Sopa de Livros

Categoria: Crônicas


12:09 · 04.01.2016 / atualizado às 12:11 · 04.01.2016 por

Nesses primeiros dias de 2016, é hora de avaliar as leituras do ano que passou. Na retrospectiva, apresento os melhores livros que li em 2015, apesar dos enjoos que minaram o meu tempo mais precioso de leitura, que era no ônibus. Infelizmente, como muitos, eu não consegui bater a meta de aumentar a quantidade de obras, mas pelo menos mantive o número de 26 livros. E para vocês, que livros interessantes 2015 trouxe? Conseguiram ler mais? Aguardo respostas nos comentários. Feliz 2016 para todos!

Os escritores que eu matei – Marco Severo

Os escritores que eu matei é uma compilação de crônicas sobre o universo da literatura e suas descobertas e que mais parece um diálogo entre quem escreve e quem lê. De leitura rápida, traz várias questões pertinentes a quem gosta de ler. No site da editora, o resumo diz isso: “As crônicas – parte delas publicadas anteriormente em blogs na internet e retrabalhadas para este volume, aliadas a outras inéditas – são o resultado de quase quatro anos contribuindo com o pensar e o fazer literário, aqui elevados à potência máxima, culminando com um ensaio que só atesta a vigorosa escrita do autor, que tem a capacidade de nos fazer querer caminhar com ele por este universo de encantamentos que é a literatura, virando página após página, seduzidos pelos labirintos da palavra. Dono de um estilo sagaz, ao criar uma obra a um só tempo incisiva e sensível, Marco Severo comprova que a literatura ganhou um cronista de mão cheia”.

Confira entrevista com o autor

E aqui é possível comprar o livro e ainda ler duas crônicas que fazem parte dele.

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Os escritores que eu matei

Marco Severo

Editora Substânsia

R$ 30

No mundo da Luna – Carina Rissi

Essa foi uma grande surpresa, porque não tenho o hábito de ler livros assim. Mas é tão bem escrito que é possível devorá-lo em um fim de semana. Um pouco dessa chick-lit deliciosa: A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe idiota vive trocando seu nome. Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai em seu colo. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção? Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito — não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.

Também entrevistamos a autora no blog. Veja nesse link.

Para quem não leu, a Record liberou antes do Natal um conto inspirado nesse livro, mas sem spoilers. É possível baixar aqui.

 

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No mundo da Luna

Carina Rissi

Editora Verus

R$ 42

Nada será como antes – Julio Maria

Em 2015, Elis Regina completaria 70 anos de vida. Essa biografia do jornalista Julio Maria, lançada em março, mostra muito da vida da cantora, que morreu jovem, com apenas 36 anos. Ótimo para quem é fã e também para quem quer aprender mais sobre a história recente da música no Brasil, porque o livro mergulha fundo na carreira e em cada uma das facetas da cantora. Para ficar ainda melhor, que tal ler e escutar seus discos?

Aqui, uma de suas interpretações viscerais:

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Sinopse: Livro “Elis Regina – Nada Será Como Antes”, escrito pelo jornalista Julio Maria, repórter do jornal O Estado de S. Paulo, traz a história da maior cantora do País. Narra a vida de Elis desde seus primeiros dias em Porto Alegre, quando cantava ‘Fascinação’ ao lado das amigas nas escadarias de um colégio, até sua despedida trágica, aos 36 anos, quando estava prestes a, de novo, mudar tudo em sua vida. Ao todo foram quatro anos de entrevistas e pesquisas em arquivos. A ideia de escrever a biografia surgiu por meio de um convite da editora ao jornalista Julio Maria. No começo, o perfil do livro era uma homenagem, mas conforme Julio foi descobrindo mais histórias e avançando nas entrevistas, viu que havia muito mais o que contar. Pessoas importantes que até então nunca haviam se pronunciado – como dezenas de músicos que tocaram com ela. Na contramão da batalha das biografias que dividiram artistas e editoras sobre a autorização prévia dos biografados, os filhos de Elis, João Marcelo Bôscoli, Pedro Mariano e Maria Rita, entenderam que o autor precisava de liberdade para retratar todos os lados da cantora sem restrições. Depois de dois anos em campo – durante esse tempo foram inúmeros arquivos consultados e 126 entrevistas, a maioria delas feitas pessoalmente –, Julio começou a colocar a história no papel. “Mesmo quando parei para escrever, as histórias continuavam a aparecer, e o livro ganhava novas partes de tempos em tempos. Ele ficou vivo o tempo todo. E confesso que, se pudesse, estaria neste momento colocando mais histórias”, conta. ‘Não vivi a era de Elis. Quando ela faleceu, em 19 de janeiro de 1982, eu tinha nove anos de idade, e diante dessa personagem gigante, fui o que sou há 16 anos: repórter. Me joguei com o respeito que a história merecia, mas sem nenhuma tese a defender. Creio que o olhar descontaminado de paixões ou ódios ajude a traçar um perfil mais humano e menos divino”, diz Julio Maria.

