Sopa de Livros

Categoria: Biografia


15:02 · 10.02.2016 / atualizado às 15:03 · 10.02.2016 por

 

Assim como a nossa colaboradora Rosiane Melo o fez, eu também vim expor as minhas metas de leitura para esse ano que está em curso. Infelizmente, já se passou um mês e cá estou, ainda “presa” em uma leitura iniciada em 2015, de um livro que nem é extenso. (vergonha!)

Não vou ter grandes ambições em 2016. A meta é ler pelo menos 30 livros, o que nem é um número tão grande.  Mas vamos aos desejos de leitura para esse ano, até mesmo para que eu me organize e venha a cumprir esses objetivos. O bom é que quase todos já estão lá à minha espera, na estante.

 

1. Casa Grande e Senzala – Gilberto Freyre

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2. Chatô – Fernando Morais

3. Trilogia Getúlio – Lira Neto

4. A noite do meu bem – Ruy Castro

5. Os Maias – Eça de Queirós

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6. Mulheres de Cinzas – Mia Couto

7. 1889 – Laurentino Gomes

8. Diário de Anne Frank

9. A carne e o sangue – Mary del Priore

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10. A alma encantada das ruas – João do Rio

11. O visconde partido ao meio – Italo Calvino

12. Malala – a menina que queria ir a escolaAdriana Carranca

13. O jardim secreto – Frances Hodgson Burnett

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14. As sete irmãs – Lucinda Hiley

15. Na berma de alguma estrada – Mia Couto

16. Aprender a viver –  Luc Ferry

17. Doze contos peregrinos – Gabriel García Marquez

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18. Zelota – Reza Aslan

19,. Dizem que os cães veem coisas – Moreira Campos

20. As mulheres do nazismo – Wendy Lower

21. O diamante –  J. Courtney Sullivan

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22. As cartas lacradas – Dora Oppenheim

23. O símbolo perdido – Dan Brown

24. O tempo e o vento – Erico Veríssimo

25.  A amiga genial – Elena Ferrante

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26. Quarenta Dias – Maria Valéria Resende

27. Os homens sem mulheres – Haruki Murakami

28. Irmãs Romanov – Hellen Rappaport

29. Ao farol – Virgínia Woolf

 

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30. Objetos cortantesGillian Flynn

 

 

12:09 · 04.01.2016 / atualizado às 12:11 · 04.01.2016 por

Nesses primeiros dias de 2016, é hora de avaliar as leituras do ano que passou. Na retrospectiva, apresento os melhores livros que li em 2015, apesar dos enjoos que minaram o meu tempo mais precioso de leitura, que era no ônibus. Infelizmente, como muitos, eu não consegui bater a meta de aumentar a quantidade de obras, mas pelo menos mantive o número de 26 livros. E para vocês, que livros interessantes 2015 trouxe? Conseguiram ler mais? Aguardo respostas nos comentários. Feliz 2016 para todos!

Os escritores que eu matei – Marco Severo

Os escritores que eu matei é uma compilação de crônicas sobre o universo da literatura e suas descobertas e que mais parece um diálogo entre quem escreve e quem lê. De leitura rápida, traz várias questões pertinentes a quem gosta de ler. No site da editora, o resumo diz isso: “As crônicas – parte delas publicadas anteriormente em blogs na internet e retrabalhadas para este volume, aliadas a outras inéditas – são o resultado de quase quatro anos contribuindo com o pensar e o fazer literário, aqui elevados à potência máxima, culminando com um ensaio que só atesta a vigorosa escrita do autor, que tem a capacidade de nos fazer querer caminhar com ele por este universo de encantamentos que é a literatura, virando página após página, seduzidos pelos labirintos da palavra. Dono de um estilo sagaz, ao criar uma obra a um só tempo incisiva e sensível, Marco Severo comprova que a literatura ganhou um cronista de mão cheia”.

Confira entrevista com o autor

E aqui é possível comprar o livro e ainda ler duas crônicas que fazem parte dele.

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Os escritores que eu matei

Marco Severo

Editora Substânsia

R$ 30

No mundo da Luna – Carina Rissi

Essa foi uma grande surpresa, porque não tenho o hábito de ler livros assim. Mas é tão bem escrito que é possível devorá-lo em um fim de semana. Um pouco dessa chick-lit deliciosa: A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe idiota vive trocando seu nome. Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai em seu colo. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção? Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito — não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.

Também entrevistamos a autora no blog. Veja nesse link.

Para quem não leu, a Record liberou antes do Natal um conto inspirado nesse livro, mas sem spoilers. É possível baixar aqui.

 

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No mundo da Luna

Carina Rissi

Editora Verus

R$ 42

Nada será como antes – Julio Maria

Em 2015, Elis Regina completaria 70 anos de vida. Essa biografia do jornalista Julio Maria, lançada em março, mostra muito da vida da cantora, que morreu jovem, com apenas 36 anos. Ótimo para quem é fã e também para quem quer aprender mais sobre a história recente da música no Brasil, porque o livro mergulha fundo na carreira e em cada uma das facetas da cantora. Para ficar ainda melhor, que tal ler e escutar seus discos?

