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Categoria: ‘assim não dá’


18:03 · 21.10.2014 / atualizado às 18:25 · 21.10.2014 por
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Eles afirmam que só sairão quando sua demanda for atendida pela COGERH. (Fotos: Ellen Freitas)

Agricultores de Limoeiro do Norte iniciaram na última segunda feira (20) um protesto inusitado: eles resolveram montar um verdadeiro curral em frente ao escritório regional da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (COGERH).

Eles reivindicam a transposição de meio metro cúbico de água do rio Jaguaribe para o açude Carrapicho, em Limoeiro do Norte, que deve manter perenizado um braço do rio Banabuiú, que abastece algumas comunidades. O grupo que iniciou o protesto é da comunidade da Barra.

O grupo de 48 agricultores fecharam, com tratores e máquinas agrícolas, o acesso a Rua Coronel Antônio Joaquim, impedindo que os caros da Companhia chegassem ao local. Em frente ao escritório eles fizeram um curral, cercaram com cordas e colocaram algumas cabeças de gado com comida e água. No pátio, em frente a sede, ovelhas, galinhas e patos foram colocados e alimentados.

Segundo um dos agricultores que iniciou o movimento, Cidclei Guedes, o ato é uma forma de pressionar a resolução do problema que eles vem reivindicando desde 2009. “Nada até agora foi feito. Se for para os animais morrerem de sede, vão  morrer na frente da Cogerh, para o governo saber o que nós passamos”, reclamou.

Ele acrescenta que as famílias que moram às margens do Banabuiú, em Limoeiro, estão sem água para alimentar os animais e para a produção de subsistência, principal atividade dos moradores.Há trechos em que o rio secou.

“Nós só vamos sair daqui quando essa água for liberada para nós”, afirmou o agricultor.

Ainda de acordo com ele, o movimento deverá crescer até o fim desta semana, com a mobilização de pequenos irrigantes do Perímetro Irrigado Tabuleiro de Russas e do Perímetro de Morada Nova, que estão desabastecidos ou com pouco acesso a água e reivindicam água do açude Castanhão.

 

12:59 · 29.09.2014 / atualizado às 13:03 · 29.09.2014 por
O Figueiredo, inaugurado ano passado, é quem ainda mantém o abastecimento em alguns municípios do médio Jaguaribe. Foto: Ellen Freitas
O Figueiredo, inaugurado ano passado, é quem mantém o abastecimento em alguns municípios do médio Jaguaribe. Foto: Ellen Freitas

Inaugurado em junho do ano passado, a barragem do açude Figueiredo tem sido a principal fonte hídrica para os moradores do médio Jaguaribe, principalmente para os municípios de Alto Santo e Potiretama. Hoje o reservatório está com 3,28% da sua capacidade, desde que recebeu as primeiras chuvas.

Na 14ª reunião  extraordinário do Comitê da Seca, ficou decidido que  o açude iria liberar água para o abastecimento de Potiretama, que sofre sem água desde dezembro de 2013. Uma adutora emergencial começou a ser implantada em no início deste mês de setembro para levar água do reservatório até a estação de tratamento de água e Potiretama. Todos os municípios da região decretaram situação de emergência em decorrência da seca.

07:02 · 24.04.2014 / atualizado às 06:49 · 28.04.2014 por
Motociclistas se arriscam em dias de chuva. Moradores já presenciaram acidentes. Foto Ellen Freitas
Motociclistas se arriscam em dias de chuva. Moradores já presenciaram acidentes. Foto Ellen Freitas

Russas. Moradores da Travessa Tabelião Santiago, no Centro deste município, reclamam da demora na conclusão da obra de saneamento básico, iniciada em março. O projeto, com o objetivo de instalar a rede de esgoto vindo da Unidade de Ponto Atendimento (UPA), teve a participação da Cagece e da Prefeitura.

Há cerca de 10 dias, a Companhia concluiu sua parte da obra, mas a restauração da via ainda aguarda a conclusão da prefeitura. Segundo a Cagece, a obra de extensão total de 519,80 metros de rede coletora de esgoto, foi orçada no valor de R$ 181.607,36, através de recursos próprios, através de parceria entre a Prefeitura de Russas e a Companhia.

Ainda segundo a companhia, foi acordado que a Prefeitura entraria com a parte de movimento de terra (escavações, aterros, cargas, etc), pavimentação (retirada e recomposição) e a Cagece com o restante dos serviços. Dessa forma o orçamento foi dividido com a Cagece custeando R$ 155.149,35 (85,43%) da obra e Prefeitura Municipal R$ 26.458,01 (14,57%).

