Sopa de Livros

Categoria: Literatura Cearense


11:44 · 15.03.2016 / atualizado às 12:01 · 15.03.2016 por

Os livros-reportagem “Auri, a anfitriã”  e “Na Marca do pênalti: o sonho de ser jogador de futebol” serão lançados durante a Aula Magna do semestre 2016.1 do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará, nesta quarta-feira, dia 16, na área II do Centro de Humanidades da Universidade. As obras, de autoria das jornalistas Aline Moura e Bárbara Almeida e de Allan Barros e Jéssica Welma, trazem o selo Imprensa Universitária.

Sobre as obras

“Auri, a anfitriã” traz um apanhado de narrativas sobre trajetórias que se cruzam nos corredores do único presídio feminino do Estado do Ceará, localizado no município de Itaitinga. Orientado pela Profª Naiana Rodrigues, o livro é escrito em primeira pessoa, tendo como narradora a própria “entidade-presídio”. É Auri quem nos conduz pelo seu interior, apresentando várias histórias de erros, dores e também sonhos com a liberdade.

 

Auri
Essa foi a capa da edição lançada pelo Catarse, em 2015

 

Em 2014, a obra foi agraciada com cinco prêmios: melhor Livro-reportagem no Expocom Nordeste, melhor Edição de Livro no Expocom Nordeste, melhor Livro-reportagem no Expocom Nacional, melhor Edição de Livro no Expocom Nacional e melhor Trabalho de Conclusão de Curso no prêmio de Gandhi de Comunicação. Em 2015, a obra foi publicada com a ajuda do projeto Catarse, que financia o lançamento de livros.

“Na Marca do Pênalti” é assinado pelos também jornalistas Alan Barros e Jéssica Welma e versa sobre outro tipo de sonho: o de ser atleta profissional. Os repórteres acompanharam a “peneira” de jovens talentos que almejam uma vaga nas divisões de base do futebol cearense e investigaram a fundo a realidade de jogadores e técnicos de sucesso. A orientação ficou a cargo do Prof. José Ronaldo Salgado.

Debate
Além do lançamento, está prevista uma mesa-redonda sobre o gênero com os autores e presenças docentes. Uma delas será do Prof. José Ronaldo Salgado, mestre em Letras, pesquisador da área de Jornalismo Literário e professor orientador do Laboratório de Jornalismo Impresso do Curso de Jornalismo da UFC. A segunda convidada é Mayara de Araújo, especialista em Docência no Ensino Superior, professora substituta do Curso de Jornalismo da UFC e autora do livro-reportagem “Histórias de Beco: quando a poeira assenta, entrevemos rostos, punhos e corações” (2011).

O projeto Livros-Reportagem foi concebido em 2011 pela Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional para dar a oportunidade de trabalhos desse gênero produzidos pelos concludentes do Curso de Jornalismo da UFC ultrapassarem as bibliotecas acadêmicas e chegarem às mãos da comunidade leitora externa. Embora consista em uma atividade letiva para os novos ingressantes, a programação é gratuita e aberta ao público.

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Essas são as edições a serem lançadas pela UFC amanhã.

Serviço:

Aula Magna do Curso de Jornalismo e lançamento dos livros “Auri, a anfitriã” e “Na Marca do Pênalti”
Quando: 16 de março de 2016, às 18h
Onde: Auditório da Pós-Graduação em História da UFC
(Av. da Universidade, 2762 – Benfica – 1º andar)
Horário: 18h

10:48 · 12.02.2016 / atualizado às 10:56 · 12.02.2016 por

O Carnaval mal acabou e já trouxemos uma ótima entrevista com o autor cearense Mateus Lins. Escritor de O Reino de Mira (2012), podcaster do LiterárioCast e um dos facilitadores do projeto Laboratório de Escritores, Mateus bateu um papo com o Sopa para falar sobre tudo isso e muito mais.

Confira:

Ah, e amanhã acontece mais uma edição do Laboratório de Escritores, na Biblioteca Publica Espaço Estação (Rua 24 de Maio, 60 – Centro), a partir das 14h e com o tema “Cenários”. Detalhes aqui!

 

SOBRE OS LIVROS

o reino

 

O Reino de Mira (2012)

Modo Editora

Disponibilidade: http://reinodemira.blogspot.com.br/

sentimentos

Sentimentos à flor da pele

Financiamento Catarse

À venda em breve

*Por Rosiane Melo

15:02 · 10.02.2016 / atualizado às 15:03 · 10.02.2016 por

 

Assim como a nossa colaboradora Rosiane Melo o fez, eu também vim expor as minhas metas de leitura para esse ano que está em curso. Infelizmente, já se passou um mês e cá estou, ainda “presa” em uma leitura iniciada em 2015, de um livro que nem é extenso. (vergonha!)

