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Categoria: Luta em Ação


14:53 · 16.08.2013 / atualizado às 15:09 · 16.08.2013 por

Anderson Silva já declarou que pretende se aventurar na sétima arte após largar o mundo das lutas. O Spider, contudo, não pode iniciar no cinema sem antes ouvir os conselhos de dois craques que estão fazendo sucesso, no momento, com a película mais assistida nas salas cearenses.

Com uma história de amor ao cinema, comédia, artes marciais e uma pitada generosa de a genuína linguagem cearense,  Cine Holliúdy está superando todas as expectativas de crítica e bilheteria. Já é considerado um fenômeno da  produção nacional, restando ainda estrear nos outros estados. Mais de 50 mil pessoas já viram apenas no Ceará em uma semana de exibição.

Edmilson Filho é o ator principal do filme. Conheceu as artes marciais através do kung fu, mas logo se identificou com o taekwondo, tornando-se tricampeão brasileiro. Halder Gomes é o diretor da película. Foi presidente da Federação Cearense de Taekwondo e foi dublê de filmes de ação nos Estados Unidos, onde se aprendeu a fazer filmes.

Veja aqui o recado bem humorado para Anderson Silva:

 

 

08:36 · 08.08.2013 / atualizado às 08:36 · 08.08.2013 por

CINE HOLLIÚDY

Voadora no meio da ´pleura´

Iê iê; arre égua, macho; lá se foi a prega rainha; tô com dor na pleura; e muito mais. O cearensês foi a linguagem escolhida para contar uma história de amor ao cinema e às artes marciais. O Cine Holliúdy, produção cearense gravada em Quixadá, Pacatuba e Quixeramobim, estreia oficialmente amanhã nas salas do Brasil, a começar pelo Estado onde foi feito, e promete resgatar uma história que vive apenas no imaginário de quem viveu no interior do Nordeste, onde em cada cinema havia um filme de Bruce Lee, na década de 1970.

Halder e Edmilson (à direita) juntam humor e amor pelas artes marciais no filme FOTO: KLEBER A. GONÇALVES 

Quem traz essas reminiscências à tona, de forma bem humorada, mas também comovente, são os cearenses Halder Gomes e Edmilson Filho. O primeiro é cineasta, nascido em Senador Pompeu, ex-dublê de filmes de ação de Hollywood (a de verdade, nos Estados Unidos) e fundador da Federação Cearense de Taekwondo. Já Edmilson Filho é pupilo de Halder e se tornou tri-campeão brasileiro e integrante da seleção nacional no fim da década de 1990.Juntos, eles fizeram um curta “O astista contra os caba do mal” (sic) onde mostraram o encanto da população do Ceará pelos filmes de artes marciais. O curta ganhou o mundo afora e 42 prêmios. Foi o trampolim para o longa Cine Holliúdy.

Preconceito

“Desde o momento que escrevi a primeira linha do roteiro desse filme, sabia que estava sendo escrita ali uma história no cinema cearense”, conta Halder, ressaltando que a maior parte dos envolvidos no filme são nascidos no Ceará. O filme é distribuído por uma das gigantes do mercado, a Downtown Filmes. Mas nem sempre foi assim. “Antes, não havia apoio. Ah! Esse é só um cara que luta que quer se meter a fazer filmes´, diziam por aí. Mas aprendi observando durante os intervalos, como dublê, nos filmes americanos”, revela.

Edmilson faz Francisgleydsson, assim como ele, amante do cinema e das artes marciais . “O personagem agora está mais completo que no curta. Exige mais de mim como ator. É um contador de histórias”, fala.

02:20 · 12.04.2013 / atualizado às 21:08 · 11.04.2013 por

million-dollar3A tradução do título do filme Million Dollar Baby fez jus a protagonista. Quando dizemos que alguém é uma menina de ouro significa que é uma pessoa boa, obediente, disciplinada. Maggie Fitzgerald (Hilary Swank) seguia exatamente esse perfil. Na verdade, ela era mais. Embora a idade beirasse os trinta, diminuindo a possibilidade de ser uma pugilista profissional – como sonhava ser -, ela não desistia. Treinava independente do horário ter atravessado a madrugada e a academia estivesse vazia. Praticava ao seu modo, como achava correto, ainda que ninguém quisesse ensiná-la.

