Analisando: as semifinais e a final de quarta-feira

28/02/2011 - 10:12 por

Como times pequenos

Guarani no sábado e Horizonte no domingo, a meu ver, decepcionaram. Com posturas excessivamente defensivas, os adversários de Fortaleza e Ceará jogaram com medo, pediram para perder. E perderam.

Noutros anos, já vimos equipes menores com mais sede de vitória na fase final dos turnos. A diferença técnica para o time grande existe, mas somente vontade e aplicação tática não resolvem. É preciso ousadia.

Ceará e Fortaleza treinaram para a finalíssima de quarta-feira. O tricolor teve problemas maiores, principalmente por algumas limitações e intranquilidade de alguns de seus atletas na hora de finalizar. No entanto, sofreu pouco perigo e passou longe de perder a partida.

O Ceará, para variar, atropelou. Não é exagero sonhar com o título invicto, algo que não acontece desde da década de 60! No entanto, a caminhada para isso é longa e há a necessidade de muita seriedade durante toda a competição.

Uma grande final

O 1º turno termina com o que há de melhor na competição. Ceará e Fortaleza o decidirão não porque são grandes, mas por terem os melhores times.

Mas o fato de serem melhores do que as outras 10 não equivale as equipes. O Ceará é, de longe, o favorito para quarta-feira.

Acompanho o futebol cearense, com afinco, desde o final da década de 90 e não me lembro de termos uma final entre os 2 gigantes do nosso futebol com tamanha disparidade técnica.

Enquanto o Ceará se dá ao luxo de ter bons jogadores no banco, o Fortaleza tem dificuldades para montar uma equipe equilibrada. Só para citar um exemplo claro, o meia Luciano Henrique rende pouco ou quase nada, mas acaba mantido como titular pelas limitações do elenco tricolor.

Se o Ceará tem um time coeso, que dá poucas chances do adversário e tem no conjunto uma arma, o Fortaleza, hoje, depende de lampejos de 2 de seus garotos, Guto e Bismarck. Também merece destaque, apesar de não ser titular absoluto, o também prata-de-casa Reginaldo Júnior, que infernizou a defesa do Leão do Mercado na semifinal.

Vitória alvinegra?

O futebol, e não só o cearense, está cheio de exemplos de que superioridade técnica não garante vitória a ninguém. Se olharmos nos últimos anos, veremos isso. Basta lembrar do título alvinegro de 2006, ou mesmo da conquista tricolor no ano passado.

Claro que, como eu já disse, a disparidade técnica entre os times é maior esse ano mas, principalmente numa decisão em 1 jogo apenas, sem prorrogação, é impossível garantir vitória de A ou B.

O Castelão vai ferver, na que será sua última decisão antes do fechamento para as obras visando a Copa do Mundo. Nada melhor do que fechar com chave-de-ouro. Ceará e Fortaleza, Fortaleza e Ceará, a nata do futebol cearense. Rivalidade de quase 90 anos! E que a bola role…

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