 
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Nada será como antes
Elis Regina
Julio Maria
Master Books
R$ 39
O réu e o Rei – Paulo César de Araújo
Essa obra explica o porquê de o autor ter escrito a biografia proibida do cantor mais famoso do Brasil, Roberto Carlos e traz todos os detalhes dos bastidores da execução do livro e também do processo movido pelo cantor contra o seu biógrafo nos tribunais.
Sinopse: Objeto de verdadeira polêmica pública, a batalha em torno da proibição de Roberto Carlos em detalhes é o cerne de ‘O Réu e o Rei’. Paulo Cesar de Araújo conta a história da sua intensa relação com a música de Roberto Carlos, os dezesseis anos de pesquisa que embasaram a redação da biografia, e por fim os meandros de uma das mais comentadas e controversas guerras judiciais travadas recentemente no Brasil. Em novembro de 2006, Paulo Cesar de Araújo lançou ‘Roberto Carlos – Em detalhes’, primeira biografia de fôlego do maior ídolo da música brasileira. A recepção imediata do livro foi proporcional ao tamanho da empreitada. Em poucos dias, ele ganhava resenhas entusiasmadas e atingia a lista de best-sellers. Não foi para menos: o trabalho consumiu dezesseis anos de pesquisa, contou com centenas de entrevistas com as maiores personalidades da MPB e figuras-chave na vida do cantor, e condensava em uma narrativa ágil e equilibrada todo o percurso do ícone da Jovem Guarda. Mas a boa onda duraria pouco. Em sua coletiva de Natal daquele ano, Roberto Carlos reagiu com virulência quando indagado sobre o livro. Acusando o autor de invadir sua privacidade, disse que o caso já estava com seus advogados, que em breve entrariam na Justiça para impedir a circulação da biografia. Em 10 de janeiro de 2007, o rei de fato bateu às portas dos tribunais contra o autor e sua então editora. Foi o início de uma rumorosa batalha judicial, dolorosíssima para todas as partes, e também de uma das mais graves agressões à liberdade de expressão na história brasileira recente. A reação que se seguiu à notícia de que Roberto Carlos propusera ações nas esferas cívil e criminal contra Paulo Cesar — que resultaram na apreensão do livro — ocupou os principais veículos de comunicação do país e alguns no exterior. A polêmica envolveu não só personalidades da política, da cultura e das artes no Brasil, como pessoas comuns, que comentavam avidamente o caso, em redes sociais, blogs, praças, praias, bares. Nunca antes o debate sobre a proibição de uma obra alcançou tamanha repercussão no país. O livro conta a história interna dessa história. Os detalhes, os bastidores. Trata de música e censura. De artistas e advogados. De entusiasmo juvenil e audiências judiciais. Da busca por fontes e negativas. Da luta entre liberdade de expressão e controle da informação. É, antes de tudo, a história de um biógrafo que tenta encontrar sentido nos anos dedicados a estudar a trajetória de seu ídolo na música brasileira. É uma história ainda sem ponto final, mas sobretudo por isso necessária, que deve ser lida por todos os que se interessam pela discussão em torno da liberdade de expressão em nosso país.
 
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O Réu e o Rei – minha história com Roberto Carlos, em detalhes
Paulo César de Araújo
Companhia das Letras
R$ 34
Lugar Comum – Nara Vidal
Outro livro de crônicas que traz muito da simplicidade de cada dia, assim como os mestres Rubem Braga e Rubem Alves. Para ser lido a conta-gotas, para trazer mais luminosidade ao dia ou ideias. A resenha vocês conferem aqui e abaixo está o resumo.
Ler este livro, no mínimo, vai deixar o leitor sem saber em que dia está; aqui, nestas páginas, todo dia é sábado e domingo, como na casa dos avós de Nara. E quando o leitor se vir no quintal da casa, na pequena Guarani, no interior de Minas Gerais, sentado no táxi feito com uma escada de madeira deitada sobre tijolos, não vai mais querer descer desse passeio pelas histórias dessa mineira que não via a hora de sair pelo mundo, desde criança. E um dia saiu. E com ela estão surgindo os seus livros. Logo vamos descobrir que era inevitável tal destino.
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Lugar Comum
Nara Vidal
Editora Pesavento
R$ 35
Mulheres – Marilyn French
Escondido entre caixas, esse livro foi um achado ainda da época que minha mãe era sócia do Círculo do Livro, nos anos 1970. Permaneceu como uma obra tabu, que eu não poderia pegar tão cedo por ser criança. Mas, aos 11, uma inscrição com letra redonda minha diz que eu tinha lido. Como se trata da história de várias mulheres entre os anos 1950 e 1970, nos Estados Unidos, tão decisivos pela revolução sexual e pelo ingresso mais intenso delas no mercado de trabalho, realmente não é um livro para fracos. A obra mostra a hipocrisia dos anos dourados, o machismo nos piores aspectos, os casamentos de fachada e também os desafios para a mulher moderna, para equilibrar a vida entre profissão, família e sexualidade. Sem dúvida, esse foi um dos melhores do ano que passou.
Sinopse:
Insatisfeita e amargurada, Mira consegue levar adiante seu casamento, num mundo cercado de hipocrisias, adultérios e espancamentos. Apesar de infeliz, comporta-se como uma esposa perfeita. Mas sua vida desaba no dia em que o marido subitamente pede o divórcio. Aos quarenta anos, ela enfrenta a dura realidade de reconstruir sozinha sua existência. Através da história de Mira e de suas amigas, Marilyn French traça com vigor apaixonante um painel dos êxitos, fracassos, dúvidas e crises das mulheres americanas nas últimas décadas.

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Mulheres

Marilyn French

Editora Círculo do Livro

Preço médio: R$ 20

 
 
 

12:13 · 18.12.2015 / atualizado às 12:18 · 18.12.2015 por

Pois é, o fim de semana está recheado de atrações para os leitores fortalezenses. Confira:

> Festa Literária do Humor Cearense

Desde o dia 10 e até domingo (20), Fortaleza recebe a Festa Literária do Humor Cearense. Na vasta programação, palestras, oficinas, exposições, lançamentos literários e, como não poderia deixar de ser, shows de humor.

Integrante do evento, o escritor Totonho Laprovitera participa de sessão de autógrafos de sua nova  obra, “Causos”, a partir das 19:30h, no Museu do Humor Cearense (Av. da Universidade, 2175).

