Sopa de Livros

Categoria: HQ


10:59 · 22.01.2016 / atualizado às 11:06 · 22.01.2016 por

Li, há alguns dias, “Snoopy: A felicidade é um cobertor quentinho!”, de Charles M. Schulz. Desde então, fiquei aqui sondando sobre o que falar desse livro. Eu, que nunca tinha lido Snoopy, assistido ao desenho ou aos filmes. O que uma pessoa totalmente fora do seu lugar-comum (das leituras-comum) poderia comentar sobre esses clássicos personagens que foram eternizados desde a infância na vida de tantas pessoas ao redor do globo?

O que a mim cabe, compreendi, é transmitir as sensações de uma nova leitora. Uma nova fã, por assim dizer. Em “A felicidade é um cobertor quentinho!”, Linus está bem obcecado pelo seu cobertor, sendo capaz de renegar tudo e todas as convenções para estar ao lado daquele pedaço de pano aparentemente sem nenhuma característica que o torne especial. Corrijo: apenas o fato de ele ser de Linus torna-o especial.

a felicidade

Charlie Brown está apegado a sua pipa. Não há árvores, vento ou catástrofe que o afaste da ideia de que precisa empinar aquela pipa.

E nesse Carnaval, Lucy ainda não superou o amor não-correspondido por Schroeder, que vê mais proveito em seu piano do que na moça.

a fe

Deu pra perceber? Nessa obra, os personagens estão ligados, conectados, dependentes de algo. Todos eles procuram por afeto, seja no cobertor, na pipa ou no outro. E não tem recusa, ameaça ou perda que os detenham de persistir acreditando.

O pequeno cão Snoopy está presente em todos esses momentos, como um observador distante fazendo caras e bocas, rindo à toa desse carrossel sem sentido.

Foram também essas pequenas “lições morais” sutis do texto que me encantaram. É uma dessas leituras gostosas de ônibus, para crianças e adultos, meninos e meninas que ainda acreditam no companheirismo e na necessidade que às vezes temos de contato.

 

>> Aqui você pode ainda conferir o episódio completo em inglês do desenho animado sobre o cobertor quentinho:

 

SOBRE O LIVRO

Snoopy

A felicidade é um cobertor quentinho! (2013)

Charles M. Schulz

Editora Nemo

R$ 23,80

 

 

*Por Rosiane Melo

11:03 · 13.01.2016 / atualizado às 11:03 · 13.01.2016 por

Acabou-se o que era doce. Foram quase – ou mais – de três semanas sem #SopaTwist aqui no blog. Mas, já que o recesso acabou, voltamos com tudo! E o que não falta são notícias, certo?

Vamos lá!

 

1 – Danilo Gentili brinca de cinema

danilo

Há algumas semanas, a editora Panda Books anunciou que o livro “Como se tornar o pior aluno da escola”, autoria do apresentador Danilo Gentili, será adaptado para os cinemas neste ano. O primeiro teaser do filme foi exibido na Comic Con Experience e a surpresa é que o próprio autor estrela no papel principal do longa.

R$ 39,90
R$ 39,90

O teaser pode ser visto aqui.

 

2 – Ela não para, não para nunca!

kefera

Ser um fenômeno do Youtube, best-seller literária, atriz e dona de um salário de dar inveja não é o suficiente para Kéfera Buchmann. Em 2016, ela embarca nos cinemas para interpretar a protagonista do longa É Fada, nova comédia da diretora Cris D’Amato (S.O.S. – Mulheres ao Mar).

No longa, Kéfera será um fada atrapalhada que tem a missão de ajudar uma menina, interpretada pela atriz global Klara Castanho.

R$ 25
R$ 25

O filme é baseado na obra “Uma fada veio me visitar”, de Thalita Rebouças.

 

4 – Orgulho e Preconceito em quadrinhos

ily

E a Nemo, editora conhecida pela publicação de produções em quadrinhos, revelou que irá publicar ainda este mês uma adaptação de Orgulho e Preconceito para HQ.

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Adaptado por Ian Edginton e com ilustrações de Robert Deas, a obra está em pré-venda no site da Amazon. Acesse aqui.

