Sopa de Livros

Categoria: New adult


15:02 · 10.02.2016 / atualizado às 15:03 · 10.02.2016 por

 

Assim como a nossa colaboradora Rosiane Melo o fez, eu também vim expor as minhas metas de leitura para esse ano que está em curso. Infelizmente, já se passou um mês e cá estou, ainda “presa” em uma leitura iniciada em 2015, de um livro que nem é extenso. (vergonha!)

Não vou ter grandes ambições em 2016. A meta é ler pelo menos 30 livros, o que nem é um número tão grande.  Mas vamos aos desejos de leitura para esse ano, até mesmo para que eu me organize e venha a cumprir esses objetivos. O bom é que quase todos já estão lá à minha espera, na estante.

 

1. Casa Grande e Senzala – Gilberto Freyre

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2. Chatô – Fernando Morais

3. Trilogia Getúlio – Lira Neto

4. A noite do meu bem – Ruy Castro

5. Os Maias – Eça de Queirós

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6. Mulheres de Cinzas – Mia Couto

7. 1889 – Laurentino Gomes

8. Diário de Anne Frank

9. A carne e o sangue – Mary del Priore

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10. A alma encantada das ruas – João do Rio

11. O visconde partido ao meio – Italo Calvino

12. Malala – a menina que queria ir a escolaAdriana Carranca

13. O jardim secreto – Frances Hodgson Burnett

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14. As sete irmãs – Lucinda Hiley

15. Na berma de alguma estrada – Mia Couto

16. Aprender a viver –  Luc Ferry

17. Doze contos peregrinos – Gabriel García Marquez

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18. Zelota – Reza Aslan

19,. Dizem que os cães veem coisas – Moreira Campos

20. As mulheres do nazismo – Wendy Lower

21. O diamante –  J. Courtney Sullivan

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22. As cartas lacradas – Dora Oppenheim

23. O símbolo perdido – Dan Brown

24. O tempo e o vento – Erico Veríssimo

25.  A amiga genial – Elena Ferrante

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26. Quarenta Dias – Maria Valéria Resende

27. Os homens sem mulheres – Haruki Murakami

28. Irmãs Romanov – Hellen Rappaport

29. Ao farol – Virgínia Woolf

 

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30. Objetos cortantesGillian Flynn

 

 

14:47 · 18.01.2016 / atualizado às 14:23 · 19.01.2016 por

Tudo bem que para muita gente o ano só vai começar mesmo depois do Carnaval, em fevereiro. Entretanto, para as editoras, isso muda de figura e são muitos os lançamentos de janeiro, perfeitos para quem quiser incluir alguma novidade nas metas de leitura. Vem ver!

Companhia das Letras

Kaos Total, de Jorge Mautner

Todas as letras de Jorge Mautner reunidas pela primeira vez com poemas inéditos e pinturas que revelam uma face até agora desconhecida do autor de Maracatu Atômico.

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Como curar um fanático, de Amóz Oz

Em ensaios lúcidos e ponderados, um debate sobre a tragédia no sentido mais antigo do termo: a batalha entre o certo e o certo.

 

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Uma história de solidão, de John Boyne

Autor de O menino do pijama listrado, John Boyne aborda com extrema delicadeza o tema dos abusos sexuais na Igreja católica.

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Objetiva

Outros cantos, de Maria Valéria Rezende

A vencedora do Prêmio Jabuti de 2015 oferece um romance magistral sobre as viagens movidas a sonhos.

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O foco triplo, de Daniel Goleman e Peter Senge

Um olhar inovador sobre como melhorar nosso desempenho acadêmico e desenvolvimento pessoal em tempos de tecnologia.

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Seguinte
A Sereia, de Kiera Cass

Novo livro da autora da série A Seleção, Kiera Cass fala sobre uma garota que foi salva de um naufrágio pela própria água e que para pagar sua dívida, se torna uma sereia.

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Paralela
Coroa Cruel, de Victoria Aveyard

Descubra o passado sangrento de Norta em dois contos que se passam no universo de A rainha vermelha.

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58 listas (33 úteis e 25 nem tão úteis assim), de Manu Barem

Afiadíssima, Manuela Barem, editora do Buzzfeed Brasil, reúne em um livro suas melhores listas de tweets, fatos bizarros sobre o Brasil e muito mais!