Foi essa persistência que conquistou a atenção de Frankie Dunn (Clint Eastwood). A teimosia, a curiosidade e a vontade de questionar aborreciam e tiravam a sua paciência. Porém, ele percebeu o potencial, viu nela um diamante a ser lapidado. Por insistência de Maggie, ele aceitou ser o seu treinador e foi o responsável por tirar as raízes dos almejos dela e alavancá-los rumo a realização. O interesse e a dedicação em aprender fez com ele apostasse nela, mais e mais. Essa, na verdade, é a maior lição do enredo aos espectadores. Nunca desistir e sempre se empenhar para realizar os sonhos, sejam eles novos ou antigos.

million-dollar-baby

Ela teve os seus momentos de glória em cima do ringue, provou o seu valor e profissionalismo. Ouvir o nome na multidão significou o reconhecimento do seu trabalho, compensou todo o esforço, mesmo que tenha sido por pouco tempo. Talvez se ela não tivesse insistido em lutar, não teria morrerido tão jovem, mas provavelmente não teria vividos momentos tão felizes. Ela morreu completa, apesar de toda morte ser triste.

Não vou por em questão a vontade de morrer ou se o que Frankie fez por ela foi certo ou errado. Maggie decidiu parar de sofrer, para que isso não a fizesse esquecer das cenas de realização em que o público gritava por ela. Talvez, se ela deixasse o tempo passar, a vida seria só dor e ela esqueceria tudo de bom já vivido. Ele teve determinação do início ao seu último dia respirando, em suas decisões e atitudes. É esse foco nos objetivos a serem alcançados que atletas do esporte e da vida devem seguir.

00:17 · 31.03.2013 / atualizado às 15:58 · 01.04.2013 por

Para quem acompanhou a maratona de Rocky no Vai Encarar e ficou com vontade de relembrar o enredo completo, há o pacote com os seis filmes disponível para vender tanto em lojas físicas como virtuais. Aproveitamos a deixa e também o feriado para sugerir mais três títulos envolvendo lutas em longa metragem, até mesmo a de Falcão na queda de braço que foge das artes marciais comentadas no blog mas que integra o mesmo protagonista de Balboa, Sylvester Stallone. Para você relembrar ou, então, conhecer a história nesses dias de folga. Deleitem-se!

Sem Título-1

02:34 · 30.03.2013 / atualizado às 16:02 · 01.04.2013 por

rocky-balboaQuando todos os fãs pensavam que não iriam mais reviver as histórias de Rocky, eis que dezesseis anos depois ele reaparece. Dessa vez, não foi possível escutar mais o protagonista gritando o nome de Adrian ao final de cada luta ou muito menos ouvir sermões da sua esposa quando ele se encontrava perdido profissionalmente. Sim, no último filme, lançado em 2006, mantém-se apenas dois secundários: o cunhado Paulie e o filho Robert. Por sinal, o ator que representa o Balboa Júnior não é mais o seu filho real, o Sage Moonblood Stallone. Além disso, outra diferença, é que a personagem sente vergonha e até uma pouco de raiva por viver a sombra de seu pai, afinal, ele é ainda um herói mesmo aposentado.

Uma das melhores falas de Rocky deste filme, na verdade, de todos os que apresentei durante a maratona, foi durante a discussão com o seu filho. Ele traduziu o seu lema no ringue e aplicou-o para a vida. “Não se trata de bater duro, se trata de quanto você aguenta apanhar e seguir em frente. O quanto você é capaz de aguentar e continuar tentando. É assim que se consegue vencer”. E, realmente, isso é verdade. Sylvester Stallone estava tentando dizer isso nas entrelinhas de cada cena desde o início e resolveu dizer isso em palhavras desta vez.

