ação de um grupo que se beneficia do espaço público, que por lei está protegido, mas, materialmente está sendo disponibilizado para posseiros, que exercem a atividade pecuarista, agricultura (monocultura de capim), e extração hídrica e mineral, voltadas ao consumo desequilibrado, numa área que deveria ser preservada e utilizada na sua função pública”, descrevem no documento, enviado à Comarca de Quixadá.

De acordo com o presidente do instituto, Osvaldo Andrade, órgãos como o Dnocs e o Iphan firmaram há 14 anos, um contrato que repassava a responsabilidade da preservação da área à Prefeitura de Quixadá. No entanto, segundo o Presidente do Instituto, a atual situação do lugar “demonstra que as regras do acordo não estavam sendo cumpridas”.

A audiência para discutir a atual situação do açude Cedro é um dos destaques da editoria Regional do jornal Diário do Nordeste desta quarta-feira (24). Leia a matéria completa >> açude Cedro será tema de discussão

Saiba mais
. A barragem do Cedro teve seu primeiro projeto executado no ano de 1882
. O açude foi construído no século 19 a pedido de Dom Pedro II para combater seca dos anos de 1877 e 1979
. Sua primeira sangria foi no ano de 1924
. A grade de ferro que compõe a varanda sobre a barragem principal foi importada da Inglaterra e a cerâmica foi importada de Portugal.
. Em 1977 foi tombado pelo Iphan devido sua importância histórica e beleza natural.
​. Em Abril de 2015 o açude foi incluído na lista indicativa brasileira do Patrimônio Mundial.​
. É um dos responsável por movimentar o turismo da região, por ficar próximo a pedra da Galinha Choca

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10:08 · 18.08.2016 / atualizado às 10:14 · 18.08.2016 por
Válvulas foram abertas no último dia 4 e liberaram 1.645 litros de água por segundo. (Foto: José Avelino Neto)
Válvulas foram abertas no último dia 4 e liberaram 1.645 litros de água por segundo. (Foto: José Avelino Neto)

Banabuiú. As válvulas de liberação de água do açude Arrojado Lisboa, deste Município da região central, foram fechadas na tarde da última quarta-feira (17) após 13 dias de vazão para atender a população ribeirinha e do Baixo Jaguaribe. A decisão ocorreu em uma nova reunião, em Quixeramobim, com membros do comitê da Bacia do Banabuiú e com representantes da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). As metas previstas não foram atingidas e o comitê decidiu interromper a operação para não colocar em risco o abastecimento da cidade.

Na reunião, a Cogerh apresentou um balanço da primeira metade dos dias previstos de liberação. A decisão inicial, deliberada no último dia 3, previa uma vazão de 2m³/s por vinte dias, mas, devido a baixa cota do reservatório banabuense, o que foi liberado estava numa quantidade menor do que a prevista. “A liberação foi só de 1.645 litros por segundo e por conta disso, decidimos liberar esse total por treze dias até fazermos esta reunião”, esclareceu o gerente regional da Cogerh, Luis César Pimentel.

Perenização do rio nãoa tingiu nível estimado mas ainda chegou a seis comunidades.
Perenização do rio não atingiu nível estimado mas ainda chegou a seis comunidades.

De acordo com o gerente as previsões feitas anteriormente não condizem com o que se viu nos últimos dias. “A expectativa era de que a água avançaria em torno de 6 km por dia pelo leito o rio. Mas ela avançou só 1,8 km por dia”, falou Luis César. Segundo ele uma equipe fiscalizou o leito do rio diariamente em pontos estratégicos, o que descarta a hipótese de barramento. “O que ocorre é que em seu início, o leito do rio tem um bom escoamento, mas ele é muito rochoso, a aluvião é rasa e a calha é menor. Então, à medida que se distancia ele cria meandros mais acentuados. De modo geral, as considerações atuais naturais contribuíram para que a operação não tenha tido o sucesso esperado”, pondera.

Abastecimento
Considerando que a liberação não atendeu as expectativas de início, o comitê decidiu por fechar as válvulas e interromper a operação antes do tempo previsto, temendo que o município poderia correr risco de sofrer problemas de abastecimento.

Comitê temeu colapso no abastecimento da cidade.
Comitê temeu colapso no abastecimento da cidade.

