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Tag: Saúde


09:42 · 29.12.2016 / atualizado às 09:49 · 29.12.2016 por
Envolto em polêmicas, unidade ainda não funciona completamente (Foto: Eduardo Queiroz)
Envolto em polêmicas, unidade ainda não funciona completamente (Foto: Eduardo Queiroz)

Quixeramobim. Na última quarta-feira (28) completaram-se exatos dois anos que o Hospital Regional do Sertão Central (HRSC) foi inaugurado neste Município da região Central cearense, distante cerca de 220 km da Capital. Apresentado com festa à população de Quixeramobim na época pelo então governador Cid Gomes, o HRSC prometia atendimento em diversas especialidades a mais de 600 mil pessoas de mais de 20 cidades da região. Mas os atendimentos ainda colocam o HRSC no centro de uma polêmica.

Para a doméstica Elizabete Lima Guerra, o HRSC ainda é apenas um elefante branco construído às margens da CE-060. Ela procura atendimento pediátrico para a filha e afirma travar uma luta para conseguir uma consulta.

“Eu não tenho condições de pagar, e não consigo encontrar no outro hospital. O que eu tinha que fazer era tentar ir uma vaguinha lá, mas a gente não consegue consulta pra lá ainda”, afirma Elizabete. Ela diz que já tentou por duas vezes ir à unidade. Nas duas, diz que não conseguiu sequer falar com os recepcionistas. “Isso aí tá servindo pra quê? Pra enganar o povo?”.

Defensores constatara que unidade ainda não está funcionando (Foto: José Avelino Neto)
Defensores constatara que unidade ainda não está funcionando (Foto: José Avelino Neto)

Defensoria
Há menos de um mês o HRSC recebeu membros da Defensoria Pública do Estado. A classe foi taxativa: o hospital ainda não está funcionando. O Diário do Nordeste acompanhou a inspeção e encontrou, junto com os defensores, equipamentos ainda lacrados, salas equipadas mas sem nenhum aparelho ligado e não mais do que uma única pessoa que havia chegado lá por meio de um médico particular.

A defensora pública Beatriz Fonteles Gomes Pinheiro, integrante do GT de Saúde, afirmou que apesar de uma estrutura impecável e o hospital estar, de fato, aberto, “não haviam médicos e nem pacientes. O que adianta todo esse aparato se não há atendimentos?”, questionou durante a visita.

Resposta da Sesa
De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), o HRSC iniciou a primeira etapa do cronograma de funcionamento no último dia 5 de dezembro, com o serviço do ambulatório de cirurgia e do ambulatório multiprofissional (fisioterapeuta, nutricionista e fonoaudiólogo), além dos serviços de exames laboratoriais e de imagem. Até esta quarta-feira, 28, foram realizadas 96 consultas, 61 atendimentos de nutrição, 359 exames laboratoriais e 19 ultrassonografias.

Inicialmente, têm sido atendidos pacientes encaminhados pela Central de Regulação, com indicação de pequenas cirurgias. Nesse primeiro momento, o cirurgião examina o paciente e solicita exames laboratoriais e de imagem para fazer a avaliação. O ambulatório multiprofissional também tem dado suporte a esses atendimentos. As consultas são marcadas com intervalo de cada meia hora.

Desde setembro, setores como os de apoio à gestão, farmácia, nutrição, entre outros, estão trabalhando internamente, cumprindo diversas etapas de preparação e implantação dos serviços para atendimento à população. A próxima etapa será o início da internação cirúrgica eletiva e o funcionamento do centro cirúrgico, previstos para o fim de janeiro.

Unidade promete atendimento para mais de 600 mil pessoas da região (Foto: arquivo)
Unidade promete atendimento para mais de 600 mil pessoas da região (Foto: arquivo)

Polêmicas
Desde o processo de escolha da cidade sede do equipamento até as promessas de abertura e funcionamento, o hospital se vê submergido em contradições e promessas descumpridas que colocam em xeque a credibilidade do Governo do Estado.

