Sopa de Livros

Categoria: Distopia


11:14 · 16.09.2015 / atualizado às 11:19 · 16.09.2015 por

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É para controlar as lágrimas! Saiu mais um trailer de “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”, que estreia em novembro e encerra a franquia adaptada dos romances de Suzanne Collins.

No vídeo, vemos várias cenas dos últimos filmes entre as irmãs Katniss (Jennifer Lawrence) e Prim (Willow Shields) que demonstram o amor incondicional que possuem.

Assista:

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*Por Rosiane Melo – estagiária do núcleo de entretenimento

10:44 · 16.09.2015 / atualizado às 11:20 · 16.09.2015 por

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Finalmente! A Lionsgate divulgou o primeiro teaser trailer de “A Saga Divergente: Convergente”, penúltimo filme da franquia Divergente, que é a adaptação para os cinemas da trilogia distópica de Veronica Roth.

Confira:

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Com Shailene WoodleyTheo James no elenco, o longa estreia em março do próximo ano, e explora os desafios enfrentados pelos protagonistas após fugirem de Chicago.

O quarto e último filme da sequência, “A Saga Divergente: Ascendente” chega em 2017.

 

*Por Rosiane Melo – estagiária do núcleo de entretenimento

14:22 · 23.07.2015 / atualizado às 14:30 · 23.07.2015 por
15:00 · 10.07.2015 / atualizado às 13:13 · 10.07.2015 por

Durante as últimas semanas, teasers e os primeiros pôsteres de “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”, último filme da franquia que adapta a trilogia distópica de Suzanne Collins, foram divulgados.

Confira abaixo:

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O filme estreia nos cinemas dia 19 de novembro, e mostrará a trajetória final de Katniss Everdeen para destruir a Capital e o seu líder, Presidente Snow.

 

*Texto de Rosiane Melo – estagiária do Núcleo de Entretenimento do Diário do Nordeste

20:49 · 21.06.2015 / atualizado às 16:04 · 23.06.2015 por

Dizem que uma boa história é aquela que consegue cativar o leitor até a última sentença, seja essa história contada em uma única frase ou em uma série de muitos e muitos livros. O motivo por uma narrativa se estender além do volume único é um mistério. Às vezes, o autor não está preparado para abandonar o universo ficcional que criou, às vezes os fãs insistem tanto que os escritores se forçam a sentar em frente ao computador e escrever e às vezes a história é complexa e fascinante demais para caber em apenas um livro.

A questão é que não importa quantos livros são escritos e histórias são contadas, contanto que elas acrescentem algo. Pelo menos é o que a maioria dos leitores procura: uma leitura que valha as muitas horas de ócio investidas. Uma história que os transforme e emocione.

A Herdeira (R$ 19,90)
A Herdeira (R$ 19,90)

A Herdeira, quarto livro da série de young adult A Seleção, da escritora americana Kiera Cass, é um exemplo de como escolher prolongar uma história que não tem necessidade de ser prolongada pode ser um erro fatal.

Não, o livro não é nenhum desastre. Longe disso. Em A Herdeira, somos inseridos novamente no universo distópico da sociedade futurista Illéa, décadas após os eventos narrados nos livros anteriores da série – A Seleção, A Elite e A Escolhida. Mesmo após o fim da Seleção e das castas, o governo encontra-se novamente ameaçado por protestos, desigualdade e atentados violentos.

A personagem principal, Eadlyn, é a filha mais velha de Maxon e America e a futura rainha. Orgulhosa e muito mimada, ela não é bem vista pelo povo e, para reconquistar a estabilidade nacional e ganhar a confiança dos súditos, Eadlyn decide participar de uma nova Seleção. 35 garotos são enviados ao palácio real para disputar o coração de Eadlyn.

É a partir daí que a história corre o risco de se tornar redundante e oca. Embora a perspectiva narrativa seja diferente – se nos outros livros, quem narra a história é uma Selecionada, em A Herdeira é a princesa -, estamos novamente diante de uma Seleção, conflitos com rebeldes e algumas fights entre Selecionados. A Herdeira se supera e ainda consegue acrescentar à narrativa uma personagem principal pouco empolgante, além de um romance indefinido. O final é, no entanto, o ponto forte do livro.