A Cagece concluiu sua parte da obra há uma semana e agora a conclusão é de responsabilidade da prefeitura. Para os moradores, os transtornos durante e depois da obra causaram inúmeros acidentes no trecho e prejudicou comércios e o dia a dia dos moradores do local.

Segundo uma das moradoras, Antônia Oliveira, ela mesma já presenciou inúmeros acidentes, principalmente após os dias de chuva. “Eles abriram o buraco e não fecharam. Quando chove fica muito escorregadio, já vi gente cair de motocicleta e gente de bicicleta.

A Travessa é um dos principais acessos à UPA para quem vem do centro da cidade e passa ao lado do Mercado Público Municipal. Ainda neste mês, uma mulher que se arriscou ao passar pelo local para fazer caminhada caiu no meio dos entulhos, mas não ficou ferida.

O problema fez com que os próprios moradores da rua utilizassem pás e enxadas para tentar tapar os buracos. “Tudo isso que você esta vendo tampado ai fomos nós que fizemos, porque pode acontecer algum mais grave. A pessoa passa, vê uma poça d’água mais não vê que é um buraco e não tem nada sinalizando esses trechos mais fundos”, lamentou a moradora. Ainda segundo relato , o atraso na conclusão da obra prejudica comércios instalados na rua. “Tem padaria, peixaria, loja de peça de moto, e mais o acesso a um hotel ali na frente. Tudo isso fica praticamente inacessível quando chove, porque não tem como o pessoal passar. Até sair de casa é difícil por causa do entulho e da lama”, reclama Antônia.

De acordo com a prefeitura, a obra de restauração da pavimentação da rua chegou a ser iniciada, mas não foi possível dar andamento a obra, por causa do excesso de lama. Segundo explicou o prefeito, Weber Araújo, qualquer calçamento que fosse instalado naquela situação não poderia atender adequadamente o transito de veículos, que chegariam a afundar.

Ainda de acordo com ele, devido aos dez dias sem chuvas no município, haverá condições da equipe de infraestrutura realizar o trabalho. A previsão dada pelo gestor é de que até o final dessa semana a obra já esteja bem adiantada.

14:56 · 30.03.2014 / atualizado às 14:57 · 30.03.2014 por

cageceRussas. Moradores deste município reclamam do aumento abusivo da conta de água e questionam o valor do consumo registrado no hidrômetro, que segundo eles, não corresponde com o consumo real. As reclamações vêm acontecendo desde o mês de fevereiro. O Ministério Público pediu explicações à Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), responsável pelo fornecimento.

Parece que todas as tentativas de economizar água não esta funcionando na casa de dona Francisca Muniz de Carvalho, que mora na Rua Monsenhor João Luiz, bem no centro deste município. Ela lava roupa duas vezes por semana, a água é reaproveitada para lavar a casa ou o banheiro. Na hora do banho ela fiscaliza o tempo que cada um dos sete moradores levam com o chuveiro aberto. Abrir e fechar as torneiras para gastar só o necessário já virou rotina no dia a dia da casa.

Porém, parece que quanto mais dona Francisca economiza, mais ela gasta. Pelo menos é o que vem indicando a conta de água dos últimos três meses. Em Janeiro a conta de água e esgoto veio cobrando R$ 120,26. Desse valor R$ 74 era somente com o consumo de água e pouco mais de R$ 46 relativa à cobrança pela taxa de esgoto, que varia de acordo com o consumo. “Neste mês, eu já estranhei, porque a conta não costuma vir esse valor. Geralmente eu pago uns R$ 70 ou R$ 80 na conta toda”, conta.

Em fevereiro a conta veio com o valor de R$ 194, Francisca conta que procurou o escritório da Cagece em Russas para reclamar. A conta foi reajustada e ela pagou R$ 99,82. No mês de março, a surpresa foi ainda maior, a conta do mês cobrou um valor de R$ 213,00 sendo R$ 125,51 pelo consumo de água e R$ 88 pelo esgoto.

De acordo com o promotor de justiça de Russas, João Batista Sales Rocha, apesar de apenas uma pessoa ter prestado queixa do aumento da cobrança junto ao Decon, ele informou que tem o conhecimento de que o problema não é pontual e que, nos últimos tempos, passou a ser uma queixa bastante frequente.

“Além de mandar instaurar procedimento administrativo nós solicitamos explicações para a Cagece sobre o problema dessas exorbitâncias na cobrança. No caso dele (que apresentor a queixa) prazo para até o final desta semana”, afirmou.