Uma novidade boa: neste ano, a Nemo decidiu apostar nas autoras mulheres. Questão de gênero, abuso sexual, misoginia e responsabilidade social são os principais temas abordados em algumas das publicações. No total, estão programados 15 lançamentos para o ano, 12 deles escritos por mulheres.

 

5 – Lobos para dar e vender

menino

Com previsão de estreia dia 7 de abril, a adaptação da obra “O Livro da Selva”, de Rudyard Kipling, promete contar a história de Mogli, o menino criado por lobos na selva, em nova versão da famosa animação da Disney, agora com personagens de carne e osso.

Com narração especial de Scarlett Johansson e participação de atores como Idris Elba e Bill Murray, o longa teve as suas primeiras imagens e trailer divulgados. Confira!

YouTube Preview Image

 

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6 – A Dinamarca é aqui

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Prestes a estrear nos cinemas, “A Garota Dinamarquesa”, adaptação da história real do pintor dinamarquês Einar Wegener contada na obra de sucesso de David Ebershoff,  é lançada neste mês pela Rocco.

Confira a capa inspirada no filme:

agarota
R$ 30

 

7 – Neil Gaiman é brasileiro

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Sucesso da ficção literária e das HQ’s, como Deuses Americanos e Sandman, Neil Gaiman lançará em junho, junto com os brasileiros Fabio Moon e Gabriel Bá (autores do elogiado Daytripper), o quadrinho “How to talk to girls at parties”, pela editora americana Dark Horse.

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O livro é uma adaptação de um conto homônimo de uma obra de Gaiman – “Coisas Frágeis”. O conto também será adaptado para os cinemas e tem Nicole Kidman no elenco.

Infelizmente, não há previsão sobre o lançamento dos quadrinhos no Brasil.

 

 

*Por Rosiane Melo

08:36 · 05.01.2016 / atualizado às 08:57 · 05.01.2016 por

Escolher as melhores leituras do ano não é fácil. Foram 59 livros lidos (quaaase 60 porque não cheguei a terminar a leitura da edição especial de 150 anos de “Alice”), muito mais do que em 2014, quando eu li apenas 27.

O engraçado é que metas de leitura não funcionam muito comigo, então entrou nessa lista de 2015 muitas obras que eu realmente não planejava ler. Acontece. Isso me proporcionou muitas surpresas boas – e algumas poucas não muito agradáveis.

Confira minha lista de melhores leituras de 2015. E feliz 2016!

Orgulho e preconceito, de Jane Austen

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Editora Martin Claret

R$ 20

Finalmente, tive a oportunidade de ler Jane Austen. Orgulho e Preconceito é um dos poucos livros da autora que eu tenho, e por acaso eu comprei na bienal do livro de 2014 em Fortaleza. Por ser o único da autora que eu li não tenho como comparar com outras obras. No entanto, o clássico romance não deixa a desejar. Austen apenas confirmou minhas suspeitas: ela é uma escritora à frente do seu tempo, que sabe capturar, com ironia e sarcasmo bastante sutis, a essência da sociedade inglesa do final do século XVIII – já que a obra foi finalizada em 1797 por uma Austen com menos de 21 anos. A publicação aconteceu apenas em 1813.

 

Outlander, de Diana Gabaldon

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Editora Saída de Emergência

R$ 28

Comecei a ler Outlander (A Viajante do Tempo, em português), primeiro volume de uma série de romance histórico que até o momento possui oito obras, por causa da série televisiva do canal Starz baseada nos romances de Diana Gabaldon. Não imaginava que me depararia com 800 páginas de pura aventura, romance e uma história de tirar o fôlego.

Série de livros Outlander (edições originais)
Série de livros Outlander (edições originais)

> Confira nossa resenha de Outlander

Quatro escritoras contemporâneas de romance de época para conhecer

“A Viajante do Tempo” narra a história de Claire Beauchamp Randall, uma jovem enfermeira inglesa que é transportada duzentos anos no tempo, saindo da Escócia pouco tempo após o fim da Segunda Guerra Mundial para a Escócia do século XVIII. Dividida entre esses dois mundos, ela luta pela sobrevivência ao lado do jovem guerreiro escocês Jaime.