Aqui, uma de suas interpretações viscerais:

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Sinopse: Livro “Elis Regina – Nada Será Como Antes”, escrito pelo jornalista Julio Maria, repórter do jornal O Estado de S. Paulo, traz a história da maior cantora do País. Narra a vida de Elis desde seus primeiros dias em Porto Alegre, quando cantava ‘Fascinação’ ao lado das amigas nas escadarias de um colégio, até sua despedida trágica, aos 36 anos, quando estava prestes a, de novo, mudar tudo em sua vida. Ao todo foram quatro anos de entrevistas e pesquisas em arquivos. A ideia de escrever a biografia surgiu por meio de um convite da editora ao jornalista Julio Maria. No começo, o perfil do livro era uma homenagem, mas conforme Julio foi descobrindo mais histórias e avançando nas entrevistas, viu que havia muito mais o que contar. Pessoas importantes que até então nunca haviam se pronunciado – como dezenas de músicos que tocaram com ela. Na contramão da batalha das biografias que dividiram artistas e editoras sobre a autorização prévia dos biografados, os filhos de Elis, João Marcelo Bôscoli, Pedro Mariano e Maria Rita, entenderam que o autor precisava de liberdade para retratar todos os lados da cantora sem restrições. Depois de dois anos em campo – durante esse tempo foram inúmeros arquivos consultados e 126 entrevistas, a maioria delas feitas pessoalmente –, Julio começou a colocar a história no papel. “Mesmo quando parei para escrever, as histórias continuavam a aparecer, e o livro ganhava novas partes de tempos em tempos. Ele ficou vivo o tempo todo. E confesso que, se pudesse, estaria neste momento colocando mais histórias”, conta. ‘Não vivi a era de Elis. Quando ela faleceu, em 19 de janeiro de 1982, eu tinha nove anos de idade, e diante dessa personagem gigante, fui o que sou há 16 anos: repórter. Me joguei com o respeito que a história merecia, mas sem nenhuma tese a defender. Creio que o olhar descontaminado de paixões ou ódios ajude a traçar um perfil mais humano e menos divino”, diz Julio Maria.

 
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Nada será como antes
Elis Regina
Julio Maria
Master Books
R$ 39
O réu e o Rei – Paulo César de Araújo
Essa obra explica o porquê de o autor ter escrito a biografia proibida do cantor mais famoso do Brasil, Roberto Carlos e traz todos os detalhes dos bastidores da execução do livro e também do processo movido pelo cantor contra o seu biógrafo nos tribunais.
Sinopse: Objeto de verdadeira polêmica pública, a batalha em torno da proibição de Roberto Carlos em detalhes é o cerne de ‘O Réu e o Rei’. Paulo Cesar de Araújo conta a história da sua intensa relação com a música de Roberto Carlos, os dezesseis anos de pesquisa que embasaram a redação da biografia, e por fim os meandros de uma das mais comentadas e controversas guerras judiciais travadas recentemente no Brasil. Em novembro de 2006, Paulo Cesar de Araújo lançou ‘Roberto Carlos – Em detalhes’, primeira biografia de fôlego do maior ídolo da música brasileira. A recepção imediata do livro foi proporcional ao tamanho da empreitada. Em poucos dias, ele ganhava resenhas entusiasmadas e atingia a lista de best-sellers. Não foi para menos: o trabalho consumiu dezesseis anos de pesquisa, contou com centenas de entrevistas com as maiores personalidades da MPB e figuras-chave na vida do cantor, e condensava em uma narrativa ágil e equilibrada todo o percurso do ícone da Jovem Guarda. Mas a boa onda duraria pouco. Em sua coletiva de Natal daquele ano, Roberto Carlos reagiu com virulência quando indagado sobre o livro. Acusando o autor de invadir sua privacidade, disse que o caso já estava com seus advogados, que em breve entrariam na Justiça para impedir a circulação da biografia. Em 10 de janeiro de 2007, o rei de fato bateu às portas dos tribunais contra o autor e sua então editora. Foi o início de uma rumorosa batalha judicial, dolorosíssima para todas as partes, e também de uma das mais graves agressões à liberdade de expressão na história brasileira recente. A reação que se seguiu à notícia de que Roberto Carlos propusera ações nas esferas cívil e criminal contra Paulo Cesar — que resultaram na apreensão do livro — ocupou os principais veículos de comunicação do país e alguns no exterior. A polêmica envolveu não só personalidades da política, da cultura e das artes no Brasil, como pessoas comuns, que comentavam avidamente o caso, em redes sociais, blogs, praças, praias, bares. Nunca antes o debate sobre a proibição de uma obra alcançou tamanha repercussão no país. O livro conta a história interna dessa história. Os detalhes, os bastidores. Trata de música e censura. De artistas e advogados. De entusiasmo juvenil e audiências judiciais. Da busca por fontes e negativas. Da luta entre liberdade de expressão e controle da informação. É, antes de tudo, a história de um biógrafo que tenta encontrar sentido nos anos dedicados a estudar a trajetória de seu ídolo na música brasileira. É uma história ainda sem ponto final, mas sobretudo por isso necessária, que deve ser lida por todos os que se interessam pela discussão em torno da liberdade de expressão em nosso país.
 
