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Tag: The Bends


21:53 · 25.06.2012 / atualizado às 22:24 · 25.06.2012 por
Passados os traumas, hoje até acho o o Thom Yorke, do Radiohead, bonito! kkkk Coisa de fã mesmo!

Ouvindo Radiohead, desenterrei o “Pablo Honey” (1993) e “OK Computer” (1997) para combater o tédio… Incrível como o som de Thom Yorke e companhia não envelhece e até hj ninguém conseguiu copiar… nem eles mesmos. Tudo bem que o “Pablo” e o “The Bends” (1995) são mais datados já que eles têm uma pegada mais pop rock radiofônica.  As farofas “Creep” e “Fake plastic trees” não me deixam mentir.

Não é querendo ser “WEIRDO“, como já dizia o vocalista na melosa canção citada, no entanto, gosto mais quando o quinteto vai ficando cada vez mais esquisitinho e “problemático”. Na minha opinião, a obra de arte é mesmo o “OK, Computer”, que consegue se segurar na corda bamba entre o pop\rock e o experimentalismo, que descamba para uma sonoridade futurista (para a época) e harmoniosa.

Mais chocante é testá-lo hoje, 15 anos depois e comprovar sua legítima contemporaneidade e emoção! A sensação não é bem de nostalgia ou saudosismo, porque essas palavras transmitem uma ideia de algo ultrapassado… E esse disquinho não é mesmo.

Eu tinha 14 anos quando o CD chegou em minhas mãos, resisti um pouco no início, afinal, Radiohead não é para todos, muito menos para os fracos! Depois veio o “Pablo”, que era OK, mas não era assim tão legal… Gravei o “The Bends” numa fita cassete (É O NOVO!), mas as paradas esquisitas dos ingleses continuaram a sair… Compramos o “Kid A” (2000), em que nós – os irmãos Colares –  ficamos mesmo indignados… Que p… era aquela que eles fizeram?

Um negócio meio instrumental, robótico, parecia ter saído de uma outra galáxia… Fiquei revoltada, como ousavam tocar aquela coisa eletrônica mais até do que o próprio rock? Parecia uma heresia, mas o tempo ajudou… Superado o primeiro baque, após insistir muito, eis que conseguimos enxergar a sua beleza! Foi difícil, aos 17 anos, aceitar aquilo. Eu já tinha problemas demais da adolescência! heheheh

Depois veio o “Amnesiac”, que parecia ser uma extensão do trabalho anterior… Esse já foi mais fácil de digerir, mesmo assim tinha que ter força de vontade e Yorke gostava de testar os limites dos fãs, viu? A peleja foi grande!

Assimilando os complexos de Thom Yorke, os meus e a rica complexidade musical do grupo, foi menos “traumático” receber de braços abertos “Hail to the Thief” (2003), “In Rainbows” (2007) e “The King of Limbs” (2011)… até porque eu já era “grande” (já tinha passado dos 20) e mais flexível. hehehe Esses aí eu também tenho, mas achei que era mais interessante contar o começo da minha relação “ódio-amor” pelo Radiohead! Hoje, eu ainda acho graça disso. 😉 Passados os traumas, hoje eu acho até o Yorke “bunitim”, mas sei q isso é cegueira de fã!!

Abaixo, seguem aí algumas das minhas músicas queridas!

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