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“Causos”, por Totonho Laprovitera

Já amanhã, também às 19h30, um dos humoristas participantes, Jader Soares, realiza o lançamento de livro biográfico “PAULA NEI – O Primeiro Humorista Brasileiro”. A obra, escrito em 2008, só agora é publicada. Com apresentação feita pelo humorista Chico Anysio, este é o sexto livro do autor.

Jader Soares
Jader Soares

A programação completa do evento, você confere aqui.

 

> Sessão de autógrafos com Xico Sá e Eduardo Spohr

Já a Livraria Cultura recebe neste sábado (19) os autores Xico Sá e Eduardo Spohr para sessões de autógrafos.

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Xico Sá

O jornalista e escritor Xico Sá está em Fortaleza para divulgação da obra “Os machões dançaram”, livro que completa a trilogia de crônicas composta ainda por “Modos de macho & modinhas de fêmea” (2003) e “Chabadabadá – aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha” (2010). Os livros retratam as mudanças de comportamento nas relações entre homens e mulheres do final do século XX até hoje.

O encontro acontece a partir das 16h.

Já o escritor brasileiro de fantasia Eduardo Spohr (com quem conversamos por telefone e postaremos uma entrevista em breve) visita a capital cearense para o lançamento de “Paraíso Perdido”, terceiro e último livro da série Filhos do Éden (composta ainda por “Os Heróis de Atlântida” e “Anjos da Morte”).

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Eduardo Spohr

Ele recebe os fãs para bate-papo e sessão de autógrafos na Cultura também a partir das 16h.

 

Viu? Esse fim de ano promete!

Comemorando

 

 

*Por Rosiane Melo – Estagiária do Núcleo de Entretenimento

 

11:06 · 04.12.2015 / atualizado às 11:06 · 04.12.2015 por

A Universidade de Fortaleza (Unifor) recebe até o dia 22 deste mês inscrições para o Prêmio de Literatura Unifor 2015, que visa premiar autores de textos inéditos, no gênero crônicas. Informações sobre os procedimentos, podem ser adquiridas através do novo edital.

O Concurso atua em duas categorias: obra inédita ( livro de crônicas) e trabalhos inéditos (crônicas avulsas). Em ambas as áreas, os textos não podem ter sido publicados em veículos de comunicação nem redes sociais.

As inscrições devem ser feitas na Vice-Reitoria de Extensão da Unifor (endereço em SERVIÇO) ou pelo correio.

Uma vez inscritos, os trabalhos serão avaliados por uma comissão, ainda este mês. A solenidade de divulgação do resultado, entrega dos prêmios e lançamento dos livros está prevista para o dia 21 de março de 2016, no Teatro Celina Queiroz.

Prêmio

O vencedor da categoria obra inédita ganhará uma viagem a São Paulo, onde visitará a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, além da publicação de 400 exemplares da obra vencedora. Já na categoria trabalhos inéditos, serão premiados 20 autores. P primeiro lugar também ganha uma viagem, só que para o Rio de Janeiro, e visita a Biblioteca Nacional. No entanto, todos os 20 vencedores terão seus trabalhos publicados em uma coletânea.

 

SERVIÇO

Inscrições para o Prêmio de Literatura Unifor 2015

Local: Vice-Reitoria de Extensão da Unifor, campus – prédio da Reitoria, 1º andar (Av. Washington Soares, 1321, Bairro Edson Queiroz – Fortaleza/CE, CEP: 60811-905).

Quem preferir, também pode inscrever seu trabalho via correio.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (85) 3477.3311.

 

 

*Por Rosiane Melo – Estagiária do Núcleo de Entretenimento do Diário do Nordeste

09:39 · 23.11.2015 / atualizado às 09:42 · 23.11.2015 por

Pois é, no último dia 19 foram divulgados os vencedores do Prêmio Jabuti de Literatura deste ano, a mais tradicional premiação literária do País. Como são muitas categorias – 27 para ser exato, que incluem obras de medicina a ficção -, o Sopa fez uma seleção das principais e mais disputadas categorias.

Apenas um cearense figura na lista, o Klevisson Viana, que ficou em terceiro lugar nas adaptações, com a obra “O Guarani em Cordel”.

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Confira abaixo a lista dos principais vencedores de 2015:

> Adaptação

 Título: Kaputt – Autor: Guazzelli – Editora: WMF Martins Fontes

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Sinopse: Misto de reportagem e ficção, ‘Kaputt’ foi escrito secretamente quando Curzio Malaparte cobria a Segunda Guerra Mundial como enviado do jornal Corriere della Sera e se tornou um best-seller ao ser publicado. Relatando jantares e conversas do lado do inimigo, Malaparte apresenta um retrato devastador da humanidade.

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> Biografia

Título: Luís Carlos Prestes – Um Revolucionário Entre Dois Mundos – Autor: Daniel Aarão Reis –Editora: Companhia das Letras

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Sinopse: Daniel Aarão Reis — professor titular da Universidade Federal Fluminense (UFF) e respeitado historiador das esquerdas brasileiras — escreve um relato biográfico equilibrado e completo, à altura de suas grandezas e contradições de Luís Carlos Prestes em uma ambiciosa investigação sobre o homem por trás do mito do “Cavaleiro da Esperança”. Aarão Reis acompanha os passos do líder comunista com ênfase em sua incansável atuação política, marcada pela ferrenha coerência ideológica e numerosos sacrifícios pessoais.

 

> Contos e crônicas

Título: Sem Vista para o Mar – Autor: Carol Rodrigues – Editora: Edith

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Em um apanhado de 21 contos, “Sem vista para o mar” reúne os escritos (texto simples, que não respeita pontos e vírgulas e lembra poesia) da autora durante o curso de escrita que fez com Marcelino Freire no Centro Cultural B_arco, em São Paulo.