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O Réu e o Rei – minha história com Roberto Carlos, em detalhes
Paulo César de Araújo
Companhia das Letras
R$ 34
Lugar Comum – Nara Vidal
Outro livro de crônicas que traz muito da simplicidade de cada dia, assim como os mestres Rubem Braga e Rubem Alves. Para ser lido a conta-gotas, para trazer mais luminosidade ao dia ou ideias. A resenha vocês conferem aqui e abaixo está o resumo.
Ler este livro, no mínimo, vai deixar o leitor sem saber em que dia está; aqui, nestas páginas, todo dia é sábado e domingo, como na casa dos avós de Nara. E quando o leitor se vir no quintal da casa, na pequena Guarani, no interior de Minas Gerais, sentado no táxi feito com uma escada de madeira deitada sobre tijolos, não vai mais querer descer desse passeio pelas histórias dessa mineira que não via a hora de sair pelo mundo, desde criança. E um dia saiu. E com ela estão surgindo os seus livros. Logo vamos descobrir que era inevitável tal destino.
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Lugar Comum
Nara Vidal
Editora Pesavento
R$ 35
Mulheres – Marilyn French
Escondido entre caixas, esse livro foi um achado ainda da época que minha mãe era sócia do Círculo do Livro, nos anos 1970. Permaneceu como uma obra tabu, que eu não poderia pegar tão cedo por ser criança. Mas, aos 11, uma inscrição com letra redonda minha diz que eu tinha lido. Como se trata da história de várias mulheres entre os anos 1950 e 1970, nos Estados Unidos, tão decisivos pela revolução sexual e pelo ingresso mais intenso delas no mercado de trabalho, realmente não é um livro para fracos. A obra mostra a hipocrisia dos anos dourados, o machismo nos piores aspectos, os casamentos de fachada e também os desafios para a mulher moderna, para equilibrar a vida entre profissão, família e sexualidade. Sem dúvida, esse foi um dos melhores do ano que passou.
Sinopse:
Insatisfeita e amargurada, Mira consegue levar adiante seu casamento, num mundo cercado de hipocrisias, adultérios e espancamentos. Apesar de infeliz, comporta-se como uma esposa perfeita. Mas sua vida desaba no dia em que o marido subitamente pede o divórcio. Aos quarenta anos, ela enfrenta a dura realidade de reconstruir sozinha sua existência. Através da história de Mira e de suas amigas, Marilyn French traça com vigor apaixonante um painel dos êxitos, fracassos, dúvidas e crises das mulheres americanas nas últimas décadas.

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Mulheres

Marilyn French

Editora Círculo do Livro

Preço médio: R$ 20

 
 
 

12:13 · 18.12.2015 / atualizado às 12:18 · 18.12.2015 por

Pois é, o fim de semana está recheado de atrações para os leitores fortalezenses. Confira:

> Festa Literária do Humor Cearense

Desde o dia 10 e até domingo (20), Fortaleza recebe a Festa Literária do Humor Cearense. Na vasta programação, palestras, oficinas, exposições, lançamentos literários e, como não poderia deixar de ser, shows de humor.

Integrante do evento, o escritor Totonho Laprovitera participa de sessão de autógrafos de sua nova  obra, “Causos”, a partir das 19:30h, no Museu do Humor Cearense (Av. da Universidade, 2175).

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“Causos”, por Totonho Laprovitera

Já amanhã, também às 19h30, um dos humoristas participantes, Jader Soares, realiza o lançamento de livro biográfico “PAULA NEI – O Primeiro Humorista Brasileiro”. A obra, escrito em 2008, só agora é publicada. Com apresentação feita pelo humorista Chico Anysio, este é o sexto livro do autor.

Jader Soares
Jader Soares

A programação completa do evento, você confere aqui.

 

> Sessão de autógrafos com Xico Sá e Eduardo Spohr

Já a Livraria Cultura recebe neste sábado (19) os autores Xico Sá e Eduardo Spohr para sessões de autógrafos.

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Xico Sá

O jornalista e escritor Xico Sá está em Fortaleza para divulgação da obra “Os machões dançaram”, livro que completa a trilogia de crônicas composta ainda por “Modos de macho & modinhas de fêmea” (2003) e “Chabadabadá – aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha” (2010). Os livros retratam as mudanças de comportamento nas relações entre homens e mulheres do final do século XX até hoje.

O encontro acontece a partir das 16h.

Já o escritor brasileiro de fantasia Eduardo Spohr (com quem conversamos por telefone e postaremos uma entrevista em breve) visita a capital cearense para o lançamento de “Paraíso Perdido”, terceiro e último livro da série Filhos do Éden (composta ainda por “Os Heróis de Atlântida” e “Anjos da Morte”).

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Eduardo Spohr

Ele recebe os fãs para bate-papo e sessão de autógrafos na Cultura também a partir das 16h.

 

Viu? Esse fim de ano promete!

Comemorando

 

 

*Por Rosiane Melo – Estagiária do Núcleo de Entretenimento

 

15:15 · 07.12.2015 / atualizado às 15:15 · 07.12.2015 por

No Brasil, é difícil encontrar quem nunca tenha ouvido uma canção do Roberto Carlos. Eu, pelo menos, nunca conheci ninguém nesse perfil. Dada a popularidade do artista, que segue grande há mais de 50 anos, é até natural que os fãs e aqueles que também não são tão fãs de Roberto, mas querem saber mais sobre a história da Música no Brasil, se interessem por conhecer a sua biografia.

