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Categoria: Dia Nacional da Saúde


11:21 · 05.08.2016 / atualizado às 11:21 · 05.08.2016 por

Esta sexta-feira, dia 5 de agosto é a data em que se comemora em todo o País, o Dia Nacional da Saúde. Por isso, aproveitamos a ocasião para apresentar a população brasileira, o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o qual mostra que mais da metade da população nacional sofre com sobrepeso ou obesidade. Segundo o estudo, 60% dos cidadãos estão com o Índice de Massa Corpórea (IMC) igual ou maior do que 25, o que caracteriza um quadro de peso acima do indicado. Ainda segundo a pesquisa, 20% dos jovens com 18 anos ou mais estão na faixa da obesidade.

o-que-e-obesidadeO endocrinologista de Brasília Dr. Flávio Cadegiani apresentou, no fim de 2015, um estudo de sua autoria no Obesity Week, o maior congresso sobre obesidade do mundo, onde constatou que o tratamento clínico contra o quadro está perdendo espaço para as cirurgias bariátricas. Para profissional, a resposta é simples: o tratamento clínico, muitas vezes, ocorre com um viés farmacológico exclusivo, o que não gera resultados. De acordo com o especialista, em seu estudo, uma associação multidisciplinar com, um acompanhamento rigoroso a longo prazo não só evita a operação de redução do estômago, como proporciona melhores resultados aos pacientes.

A obesidade é uma doença crônica, inflamatória e grave, o que a torna difícil de ser tratada. O médico acredita que a falta de habilidade no manejo do tratamento da obesidade com fármacos e a falta de esclarecimentos acerca dos benefícios dos remédios quando bem usados podem ser as razões para o aumento das cirurgias bariátricas. “Medicamentos contra a obesidade têm sido inseridos no tratamento, porém muitas vezes dissociados de outras terapias, como atividade física e prescrição de dieta por nutricionista. Ou seja, a farmacoterapia tem sido normalmente aplicada sem uma contrapartida não farmacológica”, explica.

obesidade - CópiaO estudo foi realizado com 157 pacientes com sobrepeso, que foram acompanhados por pelos menos dois profissionais de saúde diferentes, em um prazo de seis meses. Os voluntários foram fiscalizados a partir de exames de análise do corpo, visitas a médicos, nutricionistas e sessões de exercícios com um personal trainer, além da prescrição de medicamentos. Ao fim do período, verificou-se uma redução média dos participantes em 19,8 kg, caindo de 104,7 kg para 84,9 kg, representando uma retração de 18,9%. De peso de gordura, a diferença foi de 14,4 kg a menos na média dos voluntários. Ao todo, 85,3% obtiveram uma redução da circunferência abdominal menor que 94 centímetros, 78,3% perderam mais de 10% do peso e 56% atingiram um IMC menor que 30, se livrando da obesidade. Entre os 41 pacientes que decidiram continuar com o programa, apenas três recuperaram 20% do peso corporal, representando 7,3% de reganho.

Pesquisador do assunto, Endocrinologista Dr. Flávio Cadegiani
Pesquisador do assunto, Endocrinologista Dr. Flávio Cadegiani

Para o médico, o estudo mostra que o uso de diferentes modalidades em conjunto alcança resultados significativos, capaz de impedir a realização de um tratamento invasivo como a cirurgia bariátrica. “Quando o peso final é alcançado, é feito um acompanhamento rigoroso e de longo prazo para evitar a recuperação do peso. Além disso, as metas não são baseadas no peso do corpo, mas no excesso de peso de gordura e na circunferência da cintura, uma vez que estas medidas são provavelmente melhores preditores de riscos do que peso ou IMC, o que agrega qualidade ao tratamento da obesidade”, conclui o endocrinologista Dr. Flávio Cadegiani