Kiera Cass
Kiera Cass

A culpa não é da Kiera. Sua escrita é leve e descontraída e a ideia geral do livro é interessante. A leitura não é de todo em vão. É empolgante vislumbrar como estão as vidas de America e Maxon e de seus quatro filhos, além do casal mais que fofo de Asper e Lucy.

Mas quando a questão é contar a história de Eadlyn, A Herdeira carece de autenticidade e profundidade. Eadlyn é muito diferente de America e vê o mundo e os desafios de sua vida de forma muito particular e séria. Sua personalidade fria e distante pode impedir o leitor de simpatizar com ela.

Os relacionamentos e conflitos políticos não são muito desenvolvidos e a autora constrói um final confuso mas surpreendente para a obra, que deve ganhar uma sequência próximo ano.

A Herdeira é o que nós, brasileiros, chamamos de “embromation”: a arte de falar, falar e não dizer (quase) nada. Não há muitas novidades com as quais “surtar”, embora o livro não seja em nenhum momento entediante.

 

*Texto de Rosiane Melo – estagiária do Núcleo de Entretenimento do Diário do Nordeste

18:00 · 04.06.2015 / atualizado às 18:53 · 04.06.2015 por

Auditório da Livraria Leitura do RioMar Fortaleza

Na última sexta-feira (29), a Livraria Leitura do Shopping RioMar Fortaleza recebeu o #MochilãoDaRecord. Em sua primeira edição, o evento literário contou com a apresentação dos principais lançamentos do Grupo Editorial Record, além de sorteios, brindes e um bate-papo com a editora executiva da Galera Record, Ana Lima.

Roleta da sorte
Roleta da sorte
Brindes
Brindes

Fortaleza foi a primeira cidade a receber o evento, que acontece em dez capitais do País (Florianopólis, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife e Salvador). Entre os autores convidados: Carina Rissi (Perdida, No Mundo da Luna) em Brasília; Em Porto Alegre e Belo Horizonte, respectivamente, Bianca Briones (Batidas perdidas) e Marina Carvalho (Simplesmente Ana e Elena, a filha da princesa); Brittainy C. Cherry (Sr. Daniels) em São Paulo e Rio de Janeiro e a blogueira Melina Sousa do Serendipity) em Curitiba e Florianopólis.

Nessa semana, o #MochilãoDaRecord desembarca em Porto Alegre (sexta), Florianopólis (sábado) e Curitiba (domingo).

Datas do #MochilãoDaRecord
Datas do #MochilãoDaRecord

Ana Lima foi a convidada especial do evento no Nordeste e concedeu uma entrevista exclusiva ao Sopa de Livros que você confere logo abaixo.

SL – É a primeira vez que vocês promovem o #MochilãoDaRecord para os leitores, certo?

Todo ano, a Galera Record faz algum evento ou em São Paulo ou no Rio. Ano passado, a gente fez um piquenique, ano retrasado a gente fez um passeio de barco… Mas é mais para os blogueiros parceiros, era muito fechado nesse circuito de capital. Há um tempo, as pessoas me pedem para fazer em outros lugares. Acabamos fazendo uma coisa maior, com todas as editoras do grupo. Dando certo, pretendemos fazer [o #MochilãoDaRecord] duas vezes ao ano. É um evento para aproximar o leitor não só do livro, mas do editor, dos autores.

SL – Todos os autores são nacionais?

Não. A Brittainy C. Cherry vai estar no Rio, porque ela estará no Brasil por acaso. Claro que se a gente tiver a oportunidade de trazer um autor estrangeiro aqui, melhor ainda. Mas o foco são os autores nacionais.

SL – Algum motivo para o #MochilãoDaRecord começar no Nordeste?

Fortaleza é a primeira cidade. A gente vai experimentando, mas estamos abertos a sugestões. Talvez na próxima vez a gente comece pelo Norte e não passe por tantas cidades no Nordeste, já que aqui visitamos três capitais. É uma tentativa de abranger uma boa parte do País.

SL – Qual o principal objetivo do #Mochilão?

É bem aquela coisa de a gente se aproximar e ouvir. Tem a mídia social, que a gente lê o tempo todo e as pessoas falam muita coisa. Ainda assim, você estar na cidade, perto do leitor, é outra coisa. É meio como quando vai todo mundo para a Bienal. Quando você está ali, ouvindo o que eles gostam, é algo que não pode ser ignorado. Eu gosto de fazer isso. O contato dos leitores com os editores e com os autores. Sair um pouco daquela zona do autógrafo e poder bater um papo com eles porque nem sempre as livrarias têm espaço ou os autores têm disponibilidade. Proporcionar isso é bem legal.