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Zahar

Estado de crise, de Zygmunt Bauman

A crise mais séria da modernidade, a de 1929, foi habilmente contornada pelo Estado. Contudo, a crise pela qual hoje passamos é diferente. No mundo globalizado, os governos estão cada vez mais impotentes para gerenciá-la, e os cidadãos, cada vez mais insatisfeitos com seus governantes. Nesse livro indispensável, Zygmunt Bauman e Carlo Bordoni se debruçam sobre o atual contexto para debater esta nova crise mundial, fazendo uma análise inédita das questões que a sociedade líquida vem enfrentando. Os pensadores advertem que essa crise não é passageira. Por isso, é necessário que se entendam seus mecanismos a fim de estabelecer novos campos de atuação e luta.

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O conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas

A fantástica edição comentada de O conde de Monte Cristo agora em volume único!
O conde de Monte Cristo é um clássico da literatura mundial, uma história emocionante e cheia de ação e vingança, que vem fascinando leitores há quase dois séculos. Alexandre Dumas prende o leitor numa trama de tirar o fôlego, traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos e apresenta uma galeria de personagens que retrata o espectro social de um mundo em transformação.
Essa obra-prima tem aqui a edição brasileira que merece: uma tradução viva do texto integral, vencedora do prêmio Jabuti, 170 gravuras de época e mais de 500 notas explicativas, além de uma rica apresentação e cronologia de vida e obra do autor. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.

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As aventuras de Robin Hood: edição bolso de luxo, de Alexandre Dumas

Ao mesmo tempo bandido e mocinho, herói de inúmeras histó­rias e canções da tradição oral, o lendário Robin Hood tem sua saga contada pelo talento inquestionável de Alexandre Dumas. Ambientado na Inglaterra nos séculos XII e XIII, o livro traz as aventuras do fora da lei e seu bando em busca de justiça, igual­dade e também diversão. Nas matas de Sherwood e Barnsdale, acompanhamos os embates de Robin com o xerife de Nottingham, sua história de amor com lady Marian e sua parceria com o leal João Pequeno e frei Tuck.

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Pequena Zahar
Tudo muda, de Anthony Browne

Em Tudo muda, Anthony Browne aborda, com sua perspectiva singular e suas formidáveis ilustrações, o tema da mudança na vida de uma criança.

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Rocco

CIDADE DOS ÚLTIMOS DIAS – O último policial #2 Ben H. Winters

A pouco mais de dois meses para o asteroide Maya atingir a Terra, investigar crimes não é mais uma prioridade para a força policial de Concord. Mas Hank Palace não pensa assim. Cidade dos últimos dias é o novo livro de Ben H. Winters, e segunda parte da trilogia O último policial. A obra acompanha o ex-detetive na investigação do misterioso desaparecimento de Brett Cavatone, o marido da sua antiga babá. Com a sociedade se desmantelando a sua volta, Hank tenta a todo custo juntar as poucas pistas que tem, até descobrir o paradeiro de Brett aparenta ser somente uma questão de tempo. Mas será que Maya dará este tempo a Hank? A elogiada trilogia de Bem H. Winters traz novas indagações sobre o que os homens devem uns aos outros quando o fim está próximo.

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HOTELLES – QUARTO 2 Emma Mars

O jogo de sedução envolvendo a jovem Annabelle Lorand, conhecida como Elle, está de volta. Hotelles – Quarto 2 mostra o que aconteceu com a protagonista da trilogia erótica da francesa Emma Mars depois de trocar o noivo, o magnata da comunicação David Barlet, por Louis, irmão mais velho dele. Ambientada em Paris, a trama conserva a mistura de romance, mistério e intrigas, bem como as cenas quentes que marcaram o primeiro livro, ao acompanhar a educação sexual de Elle, jovem jornalista que resolve trabalhar como acompanhante de luxo para pagar o pagamento de saúde da mãe, e acaba se enredando num jogo sedutor e perigoso que envolve os dois irmãos, os famosos quartos do Hôtel des Charnes, cada um dedicado a uma famosa cortesã do passado, sua melhor amiga, Sophia, e a agência Belas da Noite.

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SOB A LUZ DOS SEUS OLHOS Chris Melo

Considerada a “Nicholas Sparks de saia” pelos fãs, por suas histórias românticas voltadas especialmente para o público jovem adulto, a paulista Chris Melo estreia na Rocco, pelo selo Fábrica231, com Sob a luz dos seus olhos. A trama conta a história de Elisa, que embarca para a Inglaterra decidida a começar sua vida adulta, levando na bagagem seus planos e sonhos para o futuro; e Paul, um artista tentando se encontrar e que vive intensamente cada momento. O que poderia ser apenas um encontro casual entre dois jovens tentando achar o seu lugar no mundo se transforma, pelas mãos de Chris Melo, numa profunda jornada de autoconhecimento, superação, perdão e recomeços protagonizada por duas pessoas comuns que experimentam o poder extraordinário do amor. O livro chegará às prateleiras em edição revista, trazendo novas cenas e um epílogo emocionante, inaugurando a coleção <3 Curti, dedicada a leitores que não abrem mão de uma boa história romântica com final feliz.