Em maio de 2012 Cid Gomes assinou uma ordem para início da construção. A promessa inicial era que a unidade ficasse pronta em 16 meses, o que não aconteceu. Em novembro de 2014 o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), empresa que gere o HRSC, abriu seleção para o preenchimento de vagas de nível fundamental, médio e superior com validade de dois anos. O certame, no entanto, só foi validado no segundo semestre deste ano e desde então os aprovados esperavam uma resposta. Problemas como falta d’água e de recursos também já foram empecilho para que o hospital permanecesse fechado, o que se resolveu em seguida.

O Diário Sertão Central reuniu as datas dos principais fatos do hospital e compôs uma linha do tempo com as mais marcantes. Confira:

Maio de 2011 – Em votação no Centro de Convenções, Quixeramobim é escolhida cidade para sediar o hospital.

Dezembro de 2011 – Governo do Estado abre licitação e inicia análise das propostas para construção da unidade.

Maio de 2012 – Cid Gomes assina ordem para início da construção do HRSC. Promessa é que a unidade ficasse pronta em 16 meses. Na cerimônia da ordem de serviço, o então governador passou mau e desmaiou

Novembro de 2014 – Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), empresa que gere o HRSC, abre seleção e realiza provas para o preenchimento de vagas de nível fundamental, médio e superior com validade de dois anos.

Dezembro de 2014 – HRSC é inaugurado pelo governador Cid Gomes mas permanece fechado.

Novembro de 2015 – Cirilo Pimenta, então prefeito de Quixeramobim, anuncia que HRSC está pronto. O político ainda fez outro anúncio, embora nas duas ocasiões, a Sesa não tenha confirmado

Novembro de 2015 – Vereadores de Quixeramobim se mobilizam para cobrar na Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) repasse maior de verbas para abrir a unidade.

População fincou 365 cruzes pretas em frente ao hospital em dezembro de 2o15 (Foto: Alex Pimentel)
População fincou 365 cruzes pretas em frente ao hospital em dezembro de 2o15 (Foto: Alex Pimentel)

Dezembro de 2015 – Mesmo após um ano de inaugurado, hospital permanece fechado. População protesta fincando 365 cruzes pretas em frente ao local.

Dezembro de 2015 – Um dia após a manifestação, o então ministro da saúde, Marcelo Castro, anuncia repasse para ajudar nos custos do funcionamento do hospital.

Maio de 2016 – Camilo Santana anuncia em uma rede social, direto de Brasília, que garantiu o repasse de mais R$ 36 milhões para custeio do HRSC com o ministério da saúde

Maio de 2016 – Comitiva de saúde da OAB-CE visita instalações da unidade para fiscalizar condições de estrutura e saber porque o hospital ainda não funciona

Junho de 2016 – Em transmissão ao vivo no Facebook, Camilo Santana anuncia abertura do HRSC entre final de junho ou início de julho, o que não acontece.

Julho de 2016 – Aprovados na seleção não foram convocados e cobram explicações sobre o atraso no Ministério Público do Estado

Julho de 2016 – Sesa envia ofício ao MP afirmando que deve iniciar por etapas abertura da unidade em setembro

Setembro de 2016 – Primeira fase da abertura da unidade, prevista no cronograma, é cumprida. Profissionais começam a ser convocados pelo ISGH mas hospital ainda não faz atendimentos

Novembro 2016 – HRSC sofre atrasos no cronograma previsto e está prestes a completar dois anos sem atender a população.

Dezembro de 2016 – No dia 28 último HRSC completou dois anos de inaugurado, mas ainda não funciona completamente

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09:30 · 17.12.2016 / atualizado às 19:00 · 16.12.2016 por

Banabuiú. O Ministério da Saúde liberou R$ 4,9 milhões para nove municípios do Estado, mais a Capital. O repasse ocorreu esta semana, em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU). Na região Centro do Ceará, apenas a cidade de Banabuiú foi contemplada. O valor transferido foi de R$ 100 mil. O recurso foi depositado em parcela única ao Fundo Municipal da Saúde das cidades contempladas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a verba deverá ser utilizada para equipar e estruturar instituições públicas e podem ser adquiridos desde insumos básicos e equipamentos médicos, como andadores, bicicletas ergométricas e audiômetros, até móveis e materiais permanentes de escritório, como mesas e computadores.

Em Banabuiú, um carregamento com móveis de escritório, como birôs e mesas, e cadeiras novas chegaram no início da semana e foram deixados no Centro de Saúde Jason Maia Perdigão, que também funciona como sede I do Programa Saúde da Família (PSF). A reportagem tentou ouvir o prefeito do Município, Veridiano Sales, mas na tarde da última sexta-feira (16), quando tentamos o contato, as ligações não eram completadas.

