Sopa de Livros

Categoria: Literatura Cearense


13:20 · 25.04.2015 / atualizado às 13:24 · 25.04.2015 por

Depois de lançar vários livros de crônicas e contos, inclusive um deles indicados ao Prêmio Jabuti em 2013 (O Tempo em Estado Sólido), pela editora Grua, além de livros infantis, a escritora cearense Tércia Montenegro se aventura em um campo novo, o romance, pela Companhia das Letras e apresenta ao público hoje, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, “Turismo para cegos”, às 19 horas. Além dos autógrafos, Tércia fará um debate sobre o livro com os amigos, também escritores, Urik Paiva e Fernanda Meireles.

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Tércia Montenegro

Para compor a história, Tércia tirou várias experiências do tempo em que atuou como voluntária na Sociedade de Assistência aos Cegos. E, antes de finalizar esse romance, a autora, mais habituada a criar histórias curtas, escreveu dois outros romances, que serviram como treino para esse e que seguirão inéditos.

Veja mais detalhes da obra na reportagem de Beatriz Jucá, na edição do Caderno 3 de sábado, do Diário do Nordeste.

Entre os personagens, nenhum é o que parece. Veja a sinopse, no site da editora. E aqui, um trecho em PDF.

Esse é o livro:

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Turismo para cegos

Tércia Montenegro

Companhia das Letras

Preço médio: R$ 34,90

224 páginas

13:19 · 20.04.2015 / atualizado às 13:19 · 20.04.2015 por

Autor dos livros de crônicas  “A Menina da Chuva” e “Lá nas Marinheiras”, o escritor  e professor de Língua Portuguesa da Rede Pública de Ensino, Bruno Paulino, é uma das referências quando se fala em Literatura no Sertão Central do Ceará. O seu livro mais recente, “A Menina da Chuva”,  lançado pela Editora Premius, é repleto de referências à infância. Com textos simples e curtos, que lembram a delicadeza da natureza, já é adotado em várias escolas particulares da região. Cearense de Quixeramobim, Bruno deve lançar em breve duas novas obras. Desta vez, de cordel e poesia. Conheça mais sobre o autor no bate-papo que ele teve com o Sopa de Livros por e-mail:

1. Nome, idade e profissão.

Bruno Paulino, 24 anos, professor de Língua Portuguesa do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino.
2. Para qual público o seu livro “A Menina da Chuva” se destina?

Bom, confesso que quando escrevo não tenho uma preocupação quanto ao direcionamento a um público leitor especifico. Mas creio que por conta da linguagem simples e das variadas temáticas que tenho possibilidade de abordar nas crônicas, tais como o respeito à natureza, a descoberta do amor, o tédio, e o valor da amizade o livro A Menina da Chuva geralmente acaba por agradar muito ao público infanto-juvenil que se identifica com esses temas. E por isso algumas escolas particulares do Sertão Central hoje já adotam o texto do livro como material paradidático.
3. Antes de escrevê-lo, você já assinado outras obras?

Sim, antes do livro A Menina da Chuva, eu escrevi e publiquei outra coletânea de crônicas memorialísticas intitulada Lá nas Marinheiras e outras crônicas, fazendo nesse titulo uma homenagem à canção marinheiras gravada pela Nara Leão e escrita pelo compositor letrista cearense Fausto Nilo, que orgulhosamente é meu conterrâneo nascido aqui em Quixeramobim. Alias nesse primeiro livro a cidade de Quixeramobim é não apenas o mote, mas também o cenário, o palco, e a atriz que da vida a obra.
4. Como buscou inspiração para fazer as crônicas? Você tinha algum ritual?

Acho que o cronista precisa andar pela cidade, divagando e devagar. O cronista precisa abrir a janela e ver a vida acontecendo, a banda passar. Meu ritual para buscar inspiração sempre foi caminhar pela cidade com ouvidos e olhos atentos colhendo as histórias das pessoas. Para escrever quase sempre preciso sofrer uma espécie de “alumbramento” como diria o poeta Manuel Bandeira. Sem essa inspiração que surge de forma inexplicável não consigo vencer “essa luta vã” diante do papel em branco. Quando escrevo estou emocionalmente envolvido com o texto. E justamento por isso é que só depois num outro momento com mais calma, que faço a revisão e corto os excessos.
5. Quem são seus maiores “modelos” de cronistas?

Indiscutivelmente o cronista Rubem Braga, e os poetas Manuel Bandeira e Mario Quintana que em suas obras trouxeram a luz um sentimento lírico muito puro, refinado e livre de pieguismos. E, é claro que as forças literárias de Milton Dias e Rachel de Queiroz se colocam como nortes indispensáveis para qualquer um que queira escrever crônicas no Ceará.
6. Qual livro mudou sua forma de ver o mundo?