 

> Didáticos e Paradidáticos

Título: Arte é Infância – Autor: Vivian Caroline Lopes – Editora: Ciranda Cultural

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Sinopse: Arte é infância traz cinco narrativas sobre artistas consagrados da arte moderna mundial: Joan Miró, Paul Klee, Wassily Kandinsky, Anita Malfatti e Lasar Segall. Para auxiliar professores a transformar o conteúdo lúdico dos livros em conhecimento de história da arte e práticas de sala de aula, apresenta também o Apoio Didático, com sugestão de sequências didáticas que contemplam atividades diversas, como produção de textos, produção de imagens, pesquisas pessoais de linguagem, além de proporcionar diálogos com cinema, teatro e dança. A coleção foi concebida a partir da vivência e da experiência em sala de aula com alunos de diversas faixas etárias, principalmente em escolas públicas e Organizações Não Governamentais.

 

> Ilustração

Título: Claudius – Ilustrador(a): Claudius Ceccon – Editora: Editora SESI – SP

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Sinopse: O título faz parte da Coleção Memória e Sociedade, publicada pela editora SESI-SP, que promove uma retrospectiva da história do País e o resgate do acervo cultural de nossa sociedade.

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> Infantil

Título: A História Verdadeira do Sapo Luiz – Autor: Luiz Ruffato – Editora: Editora DSOP

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Sinopse: Uma linda princesa,em idade de se casar, não consegue encontrar um pretendente que conquiste o seu coração.Sua aia, cansada de ver a jovem triste e solitaria, tem então uma grande intuição:o príncipe não aparece porque está encantado, transformado em um sapo. Basta achar o pequeno animal e dar-lhe um beijo, que logo um rapaz belo e elegante surgirá á sua frente. Mas quantos sapos a princesa precisará beijar até encontrar aquele capaz de sua vida mudar?

Mais detalhes sobre a obra, você pode conferir aqui.

 

> Juvenil

Título: A Linha Negra – Autor: Mario Teixeira – Editora: Editora Scipione

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Sinopse: O jovem Casimiro começava a se descobrir homem quando foi enviado pelo pai para participar de um conflito que se estenderia por cinco anos: a Guerra do Paraguai. Em janeiro de 1865, o rapaz se tornava soldado e partia rumo ao desconhecido. Em meio às desilusões da campanha, o improvável acontece: Casimiro se apaixona pela bela Francisca, a favorita do ditador paraguaio. Porém, o rapaz é logo separado da amada e enviado para a Linha Negra, uma perigosa trincheira nas avançadas. É então que sua jornada fica ainda mais perigosa e imprevisível.

 

> Poesia

Título: Corpo de Festim – Autor: Alexandre Guarnieri – Editora: Confraria do Vento

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Sinopse: “Alexandre Guarnieri inaugura um novo gênero literário: seu poema voyeur biológico devassa os mais íntimos processos de gênese e institui a ordem da polivalência lírica nestas plagas abaixo do Equador. Com seus versos elegantemente bandalhos, ele conta a história da humanidade”, por Furio Lonza

 

> Romance

Título: Quarenta Dias – Autor: Maria Valéria Rezende – Editora: Editora Objetiva

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Sinopse: Alice é uma professora aposentada, que mantinha uma vida pacata em João Pessoa até ser obrigada pela filha a deixar tudo para trás e se mudar para Porto Alegre. Mas uma reviravolta familiar a deixa abandonada à própria sorte, numa cidade que lhe é estranha, e impossibilitada de voltar ao antigo lar. Ao saber que Cícero Araújo, filho de uma conhecida da Paraíba, desapareceu em algum lugar dali, ela se lança numa busca frenética, que a levará às raias da insanidade.

 

*Por Rosiane Melo – Estagiária do Núcleo de Entretenimento

17:48 · 03.11.2015 / atualizado às 17:53 · 03.11.2015 por

As coisas simples da vida. Um pedaço de bolo caseiro da avó, um abraço, uma paisagem, o tão familiar cheiro da chuva, conhecido por aqui  como “mormaço”. São lembranças comuns à maioria de nós e talvez por isso mesmo gerem aquele sentimento de identificação tão gostoso.

Ao ler Lugar Comum, de Nara Vidal, escritora premiada de livros infantis e que hoje mora na Inglaterra, mesmo sem conhecer a cidade natal da autora, nascida em GuaraniMinas Gerais, me identifiquei totalmente com suas crônicas e contos.

Nara Vidal, nascida em Guarani, MG, hoje mora na Inglaterra e é autora de vários livros infantis
Nara Vidal, nascida em Guarani, MG, hoje mora na Inglaterra e é autora de vários livros infantis

Ao todo, são 80 pequenos textos no tamanho, mas que transportam o leitor a outro mundo, o das nossas recordações mais queridas, em que a delicadeza pode inspirar lágrimas e sorrisos e deixar um dia ainda mais feliz.

Ao conhecer os chinelos de pano fabricados pelos avós de Nara, pode ser que o leitor possa se lembrar de como era agradável a casa dos seus avós. Os meus, pelo menos, que já partiram, foram recordados em vários momentos, através dos textos de Lugar Comum. E como foi bom lembrar das noites na Casa de Farinha, das tapiocas de manhã cedinho e da longa ladainha da minha outra avó, que falava sozinha e rezava, como uma cantiga que só era possível entender ao chegar bem pertinho.

A maioria das crônicas de Lugar Comum se passa na pequena cidade mineira de Guarani
A maioria das crônicas de Lugar Comum se passa na pequena cidade mineira de Guarani

A adolescência, com suas decepções, amizades e descobertas também é revisitada em episódios engraçados da rotina de Guarani, assim como personagens que ainda vivem por lá. Já entre os de Nara na Inglaterra, vou guardar sempre comigo a crônica “A vista da torre”, porque tenho crianças. Com elas, se prestarmos bem atenção, poderemos presenciar alguns dos momentos mais interessantes da vida: aqueles em que construímos as lembranças.