LANÇAMENTOS

Guilherme Filippone (Gerente de Marketing) e Shirley Higaki (Coordenadora de Merchandising e Treinamento) apresentaram os principais lançamentos do ano do Grupo.

Confira abaixo a lista de algumas obras inéditas:

Memória da Água, de Emmi Itaranta

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Num futuro distante, a Europa foi dominada pela China, e a água passou a ser controlada e distribuída em cotas pelos militares. Noria é filha de um mestre do chá. Ela está sendo treinada para substituir o pai, e dentre todos os ensinamentos, ele revela à filha seu maior segredo: uma fonte natural escondida que fornece água para a família. Guardar esse segredo é negar ajuda ao restante de população, e ajudá-los é colocar em risco a própria vida: os militares punem severamente quem for descoberto desfrutando de alguma fonte ilegal de água. Mas Noria aprendeu que a sabedoria representa, acima de tudo, o poder de decidir seu próprio destino, a escolha entre lutar e se entregar.

O Descompasso Infinito do Coração, de Bianca Briones

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Clara acaba de descobrir a traição do marido. Com dois filhos pequenos e a baixa autoestima que a consome, ela vê sua vida mudar drasticamente, apesar do desejo de permanecer na zona de conforto. Bernardo é apaixonado por Clara desde a adolescência. Agora ele tem a chance de conquistá-la e mostrar que os dois devem finalmente ficar juntos. Mas o que parece tão simples, para ele, é complexo demais para ela. Como viver o presente quando o passado não deixa você olhar para frente? Será que um coração despedaçado pode recuperar a capacidade de amar?

Sr. Daniels, de Brittainy C. Cherry

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Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings vê sua vida mudar completamente. Enviada pela mãe para a casa do pai, com quem mal conviveu até então, ela viaja de trem para Edgewood, Wisconsin. Na estação de trem Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil, e a atração é imediata. Os dois compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. Mas Ashlyn não consegue acreditar quando descobre que Daniel é o Sr. Daniels, seu professor de inglês.

Beleza Perdida, de Amy Harmon

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Ambrose Young é lindo. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose… até tudo na vida dele mudar. Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas – perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido. Uma releitura moderna de A Bela e a Fera.

Red Hill, de Jamie Mcguire

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Quando a notícia de uma epidemia mortal se espalha, pessoas comuns se deparam com situações extraordinárias e, de repente, seus destinos se misturam. Percebendo que não conseguiriam fugir do perigo, elas procuram desesperadamente por abrigo no mesmo rancho isolado, o Red Hill. Emoções estão a flor da pele quando novos e velhos relacionamentos são testados diante do terrível inimigo – um inimigo que já não se lembra mais o que é ser humano. O que acontece quando aquele por quem você morreria, se transforma naquele que pode lhe destruir? 

Naomi e Ely e a lista do não beijo, de David Levithan e Rachel Cohn

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Naomi e Ely são amigos inseparáveis desde pequenos. Naomi ama Ely e está apaixonada por ele. Já o garoto, ama a amiga, mas prefere estar apaixonado, bem, por garotos. Para preservar a amizade, criam a lista do não beijo — a relação de caras que nenhum dos dois pode beijar em hipótese alguma. A lista do não beijo protege a amizade e assegura que nada vá abalar as estruturas da fundação Naomi & Ely. Até que… Ely beija o namorado de Naomi. E quando há amor, amizade e traição envolvidos, a reconciliação pode ser dolorosa e, claro, muito dramática.

Em Busca de Cinderela, de Colleen Hoover

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Capa americana

No escuro, um encontro casual aos seus 18 anos, leva Daniel e uma garota com quem se depara confessarem o amor que sentem um pelo outro. Mas este amor tem algumas condições: ele duraria apenas uma hora e seria apenas uma ilusão. Então, após uma hora, a garota foge como Cinderella, enquanto Daniel tenta se convencer de que o que aconteceu entre eles apenas pareceu perfeito, porque eles estavam fingindo que era perfeito. Um ano e um péssimo relacionamento depois, sua descrença no amor a primeira vista é destruída quando ele conhece Six: uma garota com um nome estranho e uma personalidade mais estranha ainda. Daniel não demora a perceber que os sentimentos que ele fingia ter por Cinderella e os que sentia por Six, não eram assim tão diferentes. Especialmente quando os dois amores de sua vida acabam sendo um só.