Minha formação como leitor se deu acompanhando o desenrolar da saga Harry Potter. Mas acho que foi o livro Feliz Ano-Velho do escritor Marcelo Rubens Paiva que me proporcionou realmente uma descoberta do mundo. A linguagem jovem e sem rebuscamentos, o próprio drama autobiográfico narrado, e, sobretudo o retrato bem feito do espírito da juventude com seus sonhos, desejos, medos, frustrações e conquistas, na época que li inquietaram-me muito. Foi como se o livro quebrasse um gelo que havia em mim.
7. O que gosta de ler nas horas vagas?

Não é exagero dizer que leio de tudo: histórias em quadrinhos, jornais e revistas semanais. Sou leitor regular do romance nacional e da boa literatura cearense. Agora estou em um relacionamento sério com os contos do cearense Nilto Maciel. Parafraseando Manoel de Barros, outro poeta que leio bastante, costumo dizer que fui aparelhado para gostar de poesia. E no fim das contas acho que em tudo que eu leio busco o encontro com a poesia.
8. Você já está trabalhando em alguma obra nova?

Meu próximo livro deve sair ainda esse semestre, publicado no projeto edições em coautoria, idealizado pelo escritor Silas Falcão, e vai se chamar: Cordéis de Histórias. No livro escrevo dois cordéis, um sobre o poeta Quintino Cunha e seu rico anedotário, e no outro versejo sobre a vida e a obra do arquiteto e letrista Fausto Nilo. Também deve sair nesse semestre umas poesias minhas no segundo volume da antologia Mutirão que é organizada pelo Poeta de Meia-Tigela. Mas em breve como um filho pródigo volta a casa, também devo voltar novamente à crônica.

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“Lá nas Marinheiras e outras crônicas” e “A Menina da Chuva” são os dois livros de autoria do escritor e professor Bruno Paulino. Para adquirí-los, é só entrar em contato com o autor, através do Facebook 

14:29 · 13.04.2015 / atualizado às 14:56 · 13.04.2015 por

A capital cearense completa 289 anos nesta segunda-feira. A data foi instituída para lembrar quando ela foi elevada a  vila, mas antes, muito antes, já existia o agrupamento de pessoas nessa área do Ceará. Depois dos índios, os primeiros forasteiros que aqui chegaram foram espanhóis, liderados por Vicente Pinzón, três meses antes de Pedro Álvares Cabral aportar em Porto Seguro. Para compreender o processo formativo da cidade e relembrar outros tempos da cidade, o Sopa de Livros elenca algumas obras, de vários estilos, para quem é apaixonado pela “loura desposada do Sol”, conforme a caracterizava o poeta Paula Nei. Vamos às dicas:

1. História urbana e imobiliária de Fortaleza – biografia sintética de uma cidade

Esse livro, lançado em 2014, faz um apanhado da história do Ceará desde antes de os estrangeiros aportarem por aqui até o Ceará mais voltado para o turismo e eventos de hoje. É realmente uma biografia muito bem escrita pelo autor do premiado “Getúlio”, Lira Neto, em parceria com a também jornalista Cláudia Albuquerque. Um dos diferenciais da obra é o rico acervo fotográfico, além de contar com capa dura e páginas em papel couchê. Também traz informações pouco divulgadas a respeito da ocupação de áreas hoje ditas nobres, como as Dunas, Cocó, através do olhar dos primeiros que investiram em terrenos nesses locais e bastante das pitadas sarcásticas de alguns momentos em que Fortaleza quis ser Paris, esquecendo-se dos muitos problemas  que assolavam os moradores.

 

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O livro conta com várias linhas do tempo ilustradas, para facilitar a compreensão do leitor

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As fotografias e reproduções de gravuras chegam a ocupar duas páginas e são um dos diferenciais dessa obra

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História urbana e imobiliária de Fortaleza – biografia sintética de uma cidade

Lira Neto e Cláudia Albuquerque

Editora Braba

197 páginas

Preço médio: R$ 100

2. Outros tempos

Para criar esse romance policial ambientado nos anos 1940, em plena guerra, o autor, já entrevistado pelo blog,  fez ampla pesquisa nos jornais de época, além dos livros que descreviam  o que acontecia e como era a rotina dos moradores de Fortaleza nesse período. Mas não se trata de uma obra para somente para saudosistas, porque o suspense, muito bem construído, prende o leitor em uma história instigante, além de fazer uma viagem por lugares que outrora foram bastante valorizados e hoje, não passam de ruínas. Para ler com um olhar mais atento aos prédios desprezados pela cidade, em especial, nos bairros Centro, Benfica e Jacarecanga, outrora nobres e hoje, nem tanto.