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Quanto as incoerências que costumam percorrer as histórias de Rocky é:desde o final da primeira luta contra Apollo é dito que ele não poderia continuar a carreira porque poderia ficar cego, mas mesmo assim tiveram mais dois filmes recheados de disputas e muitos socos (lógico pelo fato dele ser péssimo na guarda). Em seguida, após Drago, ele teve de largar o pugilismo correndo o risco de morrer se levasse qualquer golpe na cabeça, mas mesmo assim enfretou Tommy. Para completar, depois de mais de dezesseis anos aposentados e com o histórico de saúde que ele tem ainda deseja voltar aos ringues. Como isso é possível? Para piorar, como ele suportou todos os rounds sem cair, sem perder, sem morrer.

Ele não ganhou, tudo bem, até porque seria muito fora da realidade se ainda saísse vencedor, mas o seu adversário Mason “The Line” Dixon estava no auge da carreira. Como pode não ter derrubado Rocky nos primeiros segundos. Ele sabe apanhar, todos os fãs sabem disso, porém não ao ponto de resistir quando estava no início da profissão. Enfim, outra questão é a relação de vitórias e derrotas anunciadas antes da disputa. Quando foi que Rocky perdeu 23 vezes? Eu só lembro de uma vez. Bem, a maratona chega ao fim, vamos dar mais espaço para outros esportes e outras longas-metragens. Até a próxima.

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22:36 · 22.03.2013 / atualizado às 16:01 · 01.04.2013 por

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Ao contrário do início das últimas três continuações de Rocky, dessa vez o Garanhão Italiano começou perdendo. Após sofrer um golpe do contador e ter todo o seu dinheiro arrecadado na carreira zerado da conta bancário, Balboa volta às origens e reacende o antigo espaço onde treinava com Mickey. Retorna ao mesmo bairro, Adrian retoma o seu antigo emprego e o filho conhece e vive de perto como foi a infância sem muito luxo de seu pai. Infelizmente, lutar da forma como fazia antigamente tornou-se uma realidade mais longe do que foi dito no primeiro filme. Após dividir o mesmo ringue com Ivan Drago, ele se viu obrigado a pendurar as luvas, caso contrário poderia morrer em qualquer golpe certeiro sofrido (e convenhamos que esquivar-se e não levar um soco é difícil de acontecer com ele).

Então, decide tomar as rédeas da academia de Mickey e ser treinador. Estava lidando com a vida calmamente, até que uma proposta fez reacender os ânimos de quando estava ativo no esporte. Um garoto chamado Tommy Gunn convence-o a acreditar em seu talento e ensiná-lo. Pouco a pouco, Rocky mostrou todo o espírito e a técnica que envolve o pugilismo. Dedicou horas em treinos e em lições de vida, provocando até um certo ciúmes ao seu filho, por valorizar mais o seu pupilo do que os feitos do seu filho. Deu até mesmo o calção com as cores da bandeira norte-americana do seu amigo Apollo para ele lutar

Tudo estava indo aparentemente bem para Rocky quando o seu aprendiz é levado pela cobiça de uma vida mais glamorosa. Além disso, Tommy achava estar pronto para competir pelo cinturão e o seu técnico discordava, pensava não ser o melhor momento. Sendo assim, o respeito e a idolatria pelo seu mestre foi trocada em segundos por raiva e indignação. Ele trocou de agente e começou a ser orientado por um grande empresário. Para somar as desgraças, o seu filho começa a se rebelar, não respeitá-lo mais e ainda fumar.

Com o seu filho, ele conseguiu o perdão. Quanto ao seu pupilo, ele conseguiu o que queria, ganhou o título, mas não deu o reconhecimento ao Balboa que o treinou para todas as suas lutas. Para completar, ainda foi desafiá-lo à noite em frente a sua casa, dizendo que “a qualquer hora, em qualquer lugar” ganhava dele. O Garanhão manteve a calma, apesar de que qualquer um em sua posição já tivesse a adrenalina correndo nas veias. No entanto, quando Tommy acertou Paulie em cheio, e qualquer paciência que ainda havia em Rocky foi deixada para trás a partir da frase: “você derrubou ele, porque não tenta me derrubar”. Apesar de ser uma luta entre um jovem com um “velho”, essa foi uma das melhores lutas. Nada de enrolação, de muito apanhar para depois bater. Realmente foi como uma luta de rua deve ser, os dois dando socos e recebendo também. Porém, abro um parêntese, como é que o Balboa, que é acostumado com brigas de rua, dá as costas para o adversário? E ainda faz isso duas vezes? Nunca se deve virar se o oponente ainda é capaz de revidar. Será que ele não sabe?