Entrelinhas, de Tammara Webber

Entrelinhas - Tammara Weber

Reid Alexander, um dos jovens atores mais bem pagos da atualidade, está acostumado a conseguir o que quer – e o que ele quer agora é Emma Pierce, a atriz novata que vai fazer par romântico com ele no próximo filme.  Até que ele se vê diante de dois obstáculos inesperados: uma ex-namorada ressentida e um rival que vai disputar o coração de Emma. 

Em Busca de Abrigo, de Jojo Moyes

Em Busca de Abrigo

Na noite da Coroação da Rainha Elizabeth II, em 1953,  Joy, uma jovem de 21 anos, se apaixona. Menos de vinte e quatro horas depois, ela já está prometida em noivado ao rapaz. Em 1980, um ato de rebeldia faz Kate, aos 18 anos, fugir do Condado de Wexford, na Irlanda, com sua filha ilegítima. Quinze anos mais tarde, Sabine deixa Hackney, o elegante bairro onde mora, em Londres, para visitar os avós que jamais conheceu e descobre que Wexford parece ter parado no tempo. Quando Sabine, sua mãe e sua avó voltam a se encontrar, um segredo de família cuidadosamente guardado é descoberto, bem como algumas verdades importantíssimas: o conflito entre o amor e o dever, as escolhas que as mulheres são obrigadas a fazer e o relacionamento entre mães e filhas.

Brilhantes, de Marcus Sakey

BRILHANTES

A partir de 1980, um por cento das crianças começou a apresentar sinais de inteligência avançada. Essa parcela da população, chamada de “brilhantes”, é vista com desconfiança pelo restante da humanidade. Nick Cooper é um deles, um agente brilhante, treinado para identificar e capturar terroristas superdotados e levá-los para a custódia do governo. Seu último alvo é um líder responsável pelo maior ataque terrorista dos últimos tempos e que pretende começar uma guerra civil. Mas para capturá-lo, Cooper precisa se infiltrar em seu mundo e ir contra a tudo o que acredita. 

Trono de Vidro (Herdeira do Fogo, Volume 3), de Sarah J. Maas

Capa americana
Capa americana

O único pensamento de Celaena Sardothien é vingar a morte selvagem de uma amiga: como “Campeã” do Rei assassino de Adarlan, ela é obrigada a servir a este tirano, mas ele vai pagar pelo que fez. Sacrificando seu futuro, Chaol, o capitão da guarda do Rei, enviou Celaena a Wendlyn para protegê-la, mas seus demônios mais sombrios estavam no mesmo lugar. Se ela puder vencê-los, ela vai ser a maior ameaça de Adarlan – e seu próprio inimigo mais difícil. 

A Garota no Trem, de Paula Hawkins

a garota no trem

Rachel pega o mesmo trem toda manhã. Ela sabe que ele vai esperar no mesmo sinal toda vez, com vista para uma fileira de quintais. Ela até começou a sentir como se conhecesse as pessoas que vivem em uma destas casas. “Jess e Jason”, é como ela os chama. A vida deles como ela vê é perfeita. Se ao menos Rachel pudesse ser tão feliz assim. E então ela vê algo chocante. É apenas um minuto antes do trem se mover, mas é o suficiente. Agora tudo mudou. Agora Rachel tem uma chance de se tornar uma parte da vida que ela só assistiu de longe. Agora eles verão; ela é muito mais do que apenas a menina no trem…

Os Lugares Mágicos dos Filmes de Harry Potter, de Jody Revenson

Os Lugares Mágicos dos Filmes de Harry Potter, de Jody Revenson

A obra leva os leitores a uma jornada visual por trás das cenas de todos os oito filmes da série Harry Potter. A autora proporciona os perfis detalhados de cada locação e as une com artes conceituais jamais vistas, fotos dos bastidores e fotografias dos filmes com informações suplementares que revelam os segredos das filmagens trazidos direto dos arquivos da Warner Bros.

