Em protesto, torcida do Ferroviário invade sede do clube e ameaça dirigentes

24/02/2014 - 21:12 por

Ferroviário

Sede coral foi invadida e pichada por torcedores (Foto: Kid Júnior)

Após ter o rebaixamento confirmado neste domingo (23), o clima na Vila Elzir Cabral, sede do Ferroviário, ficou tenso. Torcedores organizados invadiram o local, picharam a sede e chegaram a ameaçar dirigentes e seus familiares. O presidente coral, Edmilson Júnior, já pensa em abandonar o cargo.

Cerca de 12 torcedores arrombaram o portão da sede do clube e pichavam livremente as paredes, quando atletas que moram na Vila pediram reforço policial. Nenhum dirigente, principal alvo dos torcedores, estava no local.

Após deixar ameaças gravadas nos muros, como “Diretoria Safada! Ou sai ou morre”, o grupo se deslocou à casa onde mora a mãe do presidente coral. Segundo Edmilson Júnior, este foi um dos momentos de maior medo da sua vida.

“Foram até a casa da minha mãe. Atingir o seu maior patrimônio, que é sua família, nos faz ter uma reflexão. Eu tive o pior medo da minha vida”, disse o dirigente, que prometeu se reunir com o restante da cúpula coral para tomar uma decisão acerca do seu futuro no clube.

Irregularidades em adversários serão averiguadas

Conforme questão que o vereador e ex-presidente do Tubarão da Barra, Carlos Mesquita, levantou nesta segunda-feira (24), atletas podem ter atuado irregularmente neste Campeonato Cearense, o que livraria, pela segunda vez nos últimos 3 anos, o Ferroviário de ser rebaixado à Série B.

Segundo apurou o ex-presidente, o nigeriano Henry Kanu, que atuou na competição pelo Guarani de Juazeiro, teria jogado sem o visto de trabalho que lhe é necessário. Além dele, outros atletas teriam pendências a serem pagas por punições no Estadual de 2013.

Jogadores do Guarani/J penalizados diante do Guarany de Sobral, na semifinal do Cearense 2013, estariam devendo cestas básicas a que foram obrigados a custear, além de algumas taxas, como é o caso do meia Djalma, que defendeu o Itapipoca na atual temporada.

O presidente coral, que revelou ter conhecimento superficial sobre as denúncias, afirmou que o clube irá averiguar a situação. E caso tenha fundamento, o Ferroviário irá buscar os seus direitos.

“Há uma denuncia, e a gente cabe pelo menos o trabalho de averiguar. Não posso é afirmar que A ou B está irregular”, disse o dirigente, que fez uma ressalva. “Se nos beneficiar, sou totalmente favorável. Mas não é uma coisa saudável para a história do clube, pois será a segunda vez que acontece. Isso nos leva a uma reflexão do motivo de tantas circunstâncias negativas”, desabafou.

Categoria: Arquivo

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