Não vou ter grandes ambições em 2016. A meta é ler pelo menos 30 livros, o que nem é um número tão grande.  Mas vamos aos desejos de leitura para esse ano, até mesmo para que eu me organize e venha a cumprir esses objetivos. O bom é que quase todos já estão lá à minha espera, na estante.

 

1. Casa Grande e Senzala – Gilberto Freyre

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2. Chatô – Fernando Morais

3. Trilogia Getúlio – Lira Neto

4. A noite do meu bem – Ruy Castro

5. Os Maias – Eça de Queirós

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6. Mulheres de Cinzas – Mia Couto

7. 1889 – Laurentino Gomes

8. Diário de Anne Frank

9. A carne e o sangue – Mary del Priore

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10. A alma encantada das ruas – João do Rio

11. O visconde partido ao meio – Italo Calvino

12. Malala – a menina que queria ir a escolaAdriana Carranca

13. O jardim secreto – Frances Hodgson Burnett

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14. As sete irmãs – Lucinda Hiley

15. Na berma de alguma estrada – Mia Couto

16. Aprender a viver –  Luc Ferry

17. Doze contos peregrinos – Gabriel García Marquez

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18. Zelota – Reza Aslan

19,. Dizem que os cães veem coisas – Moreira Campos

20. As mulheres do nazismo – Wendy Lower

21. O diamante –  J. Courtney Sullivan

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22. As cartas lacradas – Dora Oppenheim

23. O símbolo perdido – Dan Brown

24. O tempo e o vento – Erico Veríssimo

25.  A amiga genial – Elena Ferrante

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26. Quarenta Dias – Maria Valéria Resende

27. Os homens sem mulheres – Haruki Murakami

28. Irmãs Romanov – Hellen Rappaport

29. Ao farol – Virgínia Woolf

 

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30. Objetos cortantesGillian Flynn

 

 

11:06 · 15.01.2016 / atualizado às 11:13 · 15.01.2016 por

Organizar metas de leitura não é tarefa fácil, principalmente porque é preciso muita disciplina para segui-las. No entanto, esse ano tentarei seguir a risca as leituras a que me proponho, visto que no ano passado não consegui me conter.

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Tive a decisão pessoal de não ler muitos livros em 2016. Minha meta está atualmente em 25, 26 obras, entre títulos nacionais e internacionais, dos mais variados gêneros possíveis. A escolha é resultado de uma série de fatores: um maior interesse meu pelos autores brasileiros, a descoberta do gosto por HQ’s, continuações de sagas que preciso terminar, o investimento nos clássicos e em autores que eu já li e gostaria de conhecer outras obras deles. Enfim, estou ficando criteriosa. Acontece.

Não vai dar para comentar todos os títulos, mas os autores que mais estou ansiosa para ler são: o rei do romance policial no Brasil, Raphael Montes (com os elogiados Suicidas e Dias Perfeitos), Stierg Larsson (Millennium – Os homens que não amavam as mulheres), o autor de fantasia nacional Affonso Solano (O Espadachim de Carvão), a jornalista cearense Socorro Acioli (A Cabeça do Santo), a ativista paquistanesa Malala Yousafzai (Eu sou Malala), Gillian Flynn (Lugares Escuros), Charlotte Brontë (Jane Eyre), os quadrinhos de Charles M. Schulz (Snoopy: A felicidade é um cobertor quentinho!) e de Béka e Marko (A Narradora das Neves) e Rick Yancey (O Mar Infinito).

Abaixo você confere por extenso os títulos que pretendo ler em 2016:

Dias perfeitos, de Raphael Montes

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Suicidas, de Raphael Montes

Lugares escuros, de Gillian Flynn

Clube de luta, de Chuck Palahniuk

Millennium – Os homens que não amavam as mulheres, de Stierg Larsson

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Precisamos falar sobre Kevin, de Lionel Shriver

A batalha do labirinto, de Rick Riordan

O espadachim de carvão, de Affonso Solano

Eu sou Malala, de Malala Yousafzai e Christina Lamb

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Juventude brutal, de Anthony Breznican

Garoto encontra garoto, de David Levithan

Fragmentados, de Neal Shusterman

Jane Eyre, de Charlotte Brontë

Sobrecapa Jane Eyre

Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie

Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr

Outlander – A libélula no âmbar, de Diana Gabaldon

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172 horas na lua, de Johan Harstad

Black bird, de Anna Carey

Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski

A cabeça do Santo, de Socorro Acioli

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Uma pequena casa de chá em Cabul, de Deborah Rodriguez

O mar infinito, de Rick Yancey

Tudo que um geek deve saber, de Ethan Gilsdorf

A felicidade é um cobertor quentinho!, de Charles M. Schulz

A narradora das neves, de Béka e Marko

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Alice – edição de 150 anos, de Lewis Carroll

O desafio de ferro, de Holly Black e Cassandra Clare

 

 

Então é isso. Gostaram? Comentem com a gente!

