A grande fase de Di Maria é uma excelente resposta para o desesperado Van Gaal

29/01/2016 - 15:07 por

Vendo todo o bom futebol de Dí Maria, será que bateu o arrependimento no holandês ? Foto: Divulgação/Manchester United

Vendo o bom futebol de Di Maria, será que bateu o arrependimento no holandês ?
Foto: Divulgação/Manchester United

Após contratar o argentino Ángel Di Maria pelo valor recorde de compra do Manchester United, 59 milhões de libras, o treinador Louis van Gaal esperou apenas uma temporada para vender o meia por 15 milhões a menos. Agora em seu novo clube, o Paris Saint-Germain, o jogador vive grande fase e talvez venha despertando um pouco de arrependimento no treinador holandês, que possui vida cada vez mais complicada nos Red Devils

Em 2015/2016, Di Maria já anotou 12 gols pelo PSG, superando assim sua própria marca pessoal, que era de 11 tentos em uma só temporada. O argentino conseguiu o feito em um dos melhores momentos de sua carreira, com a camisa do Real Madrid, no período de 2013/2014. Naquele ano, inclusive, o meia foi uma das peças fundamentais para a conquista da décima Champions League pelos Merengues.

Além de aflorar o seu lado artilheiro, Di Maria continuou servindo muito bem seus companheiros. Ao lado de jogadores como Cavani, Ibrahimovic, Lavezzi e Lucas, o meia já conta com nove assistências, ficando atrás apenas de Özil – que está voando com a camisa do Arsenal – na lista dos principais ‘garçons’ do futebol europeu.

Com a corda no pescoço e contando com um elenco reduzido, por sua própria escolha, sem dúvida nenhuma Van Gaal fez um mau negócio ao vender Dí Maria tão rapidamente. Não só pelo lado financeiro, onde o holandês jogou 15 milhões de libras pelo ralo, quanto para dentro de campo. Memphis, que fez uma boa Copa do Mundo em 2014 e possui características parecidas com a do meia argentino, também não está conseguindo render com a camisa dos Reds Devils. Com vários ‘flops’ e muito dinheiro gasto, fica a pergunta no ar: o problema são os jogadores ou a passagem de Van Gaal por Manchester que precisa ser abreviada ?

Time de Fora seleciona alguns momentos marcantes do Mundial de Clubes da Fifa

09/12/2015 - 12:25 por

Em 2011, Messi e Neymar protagonizaram a final do Mundial de clubes. Na ocasião, o Barcelona goleou o Santos por 4 a 0. (Foto: Divulgação/Fifa)

Em 2011, Messi e Neymar protagonizaram a final do Mundial de clubes. Na ocasião, o Barcelona goleou o Santos por 4 a 0. (Foto: Divulgação/Fifa)

Pode até ser que os times europeus cheguem no Mundial de Clubes sem muitas pretensões, encarando-o, muitas vezes, como uma obrigação de calendário, mesmo que algumas das equipes do velho continente tenho afirmado que ganhar o título seria obrigação. Por outro lado, sempre que um time brasileiro chega ao torneio é aberta a discussão sobre o nível do futebol praticado pelos “brasucas”, e esta edição é especial para Neymar, que pode conquistar o título pela primeira vez, com o Barcelona.

Em solo brasileiro (2000)

Na edição inaugural do Mundial de Clubes, em 2000, realizada no Brasil, Corinthians e Vasco fizeram uma final emocionante, marcada por muito equilíbrio, tanto que foi decidida apenas no pênaltis, com Edmundo chutando para fora a última cobrança. Nomes de peso como Marcelinho Carioca, Dida, Edílson, e Luizão, pelo Corinthians, e Romário, Edmundo e Viola, pelo Vasco, foram os protagonistas daquela edição do torneio, que ainda contou com Manchester United e Real Madrid.

Fato curioso é o recorde de público da “Copa do Mundo” dos clubes foi registrada naquele torneio, com um empate dos jogos entre Vasco x Manchester United e Corinthians x Vasco. 73.000 pessoas compareceram ao Maracanã, que sediou ambos os jogos. Na ocasião, o cruzmaltino ainda conseguiu uma vitória por 3 a 1 sobre os Red Devils. Edílson foi eleito o melhor jogador do torneio.