Segundo o promotor, a primeira coisa a ser feita nesses casos é procurar a própria empresa, para obter explicação formal sobre o porquê do aumento e tentar resolver com a própria Cagece. “Se isso não for possível ou se a providencia que eles tomarem não forem suficientes, o consumidor pode procura o Ministério Público para apresentar o problema e fazer uma queixa”, explica João Batista. De acordo com a Cagece, existe a possibilidade refaturamento quando for o caso e que, devido ao volume de clientes, a Companhia está estudando a possibilidade de haver alguma anormalidade.

08:28 · 30.01.2014 / atualizado às 08:28 · 30.01.2014 por
Com o apoio de populares, os comerciantes fecharam a BR-116 na manhã de ontem. Dizem que, se não houver solução, vão ocupar a via de novo. (Foto: Ellen Freitas)
Com o apoio de populares, os comerciantes fecharam a BR-116 na manhã de ontem. Dizem que, se não houver solução, vão ocupar a via de novo. (Foto: Ellen Freitas)

Russas. Comerciantes do distrito de Flores, neste município realizaram ontem uma paralisação na BR-116, no trecho que dá acesso à comunidade, para dar visibilidade ao problema da falta de segurança. A mobilização dos comerciantes já vinha acontecendo, diante do grande número de assaltos às lojas.

Em apenas uma semana deste mês de janeiro, 14 assaltos foram realizados. Flores é o principal Distrito do município, que é formado pela sede de Flores, Ramal de Flores e comunidade de Miguel Pereira.

Ao todo, cerca de 10 mil pessoas são atendidas pelo comercio local. A sede do distrito tem equipamentos públicos importantes, como uma escola estadual, uma municipal, unidade base de saúde, posto policial, além do comércio que é bastante atuante.

Entre os segmentos estão confecções, mercantis, postos de gasolina e lanchonetes. De acordo com um dos lojistas, Márcio da Costa, a população depende do comércio. Do contrário, teriam que se deslocar para a sede de Russas, que fica a cerca de 15km, ou à sede da cidade vizinha de Limoeiro do Norte, que também fica distante 15 km. “A população depende do comercio local e nós de pendemos da população, mas as pessoas estão com medo de sair de casa. A onde de assaltos é muito grande”, reclama.

De acordo com ele, apenas dois policiais militares atuam em todo o Distrito. Marcio também afirma que a viatura em que a PM trabalha é precária. “Uma vez a viatura precisou ser empurrada para funcionar”, denuncia o comerciante.

Diante da precariedade da segurança, só em uma semana, foram 14 assaltos a estabelecimentos comerciais, incluindo postos de gasolina e arrombamento de casas. A comerciante Marcia Vidal contou que, devido à insegurança, atendia os clientes através de um vidro de proteção, mas a barreira foi ignorada pelos bandidos. “Eles chegaram com uma pedra, quebraram meu vidro e assaltaram a loja. Tive prejuízos com o estoque masculino, onde eles levaram muitas peças”, reclama.

Para o comerciante Leudo Silva, a situação está insustentável. “Desde que começou o ano, está sendo uma média de um assalto por dia. Teve uma semana que foram 14, em 8 dias. Estamos fazendo essa ação para chamar atenção das autoridades para o nosso problema, porque não da mais pra continuar assim. Se nada for feito, dentro de um mês nós vamos nos reunir e ocupar a BR de novo”, alerta.

Insatisfeitos, comerciantes e moradores paralisaram a BR-116 na manhã de ontem. A ação durou 1h30min e às 10 horas teve o trafego liberado. O major da PM, Humberto Oliveira, confirmou que apenas dois policiais fazem a patrulha na região. “São quatro policiais divididos em duas equipes que se revezam para cobrir a região”, informou o militar. Sobre possível reforço, não há previsão.

13:50 · 17.01.2014 / atualizado às 13:50 · 17.01.2014 por
Agência do INSS foir construída há três anos, mas não chegou a ser inaugurada.
Agência do INSS foir construída há três anos, mas não chegou a ser inaugurada.

Jaguaruana. Agências do INSS de Jaguaruana se encontra fechada, três anos após sua construção. A solução encontrada pelos moradores é se deslocarem para outras cidades próximas, como Russas ou Aracati.

Um funcionário público do município de Jaguaruana, que pediu para não ser identificado, denuncia o abandono do prédio do órgão, construído em 2010. A obra foi concluída, mas nunca chegou a ser inaugurada por apresentar rachaduras no piso. Até então o prédio permanece fechado sob a guarda de um vigia. As rachaduras impedem a abertura das portas da frente do prédio.