Para acessar toda a minha lista organizada no Skoob e saber mais detalhes de cada obra, clique aqui.

 

 

*Por Rosiane Melo

 

12:09 · 04.01.2016 / atualizado às 12:11 · 04.01.2016 por

Nesses primeiros dias de 2016, é hora de avaliar as leituras do ano que passou. Na retrospectiva, apresento os melhores livros que li em 2015, apesar dos enjoos que minaram o meu tempo mais precioso de leitura, que era no ônibus. Infelizmente, como muitos, eu não consegui bater a meta de aumentar a quantidade de obras, mas pelo menos mantive o número de 26 livros. E para vocês, que livros interessantes 2015 trouxe? Conseguiram ler mais? Aguardo respostas nos comentários. Feliz 2016 para todos!

Os escritores que eu matei – Marco Severo

Os escritores que eu matei é uma compilação de crônicas sobre o universo da literatura e suas descobertas e que mais parece um diálogo entre quem escreve e quem lê. De leitura rápida, traz várias questões pertinentes a quem gosta de ler. No site da editora, o resumo diz isso: “As crônicas – parte delas publicadas anteriormente em blogs na internet e retrabalhadas para este volume, aliadas a outras inéditas – são o resultado de quase quatro anos contribuindo com o pensar e o fazer literário, aqui elevados à potência máxima, culminando com um ensaio que só atesta a vigorosa escrita do autor, que tem a capacidade de nos fazer querer caminhar com ele por este universo de encantamentos que é a literatura, virando página após página, seduzidos pelos labirintos da palavra. Dono de um estilo sagaz, ao criar uma obra a um só tempo incisiva e sensível, Marco Severo comprova que a literatura ganhou um cronista de mão cheia”.

Confira entrevista com o autor

E aqui é possível comprar o livro e ainda ler duas crônicas que fazem parte dele.

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Os escritores que eu matei

Marco Severo

Editora Substânsia

R$ 30

No mundo da Luna – Carina Rissi

Essa foi uma grande surpresa, porque não tenho o hábito de ler livros assim. Mas é tão bem escrito que é possível devorá-lo em um fim de semana. Um pouco dessa chick-lit deliciosa: A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe idiota vive trocando seu nome. Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai em seu colo. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção? Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito — não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.

Também entrevistamos a autora no blog. Veja nesse link.

Para quem não leu, a Record liberou antes do Natal um conto inspirado nesse livro, mas sem spoilers. É possível baixar aqui.

 

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No mundo da Luna

Carina Rissi

Editora Verus

R$ 42

Nada será como antes – Julio Maria

Em 2015, Elis Regina completaria 70 anos de vida. Essa biografia do jornalista Julio Maria, lançada em março, mostra muito da vida da cantora, que morreu jovem, com apenas 36 anos. Ótimo para quem é fã e também para quem quer aprender mais sobre a história recente da música no Brasil, porque o livro mergulha fundo na carreira e em cada uma das facetas da cantora. Para ficar ainda melhor, que tal ler e escutar seus discos?

Aqui, uma de suas interpretações viscerais:

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Sinopse: Livro “Elis Regina – Nada Será Como Antes”, escrito pelo jornalista Julio Maria, repórter do jornal O Estado de S. Paulo, traz a história da maior cantora do País. Narra a vida de Elis desde seus primeiros dias em Porto Alegre, quando cantava ‘Fascinação’ ao lado das amigas nas escadarias de um colégio, até sua despedida trágica, aos 36 anos, quando estava prestes a, de novo, mudar tudo em sua vida. Ao todo foram quatro anos de entrevistas e pesquisas em arquivos. A ideia de escrever a biografia surgiu por meio de um convite da editora ao jornalista Julio Maria. No começo, o perfil do livro era uma homenagem, mas conforme Julio foi descobrindo mais histórias e avançando nas entrevistas, viu que havia muito mais o que contar. Pessoas importantes que até então nunca haviam se pronunciado – como dezenas de músicos que tocaram com ela. Na contramão da batalha das biografias que dividiram artistas e editoras sobre a autorização prévia dos biografados, os filhos de Elis, João Marcelo Bôscoli, Pedro Mariano e Maria Rita, entenderam que o autor precisava de liberdade para retratar todos os lados da cantora sem restrições. Depois de dois anos em campo – durante esse tempo foram inúmeros arquivos consultados e 126 entrevistas, a maioria delas feitas pessoalmente –, Julio começou a colocar a história no papel. “Mesmo quando parei para escrever, as histórias continuavam a aparecer, e o livro ganhava novas partes de tempos em tempos. Ele ficou vivo o tempo todo. E confesso que, se pudesse, estaria neste momento colocando mais histórias”, conta. ‘Não vivi a era de Elis. Quando ela faleceu, em 19 de janeiro de 1982, eu tinha nove anos de idade, e diante dessa personagem gigante, fui o que sou há 16 anos: repórter. Me joguei com o respeito que a história merecia, mas sem nenhuma tese a defender. Creio que o olhar descontaminado de paixões ou ódios ajude a traçar um perfil mais humano e menos divino”, diz Julio Maria.