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Mesmo assim, com essa incoerência, acredito que essa ficção foi a mais plausível e próxima a realidade da série de Sylvester Stallone. Mas, como toda história de heróis, ainda ficou algumas outras dúvidas. Por que após perder todo o seu dinheiro, com a fama e o cinturão que ainda tem guardado consigo, não voltou a fazer comerciais ou dá aulas particulares a preços elevados? Por que ele não fez um contrato formal com Tommy antes de ser o seu técnico? Já não foi suficiente ser enrolado uma vez no início do filme? Bom, como eu, muitos expectadores tiveram as suas dúvidas. Mas, isso não impediu de ver e revermos o Rocky.

Este foi o que parecia ser o último da série, publicado em 1990. Por um jejum de 16 anos não teve mais nenhuma sequência de Rocky. Em 2006, Rocky Balboa apareceu mais uma vez nas telonas e, na próxima sexta, irá finalizar a maratona na categoria “Luta em ação” do Vai Encarar de homenagem a esse personagem famoso das artes marciais do filme.

01:43 · 21.03.2013 / atualizado às 18:33 · 21.03.2013 por

Blog Vai Encarar:  Quando e por que você decidiu se especializar no jornalismo nessa área das artes marciais?

Marcelo Alonso: Na realidade, em 1992, quando abandonei a biologia para ser o faz tudo da revista Kiai, no Rio. Não havia um profissional que trabalhasse especificamente com lutas. Na Kiai, por exemplo, o diretor trabalhava com lutadores de várias áreas mandando relatórios sobre os eventos e contratava fotógrafos esporadicamente. Apostei no crescimento do jornalismo de MMA, pois me parecia um mercado excelente. Assim que pedi demissão do Laboratório, aluguei um apartamento em Copacabana e o transformei em estúdio fotográfico. Além de vender anúncios, fotografar e escrever sobre os eventos que cobria, passei a fotografar anúncios e capas para a Kiai. Em 1995, passei a ser editor da Tatame e correspondente de cinco revistas estrangeiras.

FOTO: Kid Júnior.
FOTO: Kid Júnior.

BVE:  Na sua opinião, qual foi a explicação do boom do MMA no Brasil nos últimos anos? Qual a importância da luta entre Anderson Silva e Vitor Belfort nesse contexto?

Marcelo Alonso: O MMA é o esporte mais emocionante e interessante que existe. Não há como exibir um UFC ou um Pride e as pessoas não se apaixonarem. Quando a Globo decidiu acreditar, “comprando” o evento e colocando o UFC em toda a sua grade (Das novelas ao Faustão), não houve como segurar. Obviamente a luta do Belfort com o Anderson teve papel fundamental para alavancar ainda mais o esporte, mas acredito que, mesmo sem esta luta, o MMA estaria no patamar onde está hoje.

BVE:  Como surgiu a ideia do livro “Do Vale Tudo ao MMA”? Como foi trabalhar em conjunto com o Susumu Nagao?

Marcelo Alonso: Na realidade, desde 2008 eu já tinha planos de escrever um livro que contasse a história do MMA privilegiando imagens. Em 2009 cheguei a viajar para Las Vegas com cinco capítulos escritos para apresentar para uma respeitada editora americana que lançou o livro do Forrest Griffin. Os caras adoraram a ideia, mas não tinham interesse em investir num formato maior que privilegiasse as imagens, então resolvi arquivar o projeto. Em 2010, quando o Nagao, que era meu parceiro na kakutogi Tsushin (revista japonesa) desde 1995, veio ao Rio e decidimos juntar nossos acervos e fazer um banco de imagens. Assim que o banco de imagens do PVT entrou no ar tive a ideia de fazer uma exposição: 20 anos de Luta do Vale-Tudo ao MMA. Apresentei a ideia ao pessoal do marketing do canal Combate e ao Shopping Rio Sul e eles entraram como patrocinadores. O sucesso da exposição me trouxe de volta a vontade de fazer o livro, mas não só restrito a fotos minhas e do Nagao, mas que lembrasse os capítulos mais importantes da história do esporte desde o seu marco zero, ou seja, a chegada de Conde Koma ao Brasil, coincidentemente há 100 anos, 1913. Daí veio a ideia de 100 anos de luta. Apresentei o projeto ao gerente de negócios do Combate, Daniel Quiroga, em outubro de 2012, e ele adorou. Como eu já tinha os cinco capítulos mais antigos escritos, o trabalho maior foi mesmo de edição de texto, imagens e conseguir gráficas de boa qualidade que o rodassem no formato que eu queria pelo valor que eu podia pagar.