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A GAROTA DINAMARQUESA David Ebershof

Com estreia nos cinemas em fevereiro, já acenando com um possível novo Oscar para Eddie Redmayne, ganhador da estatueta de melhor ator por A teoria de tudo, A garota dinamarquesa reconstrói a história de Lily Elbe, talvez a primeira transexual da história a fazer a cirurgia de redesignação sexual (ou “mudança de sexo”). Vivendo até a meia-idade como Einar, um pintor dinamarquês na Europa dos anos 1920 e 1930, ela teve a sorte de contar não apenas com um médico pioneiro, mas com uma mulher brilhante, generosa e apaixonada, sua própria esposa, Greta, para encontrar sua verdadeira identidade. Num momento em que as questões de gênero estão cada vez mais em voga, o aclamado romance de David Ebershoff, que volta às prateleiras com novo projeto gráfico, capa com o pôster do filme e posfácio assinado pelo autor, é um livro delicado e envolvente e uma leitura necessária nos dias atuais.

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NUTRIÇÃO DESCOMPLICADA, BOA FORMA FACILITADA Rodrigo Paiva

Por que emagrecer? Somente para ficar em forma ou para diminuir taxas como glicose ou colesterol que estão ameaçando a saúde? Quem sabe para dar uma guinada na autoestima? O motivo não importa. Nutricionista e preparador físico com pós-graduação em fisiologia, Rodrigo Paiva afirma que a chave para alcançar qualquer objetivo em relação ao próprio corpo está na força de vontade. E também em compreender o “pensamento” do corpo. Em Nutrição descomplicada, boa forma facilitada, seu livro de estreia pelo selo de bem-estar Bicicleta Amarela, o autor esmiúça temas variados como vitaminas, metabolismo, a diferença entre emagrecer e perder peso, exercício e queima de energia, os mitos e verdades da alimentação, entre outros assuntos. E mostra que sempre é tempo de se imaginar em melhor forma e mais saudável e traçar metas para conquistar esse objetivo.

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MISSÃO JUSTIÇA – CRÔNICAS DE ELEMENTIA: Uma aventura não oficial de Minecraft Sean Fay Wolfe

 

Fan-fiction inspirada no fenômeno Minecraft, um dos jogos mais vendidos do mundo e febre entre os pré-adolescentes, o primeiro volume da série Crônicas de Elementia, do jovem Sean Fay Wolfe, foi escrito entre uma aula e outra num notebook que Sean levava para o colégio e publicado de forma independente quando ele tinha apenas 16 anos. Mas o sucesso do jovem autor logo chamou a atenção da gigante HarperCollins, que não demorou a adquirir os direitos de publicação da obra. Em Missão justiça, que chega agora às prateleiras de todo o Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores, três jovens jogadores de Minecraft são vítimas de preconceito e perseguição de usuários mais experientes no servidor Elementia e se veem envolvidos em grandes batalhas contra as forças do mal. Uma jornada eletrizante para os fãs do universo Minecraft e para qualquer leitor em busca de uma boa aventura.

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Rocco Jovens Leitores

A ETERNIDADE PELOS ASTROS – Coleção Memórias do Futuro Louis Blanqui (Org. Marco Lucchesi)

No segundo livro da coleção Memórias do Futuro – que reúne clássicos inéditos ou pouco conhecidos no Brasil, mas que mantêm o frescor estético e a atualidade –, o teórico socialista e revolucionário francês Louis-Auguste Blanqui (1805-1881) une química e poesia para refletir sobre a dinâmica do universo e a existência humana. Segundo ele, o universo é composto por um número finito de elementos que, combinados de incalculáveis maneiras diferentes, repetem-se, com pequenas variações, eternamente: “A eternidade encena, imperturbável, no infinito, as mesmas representações.” Mais do que a veracidade científica de suas hipóteses, a beleza da viagem empreendida por Blanqui, que antecipou o pensamento de Nietzsche acerca do eterno retorno, está no modo como se desenrola a argumentação, na riqueza das analogias e no brilhantismo sardônico de seu estilo.