À Procura de Audrey, de Sophie Kinsella

À Procura de Audrey conta a história de Audrey, uma garota de 14 anos que sofre de distúrbios de ansiedade. Quando ela conhece Linus, um colega de seu irmão, faíscas surgem pelo ar. Conforme a amizade se torna mais profunda, uma conexão romântica começa a se desenvolver — acelerando a recuperação de Audrey e, surpreendentemente, ajudando toda a sua família.

Star Wars – Manual do Império

Quer saber tudo sobre o Império Galáctico? Escrito pelos melhores oficiais do Império, desde o Imperador Palpatine até os Stormtroopers, o Manual do Império caiu nas mãos da Aliança Rebelde, e seus membros não demoraram para fazer anotações. 

*Texto de Rosiane Melo – estagiária do Núcleo de Entretenimento do Diário do Nordeste

16:58 · 23.05.2015 / atualizado às 13:09 · 24.05.2015 por

A nova modinha da literatura no século XXI são os livros distópicos. Quem não está familiarizado com o termo, basta uma simples definição: distopia, no meio literário, caracteriza uma sociedade imaginária controlada por um Estado opressivo e totalitário, onde predomina a corrupção e as condições de vida são precárias ou apocalípticas.

No entanto, o surgimento da literatura distópica não é recente. A maioria dos best-sellers atuais que se dizem distópicos são inspirados em verdadeiros clássicos dos séculos XIX e XX. O Sopa de Livros listou seis deles, entre os mais representativos desse gênero. Veja abaixo:

 

1. A Máquina do Tempo, de H. G. Wells 

R$ 35,90
R$ 35,90

Este é o primeiro romance do escritor inglês H.G. Wells (autor de outros clássicos de sucesso como O Homem Invisível e A Guerra dos Mundos). Publicado em 1895, o livro conta a história de um cientista que inventa uma máquina do tempo e com ela viagem para o futuro, onde se depara com o fim dos valores morais e a ameaça de extinção da espécie humana.

H. G. Wells
H. G. Wells

Trecho da obra:

“A versatilidade intelectual é a nossa compensação para enfrentar as mudanças, os perigos, os problemas. Um animal em perfeita harmonia com seu ambiente é um mecanismo perfeito. A natureza nunca apela para a inteligência senão quando o hábito e o instinto são incapazes de resolver um problema. Não existe inteligência onde não existe mudança ou necessidade de mudança.”

 

2. 1984, de George Orwell

R$ 45,00
R$ 45,00

1984 é um dos romances distópicos mais influentes do século XX. George Orwell lançou o livro em 1949, poucos meses antes de sua morte. A obra acompanha o personagem Winston, que vive em uma sociedade totalitária onde todos são vigiados pelo Grande Irmão, que é uma espécie de personificação de poder cínico e supremo que sabe e vê tudo. 

George Orwell
George Orwell

Trecho da obra:

“É preciso muito esforço para saber e não saber, ter consciência da completa verdade ao contar mentiras cuidadosamente construídas, para manter simultaneamente duas opiniões, sabendo que são contraditórias, e acreditar em ambas.”

3. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

R$ 26,00
R$ 26,00

Estamos no Ano 634 d.F. (depois de Ford). A sociedade é governada pelo Estado científico. Os seres humanos nascem de proveta e possuem comportamentos pré-estabelecidos e funções pré-determinadas. Monogamia, família, privacidade e pensamento criativo são considerados crimes. Esse é o universo criado pelo escritor britânico Aldous Huxlex em Admirável Mundo Novo, obra publicada originalmente em 1932.

Aldous Huxley
Aldous Huxley

Trecho da obra:

“Tal é a finalidade de todo condicionamento: fazer as pessoas amarem o destino social a qual não podem escapar.”

4. Neuromancer, de Willian Gibson

R$ 44,00
R$ 44,00

Publicado em 1984, Neuromancer é uma dos livros de Cyberpunk mais consagrados do século passado. Já ganhou os três principais prêmios da ficção científica: Nebula, Hugo e Philip K. Dick. O autor William Gibson conduz o leitor em um universo futurístico, onde impera uma alucinação coletiva virtual, na qual as pessoas se conectam para alcançar a informação plena. 

William Gibson
William Gibson

Trecho da obra:

“Ciberespaço. Uma alucinação consensual vivenciada diariamente por bilhões de operadores autorizados […] uma representação gráfica de dados abstraídos dos bancos de todos os computadores do sistema humano.”

5. Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

R$ 17,90
R$ 17,90

Escrito pouco tempo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, Fahrenheit 451 condena a opressão anti-intelectual nazista e a realidade econômica e política dos anos 1950 ao construir uma história sobre uma sociedade opressiva comandada por um governo autoritário do mundo pós-guerra. Livros são proibidos e todo o conhecimento dos fatos deve ser buscado somente através de TVs instaladas nas praças e em todas as casas. 

Ray Bradbury
Ray Bradbury

Trecho da obra:

“Bem, afinal de contas, estamos na era do lenço descartável. Assoe seu nariz numa pessoa, encha-a, esvazie-a, procure outra, assoe, encha, esvazie. Cada um está usando as fraldas da camisa do outro. Como torcer para o time da casa quando não se tem nem um programa nem sabemos os nomes? Por falar nisso, que camisa estão usando quando entram em campo?”

6. Laranja Mecânicade Anthony Burgess

R$ 36,00
R$ 36,00

Laranja Mecânica é uma obra de 1962 que narra a história de uma sociedade futurista em que a violência predomina entre os jovens e é reprimida com o mesmo nível de agressividade pelo governo totalitário. Leitura marcante, o livro é uma sátira à sociedade britânica e foi escrito parcialmente em uma gíria influenciada pelas línguas russa e inglesa, chamada “Nadsat”.

Anthony Burgess
Anthony Burgess

Trecho da obra:

“Você pecou, suponho, mas o seu castigo foi além de qualquer proporção. Eles transformaram você em alguma coisa que não é um ser humano. Você está comprometido com atos socialmente aceitáveis, uma maquininha capaz de fazer somente o bem. Música, sexo, literatura e arte, tudo agora deve ser fonte não de prazer, mas de dor.”

*Texto de Rosiane Melo – estagiária do Núcleo de Entretenimento do Diário do Nordeste

15:52 · 23.04.2015 / atualizado às 15:52 · 23.04.2015 por

Notícia muito boa para os leitores – e fãs – da série distópica de livros A Seleção, da escritora americana Kiera Cass. Segundo o site Deadline, as obras serão adaptadas para os cinemas em breve!

Fãs surtando
Fãs surtando

Para quem ainda não conhece a trilogia best-seller mundial, A Seleção conta a história de America Singer, uma jovem artista que vive em uma sociedade futurística dividida em castas sociais que tem como regime político a monarquia. A Seleção é um “concurso” em que 35 garotas disputam o coração do príncipe Maxon, com quem apenas uma delas irá se casar. America se vê na obrigação de participar da disputa embora não queira. Romance, discussões políticas e grandes amizades são temas que permeiam a trilogia, composta por três obras: A Seleção, A Elite e A Escolhida.

Capa do primeiro livro, A Seleção
Capa do primeiro livro da série, A Seleção

Voltando a falar da adaptação para os cinemas… Ainda de acordo com o Deadline, a Warner Brothers adquiriu os direitos de adaptação dos livros em recente leilão. Denise DiNovi & Alison Greenspan (Se eu ficar, Edward Mãos de Tesoura) e Pouya Shahbazian (Divergente, Insurgente) serão os produtores do longa. A roteirista Katie Lovejoy assina o texto.

Quanto ao elenco e previsão de estreia, nada foi divulgado.

QUARTO LIVRO

Em maio, Kiera Cass lança “The Heir” (A Herdeira, em tradução livre), quarto livro da série A Seleção. O lançamento será simultâneo no Brasil e nos Estados Unidos.

A Editora Seguinte, que publica os livros de Cass por aqui, já disponibilizou o livro para pré-venda em capa normal nas livrarias Cultura, Travessa, Saraiva e no site Submarino. A grande novidade é que A Herdeira também será lançado em capa dura, exclusivamente sob encomenda na Saraiva.