No Ceará, além de Banabuiú, receberam os recursos as cidades de Catarina Groaíras, Maranguape, Maracanaú, Jati, Juazeiro do Norte, Ibiapina, Horizonte e a capital Fortaleza. Os valores variam de R$ 51 mil (para Juazeiro do Norte) até R$ 2.897.000,00 (para Fortaleza, que recebeu outros dois repasses).

Ao todo, o Ministério liberou R$ 138 milhões para equipar e estruturar 413 instituições públicas e contratualizadas com o Sistema Único de Saúde (SUS) distribuídas em todo o Brasil. Entram na lista unidades de com atendimento de urgência e emergência, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs24h), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e as instituições que oferecem serviços da Estratégia Rede Cegonha.

Veja lista dos repasses para cada município contemplado:

(Fonte: Ministério da Saúde)
(Fonte: Ministério da Saúde)

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09:14 · 05.12.2016 / atualizado às 09:20 · 05.12.2016 por
Após audiência pública da justiça, HRSC deve atender pacientes no final da semana (Foto: Eduardo Queiroz)
Após audiência pública da justiça, HRSC deve atender pacientes no final da semana (Foto: Eduardo Queiroz)

Quixeramobim. A semana começa com uma informação animadora para as mais de 620 mil pessoas espalhadas pela região Centro do Estado: o Hospital Regional do Sertão Central (HRSC) deve iniciar suas atividades até a próxima sexta-feira (9). A nova data faz parte da novela de promessas que envolvem a abertura da unidade. A definição veio após uma audiência pública realizada na Promotoria de Justiça da Comarca de Quixeramobim, na última quinta-feira (1).

A informação foi confirmada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). Segundo o promotor de Justiça Vicente Anastácio Martins, havia uma pendência em relação ao Alvará de Funcionamento, que foi entregue por representante da Prefeitura de Quixeramobim durante a audiência.

Em matéria no último dia 29 de novembro, o Diário do Nordeste mostrou, baseado em denúncias, que o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), empresa contratada para administrar o Hospital, ainda não teria entregue o alvará sanitário e o certificado do Corpo de Bombeiros. Uma dívida referente a Imposto Sobre Serviço (ISS) que a empresa teria deixado de pagar a prefeitura, também estaria gerando o impasse.

O ISGH informou que a Certificação de Conformidade do Corpo de Bombeiros (n° 71784) e a Licença Sanitária (2642.2016/11) já haviam sido expedidas uma semana antes da publicação da reportagem.  A licença para Localização e Funcionamento do HRSC encontrava-se, segundo a empresa, em fase de processamento na Secretaria de Administração e Finanças da Prefeitura de Quixeramobim.

Na audiência realizada no último dia 1º, o MPCE informou que o secretário municipal de Administração e Finanças, Ranieri Rios Valoro, apresentou o “Alvará Municipal de Licença para Locação e Funcionamento” e o “Habite-se”, garantindo a regularidade do funcionamento do HRSC. Segundo informações da equipe do Hospital, por conta do atraso na entrega dos documentos, as cirurgias que estavam previstas para novembro ocorrerão neste mês de dezembro, assim como a realização de exames.

O diretor do hospital, Marcelo Theophilo Lima, requereu um prazo de cinco dias úteis para que ocorra o efetivo atendimento da população no equipamento, alegando ainda haver algumas pendências com a construtora para a entrega de alguns trechos do hospital, prazo que se encerra na sexta, quando a unidade deve atender os pacientes. Marcelo ainda se comprometeu a dar entrada em solicitação de alvará junto a Secretaria de Administração e Finanças de Quixeramobim para o funcionamento do hospital em 2017, tendo em vista que o documento entregue na audiência vencerá no dia 31 de dezembro de 2016.