 

A casa das sete mulheres, de Letícia Wierzchowski

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Editora Record

R$ 24

Sem dúvida, essa foi uma das leituras mais demoradas e marcantes de 2015 – e, quem sabe, da minha vida. Não tenho o costume de ler muitos romances nacionais, principalmente se eles foram históricos como esse, que narra o cotidiano de sete mulheres durante a Guerra dos Farrapos. Mas não ler literatura nacional é um pecado grande, confesso. Há muita gente talentosa no meio literário brasileiro. Basta apenas ser seletivo. E a gaúcha Letícia Wierzchowski é uma dessas riquezas nacionais. A sutileza de detalhes, o cuidado com o texto e a originalidade de suas histórias fazem de Letícia, além de romancista, uma poetisa.

> Confira nossa entrevista com Letícia Wierzchowski

 

Auri, a anfitriã, de Aline Moura e Bárbara Almeida

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É a própria Auri, personagem-lugar que representa o Instituto Penal Feminino Auri Moura Costa, que narra as muitas histórias de mulheres que cumprem pena na instituição. Nascidas de um TCC escrito pelas alunas de jornalismo da UFC Aline Moura e Bárbara Almeida, essas histórias foram publicadas em um livro-reportagem através de financiamento no Catarse. A obra, em suas 156 páginas, traz de maneira sutil relatos de internas, fotografias e reflexões sobre o sistema penal brasileiro, a desigualdade de classes e a violência. É um projeto ousado e com uma narrativa cheia de reviravoltas.

 

Objetos cortantes, de Gillian Flynn

Objetos Cortantes

Editora Intrínseca

R$ 28

Sou fã assumida de Gillian Flynn. A escritora americana consegue desconstruir todo o ideal de protagonistas femininas indefesas e ingênuas, bastante difundido na literatura mundial. Em todas as suas obras, ela nos surpreende com mulheres que falham, matam, mentem e enganam. E em “Objetos Cortantes” não poderia ser diferente. Somos apresentados a Camille Preaker, uma jornalista que trabalha em um jornal de segunda em Chicago, que tem como hobby se automutilar e há poucos meses foi liberada de um hospital psiquiátrico. Ela recebe a missão de viajar para Wind Gap, sua cidade natal, para fazer uma matéria sobre dois casos policiais envolvendo crianças. No entanto, Camille teme voltar para Wind Gap, onde a família que sempre a desprezou a aguarda, ressuscitando traumas de infância que poderão levá-la a um colapso.

> Confira nossa resenha de Objetos Cortantes

 

Mayara & Annabelle vol.1 e vol.2, de Talles Rodrigues e Pablo Casado

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Editora Fictícia

R$ 25

E pela primeira vez eu li quadrinhos cearenses. Tá, talvez eu tenha lido aqui e ali algo do Capitão Rapadura no passado, mas nada muito significativo. Em 2015, eu tive a oportunidade de ler essas preciosidades escritas pelo jornalista cearense Talles Rodrigues e pelo roteirista alagoano Pablo Casado. As histórias giram em torno de Mayara e Annabelle, duas funcionárias públicas da Secretaria de Controle de Atividades Fora do Comum do Ceará (SECAFC-CE) que lutam contra demônios e outras criaturas sobrenaturais na terrinha alencarina. O legal é que a obra é rica em regionalismo, contendo nomes de cidades do interior, presença do cearês nos diálogos, além de referências ao cenário político local. Muito bom!

> Uma arretada produção de quadrinhos

> Enquadrando elas

 

Mensão honrosa: O Vilarejo, de Raphael Montes

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Editora Suma de Letras

R$ 25

Raphael Montes é uma das grandes promessas nacionais do gênero policial. Desde o início do ano passado que eu vinha cobiçando ler algo dele. A oportunidade veio – antes tarde do que nunca – na véspera de natal, quando eu devorei em uma tarde “O Vilarejo”, obra de Raphael lançada em 2015 e que curiosamente não é romance policial. Trata-se de uma coleção de histórias de terror sobre os habitantes de um vilarejo isolado, arruinado pela neve e pela fome. O autor se inspirou no padre e demonologista Peter Binsfeld, que em 1589 fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, o que teoricamente seria responsável por invocar o mal nas pessoas.