Sem o funcionamento da unidade, os segurados que precisam do serviço se dirigem à agencia do INSS de Aracati, a 45km de Jaguaruana. O funcionário público informou que várias equipes do INSS já vistoriaram o local, mas nada se sabe sobre reformas na estrutura ou uma possível data para inauguração da agência.

 

11:01 · 15.01.2014 / atualizado às 11:01 · 15.01.2014 por

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Aracati. O problema do acúmulo de lixo próximo à entrada da praia de Canoa Quebrada, no município de Aracati, a 150km de Fortaleza, tem incomodado moradores, turistas e empresários locais. Na última sexta-feira um visitante, que pediu para não ser identificado, fez fotos e afirmou ter encaminhado o caso para Superintendência de Meio Ambiente do Ceará (Semace).

O “lixão”, segundo testemunhou o turista, fica na Rua Beco da Praia, que dá acesso a praia de Canoa Quebrada, do lado esquerdo, antes de uma falésia. O montante é resultado do recolhimento do lixo da praia juntamente com os que são recolhidos em ruas onde o carro de coleta não consegue ter acesso, pois algumas ruas são muito estreitas.

O problema incomoda quem visita a praia, já que Canoa Quebrada é conhecida internacionalmente, e que nesta época do ano tem o seu fluxo de turistas aumentado. Para os empresários locais isso também não é bom, porque compromete a paisagem e prejudica o meio ambiente.

De acordo com o diretor da Associação de Empreendedores de Canoa Quebrada (Asdecq), Luiz Nogueira, o problema já ocorre há cinco anos e a entidade já tentou por diversas vezes alertar a Prefeitura para que o problema seja resolvido. Ainda de segundo ele, o carro que deveria coletar esse lixo duas vezes por semana as vezes não passa, sendo esse o motivo do aumento do lixão próximo a duna.

“Seria ideal se esse lixo fosse levado para o lixão de Aracati. Eu não sei por qual motivo não é feito dessa outra forma, há muito tempo é feito assim. O lixo que é recolhido pelo coletor vai direto para o lixão, mas tem umas ruas que o coletor não passar, ai é retirado no trator, ou de carroça, e ele é colocado nesse local para que o coletor venha pegar, ou caçamba”, explica.

A Praia de Canoa Quebrada é considerado um dos destinos turísticos mais procurados do Estado do Ceará, e é conhecida nacional e internacionalmente. Nesta época do ano, de alta estação, o movimento de turistas cresce em torno de 70%, se comparado ao período de baixa estação, segundo o presidente da Associação de Empreendedores de Canoa Quebrada.

O titular da Secretaria de Infaestrutura e Urbanismo de Aracati, Eneias Porto, informou que o problema já é do conhecimento da prefeitura do município e que foi agendada uma visita ao local na tarde de ontem com ele juntamente com o gerente da empresa contratada para prestação do serviço de limpeza.

O turista que denunciou o lixão, também identificou o transbordo de uma estação de tratamento de esgoto da Cagece, as margens da BR-304, antes do triângulo que dá acesso à Estrada Aracati-Majorlância. De acordo como ele, a preocupação é de que com as chuvas os dejetos possam ser levados pela água até o rio Jaguaribe. As fotos feitas também foram encaminhadas à Semace para fiscalização.

Sobre a denúncia de suposto transbordamento na Estação de Tratamento, a Cagece informa que não há extravasamento de esgoto, pois a Estação está funcionando normalmente.

Segundo a Companhia, o suposto transbordamento, na verdade, se refere ao efluente tratado, que é monitorado periodicamente, estando dentro dos padrões permitidos pela legislação. Diz ainda que já está projetando um novo emissário para definir um novo destino ao referido efluente.

16:22 · 23.12.2013 / atualizado às 18:15 · 27.12.2013 por
Fugueiras foram arrancadas para dar lugar as carnaúbas. (foto: reprodução facebook / Grupo Free)
Fugueiras foram arrancadas para dar lugar as carnaúbas. (foto: Reprodução Facebook / Grupo Free)

“Deceparam as árvores da rua! Sem troncos hirtos na calcada fria, a rua fica inexpressiva e nua; fica uma rua sem fisionomia…

…meu Deus, seja qual for o meu destino, mesmo que a dor meu coração destrua, não me faças traidor, nem assassino, nem cortador de arvores da rua!”.

O texto foi escrito pelo poeta brasileiro Guiuseppe Artidoro Ghiaroni , também reproduzido na Fan Page do grupo Free Móvel, que reúne jovens do Distrito de Flores, em Russas, para lamentar a derrubada de árvores antigas da praça da comunidade.