 
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Nada será como antes
Elis Regina
Julio Maria
Master Books
R$ 39
O réu e o Rei – Paulo César de Araújo
Essa obra explica o porquê de o autor ter escrito a biografia proibida do cantor mais famoso do Brasil, Roberto Carlos e traz todos os detalhes dos bastidores da execução do livro e também do processo movido pelo cantor contra o seu biógrafo nos tribunais.
Sinopse: Objeto de verdadeira polêmica pública, a batalha em torno da proibição de Roberto Carlos em detalhes é o cerne de ‘O Réu e o Rei’. Paulo Cesar de Araújo conta a história da sua intensa relação com a música de Roberto Carlos, os dezesseis anos de pesquisa que embasaram a redação da biografia, e por fim os meandros de uma das mais comentadas e controversas guerras judiciais travadas recentemente no Brasil. Em novembro de 2006, Paulo Cesar de Araújo lançou ‘Roberto Carlos – Em detalhes’, primeira biografia de fôlego do maior ídolo da música brasileira. A recepção imediata do livro foi proporcional ao tamanho da empreitada. Em poucos dias, ele ganhava resenhas entusiasmadas e atingia a lista de best-sellers. Não foi para menos: o trabalho consumiu dezesseis anos de pesquisa, contou com centenas de entrevistas com as maiores personalidades da MPB e figuras-chave na vida do cantor, e condensava em uma narrativa ágil e equilibrada todo o percurso do ícone da Jovem Guarda. Mas a boa onda duraria pouco. Em sua coletiva de Natal daquele ano, Roberto Carlos reagiu com virulência quando indagado sobre o livro. Acusando o autor de invadir sua privacidade, disse que o caso já estava com seus advogados, que em breve entrariam na Justiça para impedir a circulação da biografia. Em 10 de janeiro de 2007, o rei de fato bateu às portas dos tribunais contra o autor e sua então editora. Foi o início de uma rumorosa batalha judicial, dolorosíssima para todas as partes, e também de uma das mais graves agressões à liberdade de expressão na história brasileira recente. A reação que se seguiu à notícia de que Roberto Carlos propusera ações nas esferas cívil e criminal contra Paulo Cesar — que resultaram na apreensão do livro — ocupou os principais veículos de comunicação do país e alguns no exterior. A polêmica envolveu não só personalidades da política, da cultura e das artes no Brasil, como pessoas comuns, que comentavam avidamente o caso, em redes sociais, blogs, praças, praias, bares. Nunca antes o debate sobre a proibição de uma obra alcançou tamanha repercussão no país. O livro conta a história interna dessa história. Os detalhes, os bastidores. Trata de música e censura. De artistas e advogados. De entusiasmo juvenil e audiências judiciais. Da busca por fontes e negativas. Da luta entre liberdade de expressão e controle da informação. É, antes de tudo, a história de um biógrafo que tenta encontrar sentido nos anos dedicados a estudar a trajetória de seu ídolo na música brasileira. É uma história ainda sem ponto final, mas sobretudo por isso necessária, que deve ser lida por todos os que se interessam pela discussão em torno da liberdade de expressão em nosso país.
 
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O Réu e o Rei – minha história com Roberto Carlos, em detalhes
Paulo César de Araújo
Companhia das Letras
R$ 34
Lugar Comum – Nara Vidal
Outro livro de crônicas que traz muito da simplicidade de cada dia, assim como os mestres Rubem Braga e Rubem Alves. Para ser lido a conta-gotas, para trazer mais luminosidade ao dia ou ideias. A resenha vocês conferem aqui e abaixo está o resumo.
Ler este livro, no mínimo, vai deixar o leitor sem saber em que dia está; aqui, nestas páginas, todo dia é sábado e domingo, como na casa dos avós de Nara. E quando o leitor se vir no quintal da casa, na pequena Guarani, no interior de Minas Gerais, sentado no táxi feito com uma escada de madeira deitada sobre tijolos, não vai mais querer descer desse passeio pelas histórias dessa mineira que não via a hora de sair pelo mundo, desde criança. E um dia saiu. E com ela estão surgindo os seus livros. Logo vamos descobrir que era inevitável tal destino.
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Lugar Comum
Nara Vidal
Editora Pesavento
R$ 35
Mulheres – Marilyn French
Escondido entre caixas, esse livro foi um achado ainda da época que minha mãe era sócia do Círculo do Livro, nos anos 1970. Permaneceu como uma obra tabu, que eu não poderia pegar tão cedo por ser criança. Mas, aos 11, uma inscrição com letra redonda minha diz que eu tinha lido. Como se trata da história de várias mulheres entre os anos 1950 e 1970, nos Estados Unidos, tão decisivos pela revolução sexual e pelo ingresso mais intenso delas no mercado de trabalho, realmente não é um livro para fracos. A obra mostra a hipocrisia dos anos dourados, o machismo nos piores aspectos, os casamentos de fachada e também os desafios para a mulher moderna, para equilibrar a vida entre profissão, família e sexualidade. Sem dúvida, esse foi um dos melhores do ano que passou.
Sinopse:
Insatisfeita e amargurada, Mira consegue levar adiante seu casamento, num mundo cercado de hipocrisias, adultérios e espancamentos. Apesar de infeliz, comporta-se como uma esposa perfeita. Mas sua vida desaba no dia em que o marido subitamente pede o divórcio. Aos quarenta anos, ela enfrenta a dura realidade de reconstruir sozinha sua existência. Através da história de Mira e de suas amigas, Marilyn French traça com vigor apaixonante um painel dos êxitos, fracassos, dúvidas e crises das mulheres americanas nas últimas décadas.