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Outros tempos

Leonardo Nóbrega

Editora Premius

311 páginas

Preço médio: R$ 35

3. Relembranças

Nessa obra, composta só por crônicas, escritas a partir de 1958 e publicadas nos jornais, Milton Dias desfia suas impressões da cidade que o acolheu ainda criança e relembra sua juventude. Essa obra fala de locais importantes da cidade, como a Praça do Ferreira e ainda traz crônicas em que o autor declara seu amor à cidade. O livro foi lançado, originalmente, em 1983 pela Universidade Federal do Ceará e, por ser antigo, é possível encontrá-lo em sebos.

RELEMBRANCAS

Relembranças

Milton Dias

Edições UFC

345 páginas

Preço médio: R$ 20

4. Fortaleza Velha

Neste livro, que ganhou nova edição em 2013, o olhar do cronista João Nogueira, engenheiro, inventor e que, nas horas vagas, escrevia para vários jornais daqui, aponta muitas das transformações de Fortaleza no fim da chamada Belle Époque e durante a Segunda Guerra Mundial. Nos seus textos, além do saudosismo, está presente uma fina ironia que nos leva ao riso em vários momentos. Desses 28 textos, escritos entre 1921 e 1943, ele descreve como foi a demolição de ícones arquitetônicos como o sobrado do Comendador Machado, que deu lugar ao Hotel Excelsior, ainda de pé na Praça do Ferreira e a antiga Igreja de São José, demolida para a construção da Catedral Metropolitana de Fortaleza. Outras passagens que nos fazem viajar no tempo é a descrição de todas as edificações da antiga Rua Formosa, hoje Barão do Rio Branco, assim como a história do Passeio Público desde a sua construção até o seu primeiro período de decadência, nos anos 1930.  As crônicas que tratam dos circos e teatros, da festa dos Caboclos da Parangaba e das eleições (sangrentas e desonestas) dentro das Igrejas são igualmente deliciosas. A organização da obra, assim como as notas de rodapé couberam ao escritor Raymundo Netto. Não pode faltar na estante de quem gosta de rememorar a cidade.

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Fortaleza Velha

João Nogueira

Coleção Nordestes

205 páginas

Editora Armazém da Cultura

Preço médio: R$ 28

5. As três Marias

No romance publicado por Rachel de Queiroz em 1939, além da amizade profunda entre Maria Augusta (Guta), Maria José e Maria da Glória, várias paisagens urbanas de Fortaleza são descritas, como o Colégio da Imaculada Conceição, onde as três se conhecem. Narrado por Guta, percorre os caminhos diversos em que cada uma das três constrói a sua história.  Glória se transforma em uma dedicada mãe de família, Maria José se entrega à religião, enquanto Guta corre em busca de sua independência. Seu ideal é viver sozinha, seguir seu próprio caminho, livrar-se da família, romper todas as raízes, ser completamente livre. Mas o destino e o amor acabam revelando-se para Guta bem menos doces do que os livros de poesia que elas costumavam ler na escola.  Esse é outro livro fácil de achar em sebos, por preços bem acessíveis.

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As Três Marias

Rachel de Queiroz

Editora José Olympio

204 páginas

Preço médio: R$ 23

6. Fortaleza Belle Époque – reforma urbana e controle social (1860-1930)

Fruto da pesquisa de dissertação de mestrado defendida em 1992 na PUC de São Paulo, pelo professor do curso de História da Universidade Federal do Ceará, Sebastião Rogério Ponte e esgotado há vários anos, ganhou nova edição das Edições Demócrito Rocha no ano passado. A obra analisa o processo de remodelação urbana e disciplinarização social por que passou a capital cearense entre o final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX. Entre os fatos analisados, estão as campanhas de higienização física e moral da população, imposição de novos padrões europeizados de condutas públicas e privadas, asilamento de mendigos e doentes mentais, e práticas policiais de controle das camadas pobres. Ainda contempla a sátira, o deboche e a irreverência como formas de resistência popular contra as cotidianas tentativas dos poderes e saberes locais em disciplinar a sociedade.