Luis César garante que o Açude tem água para abastecer Banabuiú até junho de 2018, mesmo que não haja recarga em 2017. “Hoje o reservatório está com 10 milhões m³. Se não houver mais vazão emergencial e se a água for usada apenas para o abastecimento humano da cidade, é possível estabelecer essa data, mas, temos que considerar muitas outras variáveis, como a estrutura do sistema de captação, tratamento e distribuição”.

Conforme os dados da Cogerh a onda de água liberada se estendeu por 24 km leito adentro e mesmo não ocorrendo dentro do período previsto, serviu para sanar problemas de abastecimento de seis localidades de Banabuiú e de Jaguaretama. Cerca de 300 famílias foram beneficiadas e a expectativa é de que pelos próximos dez dias a água possa chegar a outras localidades.

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14:26 · 14.08.2016 / atualizado às 14:36 · 14.08.2016 por
BANABUIU SECA
Açude de Banabuiú: com menos de 1% de sua cota máxima

Banabuiú. A semana se encerrou com 45 açudes em volume morto e outros 23 completamente secos. Os dados são do monitoramento realizado pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogrh) na última sexta-feira (12).

Na última semana, a Cogerh informou que o açude Batente, em Ocara, e o Poço do Barro, em Morada Nova, entraram em volume morto. Já o Serafim Dias, em Mombaça, passou a ser considerado seco. Outros 126 reservatórios estão com volume abaixo de 30%. Apenas um, o Quandú, em Itapipoca, está com volume acima de 90%.

De acordo com a Cogerh, o volume total acumulado nos 153 açudes monitorados é de 2,07 bilhões m³ (11,08 %).

Confira a relação:

Açudes em volume morto
Amanary
Barragem do Batalhão
Batente
Bonito
Broco    
Canafístula    
Capitão Mor    
Carnaubal
Castro
Catucinzenta
Cedro
Cipoada
Cupim
Ema
Faé
Farias de Sousa
Fogareiro
Forquilha
Frios
Gerardo Atimbone,
Jenipapeiro
Jenipapeiro  II   
João Luís   
Martinópole
Mons. Tabosa
Monte Belo
Parambu
Penedo
Pentecoste  
Poço da Pedra   
Poço do Barro
Pompeu Sobrinho  
Premuoca  
Riacho da Serra
Riacho do Sangue
Salão  
Santo Antônio  
Santo Antônio de Russas
São Domingos II
São José II
Sitios Novos   
Tejuçuoca   
Trapiá II   
Várzea da Volta
Várzea do Boi

Açudes secos
Adauto Bezerra
Barra Velha
Carão
Carmina
Desterro
Escuridão
Favelas
Forquilha II
Jerimum
Madeiro
Nova Floresta
Pau Preto
Pirabibu
Potiretama
Quixeramobim
Santa Maria de Aracatiaçu
São Domingos  
São José I
São Mateus
Serafim Dias
Sousa
Umari
Vieirão

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08:00 · 06.08.2016 / atualizado às 08:04 · 06.08.2016 por

General Sampaio. Este Município, distante 124 km da Capital, tem um dos maiores açudes do Estado. Integrante da Bacia do Curu, o reservatório leva o mesmo nome da cidade e garante o abastecimento de outros quatro municípios vizinhos. Mas o ano de 2016 traz para o Açude General Sampaio um título amargo e ele se junta a vários outros açudes que estão secando. O cenário deixa a população temerosa quanto ao abastecimento.

Açude está com pouco mais de 2% de capacidade (Foto: Emanuel Iago)
Açude está com pouco mais de 2% de capacidade (Foto: Emanuel Iago)

Embora esteja em outra macro região do Estado, é aos municípios da região do Sertão Central que ele abastece. Além da cidade onde está situado, o açude garante água para os municípios de Caridade, Paramoti e Canindé. A água chega às residências através de uma adutora de montagem rápida (AMR) de 54 km. “Não fazemos abastecimento através de perenização de rio, é captando a água direto do açude”, afirma José de Arimatéia Paiva, gerente regional da Bacia do Curu.

De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015 a população dos quatro municípios chega a 117 mil habitantes. Com tão pouca água para tanta gente, o temor é de ficar sem nada.

O atual cenário de abastecimento nos municípios da região central é um dos destaques do caderno Regional, da edição deste sábado (6) do Diário do Nordeste. Leia a matéria completa aqui >> General Sampaio abastece quatro cidades

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