Para preencher essa lacuna e também por ser fã desde criança do cantor, o jornalista e historiador Paulo César  de Araújo passou 16 anos pesquisando para escrever  a biografia – “Roberto Carlos em Detalhes”, lançada em novembro de 2006 pela editora Planeta.

Paulo Cesar de Araújo é fã do cantor desde criança e pesquisou por 16 anos para fazer a biografia de Roberto Carlos

Após dois meses do lançamento da obra, que figurou por várias semanas na lista dos mais vendidos, o “Rei” foi aos tribunais para tentar tirá-la de circulação, acusando-a de ser mentirosa e conseguiu. Hoje,  o livro é artigo raro.

 

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O livro foi tirado de circulação em 2006, mas é possível adquiri-lo fora do País, em sebos ou o seu PDF em alguns sites

“O Réu e o Rei – Minha história com Roberto Carlos, em detalhes”, publicado em 2014 pela Companhia das Letras, que analisamos nessa resenha, revela não só como a biografia proibida foi escrita, como também explica os meandros de como o processo se deu nos tribunais.

Uma das passagens mais emblemáticas relata o julgamento em que foi decidido que a obra realmente sairia de circulação e todos os 10 mil exemplares ainda à venda nas livrarias do País seriam recolhidos pelo cantor. Até hoje não se sabe o que foi feito com esses livros, que foram levados a um depósito em São Paulo. Roberto Carlos foi procurado muitas vezes pelo autor para conceder uma entrevista, a única que faltava à extensa lista de 175 entrevistados, que era formada por personalidades desde Tom Jobim até o fotógrafo oficial do cantor. Entretanto, nos tribunais o cantor disse que foi pego de surpresa.

Nesse livro, Paulo Cesar conta também sobre as entrevistas que fez na época em que era estudante de comunicação da PUC do Rio, para  um trabalho sobre a Música Popular Brasileira que deu origem à ideia de escrever a biografia. Vários cantores foram ouvidos, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Wilson Simonal e até mesmo o dificílimo João Gilberto, conhecido por não dar entrevistas, com quem o autor faz amizade por telefone e que é responsável pela reconciliação de Paulo Cesar com seu pai.

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João Gilberto foi um dos artistas que mais influenciaram Roberto Carlos, em especial, no início de sua carreira.

A entrevista com Tim Maia também é um dos relatos mais interessantes e hilários do livro. Depois de marcar com os estudantes e não aparecer por três vezes, o cantor decidiu encontrá-los em seu apartamento e, antes, enviou maconha por um de seus funcionários, para que eles se “divertissem” antes das perguntas.

Paulo Cesar ainda traz a tiragem de cada álbum de RC, fenômeno de vendas desde a década de 1970, sempre contextualizando cada ano e que só teve seu recorde de discos batido pela Xuxa, a partir de 1986. Para quem, como eu, teve sua infância e adolescência permeada pelas músicas do Rei, é certeza  gostar dessa parte do livro.

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O primeiro volume do disco Show da Xuxa foi o primeiro álbum a bater os recordes de vendas dos discos de Roberto Carlos, com 2 milhões e 689 mil cópias comercializadas

Impressiona, também, a perseverança e a história de superação do autor, contadas no início do livro, com relatos desde a infância humilde em Vitória da Conquista, na Bahia, passando por São Paulo e depois, no Rio, onde Paulo Cesar cursou História da UFRJ  e Comunicação na PUC e depois se tornou professor da rede pública de ensino estadual e municipal.

Outro diferencial, é o amplo índice com cerca de 50 páginas, entre notas e indicação de fontes impressas e de audiovisual, bem interessante para quem quiser usar a obra para pesquisa. O livro também recebeu indicação para o Prêmio Jabuti na categoria Reportagem e Documentário.

Essa é a sinopse oficial  do “O Réu e o Rei”, disponível no site da Companhia das Letras:

Em novembro de 2006, Paulo Cesar de Araújo lançou Roberto Carlos em detalhes, primeira biografia de fôlego do maior ídolo da música brasileira. A recepção imediata do livro foi proporcional ao tamanho da empreitada. Em poucos dias, ele ganhava resenhas entusiasmadas e atingia a lista de best-sellers. Não foi para menos: o trabalho consumiu dezesseis anos de pesquisa, contou com centenas de entrevistas com as maiores personalidades da MPB e figuras-chave na vida do cantor, e condensava em uma narrativa ágil e equilibrada todo o percurso do ícone da Jovem Guarda. Mas a boa onda duraria pouco. Em sua coletiva de Natal daquele ano, Roberto Carlos reagiu com virulência quando indagado sobre o livro. Acusando o autor de invadir sua privacidade, disse que o caso já estava com seus advogados, que em breve entrariam na Justiça para impedir a circulação da biografia. Em 10 de janeiro de 2007, o rei de fato bateu às portas dos tribunais contra o autor e sua então editora. Foi o início de uma rumorosa batalha judicial, dolorosíssima para todas as partes, e também de uma das mais graves agressões à liberdade de expressão na história brasileira recente. A reação que se seguiu à notícia de que Roberto Carlos propusera ações nas esferas cívil e criminal contra Paulo Cesar – que resultaram na apreensão do livro – ocupou os principais veículos de comunicação do país e alguns no exterior. A polêmica envolveu não só personalidades da política, da cultura e das artes no Brasil, como pessoas comuns, que comentavam avidamente o caso, em redes sociais, blogs, praças, praias, bares. Nunca antes o debate sobre a proibição de uma obra alcançou tamanha repercussão no país. O livro conta a história interna dessa história. Os detalhes, os bastidores. Trata de música e censura. De artistas e advogados. De entusiasmo juvenil e audiências judiciais. Da busca por fontes e negativas. Da luta entre liberdade de expressão e controle da informação. É, antes de tudo, a história de um biógrafo que tenta encontrar sentido nos anos dedicados a estudar a trajetória de seu ídolo na música brasileira. É uma história ainda sem ponto final, mas sobretudo por isso necessária, que deve ser lida por todos os que se interessam pela discussão em torno da liberdade de expressão em nosso país.