Outra pérola  é Ms. Lewis, em que a autora indaga as origens da sua escrivaninha, comprada em antiquário e a surpresa encontrada em um  dos apartamentos que morou em Londres, onde encontrou uma “cápsula do tempo”, descrita em Jane L. Marsh.

Os contos também são na medida certa. Nada de muitas descrições além do necessário. Tudo muito sucinto. Uns trazem a crueldade de situações que poderiam ser reais, como O sonho da padaria. Em outros, como Sessenta e quatro, uma pitada de humor.

Ao fim do livro, dá para sentir que não foi generosidade ter a orelha do livro assinada pelo neto do grande Graciliano Ramos, Ricardo Filho. O livro, mesmo evocando lembranças que todos temos, não é nada comum, porque é muito bem escrito. Nara estreou muito bem na escrita para os adultos e que venham outras obras!

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Lugar Comum

Nara Vidal

Editora Pasavento

206 páginas

R$ 35

 

13:19 · 20.04.2015 / atualizado às 13:19 · 20.04.2015 por

Autor dos livros de crônicas  “A Menina da Chuva” e “Lá nas Marinheiras”, o escritor  e professor de Língua Portuguesa da Rede Pública de Ensino, Bruno Paulino, é uma das referências quando se fala em Literatura no Sertão Central do Ceará. O seu livro mais recente, “A Menina da Chuva”,  lançado pela Editora Premius, é repleto de referências à infância. Com textos simples e curtos, que lembram a delicadeza da natureza, já é adotado em várias escolas particulares da região. Cearense de Quixeramobim, Bruno deve lançar em breve duas novas obras. Desta vez, de cordel e poesia. Conheça mais sobre o autor no bate-papo que ele teve com o Sopa de Livros por e-mail:

1. Nome, idade e profissão.

Bruno Paulino, 24 anos, professor de Língua Portuguesa do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino.
2. Para qual público o seu livro “A Menina da Chuva” se destina?

Bom, confesso que quando escrevo não tenho uma preocupação quanto ao direcionamento a um público leitor especifico. Mas creio que por conta da linguagem simples e das variadas temáticas que tenho possibilidade de abordar nas crônicas, tais como o respeito à natureza, a descoberta do amor, o tédio, e o valor da amizade o livro A Menina da Chuva geralmente acaba por agradar muito ao público infanto-juvenil que se identifica com esses temas. E por isso algumas escolas particulares do Sertão Central hoje já adotam o texto do livro como material paradidático.
3. Antes de escrevê-lo, você já assinado outras obras?

Sim, antes do livro A Menina da Chuva, eu escrevi e publiquei outra coletânea de crônicas memorialísticas intitulada Lá nas Marinheiras e outras crônicas, fazendo nesse titulo uma homenagem à canção marinheiras gravada pela Nara Leão e escrita pelo compositor letrista cearense Fausto Nilo, que orgulhosamente é meu conterrâneo nascido aqui em Quixeramobim. Alias nesse primeiro livro a cidade de Quixeramobim é não apenas o mote, mas também o cenário, o palco, e a atriz que da vida a obra.
4. Como buscou inspiração para fazer as crônicas? Você tinha algum ritual?

Acho que o cronista precisa andar pela cidade, divagando e devagar. O cronista precisa abrir a janela e ver a vida acontecendo, a banda passar. Meu ritual para buscar inspiração sempre foi caminhar pela cidade com ouvidos e olhos atentos colhendo as histórias das pessoas. Para escrever quase sempre preciso sofrer uma espécie de “alumbramento” como diria o poeta Manuel Bandeira. Sem essa inspiração que surge de forma inexplicável não consigo vencer “essa luta vã” diante do papel em branco. Quando escrevo estou emocionalmente envolvido com o texto. E justamento por isso é que só depois num outro momento com mais calma, que faço a revisão e corto os excessos.
5. Quem são seus maiores “modelos” de cronistas?

Indiscutivelmente o cronista Rubem Braga, e os poetas Manuel Bandeira e Mario Quintana que em suas obras trouxeram a luz um sentimento lírico muito puro, refinado e livre de pieguismos. E, é claro que as forças literárias de Milton Dias e Rachel de Queiroz se colocam como nortes indispensáveis para qualquer um que queira escrever crônicas no Ceará.
6. Qual livro mudou sua forma de ver o mundo?

Minha formação como leitor se deu acompanhando o desenrolar da saga Harry Potter. Mas acho que foi o livro Feliz Ano-Velho do escritor Marcelo Rubens Paiva que me proporcionou realmente uma descoberta do mundo. A linguagem jovem e sem rebuscamentos, o próprio drama autobiográfico narrado, e, sobretudo o retrato bem feito do espírito da juventude com seus sonhos, desejos, medos, frustrações e conquistas, na época que li inquietaram-me muito. Foi como se o livro quebrasse um gelo que havia em mim.
7. O que gosta de ler nas horas vagas?

Não é exagero dizer que leio de tudo: histórias em quadrinhos, jornais e revistas semanais. Sou leitor regular do romance nacional e da boa literatura cearense. Agora estou em um relacionamento sério com os contos do cearense Nilto Maciel. Parafraseando Manoel de Barros, outro poeta que leio bastante, costumo dizer que fui aparelhado para gostar de poesia. E no fim das contas acho que em tudo que eu leio busco o encontro com a poesia.
8. Você já está trabalhando em alguma obra nova?