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O projeto gráfico do livro é bastante agradável aos olhos. Mesmo na versão em pdf, que foi a que eu li. As ilustrações de Marcelo Damm dão um toque gótico e macabro à obra, que é uma leitura rápida e claramente aterrorizante.

*Por Rosiane Melo

08:56 · 23.12.2015 / atualizado às 10:06 · 23.12.2015 por

Star Wars montagem

Então, a Força finalmente despertou e Star Wars está mais do que nunca na boca e no coração de toda uma legião de fãs desta galáxia tão, tão distante. Mas, como o Episódio VIII só chega aos cinemas em 2017, o jeito é cair de cabeça na imensidão do Universo Expandido.

Como praticamente tudo dentro de Star Wars, os aficionados por leituras podem escolher entre dois lados: Legends e Cânone. E mais, essas duas escolhas estão presentes tanto no que diz respeito a livros como a quadrinhos. Entretanto, diferente dos dramas passados pelos Jedis, transitar entre um lado e outro não causa distúrbio algum na Força. Na verdade, a deixa ainda mais poderosa.

 

>>>>Legends

Como a maioria dos fãs já deve estar cansado de saber, após a venda da Lucasfilm para a Disney, tudo aquilo que fazia parte do Universo Expandido ganhou o selo de Legends – viraram lendas que não se sabe ao certo se aconteceram ou não. O que não significa que deixaram de ser leituras prazerosas ou que possam existir em um universo paralelo. Aí cabe à imaginação de cada um para decidir como vai considerar essas histórias. Escolhas à parte, algumas dicas de leitura bastante interessantes são:

 

Star Wars: Kenobi

John Jackson Miller

Editora Aleph

R$ 21

Kenobi

A história se passa logo após os acontecimentos do Episódio III – A Vingança dos Sith. Nela, acompanhamos as aventuras de Obi-Wan Kenobi, agora Ben, logo após sua chegada a Tatooine e a entrega do pequeno Luke aos tios Owen e Beru Lars.

Enquanto tenta se manter o mais invisível possível, Ben acaba se vendo-se dividido entre sua missão Jedi, de manter a criança a salvo, e a missão fundamental dos Jedis, de proteger os mais fracos. Assim, ele acaba se envolvendo nos problemas do Oásis Pika, um vilarejo no meio do deserto, e de Annileen Calwell, uma dona de armazém forte e cativante.

 

Trilogia Thrawn

Herdeiro do Império, Ascensão da Força Sombria e O Último Comando

Timothy Zahn

Editora Aleph

R$ 82,90

Herdeiro do Império

Ascensão da Força Sombria
O Último Comando

 

Considerada pelos fãs de longa data uma das melhores histórias do Universo Expandido, a Trilogia Thrawn acompanha o trio Luke Skywalker, Han Solo e Leia, agora Organa Solo, além dos demais personagens queridos da saga (Chewie, os droids, Lando, Wedge, etc) cinco anos após aos acontecimentos do Episódio VI – O Retorno de Jedi.

Na trama, Luke se vê com toda a responsabilidade de ser o último Jedi existente e com todas os encargos que aquilo significa: treinar sua irmã, restabelecer a Ordem Jedi, não sucumbir ao Lado Negro da Força. Leia, por sua vez, também fica divida entre suas obrigações políticas e seu treinamento Jedi, enquanto espera para exercer um terceiro papel em sua vida: ser mãe de gêmeos. Já Han tenta convencer os contrabandistas a cooperarem com a Nova República, o que se mostra uma missão praticamente impossível.

Ao mesmo tempo, a antiga Aliança Rebelde se depara com um remanescente do Império, o grão-almirante Thrawn: um gênio estrategista que tem como objetivo retomar o controle imperial na galáxia.