E aqui tem um trecho em PDF.

Depois de terminar esse livro, que foi até rápido de ler, considerando as 521 páginas, fiquei ainda mais curiosa para ler a biografia, que estará pronta em edição atualizada e ampliada no ano que vem, graças à decisão do Supremo Tribunal Federal, que acabou com a exigência de autorização prévia do biografado para a publicação de biografias. O livro será publicado pela Editora Record em 2016, como uma edição revista e ampliada da biografia anteriormente veiculada pela Planeta.

A TV Estadão publicou um vídeo falando de alguns assuntos que deverão estar no novo livro. Veja:

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E nesse vídeo da TV Futura, Paulo Cesar fala da biografia:

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Outra obra do autor bastante elogiada é “Eu não sou cachorro, não”, dissertação de mestrado de Paulo Cesar de Araújo. Essa é a sinopse:

Artistas considerados bregas – como Odair José e Waldik Soriano – sempre apareceram no topo da lista de mais vendidos. Veiculados nas rádios, frequentavam os programas de auditório, mas não receberam o devido respeito e espaço em livros e teses, pois freqüentemente eram associados à ditadura militar. Em neste livro, o historiador Paulo César de Araújo preenche essa lacuna na historiografia da música popular brasileira e mostra como as figuras mais demonizadas por aderirem à cultura oficial durante os anos de chumbo, na verdade, foram tão ou mais perseguidas pelo regime quanto os artistas de esquerda. Atire a primeira pedra quem nunca cantarolou uma letra de música popular cafona. Apesar de gosto duvidoso, as melodias fazem parte do patrimônio afetivo de milhares de brasileiros. Músicas como ´Eu não sou cachorro, não´, ´Pare de tomar a pílula´ e ´Cadeira de rodas´ fazem parte do repertório de um Brasil dos excluídos, um país mergulhado na ditadura militar e sacudido tanto por marchas moralistas de apoio à família, à propriedade e à Igreja quanto pela guerrilha urbana.

E esses são os livros citados nessa resenha:

 

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O Réu e o Rei

Companhia das Letras

R$ 34, 50

521 páginas

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Eu não sou cachorro, não

Record

R$ 55

448 páginas

 

 

 

09:39 · 23.11.2015 / atualizado às 09:42 · 23.11.2015 por

Pois é, no último dia 19 foram divulgados os vencedores do Prêmio Jabuti de Literatura deste ano, a mais tradicional premiação literária do País. Como são muitas categorias – 27 para ser exato, que incluem obras de medicina a ficção -, o Sopa fez uma seleção das principais e mais disputadas categorias.

Apenas um cearense figura na lista, o Klevisson Viana, que ficou em terceiro lugar nas adaptações, com a obra “O Guarani em Cordel”.

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Confira abaixo a lista dos principais vencedores de 2015:

> Adaptação

 Título: Kaputt – Autor: Guazzelli – Editora: WMF Martins Fontes

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Sinopse: Misto de reportagem e ficção, ‘Kaputt’ foi escrito secretamente quando Curzio Malaparte cobria a Segunda Guerra Mundial como enviado do jornal Corriere della Sera e se tornou um best-seller ao ser publicado. Relatando jantares e conversas do lado do inimigo, Malaparte apresenta um retrato devastador da humanidade.

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> Biografia

Título: Luís Carlos Prestes – Um Revolucionário Entre Dois Mundos – Autor: Daniel Aarão Reis –Editora: Companhia das Letras

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Sinopse: Daniel Aarão Reis — professor titular da Universidade Federal Fluminense (UFF) e respeitado historiador das esquerdas brasileiras — escreve um relato biográfico equilibrado e completo, à altura de suas grandezas e contradições de Luís Carlos Prestes em uma ambiciosa investigação sobre o homem por trás do mito do “Cavaleiro da Esperança”. Aarão Reis acompanha os passos do líder comunista com ênfase em sua incansável atuação política, marcada pela ferrenha coerência ideológica e numerosos sacrifícios pessoais.

 

> Contos e crônicas

Título: Sem Vista para o Mar – Autor: Carol Rodrigues – Editora: Edith

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Em um apanhado de 21 contos, “Sem vista para o mar” reúne os escritos (texto simples, que não respeita pontos e vírgulas e lembra poesia) da autora durante o curso de escrita que fez com Marcelino Freire no Centro Cultural B_arco, em São Paulo.