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Mulheres

Marilyn French

Editora Círculo do Livro

Preço médio: R$ 20

 
 
 

12:42 · 22.12.2015 / atualizado às 13:03 · 22.12.2015 por

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Pois é, está chegando uma das melhores épocas do ano. O Natal é momento de celebração em família, ceia e, é claro, troca de presentes. E para nós, leitores, não há presente melhor do que livros, certo?

Pensando nisso, o Sopa de Livros reuniu uma listinha de obras literárias para presentear na noite de Natal.

Confira:

1 – A cabeça do santo, de Socorro Acioli

R$ 37
R$ 37

Pouco antes de morrer, a mãe de Samuel lhe faz um último pedido: que ele vá encontrar a avó e o pai que nunca conheceu. Mesmo contrariado, o rapaz cumpre a promessa e faz a pé o caminho de Juazeiro do Norte até a pequena cidade de Candeia, sofrendo todas as agruras do sol impiedoso do sertão do Ceará. Seu primeiro contato na cidade será com Francisco, um rapaz de quem logo fica amigo e que resolve ajudá-lo a explorar comercialmente o seu dom da escuta, promovendo casamentos e outras artimanhas amorosas. Antes parada no tempo, a cidade aos poucos volta à vida, à medida que vai sendo tomada por fiéis de todos os cantos, atraídos pelo poder inaudito de Samuel. Em meio a esse tumulto, ele irá descobrir a verdade sobre o desaparecimento do pai e se apaixonar por uma voz misteriosa que se destaca entre as tantas outras que ecoam na cabeça do santo.

 

2 – Uma pequena casa de chá em cabul, de Deborah Rodrigues

R$ 29,90
R$ 29,90

Sunny é a orgulhosa proprietária de uma pequena casa de chá no coração do Afeganistão e precisa de um plano genial – e rápido – para manter o local e os clientes seguros. Todos em busca de um momento de paz em uma região onde a tensão paira no ar e uma bomba pode explodir a qualquer momento, mas também se torna o cenário para o encontro de cinco mulheres que, mesmo tão diferentes entre si, compartilham segredos e tornam-se amigas com uma relação extraordinária.

 

3 – Um teto todo seu, de Virgínia Woolf 

R$ 34
R$ 34

Baseado em palestras proferidas por Virginia Woolf nas faculdades de Newham e Girton em 1928, o ensaio “Um teto todo seu” é uma reflexão acerca das condições sociais da mulher e a sua influência na produção literária feminina. Virginia mostra como, na época, a elaboração da competência de uma pessoa dependia de seu sexo, uma vez que a sociedade reservava aos homens e às mulheres papéis, atribuições e concessões bastante distintas.

 

4 – Deixe a Neve Cair, de John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle

R$ 29,50
R$ 29,50

Na noite de natal, uma inesperada tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio romântico, do tipo que se vê apenas em filmes. Bem, mais ou menos. Porque ficar presa à noite dentro de um trem retido pela nevasca no meio do nada, apostar corrida com os amigos no frio congelante até a lanchonete mais próxima ou lidar sozinha com a tristeza da perda do namorado ideal não seriam momentos considerados românticos para quem espera encontrar o verdadeiro amor. Mas os autores best-sellers John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle revelam a surpreendente magia do Natal nestes três contos de amor, com direto a romances, aventuras e beijos de tirar o fôlego.

5 – Turismo para Cegos, de Tércia Montenegro

R$ 34,90
R$ 34,90

A vida de Laila está prestes a se esfacelar. Jovem aluna de artes plásticas, ela tem o futuro interrompido pelo diagnóstico de uma retinose, doença degenerativa e incurável que cedo ou tarde lhe custará a visão. Dona de uma personalidade forte, ela passa a viver como que à margem dos códigos sociais da família rica e dos amigos bem sucedidos, fazendo o que bem entende e da maneira que lhe convém. É justamente assim que começa sua relação com Pierre, jovem funcionário público de vida e ambições modestas. Neste belíssimo romance de estreia, Tércia Montenegro usa a relação incomum de Laila e Pierre para explorar os labirintos de uma relação a dois. A autora usa da escuridão que envolve sua protagonista para revelar uma incomum (e familiar) história de amor.

