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Categoria: Jungle Fight


09:35 · 06.04.2014 / atualizado às 09:38 · 06.04.2014 por
Lizianne Uga Uga  (foto) e Larissa Pacheco fizeram um combate digno de disputa de cinturão (Foto: Reprodução Divulgação)
Lizianne Uga Uga (foto) e Larissa Pacheco fizeram um combate digno de disputa de cinturão (Foto: Reprodução Divulgação)

A cearense Lizianne Silveira “Uga Uga” foi bem,  mas não conseguiu conter a atual campeã dos galos do Jungle Fight, Larissa Pacheco, na disputa de cinturão realizada no último sábado, (5), em São Paulo, na 68ª edição do maior evento de MMA da América Latina.

A cearense endureceu o combate contra Larissa, que é considerada uma das promessas nacionais no esporte. Chegou a vencer o primeiro round na opinião dos especialistas, porém a campeã mostrou porque há tantas apostas no seu nome e virou o combate, vencendo Uga Uga no terceiro round após aplicar um triângulo.

O saldo para Lizianne, no entanto, foi positivo. Com um cartel de 2 vitórias, ela conheceu a primeira derrota na carreira logo em uma decisão de título de um evento tradicional e de muita importância, inclusive, no cenário internacional. Como o combate foi considerado um dos melhores da noite e Lizianne mostrou muita garra e técnica, as chances de a cearense ser convidada para mais eventos de grande porte cresceu bastante.

12:01 · 05.04.2014 / atualizado às 12:06 · 05.04.2014 por
Uga Uga é esperança cearense na disputa de título do Jungle Fight (Foto: Reprodução facebook)
Uga Uga é esperança cearense na disputa de título do Jungle Fight (Foto: Reprodução facebook)

A tarefa não será fácil, mas a cearense Lizianne Silveira “Uga Uga” disse que está pronta para conquistar o cinturão dos galos do Jungle Fight.  A 68ª edição do maior evento da América Latina será realizado neste sábado, (5), em São Paulo.

Como atração principal o combate entre Uga Uga e Larissa Pacheco, atual campeã da categoria. Adversária de Lizianne tem apenas 19 anos de idade. Ela fará sua primeira defesa de cinturão e é considerada por muitos uma das promessas do MMA nacional.

Lizianne lutaria no OX Revolution na próxima quinta-feira, (10), mas em virtude da disputa de cinturão do Jungle foi liberada para tentar trazer essa conquista para o MMA cearense. “Ela tinha contrato com a gente, mas quando vimos que liberá-la seria o melhor para ela e para  esporte no nosso Estado, rescindimos o contrato sem ônus algum para a lutadora”, afirmou Fernando Moura, um dos organizadores do OX Revolution.

Oriunda de uma família repleta de lutadores, Lizianne conta com o apoio dos parentes para trazer o cinto para o Nordeste. “Ela está muito bem preparada. Teve um probleminha para bater o peso, mas no fim deu tudo certo. Tenho certeza que será uma grande luta e ela vai conseguir essa conquista”, disse o lutador Jamil Silveira, irmão de Uga Uga.

22:10 · 02.04.2014 / atualizado às 22:10 · 02.04.2014 por
Wallid Ismail aconselha novatos na promoção do evento: "é preciso saber o que tem a perder no início (Foto: Divulgação)
Wallid Ismail aconselha novatos na promoção do evento: “é preciso saber o que tem a perder no início (Foto: Divulgação)

A história do  MMA no Brasil pode ser contada com vários nomes. Um deles é de Wallid Ismail. De lutador a promotor do maior evento da modalidade do Brasil. O Jungle Fight  chega a sua 68ª edição no próximo sábado, dia 5, em São Paulo, com muito a comemorar em 11 anos de existência.

Para quem leu a reportagem com Wallid Ismail publicada nesta quinta-feira, (3), na Página do Vai Encarar, do Caderno Jogada, do Diário do Nordeste, e ficou com gostinho de quero mais; segue a entrevista completa na íntegra da fera:

Blog Vai Encarar: Wallid Ismail, quando você iniciou, o MMA ainda era muito marginalizado no Brasil. Não era a febre de hoje. Longe disso. Você se considera um abridor de portas para a maioria dos eventos que explodiram depois do Jungle?  Por que?

Wallid Ismail: Como lutador, fui o primeiro a viver profissionalmente do esporte. Como promotor de evento, para as pessoas terem ideia, sou o único que vive exclusivamente do esporte. Não sou professor, não sou treinador  nem empresário, vivo do esporte. Sou o precursor nessa área de eventos, assim como fui na época de lutador, com os patrocínios.