Meu próximo livro deve sair ainda esse semestre, publicado no projeto edições em coautoria, idealizado pelo escritor Silas Falcão, e vai se chamar: Cordéis de Histórias. No livro escrevo dois cordéis, um sobre o poeta Quintino Cunha e seu rico anedotário, e no outro versejo sobre a vida e a obra do arquiteto e letrista Fausto Nilo. Também deve sair nesse semestre umas poesias minhas no segundo volume da antologia Mutirão que é organizada pelo Poeta de Meia-Tigela. Mas em breve como um filho pródigo volta a casa, também devo voltar novamente à crônica.

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“Lá nas Marinheiras e outras crônicas” e “A Menina da Chuva” são os dois livros de autoria do escritor e professor Bruno Paulino. Para adquirí-los, é só entrar em contato com o autor, através do Facebook 

14:29 · 13.04.2015 / atualizado às 14:56 · 13.04.2015 por

A capital cearense completa 289 anos nesta segunda-feira. A data foi instituída para lembrar quando ela foi elevada a  vila, mas antes, muito antes, já existia o agrupamento de pessoas nessa área do Ceará. Depois dos índios, os primeiros forasteiros que aqui chegaram foram espanhóis, liderados por Vicente Pinzón, três meses antes de Pedro Álvares Cabral aportar em Porto Seguro. Para compreender o processo formativo da cidade e relembrar outros tempos da cidade, o Sopa de Livros elenca algumas obras, de vários estilos, para quem é apaixonado pela “loura desposada do Sol”, conforme a caracterizava o poeta Paula Nei. Vamos às dicas:

1. História urbana e imobiliária de Fortaleza – biografia sintética de uma cidade

Esse livro, lançado em 2014, faz um apanhado da história do Ceará desde antes de os estrangeiros aportarem por aqui até o Ceará mais voltado para o turismo e eventos de hoje. É realmente uma biografia muito bem escrita pelo autor do premiado “Getúlio”, Lira Neto, em parceria com a também jornalista Cláudia Albuquerque. Um dos diferenciais da obra é o rico acervo fotográfico, além de contar com capa dura e páginas em papel couchê. Também traz informações pouco divulgadas a respeito da ocupação de áreas hoje ditas nobres, como as Dunas, Cocó, através do olhar dos primeiros que investiram em terrenos nesses locais e bastante das pitadas sarcásticas de alguns momentos em que Fortaleza quis ser Paris, esquecendo-se dos muitos problemas  que assolavam os moradores.

 

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O livro conta com várias linhas do tempo ilustradas, para facilitar a compreensão do leitor

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As fotografias e reproduções de gravuras chegam a ocupar duas páginas e são um dos diferenciais dessa obra

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História urbana e imobiliária de Fortaleza – biografia sintética de uma cidade

Lira Neto e Cláudia Albuquerque

Editora Braba

197 páginas

Preço médio: R$ 100

2. Outros tempos

Para criar esse romance policial ambientado nos anos 1940, em plena guerra, o autor, já entrevistado pelo blog,  fez ampla pesquisa nos jornais de época, além dos livros que descreviam  o que acontecia e como era a rotina dos moradores de Fortaleza nesse período. Mas não se trata de uma obra para somente para saudosistas, porque o suspense, muito bem construído, prende o leitor em uma história instigante, além de fazer uma viagem por lugares que outrora foram bastante valorizados e hoje, não passam de ruínas. Para ler com um olhar mais atento aos prédios desprezados pela cidade, em especial, nos bairros Centro, Benfica e Jacarecanga, outrora nobres e hoje, nem tanto.

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Outros tempos

Leonardo Nóbrega

Editora Premius

311 páginas

Preço médio: R$ 35

3. Relembranças

Nessa obra, composta só por crônicas, escritas a partir de 1958 e publicadas nos jornais, Milton Dias desfia suas impressões da cidade que o acolheu ainda criança e relembra sua juventude. Essa obra fala de locais importantes da cidade, como a Praça do Ferreira e ainda traz crônicas em que o autor declara seu amor à cidade. O livro foi lançado, originalmente, em 1983 pela Universidade Federal do Ceará e, por ser antigo, é possível encontrá-lo em sebos.

RELEMBRANCAS

Relembranças

Milton Dias

Edições UFC

345 páginas

Preço médio: R$ 20

4. Fortaleza Velha

Neste livro, que ganhou nova edição em 2013, o olhar do cronista João Nogueira, engenheiro, inventor e que, nas horas vagas, escrevia para vários jornais daqui, aponta muitas das transformações de Fortaleza no fim da chamada Belle Époque e durante a Segunda Guerra Mundial. Nos seus textos, além do saudosismo, está presente uma fina ironia que nos leva ao riso em vários momentos. Desses 28 textos, escritos entre 1921 e 1943, ele descreve como foi a demolição de ícones arquitetônicos como o sobrado do Comendador Machado, que deu lugar ao Hotel Excelsior, ainda de pé na Praça do Ferreira e a antiga Igreja de São José, demolida para a construção da Catedral Metropolitana de Fortaleza. Outras passagens que nos fazem viajar no tempo é a descrição de todas as edificações da antiga Rua Formosa, hoje Barão do Rio Branco, assim como a história do Passeio Público desde a sua construção até o seu primeiro período de decadência, nos anos 1930.  As crônicas que tratam dos circos e teatros, da festa dos Caboclos da Parangaba e das eleições (sangrentas e desonestas) dentro das Igrejas são igualmente deliciosas. A organização da obra, assim como as notas de rodapé couberam ao escritor Raymundo Netto. Não pode faltar na estante de quem gosta de rememorar a cidade.