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Fortaleza Belle Époque – Reforma  urbana e controle (1860-1930)

Sebastião Rogério Ponte

Edições Demócrito Rocha

220 páginas

Preço médio: R$ 60

7. A Normalista

Nesse romance realista e naturalista, além de conhecer a triste sina da protagonista Maria do Carmo, é possível passear pela Fortaleza do fim do século XIX, com sua velha Estação de Trem, os sítios afastados do Benfica, a Escola Normal, responsável pela má fama de suas alunas e que se situava na Praça José de Alencar, ao lado do Theatro e o  descampado rural do Cocó, com pouquíssimas choupanas, bem diferente do emaranhado de arranha céus de hoje. Vale a leitura para conhecer mais sobre a história da cidade nessa ousada história de Adolfo Caminha. Também fácil de encontrar em sebos e, por já contar mais de cem anos de seu lançamento, é de domínio público, podendo ser baixado por aqui.

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A Normalista

Adolfo Caminha

Editora Ática

156 Páginas

Preço médio: R$ 15

 8. Royal Briar – A Fortaleza dos anos 1940

Como memorialista, Marciano Lopes descreve a Fortaleza do seu bem-querer, que o recebeu ainda criança, dos braços de Aracati, após uma tragédia pessoal. Marciano  nos convida nessa obra a conhecer não só as ruas, casarões e edificações da cidade nessa época, mas também suas galhofas, seu comércio, o Carnaval, seus produtos  e até mesmo as pensões alegres mantidas em antigos casarões do Centro. Como Marciano detinha um grande acervo fotográfico, nesse livro são expostas várias dessas fotos raras, conseguidas com famílias da sociedade, além de registros do grande pesquisador Nirez.

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Uma das propagandas do tal Royal Briar

E o livro:

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Royal Briar

Marciano Lopes

Editora Armazém da Cultura

218 páginas

Preço médio: R$ 30

14:11 · 27.02.2015 / atualizado às 14:11 · 27.02.2015 por

Depois de “Outros Tempos“, livro ambientado nos anos 1940 em Fortaleza, Leonardo Nóbrega lança mais um livro neste sábado, dia 28, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, às 16h30. “Crimes do Tarô” é um romance policial que se passa em uma cidade imaginária, em que uma misteriosa ladra deixa cartas de tarô nos locais dos crimes.

O estopim para a criação desse novo enredo se deu a partir de uma notícia de 1928, em que uma ladra cometera uma série de crimes em uma cidade espanhola. A partir daí, o autor começou uma investigação da cultura cigana e de algumas seitas para a história.

Outro diferencial desta obra é a interação com os leitores. Em entrevista ao Diário do Nordeste, Leonardo Nóbrega disse que estava trabalhando em dois livros ao mesmo tempo e através da sua pagina oficial fez uma enquete com os leitores para saber qual dos dois enredos deveria ser lançado primeiro, se Crimes do Tarô ou O Mensageiro da Morte e os leitores optaram pelo primeiro. Por conta do sucesso desse canal de comunicação com os leitores, mais capítulos também devem ser disponibilizados pela internet para os leitores.

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CRIMES DOTARO

Crimes do Tarô

Leonardo Nóbrega

Premius Editora

Lançamento às 16h30, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Reveja aqui a entrevista do Sopa de Livros com Leonardo Nóbrega, à época da Bienal, em que ele fala sobre seus dois livros:

08:59 · 13.12.2014 / atualizado às 08:59 · 13.12.2014 por

A XI edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará, que começou no dia 6 e segue até o dia 14 no Centro de Eventos, traz mais de 10 mil metros quadrados de feira e cerca de 80 mil títulos disponíveis. Entretanto, se o visitante não estiver interessado em comprar livros infantis, vai ter que procurar muito até encontrar algum título de autor conhecido com valor menor que o adotado nas livrarias e na internet.

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Vista do alto da Bienal, realizada até o dia 14 no Centro de Eventos

Para quem busca obras voltadas para o público infantil, há fartura. Tanto tem livros dos contos de fadas clássicos, como Cinderela, Branca de Neve, como obras com recursos extras como capa dura, páginas mais grossas, som, quebra cabeças,  fantoches…  A maioria com preços bem em conta, custando no máximo 15 reais.

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Esse, com capa dura e som de animais, saiu a R$ 10.

Já para os adultos, é necessário gastar bastante tempo para encontrar obras conhecidas.  Em muitos dos estandes, a impressão que se tem é dos saldões de início de ano nas lojas de sapatos populares. Entre os títulos com preço de dez reais, é raro encontrar algum escritor famoso, salvo raras exceções.

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No saldão, se encontra de tudo, mas o mais fácil é achar aqueles que ninguém quis levar…

Encontramos uma edição antiga de São Bernardo, de Graciliano Ramos; Mad Maria, de Márcio Souza, que foi minissérie da Globo nos anos 2000. Também Confissões de Adolescente, outra série da televisão, de Maria Mariana e 1968, o que fizeram de nós, de Zuenir Ventura. E só.