Parede “TRIcolor” (2005)

Vai ser difícil para os torcedores do São Paulo se esquecerem da atuação de Rogério Ceni contra o Liverpool, na final de 2005. Hoje aposentado, o goleiro do tricolor paulista, além de ter marcado um gol durante aquela edição do torneio, foi uma peça fundamental para conquista brasileira em cima do time da cidade dos Beatles. O Liverpool, na época comandado por Steven Gerrard, havia chegado no Mundial tendo perdido apenas um jogo durante a campanha do título da Liga dos Campeões da Europa da temporada 2004/2005.

Ceni, por todas as defesas que fez, ainda foi eleito o melhor jogador da competição, ficando à frente de Gerrard. Vai ser difícil esquecer do salto para impedir que cobrança de falta de Gerrard virasse gol para o time inglês. O título do São Paulo quebrava um tabu de 12 anos que um brasileiro não levava a taça em cima de uma equipe fora do continente sul-americano. O último havia sido o próprio São Paulo, em 1993, contra o Milan.

Surpresa colorada (2006)

O embalado time do Barcelona, liderado por Ronaldinho Gaúcho, Deco, Xavi e Carles Puyol, chegava a final daquele ano parecendo imbatível, mas foi surpreendido pelo esquema tático de forte marcação do Internacional do técnico Abel Braga, que consistia em forçar a saída de bola dos catalães ainda na defesa. Particularidade daquela edição foi que, mesmo com um elenco recheado de estrelas, como Fernandão, Alex, Iarley e Alexandre Pato, o único gol da partida foi marcado por Adriano “Gabiru”, um dos mais contestados do elenco do colorado gaúcho.

Messi x Neymar (2011)

Atualmente jogando lado a lado, no Barcelona, Messi e Neymar já se encontraram na final do Mundial de Clubes. Na ocasião, quando o brasileiro ainda jogava pelo Santos, o Barcelona aplicou uma goleada de 4 a 0 sobre o alvinegro praiano. O time do Santos ainda contava com a presença de Paulo Henrique Ganso e Alan Kardec. Muricy ramalho ainda sacou o meia Elano do banco de reservas, mas nem mesmo a experiência deste jogador foi suficiente para equilibrar a marcação santista.

Neymar, no entanto, ainda é dúvida para a edição deste ano, pois, machucado, o jogador talvez seja poupado da competição.

Curiosidades

Apenas 5 jogadores conseguiram ganhar o título do Mundial de Clubes com dois times diferentes. Entre eles, 3 brasileiros: Dida (com o Corinthians, em 2000 e AC Milan em 2007), Danilo (com o São Paulo, em 2005, e o Corinthians em 2012), e o brasileiro naturalizado espanhol Thiago (com o Barcelona, em 2011, e o Bayern de Munique em 2013). Completam a lista Cristiano Ronaldo (com o Manchester United, em 2008, e Real Madrid em 2014) e Tony Kroos (com Bayern de Munique, em 2013, e Real Madrid em 2014).

Ronaldinho Gaúcho é dos 3 jogadores que marcaram gols por mais de uma equipe na “Copa do Mundo” dos clubes. Completam a lista Dwight Yorke (Manchester United e Sydney FC) e Neri Cardozo (Boca Juniors e Monterrey).

Categoria: Mundial de Clubes

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Contra o Barça, Real de Benítez perdeu a batalha no meio campo

24/11/2015 - 12:44 por

Foto: Víctor Carretero (Real Madrid)

Foto: Víctor Carretero (Real Madrid)

Poucos dias antes do maior clássico do futebol espanhol os jogadores do Real Madrid teriam se reunido com a ideia de mandar uma mensagem para a imprensa e para os torcedores: “Benítez tem todo o nosso apoio”. O que se viu no último sábado (21) já é história, e ajudou a levantar ainda mais a poeira sob a prateleira de boatos acerca a saída do técnico espanhol do cargo de comando dos Blancos.