 

> Didáticos e Paradidáticos

Título: Arte é Infância – Autor: Vivian Caroline Lopes – Editora: Ciranda Cultural

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Sinopse: Arte é infância traz cinco narrativas sobre artistas consagrados da arte moderna mundial: Joan Miró, Paul Klee, Wassily Kandinsky, Anita Malfatti e Lasar Segall. Para auxiliar professores a transformar o conteúdo lúdico dos livros em conhecimento de história da arte e práticas de sala de aula, apresenta também o Apoio Didático, com sugestão de sequências didáticas que contemplam atividades diversas, como produção de textos, produção de imagens, pesquisas pessoais de linguagem, além de proporcionar diálogos com cinema, teatro e dança. A coleção foi concebida a partir da vivência e da experiência em sala de aula com alunos de diversas faixas etárias, principalmente em escolas públicas e Organizações Não Governamentais.

 

> Ilustração

Título: Claudius – Ilustrador(a): Claudius Ceccon – Editora: Editora SESI – SP

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Sinopse: O título faz parte da Coleção Memória e Sociedade, publicada pela editora SESI-SP, que promove uma retrospectiva da história do País e o resgate do acervo cultural de nossa sociedade.

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> Infantil

Título: A História Verdadeira do Sapo Luiz – Autor: Luiz Ruffato – Editora: Editora DSOP

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Sinopse: Uma linda princesa,em idade de se casar, não consegue encontrar um pretendente que conquiste o seu coração.Sua aia, cansada de ver a jovem triste e solitaria, tem então uma grande intuição:o príncipe não aparece porque está encantado, transformado em um sapo. Basta achar o pequeno animal e dar-lhe um beijo, que logo um rapaz belo e elegante surgirá á sua frente. Mas quantos sapos a princesa precisará beijar até encontrar aquele capaz de sua vida mudar?

Mais detalhes sobre a obra, você pode conferir aqui.

 

> Juvenil

Título: A Linha Negra – Autor: Mario Teixeira – Editora: Editora Scipione

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Sinopse: O jovem Casimiro começava a se descobrir homem quando foi enviado pelo pai para participar de um conflito que se estenderia por cinco anos: a Guerra do Paraguai. Em janeiro de 1865, o rapaz se tornava soldado e partia rumo ao desconhecido. Em meio às desilusões da campanha, o improvável acontece: Casimiro se apaixona pela bela Francisca, a favorita do ditador paraguaio. Porém, o rapaz é logo separado da amada e enviado para a Linha Negra, uma perigosa trincheira nas avançadas. É então que sua jornada fica ainda mais perigosa e imprevisível.

 

> Poesia

Título: Corpo de Festim – Autor: Alexandre Guarnieri – Editora: Confraria do Vento

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Sinopse: “Alexandre Guarnieri inaugura um novo gênero literário: seu poema voyeur biológico devassa os mais íntimos processos de gênese e institui a ordem da polivalência lírica nestas plagas abaixo do Equador. Com seus versos elegantemente bandalhos, ele conta a história da humanidade”, por Furio Lonza

 

> Romance

Título: Quarenta Dias – Autor: Maria Valéria Rezende – Editora: Editora Objetiva

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Sinopse: Alice é uma professora aposentada, que mantinha uma vida pacata em João Pessoa até ser obrigada pela filha a deixar tudo para trás e se mudar para Porto Alegre. Mas uma reviravolta familiar a deixa abandonada à própria sorte, numa cidade que lhe é estranha, e impossibilitada de voltar ao antigo lar. Ao saber que Cícero Araújo, filho de uma conhecida da Paraíba, desapareceu em algum lugar dali, ela se lança numa busca frenética, que a levará às raias da insanidade.

 

*Por Rosiane Melo – Estagiária do Núcleo de Entretenimento

12:09 · 30.10.2015 / atualizado às 12:09 · 30.10.2015 por

De acordo com o portal Publishnews, o premiado escritor cearense Lira Neto irá relançar, pela Companhia das Letras, três obras de sucesso que foram esgotadas há alguns anos.

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Trata-se de biografias de Castello Branco (Castello Branco – a marcha para a ditadura), José de Alencar (O inimigo do rei) e Maysa (Maysa – numa só multidão de amores). Os livros, respectivamente, foram publicados em primeira edição em 2004, 2006 e 2007.

A data de relançamento ainda não foi divulgada pela editora.

 

*Por Rosiane Melo – Estagiária do Núcleo de Entretenimento

13:00 · 18.08.2015 / atualizado às 09:45 · 18.08.2015 por

Há mais de 15 anos como vocalista da banda Fresno, o músico Lucas Silveira fala sobre trajetórias pessoal e musical, os bastidores da fama, inspirações e etc. em seu primeiro livro, “Eu Não Sei Lidar”, lançamento da editora Dublinense.

Nesta terça-feira, dia 18, o artista desembarca em Fortaleza para participar de noite de autógrafos na livraria Saraiva, do Shopping Iguatemi, a partir das 19 horas.

Capa de "Eu Não Sei Lidar", de Lucas Silveira
Capa de “Eu Não Sei Lidar”, de Lucas Silveira

Confira mais detalhes sobre a programação da noite clicando aqui.

