Duelo entre Arsenal e Barcelona rende “meme jurrassic park” de Cech e trio MSN; veja vídeo

23/02/2016 - 16:01 por

(Foto: Divulgação/Arsenal)

(Foto: Divulgação/Arsenal)

O Arsenal pode até estar jogando em casa, mas grande parte dos especialistas de futebol apontaram o Barcelona como grande favorito para avançar depois do duelo pelas oitavas-de-final de  Champions League, nesta terça -feira (23). Um dos motivos para esse tipo de análise é o bom desempenho do ataque do time catalão, com Neymar, Messi e Suárez, que vem “amassando” as defesas adversárias.

Mas o trio MSN terá pela frente o goleiro Petr Cech, que mantém um tabu de nunca ter sido vazado por Lionel Messi. O goleirão do Arsenal não terá vida fácil, o que acabou gerando algumas brincadeiras no internet. Uma delas é um vídeo que brinca o filme “Jurassic World“, onde o personagem principal tenta controlar três dinossauros, mas Cech terá pela frente três “monstros” um pouco mais agressivos. Confere aí:

Categoria: Champions League, Futebol Europeu

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Descubra a origem do pênalti com dois toques de Messi e Suárez

15/02/2016 - 14:01 por

(Foto: Divulgação/FIFA)

(Foto: Divulgação/FIFA)

Goleada parece uma palavra corriqueira no vocabulário usado pelo Barcelona, e os catalães repetiram o feito mais uma vez neste final de semana, quando o time Luís Henrique atropelou o Celta por 6 a 1, pelo Campeonato Espanhol. Mas o destaque da partida, dessa vez, ficou para uma cobrança de pênalti bastante curiosa.

Depois de um erro de passe dos visitantes, Lionel Messi recebeu a bola, pela direita e deixou o marcador completamente desolado com um drible da vaca desconsertante. O lateral do Celta não teve outra opção, derrubando o argentino já dentro da área. Pênalti. Mas os torcedores que foram ao Camp Nou não esperavam pelo que estavam prestes a presenciar.

Messi correu para bola e, ao invés de chutar, rolou a bola para o lado, esperando que Neymar, que já havia iniciado a corrida, completasse o lance para um gol praticamente vazio. O goleiro, completamente vendido, não poderia fazer nada. Mas Suárez foi mais rápido e marcou um de seus três tentos na partida.

Um pênalti em dois toques. Um imprevisível, ou no mínimo incomum, golaço.

Mas Messi não foi o primeiro. O holandês Johan Cruyff já havia protagonizado um lance semelhante em 1982, quando ainda jogada pelo Ajax. Jogando contra o Helmond, o placar já marcava 1 a 0 para o time de Cruyff quando o juiz marcou uma falta dentro da área.

Cruyff, assim como Messi, correu para fazer a cobrança do pênalti, mas não chutou, apenas rolando a bola para o lado, encontrando o companheiro Jesper Olsen, que ainda devolveu a bola. O “goleirão” do Helmond, Otto Versfeld não soube o que fazer.

“Eu fiquei completamente surpreso, tentano entender o que tinha acontecido naquele lance”, disse Versfeld. Enquando Cruyff completou dizendo que a intenção era simples. “O jogo era perto do Natal, então a gente queria dar um presente para os nossos torcedores.

Origem

Apesar dos grandes nomes do futebol já executaram o lance. A primeira vez que ele foi de fato executado foi em maio de 1957, em jogo entre Portugal e Irlanda do Norte.

Já perdendo por 2 a 0, os lusitanos cometeram um pênalti e ofereceram uma oportunidade para os adversários abrirem ainda mais distância no placar. O capitão irlandês Danny Blanchflower foi em direção à bola e rolou para Jimmy McIlory, que chutou para o fundo da rede, sem chances para o goleiro.

Harry Gregg, goleiro da equipe da Irlanda do Norte, relembra o lance que confundiu todo mundo no estádio, até o árbitro. “Ele [o juiz] não sabia o que fazer e a torcida não sabia o que tinha acontecido, até porque nunca tinha acontecido nada como isso antes.