Mas a resposta para o fraco desempenho dos madridistas não está no apoio (ou a falta dele) a Benítez, está no meio campo e no frágil sistema defensivo organizado pelo ex-técnico do Napoli, que cedeu às pressões nos bastidores para escalar James Rodríguez ao lado de Luka Modric e Tony Kroos, o que, sem a presença de um volante de contenção, como Casemiro, acabou enfraquecendo a segunda linha de marcação do Real.

O erro, além de revelar um certo despreparo do espanhol, demonstra até uma falta de pulso, pois é esse tipo de fraqueza que o forte esquema do Barcelona de Luís Henrique adora explorar. Os gols de Suárez, Neymar e Iniesta começaram em jogadas pela lado do campo que, a partir das tabelas clássicas do 4-3-3 catalão com dois meias centrais e dois homens abertos, forçava uma movimentação para faixa central.

No primeiro gol do Barcelona, Sergio Ramos teve sair em busca de Sergi Roberto, que cortava da esquerda para dentro. A movimentação gerou espaço para Suaréz invadir a área.

No primeiro gol do Barcelona, Sergio Ramos teve que sair em busca de Sergi Roberto, que cortava da esquerda para dentro. A movimentação gerou espaço para Suárez invadir a área e chutar colocado

Com pouca combatividade e sobrecarregado, o meio campo do Madrid forçava a saída de um dos zagueiros para tentar cortar o lance, e o que se viu foi uma bola de neve no sistema defensivo de Benítez. Uma fila de dominós caindo, um após o outro.

Mas onde Benítez errou, outros técnicos acertaram. O último deles, Carlo Ancelotti, que para muitos torcedores do Real não deveria ter sido demitido. A diferença entre as duas versões do Madrid parece pequena, mas demonstra a distância entre os dois técnicos, com o italiano à frente do espanhol.

A movimentação de Neymar, Suaréz e S. Roberto, no segundo tempo, serviu para confundir ainda mais a defesa do Real. O trio trocava de posição com frequência, dando mais espaço para Iniesta aparecer entre os zagueiros e marcar o terceiro gol.

A movimentação de Neymar, Suárez e S. Roberto, no segundo tempo, serviu para confundir ainda mais a defesa do Real. O trio trocava de posição com frequência, dando mais espaço para Iniesta aparecer entre os zagueiros e marcar o terceiro gol

Jogando sob o comando de Ancelotti, os Blancos acumularam 3 derrotas e 1 vitória pelo Campeonato Espanhol, mas conquistaram o título da Copa do Rei em cima do maior rival, além de mostrarem mais força e equilíbrio dentro de campo.

O esquema do italiano contava com 4 homens de meio campo, contando com o galês Gareth Bale para fechar o lado direito. James, Modric e Kroos, geralmente completavam o setor. No comando de ataque, Cristiano Ronaldo e Benzema eram os responsáveis por finalizar as jogadas nesse 4-4-2.

 

Real Madrid de Ancelotti contava com uma linha de 4 no meio campo. Esquema mais adequado para contrapor o ataque do Barcelona do trio MSN.

Real Madrid de Ancelotti contava com uma linha de 4 no meio campo. Esquema mais adequado para contrapor o ataque do Barcelona do trio MSN.

A grande diferença não está nos números do esquema, sim na postura. CR7 e Benzema forçavam a saída de bola do Barça, enquanto James e Bale fechariam a porta para Neymar e Messi, que caiam pelo lado, com o galês pronto para sair em contra-ataque.

Foi jogando assim que o Real Madrid, mesmo sem Bale, machucado na época, venceu o Barcelona por 3 a 1 no mesmo Santiago Bernabéu, em outubro de 2014. Resta agora saber se Benítez aprendeu a lição, e se terá tempo de corrigir os erros para o próximo “El Clássico”, pois a rotatividade na parte branca de Madrid é notável. São 9 técnicos nos últimos 12 anos.

Time de fora?

Blog sobre futebol da editoria Jogada, do Diário do Nordeste.

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