 

*Texto de Rosiane Melo – estagiária do Núcleo de Entretenimento do Diário do Nordeste

09:00 · 01.07.2015 / atualizado às 11:34 · 30.06.2015 por

Após o Supremo Tribunal Federal liberar a publicação de biografias não autorizadas, a Editora Record anunciou que o escritor Paulo César de Araújo irá escrever novo livro sobre o cantor Roberto Carlos.

O lançamento está previsto para o próximo ano. O escritor não deu maiores detalhes sobre o projeto.

Paulo César Araújo
Paulo César Araújo

Paulo César escreveu o polêmico “Roberto Carlos em Detalhes”, lançamento da editora Planeta de 2006. A obra foi barrada por Roberto Carlos no ano seguinte, quando a editora parou de imprimir cópias do livro. Em 2014, Araújo publicou o pouco divulgado “O réu e o rei – Minha história com Roberto Carlos, em detalhes”, pela Companhia das Letras.

 

*Texto de Rosiane Melo – estagiária do Núcleo de Entretenimento do Diário do Nordeste

09:41 · 30.06.2015 / atualizado às 11:27 · 29.06.2015 por

A garota mais jovem a ganhar o Nobel da Paz, ano passado, Malala Yousafzai ganhou um documentário em sua homenagem e o trailer da produção já foi divulgado.

“He Named Me Malala” propõe-se a contar a história da paquistanesa, que luta pelos direitos femininos no Vale do Swart, região controlado por grupos extremistas no Paquistão. Em 2012, Malala sofreu um atentado ao levar um tiro na cabeça dentro de um ônibus escolar e sobreviveu.

Confira o trailer:

YouTube Preview Image

A previsão para o lançamento do documentário é dia 2 de outubro.

BIOGRAFIA

A Seguinte, a Companhia das Letras e a Verus foram algumas das editoras brasileiras que recentemente lançaram obras sobre a história de Malala.

"Eu Sou Malala", escrito por Malala Yousafzai e Christina Lamb (R$ 21)
“Eu Sou Malala”, escrito por Malala Yousafzai e Christina Lamb (R$ 21)

 

*Texto de Rosiane Melo – estagiária do Núcleo de Entretenimento do Diário do Nordeste

11:27 · 06.04.2015 / atualizado às 16:09 · 09.05.2015 por

O domingo dedicado às mães está bem próximo, mas pode ser que ainda dê tempo dar uma passada na livraria para comprar um presente bem de acordo com o que ela gosta. Por isso, o Sopa de Livros selecionou nove obras recentes e outras nem tanto, para as mães de vários perfis. Vamos às dicas?

1. Teadorar

O livro do grande poeta de Pasárgada Manuel Bandeira traz 20 poemas sobre o amor, acompanhados dos traços certeiros de Orlando Pedroso. Os textos apresentam os impulsos da paixão que surgem para dizer que estamos vivos, com a linguagem ímpar de Bandeira, cheia de ousadia e simplicidade. Está também nessa obra o poema em que Bandeira celebra ter inventado  um novo verbo: teadorar.

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Teadorar

Manuel Bandeira

Editora Global

R$ 31

56 Páginas. 

2. Almanaque do Lupi 100 anos

Lançado em março, o livro conta a trajetória do cantor Lupicínio Rodrigues, chamado o gênio da  “dor de cotovelo”, no seu centenário. Organizado em capítulos temáticos, traz letras de músicas, notas e ilustrações. No fim, está a lista das 286 canções  conhecidas, registradas ou não em editoras, os discos gravados por ele e por outros, os livros e trabalhos acadêmicos sobre sua obra. O autor, Marcello Campos é jornalista e pesquisador e mirava em Lupicínio desde que publicou seu primeiro trabalho, Week-end no Rio (2006), sobre o Conjunto Melódico Norberto Baldauf.

Aqui, uma de suas músicas interpretada por Adriana Calcanhoto:

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E aqui, o maior de seus sucessos, na voz do próprio Lupi:

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Almanaque do Lupi – 100 anos

Marcello Campos

Editora da Cidade/Letra&Vida

102 páginas

R$ 40

3. Mais de 100 histórias maravilhosas

Nesta antologia estão os contos de fada que a autora da Moça Tecelã escreveu ao logo das últimas três décadas. No volume, com fabulosas histórias para todas as idades, questões humanas muito profundas surgem, concentradas em enredos bastante poéticos que parecem sonhos.

“Eu queria mostrar o percurso que os contos traçam. Um percurso de sentimento, de linguagem, que é, de alguma maneira, o percurso da minha vida”, diz Marina.

Saiba mais sobre a obra nesta entrevista com a autora:

YouTube Preview Image

 

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Mais de 100 histórias maravilhosas

Marina Colasanti

Editora Global

430 páginas

R$ 59,90

 

4. Meu quintal é maior do que o mundo

Considerado um dos poetas mais originais de nosso tempo, Manoel de Barros é dono de um estilo único, que transforma a natureza, os objetos e a própria condição humana em expressões poéticas carregadas de significado e emoção. Esta antologia inédita reúne poemas de todas as fases do escritor, oferecendo um panorama abrangente de sua produção literária, em mais de setenta anos de ofício. Meu quintal é maior do que o mundo revela a força, a vitalidade e o alcance universal da obra deste poeta inimitável.