BVE:  Conta um pouco das primeiras dificuldades. Você pensou em desistir? Quais foram os piores momentos que você passou como organizador do Jungle?

WI:  Para quem chegou sozinho de ônibus e dormia na academia, a palavra desistir não existe. Até já ouvi falar, mas não tenho uma relação com ela. A maior dificuldade foi quando nas primeiras edições, os parceiros que eu tinha chegaram e disseram que não iam mais fazer, isso a duas semanas do evento. Chamei a responsabilidade, puxei meu cartão e paguei o evento todo sozinho.

BVE: Por que você acha que o Jungle se tornou o maior evento de MMA do Brasil? Quais foram os componentes para isso? Qual o segredo?

WI: A credibilidade. Eu sou do ramo, olho para o lutador e sei quem vai para frente. Além disso, conheço todos os treinadores, todas as pessoas envolvidas no esporte, sei em quem confiar.

BVE: Qual conselho você recomenda para quem está começando a promover lutas e entrando nesse meio?

WI: Pensar primeiro em quanto tem para perder no início.

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BVE:  Onde você quer chegar com o Jungle Fight? Pretende expandir para outros locais? Quais seus planos para este e os próximos anos?

WI:Com certeza. Um dos objetivos é expandir para fora do Brasil, e consolidar o Jungle como a segunda maior liga do mundo. Já estamos trabalhando forte para voltar ao Nordeste, que é uma região com muito potencial. Queremos organizar novamente na Bahia, em Fortaleza e Pernambuco. Muitos não lembram, mas uma das melhores edições foi no Ceará, quando o Rogério Minotouro lutou no Jungle.

BVE: O que mais ter alegra em fazer esse trabalho e, por outro lado, o que mais te deixa indignado?

WI: O que mais me alegra é que virou um vício, faz parte da minha vida. É uma satisfação que não tem preço, hoje vejo vários lutadores que começaram no Jungle e estão bem de vida, é uma grande satisfação. O que mais me irrita é o choro de quem perde. Às vezes nem de quem perde, mas dos amigos de quem perde. A famosa ABOL, Associaçao dos “Baba-ovos” de lutadores. Você foi um grande atleta e realizou grandes feitos.

BVE: Você já pensou em voltar a lutar em uma situação de pessoas de mesma idade? Você ainda é um atleta nos seus sonhos?

WI: Hoje, eu assino cheque, não recebo mais. Estou em outro estágio e estou mutio satisfeito.

BVE: Muitos conhecem o Wallid empresário e ex-lutador, mas não sabem como é você na família. Qual a sua definição de si mesmo?

WI:Minha definição é um cara destinado a vencer, em todos os sentidos.

BVE: Sobre o atual momento dos brasileiros no UFC. Você destaca alguém positivamente? E o momento de algum brasileiro negativamente?

WI: Positivamente, eu destaco o Brasil como um todo, nunca falo de um lutador só. O Brasil nunca teve tantos atletas ranqueados no UFC. Alguns vão falar que já tivemos mais campeões, mas nunca tivemos tantos ranqueados. Negativamente, sou um cara totalmente positivo, negativamente nem gosto falar.

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BVE: Você já declarou que não concorre com o UFC, complementa o Ultimate. A gente sabe que o UFC costuma adquirir os concorrentes que começam a incomodá-lo. Já recebeu proposta de venda do Jungle? Por que não vendeu?

WI: Não recebi (nenhuma proposta) porque sou parceiro do UFC. Eles precisam das ligas menores e com credibilidade para pegar os grandes lutadores. Me considero um grande parceiro. Inclusive, não faço evento no dia do UFC para não concorrer com eles. Sou aquele irmão mais novo, mas sem ser traíra.

BVE: O que acha dos lutadores nordestinos, principalmente dos cearenses?

WI: O Norte e o Nordeste são celeiros de guerreiros, é impressionante a força dessas regiões. Se as cidades do Nordeste tivessem o apoio das secretarias de esportes de cada cidade como acontece no Norte, seria a maior força do Brasil. Eles têm grandes lutadores, grandes guerreiros, com muito potencial. Acredito que os secretários do Ceará e de outras cidades vão entender a importância em incentivar as lutas e fazer crescer ainda mais o esporte nessa região tão rica. Um grande abraço e obrigado pela atenção com os fãs do Ceará

BVE: Gostaria de fazer mais alguma consideração sobre o Nordeste?

WI: Muito obrigado. Queria falar também que o intuito do Jungle Fight é voltar muito mais forte para o Nordeste, inclusive quem tiver interesse é só deixar o recado no site do Jungle, porque temos o muito interesse em estar no Nordeste.