NANOOK – Ele está chegando Gustavo Bernardo

Bernardo só começou a falar aos quatro, ainda assim numa língua irreconhecível. Aos 15, o garoto, considerado problemático pela mãe, é levado a uma clínica psiquiátrica e, durante a consulta, numa espécie de surto, faz uma declaração enigmática: “Eu só queria avisar: Nanook está chegando.” Durante seu tratamento, Bernardo torna-se um desafio para seu médico, principalmente quando fatos estranhos começam a ocorrer, como a queda brusca das temperaturas em todo o mundo e o aparecimento de estranhos cães brancos pela cidade de Ouro Preto. Que ligação pode existir entre o aviso de Bernardo e esses fatos? Com quarta-capa assinada por Ana Maria Machado, Nanook encerra a Trilogia da Utopia, do escritor, ensaísta e professor universitário Gustavo Bernardo. Um romance envolvente que mergulha nas tradições da população inuit, os primeiros habitantes das regiões árticas do Canadá, e convida o leitor a refletir sobre questões como autismo e mudanças climáticas.

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O TÚMULO DA BORBOLETA – The Murder Notebooks #3 Anne Cassidy

Depois de Hora morta e A morte de Rachel, a série de suspense The Murder Notebooks chega ao seu terceiro volume, O túmulo da borboleta, levando os jovens Rose e Joshua a Newcastle, onde o tio de Joshua está internado e onde os dois descobrirão fatos surpreendentes sobre seus pais e o mistério que cerca seu desaparecimento. Decididos a investigar o paradeiro de Kathy, mãe de Rose, e Brendam, padrasto da garota e pai de Joshua, os dois adolescentes se veem enredados numa trama de perigos e segredos que envolve uma tatuagem de borboleta e seis cadernos com anotações em código, mapas e foto que eles terão que desvendar se quiserem descobrir o que realmente aconteceu. E principalmente se quiserem sobreviver.

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12:09 · 04.01.2016 / atualizado às 12:11 · 04.01.2016 por

Nesses primeiros dias de 2016, é hora de avaliar as leituras do ano que passou. Na retrospectiva, apresento os melhores livros que li em 2015, apesar dos enjoos que minaram o meu tempo mais precioso de leitura, que era no ônibus. Infelizmente, como muitos, eu não consegui bater a meta de aumentar a quantidade de obras, mas pelo menos mantive o número de 26 livros. E para vocês, que livros interessantes 2015 trouxe? Conseguiram ler mais? Aguardo respostas nos comentários. Feliz 2016 para todos!

Os escritores que eu matei – Marco Severo

Os escritores que eu matei é uma compilação de crônicas sobre o universo da literatura e suas descobertas e que mais parece um diálogo entre quem escreve e quem lê. De leitura rápida, traz várias questões pertinentes a quem gosta de ler. No site da editora, o resumo diz isso: “As crônicas – parte delas publicadas anteriormente em blogs na internet e retrabalhadas para este volume, aliadas a outras inéditas – são o resultado de quase quatro anos contribuindo com o pensar e o fazer literário, aqui elevados à potência máxima, culminando com um ensaio que só atesta a vigorosa escrita do autor, que tem a capacidade de nos fazer querer caminhar com ele por este universo de encantamentos que é a literatura, virando página após página, seduzidos pelos labirintos da palavra. Dono de um estilo sagaz, ao criar uma obra a um só tempo incisiva e sensível, Marco Severo comprova que a literatura ganhou um cronista de mão cheia”.

Confira entrevista com o autor

E aqui é possível comprar o livro e ainda ler duas crônicas que fazem parte dele.

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Os escritores que eu matei

Marco Severo

Editora Substânsia

R$ 30

No mundo da Luna – Carina Rissi

Essa foi uma grande surpresa, porque não tenho o hábito de ler livros assim. Mas é tão bem escrito que é possível devorá-lo em um fim de semana. Um pouco dessa chick-lit deliciosa: A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe idiota vive trocando seu nome. Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai em seu colo. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção? Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito — não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.

Também entrevistamos a autora no blog. Veja nesse link.

Para quem não leu, a Record liberou antes do Natal um conto inspirado nesse livro, mas sem spoilers. É possível baixar aqui.

 

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No mundo da Luna

Carina Rissi

Editora Verus

R$ 42

Nada será como antes – Julio Maria

Em 2015, Elis Regina completaria 70 anos de vida. Essa biografia do jornalista Julio Maria, lançada em março, mostra muito da vida da cantora, que morreu jovem, com apenas 36 anos. Ótimo para quem é fã e também para quem quer aprender mais sobre a história recente da música no Brasil, porque o livro mergulha fundo na carreira e em cada uma das facetas da cantora. Para ficar ainda melhor, que tal ler e escutar seus discos?