 

>>>>Cânone

Se por um lado a Disney oficialmente desconsiderou tudo o que havia sido feito antes da compra da Lucasfilm, ao mesmo tempo ela se propôs a criar um novo Universo Expandido (ou transmídia pelo menos), criando histórias complementares aos filmes de George Lucas e prelúdios para o que está por vir.

 

Star Wars: Um novo amanhecer

John Jackson Miller

Editora Aleph

R$ 21

Um Novo Amanhecer

Situado após a Ordem 66, em a Vingança dos Sith, “Um novo amanhecer” funciona como uma espécie de introdução à série da Disney “Star Wars Rebels”, do primeiro contato do último padawan Kanan Jarrus com a a misteriosa twi’lek Hera Syndulla.

Enquanto Kanan tenta, a todo custo manter-se o mais longe possível Império, Hera parece querer exatamente o oposto. Os dois acabam se esbarrando no meio de uma das estadias temporárias do padawan em um planeta que parecia esquecido pelo  imperador, mas que virou foco de interesse de mineração e um dos locais de investigação da twi’lek.

Entre o desejo de se manter invisível e a natural necessidade de ajudar ensinada aos Jedis, Kanan acaba se envolvendo nos problemas de Hera e do planeta, numa história envolvente e cheia de teorias da conspiração.

 

Star Wars: Marcas da Guerra

Chuck Wendig

Editora Aleph

R$ 31,90

Marcas da Guerra

A trilogia iniciada por “Marcas da Guerra” se propõe a mostrar o cenário pós-guerra que levou aos acontecimentos da nova trilogia cinematográfica iniciada por “O Despertar da Força”. O livro mostra o que acontece depois de “O Retorno de Jedi. Nesse novo panorama galáctico, vamos descobrir que a guerra ainda não chegou ao fim e que os traumas deixados por ela ainda serão sentidos por muitos e muitos ciclos.

Novos personagens e velhos conhecidos da saga agora devem escolher o lado a que deverão jurar lealdade: a Nova República, procurando estabelecer um novo governo democrático na galáxia; ou as fileiras imperiais, na tentativa de voltar ao poder absoluto depois das mortes dos lordes Sith Palpatine e Darth Vader.

>>>>Quadrinhos

No que diz respeito aos quadrinhos, duas séries estão sendo publicadas pela Panini Comics. Ambas retratam o período logo após a destruição da Estrela da Morte no Episódio IV – Uma Nova Esperança e a obsessão de Darth Vader em achar os rebeldes e, sobretudo, Luke Skywalker.

Star Wars - Legends
Star Wars – Legends

A primeira, Star Wars – Legends, foi um série da Dark Horse que estreou em 2013, com roteiros de Brian Wood e arte de Carlos D’Anda. A trama mostra uma princesa Leia ainda abalada com a destruição de Aldeeran, mas ainda assim um forte e respeitável líder de combate; um Han Solo malandro, metido em confusões à favor da Aliança Rebelde; e um Luke ainda imaturo e confuso entre os caminhos da Força e a liberdade recém adquirida após finalmente se ver livre de Tatooine.

Além da história principal, a revista é acompanha por histórias secundárias de Jedis sobreviventes da Ordem 66 que tentam fugir do Império, enquanto lutam pela manutenção da Ordem Jedi, mesmo que secretamente.

Star Wars - Marvel
Star Wars – Marvel

Já a nova história cânone, com o selo Marvel, tem roteiro de Jason Aaron e ilustrações de John Cassaday, e retrata mais intensamente a busca dos rebeldes por uma nova base, porém a série se propõe a esclarecer alguns eventos do passado de alguns personagens. E, diferente dos quadrinhos de 2013, essa nova leitura mostra Luke mais comprometido com a sua formação Jedi.

Star Wars Darth Vader - Marvel
Star Wars Darth Vader – Marvel

Há ainda a revista Star Wars – Darth Vader, escrito por Kieron Gillen e ilustração de Salvador Larroca, com acontecimentos simultâneos à outra história, mas dando foco à busca do lord sombrio e seus esforços para voltar aos bons olhos do imperador após o fiasco de Yavin.