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09:16 · 28.11.2016 / atualizado às 09:16 · 28.11.2016 por

Senador Pompeu. Acumular água em casa, em caixas d’água, tanques e outros recipientes, têm sido uma alternativa para amenizar os problemas causados pela seca. Mas o hábito pode trazer um problema: a dengue. O mosquito se aloja em pontos de água onde deposita seus ovos. Mas há municípios que passou por todo o ano sem registrar índice de infestação. Os dados são da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa)

O levantamento da reportagem da edição desta segunda-feira (28) da editoria Regional do jornal Diário do Nordeste, mostra que 35 municípios do interior não registram índices de infestação, um fato a se comemorar. Três deles são da região do Sertão Central: Senador Pompeu, Milhã e Mombaça.

De um total de 111 dos 184 municípios cearenses, que realizaram Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa), 12 (10,81%) apresentaram alta taxa; 32 (28,83%) estão em situação média e 67 (60,36%) estão em situação satisfatória. Chamam a atenção os 35 municípios com índice de infestação zero (ver o mapa).

No lado oposto, segundo o LIRAa, há elevada taxa de infestação predial nas cidades de Capistrano (14,5%), Canindé (13,7%), Baturité e São Luís do Curu (8,5%), Varjota (7,2%), Farias Brito (6,9%), Irauçuba (5,5%), Aracoiaba (5,4%), Jaguaretama (5,2%), Ipaumirim (4,7%), Coreaú (4,5%), e Marco (4,4%).

A principal preocupação, agora, é com a possibilidade de interrupção do trabalho preventivo e de combate aos focos do vetor, com chegada do fim de gestões, que podem interromper o trabalho que vinha sendo feito, e o início da pré-estação chuvosa, que habitualmente começa em dezembro.

Três cidades da região elencam a lista
Três cidades da região elencam a lista

Leia a reportagem completa na edição desta segunda-feira (28) no Diário do Nordeste >> 35 municípios não têm focos de Aedes aegypti

 

12:12 · 12.11.2016 / atualizado às 12:15 · 12.11.2016 por
Unidade fará, em dezembro próximo, dois anos sem atender nenhum paciente (Foto: Eduardo Queiroz)
Unidade fará, em dezembro próximo, dois anos sem atender nenhum paciente (Foto: Eduardo Queiroz)

Quixeramobim. Já faz mais de dois anos que dona Raimunda Lima Venâncio, 56, natural de Boa Viagem, percorre cerca de três horas de estrada mensalmente para conseguir fazer o tratamento do filho, que tem intolerância a lactose.

“Eu faço um tratamento com ele em Fortaleza e é muito difícil porque tem meses que eu não tenho de onde tirar o dinheiro da viagem”, diz a mãe, que está atualmente desempregada. “A gente passa uma dificuldade enorme para conseguir esse tratamento. Se fosse mais perto, era tudo mais fácil”, afirma.

O anúncio da chegada do Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), construído neste Município do Sertão do Ceará, distante cerca de 220Km de Fortaleza, se tornou a esperança para problemas como o de Raimunda e de tantos outros. A unidade foi inaugurada em dezembro de 2014. Os processos de abertura se iniciaram, mas, desde então, o HRSC ainda não atendeu nenhum paciente.

Por etapas
A unidade vai funcionar por etapas, prometeu a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), a partir de um cronograma elaborado por seus técnicos. Mas a programação vem sofrendo atrasos recorrentes. Em nota a Secretaria disse que o mais recente “foram algumas dificuldades na instalação elétrica e na climatização do hospital”, que “fizeram com que o cronograma de atendimento fosse adiado”.

Caso já estivesse funcionando plenamente, Raimunda Lima Venâncio encontraria mais facilidades: faria um percurso menor, de 100Km a menos e levaria pouco mais de uma hora para ir ao local e tratar o filho. “Já passei muita dificuldade pra não gastar o dinheiro porque nem sempre eu consigo ir no carro da Saúde, e, pra não perder a consulta, vou de ônibus”, disse Raimunda.

A repercussão de mais um atraso que faz o HRSC chegar a quase dois anos ainda sem atender nenhum paciente é destaque no caderno Regional da superedição do final de semana do Diário do Nordeste. A reportagem mostra quem precisa de um tratamento e tem que viajar longe porque o hospital ainda está fechado, gente que fez uma seleção para trabalhar e que ainda não foi chamado e ouve a opinião da comissão de saúde da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE) que pretende fazer uma audiência pública. Leia a matéria completa aqui >> Hospital Regional do Sertão Central segue sem funcionar

SAIBA MAIS
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