Categoria: Futebol Espanhol, Futebol Europeu

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Contra o Barça, Real de Benítez perdeu a batalha no meio campo

24/11/2015 - 12:44 por

Foto: Víctor Carretero (Real Madrid)

Foto: Víctor Carretero (Real Madrid)

Poucos dias antes do maior clássico do futebol espanhol os jogadores do Real Madrid teriam se reunido com a ideia de mandar uma mensagem para a imprensa e para os torcedores: “Benítez tem todo o nosso apoio”. O que se viu no último sábado (21) já é história, e ajudou a levantar ainda mais a poeira sob a prateleira de boatos acerca a saída do técnico espanhol do cargo de comando dos Blancos.

Mas a resposta para o fraco desempenho dos madridistas não está no apoio (ou a falta dele) a Benítez, está no meio campo e no frágil sistema defensivo organizado pelo ex-técnico do Napoli, que cedeu às pressões nos bastidores para escalar James Rodríguez ao lado de Luka Modric e Tony Kroos, o que, sem a presença de um volante de contenção, como Casemiro, acabou enfraquecendo a segunda linha de marcação do Real.

O erro, além de revelar um certo despreparo do espanhol, demonstra até uma falta de pulso, pois é esse tipo de fraqueza que o forte esquema do Barcelona de Luís Henrique adora explorar. Os gols de Suárez, Neymar e Iniesta começaram em jogadas pela lado do campo que, a partir das tabelas clássicas do 4-3-3 catalão com dois meias centrais e dois homens abertos, forçava uma movimentação para faixa central.

No primeiro gol do Barcelona, Sergio Ramos teve sair em busca de Sergi Roberto, que cortava da esquerda para dentro. A movimentação gerou espaço para Suaréz invadir a área.

No primeiro gol do Barcelona, Sergio Ramos teve que sair em busca de Sergi Roberto, que cortava da esquerda para dentro. A movimentação gerou espaço para Suárez invadir a área e chutar colocado

Com pouca combatividade e sobrecarregado, o meio campo do Madrid forçava a saída de um dos zagueiros para tentar cortar o lance, e o que se viu foi uma bola de neve no sistema defensivo de Benítez. Uma fila de dominós caindo, um após o outro.

Mas onde Benítez errou, outros técnicos acertaram. O último deles, Carlo Ancelotti, que para muitos torcedores do Real não deveria ter sido demitido. A diferença entre as duas versões do Madrid parece pequena, mas demonstra a distância entre os dois técnicos, com o italiano à frente do espanhol.

A movimentação de Neymar, Suaréz e S. Roberto, no segundo tempo, serviu para confundir ainda mais a defesa do Real. O trio trocava de posição com frequência, dando mais espaço para Iniesta aparecer entre os zagueiros e marcar o terceiro gol.

A movimentação de Neymar, Suárez e S. Roberto, no segundo tempo, serviu para confundir ainda mais a defesa do Real. O trio trocava de posição com frequência, dando mais espaço para Iniesta aparecer entre os zagueiros e marcar o terceiro gol

Jogando sob o comando de Ancelotti, os Blancos acumularam 3 derrotas e 1 vitória pelo Campeonato Espanhol, mas conquistaram o título da Copa do Rei em cima do maior rival, além de mostrarem mais força e equilíbrio dentro de campo.

O esquema do italiano contava com 4 homens de meio campo, contando com o galês Gareth Bale para fechar o lado direito. James, Modric e Kroos, geralmente completavam o setor. No comando de ataque, Cristiano Ronaldo e Benzema eram os responsáveis por finalizar as jogadas nesse 4-4-2.

 

Real Madrid de Ancelotti contava com uma linha de 4 no meio campo. Esquema mais adequado para contrapor o ataque do Barcelona do trio MSN.

Real Madrid de Ancelotti contava com uma linha de 4 no meio campo. Esquema mais adequado para contrapor o ataque do Barcelona do trio MSN.

A grande diferença não está nos números do esquema, sim na postura. CR7 e Benzema forçavam a saída de bola do Barça, enquanto James e Bale fechariam a porta para Neymar e Messi, que caiam pelo lado, com o galês pronto para sair em contra-ataque.

Foi jogando assim que o Real Madrid, mesmo sem Bale, machucado na época, venceu o Barcelona por 3 a 1 no mesmo Santiago Bernabéu, em outubro de 2014. Resta agora saber se Benítez aprendeu a lição, e se terá tempo de corrigir os erros para o próximo “El Clássico”, pois a rotatividade na parte branca de Madrid é notável. São 9 técnicos nos últimos 12 anos.

Time de fora?

Blog sobre futebol da editoria Jogada, do Diário do Nordeste.

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