BVE: Saiu como você queria?

Marcelo Alonso: Depois de muita batalha, cheguei à Gráfica Santa Marta, uma das melhores gráficas em livros de capa dura do Brasil. Graças a Deus, no fim de dezembro de 2012, a criança nasceu e consegui realizar meu grande sonho.
O mais legal de tudo foi poder trazer o Nagao e poder contar com o apoio de grandes ícones da luta nos dois eventos de lançamento na FNAC de São Paulo e Rio. Ficamos emocionados com o apoio dos grandes protagonistas deste livro, que foram lá nos dar um abraço.
Nomes como Fábio Gurgel, João Alberto Barreto, Minotauro, Werdum, Zé Mario, Minotouro, Macaco, Eugênio Tadeu, Demian, Carlão, Wallid, Claudio Coelho, Pederneiras, Kyra Gracie, Cunha, Bebeo, Nikolai… Em suma, foi emocionante. Agora, no dia 25 de março (seg), vamos fazer o terceiro lançamento em outra cidade que é a cara do MMA, Curitiba

Autores do livro ao lado da lenda Rogério Minotouro Nogueira (Foto: Divulgação)
Autores do livro ao lado da lenda Rogério Minotouro Nogueira (Foto: Divulgação)

BVE:  No livro, você destaca a trajetória de vários grandes nomes que contribuíram para o esporte. Existe a possibilidade de ter um segundo livro para completar esta lista?

Marcelo Alonso: Sem dúvida. Nossa ideia é fazer uma segunda edição mais completa., podendo detalhar mais a importância de outros ídolos do passado como Ivan Gomes, Euclides Pereira, Waldemar Santana e George Gracie.

BVE:  Como está sendo a receptividade da obra no mundo das lutas e pela crítica especializada?

Marcelo Alonso: Estamos muito felizes com o retorno. Nossa vontade sempre foi resgatar a história de personagens que tanto lutaram para que o esporte chegasse ao patamar atual, sem deixar de valorizar as lendas das novas gerações.

BVE:  Para você, qual a importância do Nordeste e dos lutadores nordestinos na história das lutas no Brasil e no mundo?

Marcelo Alonso: A importância do Norte e Nordeste do Brasil é enorme para o MMA. Se não fosse o encontro entre Carlos e Koma em Belém, o Jiu-Jitsu estaria extinto e nem existiria Vale-Tudo. O Nordeste lançou alguns dos maiores nomes da história do esporte como Ivan Gomes, Euclides Pereira e Waldemar Santana (velha geração). Na atual geração vale lembrar que Rodrigo Minotauro é baiano, Renan Barão é Potiguar, Lyoto é filho de uma baiana e José Aldo é amazonense.

BVE: Metade dos brasileiros em melhor posição do ranking do UFC são do Nordeste. Como você vê o crescimento do esporte nesta região do País e a possibilidade do primeiro UFC em uma Capital do Nordeste, Fortaleza?

Marcelo Alonso: É muito bom ver os lutadores nordestinos valorizados e reconhecidos mundialmente. Melhor ainda é poder ver os fãs nordestinos apoiando seus ídolos em casa. Depois que Dana White conhecer a receptividade e a simpatia do nordestino, tenho certeza que o UFC passará a ter pelo menos duas edições por ano reservadas para o Nordeste e o Norte do País.