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Fortaleza Velha

João Nogueira

Coleção Nordestes

205 páginas

Editora Armazém da Cultura

Preço médio: R$ 28

5. As três Marias

No romance publicado por Rachel de Queiroz em 1939, além da amizade profunda entre Maria Augusta (Guta), Maria José e Maria da Glória, várias paisagens urbanas de Fortaleza são descritas, como o Colégio da Imaculada Conceição, onde as três se conhecem. Narrado por Guta, percorre os caminhos diversos em que cada uma das três constrói a sua história.  Glória se transforma em uma dedicada mãe de família, Maria José se entrega à religião, enquanto Guta corre em busca de sua independência. Seu ideal é viver sozinha, seguir seu próprio caminho, livrar-se da família, romper todas as raízes, ser completamente livre. Mas o destino e o amor acabam revelando-se para Guta bem menos doces do que os livros de poesia que elas costumavam ler na escola.  Esse é outro livro fácil de achar em sebos, por preços bem acessíveis.

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As Três Marias

Rachel de Queiroz

Editora José Olympio

204 páginas

Preço médio: R$ 23

6. Fortaleza Belle Époque – reforma urbana e controle social (1860-1930)

Fruto da pesquisa de dissertação de mestrado defendida em 1992 na PUC de São Paulo, pelo professor do curso de História da Universidade Federal do Ceará, Sebastião Rogério Ponte e esgotado há vários anos, ganhou nova edição das Edições Demócrito Rocha no ano passado. A obra analisa o processo de remodelação urbana e disciplinarização social por que passou a capital cearense entre o final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX. Entre os fatos analisados, estão as campanhas de higienização física e moral da população, imposição de novos padrões europeizados de condutas públicas e privadas, asilamento de mendigos e doentes mentais, e práticas policiais de controle das camadas pobres. Ainda contempla a sátira, o deboche e a irreverência como formas de resistência popular contra as cotidianas tentativas dos poderes e saberes locais em disciplinar a sociedade.

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Fortaleza Belle Époque – Reforma  urbana e controle (1860-1930)

Sebastião Rogério Ponte

Edições Demócrito Rocha

220 páginas

Preço médio: R$ 60

7. A Normalista

Nesse romance realista e naturalista, além de conhecer a triste sina da protagonista Maria do Carmo, é possível passear pela Fortaleza do fim do século XIX, com sua velha Estação de Trem, os sítios afastados do Benfica, a Escola Normal, responsável pela má fama de suas alunas e que se situava na Praça José de Alencar, ao lado do Theatro e o  descampado rural do Cocó, com pouquíssimas choupanas, bem diferente do emaranhado de arranha céus de hoje. Vale a leitura para conhecer mais sobre a história da cidade nessa ousada história de Adolfo Caminha. Também fácil de encontrar em sebos e, por já contar mais de cem anos de seu lançamento, é de domínio público, podendo ser baixado por aqui.

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A Normalista

Adolfo Caminha

Editora Ática

156 Páginas

Preço médio: R$ 15

 8. Royal Briar – A Fortaleza dos anos 1940

Como memorialista, Marciano Lopes descreve a Fortaleza do seu bem-querer, que o recebeu ainda criança, dos braços de Aracati, após uma tragédia pessoal. Marciano  nos convida nessa obra a conhecer não só as ruas, casarões e edificações da cidade nessa época, mas também suas galhofas, seu comércio, o Carnaval, seus produtos  e até mesmo as pensões alegres mantidas em antigos casarões do Centro. Como Marciano detinha um grande acervo fotográfico, nesse livro são expostas várias dessas fotos raras, conseguidas com famílias da sociedade, além de registros do grande pesquisador Nirez.

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Uma das propagandas do tal Royal Briar

E o livro:

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Royal Briar

Marciano Lopes

Editora Armazém da Cultura

218 páginas

Preço médio: R$ 30

16:24 · 26.02.2015 / atualizado às 17:43 · 26.02.2015 por

Nesta quinta-feira, às 19 horas, na Biblioteca da Assembleia Legislativa, Marco Severo lança seu primeiro livro “Os escritores que eu matei”, publicado pela editora cearense Substânsia.

Sempre em tom leve e como se fosse uma conversa com o leitor, Marco desfia várias indagações de quem gosta de ler em 24 crônicas e um ensaio, sobre a presença dos animais na literatura. Os assuntos são muitos e todos muito interessantes para quem está sempre imerso em alguma obra. Desde qual idade seria a ideal para entrar em contato com certos autores até mesmo aquela agonia que bate nos acumuladores, que, no fundo, sabem que não conseguirão ler todos os livros que tem na sua estante até o dia de sua morte. Ah, e para quem ficou curioso sobre o porquê do título, ele só está na última crônica e tem a ver com a capa.

Serviço

Capa Frente Marco Severo

Lançamento do “Os escritores que eu matei”

Local: Biblioteca da Assembleia Legislativa (prédio anexo José Euclides Ferreira Gomes – 4º andar)

Endereço: Rua Barbosa de Freitas com Av. Desembargador Moreira, Dionísio Torres.

Preço: R$ 30

 

O Sopa de Livros conversou um pouco com Marco Severo sobre o livro, as vivências literárias do autor e o que os leitores poderão encontrar nessa obra. Veja na entrevista para a TVDN:

13:49 · 21.02.2015 / atualizado às 13:49 · 21.02.2015 por

Para quem aprecia a obra do modernista Mário de Andrade, várias boas notícias neste ano. Às vésperas de sua obra ser disponibilizada no domínio público, dez livros relacionados ao escritor estão com previsão de lançamento neste 2015, entre eles o inédito “Café”, a ser publicado pela editora Nova Fronteira até julho.

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O escritor Mário de Andrade será o homenageado dessa edição da Festa Literária de Paraty, em julho.