Aqui, uma de suas interpretações viscerais:

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Sinopse: Livro “Elis Regina – Nada Será Como Antes”, escrito pelo jornalista Julio Maria, repórter do jornal O Estado de S. Paulo, traz a história da maior cantora do País. Narra a vida de Elis desde seus primeiros dias em Porto Alegre, quando cantava ‘Fascinação’ ao lado das amigas nas escadarias de um colégio, até sua despedida trágica, aos 36 anos, quando estava prestes a, de novo, mudar tudo em sua vida. Ao todo foram quatro anos de entrevistas e pesquisas em arquivos. A ideia de escrever a biografia surgiu por meio de um convite da editora ao jornalista Julio Maria. No começo, o perfil do livro era uma homenagem, mas conforme Julio foi descobrindo mais histórias e avançando nas entrevistas, viu que havia muito mais o que contar. Pessoas importantes que até então nunca haviam se pronunciado – como dezenas de músicos que tocaram com ela. Na contramão da batalha das biografias que dividiram artistas e editoras sobre a autorização prévia dos biografados, os filhos de Elis, João Marcelo Bôscoli, Pedro Mariano e Maria Rita, entenderam que o autor precisava de liberdade para retratar todos os lados da cantora sem restrições. Depois de dois anos em campo – durante esse tempo foram inúmeros arquivos consultados e 126 entrevistas, a maioria delas feitas pessoalmente –, Julio começou a colocar a história no papel. “Mesmo quando parei para escrever, as histórias continuavam a aparecer, e o livro ganhava novas partes de tempos em tempos. Ele ficou vivo o tempo todo. E confesso que, se pudesse, estaria neste momento colocando mais histórias”, conta. ‘Não vivi a era de Elis. Quando ela faleceu, em 19 de janeiro de 1982, eu tinha nove anos de idade, e diante dessa personagem gigante, fui o que sou há 16 anos: repórter. Me joguei com o respeito que a história merecia, mas sem nenhuma tese a defender. Creio que o olhar descontaminado de paixões ou ódios ajude a traçar um perfil mais humano e menos divino”, diz Julio Maria.

 
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Nada será como antes
Elis Regina
Julio Maria
Master Books
R$ 39
O réu e o Rei – Paulo César de Araújo
Essa obra explica o porquê de o autor ter escrito a biografia proibida do cantor mais famoso do Brasil, Roberto Carlos e traz todos os detalhes dos bastidores da execução do livro e também do processo movido pelo cantor contra o seu biógrafo nos tribunais.
Sinopse: Objeto de verdadeira polêmica pública, a batalha em torno da proibição de Roberto Carlos em detalhes é o cerne de ‘O Réu e o Rei’. Paulo Cesar de Araújo conta a história da sua intensa relação com a música de Roberto Carlos, os dezesseis anos de pesquisa que embasaram a redação da biografia, e por fim os meandros de uma das mais comentadas e controversas guerras judiciais travadas recentemente no Brasil. Em novembro de 2006, Paulo Cesar de Araújo lançou ‘Roberto Carlos – Em detalhes’, primeira biografia de fôlego do maior ídolo da música brasileira. A recepção imediata do livro foi proporcional ao tamanho da empreitada. Em poucos dias, ele ganhava resenhas entusiasmadas e atingia a lista de best-sellers. Não foi para menos: o trabalho consumiu dezesseis anos de pesquisa, contou com centenas de entrevistas com as maiores personalidades da MPB e figuras-chave na vida do cantor, e condensava em uma narrativa ágil e equilibrada todo o percurso do ícone da Jovem Guarda. Mas a boa onda duraria pouco. Em sua coletiva de Natal daquele ano, Roberto Carlos reagiu com virulência quando indagado sobre o livro. Acusando o autor de invadir sua privacidade, disse que o caso já estava com seus advogados, que em breve entrariam na Justiça para impedir a circulação da biografia. Em 10 de janeiro de 2007, o rei de fato bateu às portas dos tribunais contra o autor e sua então editora. Foi o início de uma rumorosa batalha judicial, dolorosíssima para todas as partes, e também de uma das mais graves agressões à liberdade de expressão na história brasileira recente. A reação que se seguiu à notícia de que Roberto Carlos propusera ações nas esferas cívil e criminal contra Paulo Cesar — que resultaram na apreensão do livro — ocupou os principais veículos de comunicação do país e alguns no exterior. A polêmica envolveu não só personalidades da política, da cultura e das artes no Brasil, como pessoas comuns, que comentavam avidamente o caso, em redes sociais, blogs, praças, praias, bares. Nunca antes o debate sobre a proibição de uma obra alcançou tamanha repercussão no país. O livro conta a história interna dessa história. Os detalhes, os bastidores. Trata de música e censura. De artistas e advogados. De entusiasmo juvenil e audiências judiciais. Da busca por fontes e negativas. Da luta entre liberdade de expressão e controle da informação. É, antes de tudo, a história de um biógrafo que tenta encontrar sentido nos anos dedicados a estudar a trajetória de seu ídolo na música brasileira. É uma história ainda sem ponto final, mas sobretudo por isso necessária, que deve ser lida por todos os que se interessam pela discussão em torno da liberdade de expressão em nosso país.
 