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Na internet, sai por R$ 15, cinco a mais que na Bienal

Entre as obras premiadas, algumas também estão com preços bem maiores que os da internet. A trilogia Getúlio, de Lira Neto, por exemplo, pode ser adquirida pela internet por cerca de R$ 106. Na Bienal, o menor preço que encontramos foi R$118.

 

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Volume 1

Preço médio: R$ 39

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Volume 2

Preço médio: R$ 34

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Volume 3

Preço médio: R$ 34

Mas procurando bem, é possível encontrar boas histórias a preços convidativos. Em uma das editoras, achamos vários títulos de Carlos Drummond de Andrade por R$ 15, como O Amor Natural e O Poder Ultrajovem. Amálgama, de Rubem Fonseca, também estava com esse preço. Em outro estande, tinha  vários bons títulos a R$ 20, como A Carne e o Sangue, de Mary del Priore; Zelota, de Reza Aslan e A Literatura na Poltrona – jornalismo literário em tempos instáveis, de José Castello.

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A carne e o sangue 

Mary del Priore

Editora Rocco

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Zelota

Reza Aslan

Editora Zahar

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A Literatura na Poltrona

José Castello

Editora Record

Também estavam a  menos de R$ 20 algumas obras de Moreira Campos, o grande homenageado da Bienal e os interessantes títulos do Museu do Ceará, apesar de o atendimento nesses estandes ser bem diferente dos outros.

Mais aquisições:

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Dizem que os cães veem coisas

Moreira Campos

Edições UFC

Preço: R$ 8

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Capistrano de Abreu e a correspondência feminina

Paula Virgínia Pinheiro Barbosa

Coleção outras histórias – Museu do Ceará

Preço: R$ 10

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Humor, vergonha e decoro na cidade de Fortaleza

Marco Aurélio Ferreira da Silva

Coleção outras histórias – Museu do Ceará

Preço: R$ 10

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Fortaleza Belle Époque

Sebastião Ponte

Edições Demócrito Rocha

Preço: R$ 59,90

Será que os preços baixam mais nesses últimos dias?

15:54 · 01.12.2014 / atualizado às 16:21 · 01.12.2014 por

O romance policial “Crimes do Tarô” é o  novo livro do escritor e professor Leonardo Nóbrega. Obra será lançada no próximo dia 14, às 19h, durante a Bienal Internacional do Livro do Ceará, que se inicia no próximo sábado, dia 6.

Esse é o segundo livro do autor, que estreou na literatura com “Outros Tempos”, lançado em 2013 e que tem como protagonista um jornalista, que vive entre 2012 e 1942.

Para o primeiro livro, o autor, nascido do Centro, fez um tour pela cidade de Fortaleza, buscando as lembranças não só nos locais que ainda resistem, mas também nas memórias das pessoas mais velhas e nos escritos de Marciano Lopes, além de pesquisas na Biblioteca Pública.

Já para esta obra, Leonardo transpôs o cenário cearense.  “Crimes de Tarô  se passa em uma cidade fictícia em outra época, desta vez em 1935.  A protagonista é uma ladra que, após cometer seus crimes, deixa sempre uma carta do Tarô. Falo no livro de ciganos e de muitos locais que existiram na época, mas que não resistiram ao tempo”, destaca o escritor.

Veja mais detalhes sobre os dois livros do autor e também sobre os bastidores do mercado editorial na entrevista que fizemos com o autor na TVDN:

11:24 · 16.11.2014 / atualizado às 17:17 · 16.11.2014 por

A partir da próxima quinta-feira, dia 20, acontece a  segunda edição da Festa Literária de Aquiraz – Flaq. A programação, que segue até domingo, dia 23, será toda realizada no Parque Engenhoca, com inscrições gratuitas, que podem ser feitas através desse site.

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O parque Engenhoca conserva parte da história da produção de aguardente no Estado do Ceará.

Ao todo, serão 22 escritores participando do evento. Alguns deles, nacionalmente conhecidos e com best-sellers publicados, como Lira Neto e Bernardo Kucinski, além dos queridinhos do público infanto juvenil, Socorro Acioli e Pedro Bandeira. O poeta cearense Artur Eduardo Benevides também receberá homenagem póstuma no evento.

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Bernardo Kucinski

As mesas literárias serão realizadas nos quatro dias de evento. No dia 20, às 11h, a primeira terá a participação da escritora cearense Socorro Acioli e Carola Saavedra e terá como tema “Ser escritor na parte pobre do planeta”, com discussões a respeito das influências que o meio exerce  na produção criativa e os momentos em que a literatura se coloca como um desafio. Mais tarde, às 16 horas, Carola divide a mesa com João Carrascoza e discutem a gênese do romance.