 

6 – A Vida Privada das Árvores, de Alejandro Zambra

R$ 27
R$ 27

Segundo livro do escritor chileno Alejandro Zambra, “A vida privada das árvores” é a história de uma espera. Julián, um professor de literatura e aspirante a escritor, aguarda a chegada de Verónica, sua mulher. Mas ela não chega e a espera se alonga. Junto com a enteada, a pequena Daniela, Julián distrai as horas contando histórias de árvores para a menina. Enquanto a mulher não chega, Julián recompõe na memória seu passado e, na imaginação, inventa um futuro possível no qual sua companheira já não existe.
Gostou? Bom natal!

quero todos
quero todos

 

*Por Rosiane Melo – Estagiária do Núcleo de Entretenimento

12:13 · 18.12.2015 / atualizado às 12:18 · 18.12.2015 por

Pois é, o fim de semana está recheado de atrações para os leitores fortalezenses. Confira:

> Festa Literária do Humor Cearense

Desde o dia 10 e até domingo (20), Fortaleza recebe a Festa Literária do Humor Cearense. Na vasta programação, palestras, oficinas, exposições, lançamentos literários e, como não poderia deixar de ser, shows de humor.

Integrante do evento, o escritor Totonho Laprovitera participa de sessão de autógrafos de sua nova  obra, “Causos”, a partir das 19:30h, no Museu do Humor Cearense (Av. da Universidade, 2175).

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“Causos”, por Totonho Laprovitera

Já amanhã, também às 19h30, um dos humoristas participantes, Jader Soares, realiza o lançamento de livro biográfico “PAULA NEI – O Primeiro Humorista Brasileiro”. A obra, escrito em 2008, só agora é publicada. Com apresentação feita pelo humorista Chico Anysio, este é o sexto livro do autor.

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Jader Soares

A programação completa do evento, você confere aqui.

 

> Sessão de autógrafos com Xico Sá e Eduardo Spohr

Já a Livraria Cultura recebe neste sábado (19) os autores Xico Sá e Eduardo Spohr para sessões de autógrafos.

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Xico Sá

O jornalista e escritor Xico Sá está em Fortaleza para divulgação da obra “Os machões dançaram”, livro que completa a trilogia de crônicas composta ainda por “Modos de macho & modinhas de fêmea” (2003) e “Chabadabadá – aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha” (2010). Os livros retratam as mudanças de comportamento nas relações entre homens e mulheres do final do século XX até hoje.

O encontro acontece a partir das 16h.

Já o escritor brasileiro de fantasia Eduardo Spohr (com quem conversamos por telefone e postaremos uma entrevista em breve) visita a capital cearense para o lançamento de “Paraíso Perdido”, terceiro e último livro da série Filhos do Éden (composta ainda por “Os Heróis de Atlântida” e “Anjos da Morte”).

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Eduardo Spohr

Ele recebe os fãs para bate-papo e sessão de autógrafos na Cultura também a partir das 16h.

 

Viu? Esse fim de ano promete!

Comemorando

 

 

*Por Rosiane Melo – Estagiária do Núcleo de Entretenimento

 

11:06 · 04.12.2015 / atualizado às 11:06 · 04.12.2015 por

A Universidade de Fortaleza (Unifor) recebe até o dia 22 deste mês inscrições para o Prêmio de Literatura Unifor 2015, que visa premiar autores de textos inéditos, no gênero crônicas. Informações sobre os procedimentos, podem ser adquiridas através do novo edital.

O Concurso atua em duas categorias: obra inédita ( livro de crônicas) e trabalhos inéditos (crônicas avulsas). Em ambas as áreas, os textos não podem ter sido publicados em veículos de comunicação nem redes sociais.

As inscrições devem ser feitas na Vice-Reitoria de Extensão da Unifor (endereço em SERVIÇO) ou pelo correio.

Uma vez inscritos, os trabalhos serão avaliados por uma comissão, ainda este mês. A solenidade de divulgação do resultado, entrega dos prêmios e lançamento dos livros está prevista para o dia 21 de março de 2016, no Teatro Celina Queiroz.

Prêmio

O vencedor da categoria obra inédita ganhará uma viagem a São Paulo, onde visitará a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, além da publicação de 400 exemplares da obra vencedora. Já na categoria trabalhos inéditos, serão premiados 20 autores. P primeiro lugar também ganha uma viagem, só que para o Rio de Janeiro, e visita a Biblioteca Nacional. No entanto, todos os 20 vencedores terão seus trabalhos publicados em uma coletânea.

