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Norma da Anvisa, que proíbe testes em animais para desenvolvimento de produtos de higiene pessoal e cosméticos será aplicada em 2019

14:34 · 19.04.2018 / atualizado às 14:34 · 19.04.2018 por

Em 2019 entra em vigor a norma estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe a comercialização no Brasil de cosméticos e produtos de higiene pessoal que tenham sido testados em animais. Segundo o consultor e pesquisador em cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma, Lucas Portilho “As empresas cosméticas deverão se adequar, dentro do prazo estabelecido, a fim de abolir totalmente os testes em animais. Dessa forma, será necessário que as empresas se adaptem aos métodos alternativos reconhecidos para comprovar a segurança e eficácia do produto”, afirma o cosmetólogo.

Lucas Portilho diz ser importante ressaltar que, “os testes em animais não são 100% seguros, uma vez que o organismo humano responde de forma semelhante ao dos animais, porém não de forma idêntica. Um exemplo disso é que os camundongos não apresentam resposta imunológica ao níquel, mas esse componente é um dos maiores causadores de alergias em humanos”.

Segundo o especialista, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) é o órgão responsável pelo reconhecimento de métodos alternativos, que consistem em eliminar o uso de animais, reduzir a sua necessidade ou diminuir o seu sofrimento. “Atualmente, os métodos alternativos para substituir os animais na pesquisa estão cada vez mais viáveis e eficientes. Uma destas metodologias é a tecnologia in vitro, que tem se mostrado uma das alternativas mais acessíveis para evitar o uso de animais em laboratório. Nesta técnica, células e tecidos são criados artificialmente para estudo, manipulação e teste de eficácia”, explica Lucas Portilho..

Outros métodos de substituição das experiências em animais são, segundo o pesquisador, a criação de pele artificial, que reproduz os mesmos tecidos biológicos da pele humana e pode ser utilizada para avaliar a toxicidade e a eficácia de novos compostos nas indústrias de cosméticos, e a bioimpressão em 3D, que permite a reprodução automatizada de tecidos humanos que imitam a forma e a função dos tecidos originais do organismo.

Para saber se o produto que você está adquirindo não é testado em animais é importante checar a lista das empresas “cruelty free”, que é disponibilizada por certas ONG’s, como o PEA (Projeto Esperança Animal), que indica quais empresas nacionais não promovem testes em animais. Além disso, checar o rótulo e ligar para o SAC da empresa também são métodos que podem ajudar a identificar quais produtos não são testados em animais. “É preciso lembrar que a norma da ANVISA não gera qualquer impacto no desenvolvimento de medicamentos e vacinas, pois se restringe ao teste de cosméticos e produtos de higiene pessoal”, finaliza o pesquisador em cosmetologia Lucas Portilho.

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