 

*Texto de Rosiane Melo – estagiária do Núcleo de Entretenimento do Diário do Nordeste

13:23 · 27.03.2015 / atualizado às 13:26 · 27.03.2015 por

Legend é o primeiro livro da trilogia distópica da autora best-seller Marie Lu, de 2011. Aqui no Brasil, a obra foi lançada pelas editoras Prumo e Rocco. (Preço: R$ 29,50 capa dura / R$ 19,00 e-book

Marie Lu, 30 anos, também escreveu as continuações de Legend: Prodigy e Champion
Marie Lu mora na Califórnia e escreve livros Jovem Adulto

Para quem não sabe, “trilogia distópica”, quando se refere ao mundo literário, significa uma série de três livros em que a história é ambientada em um distopia, que é o oposto da utopia. Enquanto utopia simboliza um estado imaginário perfeito e fantástico, surreal, a distopia é geralmente caracterizada pelo caos, onde regimes totalitários e opressivos permeiam a narrativa.

No caso de Legend, a trilogia é ainda composta por mais dois volumes, Prodigy e Champion.

Legend nos conta a jornada de dois adolescentes de 15 anos que possuem vidas totalmente diferentes. Um garoto chamado Day, que é o criminoso mais procurado do governo. Uma garota chamada June, prodígio e integrante da elite da República, a organização militar e política governante. Duas pessoas de realidades conflitantes que terão seus caminhos entrelaçados quando Day se tornar o principal suspeito da morte do irmão de June, um alto funcionário militar.

Marie Lu teve a ideia para o livro enquanto assistia a uma adaptação de Les Misérables na TV. Ela então se perguntou como a relação de um famoso criminoso e um prodigioso detetive poderia ser representada em uma história mais contemporânea.

A história é ambientada no ano de 2130 D.C. e se passa no que seria futuramente a cidade de Los Angeles. Os setores pobres da cidade estão sendo atacados por uma praga, e Day tenta proteger sua família custe o que custar, mesmo que o preço seja ter o nome sujo perante a lei, mas ele não é um assassino. Cresceu e sofreu na pele todas as opressões e humilhações que a República a ele infligiu. Seu único propósito é fazer com que a justiça seja feita. June, por outro lado, é uma garota alienada pelo sistema. Super inteligente, ela não se preocupa com ninguém além de si mesma. A morte de seu irmão (o único que restou de sua família), no entanto, a fará abrir os olhos para se vingar do verdadeiro culpado.

Capa de Legend
Versão de capa lançada pela Editora Rocco

Pela  escrita de Marie Lu ser fácil e direta, com o uso de verbos no presente, a velocidade dos acontecimentos prende a atenção. Difícil é parar de ler. Não se deixe enganar pelo tamanho do livro, apesar de pequeno (são apenas 256 págs), a complexidade da história é fascinante. Percebemos que a cada descoberta, a cada verdade desvendada, fica difícil distinguir o certo do errado.

Versão da capa lançada pela Editora Prumo

A narração dupla também foi uma novidade instigante. Day escreve com os dialetos e gírias que aprendeu nas ruas, um mítico Robin Hood moderno que rouba dos ricos para ajudar aquela que mais ama no mundo, sua família. Já a mente genuína, alienada e disciplinada de June no começo do livro nos dá verdadeira vontade de sacudi-la, porém foi só comparar o primeiro capítulo dela com o último, que ficamos boquiabertos com o quanto ela amadureceu em tão pouco tempo.

Não temos os personagens secundários muito desenvolvidos, e, aliás, eles são poucos. É uma narrativa bastante inteligente, onde cada parágrafo está carregado de múltiplas interpretações. É um livro para surtar. Não tem romance “adocicado” demais, “contos de fadas” demais. Simples, balançado, mas envolvente, banhado de ação e viciante. Com tempo e disposição, você pode lê-lo em uma tarde. Sério!

Os termos literários distopia e trilogia podem ser praxe e repetitivos, apontados até por alguns como a modinha atual. O mundo e, principalmente, os personagens criados por Marie Lu, entretanto, nos conduzem além dos clichês, nos contemporizam as desigualdades sociais, as injustiças e a corrupção daqueles que deviam defender os seus subordinados, e não oprimi-los. Essa questão é complexa e as discussões se estendem além de um livro e palavras embaralhadas. Assim, Legend fala não só sobre verdade, mas também sobre a realidade, nos faz refletir e abrir os olhos para questionar o que é nos dado como definitivo, absoluto, justo. Por isso, muitos aplausos para essa surpreendente trama.

* Texto assinado por Rosiane Melo, estagiária do núcleo de entretenimento do Diário do Nordeste

 

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Blog da jornalista Kelly Garcia, da área Entretenimento, do Diário do Nordeste.
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