As duas revistas também são complementadas de histórias secundárias. Star Wars traz a série “Kanan, o Último Padawan” (escrito por Greg Weisman, com desenhos de Pepe Larraz), que rememora as origens do Jedi da série da Disney XD, Star Wars Rebels, enquanto Darth Vader vem acompanhado de “Princesa Leia” (roteiro de Mark Waid e arte de Terry Dodson), que mostra a busca de Leia pelos remanescentes de Aldeeran espalhados pela galáxia.

 

*Colaboração de Luiza Carolina Figueiredo

 

**Detalhe: este é o último post do ano. Para todos os nossos leitores, feliz natal e ano novo. E que venha 2016!**

10:11 · 20.11.2015 / atualizado às 10:27 · 20.11.2015 por

Já se foi dito que tem uma uma galera arretada produzindo quadrinhos em solo alencarino. Entretanto, dando um plot twist no dito popular, de que adianta dizer o nome do santo e não contar o milagre?

> Mais sobre HQs: Uma arretada produção de quadrinhos

Para reverter a situação era necessário selecionar algo, mas não podia ser feito de forma aleatória, descriteriosa. Deveria haver uma relação. Então, eis que são apresentadas as obras: “Steampunk Ladies – Vingança a Vapor”, “Mayara & Annabelle – Vol.2” e “Magra de Ruim”.

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As três histórias, apesar de bastante distintas, conversam entre si. As três falam de mulheres. Além de uma curiosidade, a representatividade feminina é um tema que vem sendo bastante discutido internacionalmente, sobretudo devido ao reduzido número de protagonistas mulheres, a hipersexualização, a esteriotipação (sexo frágil, descontrole emocional, etc) e o pouco desenvolvimento psicológico de algumas personagens (geralmente interesses amorosos).

Após anos e anos de debate ferrenho sobre essa questão, a situação vem mudando. A passos bem lentos, é verdade, mas tão importante quanto discutir a questão é dar destaque aos progressos. É aí que entram as três obras acima citadas. Elas vão na contramão de todo senso comum da produção quadrinística “tradicional”.

Para usar do didatismo e da metalinguagem, pensemos nos três quadrinhos como uma tirinha sobre mulheres:

quadrinho

 

1º Quadro

Steampunk Ladies

Steampunk Ladies – Vingança a Vapor

Zé Wellington e Di Amorim

Editora Draco

A história começa numa típica cena de cinema western: há um assalto a banco e o xerife da cidade chega para tentar pegar os bandidos. Entretanto, os malfeitores não dão chance alguma às forças da lei e fogem. Ao longe, uma figura feminina observa tudo das sombras.

Logo em seguida, outro assalto, mas desta vez a uma carruagem. A ação deixa duas vítimas fatais e apenas uma sobrevivente, Sue. Ela é resgatada por Marisol, a Rabiosa, a testemunha ocular do assalto a banco.

As duas compartilham de um mesmo destino trágico. Ambas tiveram seus amados assassinados diante de seus olhos pela mesma mulher (Rabiosa, o pai, e Sue, o noivo) e agora ambas estão sedentas por vingança.

Parece um pouco clichê. E até seria, se não fosse o estilo steampunk, algo como o filme “As Loucas Aventuras de James West” (1999), com robôs, ciborgues, máquinas de voo, tentáculos mecânicos e lutas em vagões de trem em movimento.

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Ambas as protagonistas são bastante diferentes. Enquanto Sue é a moça perfeita para casar – educada, inteligente, doce e aparentemente submissa -, Rabiosa é mais selvagem e independente. Sue aprendeu a atirar por influência do pai que, como não havia tido o desejado filho homem, tratou a filha como se fosse um. Já as habilidades de Rabiosa são mais mecânicas – literalmente -; durante a infância, ajudava o pai em seus experimentos e acabou aprendendo a desenvolvê-los por si só. As duas se completam.

Quem também merece destaque é a vilã, Lady Delillah, a mente criminosa por traz dos malfeitores, que tem como motivação o desejo de dominar os homens ao invés de ser dominada por eles – expresso, inclusive, nas roupas diminutas que usa.

