Felipe Franco tem 25 anos e mora na Alemanha. Formado em Publicidade e Propaganda pela Unifor, partiu em busca de oportunidades em outros mercados. Aqui no Ceará, antes de seguir o rumo internacional, marcou presença em agências como a EBM e 333 Propaganda. 
Apesar de jovem (e solteiro!), tem um amplo portfólio. Além de p assar por algumas agências, trabalhou com contas do governo alemão e para a União Europeia. Entre a lista de clientes para os quais já trabalhou estão: Deutsche Post (correios alemão), Eizo Monitors, ARAG Insurange, 3M e Kerrygold.
Em 2010, foi convidado para trabalhar no escritório da agência inglesa Leagas Delaney, em Praga, sendo o diretor de arte responsável por algumas das maiores contas do País, como a Skoda Auto (marca tcheca do grupo Volkswagen) e as contas do leste europeu da cerveja Staropramen e da Ferrero Chocolates.
Em novembro do ano passado foi promovido a diretor de arte senior da mesma agencia, em Hamburgo, ficando responsável prioritariamente pela conta internacional da Skoda, além de ter participado da concorrência para a conta alemã do Google (ainda em aberto).
Entre prêmios e shortlists conquistados, há alguns ADCs, Red Dot Design, New York Festival e um Czech Young Lion.
Para o Blog da Target, ele fala sobre a vida na Alemanha e a difícil tarefa de conviver com o frio. Confira aqui alguns trabalhos de Felipe:
DO CEARÁ PARA A ALEMANHA
Eu vim, primeiramente, em 2006 através de um programa de intercâmbio da Unifor com a Faculdade de Ciências Aplicadas em Colônia. Descobri que havia um convênio entre as duas universidades e então pedi autorização para a Escola de Design faculdade (Köln International School of Design) para ser estudante intercambista. Eles aceitaram e eu acabei vindo juntamente com a minha namorada na época. Logo depois de chegar, aconteceram alguns problemas de saúde na família dela e acabamos voltando para o Brasil.
Alguns meses depois voltei para continuar os estudos e devido aos grandes gastos com essas viagens, fui em busca do meu primeiro estágio aqui, paralelamente aos estudos. Depois de enviar meu portfólio para várias agências, consegui, finalmente, a minha primeira chance. Decidi começar como estagiário apesar de ter já experiência profissional, pois ainda não sabia como funcionavam as coisas por aqui e pelo fato de eu não falar uma única palavra de alemão na época. Logo após trê meses, a agência queria me contratar e, então, começou todo o processo de pedido de visto, que não foi fácil.
A PROPAGANDA DAQUI E DE LÁ
A publicidade alemã é um tanto burocrática. Isso, provavelmente, vem da própria cultura deles no sentido de organização e de análise de cada passo antes de andar. Comparando diretamente com a brasileira, ela é, com certeza, mais organizada. Às vezes, no entanto, lenta demais. Na minha opinião, a educação alemã em si é muito baseada no “learn by watching” enquanto a brasileira é mais “learning by doing”. Nós somos mais acostumados a meter a cara e tentar fazer o que até então se dizia impossível. Comparando especificamente com o mercado nordestino, com certeza há uma grande diferença nos recursos disponíveis e orçamentos (budgets).
ADAPTAÇÃO E VONTADE DE DESISTIR
Adaptação? Acho que até hoje não estou adaptado. Na verdade, acho que me adaptei até bem quando me comparo à outras pessoas que conheço. Consegui aprender alemão com certa facilidade e sou fluente mesmo sem quase ter frequentado cursos. Com o tcheco já não foi a mesma coisa, mas aprendi o suficiente pra não morrer de fome, pedir uma cerveja e poder cantar as belíssimas tchecas.
No início trabalhava somente em inglês e, aos poucos, essa proporção foi invertendo até conseguir trabalhar completamente em alemão. Hoje em dia, já que trabalhamos na conta internacional da Skoda (marca do grupo Volkswagen, uma das que mais crescem dentro do grupo VW) passo o dia alternando entre alemão em inglês e desde março também em português. já que contratei um redator brasileiro para trabalhar comigo.
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