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O Réu e o Rei – minha história com Roberto Carlos, em detalhes
Paulo César de Araújo
Companhia das Letras
R$ 34
Lugar Comum – Nara Vidal
Outro livro de crônicas que traz muito da simplicidade de cada dia, assim como os mestres Rubem Braga e Rubem Alves. Para ser lido a conta-gotas, para trazer mais luminosidade ao dia ou ideias. A resenha vocês conferem aqui e abaixo está o resumo.
Ler este livro, no mínimo, vai deixar o leitor sem saber em que dia está; aqui, nestas páginas, todo dia é sábado e domingo, como na casa dos avós de Nara. E quando o leitor se vir no quintal da casa, na pequena Guarani, no interior de Minas Gerais, sentado no táxi feito com uma escada de madeira deitada sobre tijolos, não vai mais querer descer desse passeio pelas histórias dessa mineira que não via a hora de sair pelo mundo, desde criança. E um dia saiu. E com ela estão surgindo os seus livros. Logo vamos descobrir que era inevitável tal destino.
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Lugar Comum
Nara Vidal
Editora Pesavento
R$ 35
Mulheres – Marilyn French
Escondido entre caixas, esse livro foi um achado ainda da época que minha mãe era sócia do Círculo do Livro, nos anos 1970. Permaneceu como uma obra tabu, que eu não poderia pegar tão cedo por ser criança. Mas, aos 11, uma inscrição com letra redonda minha diz que eu tinha lido. Como se trata da história de várias mulheres entre os anos 1950 e 1970, nos Estados Unidos, tão decisivos pela revolução sexual e pelo ingresso mais intenso delas no mercado de trabalho, realmente não é um livro para fracos. A obra mostra a hipocrisia dos anos dourados, o machismo nos piores aspectos, os casamentos de fachada e também os desafios para a mulher moderna, para equilibrar a vida entre profissão, família e sexualidade. Sem dúvida, esse foi um dos melhores do ano que passou.
Sinopse:
Insatisfeita e amargurada, Mira consegue levar adiante seu casamento, num mundo cercado de hipocrisias, adultérios e espancamentos. Apesar de infeliz, comporta-se como uma esposa perfeita. Mas sua vida desaba no dia em que o marido subitamente pede o divórcio. Aos quarenta anos, ela enfrenta a dura realidade de reconstruir sozinha sua existência. Através da história de Mira e de suas amigas, Marilyn French traça com vigor apaixonante um painel dos êxitos, fracassos, dúvidas e crises das mulheres americanas nas últimas décadas.

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Mulheres

Marilyn French

Editora Círculo do Livro

Preço médio: R$ 20

 
 
 

15:09 · 07.04.2015 / atualizado às 18:55 · 07.04.2015 por

E se o famoso clássico de autora britânica Jane Austen e, sem dúvida, seu maior sucesso, Orgulho e Preconceito, publicado em 1813, na Inglaterra, se passasse nos dias atuais? E se Elizabeth Bennet fosse como muitos de nós, mera geração Y diariamente embriagada por informação e tecnologias, uma moça de 26 anos e estudante de comunicação desiludida com a fluidez e inconstância dos relacionamentos aos quais o nosso século está habituado?

Para relembrar o filme original “Orgulho e Preconceito”, que se passa no século XIX:

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Deixe de lado os “e se”. Porque Elizabeth Bennet versão século 21 existe, pelo menos no romance de 2014, O Diário Secreto de Lizzie Bennet, escrito por Bernie Su e Kate Rorick, lançado aqui no Brasil pela editora Verus. A adaptação moderna da que pode-se considerar uma das mais inteligentes histórias de amor da literatura, entre Elizabeth Bennet e William Darcy, é também baseada na premiada web série americana, The Lizzie Bennet Diaries.

Adaptações podem ser surpreendentemente boas. Ou muito ruins. Geralmente, elas tendem a pender mais para o lado negativo, já que ainda predomina certa hesitação por parte dos leitores – principalmente os cults – quando veem a história que tanto amam repaginada em um ponto de vista que obviamente não vai agradar a todos os públicos. E nem sempre está preenchida de tanta autenticidade como a original.