Apesar de alguns clichês, mocinhas e bandidas batem na tecla do empoderamento feminino, do não ser aquilo que querem que seja, de fazer o que quiser, de não aceitar ser dominada e de agir por si e não pelos outros. Além disso, a obra ainda traz muitas cenas de ação, um traço bem realista e a sugestão de uma continuação.

 

2º Quadro


mayara & annabelle 2

Mayara & Annabelle – Vol.2

Pablo Casado e Talles Rodrigues

Editora Fictícia

 

Mayara e Annabelle estão de volta. Dois meses após a luta contra o pistoleiro-demônio Alma Sebosa, as duas funcionárias públicas da Secretaria de Controle de Atividades Fora do Comum do Ceará (SECAFC CE) veem um significativo aumento de atividades sobrenaturais em Fortaleza. Tais ocorrências dão a entender que “o acordo” entre os demônios do Estado teve fim após mais de 30 anos.

Agora, resta à ninja paulista e à maga cearense viajarem para o interior da Terra da Luz para tentar descobrir o que motivou as famílias de demônios a voltarem a atuar no Ceará.

A história mostra a evolução da amizade das duas funcionárias públicas e ressalta suas habilidades individuais, ou seja, magia e luta. Seguindo a linha do primeiro volume, em “Mayara & Annabelle 2” vê-se referências ao regionalismo, representado pelo uso do cearês, mistura do nome de cidades interioranas (Lavras de Pedra Branca), arquitetura e referências a história e política local – burocracia governamental, corrupção, coronelismo.

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Coincidentemente, o quadrinho também traz um vilã, Catarina, uma mestiça de demônio e humano herdeira dos Feitosa.

Quebrando a teoria de que continuação nunca é melhor que a obra original, “Mayara & Annabelle 2”, cativa o leitor da primeira à última página com as histórias de conflitos entre as personalidades das duas protagonistas, a aprendizagem da convivência e o respeito à bagagem que cada uma carrega. Diferente do primeiro livro, o volume 2 deixa um final intencionalmente aberto, resultado da intenção dos autores de lançarem pelo menos mais três continuações da história.

 

3º Quadro

magraderuimMagra de Ruim

Sirlanney

Circuito Ambrosia

Diferente dois dois primeiros exemplos, “Magra de Ruim” traz uma protagonista real. O livro traz uma compilação de tirinhas, histórias curtas e ilustrações autobiográficas da autora, publicadas originalmente em um blog.

Ao invés de monstros e bandidos, enfrenta os problemas do dia a dia: insegurança, procrastinação, tristeza, tédio, solidão, trabalho, amor, sexo, preguiça, revolta, etc.

A autora também faz bastante uso da metalinguagem, colocando em desenhos e quadros a dificuldade de se fazer desenhos e quadros. Ironicamente, Sirlanney começou o blog pela vontade de fazer quadrinhos.

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“Magra de Ruim” é um livro mais fácil de se identificar e sentir empatia, afinal retrata dramas do cotidiano, pequenas depressões passageiras que assolam a cabeça dos seres humanos. Talvez por isso, seja uma leitura mais pausada, devagar, continuada, pois a história não termina quando acaba, ela continua mesmo após a última página.

 

 

*Colaboração de Luiza Carolina Figueiredo

08:20 · 12.11.2015 / atualizado às 08:20 · 12.11.2015 por

Nunca se falou tanto de quadrinho como se fala atualmente. Talvez seja um pouco perigoso afirmar isso com tal convicção, visto que na linha histórica da banda desenhada a separa em eras de platina, ouro, prata e bronze, enquanto a atual vem sendo chamado Era de Ferro. Entretanto, a crescente popularização das HQs é um fato incontestável por dois motivos: nunca se produziu tanto material relacionado ao gênero (cinema, TV, os videogames, artes plásticas, bens de consumo) e, principalmente, nunca se deu tanto destaque à produções autorais nacionais e regionais.