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Socorro Acioli com um de seus sucessos voltados para o público infanto-juvenil: A Bailarina Fantasma

Foto: Juliana Vasques

Na sexta, às 11h, os escritores Bernardo Kucinski e Ricardo Carvalho farão uma análise sobre os 50 anos da ditadura militar. Já às 16h, Ilan Brenman irá discorrer sobre a complexidade da escrita para o público infantil. Às 17h30, Ignacio de Loyola Brandão e o editor Luiz Alves revelam os bastidores da relação entre escritor e editor que dura mais de 30 anos.

No sábado,  a primeira mesa literária começa as 15h, com Lira Neto e Rodrigo Lacerda e irá fomentar a discussão sobre a convivência entre a história e o romance histórico e as possibilidades do real na dura convivência entre ficção e história. Logo depois, às 17h, Ricardo Carvalho irá lançar a questão da sustentabilidade e sua relação com a Literatura. Às 17h30, Ignacio de Loyola reencontra, no Ceará, uma das histórias de seu livro homônimo, Mel de Ocara, com mediação de Terezinha Holanda.

No domingo, último dia da programação, serão três mesas. Na primeira, às 11 h, Adriano Espínola e Humberto Pinheiro falarão sobre a identidade cultural  e a literatura contemporânea cearense.  Na segunda, ás 14h, Marilia Lovatel e Regina Fiúza lerão poemas de Artur Eduardo Benevides e contarão os “causos” do príncipe dos poetas. Na terceira, às 16h30, Ferrez e Rodrigo Ciríaco discutem a literatura marginal.

BLBLadrianoespinolaAdriano Espínola, poeta e escritor cearense radicado no Rio de Janeiro, é autor do livro de poemas Beira-Sol, indicado para o vestibular da Universidade Federal do Ceará de 2000.

15:37 · 28.10.2014 / atualizado às 15:37 · 28.10.2014 por

Fortaleza é a loira desposada do Sol, de acordo com o poeta Paula Nei. Mas pode ser também a selva de pedra da Avenida Beira-Mar de hoje ou o matagal praticamente intocado do Cocó, dos fim dos anos 1800. Ou mesmo o Jacarecanga e o Benfica dos palacetes, reduto das elites na primeira metade do século XX.

Para se deliciar com as paisagens de outrora e as descrições de uma Fortaleza que ainda existe, com seus indícios aqui e ali, indico quatro obras que descrevem essa cidade e suas peculiaridades. Duas delas são de autores reconhecidos nacionalmente. As outras duas são de cearenses ainda não tão divulgados fora daqui, mas igualmente com textos que nos fazem viajar no tempo. Vamos às dicas:

1. As Três Marias – Rachel de Queiroz

A escritora cearense estudou em um dos colégios mais tradicionais de Fortaleza, o Imaculada Conceição, na Av. Santos Dumont.  E algumas das suas lembranças estão presentes nessa obra. O enredo trata, basicamente, de Maria da Glória, Maria José e Maria Augusta (Guta). O livro é narrado em primeira pessoa por Guta e passa desde a infância – com sua chegada ao internato – até a vida adulta, com dilemas, amores e a formação de sua personalidade.

Ao desfiar o destino de cada uma das três amigas, Rachel fala de Fortaleza. Dos arredores do próprio internato, como a praça da Escola Normal, hoje Justiniano de Serpa. E do Colégio.

“O colégio era grande como uma cidadela, todo fechado em muros altos. Por dentro, pátios quadrados, varandas brancas entre pitangueiras, numa quietude mourisca de claustro”. (P.25)

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Já sobre as três, de acordo com o professor Batista de Lima,  são colegas da época do colégio. Maria Augusta, ou Guta, é a própria Rachel; Maria José é Alba Frota e Maria da Glória é Odorina Castelo Branco. As três se diplomaram em 1925. É um livro gostoso de leitura ágil e que inclui algumas situações bem à frente daquele tempo, como os romances de Guta.

Também foi adaptado para a televisão, com a novela homônima, exibida pela TV Globo em 1980 e 1981.

Essa era a abertura:

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E esse é o meu livro, comprado em sebo, por um preço bem simbólico. (Adoro livros com capa dura)

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A edição mais recente é da Editora José Olympio:

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Preço médio: R$25.

E aqui tem o PDF, pra quem quiser baixar.

2. A Normalista – Adolfo Caminha

Esse estava na lista de livros recomendados para o vestibular aqui em Fortaleza nos anos 1990 (é o novo!) e certamente, deveria estar na lista de material escolar de quem cursou o Ensino Médio nessa época. Eu li por conta dessa recomendação. Na época, existiam passeios temáticos que levavam as pessoas pelos pontos descritos no livro.