Bem, mas como podemos classificar essa nova Elizabeth Bennet 2.0? Elizabeth, ou Lizzie, como prefere ser chamada, em O Diário de Lizzie Bennet é uma estudante de pós-graduação em Comunicação. Apesar de já estar com 26 anos, ela ainda mora com os pais e as duas irmãs, a sempre bondosa e esforçada Jane e a instável e festeira Lydia. Como projeto da sua pós, Lizzie passa a filmar vídeos onde ela conta um pouco do cotidiano de sua família, no intuito de analisar a interação com o público, entre outras justificativas bem nerds.

Sem querer, ela se torna famosa na internet ao relatar os problemas familiares, seus estudos e expectativas, as aventuras amorosas de sua irmã Jane com o mais novo moço na vizinhança, Bing Lee e a personalidade “insuportável” do amigo de Bing, William Darcy.

Surpreendentemente, o livro é pura comédia. Enquanto o clássico de Jane Austen está repleto de pitadas sutis de sarcasmo e ironia sobre os costumes e hábitos da sociedade de sua época, capazes de provocar sobrancelhas arqueadas e risos sutis de seus leitores, O Diário de Lizzie Bennet se utiliza de piadas ousadas.

No entanto, a adaptação em si peca por ser forçada. Não há uma transição agradável dos personagens do século XIX para o mundo moderno. As piadas não são exatamente ruins, você vai rir delas (e muito), mas elas não combinam muito com a personagem de Lizzie, de 26 anos, ou pelo menos não com a Lizzie de Jane Austen.

Em certos trechos, parece que estarmos lendo um diário água-com-açúcar de uma adolescente respondona e teimosa, e em outros trechos somos expectadores de uma mulher adulta trabalhando duro na sua tese final da faculdade. Entre um parágrafo e outro, há uma quebra de perspectiva que confunde o leitor.

Não que uma pessoa de 26 anos não possa fazer piadas água-com-açúcar como uma adolescente (nem que isso seja errado). A questão é que, na perspectiva do leitor, essa combinação não flui naturalmente na narrativa.

Alguns trechos do livro foram separados para ilustrar melhor o aspecto confuso da obra:

“Não consigo evitar – sou curiosa por natureza. E, com minha cópia do DVD de A pequena espiã como testemunha, vou até o fundo desse assunto”.

(Confuso e deslocado: o que esse DVD tem a ver com a história mesmo?)

“Eu estava ficando vesga tentando acompanhar todos esses termos imobiliários. Conversas de adultos são difíceis”.

(É difícil saber se nesse trecho ela se inclui como adulta ou pretende encaixar-se na categoria de jovens que não entendem conversas de adultos)

O veredito é que O Diário de Lizzie Bennet não funciona muito bem como um Orgulho e Preconceito 2.0. A escrita é juvenil, atual e por vezes engraçada, mas carece de amadurecimento e coerência.

A web série que inspirou o livro, no entanto, é uma boa pedida para os que anseiam por boas gargalhadas e dispõem de pouco tempo. Cada episódio, disponível no Youtube, possui no máximo cinco minutos e é narrado por Lizzie no formato de um vlog pessoal. O audiovisual convence mais do que a obra literária, torna o cenário mais realístico, dinâmico e menos “forçado”.

Abaixo, você confere o primeiro episódio da série, em inglês, de The Lizzie Bennet Diaries:

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CURIOSIDADES

– Hank Green, irmão do escritor best-seller John Green (autor de A culpa é das estrelas), é um dos criadores de The Lizzie Bennet Diaries.

– Em 2013, The Lizzie Bennet Diaries foi a primeira série do YouTube a ganhar um Emmy, na indicação de Melhor Realização Criativa em Mídia Interativa.

– A web série fez muito sucesso entre os fãs janeausteanos. Tanto sucesso que alguns deles compuseram uma versão da canção Hey Soul Sister, da banda de rock americana Train, que foi reformulada para Hey There Mr. Darcy (“Hey there Mr. Darcy, please forgive my prejudice and I’ll forgive your pride…”), que disponibilizamos abaixo:

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O livro:

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O Diário secreto de Lizzie Bennet

Autores: Bernie Su e Kate Rorick

Editora Verus

Preço médio: R$ 20

E uma das muitas edições do original:

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Orgulho e Preconceito

Jane Austen

Editora Martin Claret

Preço médio: R$ 20

* Texto de Rosiane Melo – estagiária do Núcleo de Entretenimento do Diário do Nordeste

 