 

SERVIÇO

Inscrições para o Prêmio de Literatura Unifor 2015

Local: Vice-Reitoria de Extensão da Unifor, campus – prédio da Reitoria, 1º andar (Av. Washington Soares, 1321, Bairro Edson Queiroz – Fortaleza/CE, CEP: 60811-905).

Quem preferir, também pode inscrever seu trabalho via correio.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (85) 3477.3311.

 

 

*Por Rosiane Melo – Estagiária do Núcleo de Entretenimento do Diário do Nordeste

10:11 · 20.11.2015 / atualizado às 10:27 · 20.11.2015 por

Já se foi dito que tem uma uma galera arretada produzindo quadrinhos em solo alencarino. Entretanto, dando um plot twist no dito popular, de que adianta dizer o nome do santo e não contar o milagre?

> Mais sobre HQs: Uma arretada produção de quadrinhos

Para reverter a situação era necessário selecionar algo, mas não podia ser feito de forma aleatória, descriteriosa. Deveria haver uma relação. Então, eis que são apresentadas as obras: “Steampunk Ladies – Vingança a Vapor”, “Mayara & Annabelle – Vol.2” e “Magra de Ruim”.

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As três histórias, apesar de bastante distintas, conversam entre si. As três falam de mulheres. Além de uma curiosidade, a representatividade feminina é um tema que vem sendo bastante discutido internacionalmente, sobretudo devido ao reduzido número de protagonistas mulheres, a hipersexualização, a esteriotipação (sexo frágil, descontrole emocional, etc) e o pouco desenvolvimento psicológico de algumas personagens (geralmente interesses amorosos).

Após anos e anos de debate ferrenho sobre essa questão, a situação vem mudando. A passos bem lentos, é verdade, mas tão importante quanto discutir a questão é dar destaque aos progressos. É aí que entram as três obras acima citadas. Elas vão na contramão de todo senso comum da produção quadrinística “tradicional”.

Para usar do didatismo e da metalinguagem, pensemos nos três quadrinhos como uma tirinha sobre mulheres:

quadrinho

 

1º Quadro

Steampunk Ladies

Steampunk Ladies – Vingança a Vapor

Zé Wellington e Di Amorim

Editora Draco

A história começa numa típica cena de cinema western: há um assalto a banco e o xerife da cidade chega para tentar pegar os bandidos. Entretanto, os malfeitores não dão chance alguma às forças da lei e fogem. Ao longe, uma figura feminina observa tudo das sombras.

Logo em seguida, outro assalto, mas desta vez a uma carruagem. A ação deixa duas vítimas fatais e apenas uma sobrevivente, Sue. Ela é resgatada por Marisol, a Rabiosa, a testemunha ocular do assalto a banco.

As duas compartilham de um mesmo destino trágico. Ambas tiveram seus amados assassinados diante de seus olhos pela mesma mulher (Rabiosa, o pai, e Sue, o noivo) e agora ambas estão sedentas por vingança.

Parece um pouco clichê. E até seria, se não fosse o estilo steampunk, algo como o filme “As Loucas Aventuras de James West” (1999), com robôs, ciborgues, máquinas de voo, tentáculos mecânicos e lutas em vagões de trem em movimento.

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Ambas as protagonistas são bastante diferentes. Enquanto Sue é a moça perfeita para casar – educada, inteligente, doce e aparentemente submissa -, Rabiosa é mais selvagem e independente. Sue aprendeu a atirar por influência do pai que, como não havia tido o desejado filho homem, tratou a filha como se fosse um. Já as habilidades de Rabiosa são mais mecânicas – literalmente -; durante a infância, ajudava o pai em seus experimentos e acabou aprendendo a desenvolvê-los por si só. As duas se completam.

Quem também merece destaque é a vilã, Lady Delillah, a mente criminosa por traz dos malfeitores, que tem como motivação o desejo de dominar os homens ao invés de ser dominada por eles – expresso, inclusive, nas roupas diminutas que usa.

Apesar de alguns clichês, mocinhas e bandidas batem na tecla do empoderamento feminino, do não ser aquilo que querem que seja, de fazer o que quiser, de não aceitar ser dominada e de agir por si e não pelos outros. Além disso, a obra ainda traz muitas cenas de ação, um traço bem realista e a sugestão de uma continuação.

 

2º Quadro


mayara & annabelle 2

Mayara & Annabelle – Vol.2

Pablo Casado e Talles Rodrigues

Editora Fictícia

 

Mayara e Annabelle estão de volta. Dois meses após a luta contra o pistoleiro-demônio Alma Sebosa, as duas funcionárias públicas da Secretaria de Controle de Atividades Fora do Comum do Ceará (SECAFC CE) veem um significativo aumento de atividades sobrenaturais em Fortaleza. Tais ocorrências dão a entender que “o acordo” entre os demônios do Estado teve fim após mais de 30 anos.