A história, escrita em 1893, é considerada uma das mais naturalistas da literatura brasileira e aborda assuntos como libido, traição, relações familiares, sexo, adultério e incesto. O escritor apresenta seus personagens de forma autêntica, sem cobri-los de qualquer tipo de louvor ou virtude moral. Os protagonistas são João da Mata e a normalista Maria do Carmo, sua afilhada.

Entre os locais descritos, estão a Rua do Trilho, onde hoje fica o bairro Moura Brasil, a Praça da Estação, o Colégio Normal, hoje, sede do Iphan, na Praça José de Alencar, o Benfica e o Cocó, que ficavam bem afastados da cidade e o Passeio Público.

Locais que ainda resistem:

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Primeira Escola Normal de Fortaleza, hoje, sede do Iphan, ao lado do Theatro José de Alencar.

Esse é o PDF para quem quiser conhecer mais dessa história, que não foi bem aceita na época.

Minha edição velhinha:

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E a edição mais nova:

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Preço médio: R$ 25

3. Royal Briar – A Fortaleza dos anos 1940- Marciano Lopes

Com várias imagens de Fortaleza nesse período, o memorialista Marciano Lopes escreve suas lembranças dessa década, que coincide com a época em que ele veio morar na cidade, ainda criança. Ao todo, são 26 capítulos ilustrados com as fotos de seu rico acervo, que mostram uma cidade que se perdeu e só mesmo observando bem é que a gente encontra vestígios.

Essas são algumas das imagens:

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Um dos blocos do irreverente carnaval  de Fortaleza em que os homens se vestiam de mulher, ridicularizando as moças da sociedade que namoraram os soldados americanos que serviram na Segunda Guerra.

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Castelo do Plácido – demolido nos anos 1970, para a construção de um supermercado, nunca concluído. No terreno foi construída a Ceart, na Av. Santos Dumont.

Esse é o livro:

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Editora: Armazém da Cultura

2012

Preço médio: R$ 30

4. Outros Tempos – Leonardo Nóbrega

Já pensou que louco seria se, do nada, você acordasse 60 anos antes? É assim que começa o livro do estreante Leonardo Nóbrega, psicanalista e professor de Geografia. Para Ulisses, um jovem bem-sucedido jornalista  que vive em Fortaleza, tem sua despreocupada vida de solteiro transformada quando acorda, numa manhã qualquer, no ano de 1942. Nessa “nova” vida, no passado, o recebimento de um pacote misterioso deixado para ele pela francesa Camille o envolverá em uma série de eventos relacionados com a II Guerra Mundial, com uma célula nazista no Brasil e com a resistência brasileira, que o levará, alternadamente em suas duas vidas, por um labirinto angustiante de segredos, códigos, tradições e mortes, mas também de poesia, festas e romance. Uma história envolvente, com final surpreendente.

Antes de conhecermos o fim da história, Leonardo nos leva por várias partes de Fortaleza, como a Praia de Iracema, ao primeiro restaurante de Fortaleza, no Palacete Ceará, hoje Caixa Econômica da Praça do Ferreira, aos saraus de poesia do Café Java e até mesmo a Guaramiranga, passando antes por Baturité e as histórias da Colônia de  Antônio Diogo, onde muitas famílias vivenciaram o isolamento por conta da hanseníase.

O único estranhamento que senti foi  o da riqueza do jovem jornalista  no tempo presente e a ousadia da namorada de Ulisses em 1942, que podia dormir com o namorado, sem ser casada e sem precisar esconder isso de ninguém.

Pelo suspense e pelos detalhes minuciosos, que incluem também o Cão de Itaoca, caso famoso da época de um ser do outro mundo que assombrava aquela região próxima ao Montese, vale demais a leitura. À venda no site da editora e também com o autor, através desse link.

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Editora Premius

Preço médio: R$ 30

11:53 · 22.09.2014 / atualizado às 12:01 · 22.09.2014 por

Um dos poetas mais talentosos de nosso tempo partiu no domingo. Artur Eduardo Benevides faleceu por volta das 11hs deste dia 21, em um hospital particular de Fortaleza. Nascido em Pacatuba, além de poeta, era integrante da Academia Cearense de Letras, com mais de quarenta livros publicados.