13:23 · 27.03.2015 / atualizado às 13:26 · 27.03.2015 por

Legend é o primeiro livro da trilogia distópica da autora best-seller Marie Lu, de 2011. Aqui no Brasil, a obra foi lançada pelas editoras Prumo e Rocco. (Preço: R$ 29,50 capa dura / R$ 19,00 e-book

Marie Lu, 30 anos, também escreveu as continuações de Legend: Prodigy e Champion
Marie Lu mora na Califórnia e escreve livros Jovem Adulto

Para quem não sabe, “trilogia distópica”, quando se refere ao mundo literário, significa uma série de três livros em que a história é ambientada em um distopia, que é o oposto da utopia. Enquanto utopia simboliza um estado imaginário perfeito e fantástico, surreal, a distopia é geralmente caracterizada pelo caos, onde regimes totalitários e opressivos permeiam a narrativa.

No caso de Legend, a trilogia é ainda composta por mais dois volumes, Prodigy e Champion.

Legend nos conta a jornada de dois adolescentes de 15 anos que possuem vidas totalmente diferentes. Um garoto chamado Day, que é o criminoso mais procurado do governo. Uma garota chamada June, prodígio e integrante da elite da República, a organização militar e política governante. Duas pessoas de realidades conflitantes que terão seus caminhos entrelaçados quando Day se tornar o principal suspeito da morte do irmão de June, um alto funcionário militar.

Marie Lu teve a ideia para o livro enquanto assistia a uma adaptação de Les Misérables na TV. Ela então se perguntou como a relação de um famoso criminoso e um prodigioso detetive poderia ser representada em uma história mais contemporânea.

A história é ambientada no ano de 2130 D.C. e se passa no que seria futuramente a cidade de Los Angeles. Os setores pobres da cidade estão sendo atacados por uma praga, e Day tenta proteger sua família custe o que custar, mesmo que o preço seja ter o nome sujo perante a lei, mas ele não é um assassino. Cresceu e sofreu na pele todas as opressões e humilhações que a República a ele infligiu. Seu único propósito é fazer com que a justiça seja feita. June, por outro lado, é uma garota alienada pelo sistema. Super inteligente, ela não se preocupa com ninguém além de si mesma. A morte de seu irmão (o único que restou de sua família), no entanto, a fará abrir os olhos para se vingar do verdadeiro culpado.

Capa de Legend
Versão de capa lançada pela Editora Rocco

Pela  escrita de Marie Lu ser fácil e direta, com o uso de verbos no presente, a velocidade dos acontecimentos prende a atenção. Difícil é parar de ler. Não se deixe enganar pelo tamanho do livro, apesar de pequeno (são apenas 256 págs), a complexidade da história é fascinante. Percebemos que a cada descoberta, a cada verdade desvendada, fica difícil distinguir o certo do errado.

Versão da capa lançada pela Editora Prumo

A narração dupla também foi uma novidade instigante. Day escreve com os dialetos e gírias que aprendeu nas ruas, um mítico Robin Hood moderno que rouba dos ricos para ajudar aquela que mais ama no mundo, sua família. Já a mente genuína, alienada e disciplinada de June no começo do livro nos dá verdadeira vontade de sacudi-la, porém foi só comparar o primeiro capítulo dela com o último, que ficamos boquiabertos com o quanto ela amadureceu em tão pouco tempo.

Não temos os personagens secundários muito desenvolvidos, e, aliás, eles são poucos. É uma narrativa bastante inteligente, onde cada parágrafo está carregado de múltiplas interpretações. É um livro para surtar. Não tem romance “adocicado” demais, “contos de fadas” demais. Simples, balançado, mas envolvente, banhado de ação e viciante. Com tempo e disposição, você pode lê-lo em uma tarde. Sério!

Os termos literários distopia e trilogia podem ser praxe e repetitivos, apontados até por alguns como a modinha atual. O mundo e, principalmente, os personagens criados por Marie Lu, entretanto, nos conduzem além dos clichês, nos contemporizam as desigualdades sociais, as injustiças e a corrupção daqueles que deviam defender os seus subordinados, e não oprimi-los. Essa questão é complexa e as discussões se estendem além de um livro e palavras embaralhadas. Assim, Legend fala não só sobre verdade, mas também sobre a realidade, nos faz refletir e abrir os olhos para questionar o que é nos dado como definitivo, absoluto, justo. Por isso, muitos aplausos para essa surpreendente trama.

* Texto assinado por Rosiane Melo, estagiária do núcleo de entretenimento do Diário do Nordeste

 

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Blog da jornalista Kelly Garcia, da área Entretenimento, do Diário do Nordeste.
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