O primeiro lançamento já ocorre nessa quarta-feira, dia 25, no aniversário de morte do escritor. No Rio, a Edições de Janeiro e a Fundação Biblioteca Nacional apresentam “Eus ou Trezentos: Mário de Andrade, Vida e Obra”, de autoria do pesquisador Eduardo Jardim.

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Eduardo Jardim lança no dia 25 a nova biografia de Mário de Andrade

Ainda nesse semestre, serão lançados três e-books de Mário de Andrade: “Música de Feitiçaria”, “As Melodias do Boi” e “Pequena História da Música”.

E para aproveitar os últimos momentos de uma obra protegida pela lei de direitos autorais, já que as obras de Mário de Andrade passam a ser de domínio público em 2016, a editora Nova Fronteira, responsável, com o Instituto de Estudos Brasileiros, pelos volumes de Mário de Andrade disponíveis hoje, irá lançar um romance inédito do autor “Café”, além de uma coletânea de contos e crônicas e a graphic novel “Macunaíma em São Paulo: O nascimento de um Brasil”, com roteiro de Izabel Aleixo e ilustrações de Kris Zullo.

Os três devem estar prontos até julho, para as homenagens que o autor irá receber durante a Festa Internacional de Paraty, entre os dias 1º e 5.

Outra biografia que deve ser lançada em breve é “As vidas de Mário de Andrade”, de Jason Tércio, que trabalha nessa obra há 10 anos.

Ainda em 2015, a Edusp e o IEB também lançam, pela coleção Correspondências de Mário de Andrade, as cartas trocadas com Lasar Segall, organizadas por Vera Dorta e as que foram trocadas com Alceu Amoroso Lima, que trazem a organização de Leandro Garcia Rodrigues, com coedição da PUC-Rio.

Com informações do O Estado de S. Paulo.

13:26 · 19.12.2014 / atualizado às 18:20 · 26.12.2014 por

Rubem, esse capixaba de Cachoeiro do Itapemirim, partia desta vida há 24 anos. Vítima de câncer de laringe, doença que decidiu não tratar, faleceu sozinho em seu apartamento de Ipanema, após despedir-se aos poucos dos amigos. Esse foi um dos últimos textos do jornalista e escritor:

Hoje venta noroeste, amanhã é lua cheia. Depois virão outras luas e outros ventos, mas isso também é fútil. Pois um dia as luas podem girar no céu e os ventos rodarão na terra com meiguice ou fúria, e isso não te importará, como também, tudo o que foi. Por que, então, te afliges agora? Que a brisa do mar invente espumas, e depois venham as chuvas frias, o sol e depois no céu limpo suba, imensa, a lua – não pense que isto tenha a ver contigo. Não existes. Nada tem a ver contigo.

 

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Rubem Braga

Rubem Braga é considerado um dos maiores cronistas brasileiros de todos os tempos e é comparado a Machado de Assis, que  também escreveu crônicas, mas o fez em número menor que Braga. Formado em Direito, o escritor nunca chegou a exercer a profissão. Preferiu dedicar-se às crônicas e ao jornalismo. O escritor chegou a ser correspondente da Revolução Constitucionalista de 1932 para o jornal mineiro “Diários Associados”, do grupo de Assis Chateaubriand e também durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 2013, completaram 100 anos do seu nascimento. Na época, uma das instituições que homenagearam o autor foi o Museu da Língua Portuguesa. Com o tema Rubem Braga – O fazendeiro do ar, a mostra reuniu textos, documentos, correspondências, desenhos, pinturas, fotografias, objetos, publicações e depoimentos em vídeo sobre a sua carreira. Dividida nos módulos RedaçãoGuerraCoberturaPassarinhos e Retratos, a exposição percorreu sua trajetória desde a infância até a rotina em jornais, passando pela paixão pelos pássaros e a lendária cobertura com pomar que manteve em Ipanema, no Rio de Janeiro.

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Uma das projeções da mostra

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Abertura da exposição

Em 1961, Braga deixou o Brasil por três anos para se tornar embaixador do país em Marrocos. Também foi editor e um dos responsáveis por lançar o colombiano Gabriel García Marquez no Brasil. Entre os seus poucos e fieis amigos estavam outro cronista, Fernando Sabino e Vinícius de Moraes, que sempre se encontravam com o autor no apartamento de Ipanema.

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Cem anos de Solidão, lançado no Brasil em 1968, pela editora Sabiá, de Rubem Braga

Ao todo, em sua vida, foram mais de 15 mil crônicas, todas elas marcadas pela linguagem coloquial e por temas simples, como a vida no campo e a natureza, em contraposição à urbanidade e aos compromissos sociais da vida adulta.

Apesar de suas mais de 400 páginas, uma boa obra para se conhecer os escritos de Rubem Braga é o 200 Crônicas Escolhidas.  Ao fim da obra, parece que conhecemos o velho Braga, somos amigos, após risadas, lágrimas e tantos dias com ele.  Recomendo demais a leitura.

200-cronicas-escolhidas-ai-de-ti-copacabana-vira-vira-saraiva-braga-rubem-8577993558_200x200-PU6ebbc4bb_1A seleção dos textos é assinada pelo amigo Fernando Sabino.

Editora Saraiva

Preço médio: R$ 15

Outra obra que parece interessante  é “Na cobertura de Rubem Braga”, assinado pelo jornalista José Castello, também autor da biografia de  Vinícius de Moraes. Nesse livro, Castello o retrata de corpo inteiro, incluindo depoimentos dos que conviveram com o autor e também a releitura de toda a sua obra.

Abaixo, José Castello fala um pouco da obra de Braga:

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Na cobertura de Rubem Braga

José Castello

Editora José Olympio

Preço médio: R$ 40

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Blog da jornalista Kelly Garcia, da área Entretenimento, do Diário do Nordeste.
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