Foi eleito, em 1985, o Príncipe dos Poetas Cearenses, engrossando o time de trovadores, que tinha entre os participantes o  padre Antônio Tomás,  Cruz Filho e Jáder de Carvalho. Bacharel em Direito e em Letras, foi professor titular da Universidade Federal do Ceará. Dirigiu também o Centro de Estudos Brasileiros na Argentina e foi professor convidado nas Universidades de Sorbonne e Oxford.  Venceu de mais de trinta prêmios literários, destacando-se a Bienal Nestlé de Literatura, em 1988.

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O poeta Artur Eduardo Benevides, na Academia Cearense de Letras (Crédito: Agência Diário)

Eu, que na minha adolescência, gostava muito de poesia, vivia a investigar os poetas cearenses, entre os exemplares da biblioteca do Colégio 7 de Setembro, onde conclui o Ensino Médio e o Fundamental. Lembro demais de copiar seus versos e oferecer aos amigos, anotar nas minhas agendas-diário, tanto os dele como de outros autores, como o Francisco Carvalho, José Telles, de quem tenho a maioria dos livros publicados, entre outros autores.

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Esse era um dos livros disponíveis na biblioteca da sede do Centro do Colégio 7  de Setembro

 

Estreou em 1944, com os poemas de Navio da Noite; vieram depois Os Hóspedes (1946, em parceria com Aluísio Medeiros, Antônio Girão Barroso e Otacílio Colares). Outros livros de poesia: A Valsa e a Fonte (1950); Cancioneiro da Cidade de Fortaleza (1953); O Habitante da Tarde (1958); O Tempo; O Caçador e as Cousas Longamente Procuradas (1966); Canção da Rosa dos Ventos (1966);-O Viajante da Solidão (1969); Vida de Andarilho (1974); Elegias de Outono e Canção de Muito Amar e de Adeus (1974); Arquitetura da Névoa (1979); A Rosa do tempo ou o Intérmino Partir (1981); Sonetos à Beira-Mar e Elegias do Espaço Imaginário (1981), e Inventário da Tarde (1983), afora outros. Como ensaísta, publicou: A Lâmpada e os Apóstolos (1982); Universidade e Humanismo (1971); Uma Vida a Serviço da Cultura (1973); Idéias e Caminhos (1974); Evolução da Poesia e do Romance Cearense (1976); O Tema da Saudade na Poesia Luso-Brasileira (1979); Literatura do Povo: Alguns Caminhos (1980), e Camões – Um Tema Brasileiro (1983). Também se incluem na sua produção os contos de Caminho sem Horizonte (1958), a Antologia de Poetas Bissextos do Ceará (1970) e obras sobre educação.

Deixo aqui para os leitores, uma das poesias preferidas, como homenagem e incentivo, para que procurem também conhecer os nossos escritores, que deixaram verdadeiras pérolas, infelizmente pouco divulgadas.

Os amigos, ao entardecer

I

O tempo é breve e as afeições são poucas.
Os cabelos já tomam a cor das despedidas.
Tantas, as viagens! Quantas, as partidas
para as paixões, as festas e navegações?
Fraternas mãos vieram e me cobriram
com cálidos lençóis.
E preparei anzóis
para pescar os salmões do amanhecer.
Um dia, com os amigos, acendi fogueiras.
Deitamo-nos na relva, de alma ainda inteira.
Ou fomos olhar os trens
que vinham dos verões.
Vezes houve em que rimos, quase alucinados.
Nem vimos os exílios, demorados.
E estivemos unidos em nossos corações.

II

Agora peço ao mundo
palavras de leve comunhão.
Talvez como outrora, ao ver as gaivotas
pousarem nos varais de vãs recordações.
E só com os amigos não terei artifícios.
Eles são semelhantes aos galos nas trevas,
acordando os portais e os cais
de que a alma é serva.
E lhes direi, um dia, o meu segredo.
Vou falar-lhes do medo
de morrer longe dos olhos da Mulher Amada.

III

E a brisa da tarde vem
por todos os lados.
Mas a ninguém dissemos que estávamos cansados
ou que, nas lâmpadas que ainda bruxuleiam,
acaba-se o pavio.
Ficamos a olhar a barca pelos rios
e queríamos apenas uma voz de menina
trazendo nos ombros os galos-de-campina
que voaram lavando a nossa infância.

IV

No resto do mundo
um murmúrio geral vai crescendo no escuro.
E a noite parece um ladrão a esgueirar-se
sobre os nossos muros.
Limpamos, então, lentos e calados,
nossos retratos no tempo pendurados.
E pensamos no dia em que chegar
o adeus.
Oh, o adeus, essa palavra sagrada
que guardará no infinito
a inutilidade de nosso pobre grito.

(Artur Eduardo Benevides)

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Blog da jornalista Kelly Garcia, da área Entretenimento, do Diário do Nordeste.
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