14:06 · 15.03.2013 / atualizado às 16:01 · 01.04.2013 por

rocky4-1Em meio a uma época a qual o mundo vivia a tensão da Guerra Fria, Sylvester Stallone captura a rivalidade entre Estados Unidos e a extinta União Soviética para o ringue da Filadélfia.Um novo lutador, Ivan Drago, desembarca na América do Norte para encarar o campeão do peso-pesado. Embora tivesse uma expressão fria na face e corpo fisicamente preparado, ele não assustou Apollo, o qual não hesitou em pedir o lugar de seu amigo Rocky em uma luta de exibição. Ele queria mostrar que estava em plena forma, no entanto isso não foi suficiente. O Doutrinador aparentemente tentou seguir o método de resistência do Garanhão Italiano, porém não aguentou e foi ao chão, sofrendo o seu último nocaute.

Antes, sossego era o que Rocky mais queria. Mas, diante da morte inesperada, reuniu forças e tentou inibir o medo para honrar a morte de seu companheiro de pugilismo. Como a constância dos três últimos longas-metragens, estava óbvia a vitória de Rocky na história, até mesmo porque o filme não iria mostrar um apoio ao adversário do seu país em pleno momento de instabilidade de ordem política, militar, tecnológica, econômica, social e ideológica entre as duas nações e suas zonas de influência. Aliás, o apoio ao lado “do bem” dos norte-americanos estava demonstrado de forma clara no enredo. Separei alguns momentos:

– MORTE NA LUTA: a disputa inicial demonstra que o oponente não tem escrúpulos ou nenhuma piedade durante a luta. Ainda no segundo round, Graco dispõe uma sequência de socos em Apollo, mesmo quando o juiz tentava separar os dois e o adversário americano mal sustentava-se em pé.

– TREINO: enquanto Rocky corre na neve, corta lenha e faz um treinamento mais rústico, Graco está cercado da mais alta tecnologia em aparelhos para aprimorar a sua força. Além disso, no treino de seu adversário é ressaltado o uso de recursos químicos, aparentemente anabolizantes, como um sinal de que ele está apelando para formas não naturais.

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– COMPORTAMENTO DA PLATEIA: quando a luta foi na Filadélfia, a atitude da plateia de vaiar Graco era completamente aceitável e natural. Porém, ao mudar de endereço, quando o público da União Europeia vaia Rocky, passa a ser considerado um “povo hostil”, como é expresso em duas falas dos comentaristas. No caso: “Sabemos que ele (Rocky) não seria popular, mas isso está parecendo ódio puro” e “Nunca em todos esses anos como comentarista esportivo tinha visto uma multidão tão hostil”.

– APOIO: aparentemente impossível, mas Rocky consegue levar Graco ao chão. Mesmo não estando em seu país de origem, Rocky foi ovacionado por aqueles que o vaiavam no início da luta. Embora comemorasse com a bandeira dos Estados Unidos.

Depois da previsível vitória de Rocky, vem a moral da história implícita: embora o oponente fosse maior e tivesse um aparato superior de assistência e tecnologia, isso não é o bastante para vencer a força natural. Até mesmo os adversários conseguiram reconhecer a superioridade dos métodos, da força e da resistência americana, personificada em Balboa.

10:34 · 08.03.2013 / atualizado às 03:58 · 08.03.2013 por

Rocky-IIICom a fama, Rocky aprendeu a ter carisma diante da câmera, diminuiu o comportamento robótico e isso lhe outra renda além das lutas: os comerciais. Porém, toda glória vem acompanhado do ônus. A força de vontade refletia em seus olhos de tigre foi perdida aos poucos. A cada vitória, Balboa mantinha o seu título e a sua auto-confiança. Infelizmente, ser campeão teve o seu custo. Ele não sabia, mas os seus adversários não era páreo a ele. Por isso, ganhar era sempre certeza.

-> Veja análise do segundo filme de Rocky

A verdade veio a tona, pondo a credibilidade dos seus esforços e golpes em dúvida pelos fãs. Ao ser desafiado por James “Clubber” Lang, sentiu-se encurralado. Embora o seu desejo fosse a aposentadoria, não pôde negar, seria como uma confirmação das ofensas ditas pelo oponente. Então, aceitou a luta. Assim como Apollo no primeiro filme da série, Rocky não levou os treinamentos com seriedade. Fazia os exercícios, mas estava mais preocupado com a melhor posição diante das câmeras. Enquanto isso, o seu rival não disperdiçou tempo ou poupou suor para se preparar para a disputa. Esse comportamento aliado a preocupação em seu treinador ter passado mal antes da luta, o resultado foi o garanhão italiano ao chão ainda no segundo assalto.