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Meu quintal é maior do que o mundo 

Manoel de Barros

Editora Alfaguara

168 páginas

R$ 16,90

5. Histórias curtas 

 

Neste livro, Rubem Fonseca, que em 2015 completa 90 anos, volta às livrarias com 38 contos inéditos, onde o autor faz referências aos temas clássicos de sua escrita, como a violência e o erotismo, mas também explora facetas até então não tão recorrentes em sua obra. A velhice e a degeneração da mente, por exemplo, são tratadas em muitos contos do novo livro, ora com irreverência, ora com profundidade dramática. Essa é a primeira obra do escritor, após Amálgama, que ganhou o Jabuti de melhor livro de contos em 2014.

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Histórias curtas

Rubem Fonseca

Editora Nova Fronteira

R$ 39

160 páginas

6. Uma loja em Paris

Num dia qualquer, quando andava sem rumo pelas ruas de Madri, Teresa, uma órfã rica que vive sob o rígido controle de sua tia Brígida, se vê impelida a entrar em um antiquário, atraída por uma tabuleta de uma antiga loja parisiense de tecidos. De volta ao seu apartamento, após fixar a tabuleta em seu escritório — que compra sem saber muito o porquê —, a jovem é atormentada por uma série de sensações, percepções e visões que, ao que tudo indica, fazem referência à dona da tal loja, Alice Humbert, que viveu na Paris dos anos 1920. Quem terá sido essa mulher e por que a sua história agora lhe bate à porta de uma maneira tão intensa, Teresa se pergunta. Sem perder tempo, ela parte em busca das respostas na mágica, romântica e colorida capital francesa, para onde se muda.   Inspirado pelos “anos loucos” vividos na Paris de Hemingway, Modigliani, Coco Chanel e Paul Poiret, o jornalista espanhol Màxim Huerta apresenta uma história de amor que resistiu ao tempo e transpassou décadas até atingir em cheio o coração de Teresa.

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Uma loja em Paris

Màxim Huerta

Editora Planeta

256 páginas

R$ 34,90

7. O Réu e o Rei

Proibido pela justiça de lançar a biografia do cantor Roberto Carlos, o autor Paulo César de Araújo escreveu “O Réu e o Rei” sobre toda a pesquisa que fez sobre o artista e sobre a relação que manteve com o autor, desde quando ele era fã, passando por ele ser seu biógrafo e depois, inimigo. Pela polêmica e pela importância que o cantor teve durante muito tempo no cenário musical brasileiro, vale a leitura. Um livro para os fãs do Roberto Carlos e também os que querem conhecer os meandros da publicação de uma biografia.

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O Réu e o Rei – Minha história com Roberto Carlos, em detalhes

Paulo César de Araújo

Companhia das Letras

521 páginas

R$ 35

8. O Diamante

Nesta história, publicada pela Editora Novo Conceito, cinco personagens, separados pelo tempo e aparentemente sem conexão entre si,contam a história da paixão das mulheres pelo diamante e não só delas pela pedra preciosa. Na obra, está também a trajetória da publicitária Frances Gerety, responsável pelo slogan: “Um Diamante é para sempre” e que o fez se tornar um presente ideal na hora do pedido de casamento. Ela mesmo nunca se casou e nessas cinco histórias, é mostrado que nem sempre um casamento é como um diamante e vários se deterioram com o tempo.  É um livro diferente, que fala das muitas formas de viver o amor e que deixa no ar uma pergunta: os casamentos são feitos mesmo para durar?

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O Diamante

J. Courtney Sullivan

Novo Conceito

479 páginas

R$ 35

9. Comprometida

Depois de “Comer, Rezar e Amar”, Elizabeth Gilbert lançou esse livro, que fala não só do seu compromisso com o brasileiro Felipe, mas de curiosidades sobre o casamento, sem cair no meloso demais, como nos livros de Nicholas Sparks, por exemplo. Uma das coisas que Liz nos mostra é como desde os primórdios até os dias atuais, o casamento é muito mais vantajoso para os homens do que para as mulheres e nos traz dados estarrecedores, como que o primeiro casamento inter-racial nos EUA foi aprovado somente em 1967. Nos faz viajar pelas tradições tão pouco afeitas à paixão no casamento de uma pequena tribo vietnamita à supervalorização do matrimônio na sociedade ocidental, onde mulheres supermodernas e descoladas querem entrar de véu e grinalda numa cerimônia bafônica simplesmente porque quer que todo mundo veja que ela foi escolhida. Traz estudos psicológicos interessantes que mostram o grau de furada que é se casar quando se está apaixonado, pois a paixão, segundo sua pesquisa é um vício como outro qualquer e deixa qualquer ser humano desestabilizado. Mas Liz também mostra o outro lado da moeda: a sabedoria de conviver com alguém que é diferente de você, a verdadeira necessidade de se fazer uma cerimônia e, mais do que tudo, nos mostra que mesmo em situações de extremo embaraço e insegurança é preciso estar em equilíbrio. Com a escrita envolvente de Liz, esse é um livro para ser devorado em bem poucos dias.

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Comprometida

Elizabeth Gilbert

Editora Objetiva

374 páginas

R$20

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Sopa de Livros

Blog da jornalista Kelly Garcia, da área Entretenimento, do Diário do Nordeste.
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