A tristeza dos versos serviu de legenda para mais uma etapa do projeto de “revitalização” da praça do distrito, onde na manhã hoje as figueiras que embelezavam a pracinha foram arrancadas para dar lugar as carnaubeiras. Sem sombra e sem ninhos, a paisagem imposta desagradou ao grupo de pessoas, que tem como pauta de luta a preservação ambiental e a sustentabilidade na localidade.

Uma das moradoras da comunidade e militante da causa, Silvania Mendes, lamentou o projeto não ter a participação popular, levando em conta as ideias e opiniões das pessoas do próprio distrito.

“Apenas acho que os projetos de uma gestão deveriam ser mais participativos, afinal de contas os gestores estão assumindo um lugar de representação do povo. O povo precisa ser ouvido, minimamente! Acho que, enquanto defensora do meio ambiente, deveria ser pensado não só a estética do lugar. Quando falamos em meio ambiente somos totalmente incluídos nesse conceito. As árvores nativas devem ser priorizadas e principalmente as que proporcionam sombreamento!”, desabafou.

Ainda segunda a moradora, algumas reuniões foram tentadas, sem êxito, para um acordo e algumas alterações no projeto imposto pela prefeitura. No início da obra o grupo também denunciou a poda drástica das árvores da praça, considerada crime ambiental pela legislação brasileira.

 

Atualizado às 18:08, de 28/12/2013:

As árvores citadas não são nativas da comunidade e sim antigas.

Segundo o prefeito, as espécies como nim e  flamboyant foram preservadas. Ela confirma que sete figueiras que foram arrancadas, mas pelo fato de estarem morrendo e também danificando a calçada. No local foram colocadas carnaubeiras, típicas no município.

 

 

10:35 · 20.11.2013 / atualizado às 10:35 · 20.11.2013 por

 

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O único ponto de lazer da comunidade de Miguel Pereira, localidade pertencente ao Distrito de Flores, no município de Russas, está literalmente “caindo os pedaços”, como a população costuma definir a situação.

Moradores denunciam a situação de abandono da quadra Eduval Zavier Pinto, que não possui condições estruturais de receber os moradores. Parte da coberta já caiu e a outra ameaça desabar a qualquer momento.O quadro de energia virou sucata e o reboco do muro esta se desmanchando. O portão frontal que dá acesso ao espaço também não esta resistindo à falta de manutenção.A lanchonete interna esta sem porta e sem grades de proteção e no banheiro feminino o único sanitário existente esta quebrado. O estado esta crítico e uma reforma é emergencial.

O piso da quadra ainda possui condições de ser utilizada, o que leva alguns moradores da comunidade a bater uma bolinha de vez em quanto, mas os alambrados e redes de proteção são praticamente inexistentes. A quadra também era utilizada para eventos sociais da comunidade. Moradores pedem que a prefeitura realize uma reforma no espaço.

 

 

Foto e informações, Agência TV Jaguar

10:46 · 08.11.2013 / atualizado às 10:53 · 08.11.2013 por
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Queimadas na localidade do Setor, zona rural de Limoeiro do Norte, mobilizam alunos de escola pública. (Foto: Tv Jaguar)

As queimadas utilizadas por agricultores para “limpeza” de terrenos é tema de uma campanha de conscientização, engajada pela Unidade Escolar Setor NH-6, na localidade do Setor, zona rural de Limoeiro do Norte.

A iniciativa partiu da professora Maria de Fátima da Silva Cavalcante, diante da prática que vem causando graves prejuízos ao meio ambiente e a saúde da comunidade. Diante da problemática, ela vem mobilizando os alunos da escola para educação ambiental, de modo que eles possam intervir, conscientizando agricultores e famílias sobre a prática.

Além de visita as famílias, os alunos entregam panfletos com orientações sobre os males causados pelas queimadas.

Mesmo com a Campanha “Não às Queimadas” em andamento, o problema ainda persiste, causando transtornos para os moradores. A fumaça e a fuligem afetam diretamente a saúde da população, podendo ocasionar doenças respiratórias.

O agricultor Ronaldo Cesar da Silva, que afirmou ter realizado a ação, se defendeu dizendo que a prefeitura não se encarregou de buscar os galhos de árvores, mesmo ele entrando em contato com o órgão responsável, e que a única alternativa encontrada por ele foi a queima do material.

A prática de queimada sem licença do órgão ambiental é tida como incêndio criminoso e é punida pela Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) com pena de um a quatro anos de reclusão. Para isso, antes de fazer uma queimada, o agricultor deve providenciar a sua licença no órgão ambiental da cidade, podendo ser até o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar (Ambiental).

 

 

Com informações da Agência Tv jaguar