Além da derrota, sofreu com a perda de seu técnico Mickey. Somado a isso, toda a sua capacidade e vontade de lutar foi questionada por ele. Deveria pedir revanche? Como bom protagonista e mocinho da história, ele desafiou Lang. Dessa vez, Apollo assumiu as rédeas da preparação e aprimorou a técnica de Balboa, principalmente no quesito defesa. Item que os fãs agradecem.

-> Veja análise do primeiro filme de Rocky

Na luta, Rocky custou para demonstrar os novos ensinamentos e para fazer valer o tempo e a dedicação do seu novo treinador. No entanto, como é de praxe, deixou para os últimos minutos do evento a sua cartada final. Ele aliou o treinamento feito com Apollo a sua característica clássica da resistência e ainda resgatou os olhos de tigre. O resultado: Rocky consegue recuperar o seu posto de campeão, a sua honra e sua auto confiança. Para completar, ainda ganhou um grande amigo e aliado na profissão: Apollo Doutrinador.

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10:57 · 01.03.2013 / atualizado às 16:00 · 01.04.2013 por

rocky-ii-original1Não houve vitória por pontuação ou nocaute. O empate foi o suficiente para render uma fama instantânea a Rocky Balboa e ainda alguns dólares a mais em sua conta bancária. No entanto, assim como em cima do ring, o personagem de Sylvester Stallone era amador também no controle financeiro. Gastou tudo o que tinha em roupas, em joias e na entrada da casa própria.

Pelo jeito desengonçado ao falar e agir, a carreira como modelo comercial foi descartada e não garantiu o dinheiro no mês, fazendo com que batesse de porta em porta atrás de um emprego. O currículo precário não estava ao seu lado, porém não podia mais voltar a lutar. Essa já era mais uma opção, dentre as muitas explicações, ele podia arriscar perder a sua visão. Todavia, a sua vida estava entrelaçada ao boxe, não havia escapatória.

-> Veja análise do primeiro filme de Rocky

A vida cruzou o seu caminho ao pugilismo novamente e uma oportunidade surgiu como a primeira, porém agora com mais fervor do seu adversário. Apollo Creed não conseguiu esquecer do último embate e quis pôr as cartas na mesa, uma revanche foi declarada para melhorar o seu ego e sua imagem perante o antigos fãs. Dessa vez, nada de subestimar o oponente ou considerar o evento uma mera exibição. O Doutrinador queria mostrar que antes não passou de um ato falho, de uma mera sorte de Rocky. Ele queria mostrar por que ele era o legítimo campeão do peso-pesado.

Sim, Apollo exibia melhor performance e técnica, no entanto Balboa exibia novamente as duas mais fortes características – a resistência e o queixo de ferro – guardados na manga. Qualidades tal que fizeram a diferença no momento em que os dois caíram e apenas um se levantou.

Para a sorte de Rocky, mesmo quando o título parecia esvair-se a cada golpe dado que parecia ser inútil, Apollo não apelou para agressões proibidas, o que não se pode dizer o mesmo de Mike Tyson em sua luta contra Evander Holyfilder ao dar sua famosa mordida de orelha.

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O final se repetiu. Os quinze assaltos foram completados, mas dessa vez houve uma diferença, não teve empate. Com o rosto destruído e um estado físico que mal conseguia manter-se em pé, Rocky mais uma vez se declarou a esposa e novamente aproveitou a oportunidade que lhes deram, sendo que dessa vez com melhores resultados. Ele firmou o seu nome na história e fez os espectadores quererem continuar acompanhando a sua trajetória. O que mais aguardava o público nos filmes seguintes? Que força é essa que sustenta um homem no ring o qual não defende a própria face do início ao fim, porém encontra vontade de seguir em frente na dor? É cinema, sim, mas também há lições nas ficções.

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