Por muito tempo, falar sobre quadrinhos era reverenciar os trabalhos das grandes editoras americanas, como Marvel e DC (e a Maurício de Sousa Produções no Brasil), entretanto vê-se uma mudança nesse cenário há alguns anos. É claro que, para muitos quadrinistas, o grande sonho ainda é trabalhar para essas empresas, mas outros simplesmente investem na produção de trabalhos autorais e, aos poucos, vão ganhando reconhecimento por suas próprias histórias.

A razão disso? A maior visibilidade do gênero, gerada direta ou indiretamente pelas grandes produções de cinema e TV, os editais governamentais que custeiam a produção dos vencedores e a ascensão do financiamento coletivo. Também pode-se adicionar ao pacote a visibilidade que a internet pode proporcionar aos artistas independentes.

No Ceará, a situação não é diferente. Vários quadrinistas vêm se destacando através da produção original, seja ela impressa ou digital, e até ganhando reconhecimento a nível nacional. Confira abaixo alguns dos promissores artistas do Estado:

 

mino

 

Mino (Hermínio Macedo Castelo Branco)

Não é possível se falar em quadrinhos cearenses sem citar o criador do primeiro personagem de repercussão do Estado, o Capitão Rapadura. O personagem foi criado há 42 anos e é um herói genuinamente nordestino, que não usa violência para combater o mal e retira suas forças da rapadura. Atualmente, suas obras podem ser conferidas no periódico Rivista, revista com “algumas pitadas de humor, cearensidade, cartuns, gastronomia, artes plásticas e mais algumas outras ‘cositas’”.

Blog: http://capitaorapadurabrasil.blogspot.com.br/

 

Zé Wellington

No mundo dos quadrinhos, Zé Wellington é roteirista. Ele assina os roteiros de “Interludio”, indicado ao Troféu HQ MIX 2010 na categoria melhor edição única independente; “Quem Matou João Ninguém?”, indicado ao Troféu HQ MIX 2015 como Novo Talento Roteirista e publicado pelo Edital de Incentivo às Artes do Governo do Estado do Ceará; e “Steampunk Ladies: Vingança a Vapor”. Além disso, participa de diversas coletâneas e revistas especializadas em literatura fantástica e quadrinhos.

Site: http://www.zewellington.com/

ZOEIRA

Talles Rodrigues 

Jornalista por formação, finalizou a faculdade e estreou nos quadrinhos através do livro-reportagem “Pânico no José Walter”, na qual investiga o Cortabundas, lenda urbana do bairro onde mora. No seu portfólio, também encontram-se as obras “Clube Dos Monstros Dos Bairros Distantes”, que marca o início da parceria com o roteirista alagoano Pablo Casado, continuada em “Mayara & Annabelle”, indicado ao HQ Mix 2015 na categoria “Publicação Independente de Autor”. A história das duas servidor públicas que caçam monstros recentemente ganhou um volume 2, financiado com sucesso no site Catarse, arrecadando mais que o dobro do valor solicitado na campanha.

Tumblr: http://tallesrodrigues.tumblr.com/

 

sirlanney

Sirlanney

Desenhista e roteirista, também foi indicada ao HQ Mix 2015 com a coletânea de quadrinhos autobiográficos “Magra de Ruim”, na categoria de “Publicação Independente de Autor”. O livro conta com os melhores quadrinhos que foram publicados no blog de Sirlanney nos anos de 2012, 2013 e início de 2014. A coletânea foi financiada com sucesso pelo Catarse, mesmo caso do Zine XXX, projeto formado por cinco zines de 24 páginas cada, com conteúdo produzido exclusivamente por mulheres.

Site: http://www.sirlanney.com/

 

natália

 

Natália Matos

A ilustradora Natália Matos é autora da página no Facebook Natitum, onde publica tirinhas de sua personagem de webcomics “Nina”, personagem sonhadora, ávida por leitura e que sempre anda com uma coroa na cabeça. Além de Nina, Natália também publica ilustrações, tirinhas e histórias mais longas em seu tumblr.

Fanpage: https://www.facebook.com/MobiliaBalao

Tumblr: http://natalia-matos.tumblr.com/post/103653483297

 

*Colaboração de Luiza Carolina Figueiredo

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Blog da jornalista Kelly Garcia, da área Entretenimento, do Diário do Nordeste.
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