Agora, resta à ninja paulista e à maga cearense viajarem para o interior da Terra da Luz para tentar descobrir o que motivou as famílias de demônios a voltarem a atuar no Ceará.

A história mostra a evolução da amizade das duas funcionárias públicas e ressalta suas habilidades individuais, ou seja, magia e luta. Seguindo a linha do primeiro volume, em “Mayara & Annabelle 2” vê-se referências ao regionalismo, representado pelo uso do cearês, mistura do nome de cidades interioranas (Lavras de Pedra Branca), arquitetura e referências a história e política local – burocracia governamental, corrupção, coronelismo.

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Coincidentemente, o quadrinho também traz um vilã, Catarina, uma mestiça de demônio e humano herdeira dos Feitosa.

Quebrando a teoria de que continuação nunca é melhor que a obra original, “Mayara & Annabelle 2”, cativa o leitor da primeira à última página com as histórias de conflitos entre as personalidades das duas protagonistas, a aprendizagem da convivência e o respeito à bagagem que cada uma carrega. Diferente do primeiro livro, o volume 2 deixa um final intencionalmente aberto, resultado da intenção dos autores de lançarem pelo menos mais três continuações da história.

 

3º Quadro

magraderuimMagra de Ruim

Sirlanney

Circuito Ambrosia

Diferente dois dois primeiros exemplos, “Magra de Ruim” traz uma protagonista real. O livro traz uma compilação de tirinhas, histórias curtas e ilustrações autobiográficas da autora, publicadas originalmente em um blog.

Ao invés de monstros e bandidos, enfrenta os problemas do dia a dia: insegurança, procrastinação, tristeza, tédio, solidão, trabalho, amor, sexo, preguiça, revolta, etc.

A autora também faz bastante uso da metalinguagem, colocando em desenhos e quadros a dificuldade de se fazer desenhos e quadros. Ironicamente, Sirlanney começou o blog pela vontade de fazer quadrinhos.

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“Magra de Ruim” é um livro mais fácil de se identificar e sentir empatia, afinal retrata dramas do cotidiano, pequenas depressões passageiras que assolam a cabeça dos seres humanos. Talvez por isso, seja uma leitura mais pausada, devagar, continuada, pois a história não termina quando acaba, ela continua mesmo após a última página.

 

 

*Colaboração de Luiza Carolina Figueiredo

08:00 · 13.11.2015 / atualizado às 10:12 · 13.11.2015 por

Hoje e amanhã, a editora Substânsia realiza o lançamento de duas novas obras de seu catálogo. Trata-se de “Tudo que é feio, sujo e necessário”, do jornalista e ativista LGBT Júnior Ratts, e “Todo mundo tem direito a um segredo”, da artista plástica Lia Sanders.

SOBRE OS LIVROS

> “Tudo que é feio, sujo e necessário”, de Júnior Ratts

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Sinopse:

“Em 7 (sete) histórias comoventes, que tratam sobre as alegrias e tristezas do mundo homossexual masculino, as narrativas possuem personagens fortes e profundos, que, por meio sua dramaticidade e sua vida ao limite, fazem com que o leitor perceba a humanidade e a paixão que envolve todo e qualquer ser humano. Cristian Paiva, professor de Sociologia da Universidade Federal do Ceará, na orelha do livro, comenta: “Este livro trata de desencontros, agonias e insistências. Nas sete histórias aqui reunidas, a solidão é narrada a partir de uma dicção homoerótica. […] A solidão perpassa, assim, vários contos, transbordando a angústia de relações desrealizadas, sem potência de parir ‘a palavra do dia seguinte’”.

Lançamento: Hoje (13), às 19h, no Brechó Rimbaud – Rua Aratuba c/ 13 de Maio, número 2142

 

> “Todo mundo tem direito a um segredo”, de Lia Sanders

todo

Sinopse:

“Os mistérios da vida são inúmeros, e a vida de uma moça órfã de pai e mãe acaba por ser feita de inúmeros “furos”, que apenas pouquíssimas pessoas têm conhecimento. Rebeca, a avó que tudo esconde, mas que, aos poucos, vai tecendo sua história por sua neta, acaba revelando os momentos esquecidos, transparecendo, aos poucos, como em uma fotografia que lentamente flui do invisível para o visível. É assim que Lia Sanders inaugura na literatura. Seu primeiro romance, intitulado Todo mundo tem direito a um segredo, foi contemplado, em 2013, como uma das três menções honrosas do Prêmio Sesc de Literatura. Agora, a autora traz ao lume uma história carregada de emoções que irá fazer o leitor se apaixonar.”

Lançamento: Amanhã (14), às 16h, no Bar do Mincharia – Rua Pacajus, número 05, Praia de Iracema

 

*Por Rosiane Melo – Estagiária do Núcleo de Entretenimento

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Blog da jornalista Kelly Garcia, da área Entretenimento, do Diário do Nordeste.
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